quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Cheguei



Fui a Londres e voltei.


Vi tanta coisa, tive tantas experiências incríveis, matei as saudades da minha amiga, risquei itens da minha bucket list... Bem, nem nem sei por onde hei-de começar a contar-vos todas as minhas aventuras.


Querem dar-me uma ajuda?
O que querem saber sobre a viagem?



sábado, 22 de setembro de 2018

A Meio da Noite

| Fotografia da página de facebook do CCVF |


Faz hoje uma semana que fui ao Centro Cultural Vila Flor - um dos meus espaços favoritos da minha cidade - para ver o mais recente trabalho da Olga Roriz. 


Para quem não conhece, é a maior coreógrafa portuguesa.


Levei a minha mãe, que não está muito sensibilizada para peças tão contemporâneas. Eu própria estranhei, mas depois entranhei naquela obra. Entranhei nas memórias de Ingmar Bergman, o grande realizador sueco que Olga quis homenagear, agora, pela altura do seu centenário.


Este espetáculo deixou-me confusa, desconfortável, eufórica, arrepiada, triste e divertida... Apreciei o cenário, o jogo de luzes - o meu ponto favorito da peça - a banda sonora IN-CRÍ-VEL, a dinâmica do storytelling, a estética do som, os movimentos, a coreografia (claro!), os bailarinos, os monólogos,... E podia continuar por aí fora.


Foi um prazer poder sentar-me naquela cadeira durante 1 hora e meia e poder simplesmente deliciar-me com quem sabe fazer a nível de topo.


Sou uma miúda das artes, não há nada a fazer. Por vezes eu esqueço-me disso, renego, desvio a atenção e vou fazer outras coisas. Mas quando retomo estes programas, sei que volto a casa.
É, sem dúvida, um programa a repetir.


Se tiverem oportunidade, vejam este espetáculo "A Meio da Noite". Ou outro qualquer que gostem mais. O importante é ir ;)



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Cápsula | Working Mood

Top H&M | T-shirt H&M | Camisa Zara | Camisola Zara | Casaco H&M | Argolas Mango
Jeans Uterque | Calças Mango | Saia H&M | Vestido Preto Mango | Vestido H&M
Sapatos Zara | Sapatilhas Mango | Cinto Zara | Saco Zara | Carteira Parfois


Pediram-me que desse sugestões de looks de meia estação para ir trabalhar. Tenho para mim que agora não há meias estações. Acho que vamos passar da sandália aberta para o sobretudo e os collants opacos. Espero que não, mas é o mais certo!


A meia estação enerva-me sempre um bocado. Nunca sei o que vestir: tops ou camisas de manga comprida? Nunca sei e nunca acerto. Ora que as manhãs e as noites estão frescas, mas as tardes são abrasadoras. E tanto posso estar a bater o dente de frio, com pele de galinha, como posso estar a derreter e ter os papeis da secretária a colar nos braços.


É aquela esquizofrenia que me deixa tola.


Por isso, para mim este exercício também foi muito benéfico. Vou, com certeza, usar este mood para me orientar quando não souber o que vestir. Ou pensavam que eu não partilhava dos mesmos momentos "não tenho nada para vestir" com vocês?


Aproveito para dizer que tentei abdicar do preto, branco e cinza como base, só para provar que há mais básicos para além dessas cores. Quero também provar aqui que não temos que estar 100% a combinar. 


Se nem a nossa vida é perfeita, porque é que nós haveríamos de ser?


Escolhi calçado raso, próprio para quem tem dias a 1000: um para dias mais descontraídos e outros próprios para usar em momentos que exigem maior formalidade. Como eu não sei onde cada uma de vocês trabalha, não posso adequar totalmente as minhas sugestões, mas vocês podem.


Os acessórios são muito contidos, porque há quem adore e há quem dispense. Eu faço parte do intermédio e também depende muito dos dias, não é? Mas na azáfama da semana, gosto sempre de descomplicar.


Por fim, e para parar de me alongar tanto, mostro que é possível termos um closet versátil, elegante e sóbrio para se ir trabalhar sem um par de jeans, sem uma camisa branca, sem um blazer, sem calças pretas clássicas, sem nada daquilo que nos disseram que era obrigatório num escritório.


