sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Visitante (Parte II)

Claro está que quando se entra na secretaria da minha antiga escola para resolver qualquer problemita, é o mesmo que entrar no dentista, passamos a ter de lá ir regularmente porque nada se pode resolver na hora e falta sempre qualquer coisa. Ah, e a culpa é sempre, sempre, sempre nossa.
O senhor funcionário, simpático mas igualmente incompetente, ontem  disse-me que teria de estudar o regulamento e pediu me para lá ir no dia seguinte (ontem) para me informar. Eu assim fiz. Por volta das 3h ou 3.30h, passei por lá e perguntei se já tinha informações para me dar. Claro que me respondeu "Oh menina ainda não tive tempo de olhar para isso! Mas a minha colega informa-a." Respirei fundo 5 vezes e pensei "Tu tem calma que a colega do senhor vai te esclarecer!". A senhora lá veio e respondeu-me a todas as perguntas com um "Acho que sim." "Acho que não". Perguntei o que era necessário para me inscrever para os exames e disseram "Uma cópia do B.I. e o boletim de inscrição devidamente preenchido". Lá me dirigi à papelaria, comprei o boletim e voltei à secretaria para o preencher. Vou fazer exame a Desenho-A, Português e História da Cultura e das Artes, mas eis que a mulherzita me pergunta "E vais fazer os exames para quê?" "Para ver se subo a nota" "Mas já fizeste as disciplinas todas, pois já?" "Já sim." "E HCA é uma disciplina do 11º ano?" "É" "Então não podes fazer exame!" "Não posso porquê????" "Porque só podias fazer no 11º e no 12º, agora não podes!" "Mas a mim nunca ninguém me disse nada disso! Sempre me disseram que podia fazer os exames que quisesse!" "Ah, e podes!" "Então não estou a perceber! Posso ou não posso?" "Podes, mas só conta para prova de ingresso. Não te vai subir a média do ano!" E eu cá para os meus botões, "Se HCA é uma específica, obviamente que eu quero isso para prova de ingresso, não?!" Mas pronto, eu sei que os funcionários daquela escola são um tanto ou quanto tacanhos e limitados, por isso, voltei a respirar fundo e continuei. Depois do boletim devidamente preenchido e a cópia do C.C., perguntei se estava tudo e se podia ir. Diz-me muito prontamente a senhora "Falta pagar menina!" "Pagar??? Pagar o quê?!" "Os exames!!!" "A mim nunca me disseram que tinha de pagar coisa nenhuma! Aliás ontem perguntei o que era preciso e apenas me dissera que precisava do boletim e da cópia! Nunca ninguém me falou em dinheiro!" "Ah, nunca perguntaste por preços!!" "Mas como havia de perguntar preços se eu nem sabia que tinha de pagar?" "Para a próxima informa-te melhor!!" "E quanto é?" "10 euros por cada exame, menos o de HCA que custa 3. Ou seja, 23€" "Olhe, eu tenho outra dúvida, para o acesso ao ensino superior não tenho de ter uma senha? Eu sei que já fiz isso o ano passado, mas já não me lembro!" "Olha isso já tinhas de ter aqui contigo!! É para juntar a estes documentos!!!" Apetecia-me gritar VOCÊS ESTÃO A BRINCAR COM A MINHA CARA??? ENTÃO ONTEM ERA O BOLETIM E A CÓPIA E AGORA JÁ É O RECIBO DA SENHA E 23€??? "Porque não informam tudo de uma vez?" perguntei eu. "Porque tu não perguntaste! Para a próxima informa-te melhor das coisas. Está tudo na internet!!" "Mas eu ontem vim aqui pedir informações precisamente para hoje tratar tudo de uma vez!" "Não tenho que te faça. Ainda tens tempo, por isso vens cá para a semana e trazes tudo direitinho."
Virei costas, respirei fundo 200 vezes, e saí.
Cheira-me que vai haver um post com o título "A Visitante (Parte III)"

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fiquei sem palavras

Como é que ele sabe? Será que estava a falar de mim?


Sei que já vou tarde, mas lerda tecnológica como sou, até fiquei contente por só me ter atrasado 10 dias.
Se os rapazes vissem isto e pensassem duas vezes, não haveria tantos heartbreak como há.

