terça-feira, 30 de julho de 2019

How to Build a Home


Por vezes ponho-me a pensar como gostaria que a minha casa fosse. Apesar de achar que no que toca à decoração tenho as minhas ideias bem definidas, a verdade é que há sempre uma cor ou um móvel que nos faz vacilar e pôr tudo em causa. Vocês sabem que adoro decoração e imaginar 1001 possibilidades, por isso, criei este post inspirado na questão: 


"E se eu fosse morar sozinha, como seria a minha casa?"


Não digo que fosse 100% isto, mas algo muito aproximado. Outra questão importante era o budget. Impus o limite de 5 000€, que era o máximo dos máximos, mas a ideia era não sair dos 4 000. A verdade é que nem aos 3 000€ cheguei - mais precisamente, 2 670,60€ - e gostei do resultado final. Claro que há coisas que acrescentaria e outros móveis que, provavelmente, iria mudar se houvesse mais alguns euritos para gastar. Claro que neste projeto não está incluído tudo o que é necessário na cozinha, por exemplo. Está sim apenas o que é decoração.


Eu não sei se a decoração é algo importante para vocês ou se é absolutamente dispensável. Para mim é fundamental. É o que me faz sentir confortável, tranquila, bem disposta. Entrar num restaurante feio - ou daqueles simplesmente funcionais - deixa-me irritada e juro que não vou amar a comida, por muito boa que ela seja. O mesmo acontece com uma casa, uma loja, uma receção de uma empresa... E vocês, pensam como eu ou acham tudo isto uma patetice?


Vamos ao que interessa:

O Hall
Claro que temos que começar pelo início, portanto, apresento-vos o meu hall de entrada. É simples mas harmonioso. O hall tem sempre que refletir duas coisas fundamentais: 1) o estilo da casa e 2) a personalidade de quem lá mora. Por isso, não podia faltar o globo, que representa a minha paixão por viagens, os quadros de estilo grego, não só por causa da minha viagem à Grécia - por ter sido uma das viagens mais inesquecíveis e marcantes que fiz até hoje - mas também porque me leva de volta para as minhas aulas de História da Arte, que é uma paixão minha. E claro que não podia faltar flores e um estilo misto entre o clássico e o industrial.
Contas feitas, tudo isto tem o valor de 177,91€.



A Sala de Estar
Claro que a sala é uma divisão fundamental. É o sítio onde descansamos depois de um dia difícil e é também o sítio onde reunimos os amigos. Não quis ser irrealista e, por isso, idealizei uma sala bem pequenina e apenas com o essencial. Um sofá com chaise-long que se transforma num sofá cama - para receber os amigos, claro! - uma mesa para a TV e um puff que tanto pode servir de banco, como de mesa, como ainda de repousa-pés - há que ser espertos, né? Mas a decoração não podia faltar e, por isso, cá está uma oliveira e um padrão nas almofadas que me faz lembrar, de novo, da Grécia - sou muito fã do estilo mediterrâneo. Por fim, a cesta que tanto pode servir para revistas como para as mantinhas que eu adoro.
O valor final desta sala é de 653,91€



Sala de Jantar
A sala de jantar pode funcionar em conjunto com a sala de estar (se for um open space) ou isoladamente. Não tem muito que se lhe diga: uma mesa que a-do-ro e cadeiras que acabam por cortar o modernismo do resto das peças - já sabem que não gosto de tudo matchy-matchy! Falta aqui, claro está, uma consola com um grande candeeiro e uma tela linda e colorida.
O valor da sala de jantar é de 436,86€.



A Casa de Banho
Não escolhi loiça para a casa de banho porque, por norma, as casas trazem isso incluido no aluguer - e, às vezes, infelizmente. Por isso, escolhi apenas o essencial e ainda optei por colocar um móvel como se fosse a banca para o lavatório. Na casa de banho gosto que o branco seja a cor principal, porque aparenta mais limpeza e frescura. Depois salpiquei com os tons da madeira e com o preto industrial que existe no resto da casa.
No fim, deu 379,95€



Quarto
E agora o quarto! Essa divisão tão importante para mim... O quarto é o sítio onde retemperamos forças e onde temos mesmo que nos sentir confortáveis para que o nosso sono e o nosso descanso não sejam prejudicados. Eu voltei a pegar no azul mediterrâneo e juntei umas folhas de bananeira, para dar a sensação de que estou de férias. Este é o meu conceito de paz. Para outros serão outras cores e outros estilos, certamente. No quarto não gosto de muita confusão nem bagunça de cores. Prefiro o branco e o cinza (apesar de não haver cinza neste projeto) salpicados por verde e azul. Gosto de velas e de flores. Gosto de tudo como está aqui :)
O preço deste quarto é de 513,86€



Exterior
Por fim, permiti-me a sonhar um bocadinho e a imaginar a minha casa com uma varanda generosa ou um pequeno jardim. Pus-me logo a pesar no que eu queria mesmo colocar lá e a resposta foi imediata: um espaço de refeição - adoro comer no jardim! - e um espaço de relaxe/leitura. No primeiro, temos o essencial: um guarda sol, uma mesa e quatro cadeiras. Ao lado, uma trelis para pendurar os meus vasos com ervas aromáticas. Já na imagem em baixo, um espaço sossegado para pôr a conversa em dia a beber um copo de vinho numa noite de verão, para apanhar sol ou para passar uma tarde com um livro bem-bom!
Este meu cantinho de sonho custa 508,11€.