Nós é que criamos as nossas regras!
Mas ainda assim, vamos cheias de pinta trabalhar, não acham?


Vamos lá a isso então!
Primeiro, os looks comuns, para os dias normais:






Os looks mais descontraídos, para dias em que não queremos complicar:



Por fim, para os dias especiais em que temos uma reunião, um evento ou uma saída depois do trabalho:




Parece-vos bem?
Que me têm a dizer?



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Meghan Markle | DIY



Eu já tinha dito que íamos voltar ao tema da Meghan Markle e que vocês iriam gostar muito.


Claro que eu mostrei vários looks de inspiração, mas não disse como pô-los em prática. É isso que hoje vamos fazer aqui: um do it yourself, com a papinha toda feita.


Working Mood
Vestido Mango | Sapatos Zara | Carteira Uterque


Chic Weekend
Camisa Zara | Calças Mango | Sapatos Aldo | Chapéu H&M


Dinner with Babe
Blazer H&M | Vestido Mango | Sapatos H&M | Carteira H&M


Evento Formal
Blazer Zara | Calças Zara | Top H&M | Clutch Aldo | Sapatos Zara


Party
Vestido Zara | Sapatos Aldo | Clutch Aldo | Headpiece Asos


Quem vai pôr em prática? ;)



Fui



Quando lerem este post, se tudo correr bem, já estou em terras estrangeiras.
Estou de férias, as minhas primeiras férias a sério do ano.


Depois conto-vos por onde andei e o que estive a fazer.


Por aqui e no facebook está tudo preparado, em modo de gestão automática, para continuarem a ter posts fixes. 
E olhem que o de amanhã promete ;)


Segunda-feira já estou de volta!



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Vamos falar da "nossa" Princesa Diana?


Esta conversa é praticamente inevitável em qualquer grupo. Tenho quase a certeza que já falaram sobre o assunto Cristina Ferreira pelo menos uma vez com alguém. E só por isso, já há aqui um fatorzinho a ter em consideração.


Não sou fã da Cristina. Nunca fui e cheira-me que nunca vou ser.
Mas sou muito fã do conceito Cristina Ferreira.


Sabem? O conceito de trabalho, de dedicação, de perseverança, de força e resistência, de compromisso e foco. A Cristina é um caso de estudo e um sucesso de audiências. Tudo o que toca vira ouro. E isso, quer queiramos quer não, é inegável.


Comparo muitas vezes a Cristina ao Cristiano - que coincidência de nomes - porque lhes admiro o trabalho e o espírito que fazem deles os melhores da área. Mas que também se tornaram pessoas muito viradas para o próprio umbigo.


Acredito que viver num mundo onde nos dizem constantemente que somos os maiores, os melhores, os mais ricos, os mais bem sucedidos, nos torne pessoas ligeiramente mais confiançudas e orgulhosas. Mas de vez em quando é preciso parar e pensar que isso não é tudo na vida, que isso não define a pessoa num todo e que todos nós, mais cedo ou mais tarde, precisaremos dos outros.


Confesso que me enervou toda a polémica sobre a transferência da Cristina para a SIC.


Enervou-me porque via comentários aberrantes sobre isso. Chamaram-lhe de traidora, de cuspir no prato que lhe deu de comer, de ir atrás do dinheiro, de tudo e mais um par de botas. Coisa que nunca ouvi ninguém a dizer ao Ronaldo sempre que ele saia dos clubes em que jogava.


Depois falaram do salário. Que era exorbitante, que havia pessoas no desemprego e a passar fome, que os professores e médicos vivem em condições miseráveis e ela ali a ganhar milhões... Quantas vezes é que ouviram alguém dizer isso sobre o Cristiano, com tanta veemência e com tanta expressão nas notícias diárias ao longo de semanas? E mais, se a Cristina não fosse transferida, os professores e os médicos estariam a ganhar melhor a esta hora? Pois.


Eu não estou a defender, mas acho que devemos ser coerentes. Se ninguém se revolta com um salário de um jogador de futebol, também não se pode revoltar pelo salário, bem mais baixo, de uma apresentadora (ou de uma atriz, cantora, bailarina, realizadora, atleta...). Não podem porque se uma está a "roubar" dinheiro aos médicos e professores deste país, os outros também o estão!


