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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Viena



No dia do Amor, parece-me apropriado falar-vos sobre a minha viagem a Viena, e assim encerrar os posts sobre viagens - por enquanto ;)
Parece-vos bem?


Viena encantou-me como eu não achei que seria possível, especialmente porque a conheci coberta de neve e isso torna tudo muito mais especial. Foi o desfecho perfeito para a nossa viagem de 8 dias - 3 capitais europeias. Porém, foi também a cidade que conhecemos menos, por três motivos: 1) porque ficamos menos tempo do que nas outras cidades; 2) porque estávamos estafadas e 3) porque estava a nevar e nós decidimos que tínhamos mesmo que aproveitar a neve e deixar para lá as visitas-super-importantes que podemos fazer em qualquer altura. Portanto, não contem com grandes dicas desta cidade - oooh - mas com algumas fotos catitas ;)




Onde fiquei?
Foi o sítio onde tivemos mais dificuldade em arranjar alojamento. Era tudo bastante mais caro do que nas outras cidades e porque já estava tudo bem esgotado. Sobrou-nos o Odeon Hotel, um pouco desviado do centro (íamos de metro, mas era apenas uma estação de distância). O Hotel tinha uma particularidade muito engraçada: o chuveiro e o lavatório estavam dentro do quarto, mas a sanita era partilhada pelo piso. Nunca tinha visto mas adaptámo-nos. O hotel era porreirinho, tinha o necessário e ficava próximo de vários cafés e restaurantes. Acabamos por ficar só 1 noite porque a segunda foi passada no aeroporto (o voo partiu às 6h da manhã e só havia transportes públicos para o aeroporto até às 23h do dia anterior).


O que comi?
Na noite em que chegamos, deixamos as mochilas no quarto e fomos em busca de comida. Queríamos uma simples torrada e um cappuccino para aquecer as mãos - o frio era quase insuportável.  Entramos num bar muito movimento - porque os restaurantes já estavam fechados -, cheio de bom ambiente e cheio de grupos de amigos. Acabamos por comer uma mista e beber uma cerveja.



No dia seguinte, acordamos com uma Viena coberta de neve! Foi uma alegria para nós, como devem imaginar, que estávamos há uma semana a torcer para que isto acontecesse. Tomamos um pequeno almoço muito típico nosso (eles comem muitos bolos logo de manhã e eu não aprecio isso), dois pães com manteiga e dois cappuccinos e deixamos lá uns 18€. Portanto, estão a ver como estava ali a situação...




Depois de termos patinado no gelo e visitado o Mercado de Natal mais incrível e gigante que eu já vi (Rathaus Market), fomos experimentar os longo, que não sabíamos o que era, mas havia filas enormes e toda a gente estava a comer isto. Basicamente é uma fartura espalmada que sabe a queijo e alho (tipo pizza). Nada de incrível, principalmente quando começa a arrefecer.




Ao final da tarde lanchamos num café muito típico e muito Viena. Experimentamos os bolos típicos: eu comi a Sacher Torte, conhecido pelo melhor bolo de chocolate do mundo (eu achei enjoativo, como todos os bolos de chocolate do mundo, mas bom) e a minha amiga experimentou a Apfelstrudel, uma tarte de maçã.


O que visitei?
Como já vos disse, visitei muito pouco e tirei muito poucas fotografias porque era praticamente impossível tirar as luvas sem que começássemos a sentir os dedos a ficarem roxos e dormentes - juro que nunca senti frio como em Viena. Mas ainda fiz umas coisas giras ;)




Começamos o dia com neve na janela e a primeira reação foi ir para o sítio com mais neve possível. Chegamos a Praterstern (mesmo pertinho do nosso hotel) e ficamos ali um momento a divertirmo-nos na neve, a tirar fotografias e a visitar a roda gigante mais antiga da Europa! Depois metemo-nos no metro e seguimos para o centro de Viena.




Visitamos logo a Catedral de St. Stephen que é maravilhosa, mas que eu gostei mais de a ver por fora do que por dentro. O único inconveniente da neve, foi não podermos ver as telhas coloridas do edifício. Depois fomos andando pelas ruas todas daquela zona cheias de lojas de marca e de coisas maravilhosas. Havia muita gente às compras, por causa do Natal, e em cada praça havia mercados de Natal, árvores de Natal, luzes, enfeites, coches puxados por cavalos... Um conto de fadas. Eu aproveitei para comprar um presente de Natal para a minha mãe quando visitei a loja principal da Swarovski (que é original da Áustria), com 3 pisos!


O ponto alto do dia foi quando chegamos à Rathaus (Câmara Municipal) e ao maior e mais bonito mercado de Natal que vimos. Estivemos lá horas a visitar, a comer e, claro, a fazer patinagem no gelo. Foi uma experiência única, maravilhosa, que jamais vou esquecer! Afinal, não é todos os dias que podemos dizer que patinamos no gelo, em Viena, enquanto que nevava... Foi mágico.




Depois também andamos pela cidade e visitamos o Memorial aos Judeus e a Casa da Ópera, claro.


O que perdi?
Perdi o resto da cidade, mas especialmente os palácios de Schonbrunn e Belvedere e todos os museus que gostava de ter visitado, mas infelizmente não conseguimos ver mais. É que tudo isto que vos escrevi em cima aconteceu tudo no mesmo dia e, no final da tarde, regressamos ao hotel para pegar na nossa mochila (que eles guardaram sem nos cobrar nada) e seguimos de metro até ao aeroporto, onde passamos a noite.


Portanto, se forem a Viena, com certeza que vão conseguir ver muito mais coisas do que eu consegui ver. Mas tenho a certeza de que aproveitamos muito bem a cidade e a neve e levamos memórias connosco que nunca iremos esquecer.