A Visitante

Ontem, decidida a arrumar o assunto de vez e sem querer atrasar nas datas, rumei à secretaria da minha antiga escola para me inscrever nos exames nacionais.
Primeiro, quando entrei, o senhor porteiro veio atrás de mim a perguntar onde ia. Eu disse-lhe e ele entregou-me um cartãozinho daqueles com molas atrás, para usar no meu casaco com a palavra VISITANTE. Fiquei triste. Eu já não sou considerada aluna naquela escola que, apesar de tudo, passei muuuuuitos bons momentos lá, conheci muuuita gente que é minha amiga e vai continuar a ser, aprendi taaanto mas tanto!! Onde me matei a trabalhar, e onde emagreci 4 quilos em menos de nada. Aquela escola é muito especial para mim e irei sempre ser aluna e nunca visitante. Não importa o que o cartão diz!
Adiante. Dirigi-me à secretaria, que diga-se, é um tormento para mim lá ir (e penso que o mesmo acontece a todos os alunos... e visitantes) mas felizmente fui atendida pelo sr não-sei-das-quantas em vez da ranhosa da Anabela (estúpida todos os dias e cabra de profissão). Quis pedir-lhe informações sobre os exames visto que a regulamentação mudou e eu quero estar muito bem informada desta vez. Expliquei-lhe que quero ir a exame como externa, auto-proposta mas que é apenas para melhorias porque já tenho as disciplinas todas feitas e arrumadas. Oh senhores, se vissem o nó na cabeça do homem quando lhe estava a fazer as perguntas... "Agora sou obrigada a fazer a primeira fase, certo? E já me disseram que quem passar à primeira não pode ir à segunda, é verdade?" "aahh... Sim, tem de ir à primeira fase" "E à segunda senhor? Posso ir na mesma? É que caso seja como ouvi dizer, eu não posso ir a nenhuma segunda fase porque eu já fiz as cadeiras todas, logo, não vou chumbar" "Pois, tem razão" "Mas eu posso ir à segunda ou não posso?!" "Olhe, deixe-me ir ali perguntar à minha colega". 15 minutos depois vem à minha beira "Oh menina a minha colega diz que agora não tem tempo para esclarecer. Eu tenho aqui o regulamento mas ele chegou hoje de manhã e ainda não o li, mas passe por cá amanhã e eu já lhe dou mais respostas, pode ser?"
Que remédio! Hoje, lá vou eu ser VISITANTE outra vez... Desde que não seja a ressabiada da Anabela a atender-me. É que hoje dói-me a garganta e não me apetece discutir com ela.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Falando de coisas menos más

As obras em minha casa estão a deixar-me doudinha desta cabeça! (Já estava ainda antes de começarem). Toda a minha casa é pó, buracos, fios pendurados e móveis empilhados (na garagem). A banca da minha cozinha, preta de natureza, virou branca como a neve em menos de 2 horas, assim como a mesa, a loiça lavada que estava a escorrer, e tudo o que era alcançável, estava mergulhado em pó branco, irritante, daquele que se limpa e quando se volta a olhar está tudo sujo outra vez; daquele que se agarra à roupa como uma mulher a uns Louboutin; daquele que consegue infiltrar-se mesmo em condições extremas de portas forradas a plástico e panos... Tenho de respirar fundo (NÃO! Não posso! Há muito pó!) e limpar, limpar, limpar!
A minha vida vai ser esta nos próximos tempos... Mas os resultados vão valer a pena (espero eu!).

Fiquei para as bandas...

O meu irmão chegou a casa e perguntou "Sabem quem morreu?". Ficamos os três a pensar em quem poderia ter sido, quem estava doente, pensando que fosse algum velhinho acamado ou uma personagem típica maluquinha dos autocarros. "Não. Quem foi?" acabamos por responder. E ele diz-nos que foi o nosso vizinho da frente, que tinha sido o funeral hoje à tarde.
Não é que o conhecesse ou simpatizasse com ele, porque, na verdade, nunca falei com o senhor (nem nunca mais vou poder falar) mas é tão estranho o nosso vizinho da frente morrer e nós não sabermos!
Sem dúvida que quando estou só em casa, estou tranquila porque se acontecer alguma coisa, sei que os meus vizinho me acodem. Mas, se eu nem soube que o senhor morreu ontem (provavelmente de manhã), como é que eles vão saber que eu estou a precisar de ajuda deles na hora?
Isto abalou-me um bocado. A mim e a todos...
Agora a minha princesa não vai ter quem lhe abane o portão a provocá-la. Acho que até ela vai ter saudades.

Vi o Diogo Dias

e até estava bem giro (sempre gostei daquele rapaz!) dos tornozelos para cima, já que o moço teve a ideia peregrina de enfiar as calças dentro de umas botas estilo militar. Apeteceu-me apertar-lhe o pescoço e depois reanimá-lo com respiração boca-a-boca, desta feita, sem as botas, claro!

Ai Dioguinho, Dioguinho!!!

A escolha de um serviço...