Onde está a diferença? Eu aqui vejo profissionais que são extremamente bons naquilo que fazem, que negociaram contratos de trabalho e que recebem o acordado por ambas as partes. Só. 


Onde está a diferença?


Podem dizer-me que o problema está em todos esses receberem muito. Talvez. Ou talvez o problema é todos os restantes - profissões anónimas - receberem muito pouco. Não sei e também não me sinto capaz de discutir economia ou política aqui.


Acho que fomos todos muito mauzinhos com a Cristina. E eu não queria puxar desta carta, mas quanto mais vejo esta novela a decorrer, mais certeza tenho de que 


se estivéssemos a falar de um homem, não havia metade do barulho.


Mas agora vamos à entrevista que ela deu no Jornal da Noite.
Que horror.


Ali só vi uma pessoa cheia de si e, sinceramente, com muito pouco conteúdo. Ela disse todos os soundbites que lhe mandaram dizer. Começou por desmontar o jornalista ao convidá-lo para o programa dela, falou das origens muito humildes e pobres, falou dos 500€ que recebia no início da profissão - para que todos louvássemos a corajosa Cristina que sobreviveu a tudo isto -, falou do filho e das namoradas que só a querem conhecer, falou do Goucha e da TVI e de como lhes é grata para sempre, falou da morte de um bebé que a adorava mesmo sem a conhecer, claro que puxou do feminismo e ainda jurou a pés juntos que não está ali por dinheiro.


De tudo isto, eu concordo com uma coisa: quando já se ganhou tudo, a vida deixa de ser desafiante e, por isso, decidiu arriscar na SIC, para comprovar que consegue fazer igual ou melhor. Eu compreendo-a. Juro que sim. Acho que nesse aspeto somos parecidas. Quando algo deixa de me entusiasmar eu procuro a mudança. Foi o que a Cristina fez e fez muito bem. 


Uma vida acomodada é mais segura, mas é muito mais chata...


O que eu não gostei em todo este evento mediático - que o foi! - foi um sem fim de coisas que passo a descrever:

- A pompa e circunstância com que foi recebida em horário nobre, no Jornal da Noite, um momento informativo, jornalístico, objetivo. Deixou de o ser no momento em que anunciaram a Cristina e mostraram o seu percurso até à mesa da entrevista (a sério!?).

- Não sei se viram os diretos que a Cristina fez no Instagram, mas eu estava atenta. Ela disse que qualquer pessoa que vai ao Jornal da Noite leva uma camisinha branca, discreta, sóbria. Mas ela não. Ela é A Cristina e por isso vai em bom! E foi, de facto. Mais parecia que ia para uma gala. Aquele era o momento dela e fez questão de marcar bem essa posição.

- Aproveitou a "entrevista" - em que o entrevistador era dispensável - para realças as suas vitórias, a sua posição, as suas metas, as suas capacidades,... Para demonstrar, no fundo, uma grande falta de humildade que ela não se cansa de dizer que tem que lhe chegue e que lhe sobre... só porque ainda vai dormir à Malveira.


***
Vamos fazer aqui uma pausa
Eu não estou a dizer que ela não é tudo isso. É. Ela subiu a pulso, tomou as decisões certas. Trabalhou no duro e sabe realmente dar valor às conquistas porque começou sem nada. Está tudo certíssimo. O que eu não gosto é de ouvir a própria pessoa a exaltar essas histórias. É feio, é arrogante, é até um bocado triste. E não me digam que isso é confiança. Confiança é outra coisa. Confiança é precisamente NÃO PRECISAR de realçar tudo isso em público. A Cristina já provou o que tinha para provar. É pioneira em tudo, é um sucesso de vendas e de audiências. Não precisa de justificar, que foi o que ela fez ontem no Jornal da Noite, sem que lhe perguntassem.
***


- O tempo de antena que deu ao filho também foi muito, muito bem pensado. As pessoas gostam de saber pormenores pessoais das figuras públicas e a Cristina sabe muito bem dar corda, mas só até àquele ponto. E nessas tiradas ela conseguiu duas coisas: satisfazer a curiosidade das pessoas sobre o filho (tema que todos adoram!) e continuar a falar dela e de quão influenciadora, relevante e importante ela é (o filho é que a alerta para as pessoas que querem tirar fotos com ela, o filho sabe que as namoradas só querem é conhecer a mãe e o filho já não estranha quando as professoras chamam a mãe pelo nome, o que não acontece com as restantes). No fundo, de tudo o que ela disse, o menos relevante foi o Tiago. De génio!