Sobre Viena
Viena foi a cidade mais cara de todas (Berlim e Praga), especialmente na alimentação. As refeições baseiam-se muito em fritos, mas com bom aspeto. Em Viena tudo é chique e elegante e clássico. Os cappuccinos são servidos numa bandeja de prata, acompanhado por um copo de água. E isto acontece em qualquer lado, desde o café da esquina ao café mais fancy.


O frio é horrível, cortante, seco e é impossível andar na rua sem cachecol, gorro, luvas e um casaco super quente. Eu usei a minha camisola mais quente com outra quente e de manga comprida por baixo (normalmente só uso t-shirts) e ainda tive que usar uma meia calça por baixo das calças e outras meias grossas. Se forem nesta altura, não se poupem em roupa e calçado quente!


Senti-me sempre bastante segura em todos os cantos da cidade. O maior problema é que as placas ainda estão escritas apenas em alemão/austríaco e isso é cá um imbróglio... Nem vos conto o tempo que tivemos à procura da saída da estação de metro quando chegamos a Viena... E os menus nos restaurantes? Zero inglês. Valeu-nos o Dr. Google Tradutor, claro. Mas não se preocupem, os austríacos são muito simpáticos, falam inglês e ajudam-nos com tudo - acreditem, foi a cidade onde estávamos sempre a pedir indicações porque estava tudo em alemão. Por isso, vão prontos para isso, mas não se preocupem que tudo se resolve ;)


Viena é uma cidade lindíssima, mágica, romântica e elegante.
Vale mesmo a pena a visita!


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Fevereiro



Em pouco tempo chegamos ao segundo mês do ano. Se por um lado já estamos aqui, por outro parece que janeiro demorou uma eternidade a passar. Sou só eu a achar isso?


Janeiro foi um mês de novos objetivos - não é sempre? - e com eles vieram novas mini-conquistazinhas. Nada de especial, nada em particular, mas que me trouxeram uma sensação de leveza e bem estar. No fundo, só isso importa, não é?


Tenho quatro grandes objetivos:
1) Ler um livro por mês.
2) Ver um filme por semana.
3) Aplicar-me no exercício físico.
4) Organizar melhor o meu tempo.


Tenho orgulho de dizer que não falhei nenhuma em janeiro. Li o meu livro, vi os meus filmes e não falhei ao ginásio, mesmo quando chovia torrencialmente. E ainda treinei um pouquinho em casa! E isto só aconteceu porque tenho conseguido gerir mais ou menos bem o meu tempo... Baby steps!


Para janeiro escolhi o livro O Sétimo Selo de José Rodrigues dos Santos. Não aprecio o autor, não aprecio a escrita dele, mas o tema do livro interessou-me. Além do mais, precisava de algo fácil e simples, muito básico, para ler e para começar a ganhar o hábito da leitura antes de dormir. Nada melhor que um livro ligeirinho, quase leitura de praia para aquecer os motores.




Sobre o livro, o tema é muito interessante: alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global que, por sua vez, é provocado pela exploração petrolífera. Vocês sabem que eu sou uma espécie de aspirante a ambientalista e, por isso, este assunto tocou-me no coração. E basicamente foi só disso que gostei do livro. Não gostei das personagens, nem da escrita, nem das mil e umas explicações sobre exatamente a mesma coisa, ao longo do livro, do "encher-chouriças"... Enfim, contava a mesma história em metade das páginas.


Para fevereiro sugeriram-me o Sapiens. Engraçado que esse está na minha lista há muito tempo, juntamente com outros tantos. Mas para fevereiro tentei ser realista. O mês é bem mais pequeno e, além disso e mais importante: é mês de Oscars. Eu sei que vou privilegiar os filmes ao livro neste mês, por isso optei por um mais pequenito e um outro, igualmente pequeno, para ler a seguir, se houver tempo. Escolhi uma das minhas histórias favoritas de todo o sempre, um clássico da literatura americana: O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald. Alguém já leu? Eu já comecei há algum tempo, mas não terminei. Vou começar de novo e terminá-lo.


Quanto aos Oscars, isto tem corrido bem.


Estou bem lançada e já consegui ver 5 filmes de 8 dos nomeados a Melhor Filme. O meu favorito neste momento é o Green Book e eu já estou aqui pronta para lançar uma petição para dar o Oscar ao Viggo (Melhor Ator) e ao Mahershala (Melhor Ator Secundário) sem pensar duas vezes. Tenho para comigo que vai ser o meu filme preferido de 2019. E olhem que normalmente nunca me engano ;)


Vamos falar mais vezes de Oscars por aqui - vocês sabem, não é? - mas para já deixo-vos a sugestão de ver essa grande história de amizade, tolerância e busca pelo "eu". Vejam, pessoas. Vejam!


Falamos nisso mais à frente.
Como está a vossa vida? Quantos filmes vistos?
E livros? Hum?


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Praga



Se me perguntarem qual foi a minha cidade favorita das três que visitei na minha última viagem, digo-vos - a custo, confesso - que foi Praga. E isso vê-se pela quantidade surreal de fotografias guardadas. Não é mais bonita, nem mais elegante, nem mais cosmopolita, nem mais limpa ou mais segura do que as outras duas, mas foi a que mais me surpreendeu. Senti que a própria cidade era um monumento só, uma cidade de conto de fadas, cheia de surpresas em cada esquina. Adorei tudo em Praga: a arquitetura, o urbanismo meio esquizofrénico, as pessoas, o ambiente, o Natal, a zona do rio, até a comida, mas principalmente a cerveja - e bebeu-se muita cerveja, senhores!