Diverti-me imenso a escrever e a preparar este post. Sonhar é tão bom, não é? E, como vêem, não está assim tão longe do nosso alcance :)


O que acharam?



sexta-feira, 26 de julho de 2019

Uma série de séries



Tenho visto imensa coisa na televisão. Bom, na verdade, no computador, mas isso agora não interessa nada. Ando absorvida em séries absolutamente extraordinárias e outras séries muito boas que merecem ser abordadas aqui. Considerem este post como um guia de sugestões de séries que podem pôr na vossa lista de To-See-(Soon)! Isto, claro, se já não tiverem sucumbido à tentação, tal como eu... Preparem-se, isto vai ser uma viagem!


8,1 IMDb
Começamos por The Act porque já terminou e tem apenas 1 temporada. Apesar disso, não se vê assim tão rápido - eu, pelo menos, não vi - porque é uma série perturbadora, onde o real ultrapassa largamente a ficção, o que torna tudo muito mais mórbido... É uma série baseada na história real de Dee Dee e Gypsy Rose, mãe e filha, respetivamente. A história é recente e conhecida do público, portanto, contar o enredo-base não é um spoiler, mas um ponto de partida. Tudo o que importa está para além desses factos que ouvimos falar ou que lemos algures. Está nos detalhes do quotidiano, nos indícios aqui e ali de que a loucura se estava a manifestar de forma galopante e que o desfecho não podia ter sido menos trágico. Está nas atuações brilhantes de ambas as atrizes (Patricia Arquette e Joey King) e na narrativa progressiva, que nos vai afundando cada vez mais naquele drama. 

Sem mais rodeios, Dee Dee é, aparentemente, uma mãe extremosa e amável com a sua filha muito, muito, muito doente, Gypsy, que se desloca numa cadeira de rodas elétrica e é praticamente dependente dos cuidados da sua mãe. Vivem da generosidade dos vizinhos, de donativos e de instituições que apoiam crianças com doenças em fases terminais, que lhes construíram, por exemplo, a casa onde habitam depois de terem perdido tudo no furacão Katrina. Até aqui, tudo bem. Simpatizamos com a mãe, amorosa, e com a filha que ainda é uma criança ingénua e feliz. Dee Dee faz de tudo para que esta não se aperceba de que está a crescer e torna a vida de ambas num conto de fadas constante. 


A história adensa-se e vamo-nos apercebendo de que as coisas não são bem como nos contam.


Afinal Gypsy não é alérgica ao açúcar, consegue andar e é capaz de dormir sem a máscara de oxigénio. Mas o que se passa aqui? Passa-se um caso muito severo de Síndrome de Munchhausen, uma doença que a pessoa finge, em si ou nos outros, doenças para chamar atenção ou simpatia (a série Sharp Objects também aborda esta doença, lembram-se do post que eu escrevi?). Ou seja, a mãe inventava doenças e sintomas que a filha não tinha, medicava-a sem prescrição médica (esses medicamentos acabavam por deixá-la doente, claro) e convenceu-a de que não conseguia andar. Tudo isto para que a filha nunca saísse debaixo da sua asa - e claro, para ir buscar subsídios e dinheiro das  generosas doações.

Porém, como uma adolescente normal, Gypsy tinha curiosidade sobre muitas coisas e, ao explorá-las às escondidas da mãe, encontrou um rapaz por quem se apaixonou. Os dois adolescentes conversavam através das redes sociais e desenvolveram uma relação pouco saudável ao longo de 2 anos. Até que o esperado acontece: corria o ano de 2015 quando Gypsy, farta de viver uma mentira, convence o namorado, esquizofrénico e bipolar, a matarem a mãe e a viverem juntos e felizes para sempre. O objetivo foi cumprido mas a fuga durou pouco tempo e ambos foram apanhados pela polícia. Gypsy vai ser libertada em 2024, mas Nick (o assassino) apanhou prisão perpétua.

Tudo isto também pode ser visto no documentário Mommy Dead and Dearest, igualmente perturbador, com testemunhos reais de familiares, vizinhos e médicos. Eu aconselho a que vejam, mas primeiro assistam à série. É desconcertante e confusa porque, se por um lado nós conseguimos entender a Gypsy, por outro não compreendemos como é que ela foi capaz de matar a própria mãe... É um caso macabro, sem dúvida.


