quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Almas gémeas



Almas gémeas e capricornianas, claro!


No fim de semana anterior a este que passou, estive com as minhas. As minhas do coração, para a vida. Aquelas que podemos estar semanas sem falar, mas quando estamos, ui, cuidado connosco! Tenho muito orgulho em cada uma de nós, em tudo o que já conseguimos e em todos os sonhos e objetivos. E tenho muito orgulho em nós, na nossa amizade que é linda e sem competições nem cobranças. Cada uma tem a sua vida - viver distantes dá nisto - mas ninguém se chateia porque não temos ligado a perguntar como estamos. E sabemos todas que se for preciso, chegamos lá em pouco tempo.


As minhas estão a crescer a olhos vistos. Eu acho que sou a mais miúda e aquela que tem mais dificuldade em aceitar que estamos todas a ficar mais velhas, que a vida avança, que os objetivos mudam e que é provável que a vida que levávamos na universidade muito dificilmente se repita. Não posso deixar de vos dizer que isso me deixa muito desanimada... Depois penso que se me sinto assim, é porque os momentos que vivemos juntas foram extraordinários, épicos, dignos de serem postos em documentários (não é por acaso que ainda nos rimos às gargalhadas sempre que relembramos qualquer coisa). E deixar essa vida despreocupada, sem grandes dramas, em que estávamos todos os dias juntas, em que sabíamos tudo umas das outras, sem querer saber o que os outros pensam... Bom, dá assim uma pontada no coração.


Eventualmente eu também vou crescer. Vou ter objetivos de "adultos". Certamente que um dia vou querer juntar as minhas cuecas aos boxers de alguém numa qualquer máquina de lavar roupa. Um dia vou querer muito ir comprar fraldas e um dia, quem sabe, vou vestir-me de branco e preferir um emprego estável do que um que me faça sentir desafiada. Um dia vou preferir poupar para a universidade de uma pessoinha do que para as minhas viagens e um dia vou preocupar-me mais com a roupa para passar a ferro do que com o plástico que está no oceano e vai chegar a altura em que me vou ver a correr atrás das promoções que vi no folheto do Lidl e aproveitar a oportunidade do leve 2 pague 1 dos detergentes para o WC.


Ainda não cheguei lá. Também não sei se vou chegar. O que eu sei é que nunca imaginei que fosse uma pessoa assim. Sempre pensei que seria a mais "senhora", a que casaria primeiro, a que gostasse de trabalhar num escritório das 9h às 5h e que bons carros e roupa de marca me iriam preencher. Esta era eu há uns bons anos atrás. Este era o meu pensamento. Não podia estar mais longe da verdade... Dizem que os capricornianos nascem velhos e tornam-se mais jovens de espírito com a idade e eu não podia concordar mais com isso.


Bom, mas estava a falar do meu grupo, das minhas. Soube bem estarmos juntas - quando é que não sabe? - e queria prolongar aquele momento. Por mim, vivíamos as quatro, todas juntas - e olhem que eu não digo isto de qualquer pessoa! - e podíamos usufruir da companhia uma das outras a qualquer momento.


Gosto delas de verdade. Gosto tanto.
Gosto da vida delas, das coisas boas da vida que vêm a caminho e que me deixam feliz (e assustada também). Gosto da nossa cumplicidade, 6 (?) anos depois. Gosto das pessoas que elas se estão a tornar e gosto de estar cá a assistir a tudo isso. Gosto do nosso compromisso de que somos almas gémeas/capricornianas e não há nada nem ninguém que se possa meter neste nosso percurso.



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Smells like Christmas!



O fim de semana foi, na verdade, a minha introdução às férias. É verdade: 


estou de férias!!! 


E são as férias mais longas que já tive este ano! 5 dias úteis seguidinhos... Que loucura! Ahahaha


Sexta-feira foi a Black Friday. Meus bons amigos, eu não sou nada, nada, nada contra promoções - venham elas! -, mas não consigo compreender as imagens que todos vimos, por exemplo, na Worten de Matosinhos. Isso está para além daquilo que eu consigo - e quero - compreender. Claro dá um jeitão aproveitar este dia para comprar produtos caros de que estamos mesmo a precisar. Não é isso que me aborrece, mas sim o comprar por comprar. Cada um sabe de si, não é? Eu mantive-me bem afastada de lojas (físicas e online), não só porque não queria gastar €€€ como também não tinha nada que me fizesse falta.