Mas vamos por partes como da outra vez?


Onde fiquei?


Em Praga as nossas opções foram igualmente limitadas, mas podemos dizer que não nos correu nada mal. Ficamos no Cosmopole Hostel, bem localizado, modesto, mas muito pitoresco, como aliás era toda a cidade. O único defeito: apesar de termos um quarto privativo com duas camas, a casa de banho era partilhada. Isto fez-me alguma confusão no início, mas depois quando lá cheguei percebi que não havia problema nenhum. Os balneários eram mistos mas muito limpinhos e privados. Era como se houvesse várias casas de banho completas dentro de um espaço só. Nós entrávamos, fechávamos a porta à chave e tínhamos um WC completo só para nós. Tudo muito tranquilo e nunca houve qualquer problema. Foi uma ótima experiência! Foi talvez o alojamento mais barato e ainda tínhamos incluido o pequeno-almoço que era bem composto e servido no rooftop que tinha uma vista de outro mundo para a cidade... E ainda nos guardaram a mochila durante uma manhã de borla (no hostel de Berlim, por exemplo, pagava-se à hora). Aconselho, se estiverem a pensar ir a Praga.


Onde comi?


No primeiro dia em Praga, jantamos no U Budovce - não me perguntem como é que isto se pronuncia nem o que quer dizer. Fomos atraídas pelo ambiente e pela música jazz ao vivo. Fica numa rua um pouquinho escondida na Cidade Velha. Queríamos comida típica, quentinha e boa. Comemos Goulash, talvez o ex libris da gastronomia checa, húngara e por aí fora. Já tinha experimentado em Portugal num restaurante checo, mas não comi com dumplings. E eu queria muito experimentar dumplings. Em resumo, o prato é um estufado num molho bem rico em sabores - que é como quem diz: picaaaaante!!! -, acompanhado com os tais dumplings que me sabe e parece, nada mais nada menos que pão de forma sem côdea. Tudo combina e tudo sabe bem! Começamos com uma sopa de tomate quentinha e boa e eu juro que era menina para emborcar uma panela daquilo, meus senhores... E as saudades que eu já tinha deste pitéu que me conquistou o coração na Polónia há muitos e bons anos atrás? Que delícia... Para acompanhar, a bela da cerveja preta, claro, em tamanho XXL, que eu acho que não existe outro por aquelas bandas.


O almoço no dia seguinte foi no restaurante dentro do Castelo de Praga, o Kavárna a Restaurante Na Baste - ahahahahah nem tento! Não liguem muito ao site, está desatualizado. O restaurante fica dentro do Castelo de Praga e para quem quer explorar o local, aconselho. A comida é muito boa e os preços não são exagerados, como seria de esperar naquela zona, além disso o espaço é muito bonito e agradável! Nós queríamos comer algo checo, por isso foi a nossa opção, mas certamente que se quiserem algo mais barato (pizzas ou street food) vão encontrar fora do perímetro. Eu comi pato com dumplings, desta vez em duas variáveis: com e sem ervas aromáticas. Gostei muito, mas achei que a minha experiência de gastronomia checa tinha mesmo que parar por ali - aquilo é comida muito potente!


Nesse dia ao jantar, depois de muuuuuuitos quilómetros percorridos, encontramos um restaurante muito apetecível mesmo no segundo centro de Praga. Escolhemos a Pizzaria Coloseum, porque já não dava para comer mais comida checa. Foi um cabo dos trabalhos dar com a entrada para o restaurante, já que fica dentro de um centro comercial, no 1º piso, com uma vista fixe para a Praça Venceslau - o centro nevrálgico das compras e do consumo em Praga. A minha amiga pediu pizza, que estava bem boa, e eu pedi, claro, risotto com presunto - que estava tão salgado que me ofereceu um herpes no dia seguinte - mas que eu gostei muito. A minha amiga acompanhou com uma cerveja e eu com um copo de vinho tinto - risotto é com vinho, certo? ;) - e terminamos com um tiramissú que estava bem bom. Voltamos para o hostel cansadas mas de barriga aconchegada!


O que visitei?


Mal chegamos a Praga, perto das 18h, fomos logo visitar a Cidade Velha (Staré Mesto) onde fica o famoso Relógio Astronómico. Vimos as figuras a passar, espetáculo que decorre a todas as horas e que junta vários turistas para o curto espetáculo. Passeamos pelas ruas daquele centro histórico lindo, maravilhoso e cheio de decorações natalícias - aliás, estavam a decorar a gigantesca árvore de natal e o mercado de natal! Fizemos um pequeno reconhecimento, jantamos pela zona e retomamos ao nosso hostel que o dia seguinte ia ser duro.


No dia seguinte, decidimos visitar o Castelo de Praga, em Malá Strana, e para isso, atravessamos a Charles Bridge, que é uma das pontes mais famosas da Europa e é lindíssima. Conseguimos conhecer melhor o seu significado no dia seguinte, quando fizemos uma espécie de "visita guiada", mas falamos disso mais à frente.


 O Castelo de Praga não é apenas um Castelo tradicional, nem nada que se pareça. É um enorme grupo de edifícios, entre eles Museus que explicam a história da cidade, jardins, igrejas e, claro, a grande e magnifica Catedral de S. Vito, que é de visita o-bri-ga-tó-ri-a. A entrada no Castelo é gratuita, mas paga-se para entrar em alguns edifícios e monumentos. Os preços não são elevados e um bilhete dá entrada para várias dependências. Nós não tivemos tempo de visitar tudo, por isso escolhemos apenas o bilhete para visitar a Rua do Ouro e a Basílica de St. George. Mas se vocês forem com tempo para visitar tudo, aproveitem bem o vosso bilhete! 