Chernobyl
Chernobyl vem a seguir porque também é uma mini-série que já terminou. Tem igualmente apenas 1 temporada e conta como tudo aconteceu naquele dia fatídico de 25 de abri de 1986, com a explosão de um reator nuclear de Chernobyl, na cidade de Pripyat, Ucrânia, e tudo o que se sucedeu até ao momento em que os arguidos vão a julgamento em tribunal. A história nós já conhecemos bem, mas os detalhes, os heróis anónimos, os jogos de poder, de interesses e as decisões políticas são a alma desta mini-série de sucesso. Tal como em The Act, por já sabermos o desfecho, não retira em nada o entusiasmo e a curiosidade cada vez mais crescente em saber como tudo termina. 

Esta série está repleta de momentos chocantes - principalmente por sabermos que são verdadeiros -, de pessoas que foram heroínas no real sentido da palavra, pessoas normais que puseram a sua vida em risco para salvar o seu país e as pessoas que nele viviam. 


É uma lição de ciência, de física, de química e de cidadania e humanismo também. 


Eu sou extremamente curiosa em relação a este assunto, talvez porque nunca o compreendi muito bem. Já tinha visto documentários com A Voz de Chernobyl, da jornalista Svetlana Alexiévich (que aconselho vivamente e que é baseado no livro com o mesmo nome) e um episódio de Dark Turism que aborda este assunto, mas ambos retratam os anos depois da explosão, a atualidade. Eu precisava de conhecer o que é que aconteceu na altura e como. Precisava de ver respondidas algumas questões, como: o que acontece ao nosso corpo quando somos expostos a radioatividade? - eu só conheço o caso do Hulk e, garanto-vos, ninguém fica verde, grande e forte em Chernobyl - O que é que existe dentro de um reator? Como é que a radioatividade funciona? Como é que se pode controlar a radioatividade? Será que as tropas e as equipas de intervenção estavam preparadas para aquilo? O que aconteceu para que a explosão acontecesse? Tinha tantas dúvidas que foram claramente respondidas no decorrer do enredo. 


Chernobyl mostrou-nos o melhor e o pior do que aconteceu e merece todo o hype que teve em torno dele. 


A série está absolutamente fenomenal, quer em questões mais técnicas (caracterização, cenários, guarda-roupa, fotografia, luz, etc.) como em questões de guião, de cadência de acontecimentos, de gestão de picos de adrenalina e, claro, de grandes interpretações.

Chernobyl deixou-me com insónias. Quem me conhece sabe que isso é raríssimo acontecer. Mas depois de ver uma série tão bela e terrível, que aconteceu de facto, deixou-me a questionar muitas coisas, especialmente a força que a política tem no dia a dia dos cidadãos comuns e até que ponto é que nós estamos a salvo desses jogos de interesse e reputação. Vejam!


8,6 IMDb
Big Little Lies é uma série enganadora. Quando começa nós achamos que vamos na direção de um Donas de Casa Desesperadas II, uma série soft, light, que não nos vai obrigar a pensar, perfeita para descontrair de vez em quando e para rir também. A meio da primeira temporada percebemos que não podíamos estar mais enganadas. Isto porque o elenco junta, maioritariamente, mulheres bonitas, que vivem bem, com boas casas, carros, roupas, casamentos aparentemente felizes e filhos perfeitos. Depois começamos a entender que as coisas não são bem como parecem ser - como tudo na vida, não é?


As big little lies (ou as pequenas grandes mentiras) são aquelas mentiras que se entranham no nosso dia a dia, que se apoderam da nossa vida e que mudam o rumo das coisas. 


São pequenas coisas que se acumulam e se vão tornando autênticos "elefantes na sala". E todas as personagens têm alguma coisa a esconder ou a reprimir. Todas. Umas mais graves e traumáticas do que outras, umas que podem ser remendadas e outras que não têm solução.

Foi uma agradável surpresa, para dizer com verdade... Celeste, Renata, Madeline, Jane e Bonnie vivem na mesma cidade e têm filhos/as da mesma idade que frequentam a mesma escola. À exceção de Jane, uma recém chegada à comunidade, conhecem-se há anos e denota-se alguma raiva e competitividade entre alguns membros. Depois de algumas intrigas há um momento em que todas elas são obrigadas a unir-se e a defenderem-se umas às outras. E é aqui que a série é fantástica, porque não vai atrás do clichê básico de que as mulheres se dão todas mal e que se lixam umas às outras. 


Pelo contrário, em Big Little Lies descobre-se o real poder que uma amizade pode exercer na vida de uma pessoa e que a união faz, efetivamente, a força. 


