segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

clean

O meu fim de semana teve direito a tudo um pouco. Sexta, depois de comer qualquer coisa - é raro jantar muito mais do que um prato de sopa - fui tomar café com o grupo. Há demasiado tempo que não estávamos juntos e foi bom.

No sábado foi dia de arrumar, limpar, arrastar, organizar... Enfim. Tirei a minha roupa toda do roupeiro, reorganizei as gavetas, as cruzetas, tirei o que não interessa para nada. Agora sim, tem bom aspeto. Descobri que tenho 11 camisas básicas brancas e 2 azuis e tenho mais camisolas do que vestidos. Aliás, tenho cada vez menos vestidos, o que é uma pena. Bom, mas estava a dizer que reorganizei o roupeiro e o quarto no geral. Arrastei móveis, tirei tralha (MUITA tralha), tirei móveis, mudei a disposição, limpei cada canto e agora sim, tenho um quarto espetacular. Com mais espaço, bonito, limpinho e organizado. Mas para isso ter acontecido, acabei de "trabalhar" às 10 da noite e a dor no meu pulso piorou bastante - a semana passada peguei em muito peso no ginásio e acabei por me lesionar na aula de Pilates. Nada de grave. Acabei de rastos, no sofá, depois de um grande e merecido banho, a ver Everest.

Domingo começou com o pequeno almoço no sofá, e um filme que tinha deixado a meio antes de adormecer (depois do Everest). Depois do almoço dediquei-me ao blog e a outros afazeres. À noite vesti a roupa mais quente e confortável que tinha e saí para ir ter com uma amiga - fomos ver o filme Eu, Daniel Blake. Vou falar-vos dele ainda esta semana. Mas para já não consigo, ainda me sinto sufocada.
Foi um bom fim de semana. E o vosso, como foi?


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domingo, 12 de fevereiro de 2017

pop of colour

Sorry, sexta não passei por cá já que tive que resolver problemas causados pela minha distração. Enfim, não me livrei de um grandessíssimo susto e de um também grandessíssimo trabalho. Está tudo bem, tudo resolvido. É o que importa.

Bom, mas o que eu queria mesmo era mostrar-vos a minha sugestão de look para esta segunda feira - ou para outro dia qualquer. Tem cor, tem bordados, tem pinta, tem conforto e tem a formalidade suficiente para ser aceite no escritório.

Não dá para melhorar, pois não? Eu quero tudo!
Calças 29,95€, Botins 29,95€, Camisa 29,95€, Sobretudo 59,95€ e Óculos de sol 17,95€ Zara | Brincos 7,99€ e Carteira 25,99€ Mango

Tenham uma semana cheia de cor e alegria! :)


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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

play

Mais uma semana, mais uma voltinha. Com a aproximação dos Oscars - e com o desejo de não acumular demasiados filmes sem vos falar deles -, cá está mais um post com 3 dos filmes nomeados.

Silêncio (7,6 IMDb)
Claro que sendo Scorsese e um filme sobre personalidades portuguesas que fizeram parte da História de Portugal e do Mundo, fiquei com alguma curiosidade. Mas a verdade é que o trailer não me aguçou o interesse e a temática também não é propriamente a minha "onda".

O filme conta a história de dois padres jesuítas portugueses que partem para o Japão depois de saberem que um outro padre - Ferreira - se havia convertido ao budismo, a religião predominante daquela região. O maior problema é que os japoneses andavam a "caçar" cristãos e a torturá-los até morrerem ou até se declararem ateus ou budistas. Todos os praticantes e crentes da religião católica teriam o mesmo fim, independentemente da sua nacionalidade.

O filme chama-se Silêncio e eu compreendi a metáfora que Scorsese quis fazer. Mas também acho que é demasiado barulhento e chega até a ser pindérico. Desculpem, mas é a minha opinião. Há certos pormenores do filme que acabam por descredibilizá-lo. Mas vamos por partes. 