Dentro do próprio recinto havia um Mercado de Natal - pareciam cogumelos! - e aproveitamos para descansar as pernas a beber um chocolate quente. Logo na praça do mercado, visitamos a Basílica de St. George e daí continuamos até à Rua do Ouro. É uma rua onde existem várias casinhas minúsculas e coloridas e é tão pitoresco que parecem de bonecas. Mas a verdade é que naquelas casas habitavam ourives (daí o nome da rua) e outros funcionários do Castelo. Mais tarde, teve um inquilino famoso. Kafka mudou-se para o nº 22. Atualmente servem de lojas de comércio artesanal e museu. Terminamos a visita ao Castelo de Praga nas masmorras, com máquinas de tortura medonhas e alguns esqueletos pelo meio. 


A viagem de regresso é maravilhosa devido à vista panorâmica sobre a cidade. Ah, esqueci-me de dizer: subir até ao Castelo não é para meninos, mas vale bem a pena ;)

Pelo caminho de regresso visitamos a Igreja de St. Nicholas que apesar de se pagar a entrada (2,50€, acho!) vale bem a pena para quem gosta de arte sacra ou simplesmente arquitetura, como eu. O interior da igreja é magnifico, todo em mármore branco e rosa e tem um ambiente tranquilo e longe dos empurrões dos turistas.


Antes de voltarmos a atravessar a ponte para o outro lado da margem do rio Vltava visitamos o Muro em homenagem a John Lennon, sem antes passarmos por um novo Mercado de Natal. Aí foi impossível tirar fotografias de jeito porque o pessoal amontoava-se naquele meio metro de muro e fazia autênticas sessões fotográficas! De regresso ao centro de Praga, já na outra margem, seguimos caminho até à zona judaica, Josefov. Infelizmente, quando lá chegamos já não conseguimos apanhar o cemitério aberto, mas ainda o vimos por uma frinchinha de um portão. Seguimos pela rua Parízska e admiramos toda uma panóplia de montras que vão desde Chanel, a Gucci, Chloé, Cartier... Bom, já perceberam.


A este ponto, já era noite cerrada e nem 17h eram. Faltava-nos ver a Praça Venceslau e lá fomos, sempre a entrar nas lojas para nos aquecermos quando o frio nos incomodava demais - quando começou a ficar vento foi duro. A Praça Venceslau é gigante, tipo a Avenida dos Aliados, mas muito, muito maior - ou pelo menos, foi a minha perceção. Entramos em várias lojas - e aproveitei para comprar a prenda de natal para o meu pai - e depois, já vencidas pelo cansaço e pela fome, decidimos que precisávamos urgentemente de uma cadeira e de comida. E nem 19h eram, vejam bem! Mas os checos jantam bastante cedo, para nosso espanto. O que faz todo o sentido, porque como escurece tão cedo, parece sempre que já é tardíssimo. Depois de comermos e bebermos bem, com uma bela vista, decidimos que ainda era cedo para ir para a cama e voltamos à Praça da Cidade Velha para bebermos uma cerveja e celebrar o Pinheiro à nossa maneira - se não sabem o que é o Pinheiro de Guimarães, têm mesmo que pesquisar. No final, voltamos para o quentinho do nosso hostel para descansar.


No último dia em Praga, acordamos com o objetivo de ir conhecer Praga... pelo rio. E lá fomos nós, à procura de empresas que estivessem a vender ingressos. Por 11 ou 12€ fizemos uma viagem de 50 minutos de barco, com direito a guia local, audio-guia em português (e uns phones!), uma bebida quente e um bolo. É uma experiência que eu aconselho MESMO porque ficamos a conhecer Praga numa perspetiva diferente. E sempre podemos ver os belos patos e cisnes que habitam o rio! No final, regressamos ao hostel para recolher as nossas mochilas e seguimos caminho para a estação de comboios, para daí partir para o nosso último destino: Viena.




O que perdi?
Claro que como só ficamos 1 dia e pouco, houve escolhas que nos vimos obrigadas a fazer. Infelizmente não consegui visitar toooodas as igrejas, toooodos os museus, tooooodos os edifícios super importantes. Mas conseguimos conhecer grande parte da cidade, do ritmo, dos hábitos... No fundo, eu gosto de sossegar o espírito e, por vezes, só sentar-me num café a aproveitar o momento. E não há nada de errado com isso, pois não? Gostava de ter entrado no cemitério judeu e a uma sinagoga. Não visitamos museus nem subimos ao monte de Petrin. Também não passamos junto da Casa Dançante.




Sobre Praga
Praga surpreendeu-me por ser tão pitoresca. É uma cidade cheia de movimento e cheia de vida. O que vale mesmo a pena fazer é passear pelas ruas e "perdermo-nos" no tempo - o que não é difícil. Quanto aos preços, foi a cidade mais acessível de todas, muito semelhante à nossa realidade, até porque a moeda não é o euro, mas sim a Coroa Checa. Não se preocupem, quando lá chegarem, basta ir a uma caixa ATM e levantar dinheiro. Por norma também aceitam multibanco, mas convém sempre andar com dinheiro na carteira - um dos restaurantes que fomos não tinha. Ah, também tenham em atenção que há sítios que "exigem" gorjeta.

Apesar de ser a cidade mais "pobre" a nível de estilo de vida dos habitantes, senti-me sempre bastante segura, mesmo durante a noite. Questionei o rececionista do nosso hostel sobre a segurança da cidade e ele, de forma sensata, disse-me que à partida não há problemas, mas convém termos cuidado. E é isso mesmo que vos digo: relaxem, mas tenham o olho aberto, em Praga e em todo o lado, mesmo 1na vossa cidade.