É uma força feminina que tem muito que se lhe diga e é aqui que se rompe com o esperado. Na segunda temporada, a série vem com um reforço de peso, o Cristiano Ronaldo de Hollywood: Meryl Streep, que interpreta o papel de sogra de Celeste e que nós nunca sabemos bem se sentimos pena ou raiva dela, tal como a nora. Talvez ambas as emoções, não sei bem.

Ao longo das duas temporadas conseguimos ver casamentos destruídos, violações, violência doméstica, traições, falências, bullying, doenças, traumas, transtornos, luto... Que todos têm que enfrentar. Por outro lado, vemos amor, amizade, carinho, união, redenção, gratidão, reencontros, curas, libertação... Tudo isto com interpretações fenomenais - repito: FE-NO-ME-NAIS - de atrizes incríveis, um guião quase perfeito, uma técnica fantástica e tão smooth que até parece fácil... 

Não tenho nada a apontar a Big Little Lies. Nada. E ainda para mais sabendo que não tencionam continuar com a série. Eu concordo. Fica tão bem como está...


8,5 IMDb
Acho que esta série não precisa de apresentações, até porque já falei dela neste post e não preciso de lhe acrescentar nada. Handmaid's Tale tem uma história rica, densa e interpretações brilhantes. Cada episódio é um sufoco que nos deixa de boca aberta e a suster a respiração de forma inconsciente. E nunca nos para de surpreender, normalmente pelos piores motivos.

É muito difícil descrever esta série. Eu nunca consigo porque nunca encontro as palavras certas para explicar a profundidade e a pertinência dela neste tempo que vivemos. Digo apenas que aconselho a toda a gente. Toda. Devia mesmo ser obrigatória por causa de todos os exemplos de pseudo-democracias que estamos a ver surgir em vários pontos do mundo. Daí até Gilead não são passos muito largos. 


E por causa de todas as pessoas que acham que movimentos feministas, Pride ou outros movimentos de minorias são "desnecessários" ou "exagerados". Não são! Não são mesmo. 


Vejam The Handmaid's Tale, uma série baseada no romance de Margaret Atwood com o mesmo nome e depois digam-me se não tenho razão.

Esta nova temporada está a revelar-se violenta, quer visualmente, quer emocionalmente. Vemos atentados, vemos execuções coletivas, vemos mulheres mutiladas... Não está a ser um "passeio no parque". Dá a sensação que o cenário nunca esteve tão negro como até agora e eu só quero que a June se aguente firme para o que aí vem. Não posso adiantar muito porque sem contexto é difícil. Mas se tivesse que escolher uma série destas todas de que vos falo, escolheria esta para vos "obrigar" a ver, por ser a mais oportuna, elucidativa e marcante. Vejam!


8,6 IMDb
Se adoro a Casa de Papel e se acho uma série incrível? Não. Se me entretem? Muito. Para mim, La Casa de Papel serve exatamente para me divertir durante os minutos que duram o episódio e, depois disso, mais nada. Não tem grande efeito em mim a médio/longo prazo. Aliás, tinha pensado que não estaria interessada em ver esta nova temporada, mas lá fui vencida pela curiosidade que o marketing se encarregou de despertar em mim. Já a terminei, mas não fiquei assoberbada. Aliás, a fórmula é a mesma da anterior. Tudo isto começa porque, mais uma vez, a Tóquio fez borrada e o Rio foi capturado e torturado. Então, o Professor usa essa desculpa para pôr em prática o plano que Berlim pensou e criou antes de morrer e vingar a sua morte. Claro que o "objetivo principal" era obrigar o Estado a entregar-lhes o membro da equipa. Portanto, há um novo cenário (muito idêntico ao anterior), há personagens novas (ainda que sem grande relevo à exceção de Palermo, o substituto de Berlim) e o foco do roubo é outro: em vez de dinheiro, vão roubar ouro. O resto, vocês já sabem, há negociações, planos engendrados ao mais ínfimo pormenor, avanços e recuos, jogadas arriscada, enfim... Há sempre alguém que faz merda, há sempre momentos em que nós pensamos "agora é que é", há alturas que nós estamos a ver que as coisas estão a correr bem demais... Como dizer... 


Entretem, mas a fórmula é a mesma.


Tecnicamente não considero La Casa de Papel uma série incrível. É normaluxa e, por vezes, aborrecida, especialmente quando há flashbacks demasiado demorados de conversas que aconteceram e que, aparentemente, não têm sentido nenhum no contexto do episódio - e muitas vezes não têm mesmo! As interpretações são boas, umas mais do que as outras, e a minha personagem preferida mantém-se a mesma, a Nairobi, logo seguida do Denver. Acho que ambos os atores são muito bons... Já a Lisboa e o Professor, ou até mesmo o Rio e a Tóquio... Ehhh...

Bom, pelo final desta temporada percebe-se que vem uma próxima a caminho e eu estou zero ansiosa para esse momento.