- O momento em que ela fala da morte da criança foi mais do que programado - especialmente as lágrimas nos olhos e as pausas. A sério, foi tudo treinado, não se iludam. E provavelmente isso até é mentira, mas vende tão bem... Digam lá se não ficaram com um nozinho na garganta, hum?

- A tacada da Princesa Diana foi o remate final. Igualmente pensado, planeado. Foi a frase feita para encher as capas das revistas. Aprendam que é assim que se faz!

- Depois a questão das mulheres no estúdio, do feminismo e nas comparações relativas ao salário... A Cristina ia com a lição estudada e sabia bem o que tinha que dizer.


Fiquei deliciada a ver a entrevista porque isto é um caso de estudo para pessoas da minha área. Esteve tudo bem feito. Tudo. Desde as redes sociais ao suspense, a roupa, os sapatos, mas especialmente o momento que ela teve para debitar tudo aquilo que tinha que dizer para vender mais, mais e mais... E em horário nobre!


A Cristina é uma máquina de fazer dinheiro e é uma ótima profissional. Desejo mesmo que tenha o maior sucesso na SIC ou onde quer que seja, porque eu gosto de ver pessoas trabalhadoras a ter sucesso. Servem-me de inspiração para fazer melhor.


Mas também desejo que a Cristina acalme os cavalos com tanto egocentrismo. Está a acontecer-lhe o que aconteceu ao Goucha há alguns anos atrás, mas numa escala muito maior. E depois? 


Será que se as coisas começarem a correr mal, como correram ao Goucha, a Cristina Ferreira vai ter uma Cristina Ferreira para a levantar?




terça-feira, 18 de setembro de 2018

Meghan Markle



Quem é que não sabe quem é a Meghan Markle?


Todos conhecem e suspeito que todas nós temos uma unhinha de inveja. Vá, vamos lá admitir. A miúda tem tudo: é gira que se farta, jeitosa que dói, simpática, cozinha bem, pratica yoga no nível pro, é rica e casou com o príncipe mais giro e rebelde e tudo-de-bom. Ainda por cima, inglês!


O que há para não invejar esta cara linda?


Só falta mesmo falar do estilo dela. Não, não foi esquecido. Na verdade, este post serve para nos debruçarmos sobre a mais recente it girl e para nos inspirarmos um bocadinho. Vamos lá estudar a lição:


Descontraída Pré-Royal-Family
Claro que aqui vemos um estilo antes de fazer parte da família real. A Meghan adora camisas brancas, com bom ar, sapatos rasos e skinny jeans. Não larga os óculos de sol e gosta de usar chapéus de palha com a fitinha preta, super clássico e pintoso.


Descontraída Pós-Royal-Family
Não é beeeeem, descontraída. É mais um casual chic em eventos descontraídos. Só a Meghan para usar vestidos de ganga ou estilo gabardine! E o look Wimbledon? Que sonho!


Business Mood
Se quisermos adaptar os looks da Meghan para o escritório, estes três são boas opções. Todos diferentes entre si, mas muito clássicos, muito elegantes e muito sóbrios. É apostar!


Jacket over the dress
"Ah, não gosto nada de casacos por cima de vestidos, estraga logo ali o look!". Ou não, se fizerem como a Meghan faz.


Com preto, não me comprometo
Os vestidos mais bonitos, em preto, super elegantes. Quero TO-DOS!


Tubo
Os vestidos tubo podem fazer maravilhas à nossa silhueta (alongam a figura), mas também é preciso perceber como os usar. E a Meghan é pró nesta matéria.


Cortes Perfeitos
E depois há aqueles vestidos com cortes únicos, originais e que nos deixam a salivar por ter um igual.


À Barco
Decote à barco, como eu costumava dizer quando era miúda - ainda se diz assim? Agora já não digo, porque não uso. Acho que este é o corte mais difícil de usar - bem como o de nadadora - e que estão absolutamente proibidos para mim. Mas a Meghan sabe o que faz, e acho que se está a tornar na sua imagem de marca (a começar pelo vestido de casamento). Não tarda, rebatizamos este corte como "decote à Meghan".