Existem transportes públicos e são muito usados pelos locais, mas um turista não precisa usar porque consegue percorrer todo o centro da cidade a pé e, convenhamos, é a parte gira da viagem.

Quando falei do estilo de vida mais "pobre", também me referia à grande quantidade de sem-abrigos que vi em Praga. Muitos. Demais. E partia-me o coração vê-los a pedir daquela forma: de joelhos no chão, cabeça baixa e as mãos estendidas. Não falavam, não olhavam para nós, só estavam ali. Foi o único ponto negativo da visita.

Apanhei temperaturas muito baixinhas e a noite é realmente gelada. Por isso, se forem a Praga nos próximos tempos, levem um casaco bem quente, como este que se vê nas fotos e que eu usei TOOOODOS os dias. Além disso, não se poupem nos gorros, luvas e cachecóis. Não se vão arrepender.

Vale tão a pena ir a Praga!



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

São osmeujanos


Não são, mas já foram. Os festejos começaram na sexta-feira ao jantar e prolongaram-se até sábado à noite. Este ano não tinha mesmo vontade de festejar, só mesmo de estar com os meus, no mimo e sossegadinha. Já sabem que eu tenho grandes problemas com o envelhecimento e raramente me apetece festejar, mas este ano ainda me apetecia menos por coisas cá minhas. 


Ainda por cima tudo me estava a correr mal: de 3 restaurantes que escolhi, todos estavam encerrados para férias; tinha marcação para arranjar as unhas na sexta após o trabalho e quando lá cheguei, houve um engano e a esteticista marcou outra senhora na minha vez, que já lá estava. Deu-me só um jeitinho em 10 minutos e fui à minha vida; não tinha carro; estava uma temperatura horrível para se andar na rua e em festejos... Enfim, um aniversário mesmo à minha maneira.


Bom, mas apesar de já ter pensado em algumas ideias para celebrar o meu aniversário com o meu grupo, reparei quase em cima da hora que faltavam 2 ou 3 dias para o dito cujo. Limitei os planos para dinner + drinks e, surpresa das surpresas, só tive uma baixa no grupo! Fiquei tão feliz por quase todas conseguirmos estar juntas... Juntei uma amiga ao meu grupo de amigas e acho que correu tudo bem! Comemos mesmo bem, bebemos uma grande sangria e no final, experimentamos um bar da cidade, cheio de pinta e de cocktails que são de beber e chorar por mais! À meia-noite brindamos e cantaram-me os parabéns. Depois de metade do grupo ir embora, enrosquei-me no mimo com a minha Rita e com a nossa Princesa e ficamos ali, na ronha, a falar do futuro e do quão eu vou ensinar aquela criança sobre os maravilhosos mundos de Harry Potter e O Senhor dos Anéis!


Sábado, o meu dia de anos, levantei-me tarde - tarde demais para o meu gosto - e almoçamos tardíssimo. Passeei, jantei em família e depois fomos experimentar a famosa Chimay! Ficamos num bar, eu, o meu irmão e o meu primo, a conversar, a beber e a ouvir boa música.


Apesar de não estar a contar, foi um aniversário bom, com tudo aquilo que eu queria... Miminho e os meus mais preciosos comigo.


Venham de lá esses 26, cheios de coisas boas e de muitas aventuras!



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Presentes para o Pai e para a Mãe



Dar um presente à mãe e ao pai é sempre uma tarefa complicadíssima! Falo por experiência própria. Acho sempre que nunca é suficiente mas também não convém esticar muito o valor das prendas, ou lá se vai o orçamento para o resto... E afinal, os nossos pais vão sempre gostar do que lhes oferecermos, não é? Mas não convém abusar da sorte ;)


Selecionei algumas ideias para oferecer às pessoas mais importantes do mundo e dividi em dois grupos: presentes abaixo dos 30€ e acima dos 30€.


Importante!
Cliquem na legenda para abrirem o site em causa.


Para os Pais
(abaixo dos 30€)
O novo livro do Ricardo Araújo Pereira, uma agenda solidária, um carregador sem fios ou uma máquina de café são bons presentes para os pais que andam sempre em movimento e gostam de se manter atualizados. Se o vosso pai for mais estiloso, porque não uma carteira gira ou umas meias cheias de pinta? Para os pais-enólogos, nada melhor que um kit-festa, que inclui 1 garrafa de espumante, 2 copos de champanhe e um balde para o gelo, ou o kit-jantar para os pais que gostam de um vinho maduro de qualidade, com 2 copos e um saca rolhas.

P.S. Se não percebem nada de vinhos, vão por mim, o Papa Figos é muito bom, tendo em conta o preço/qualidade. E é o meu favorito, portanto...



Para o Pai
(Acima dos 30€)
Os pais com pinta merecem uns sapatos, uns óculos de sol, uma gravata ou umas luvas cheias de estilo. Se o vosso pai for fã de desporto, vai ficar doido com os bilhetes para o Estoril Open. Os pais workaholics vão adorar esta mochila para portátil e documentos. Se o querem impressionar com um vinho daqueles bem bons, então este é uma excelente opção. Na dúvida, um perfume calha sempre bem.

Pack Final Estoril Open e Mochila Fnac | Sapatos, Luvas, Óculos de Sol e Gravata Massimo Dutti | Perfume 212 Perfumes & Companhia | Vinho Grous Continente


Para a Mãe
(Abaixo dos 30€)
As mães são um pouquinho mais fáceis de contentar. Encontramos muitas coisas no mercado a bom preço, bonitas e úteis. Sugiro aqui algumas. Para as mães vaidosas, um cinto, uns brincos, um batom, um lenço ou uma carteira de festa são boas opções. Para as mães que gostam de andar quentinhas mas em bom, porque não umas luvas originais, uma boina ou um casaco de malha diferente? Para as mães que gostam mesmo é de cultura, um livro é sempre bem vindo ou um bilhete para um concerto.