O filme é poderoso, os cenários da época estão incríveis e todas as personagens conseguem transmitir a sua mensagem, até o "Judas", aquela personagem que serve também para desanuviar o drama. É um filme muito duro, cheio de fé e momentos de incerteza, de desespero, de desalento, onde essa mesma fé cega começa a ser questionada. E é aqui que se torna tão interessante. Nesses momentos levantam-se questões profundas, muito íntimas, muito reprimidas sobre a fé, o que é moral e imoral, o que prevalece numa situação de vida ou de morte - preferimos viver, ou continuar a defender os nossos ideais sabendo que assim é a morte certa?. Penso que mais do que um filme sobre religião, é um filme sobre a busca interior da identidade, do lugar no mundo, do propósito da vida. Não é, portanto, adequado para se ver a um domingo à tarde.

Por outro lado, Scorsese tem tanta ânsia de transmitir a dor, o sofrimento, o sacrifício extremo das personagens que acaba quase por cair no ridículo de tanto exagero. Por exemplo, a imagem de Jesus refletida na água (e noutras circunstâncias). Há uma série de cenas que são too much e acabam por quebrar a violência e a dor em que nos inserimos. Pelo menos isso aconteceu comigo, que não me identifiquei com aquela descrição. Na minha opinião, Scorsese deveria silenciar mais o geral e focar na interpretação dos atores, deixá-los transmitir tudo o que estão a sofrer. Isso acaba por não acontecer porque são "abafados" pela ânsia do realizador de ter a certeza de que a mensagem é transmitida.

Por fim, vou dizer-vos qual é a minha parte favorita neste filme: é que não há bons nem maus. Os japoneses explicam a sua versão, mostram a sua religião e o seu ponto de vista. Há uma parte em que um japonês diz ao padre jesuíta que eles "invadiram" o país e nunca se interessaram em fazer parte dele, em compreender a cultura, a religião e a vida das pessoas. Diz também que a religião católica não floresce no contexto japonês, que eles veneram imagens, objetos e pessoas e não têm uma fé como a católica apregoa nem vêm Deus da mesma maneira que os católicos vêm, mesmo que não se apercebam disso. E isso é tão fascinante... Ou seja, não há fundamentalismos e o filme não é católico. Gostei mesmo muito. Mas não quero acreditar que é a obra da vida do Scorsese. Ele é capaz de mais e melhor.


Arrival - O Primeiro Encontro (8,2 IMDb)
Não ia com expectativas. Tinha visto o trailer e pensado "Oh, é um pequeno avanço da Guerra dos Mundos, mas não deixa de ser uma Guerra dos Mundos". Como estava enganada... Que filme incrível, que história, que dinâmica... E que Amy Adams que nos aparece aqui... Mas vamos lá organizar as ideias.

O filme conta a história de uma invasão extraterrestre e o governo americano convoca uma professora de Linguística e um Físico para estabelecerem contacto com os habitantes da nave e perceberem o propósito da sua visita ao nosso Planeta.

Bem, em termos técnicos o filme é muito interessante. Por incrível que pareça não há grande "especialidade" aqui. Como assim? Eu explico. Quando vamos ver um filme de ETs, estamos à espera de grandes efeitos especiais, de guerras mundiais, de incríveis criaturas... Esqueçam. Aqui não há nada disso. Aqui há uma nave e sombras. Porque apesar de tudo o foco do filme e da história não está nas criaturas, nem sequer nos humanos. Está no poder da comunicação. E tudo gira em torno disso. Eles comunicam de uma forma completamente diferente da nossa - por imagens abstratas sempre representadas em circunferências idênticas - que a dra. Louise deve descodificar e comunicar com eles da mesma forma. E todo esse processo de relação, de investigação, de teste, de pesquisa e de contacto é relatado. E é incrível, do ponto de vista de alguém que estuda a comunicação, perceber que, de facto, ela pode salvar o mundo e também pode destruí-lo - se não for bem interpretada e contextualizada.

A Amy Adams está muito bem neste papel. E é só. Não me parece que as restantes personagens estejam ao mesmo nível - e também não tiveram grande hipótese de brilhar. Tem ao todo 7 nomeações para os Oscars sendo que 2 delas são para Melhor Filme e Melhor Realizador. Não acho que haja grandes esperanças em nenhuma dessas categorias. Acredito mais nas áreas técnicas que se referem ao som, e mesmo assim... O que não significa que não devam ver este filme. Devem! Devem sim! E estejam atentos aos detalhes e às forma de como é trabalhada a comunicação. Essa é a magia do filme.