8,5 IMDb
Já vos falei de Suits tantas vezes e nunca me canso, porque é uma série mesmo muito boa de se ver. É soft sem ser light (às vezes dá cá uns nervos!), é agradável à vista, por todos os atores bonitos e bem vestidos, pelas casas maravilhosamente decoradas, os restaurantes bonitos e os Rolex que lhes vemos nos pulsos. Depois há, claro, os jogos de poder, de negociação que é sempre muito divertido de se ver, especialmente se o Harvey ganhar, claro!

Este mês saiu a 9ª temporada e eu já estou de novo colada a ver. Acho que já não tem o mesmo wow desde que o Mike e a Rachel (Patrick J. Adam e Meghan Markle) sairam da série, bem como a Jessica (Gina Torres), mas ainda continua a ser interessante ver a relação entre o Harvey e a Donna. Os principais pontos negativos é que já tenho saudades de ver aqueles casos complexos de clientes em que o Harvey tinha sempre uma jogada de génio para fazer check-mate. Ultimamente, a empresa tem sido sempre atacada pela concorrência e todos lutam para se manter à tona sem os principais mentores por perto. Era giro até uma fase, mas agora já nem tanto.

Se estão à procura de uma série fixe para relaxar um bocado depois do trabalho, mas ainda assim com qualidade garantida e com jogos de poder e sedução, então Suits é uma excelente opção!



8,8 IMDb
E finalmente chegamos a Peaky Blinders. Uma das minhas características (talvez por ser Capricórnio, não sei) é que quando eu gosto, eu gosto MUITO. Não há meio termo. E quando eu digo que gosto MUITO, é já ali a roçar na obsessão. Não sou propriamente fã desta minha característica, porque me deixa muito obstinada naquela direção, mas a verdade é que a uso muitas vezes para descobrir um sem fim de coisas novas. Por exemplo, fiquei tão obcecada com Peaky Blinders que já fui ler mais sobre a história real do gang, sobre a história de Birmingham, estou há 15 dias a ouvir a banda sonora em loop - e descobri que afinal até gosto de Nick Cave, que choque! -, ando a imaginar-me a vestir as mesmas roupas que estes moços elegantes no inverno, fiz um stalkzinho ao Cillian Murphy e já despachei mais 2 ou 3 filmes em que ele entra... Enfim, podia continuar, mas não o vou fazer. Acho que já entenderam o meu nível de adoração pela série, certo? Posto isto, vamos lá:

Peaky Blinders inicia-se em 1919 e é uma história de um gang constituído pela família Shelby, ciganos de Birmingham. Os irmãos Shelby, Arthur, Thomas e John, são recém chegados a casa depois de terem lutado na I Grande Guerra Mundial. Chegaram com medalhas de honra e com traumas profundos. Têm também um currículo repleto de transgressões e violência. 


Os Peaky Blinders são conhecidos pelas apostas ilegais e pelas boinas com lâminas cosidas na dobra da frente e usadas como arma quando as coisas dão para o torno (que é quase sempre). 


Na cidade são temidos por todos e estão acima da Lei. Com a polícia e outras autoridades compradas, é muito mais fácil prosseguirem com os negócios ilegais. O chefe do gang era o irmão Shelby mais velho, Arthur. Porém, Thomas (Tommy), rapidamente se mostrou mais esperto e apto para liderar o grupo. Este é o início de Peaky Blinders. O resto, é preciso ver ;)

Vi as 5 temporadas numa semana. Assim, num bufo. E mais houvesse - há-de haver, lá para o final do ano, dizem. E o que é que a série tem de especial? É uma mistura de sucesso, na verdade: 
1) começamos com a construção muito rica das personagens, especialmente a de Tommy, a personagem principal, que é enigmático, misterioso. Tommy é tão lindo como louco (nunca sabemos bem no que está a pensar). É astuto, inteligente e tem uma postura maravilhosa. É o pilar da família e do gang. Não se deixem enganar, porque pode ser uma autentica besta. Arthur é o mais louco de todos, completamente traumatizado pela guerra e pelo abandono do pai. Vê no irmão um líder e uma âncora. John e Finn são os mais novos e especialmente o primeiro vai ganhando destaque à medida que as temporadas vão avançando. 
2) a dinâmica da série é avassaladora. Num momento estamos a suar das mãos de adrenalina e no momento seguinte estamos a afogar-nos na tristeza das personagens. 
3) a banda sonora é per-fei-ta. 
4) o guarda-roupa é de sonho, especialmente o dos homens. 
5) há muita arma, muita violência, explosões e lutas. 
6) o papel das mulheres é fortíssimo nesta série. Apesar de ser uma época em que elas não eram commumente tidas em conta, no seio dos Peaky Blinders elas estão muitas vezes a assumir as rédeas e a controlar as situações.

