segunda-feira, 19 de março de 2012

Obrinhas! Parte III

As obras na minha sala estão finalmente a dar frutos. Pensei que não seria para este ano, chiça! Hoje mudaram as portas, caixilhos, os rodapés, e tudo o que é de madeira e imagine-se, começaram com as pinturas! Escolhi um tom entre o cor toupeira e o café com leite para todas as paredes ficando o tecto branco. A mobília será em madeira clara, o sofá novo, bege e tudo nesses tons, e por fim salpico com cor, nos tapetes, almofadas, candeeiros, telas, flores, em verde que fica perfeito com a cor da parede. Mal posso esperar por ver o resultado final! Penso que vai ficar bem melhor do que imaginei. E o papel de parede para o hall de entrada? Vai ficar para lá de perfeito!!! Estou mortinha por amanhã para ver a evolução das obras que, cheira-me, vão terminar. Depois é pôr os sofás antigos, o LCD no sítio até termos um tempinho para encontrar as peças que encaixam ali que nem uma luva. Vou mostrando pormenores quando houver algo mais concreto para se ver.

Dia do Papá!

Pois que todos sabem, sou uma nulidade culinária ao contrário do meu irmão que gosta tanto de cozinhar como de comer, mas no entanto, e por amor ao meu Paizinho, dirigi-me à cozinha para ajudá-lo a fazer algo diferente para ele. Estava receosa, o objectivo era surpreende-lo e agradar-lhe o paladar e não o contrário, mas o meu irmão disse-me logo que eu não ia propriamente cozinhar, apenas ia moldar os bolinhos e que a massa já estava feita. Sossegou-me o espírito e alinhei. O meu trabalho era basicamente fazer bolinhas e passar tudo por farinha e por na frigideira. Eram uns bolinhos de batata e alho (e mais umas coisas que ele meteu lá para o meio) para entradas e que deu-me uma trabalheira dos diabos porque a massa estava muito mole e era impossível moldá-la. Mas com uma paciência de santa, e só porque era para o meu Paizinho, lá estive uma meia hora a fazer bolinhas que nunca mais acabava a porra da massa! O meu irmão, querido que só ele, já tinha feito ontem um pudim para o Pai, que adora, e um bolo de cenoura para mim que não gosto de pudim.
Resumindo e concluindo, as bolas, que pensei que fossem parar todas ao lixo, comeram-se bem (eram umas 200 - brincadeirinha!) e o bolo de cenoura... bem, o bolo de cenoura... nem vou falar. Estava, digamos, mau. Para não me alargar muito. Mas as bolinhas estavam boas. O Pai gostou! E eu não me esqueci de vocês!


Em versão Gourmet, porque o meu irmão gosta sempre de aprimorar.

Espero que tenham mimado os vossos Papás ao longo do dia, que os estimem tanto como eu estimo o meu. Dou-lhe miminho todos os dias, à minha maneira e não é por fazer umas bolinhas que ele ficou surpreendido, foi por saber que o fizemos por ele e porque não queríamos que este dia fosse apenas mais um. Certo que o dia dos Pais são todos os dias, mas hoje tinha de ser um pouquinho especial. Porque sim. E quem sabe não passamos a ter um Dia do Pai e um Dia da Mãe todas as semanas em minha casa?

Pequenas obras de arte que achei enquanto vagueava na Internet















domingo, 18 de março de 2012

Fada do Lar

Ontem dediquei-me às compras para casa e para mim (que já estava a sentir falta). Fomos ao BriCor e, honestamente, estou rendida, fã incondicional, cliente assídua, tudo o que possam imaginar. Tem tudo o que eu gosto numa loja: uma enormidade de oferta que punha o mais comum dos mortais com dores de cabeça por não saber o que escolher. Eu não me incluo nesse grupo, sou bastante rápida a decidir, mas o facto de saber que tenho muito para ver, dá-me mais inspiração e vontade de voltar. Tem funcionários super profissionais e simpáticos, sempre prontos a mostrar-nos o que há de novo, o que vai de encontro aos nossos gostos e às nossas necessidades sem serem uns "pain in the ass" impingidores de coisas. Pronto, sou fã. Têm uma quantidade de amostras de tecidos (para cortinas, estufar sofás, poltronas, para colchas, lençóis, ...) que é impossível descrever, para todos os gostos e carteiras. E papeis de parede? É o fim do mundo! E telas, quadros? Têm de lá ir. Têm uma oferta e uma diversidade de materiais que nem imaginam que existe. Isso já para não entrar em móveis, loiças de casas de banho e por aí fora.
Ontem fomos lá, a Mindelo, ao lado do Style Outlet de Vila do Conde e encomendamos uma pele para estufar dois cadeirões (vão ficar lindos qu'eu sei lá!) e compramos um papel de parede tão giro que mal posso esperar para os senhores o colocarem! E, obviamente, no fim fomos ao Outlet. Comprei umas peças bem giras que infelizmente não parecem nas fotos, mas são giras! Estava cansadinha. No fim, jantamos num restaurante em Vila do Conde em frente ao mar que é uma delícia. Quando voltei para casa, mudei de sapatos, vesti mais um casaco e saí com Ele para irmos tomar o pior café que alguma vez provei. Estava tão mau que nem consegui acabá-lo. Mas o resto valeu a pena.
Aqui estão as minhas novas pecitas.