Quem veste as calças?
E calças em cerimónias? Não há? Há, senhoras! Há e há bons exemplos. Desde macacões a fatos e ainda os smokings. Não falta nada!


Há aqui boas inspirações ou não há?
Então aguardem novidades porque ainda esta semana voltamos ao assunto Meghan ;)



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Weekend


Que fim-de-semana cheio que eu tive!


Começou na sexta, depois do trabalho, quando decidi dar uma refrescadela a este cabelo que já tinha visto melhores dias. Estava muito comprido, estragado, pesado, sem brilho... You name it! E eu gosto de mudar, já se sabe. 


Por isso, metade do comprimento foi-se com um único corte. E que bem me soube...


Depois, já com a minha amiga ao lado, seguimos para uma jantarada de sushi. Uma jantarada a sério, daquelas de até deixar uma pessoa indisposta com tanta comida - eu uma javarda com sushi, a sério!


Seguimos para beber um copo no Centro Histórico e ouvir os First Breath After Coma, no Suave Fest. Gostei muito e sei que vou começar a ouvir esta banda com mais frequência.


Sábado foi para descansar um pouquinho de manhã e a tarde foi dedicada às limpezas e à organização do meu quarto, que foi pintado esta semana e, por isso, tinha apenas a cama e o roupeiro lá dentro. Reorganizei, tirei muita tralha, simplifiquei e amei o resultado final. 


Estou apaixonada pelo meu quarto!


À noite fui ao espetáculo de dança contemporânea A Meio da Noite de Olga Roriz. Sobre isso, vamos falar mais à frente.


Domingo começou tarde, como se quer, com um almoço gostoso e depois de tudo arrumado, deitei-me no sofá a ver O Castelo Andante de Miyazaki que tinha passado no sábado na RTP2. Quando terminou comecei a trabalhar para o blog e não só, a organizar a vida, porque esta semana entro de férias (só na quarta!) e por aí fiquei até às 22h. Altura em que parei para me sentar em frente à TV a ver Pesadelo na Cozinha, o meu guilty pleasure de domingo à noite.


Foi um fim-de-semana mesmo como eu gosto: com mudanças, com descanso, com atividades culturais... Quem mais há para pedir? ;)


E o vosso, como foi?



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Obras



A minha vida anda meio histérica. Ou esquizofrénica, se preferirem.


Passei o mês de agosto e ainda o setembro a arrumar um apartamento. São sacos, sacos e mais sacos de coisas que vamos tirando, dividindo por este ou por aquele, coisas que deitamos fora, coisas que doamos e coisas que guardamos. É uma vida ali, dentro daqueles caixotes, naqueles móveis, naquelas peças de decoração que foram tão estimadas e adoradas. Mas a vida não cabe em caixas nem em sacos e no fim, é tudo supérfluo, tudo relativo e tudo muito pouco valioso. E a casa... São só quatro paredes.


Perdi-me um bocado.
Estava a contar-vos que temos andado atarefados a desmontar móveis, a carregar móveis, a arrumar roupas, loiças e coisas em caixas, em sacos infinitos há um mês. Anteontem foi, talvez, o penúltimo dia. Falta pouco para bater a porta e encerrar ali mais uma fase e dizer adeus àquelas paredes que viram e ouviram tantos suspiros, lágrimas e tantos lamentos... Mas que também viveram festas, gargalhadas e muita vida a acontecer.


O problema não é apenas tirar tudo da casa. É saber onde se vai arrumar. Sempre que lá vou trago sacos e sacos de roupa, loiça, livros, toalhas, jarras e jarrinhas, pequenos móveis, que se vão amontoando e ocupando o pouco espaço que já temos. A minha casa está uma bagunça.


Para colocar um bocado mais de animação, começamos a fazer obras em casa. 
Já estão a ver o caos, não já?


Mas ando contente. Estamos a recomeçar uma parte da casa que foi deixada para uma segunda fase. Vamos melhorar a nossa cozinha e reabilitar uma zona de entrada das traseiras, que serve de ligação entre a cozinha, o WC, a Lavandaria e a porta para o exterior. Esta sim, bastante degradada por causa de, principalmente, algumas infiltrações que entretanto já foram resolvidas.