Há também um outro fator interessante em Peaky Blinders. É que apesar da história ser maioritariamente imaginada (é levemente inspirada num gang), consegue enquadrar na perfeição vários momentos históricos como a I Grande Guerra Mundial, o movimento das Sufragistas, a ascensão de Winston Churchill (que entra na série), bem como referências a Al Capone (provavelmente vamos ouvir falar mais dele na próxima temporada), à máfia italiana, à Família Real, a Charlie Chaplin, entre tantos outros.


Para vos aliciar a ver ainda vos posso dizer que entra o Tom Hardy e o Adrien Brody. 


Petyr Baelish "Littlefinger" e o Night King (referências para quem gosta de Game of Thrones) também participam, bem como uma série de outros atores que faziam parte de GoT.  E agora? ;) 

Acho que ainda vou ter muuuuuito para falar sobre esta série, mas entretanto, vejam-na, by order of Peaky Blinders!

Bom, é isto que tenho andado a ver nos últimos tempos. Ainda aguardo a nova temporada de The Crown e estou a começar a ver Pearson, um spin-off de Suits, mas ainda só vi 2 episódios e, por isso, não tenho muito a dizer. Sugeriram-me algumas séries no Instagram e acho que vou por aí agora ;)


quarta-feira, 24 de julho de 2019

Level Up

Por vezes ficamos tão bloqueadas com a missão de encontrar O vestido ideal para levar a uma festa que nos esquecemos que há toda uma panóplia de soluções e de respostas para o nosso problema. Já falamos de vestidos e looks de festa, peças de saldo (é uma boa ideia aproveitar esta época para quem precisa de comprar alguns outfits que, por norma, são bastante mais caros). Poderia falar de peças versáteis, compras espertas, para usar noutras circunstâncias. Podia também sugerir inspirações para levarem diretamente a uma costureira de confiança e assim garantirem que ninguém vai igual a vocês - o que acho uma ótima ideia se a) for uma cerimónia especial que convém ir mais wow ou b) tenham uma ideia muito fixa daquilo que querem e sabem que não vão encontrar.


Bom, mas hoje vamos falar de outra solução que sou cada vez mais fã: os acessórios. 
É verdade! Estes nossos aliados podem fazer milagres nos vestidos mais sem-graça-nenhuma.


Começamos pelos acessórios mais neutros, perfeitos para vestidos mais elaborados, estampados ou com uma cor viva. São acessórios básicos-não-tão-básicos, cheios de detalhes bonitos e que vão destacar-se no conjunto final. Tenho que declarar publicamente o meu amor por estas sandálias e o conjunto maravilhoso que fazem com a clutch do lado - quem disse que juntar dourado com prateado dá asneira?! Ah, posso também dizer que estou apaixonada pelo cinto com as flores?


Brincos Mango | Brincos e Travessão Zara | Clutch Uterque / Colar e Fita Zara | Clutch Parfois | Sandálias Uterque
Cinto e Clutch Parfois | Brincos Zara | Brincos Mango / Brincos e Clutch Parfois | Bandolete e Cinto H&M


Para quem tem um vestido mais sem-graça, num tom básico ou com um corte nheca, então juntem-lhe acessórios - mas calma com isso, tá?, o objetivo não é parecerem uma montra de uma loja dos 500! As headpieces são um must neste momento e não precisam de ser discretas. Aliás, quanto mais melhor! Usem travessões, bandoletes, fitas, ganchos, laços, o que quiserem... Usem a vossa imaginação. Claro que usar uns sapatos mais tchana é uma ótima estratégia para quem quer desviar a atenção do vestido que não interessa nada.


Clutch H&M | Headpiece Parfois | Brincos Uterque | Brincos Zara / Fita Zara | Sandálias e Headpiece Uterque | Carteira Parfois
Headpiece e Clutches Parfois | Laço Stradivarius / Cluch Zara | Sapatos Stradivarius | Brincos Parfois | Brincos Uterque


Quando pensarem em acessórios, não pensem apenas em brincos ou colares. Expandam mais a vossa imaginação e brinquem com as tendências! Que mal vos irá fazer? ;)


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Fim de Saldos



Já estou numa de dizer adeus aos saldos, mas ainda queria mostrar-vos algumas peças giras que valem a pena. Só que não queria apenas deixar ficar só a peça. Nop! Queria mostrar-vos que podem ser combinadas e que quaaaase que formam um closet cápsula (isso é assunto para outro post). 


Com nem 20 peças, sugiro-vos 8 looks giros, práticos e que se adaptam facilmente ao trabalho ou às férias, com uma ou outra ligeira alteração e para dias bem frescos e outros de muuuuito calor. Há para todos os gostos. Querem ver?











quinta-feira, 11 de julho de 2019

Black Mirror


Não sei se já tiveram a oportunidade de ver a nova temporada de Black Mirror. Se ainda não viram, então parem de ler este post aqui, ok? É que vão haver spoilers...