No sábado acordamos com vontade de fazer a árvore de Natal e assim foi. Depois de arrumarmos tudo e de termos dado um ar de conforto ao nosso ninho, lá decoramos a nossa super-árvore que ficou linda, linda, linda - desculpem, mas não consigo ser modesta com isto!


À noite recebemos família para jantar. Entre boa comida e melhor bebida, embrenhamo-nos na conversa que só terminou já perto das 5 horas da manhã - whaaaat?


O domingo foi de descanso, pesquisas e preparação para o dia seguinte. O dia que é hoje! 
E eu já vos conto mais ;)


E o vosso fim de semana foi super?



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Explicações a dar...



Ó vida, como isto tem andado difícil! Não no mau sentido, calma, mas anda tudo muito acelerado.


Tenho saído sempre tarde do trabalho. Tenho saído sempre cansada, como se estivesse a trabalhar há um mês sem folgas. Neste momento estou com tanto, tanto, tanto trabalho que chego ao cúmulo de não saber por onde começar. As prioridades e as urgências mudam a cada hora e eu vou saltando de tarefa em tarefa sem acabar nada em concreto e sem me conseguir dedicar a 100% a uma coisa só. Este não é o meu método e acaba por prejudicar muito a minha concentração e a minha produtividade.


Esta semana houve conferência de imprensa para a apresentação pública de um projeto, com tudo a que isso tem direito. Aquele stress de fazer tudo a tempo e horas e que nunca acontece porque há sempre mais alguma coisa para fazer; de ter medo sempre que alguém abre a boca e diga um disparate; as tecnologias que nunca colaboram com ninguém; as alterações de última hora; os improvisos dos intervenientes que me deixam irritada; as presenças confirmadas que não aparecem; os jornalistas que não confirmam e aparecem (e querem Press Kits e nós temos que ter jogo de cintura para ir pedir àquele que até é nosso amigo para dar ao que não conhecemos); convidados inconvenientes... E depois toooooda uma logística de preparação que ninguém vê, ninguém repara. Saio destes eventos pronta para entrar na reforma, tamanho cansaço e cabelos brancos que me nascem!


Depois é tudo "para ontem". E eu estou a assumir um departamento sozinha. Me, myself and I. Não há ninguém a quem eu possa partilhar, delegar, pedir ajuda. Há dias difíceis, meus senhores... Mesmo quando há quem pense que o meu trabalho é publicar fotografias no Facebook todo o dia... Por falar nisso, não tenho tido tempo para atualizar o Facebook... Que caraças!


Fora do trabalho, não há tempo para muito mais. O Pai fez anos esta semana e eu pude tirar o dia de férias para estarmos em família (e que bem me soube). Mas não tive tempo de lhe comprar um presente. Temos que comprar coisas para casa (tapetes, candeeiros, quadros, espelhos, acessórios decorativos...) e ainda não tive tempo para procurar nada. Depois tenho tido sempre coisas para fazer, marcações que não me posso esquecer, trabalho extra, emails para responder, documentos para rever... Tanta, tanta coisa que quando chega a hora de ir para a cama nem penso em ligar o computador. Nem para ver Gossip Girl, imaginem!


Juro que tenho muito para vos escrever. Tanto! E o Natal está a chegar e eu quero esmiuçar esse tema ao máximo (vem aí uma overdose de jingle bell, jingle all the way!) e para a semana vai haver coisas boas a acontecer na minha vida e há toda uma panóplia de assuntos sobre os quais quero escrever. Venha o tempo. Venha a vontade.


Resta-me pedir-vos desculpa pela ausência prolongada.
E dizer-vos que vou mudar ;)
Acreditem!



quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Vintage

Tenho várias amigas a mudar de casa neste momento. Para umas, é a primeira casa onde vão morar com o namorado, para outras é a segunda ou a terceira... A maioria delas tem algo em comum: uma série de móveis antigos de "herança" e que não sabem bem o que fazer.


Claro que a primeira opção seria dizer que não querem os móveis para nada, que são antiquados e que não se identificam com esse estilo. A segunda opção seria aceitá-los, até porque dão algum jeito e sempre é algum dinheiro que se poupa, não é?, mas vão pintá-los e modificá-los e torná-los mais modernos.