Elle (7,3 IMDb)
Este filme francês conseguiu a façanha de ser nomeado para os Oscars através da atriz Isabelle Huppert. Vi-o antes de saírem os nomeados do ano só porque vi o trailer e li algumas sinopses e fiquei, de facto, curiosa. Não estava errada. O filme é ótimo, com uma narrativa muito diferente da hollywoodesca, uma visão fresca, com twist, e com aquele je ne sais quois francês que faz toda a diferença. Os cenários são lindos e luxuosos, a dinâmica do discurso é muito boa, sem nos deixar aborrecidos nem nos confundir com demasiadas coisas a acontecer, as personagens são sólidas, o diálogo é maravilhoso, cheio de piadas subtis, as histórias entrelaçadas são muito bem contadas e interligadas à principal... E quando achamos que já estamos mesmo a ver como é que isto vai acabar, a história sofre uma reviravolta, e depois sofre outra, e mais outra. E chegamos ao fim de boca aberta e a pensar "Fo****!" Eu adoro isso.

Neste caso em particular, a essência do filme é Michèle, a personagem principal que é fria, calculista, sexy, independente, disciplinada, pragmática e cheia de traumas de infância que tenta, a todo o custo, reprimir. Tudo começa quando esta personagem é violada na sua própria casa.

No final eu pus-me a pensar (agora vem um SPOILER) que provavelmente ela é tão psicopata como o seu pai. Que eu acredito que em alguns casos - se não em todos - a psicopatia já nasce com a pessoa, é uma questão neurológica e não apenas contextual. Neste caso, ela tem as duas vertentes. É nada mais, nada menos, que uma psicopata reprimida. Chego a esta conclusão porque a personagem gosta do sofrimento, de impingir sofrimento aos outros e nunca se sente-se arrependida ou "tocada" com a dor alheia e consegue, na boa, ignorar a sua.

É uma história interessantíssima, que fala muito nas entrelinhas e toca em graves problemas da sociedade contemporânea através das histórias paralelas - que existem e são ótimas - e que no final deixam a audiência a pensar. Eu já vi este filme há 1 mês e ainda penso nele. Não me acontece muitas vezes.

Vale a pena, viu?


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ruffle

A semana passada falamos no cor de rosa que nos anda a perseguir em tudo quanto é loja. Hoje trago mais uma tendência que mais parece uma praga: os folhos e folharecos.


Está a tornar-se praticamente impossível encontrar uma peça que não tenha este pormenor. E pode ser discreto e bem pequeno, como pode ser gigante e ficarmos a parecer um grandessíssimo 1000 folhas.
Eu gosto, acho graça, sempre achei, e até tenho uma grande queda por folhos em casacos e blusas. Por isso sou menina para me enfiar na boa dentro da maioria destas peças sem me fazer difícil.


E agora gostava de saber qual é a vossa opinião ;)


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

xoxo

O S. Valentim está quase aí à porta. Por mim não ficam desfalcadas, que eu vou dar-vos algumas sugestões, apesar de não ser grande fã deste dia, como já tinha referido (várias vezes) antes.

O que eu não aprecio mesmo são os exageros, as parolices e as pinderiquices. Ou seja, eu acho que o dia deve ser preparado de acordo com a personalidade das pessoas, do casal. O que eu quero dizer é que devem sim fazer surpresas e preparar um dia/noite diferente mas não se esqueçam dos gostos pessoais. Não se armem em pindéricos/as nessa noite. Sejam vocês mesmos, mas mais atenciosos e tudo vai correr bem. Prometo ;)


Anyway, dia dos namorados não é dia dos namorados sem falarmos de lingerie, certo? E na verdade não precisamos de nenhum momento especial para comprarmos estas peças tão lindas e que nos fazem sentir sempre tão confiantes - verdade? E foi por isso que fiz uma seleção das peças que mais me agradaram das várias lojas que fui coscuvilhar.