E agora é que vai começar a parte mais fixe: pintar paredes e decorar.
Alguém se quer chegar à frente com um palpite sobre a cor que vamos pôr nas paredes?
Mal posso esperar para ver o resultado final - que pode ser desastroso, aviso já! - e aposto que algumas alminhas também, que torceram o nariz mal viram a amostra de cor escolhida.


É por isso que não tenho escrito tanto quanto me apetecia - porque assunto tenho eu. Chego a casa do trabalho e tenho mil e uma coisas para fazer. Nunca me deito antes da meia noite e já não me lembro de ligar o computador para ver um filme ou de ler um livro. Chego à cama e adormeço de imediato, de tão cansada que ando.


Para a semana já estou de férias - aleluia, aleluia - só que os senhores vão passar para uma nova etapa das obras: a pintura dos quartos - E depois ainda há mais, mas isso são outros assuntos. O que significa que não vai dar para descansar nem para organizar nada.


E de hoje a oito fujo para um passeio ;)


Depois conto tudo.


Por enquanto, fico conformada com a realidade, satisfeita com as mudanças e a acreditar que em breve terei tudo bonito, arrumado e com cheirinho a novo. Não vale a pena stressar.




E depois, querem ver o resultado final?



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Objetos Cortantes

8,3 IMDb


Andava eu a ressacar depois de ter terminado de ver Handmaid Tales e The Crown - ainda vou falar sobre ambos em breve, querem? - quando procurava novas séries. Queria séries recentes, sem muitas temporadas, que não me prendessem muito.


Depois vi que a Amy Adams tinha lançado uma série nova. Ainda ia no primeiro episódio. E se tinha a Amy Adams, então estava a série escolhida.


E que série, senhores!


Não sei se já ouviram falar de Objetos Cortantes - ou Sharp Objects - mas é praticamente obrigatório para quem gosta de um bom thriller com mistério e muito drama. 


Casa da Família Parker


A história começa com Camille Parker (Amy), uma jornalista com claros problemas mentais, que tem dificuldade em se socializar. Devido a um brutal assassinato de uma criança, o seu editor manda-a seguir para o local do crime e investigar. Mas esse local é, precisamente, a sua terra natal, o local onde está a família que Camille se tenta a todo o custo afastar. Chegada a Wind Gap, vai alojar-se na casa da sua mãe, Adora, uma mulher que vive de aparências mas que sempre negligenciou e mal tratou Camille. Reencontra-se também com o seu padrasto - um homem passivo, sem opinião ou personalidade, que vive sob as ordens da sua esposa - e a sua meia irmã, Amma, uma jovem problemática, manipuladora e carente. Torna-se imediatamente claro que aquela família esconde segredos e encobre problemas profundos e grotescos, quase sufocantes. E tudo começa assim.


Amma, a meia irmã de Camille


Wind Gap parou no tempo, assim como os seus habitantes que se preocupam mais com a vida dos vizinhos do que com o que se passa dentro das suas próprias casas. É um meio de invejas, mesquinhices e tacanhez, que Camille se esforçou por se descolar e esquecer.


Adora, a mãe de Amma e Camille


Mas a própria protagonista carrega uma história pesada, dura, gravíssima e cheia de demónios que tenta a todo o custo combater, ainda que sem sucesso. Voltar a Wind Gap reaviva todas as memórias tortuosas da sua adolescência.


Camille Parker


No meio de todo este enredo, existem histórias, pormenores, segredos que vão ser desvendados, até ao final da temporada em que se descobre quem é a pessoa responsável pelos crimes.


Toda a temporada tem uma aura de mistério, de esquizofrenia, de bipolaridade, que nos faz acreditar que tudo está mal e é cruel e tudo é perfeito e cor de rosa, ao mesmo tempo. Tal como as personagens. A casa de Adora é imaculada e perfeita, como uma casa de bonecas. Mãe, pai e filha são o supra-sumo da retidão, das boas maneiras e de classe. Não faltam folhos, vestidos esvoaçantes, cabelos perfeitos, sapatos vela, calças vincadas e cor de rosa. E depois vemos Camille, uma jovem mulher claramente perturbada, que fuma e que bebe, que se veste sempre de preto, de camisola de mangas compridas, calças e não larga as suas botas de motoqueira. O oposto. O contraste gritante entre si e a família.