E se eu vos disser que há uma terceira opção?


Porque não assumir a antiguidade do móvel? Porque não torná-lo uma estrela principal, uma peça com anos e anos de história no meio de uma casa ainda sem memórias? É tudo uma questão de gosto e de perspetiva. Por isso, eu fui pesquisar e descobri algumas imagens que se enquadram na minha ideia e naquilo que eu faria, se estivesse nessa situação.


Mesas de Jantar







Secretárias




Cadeiras e Bancos




Aparadores






Outros Móveis





Nem sempre o que é antigo é antiquado e nem sempre o que é novo é a melhor opção. 
Uma casa cheia de histórias por contar é sempre um lugar melhor que uma casa que parece um museu!


E vocês, o que acham?



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Wait... What?



O fim de semana foi supersónico. Parece que num minuto era sexta-feira e a seguir passamos imediatamente para domingo ao fim da tarde... Não houve grandes passeios - o tempo também não ajudou - mas houve muito, muito trabalhinho. Os móveis iam chegar no sábado de manhã e, por isso, na sexta a seguir ao trabalho fomos logo para casa para esvaziar todos os móveis - e tirar toooooda a roupa de um roupeiro e mesinhas de cabeceira tem que se lhe diga... - e desmontá-los em peças.


Sábado às 9h já estávamos acordados. O carpinteiro chegou com a encomenda e esteve tooooda a manhã a montar um quarto inteiro e mais dois ou três móveis para diferentes divisões. E depois, começou a nossa tarde de limpar e reorganizar tudo de novo. O novo roupeiro é gi-gan-te e cabe um montão de coisas, o que é uma maravilha. O quarto ganhou luz, conforto espaço e ainda arrumação, tudo o que se quer.




Mas voltando ao assunto. Como é que se arruma um closet? Podem ler mais sobre esse assunto aqui ou aqui. Se preferirem um resumo, cá vai: 
1 | Tirem tudo cá para fora.
2 | Limpem bem o interior e forrem as gavetas se acharem necessário. 
3 | Escolham onde querem guardar as vossas coisas. Por exemplo, a primeira gaveta para roupa interior, a segunda para pijamas e homewear, etc. 
4 | Selecionem a roupa. Separem o que não usam, mas que está em boas condições e doem, deitem fora o que está em mau estado e fiquem apenas com o que gostam e usam. 
5 | Depois dessa seleção feita, basta escolherem por onde querem começar. Os vestidos, por exemplo. Organizem por cores e, de preferência, coloquem os que usam com maior frequência no sítio mais acessível. Façam o mesmo para todas as peças.


Estejam pontas para perder umas belas horas nesta tarefa, mas asseguro-vos que o resultado vale sempre a pena! ;) Quanto a nós, depois da roupa passamos aos lençóis e depois às toalhas de banho. Uff... Ainda não terminamos tudo o que queremos organizar, mas o essencial está feito!


O domingo serviu para descansar o corpo (de manhã) e trabalhar à tarde.


Por isso é que vos digo que em menos de nada, já era segunda-feira outra vez! E o vosso fim de semana como correu?



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Look Alike



Quando vi o Ocean's 8 fiquei encantada com o guarda-roupa das protagonistas. Também encontrei outras coisas interessantes na história, mas sobre isso podem ler aqui. Neste post vamos focar-nos em como nos podemos apropriar daqueles looks que nos apetece ter ou, simplesmente, que estão tão in que não dá para ignorar. Bora?


Camisa Mango | Calças e Cinto Zara | Botins H&M | Lenço Uterque

Casaco Zara | Calças e Botins Mango | Top e Óculos H&M

Jaqueta, Saia e Sapatos Zara | Óculos Mango


E que tal?
Eu confesso que sou muito fã do estilo da Cate neste filme. Super original, super Rock n' Roll, super bad ass. A-do-ro!
E vocês?



quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Update


Meujamigos, já sabem que o meu fim de semana foi de ramboiada geral - bem bom! - e que, por isso, não tive tempo para escrever para o blog. A verdade é que tenho 3 ou 4 posts meios começados, meios por terminar mas ainda não consegui pôr mãos ao trabalho.