Saco Parfois, que está vazio e por isso parece um mono, mas não é.

Camisola de meia estação da Zara Lefties (a minha cor prefeeerida!!!)

Colar dourado - é mais dourado do que a foto aparenta - da Parfois (oferta do Papá) e anel dourado com pedra em cor pérola da Primark (já o tinha comprado há algum tempo, mas nunca vos tinha mostrado, e fica mesmo bem com este colar).

sábado, 17 de março de 2012

Ai Sexta-feira, deste cabo de mim...

Tive uma sexta-feira de doidos! Acordei cedo "comó'raio", arranjei-me e quando cheguei à sala, os senhores já lá estavam a trabalhar. Um pó que não se aguentava no ar que nem sei como é possível conseguir algo tão concentrado dentro de um espaço tão pequeno, impressionante! Comecei logo por explicar ao senhor que cor queria para as paredes, como queria a disposição dos focos no tecto, como queria a janela, em qual parede será para colocar o papel, tudo. Às 9.30h Ele estava lá fora para irmos a Braga ao Banco Alimentar. Pediu-me ajuda para carregar os alimentos - que mais tarde seriam distribuídos por cabazes e entregues às famílias mais necessitadas da freguesia que já estão devidamente identificadas, apesar de nem eu nem Ele sabermos quais são (nem nos interessa) - e depois deixá-los no centro paroquial que a presidente de junta se encarregaria de os distribuir. Só que aquilo era imenso pacote de leite, imensa garrafa de óleo e azeite, imenso saco de feijão, e a minha estrutura física queixou-se logo. Mas era por uma muito boa causa. Por volta das 11.30 estava tudo prontinho e no seu devido lugar. "Queres vir comigo ao mecânico alinhar a direcção da carrinha?" perguntou-me Ele. "Oupa, siga!" disse-lhe. Chegamos ao senhor mecânico e perguntamos se podia fazer isso e tal, ele disse que sim. Mais de meia hora para alinhar a porcaria da direcção, e pára para fumar, pára para falar, pára para ver isto ou aquilo, e no fim, pumba, 15€ que Ele teve de desembolsar. Resumindo e concluindo, demorou, foi caro e ficou uma porcaria de trabalho pois a carrinha ainda descai para a direita. Que se há-de fazer? Já era quase meio-dia!
"Não quero ir comer a casa! Aquilo é uma névoa de pó branco que nem consigo ver nada!" disse-Lhe. E vá de ir ao shopping almoçar. Por volta das 2 horas liga-Lhe a mãe a dizer que tem de entregar não sei quê a não sei quem e que às 3.30h fosse lá para carregar a carrinha. Deu-nos tempo para ir à Oliveira tomar um café na esplanada, aproveitar um pouco o único raio de sol existente e bora lá buscar o que a senhora pediu. Depois da entrega concluída fomos dar uma volta às lojas e vimos uns casacos que ele gostou (fiquei parva da minha vida por ele ter gostado) e fui para casa. Estive lá nem 2 minutos e saí de novo, desta com os meus pais, para irmos jantar. Depois demos uma voltinha e quando cheguei a casa a única coisa que via à frente era a minha caminha quentinha e a minha almofadinha fofinha.
Desculpem lá a ausência, mas é que não deu mesmo, no entanto, não me esqueci de vocês!


Ambos Zara e que Lhe ficam bem que eu sei lá!!! Ainda há outro da H&M mas ainda não consegui imagem.

Acerca do voluntariado...

tenho a dizer que estive de plantão pronta com um lindo sorriso no rosto, esperando curiosos e interessados que partilhassem o gosto pelas artes, mas eis que em 3 horas apareceu um único casal. Tive pena, não pelo tempo que disponibilizei para lá estar mas por ser uma boa exposição de arquitectura realmente interessante, enorme e muito bem organizada. É do senhor Nuno Portas, pai do senhor Paulo Portas (diga-se que tem mais jeito para a arquitectura que o filho para a política, mas isso é óbvio) e excelentíssimo marido da grande dona Helena Sacadura Cabral que, confesso, tinha esperanças de a encontrar por lá para trocarmos umas impressões. Admiro-a muito. Adiante. Apesar de não termos tido visitantes, a conversa e a companhia foram excelentes. Uma senhora, a dona M.J., viajada, sensata, extrovertida e super bem disposta, e o senhor segurança B. que se juntou à conversa. Três perfeitos estranhos de diferentes idades etárias que partilharam experiências de vida e com visões de temas diferentes mas que se tocam num ponto ou noutro. Adorei! Só por isso valeu a pena! O voluntário na CEC, para mim, faz sentido pelas conversas, pelos conhecimentos, pela partilha de experiências. Sou uma faladora nata, sedenta de informação e de novas histórias, novas ideias, novos ideais e adoro falar com todo o tipo de pessoa, com toda e qualquer opinião. Eu sou assim, e por isso me meti no voluntariado. E gosto. Muito.
No final, visto que não tinha jantado, Ele foi-me buscar e fomos a uma pastelaria comer qualquer coisita e no fim fizemos uma bela duma caminhada pela cidade. Quando cheguei a casa, tarde, dormi sem sono.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Voluntariado CEC 2012