Para a Mãe
(Acima dos 30€)
Já que nos podemos esticar um pouquinho, podem optar por oferecer peças clássicas e com muita qualidade, ou peças originais e diferentes daquilo que a vossa mãe tem normalmente no roupeiro. Um sobretudo, uma camisa branca com um twist e uma carteira navy são peças-obrigatórias para todas as mães. Se a vossa não tem alguma ou se precisa de fazer um upgrade, aproveitem a oportunidade ;) Ela vai adorar! Para as mães mais vaidosas e que adoram um bling-bling aqui e ali, estas luvas são demais, e os sapatos então... Para as mães todo o terreno, as sapatilhas são a melhor opção e o perfume é para quem não sabe bem o que oferecer - ou não teve tempo de procurar. É a opção segura!
Sobretudo Mango | Blusa e Luvas Uterque | Sapatos Eureka | Sapatilhas Adidas | Perfume Chloé Perfumes & Companhia | Anel e Carteira Tous


Então? Já escolheram o presente para os vossos papás?
Eu já tenho as minhas compradas e prontas a entregar :) 
Aproveitei a minha última viagem para isso.

(E no caso de a minha mãe ou o meu pai espreitarem esta lista, fiquem a saber que a vossa não está aqui! Ehehehe) 



Fim de Semana


Foi um fim de semana cheio de temporal, mas muito bom, já com muito cheirinho e gostinho a Natal. Finalmente comprei as molduras que queria para emoldurar os meus souvenirs de Berlim. Só falta arranjar o sítio perfeito para as pendurar. 


Embrulhei presentes de aniversário e de Natal e este ritual deixa-me sempre muito bem disposta, até porque comprei o papel de embrulho mais giraço de sempre!


Fui almoçar a um restaurante incrível, lindo, com uma vista mesmo à Norte do país. Comi bem e bebi melhor... Aliás, o fim de semana foi rico em bons vinhos - quem diria que algum dia ia dizer isto e até andar à procura de sugestões no Google e em busca dos melhores preços nos supermercados, não é?


Foi também um fim de semana para a família, mais calmo, com sossego. Fizemos rabanadas que, apesar de não gostar, aprecio o cheirinho que fica pela casa. E fizemos planos para o Natal que finalmente vai acontecer na minha casa e eu estou entusiasmada.


E o vosso fim de semana, foi bom?


A minha semana cheira-me que vai ser sempre a abrir. Entre o trabalho que vai começar a apertar - até à passagem de ano vai ser a loucura - e os encontros para jantares/juntares de Natal, compras que preciso de fazer e ainda ginásio mais uma ou duas marcações... Não sei se vou ter tempo de dormir até ao dia 24 de dezembro. 


Mas está tudo bem. 
É Natal, está tudo bem! :)



quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Amigos Secretos



Jantares com amigos secretos à vista?
Não se preocupem. Deixo-vos uma lista com vários presentes até 5€. 
É só escolher o melhor...

(Cliquem nos links em baixo para irem para as lojas online)


Garrafa de Vidro, Moldura e Vela Ikea | Meias Lefties | Gancho Parfois | Porta-Cartões Mango | Caderno, Necessaire e Manta Primark | Pesos Decathlon | Vernizes H&M

Batedor de Leite, Caneca e Manta Ikea | Saco de Desporto e Relógio Decathlon | Gorro Primark | Meias Lefties


E então? Prontos para serem os Melhores Amigos Secretos? ;)



Berlim



Que maravilha que Berlim foi. É uma capital moderna, prática, funcional e até um bocado fria - e não me estou a referir apenas à temperatura. Os alemães têm um jeito muito próprio de ser e dizer que são antipáticos não é muito simpático da nossa parte. Claro que há gente querida e amável por lá, nós encontramos algumas, mas mais do que isso, os alemães são pragmáticos. Não têm que ser simpáticos connosco só porque existimos e porque estamos ali. Têm que fazer o seu trabalho e fazê-lo bem feito, ponto final. Tudo bem, apesar de no início ser um choque não nos sorrirem de volta.


Mas vamos voltar ao que interessa: a cidade!


Onde fiquei?

Escolhemos o Generator Berlin Mitte: um hostel muito jovem, moderno e animado e cheio de boa onda, perto de Alexanderplatz. Tem uma estação de metro a dois passos de distância, bar/restaurante e condições incríveis. Os preços são simpáticos. Eu partilhei um quarto misto com 4 camas e WC privado e a experiência foi muito boa. Reservamos através da plataforma Hostelworld - que já usei algumas vezes e nunca me falhou!


Onde comi?

No primeiro dia, mal chegamos, fomos ao Sixties Diner. É um sítio super giro e super Pulp Fiction que adorei conhecer. Os hamburguers eram maravilhosos - ou era a fome? - e o pormenor da jukebox onde podíamos escolher as músicas que queríamos ouvir sem sair da nossa mesa foi mesmo giro. Ponto negativo para a funcionária mais antipática de sempre - a única que foi realmente carrancuda. Aconselho pela experiência e pela comida.


No dia seguinte almoçamos no L'Osteria. E que almoço, meus senhores. Para começo de conversa, o restaurante italiano era giríssimo, provavelmente dos mais bonitos e agradáveis onde já estive. Moderno mas sem ser pretensioso. Os funcionários foram agradáveis e disseram logo que uma pizza dava para duas pessoas à vontade - e dá mesmo! As pizzas eram de comer e chorar por mais e a cerveja era maravilhosa... Que belo almoço aquele... Fica afastado do centro e os preços são bem acessíveis - foi mais barato do que o jantar da noite anterior.