Havia muito mais para falar sobre esta temporada de Objetos Cortantes - então se começar a falar da estética e do simbolismo... - mas vou dar-vos a oportunidade de conhecerem a família Parker e de tirarem as vossas próprias conclusões.


Prometo que não se vão arrepender.


Entretanto... Voltei a ficar órfã de séries. 
Alguém me ajuda?



terça-feira, 11 de setembro de 2018

H&M Studio



Aguardo sempre ansiosamente a linha Studio da H&M. É a mais original, é a que tem melhor qualidade e, consequentemente, é a linha mais cara e exclusiva. É também aquela que esgota num piscar de olhos.


Este ano, tal como em anos anteriores, tinha as minhas expectativas bem lá em cima. 


Mas entretanto saiu a coleção e eu fiquei muito desapontada. Não adoro nada. Não comprava nada. Não me identifico com muito mais do que com estas três peças que vos mostro em baixo




São peças básicas e, em particular o casaco, com uma ótima estrutura.


Mas casacos de trespasse - não obrigada!


E jeans que nem são amarelos, nem bege, nem branco, tornam-se peças difíceis de conjugar. Além disso, com uma dobra gigante como esta, são meninas para "encolher" qualquer silhueta.


E vocês, o que acham? 


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ocean's 8


Vi há pouco tempo o filme mais girl power desde a Wonder Woman. Se é uma obra prima da sétima arte? Não. Mas não pretende sê-lo. É um filme para entreter as espectadoras (claro que o target é assumidamente feminino), para as inspirar - não a roubar, claro - e para apelar ao sentido de união, não só entre mulheres, mas entre pessoas.


(e nós sabemos bem que precisamos de reaprender a trabalhar em equipa, não sabemos?)




Começamos com a protagonista, Debbie Ocean (Sandra Bullock) a sair da prisão, onde esteve ao longo de mais de 5 anos a pagar por um crime que não cometeu. Nesse tempo, engendrou todo um plano, milimetricamente calculado, para roubar o Toussaint, o colar mais precioso, todo em diamantes, que habita nos cofres da Cartier e estimado em 150 milhões de dólares. Para isso pede ajuda à sua melhor amiga, Lou (Cate Blanchett) e juntas reunem um pequeno gang de especialistas: uma perita em jóias (Mindy Kaling), uma estilista (Helena Boham Carter), uma hacker (Rihanna), uma contrabandista (Sarah Paulson) e ainda uma ilusionista, ou carteirista, como preferirem (Awkafina). Juntas tentam roubar o colar do pescoço da atriz Daphne Kluger (Anne Hathaway) durante o MET Gala. Fácil.




O filme tem uma cadência muito boa, sempre a acontecer alguma coisa, sempre com aqueles twistzinhos, sempre com piadas engraçadas e sempre, sempre, sempre com muita pinta. A sério, aquele guarda roupa está no ponto, especialmente o da Cate Blanchett e o da Sandra Bullock! Que maravilha de vestidos e de conjuntos e de acessórios e tudo-e-tudo-e-tudo.


Já disse que adorei os looks do filme?


A história é básica, é simples e é um tanto ou quanto óbvia, mas não é isso que importa aqui. Aqui importa o girl power, a estratégia, os cantos e recantos do plano minuciosamente pensado para que tudo corresse pelo melhor e, claro, a moda. As personagens são o elemento essencial do filme, que dão brilho e alguma substância, mas também dão o copo ao manifesto, que é como quem diz, vestem-se bem comóraio. Vão ao MET com os vestidos mais lindos (à excessão da Anne Hathaway), cruzam-se com a Anna Wintour, Heidi Klum, e todo um rol de celebridades, you name it!




Vale a pena ver. É divertido e ainda acabam inspiradas.


P.S. Eu que ia cortar o meu cabelinho depois das férias, recuei na minha decisão depois de ver a Sandra Bullock. 



terça-feira, 4 de setembro de 2018

The Ferragnez


Por incrível que pareça, conheci a Chiara Ferragni através das Josefinas e não pelo seu blog. Comecei a segui-la no Instagram. Depois seguiu-se o namorado, Fedez. E a irmã Valentina e, por fim, a outra irmã, Francesca. Esta família italiana vive no meio de grandes luxos e de excessos, rodeados de dinheiro, carros, roupas de marca e paisagens paradisíacas que mudam de semana em semana.