(imagens com manequins) Oysho, (sutiãs com cores e sutiã de tiras preto) H&M e (todos os sutiãs pretos de renda) Mango

Então? O que vos parece? ;)


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

nada

Não há muito para falar do meu fim de semana. Comi, dormi e vi filmes. Dormi no sofá e na cama, comi porcarias e coisas saudáveis, vi filmes de Oscar e vi filmes de domingo à tarde. Descansei, limpei a cabeça, pus o sono em dia, repus energias, organizei a vida.

Dei uma vista de olhos pelas "lojas" online e vi as novas coleções. Estão apetitosas. Preparei posts e trabalhei - pouco - para o blog.

O tempo não permitiu limpezas e arrumações. Para a semana faz-se. Sem stress, que a vida é demasiado curta para nos preocuparmos com coisas tão insignificantes como essas.

E que esta semana seja incrível, como têm sido até aqui.


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domingo, 5 de fevereiro de 2017

back to basics

Às vezes a fórmula mais básica é a que resulta melhor nos dias em que preferíamos ficar de pijama todo o dia... O que acontece frequentemente à segunda feira, não é verdade?
E este impermeável lindo? E estes óculos de sol? Quero tudo...
Blusa 19,99€, Calças 25,99€, Sapatos 29,99€, Óculos de sol 15,99€ e Lenço 17,99€ Mango | Impermeável 39,95€ e Carteira 29,95€ Zara


Boa segunda e que tenham uma semana tranquila.


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

rush

Vou chegar ao fim de sexta feira de rastos, como tem acontecido semana atrás de semana. E eu sinto-me confortável com isso. Porque acontece por opção minha.

Eu escolhi trabalhar, escolhi ter a responsabilidade que tenho e escolhi estar constantemente a meter-me em coisas novas e projetos. Só para terem uma ideia: para além do blog que me ocupa MUITO tempo (principalmente toda a tarde do meu domingo), tenho outro projeto de design gráfico, mais outro projeto de escrita + design, inscrevi-me numa formação de 5 semanas, tenho um relatório de estágio para fazer, um trabalho das 9h às 18h de segunda a sexta e ainda vou 2 vezes por semana ao ginásio... a partir deste mês vou começar a ir 3. Por isso, dizerem-me que não têm tempo para fazer desporto não cola comigo, está bem gente? ;)

E depois tenho coisas pontuais que me vão acontecendo todas as semanas. Por exemplo, inscrevi-me para participar esta semana em dois workshops, um que aconteceu ontem de manhã e outro que vai decorrer hoje de tarde. A semana passada tive que ir tratar de assuntos à Junta de Freguesia, uma visita de "estudo" se é que se pode chamar assim no mundo do emprego, reuniões, apresentações de projetos... Às vezes conferências, enfim, é o que aparecer. 

Depois há uma sede constante de ler muito, ver muitos filmes, muitos documentários, conhecer mais, questionar tudo, visitar sítios novos, experimentar,... E já não me sobra assim tanto tempo quanto isso para essas coisas. Vai dando, de vez em quando.

De modo que tem dias que me sinto mesmo casada. Claro! Mas vou feliz para a cama. Vou com um sentimento de dever cumprido, de preenchimento, realização e não custa tanto. Quantos de nós têm a sorte de poder dizer o mesmo? Sou uma sortuda do caraças, é o que é...

E depois perguntam-me: e vida social? Não tens?
Vou tendo, claro que sim. Mas decidi dedicar-me apenas aos que interessam. E são muito pouquinhos... E está tudo bem na mesma! Às vezes achamos que estamos muito bem acompanhados e cheios de amigos e quando olhamos bem, quando começamos a pensar - e a precisar - poucos são os que estão connosco MESMO. Que este ano seja o ano de eliminar "pesos" das nossas vidas, de dedicar a nossa atenção, o nosso tempo escasso, a nossa preocupação aos que realmente estão lá para nós quando é preciso e, acima de tudo, aprender a contar só connosco. Só connosco, mesmo. O que vier por acréscimo é lucro.