Em parte, culpo o Gossip Girl e o meu Chuckzinho Bass por me viciar pela segunda vez - apesar de já saber tudo o que vai acontecer, mas pronto, não dá para evitar - mas também vos informo que ando com uma grandessíssima patite, mais conhecida por constipação do demo. Não é gripe mas é um pingo interminável. Resultado: dores de cabeça - de assoar o nariz -, nariz que mais parece uma batatinha de um palhaço - de assoar o nariz  - pilhas de lenços usados - de assoar o nariz   Estão a ver a cena? Aquele glamour básico de uma quinta-feira.


Por isso, peço-vos um desconto, que o meu único interesse depois do trabalho é chegar a casa, tomar um banho quente, enfiar o pijama e uma sopinha no bucho e puxar da mantinha para ver Gossip Girl. E ver o trabalho e as responsabilidades a acumular num canto... So me!


Todos nós temos o direito de parar de vez em quando para descansar, reagrupar e arranjar forças algures para continuar. Estou a reconstruir aos poucos.


Paciência, amigos... Paciência.


E já que estamos entre amigos, digam-me lá, o que gostavam de ver aqui no blog? Hum? Contem-me.



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Super-mega-hiper-fim-de-semana


O meu fim de semana começou na quarta-feira, já passava das 19h, e só terminou na segunda-feira às 9h da manhã. E se soubessem o quanto eu precisava desta mini pausa...


Na quarta à noite aproveitei para recarregar as baterias em casa, já que a quinta - o feriado - ia ser agitada. O feriado já sabemos como é e este foi mais duro do que nos anos anteriores, mas para desanuviar o espírito fui jantar sushi até não conseguir mais. Que barrigada, senhores... Que barrigada de sushi que levei. E de sangria daquela bem boa. E a chuva lá fora... Humm... Foi a melhor forma de terminar aquele feriado ranhoso.


Na sexta acordei com uma missão: comprar o que precisava para a festa de sábado à noite - já lá vamos! Passei todo o dia a entrar e a sair de lojas em busca de meias, essencialmente. Mas também aproveitei para passear pelas ruas da cidade, coisa que já não fazia há algum tempo. À noite, depois do jantar, juntei-me à minha amiga e fomos levantar as pulseiras para a tal festa e, já que lá estávamos, fomos beber um copo... Ou dois!


O sábado começou devagarinho, mesmo como eu queria, para contrariar os dias anteriores. Deixei-me ficar pelo sofá, vi um filme lindíssimo - chama-se Wonder, conhecem? - e depois comecei a ver uma série que me despertou interesse e é mais uma produção incrível da Netflix: As Arrepiantes Aventuras de Sabrina. Depois falo mais sobre isso.


Mas sábado à noite havia uma festa para ir e ser aproveitada ao máximo. E que festa foi essa?, perguntam vocês. 


Nada mais, nada menos que o Revenge of the 90's


Meus senhores, se nunca foram - e se são 90's kids - então não sei do que estão à espera. É só das melhores festas de sempre - e olhem que eu já tenho algumas festas bem boas no currículo. A noite começou no restaurante com um grupo de amigos que não eram os meus - conhecia 3 pessoas! - e acabamos todos no recinto daquela experiência épica, daquela maravilhosa máquina de viajar no tempo que foi o Revenge. E garanto-vos que só de lá saí quando desligaram a música e acenderam as luzes.


Ah, já agora, fui "mascarada" de Spinelli. 
Se não sabem quem é a Spinelli e nasceram nos anos 90, 
SHAME ON YOU!


Não pensem que demorei muito a recuperar. Eu não sou rapariga dada a ressacas. Apesar de me ter deitado já era dia, acordei perto do meio dia e pronta para a próxima. Depois do almoço, puxei do computador e pensei para mim "Quero rever alguma coisa que eu adore e que me faça mesmo muito feliz, tal como fui ontem!". Tinha visto à pouco a série toda do Sexo e a Cidade outra vez e, por isso, a escolha foi fácil... No domingo à tarde comecei a rever Gossip Girl. E sabem que mais? Estou a a-do-rar! Já ao finalzinho da tarde, vesti um camisolão, pus os óculos, atei o cabelo como se estivesse em casa, calcei umas sapatilhas e fui ao cinema ver o Venom. Já não dava para adiar mais...


Que mega fim-de-semana que foi o meu.
Tão mega que nem quis consegui escrever nada no blog.