A Chiara é a blogger mais famosa do mundo. 
A influencer número 1. 


É também uma empresária de sucesso, uma gestora em ascensão e CEO da sua própria marca. Para além do blog, The Blonde Salad, tem uma linha de roupa e acessórios com o seu nome. Além disso, tudo o que é marca de alta costura quer uma parceria com a miúda, e o resto vai por arrasto. O namorado rapper, Fedez, é famoso em Itália e consegue arrastar algum público com ele. Eu só estive em Milão umas horas (a cidade onde moram) e fartei-me de ver cartazes com a cara dele a anunciar espetáculos.




Ambos namoram há algum tempo e juntos já tiveram o pequeno Leone, mais conhecido por Leo ou Patatini, como lhe chamam carinhosamente. O ano passado, durante um concerto, Fedez cantou uma música dedicada à sua namorada, "Favorisca i Sentimenti", ajoelhou-se e pediu-a em casamento.


Dia 1 de setembro foi o dia escolhido para o Casamento Não-Real do ano.


O casamento foi altamente divulgado nas redes sociais - não fosse a noiva a mestre do Instagram - e havia tanta, mas tanta coisa para partilhar que tive que selecionar. O que não significa que vocês não vão poder ver, nem pensar! Simplesmente escrevam #TheFerragnez no Instagram e deliciem-se...


O Convite
Todos os convidados receberam um convite e depois um passaporte para serem transportados até Sicília, onde aconteceu a cerimónia.



O Transporte
Viajaram num avião privado oferecido pela Alitália em grande estilo. Tinham presentes personalizados com o logotipo do casamento - The Ferragnez - à espera e duas mascotes que representavam a Chiara e o Fedez para lhes fazer companhia.




O Rehearsal Dinner 
Super chique fazer um rehearsal dinner. Isto consiste num jantar de boas-vindas aos convidados na véspera do casamento. Os noivos chegaram com pompa e circunstância, esperados por centenas de fãs à espera de os ver, mesmo à filme de Hollywood. O jantar foi uma festança, sem dúvida, com uma decoração lindíssima e o vestido Prada da Chiara é só LIN-DO!





As Damas de Honor
Já no dia da boda, as irmãs da blogger (as duas meninas da direita) e amigas foram as damas de honor e vestiram-se em Alberta Ferretti.


O Noivo
O noivo optou por manter-se fiel à sua Donnatella Versace e foi muito bem.


A Noiva
Por onde hei-de começar? Se na véspera a Chiara optou por um Prada, no dia do seu casamento a Dior foi a eleita. A blogger não teve direito a 1, nem a 2, mas a 3 vestidos! Vamos por partes. Na noite que antecedeu o casamento, o vestido escolhido foi um Prada curto, com lantejoulas em rosa claro e dourado (querooooo!).

Já no dia do casamento, o primeiro vestido era lindíssimo, elegante, clássico e intemporal. Consistia num macacão rendado, de manga a 3/4 e calção, com uma saia de várias camadas por cima e um véu. Maravilhosa. 



O segundo vestido, também Dior, foi muito fofinho, romântico e com muito significado - super Angelina Jolie, mas em bom! Em tons de nude, em tule bordado com frases da música composta pelo Fedez para ela e alguns elementos distintivos como um leão, que significa o filho deles, e um olho azul, o símbolo da marca Chiara Ferragni. 

Por fim, o terceiro vestido, foi uma adaptação do segundo, mas curto, mais prático e a lembrar uma bailarina. Os sapatos foram igualmente personalizados com o seu nome, sendo que os últimos eram iguais aos primeiros, mas rasos.


A Decoração
Fiquei encantada com toda a decoração do espaço. Desde as flores do altar às luzes no teto do salão de jantar... Tudo perfeito!






A Feira Popular dos Ferragnez
Casamento que é casamento tem que meter animação, não é? E os Ferragnez não fazem por menos e montaram uma Feira Popular com uma roda gigante, carrosséis, bancas de tiro ao alvo, arcos de luz, algodão doce, pipocas, concertos, loiça personalizada... Tudo o que possam imaginar, estava lá.




Feeling poor now?