Por isso, a minha ideologia é simples: não perder tempo com ou com quem não interessa ou com ou com quem não me faz bem e apaixonar-me perdidamente por tudo aquilo que eu faço. Basicamente, pôr o coração em tudo. No trabalho, nas relações, em tudo. É isso.


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

play

Como tenho tanto filme para partilhar com vocês, esta semana cá está mais uma rubrica. Neste caso vou dar-vos a minha opinião sobre 2 filmes nomeados para os Oscars e 1 filme de 2011. Vamos a isso:

La La Land (8,6 IMDb)
O filme-queridinho de Hollywood. Tooooda a gente fala dele - bem ou mal -, tooooooda a gente viu ou quer ver e tooooda a gente sabe que vai arrecadar uma mão cheia - pelo menos - de Oscars este ano. Bom, eu não sou exceção e fiquei curiosa. Gosto dos atores (estou a aprender a adorar a Emma, mas não foi um sentimento instantâneo), tive em consideração o realizador Damien Chazelle que foi o mesmo de Whiplashmas não deixa de ser um musical, não é? Por isso fiquei de nariz torcido. Fica então aqui este ponto assente: não sou mesmo fã de musicais.
Vou pôr as cartas na mesa: gostei do filme mas 1) não percebo tanto sururu; 2) não percebo o 8,6 no IMDb e 3) ainda estou a tentar perceber se sou eu que sou uma grandessíssima ignorante ou está tudo tolo por dar tanto prémio e tanta nomeação a este filme.
É bonito? Muito! Tem uma luz linda, cenários fantásticos, um bom diálogo, personagens muito sólidas e bem defendidas pelos atores, uma boa banda sonora (muito em género de musical, mas pronto), bom guarda roupa e uma cadência de acontecimentos agradável. Mas daí até ter 14 nomeações para os Oscars... Wow! Calma lá!
A história começa por ser um chichêzinho manhoso e eu já no vai-que-não-vai para detestar o filme - principalmente devido à cena inicial que me irritou solenemente. Mas deixei andar. Estava mesmo interessada em perceber a mística de La La Land. A história melhorou bastante, houve até alguns - poucos - momentos em que me revi, e o final é muito bom! Mesmo. Contudo, continuei sem saber o porquê de tanto aplauso. Se acho que devia estar nomeado? Sim, claro que sim. Mas tantas nomeações não.
Em suma, o filme é bom - vejam! - mas a mística está naqueles dois ótimos atores. E pouco mais. E se virem e tiverem uma opinião diferente da minha, expliquem-me como se eu tivesse 4 anos, onde é que este filme tem potencial para bater os recordes que bateu. Eu agradecia muito ;)

Doctor Strange (7,9 IMDb)
Não gosto de traduzir este título. Prefiro o original porque se refere ao nome da personagem - Stephen Strange - e não Estranho. Ok, o doutor Strange é estranho, certo, mas não vamos confundir as coisas. Já passamos esta barreira, por isso, vamos ao que interessa.
Eu sou suspeita, porque gosto de quase tudo o que é da Marvel. Já sabem. Mas este filme vai além disso. Sim, tem a parte dos fatos de super herói, tem as histórias mirabulantes, os malvados que são mesmo maléficos e muitas lutas épicas... Mas em Doctor Strange vemos mais substância. Talvez tenha gostado muito do filme porque se refere ao poder da mente, aos chakras e como o nosso pensamento positivo, o nosso espírito, podem ter influência no nosso corpo. E eu acredito mesmo nisso. Claro que todos os efeitos especiais e todas as estórias contadas são metáforas para transmitir essa ideia.
A história começa com o doutor Strange, um neurocirurgião genial, o melhor, com um ego do tamanho do seu talento. É rico, bonito e egoísta. Até que um dia tem um acidente que lhe destrói gravemente as suas mãos, impossibilitando-o de continuar a sua profissão. Todos os médicos se recusam a tratá-lo por acharem que não existe recuperação para além daquele ponto em que se encontra. Até que ele, depois de perder a sua fortuna em tratamentos experimentais que não obtiveram qualquer resultado, contacta com um homem que tinha quebrado a coluna e passados um anos conseguiu voltar a andar e a fazer uma vida normal. Movido pela esperança e pela curiosidade, encontra-o e este aponta-lhe a solução. Ir para o Nepal procurar o Ser Ancião. E ele assim o fez. Quando chegou lá percebeu que tudo não passava de teorias mirabolantes de alinhamentos de chakras e fé, até que a personagem de Tilda Swinton lhe mostra o que há para além de tudo aquilo que nós achamos que sabemos e compreendemos. E é aí que o filme entra num limbo entre os heróis da Marvel, o Matrix e o Inception, tudo com uma pitada de humor. E se nunca viram nenhum filme destes que acabei de mencionar, não sei de que estão à espera...
O elenco é de luxo: Benedict Cumberbatch como Doutor Strange, Rachel McAdams como Christine (também médica e ex namorada de Strange), Chiwetel Ejiofor, o professor de Strange, Tilda Swinton, a Mestre, e ainda Mads Mikkelsen que faz de mauzão. 
 O filme está nomeado para a categoria de Melhores Efeitos Especiais e apesar de ainda não ter termo de comparação, considero que tem grandes hipóteses de arrecadar o Oscar.