O jantar desse dia foi no hostel, mas posso dizer-vos que não vale a pena provar os nachos!


O que visitei?

Começamos o dia no East Side Gallery, onde ficam os 2km do Muro de Berlim. Basta uma curtíssima viagem de metro até lá e percorrer aquele passeio com aquele pedaço de história do nosso lado. Há sempre gente a fotografar, mas não havia multidões. Não contem com um muro enorme e alto. É um muro como todos os outros, mas pintado. Existe também um pedaço pintado pela portuguesa Ana Leonor. Vale a pena passar por lá.


As Portas de Bradenburgo são monumentais. Fica no fim da Unter der Linden, a grande avenida de Berlim. É um bom sítio para tirar a fotografia da praxe. Mais à frente, do lado direito, encontram a Reichstag ou o Parlamento Alemão, que é um edifício monumental, bonito e enquadrado. Nós não entramos, mas existe uma cúpula em vidro que dá para ver Berlim em 360º. Para o fazer, têm que agendar a visita com antecedência, mas a entrada é gratuita. 

Do lado esquerdo de quem vem das Portas de Brandenburgo, encontramos o Denkmal für die ermordeten Juden Europas, ou o Memorial aos Judeus Mortos da Europa. Este deve ser o Monumento aos Judeus mais famoso de sempre. Eu achava que não ia ter qualquer sentimento ali, naquele aglomerado perfeito de quase 3 000 blocos de cimento, mas a verdade é que me senti pequenina, sozinha - é fácil de nos "perdermos" ali - e isolada - é como se a cidade ficasse longe dali, e a verdade é que estávamos bem no centro. Ajudou não estar quase ninguém por perto. Aliás, Berlim estava deserta naquele dia... Não podem mesmo perder essa visita!

Seguimos para o Tiergarten, o jardim mesmo em frente a todos estes monumentos que referi. Descreveram-no como um dos mais bonitos da cidade, mas ou eles não têm muitos jardins ou eu tive azar. Claro que as árvores não estavam verdejantes e havia amontoados de folhas secas em todo o lado... E um sossego... Foi um passeio giro, porque tínhamos que seguir naquela direção, mas acredito que no verão ou na primavera seja algo muito mais bonito.


Se só pudesse ver uma coisa em Berlim seria a Bauhaus. Depois de uns bons 30 minutos a caminhar, demos com o edifício digno de visita e de montes de fotografias, mas batemos com o nariz na porta! Estava abandonado, vazio. Quase que chorei ali mesmo. Depois fiz uma pesquisa no Google que dizia que o Museu estava temporariamente encerrado mas existia um edifício temporário que poderia ser visitado. Mais uns 30 minutos de caminhada - paramos para almoçar a meio - e encontramos aquela pequena loja. Pensei que fosse a entrada para o museu e fui à senhora do balcão perguntar onde podia comprar os bilhetes. Disse-me que não existia museu naquele momento porque para o ano a Bauhaus celebra 100 anos de existência e, por isso, estão a preparar uma abertura em grande. Neste momento só existe aquele espaço, com pouquíssima informação sobre a primeira e maior escola de design de sempre - até me arrepio só de pensar em tudo o que aconteceu no mundo por causa de pessoas como o Walter Gropius, Kandinsky, Klee, Mies van der Rohe, entre tantas outras... - e artigos para compra. Não resisti e comprei um livro sobre a escola e três postais com pinturas de Wassily Kandinsky, que é o meu pintor favorito - a par do Toulouse Lautrec, claro - e que pretendo emoldurar e pendurar numa parede com destaque cá em casa. E ter muito orgulho em tudo isso... A arte faz-me tão feliz... Aconselho vivamente a que pesquisem sobre a escola e, se por acaso forem a Berlim em 2019, não percam esta oportunidade! 


Querem que faça um post sobre a Bauhaus aqui? 
Podem ler um pouquinho do que escrevi aqui em 2012.



Depois desta visita continuamos caminho no sentido inverso. Passamos por Friedrichstrasse, Postdamer Platz, visitamos o Checkpoint Charlie, que vale pelo seu simbolismo - era o ponto de passagem entre a Alemanha ocidental e a oriental, que estava dividida pelo Muro. São tudo pontos de referência que vale a pena conhecer ao longo da caminhada. Que nem custa muito, porque Berlim é uma cidade bonita e que fica toda iluminada no Natal.

Terminamos o passeio de novo em Unter den Linden, e aí procurei a Bebelplatz (de costas para as Portas, à direita) por causa do monumento em memória aos livros queimados pelos nazis. É muito simples e tão simbólico: um vidro no chão que deixa ver prateleiras brancas vazias, simbolizando os livros que foram queimados ali mesmo, por serem considerados perigosos ou ofensivos pelos nazis. Poucas pessoas sabiam essa história. Eu, como amante de livros e de conhecimento, não fiquei indiferente.



Nesse dia seguimos para o hostel, onde comemos e descansamos - devemos ter caminhado uns 20km à vontadinha. No dia seguinte, depois do check-out, seguimos para Alexanderplatz onde visitamos o Mercado de Natal (mais um) e fomos ver o famoso relógio que marca os fusos horários em vários pontos do mundo, incluindo Portugal Continental e Ilhas. Dessa praça apanhamos o autocarro que nos levou até Dresden e daí a Praga.