Estou praticamente de partida para fazer voluntariado, desta vez na fábrica ASA, agora adaptada à Capital Europeia da Cultura em Guimarães. Vou dar apoio a uma exposição que lá se encontra. Não sei muitos pormenores, mas depois, se houver algo interessante, conto-vos. Seja como for, apareçam, de certeza que vale a pena! Sou a de t-shirt vermelha e de identificação a dizer "Voluntária".

Chuva e... calhaus!

Acabei de ouvir o senhor da Rádio Comercial a dizer muito entusiasmado que em Vila Nova de Mil Fontes não cai só chuva mas também "granito". Tenho pena das pessoas que estão neste momento a levar com chuva e calhaus na cabeça.

Moda Lisboa 2012

O C. meteu-me inveja a dizer que tinha convites para a Moda Lisboa e como se não fosse motivo suficiente para lhe rogar uma praga, ainda me informou que ia uma "Katty-não-sei-quê". A Katty Xiomara é só uma das minhas designers preferidas portuguesas, e ele ia ver as criações dela, e nem sabia quem ela era... Não é juuuuustoooooo... muaaaaahh (sou eu a chorar e a fazer birra).
Apesar da minha ausência na Moda Lisboa, mantive-me a par e deu para ter uma noção geral do que lá se passou. Digo eu que não perdi nada. Na na na que aquilo é alta-costura, na na na que aquilo é moda, na na na que aquilo tem um sentido estético incompreendido, está tudo muito bem. Para mim foi mau. Muito mau! A Katty esteve péssima - sniff! -, a Maria Gambina idem aspas e por aí fora. Houve apenas dois criadores que realmente me encheram as medidas com peças extraordinárias que as usaria perfeitamente no dia-a-dia ou numa cerimónia. Esses senhores foram o Nuno Baltazar e o Miguel Vieira.
Passo a mostrar-vos os meus modelos favoritos de ambos os designers.





By Miguel Vieira







Fenomenal, by Nuno Baltazar.

E pronto, é disto que a moda portuguesa é feita. Pena é só serem dois a fazê-la (na minha modesta e humilde opinião).

Ufa! Enfim cama!

Hoje foi um dia cansativo, não fisicamente, que mal levantei este rabo gordo da cadeira, mas sim intelectualmente. Comecei o dia a estudar para História da Cultura e das Artes com tanto afinco que me custou imenso parar para almoçar, mas fui comer uma sopa e um iogurte tão rapidinho que nem me sentei e no fim de arrumar a cozinha, voltei para a minha secretária e voltei a dedicar-me à arquitectura romana e ao Panteão e ao Coliseu, e às ordens dórica, jónica e coríntia, aos entablamentos, envasamentos e fustes, ao esteróbato e ao estilóbato, à arquitrave, às métopas e tríglifos, às cúpulas às colunas adossadas, à naos, pronaos e opistódomos, ao peristilo e aos monumentos perípeteros e toda uma panóplia de nomes igualmente engraçados. Depois da arquitectura romana, não tinha cabeça para passar para a românica e, por isso preferi começar a Gótica. Aí já entram rosáceas e lintéis, mainéis, trinfórios, bancadas, naves principais e laterais, transepto, arcos orgivais, arcobotantes e contrafortes, deambulatório, clerestório, arcadas, vitrais e abóbadas de berço, entram também os gabletes, os pináculos e as agulhas, as torres sineiras, os cruzeiros e os tímpanos, as cornijas e as gárgulas e outros que tais, até às 5.30, quando o meu irmão chega a casa aflito que tinha um trabalho para entregar amanhã, mas não sabia como o havia de fazer nem sequer tinha tempo porque amanhã também vai ter um teste e tal e a pedir-me ajuda. Deixei a arquitectura Gótica de lado e vá de arregaçar as mangas e dedicar-me ao Tabaco e Álcool de alma e coração. Recorta aqui, cola ali e o resultado foi positivo tanto na minha opinião como na do meu irmão, que me deu um beijinho e disse "obrigado mana!" como se lhe tivesse tirado um peso enorme dos ombros. No fim ainda me debrucei novamente na matéria apartada, mas já não tinha cabeça para isso e já passava das 22 horas. Tempo de ir para a caminha com o pc no colo e vaguear na internet que o tempo tem de dar para tudo.
História, amanhã há mais. Cheira-me a Renascimento. É um pressentimento que tenho, vá-se lá entender!

Durante a tarde, enquanto estudava, a minha Princesa esteve sempre do meu lado. Tão linda que ela é!




Cá está, o resultado final.
Podia ter sido pior, não?