Melancolia (7,1 IMDb)
Podia estar aqui o dia todo. Mas vou tentar ser breve. Começo a ser uma grande fã do trabalho magnífico do realizador dinamarquês Lars Von Trier. Espero que já tenham visto Ninfomaníaca Vol. 1 e 2.
O filme de 2011 conta com Kristen Dunst e Charlotte Gainsbourg nos papeis principais. Duas irmãs muito diferentes entre si. O que é que o filme tem de especial? Tudo. A construção das personagens - a forma de como aparecem no seu melhor e vão mostrando facetas cada vez mais escuras e depressivas ao longo do filme -, o cenário e como se vai transformando - tudo se passa na mansão da irmã mais velha, Claire (Charlotte), do seu marido e filho. A banda sonora é aterradora, poderosíssima e é quase como uma personagem do filme. Mas o melhor em Melancolia são as metáforas e os simbolismos. Todo o filme é uma alegoria à depressão profunda, crónica, incapacitante, e Lars consegue pôr em imagens - e em algumas palavras - exatamente o que alguém com essa doença sente. Não vou contar a história porque não a considero essencial. O que importa no filme são os comportamentos, os diálogos, as entrelinhas e os assuntos subentendidos.
No fundo, Melancolia é uma obra de arte. É esteticamente maravilhoso, cheio de tristeza e vazio, de sentimento, numa melancolia lindíssima, cheio de referências a artistas e às suas obras (pintores, compositores...). Na primeira parte (prólogo) vemos uma cadência de imagens hiper realistas em slow motion, oníricas, como que uma premonição do que se vai suceder. Depois passamos para o capítulo I, intitulado Justine, nome da irmã mais nova, em que ela é a personagem principal e a perspetiva é sempre dela. O capítulo II e último, Claire, mostra-nos a mãe de um pequeno curioso como protagonista.
No final resta-nos uns segundos de silêncio, a tentar assimilar o que vimos, um vazio imenso e uma sensação de incapacidade. É, sem dúvida nenhuma, um filme poderosíssimo que conseguiu arrecadar rasgados elogios da crítica em todo o mundo e, entre mais de 30 prémios, o galardão para Kristen Dunst em Cannes.


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

barbie world

Já repararam bem nesta tendência? Explodiu nas lojas - e um bocado por todo o lado. O cor de rosa passou a ser o queridinho, quase visto como um neutro, vejam lá!

Eu que não sou muito fã desta cor - mesmo nada - dou por mim a virar o pescoço para uma ou outra peça engraçada. É impossível não reparar. Está em todas as peças, em todo o street style, em todas as runways e em todas as red carpets. Reparem nalguns exemplos dos Globos de Ouro deste ano:

É a loucura senhores! A loucura. E eu facilitei-vos o trabalho e fiz-vos uma lista das melhores peças cor de rosa das 3 lojas do costume: H&M, Mango e Zara.



Quem vai aderir ao mundo fofo da Barbie?


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