Estive bastante ansiosa por este regresso. Posso afirmar que Black Mirror é das melhores coisas que já vi. Faz todo o meu estilo, faz-me pensar, recear, ficar angustiada e refletir melhor sobre "que raio andamos nós a fazer". Mas também, de vez em quando, dá-nos esperança e uma way out destes imbróglios da nossa vida altamente influenciada pela tecnologia.

Já vi episódios absolutamente fenomenais e que, certamente, não me vou esquecer tão cedo, e já vi outros que são mais solúveis na memória. Porém, esta quinta temporada, que estreou no início de junho, e que tem apenas 3 episódios, não vai ficar registada.

Senti que foi uma travagem brusca na adrenalina que Black Mirror nos habituou. Fez-me questionar muito pouco, não fiquei propriamente angustiada ou a duvidar de determinadas situações.  Não me alertou para nenhuma questão sobre a qual eu nunca tivesse refletido antes. Simplesmente entreteve-me durante duas noites.


Striking Vipers
O primeiro episódio, Striking Vipers, conta com atores conhecidos (Marvel e DC) e retrata uma crise de meia idade que é esbatida num jogo de realidade virtual em que ambos os jogadores, e amigos de longa data, se envolvem romanticamente através dos seus avatars. Aqui podemos questionar o que é a traição, o que é a fidelidade, o que é um casamento sólido, uma amizade longa, a crise de identidade e de que forma é que a introdução da tecnologia (neste caso particular, a realidade virtual através de um vídeo jogo) veio esbater ou redesenhar estas fronteiras. Apesar de não ser um episódio incrível ao nível do conteúdo, os efeitos visuais dos avatars e do universo muito ao estilo de Street Fighter é bem interessante. Ainda assim, tendo em conta as temáticas, este é, talvez, o episódio mais out da temporada... Aquele que eu imagino que poderá mesmo vir a ser uma realidade muito em breve.


Smithereens
Talvez o melhor episódio da temporada. Smithereens é uma das personagens principais desta história e é também uma rede social (semelhante ao Twitter). Todo o guião se baseia na angústia, na dor dilacerante e do poder destrutivo do sentimento de culpa. Conta a história de um homem que viu o seu mundo ruir porque apenas espreitou para o telemóvel, um gesto que nós fazemos inúmeras vezes ao dia, sem medir consequências. A interpretação de todos os atores é espetacular e torna o episódio mais tenso, denso e pesado. É, na verdade, o único que nos faz refletir mais até porque é aquele que mais se relaciona com a nossa realidade neste momento. Há uma das falas de Chris (o protagonista)  que diz que o céu podia ficar roxo que ninguém iria reparar ao longo de dias porque estão todos com os narizes nos ecrãs. Claro que isto é um exagero (é?), mas deixa-nos a pensar...


Rachel, Jack and Ashley Too
Por fim, entra em cena a Miley Cyrus com a sua Ashley O, uma cantora pop absolutamente aprisionada no mundo do marketing, das vendas e do profit. Apesar de ser um episódio meio perturbador porque também é bastante próximo da nossa realidade (o mundo musical) e todos nós sabemos como é que as coisas acontecem (e que aconteceram também com a própria Miley), acaba por se tornar cada vez mais entretenimento e cómico ao longo do tempo do que propriamente assustador e dilacerante, como tinha todo o potencial para o ser. Ainda assim, um bom episódio que aborda algumas questões pertinentes, embora de forma superficial.


E pronto, este é o resumo da nova temporada de Black Mirror. Ao menos consegui voltar à minha vidinha, sem angústias ou reflexões profundas - mas não era isso que eu esperava! Ao contrário desta série, Handmaid's Tale e Chernobyl tiraram-me o sono. Mas isso já é assunto para um outro post :)





terça-feira, 9 de julho de 2019

Looks de Saldos para Festas


Festas. É sempre o maior dilema. Não propriamente as festas em si, mas o que vestir. Eu aconselho sempre um vestido/macacão bonito e que seja possível utilizar noutros eventos, apenas mudando os acessórios. Claro que há festas e festas. Às vezes é mesmo preciso puxarmos da nossa melhor cartada e apresentarmo-nos no nosso melhor. E falo, claro, em casamentos em que somos madrinhas, irmãs de um dos noivos, mães, damas de honor, etc. À exceção disso, podemos relaxar mais e simplesmente go with the flow.

Não stressem demasiado nem fiquem irritadas se não encontram A clutch que combina na perfeição com o tom do folho do vestido... Relaxem miúdas! Não é preciso irmos todas em pandã. 