Eu e as minhas amigas costumamos andar de táxi algumas vezes, principalmente quando vamos de férias ou para a noite. Como não somos diferentes de ninguém, gostamos de viajar em boas condições, num carro bom (se possível, melhor que o nosso), confortável e com estilo. No entanto, há praças em que eles estão em fila e, dizem elas, temos sempre de escolher o primeiro, porque sim, porque é assim que se faz e porque somos obrigadas a isso. Mesmo que à frente esteja um ferro velho e atrás uma máquina poderosa e cheia de estilo, vamos no da frente, o que eu não concordo nada.
Não sei se isso é verdade ou não, mas na minha ideia, é só estúpido (já agora, gostava de saber a opinião de quem percebe destas coisas) porque se vamos pagar, no mínimo, temos o direito de escolher o que é que vamos pagar! Quando vamos a uma loja, não somos obrigadas a escolher a peça da frente de todo, quando vamos a um supermercado, nenhuma lei diz que temos de tirar, obrigatoriamente, o pacote de leite da frente. Então porquê isto tudo com os taxis? Porque não posso eu escolher o carro em que vou viajar?
Afinal, quem paga sou eu, certo?

Nos cafés (restaurantes, e afins...)

Já que estamos numa onda de indignação, aproveito para denunciar outra maldade que me fazem, principalmente no Verão e não importa onde é, em que parte do mundo, em que situação, nada! No Verão, a minha vida é esta:
Eu não sou esquisita, mas não gosto (e faz me mal) beber água fria, quer esteja no Verão ou no Inverno. Não bebo, ponto. Caso aconteça, a minha garganta dá logo sinais de que a ando a mal tratar e vinga-se de mim com uma valente dorzita, e, convinhamos, que não a acho nem necessária nem adequada ao Verão.
No entanto, eu tenho sede (que eu até consigo ser normal) e dirijo-me a cafés - ou nos restaurantes -, peço água natural, e ficam a olhar para mim com cara de "NATURAL???? NÓS ESTAMOS NO VERÃO OH ESTÚPIDA!!!" e, obviamente, trazem-me sempre a garrafita mais gelada que têm. O que também têm, são dois trabalhos, o de vir, e o de ir buscar uma como eu pedi, natural, como se quer.
Porque afinal, quem paga sou eu, logo, tenho o direito de escolher, não?!

Nos restaurantes

Tenho uma dúvida. Nós, os clientes, quando nos sentamos à mesa de um restaurante, pegamos na ementa e escolhemos um prato, esse mesmo prato é suposto ser ao nosso gosto, certo? Não é por nada, mas é que se eu escolhi, penso que deve estar como eu gosto e não como o empregado de mesa gosta. Estou a pensar mal?
Tudo isto porque eu tenho total aversão a carne (ou peixe) crua e média ou mal passada. Não consigo comer, parece que estou a comer o pobre bichinho alive e não me sinto bem com a situação. Isto leva-me a pedir e a SUBLINHAR ao senhor empregado que quero os bifes MUITO BEM PASSADOS, e não me importam que venham secos ou torrados, o que não quero é que venham a nadar em sangue. Pois bem, no outro dia fui a um restaurante e disse exactamente isso. Quando a comida chegou, os meus bifinhos estavam em modo pré-cozinhado, com sangue, carne vermelha, difícil de cortar e de olhar. Aquilo remexeu-se-me com o estômago e tive de chamar o empregado "Olhe, a carne está crua, não se importa de levar para passar melhor?" "Mas menina, não gosta de carne mal passada?! Olhe que assim é que ela é boa! Eu como sempre assim" "Não, mas eu não gosto, na verdade, faz me muita impressão e eu pedi-lhe, por favor, para o sr cozinheiro a passar muito bem, lembra-se?" "Sim sim menina e eu vou levar para passar melhor, mas olhe que ela é boa assim... Depois vai ficar seca!"
Isto leva-me a pensar, será que toda a gente é obrigada a gostar de carne crua? É só a mim que isso incomoda? Mas será que eu tenho de comer o que o senhor empregado gosta e não o que eu gosto? Mas eu é que pago, não é? Pergunto-me se ele fez de propósito e ignorou o meu pedido só porque achava que cru é que é bom.
Neste país nem no que pagamos (e não é pouco) mandamos.

Mas então não é que

os senhores que cá vêm fazer as obras tiveram piedade de mim e disseram "Não desesperes, há solução" e vou ter netzinha durante tooooodo o período das transformações nas minhas salas? Estou contente, contente, contente. Assim, continuo a ter ZON e telefone fixo, o que também é bom.
Afinal não vou a lado nenhum, minha gente!!! Aleluia!!!

P.S. No entanto, as obras já me estão a matar... Isto de acordar de madrugada e começar logo a ouvir barulhos demorados e contínuos não dá com nada. Mas é um sacrifício para uma boa causa!