E agora é sempre a melhorar ;)



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lumos



Perguntam-me muitas vezes porque é que gosto tanto de ler e acham sempre estranhíssimo quando eu digo que ler é um prazer para mim. Leio desde que aprendi a ler. Tinha livros à minha volta muito antes disso. A leitura faz parte do que eu sou.


Mas há livros e livros. 


Há livros que gostamos mas não perdemos mais de uns minutos a pensar neles quando terminamos. Há outros que os levamos para a vida. Tal como aconteceu com toda a sequela do Harry Potter.


Quando as mães de miúdos me dizem que querem que eles comecem a ler mas não há nada que os cative, pergunto sempre "Já conheceram o mundo do Harry Potter?". Invariavelmente, a resposta é não. Quando colegas meus me dizem que não compreendem como é que eu lia tanto em miúda, pergunto-lhes "Alguma vez leste Harry Potter na tua infância?". A resposta é certa: Não.


É por isso que as minhas prendas de aniversário a crianças que já aprenderam a ler é sempre o primeiro livro do Harry Potter.


Tinha 7 anos quando entrei no mundo mais mágico que alguma vez vi. Fui ao cinema com um primo mais velho e a namorada numa noite gelada de novembro, num cinema que já não existe. Fomos ver um tal "Harry Potter e a Câmara dos Segredos". Desconhecia por absoluto, mas fui. Não tenho palavras para vos descrever como saí daquela sala. Provavelmente, mudou a minha perspetiva da vida até aos dias de hoje. O passo seguinte foi procurar os livros já existentes, porque não havia paciência para esperar mais um ano para voltar a sentir aquela magia. Simplesmente não dava para esperar...




 Harry Potter e a Pedra Filosofal. Foi o primeiro livro "grande" que li. Estava no 2º ano e lembro-me que o levava para TODO o lado. Em pouco mais de 15 dias despachei a leitura. Seguiu-se o segundo, o que tinha ido ver ao cinema, e a rapidez com que o devorei foi a mesma. E assim continuou, sucessivamente. O gosto pela leitura desenvolveu-se tanto que desde aí não há um dia em que não tenha um - normalmente mais - livro na minha mesinha de cabeceira.


Os filmes acompanharam o meu crescimento. Quando entrei para o 3º ano, estreou o 3º filme, "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", no 4º ano "Harry Potter e o Cálice de Fogo"... Fui crescendo com o Harry, o Ron e a Hermione na tela de cinema - e com as excessivas repetições em casa, no DVD.




E que felicidade era ir ao cinema! Que felicidade que era pegar no livro novo e chegar a meio logo ali, naquela mesma noite. 


Que felicidade... 


Eu acreditava mesmo naquela magia. E continuo a acreditar. Juro que sim, que acredito. Claro que não acredito no Voldemort nem nas vassouras que voam, mas acredito na coragem, na amizade, na magia que todos temos dentro de nós, acredito nos ensinamentos do Dumbledore, na amizade humilde do Hagrid e no amor do Snape. 


O mundo encantado que a J. K. Rowlling criou existe - e vai sempre existir, assim o espero - na minha cabeça, e acho que seríamos todos adultos muito mais felizes, mais tolerantes e mais desprendidos se proporcionássemos a nós próprios a incrível aventura de acreditar, de viver a magia e de sermos crianças para sempre.




Eu peço que Hogwarts nunca deixe de ser casa, que os feitiços nunca esmoreçam na minha memória e que a amizade de anos com os meus feiticeiros favoritos não morra. Pode esmorecer, que a vida às vezes é cinzenta e afasta-nos deles, mas morrer, não pode. 


Foi por me sentir mais aborrecida, desmotivada e sem criatividade nenhuma por causa de coisas cá da vidinha que a semana que passou fiz um acordo comigo: um filme do Harry Potter por dia. E cumpri. Bom, ao sétimo dia confesso que fui lambona e vi os dois últimos seguidos. O meu maior medo era no final achar que aquilo já não fazia sentido, que já não me fazia sonhar e que eu simplesmente já não achava piada nenhuma à história.


Sabem o que aconteceu?


O mesmo que naquela sala de cinema, naquela noite fria de novembro, há 18 anos atrás.


(P.S. E depois, coincidência ou não, voltei a pintar!)