Outra dica que deixo aqui e que, para mim, é a mais importante de todas é: sejam vocês mesmas! Não tentem fugir ao vosso estilo ou "imitar" esta ou aquela pessoa que foi fantástica naquela festa e eu quero um vestido igual. Não façam isso. Nunca vai resultar da mesma forma e só vos vai deixar desconfortáveis. Optem sempre pelo vosso gosto, pelo vosso estilo e vão ver que nunca vão falhar ;)

Por fim, a última dica que deixo: aproveitem os saldos para as vossas comprinhas! Se sabem que vão ter 12 930 bodas, então estão à espera do quê para aproveitarem os descontos? Eu dei uma mãozinha e criei 6 looks que, à exceção de 1, são todos abaixo dos 100€. Além disso, tentei diversificar ao máximo os estilos escolhidos, para que ninguém se sinta não-representada. Vamos a isso?

VESTIDOS CURTOS
Eu não sou grande apologista de preto nos casamentos, mas decidi colocar este vestido aqui por dois motivos: 1) porque o adoro! 2) porque podem usar este look noutro evento que não seja um casamento (também não usem em batizados nem em comunhões, tá?). Já o rosa, decidi misturar com uns sapatos bordeaux para dar aquele shake que eu gosto. Se preferirem, substituam-nos por uns nude ou dourados.
LOOK 1 | Valor total 56,96€
Vestido, Carteira e Sandálias Zara; Brincos Parfois

LOOK 2 | Valor total 95,92€
Vestido H&M; Sandálias e Clutch Zara; Brincos Massimo Dutti


VESTIDOS COMPRIDOS
Adoro vestidos compridos em casamentos, menos aqueles que parecem as noivas, cheios de tecidos esvoaçantes, com cortes e recortes no peito e tiras e mais tiras nas costas, tudo em tons cueca. Poupem-me. Se forem a um casamento no verão, escolham sempre tons mais alegres como um azul ou um rosa! Deixem as cores escuras para o inverno ou para nunca! Arrisquem!

LOOK 1 | Valor total 56,96€
Vestido Zara; Carteira e Brincos Parfois; Sandálias Stradivarius

LOOK 2 | Valor total 61,46€
Vestido, Saco e Sandálias Zara; Brincos Mango


MACACÕES
Já vos disse que A-DO-RO macacões? Adoro macacões. E estas duas opções podiam muito bem ser usadas pela minha pessoa assim na maior das facilidades. Acho uma peça versátil, porém, nada prática para quando queremos ir à casa de banho. Não se pode ter tudo, né? O macacão amarelo talvez usasse nos casamentos de setembro, por causa das mangas compridas. Já este verde lindo, era já amanhã!
LOOK 1 | Valor total 131,92€
Macacão Uterque; Saco e Sandálias Zara; Brincos Parfois

LOOK 2 | Valor total 65,96€
Macacão e Saco Zara; Sandálias e Brincos Parfois


Depois, é só irem espalhar magia e com a carteira ainda recheadinha.





(kind of) Back




Isto é que foi um intervalo, não foi?

Foi necessário parar um pouco. Largar o computador nas horas vagas e viver mais um bocado no offline. Adoro escrever neste cantinho e, muitas vezes, sentia falta. Mas depois, quando me sentava  para o atualizar, sentia que não tinha nada de importante nem de relevante para dizer. Somado a isso, sentia-me mais feliz desligada.

Não vos posso garantir que este regresso seja ao mesmo ritmo do que já foi, mas pelo menos tenho a intenção e a vontade, o que já é um avanço.

Nestes tempos tenho andado a pensar em muitas coisas - há fases assim, não é? Penso naquilo que sou hoje como pessoa e no loooooongo caminho que ainda tenho que andar para me tornar naquilo que eu desejo ser. Sinto que em muitos aspetos sofri um retrocesso. Uma travagem brusca na motivação, na ambição, nos objetivos... Às vezes nem me reconheço. Por outro lado, nunca me senti tão ativa e estimulada a nível cultural e social como agora. Leio muito, vejo muitos filmes e séries, viajo, vou a concertos, exposições, restaurantes, festivais, conheço marcas, música, estilos, filmes,  pessoas, tudo novo e é uma alegria para mim. Portanto, ando aqui num meio termo, numa posição agridoce e numa constante busca por ser melhor, saber mais, conhecer mais, ver, ler, ouvir, viajar mais. E, por outro lado, bastante aborrecida pela monotonia que é o outro lado da minha vida. É estranho, eu sei! Nem eu me compreendo às vezes.

Mas isto não vos interessa nada, claro. E, por isso, decidi não escrever durante uns tempos. Agora acho que voltei :) e já tinha saudades deste espaço.

Ainda não sei se vou continuar a ter imensos assuntos para abordar aqui. A verdade é que agora penso a dobrar em tudo aquilo que publico e grande parte das vezes os textos ficam apenas nos rascunhos. Vou tentar redescobrir aquilo que eu quero e aquilo que este blog vai ser daqui para a frente.

Espero que não tenham desistido de mim ;) Acompanhem-me no Instagram. Tenho andado mais ativa por lá!