O que perdi?
Todos os museus em Berlim. Não visitamos a Ilha dos Museus, mas não tivemos mesmo tempo para o fazer. Na minha lista ainda tenho, pelo menos, o Museu de Pérgamo para conhecer, numa próxima.
Também não experimentei nenhuma comida típica de Berlim, que se resumem a salsichas. Mas já comi um cachorro em Frankfurt, portanto... Também não fui a nenhum bar nem a nenhuma loja de artigos em 2ª mão que toda a gente fala e que eu não encontrei em lado nenhum. Ah, e Bolas de Berlim, nem vê-las!


Sobre Berlim


Gostei imenso da cidade, apesar de a achar meio deserta para uma capital europeia, o que não é uma desvantagem, mas não percebi bem o porquê. Senti-me sempre segura em todo o lado, havia postos de polícia em várias avenidas, vários carros patrulha (de manhã e de noite) a passar, tudo bastante seguro. O metro é mais antigo do que, por exemplo, o de Londres, mas funciona bem e o ambiente é muito tranquilo. Há gente a pedir esmolas, mas de forma muito digna e não têm mau aspeto. Por exemplo, vimos um senhor a pedir no metro e depois a sentar-se e a ler o jornal, como uma outra pessoa qualquer. A cidade era limpa e muito organizada. Os monumentos estão bem preservados e tudo tem um aspeto asseado, cuidado e estimado. É uma capital bem mais calma e organizada do que nas outras onde já estive.

Como pontos negativos, anoitece demasiado cedo, tipo às 16h30 é noite cerrada, o atendimento nem sempre é muito bom, os restaurantes que não sejam fast food são carotes. Fica tudo bem mais caro porque em todo o lado somos instigados a pagar a tip. Aliás, os funcionários fazem questão de nos perguntarem quanto é que queremos dar de gorjeta e que o "aceitável" são 10% do valor final. Não gostei dessa atitude.

Em resumo, acho que Berlim é uma cidade magnífica, que ainda vive muito virada para a sua história da II Guerra Mundial e a Guerra Fria - mais de metade da cidade foi destruída e teve que ser erguida de novo. Gostei imenso, senti-me bem e um dia gostava de voltar pelos museus. Se estiverem a pensar numa viagem pela Europa, Berlim deve de estar nos vossos planos. 2 dias são o suficiente para conhecer bem a capital.



quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Começar pelo início


Viagens. Talvez o meu tema favorito de todos.
Gosto de ler, de saber, de conhecer, de pesquisar, de marcar, de planear... E ainda assim gosto de ir meio ao desconhecido, meio de olhos fechados e deixar-me envolver no frenesim do destino escolhido.


Tenho sorte. Este ano consegui conhecer 4 capitais europeias, algo que nem sequer imaginava que pudesse acontecer, especialmente tendo em conta a forma de como metade do meu 2018 correu. Mas cá estou eu a partilhar convosco a minha última viagem do ano. Planeio dividir isto em quatro posts, para não os tornar demasiado extensos e para que vocês consigam ler apenas aquilo que vos interessa sem se aborrecerem. Por isso, cá vai a ordem da divisão: neste post vou falar um pouquinho de tudo, como marquei, como decidi o roteiro, como organizei o tempo entre as diferentes cidades, transportes que utilizei... Bom, mais a parte logística. Depois vou falar individualmente de cada um dos destinos pela ordem da visita: Berlim, Praga e Viena. Vou falar sobre a zona onde fiquei alojada, o que comi, o que visitei, custos, a minha perspetiva sobre a cidade (segurança, organização, limpeza, etc.), o que mais gostei, o que menos gostei e ainda o que faltou fazer.


Estou a esquecer-me de alguma coisa?
Se sim, digam-me!


A viagem começou a ser pensada no início deste ano e desde aí sofreu mil e uma alterações, entre as quais, o destino - que começou na Ásia, passou para África, terminando na Europa mas num registo diferente do que acabou por se tornar. Começamos com 3 elementos, aumentamos para 4 e terminamos com 2. Era para ser feita na última semana de outubro, mas acabou por ser arrastada por mais um mês. Mudar de ideias é normal, faz parte! Bem como a vida das pessoas e a disponibilidade... Portanto, primeiro conselho: não se aborreçam se as coisas não correm bem como vocês querem ou planearam... Vão encontrando alternativas e mantenham a vossa mentalidade aberta.




O Destino
Como disse, o destino não era para ser este que acabamos por fazer. Primeiro pensamos em Malásia, depois Marrocos, ponderamos Itália, Londres, Paris e ainda outros países/cidades. O que nos levou a não escolher estes destinos? O primeiro era por uma questão de tempo: não vale a pena mudar de continente por apenas 7 dias, sabendo à partida que pelo menos 2 dias são perdidos na viagem. Ou seja, se quiserem visitar um destino mais longínquo e que implique muitas horas de viagem, o ideal é reservar uns 12 ou 15 dias. Os outros era mesmo por uma questão dos preços dos voos que não se justificavam. Então, durante as pesquisas por voos baratos, encontramos Berlim. Bom preço, a partir do Porto, na data que queríamos ir. Perfeito! Depois começamos a estudar hipóteses: não queríamos estar 7 dias na mesma cidade - que tédio! Chegamos à combinação perfeita de Berlim (Alemanha), Praga (República Checa) e Viena (Áustria). Podíamos ter escolhido outras cidades dentro de apenas um país, por exemplo, podíamos ter escolhido cidades que não fossem capitais, mas optamos assim, por correr 3 capitais em 7 dias.

Conselhos:
- Se optarem por este tipo de viagem, preparem-se para andar MUITO. Preparem-se para descansar pouco e para absorver tudo muito rapidamente. Se acharem que não se sentem confiantes com esta dinâmica, escolham apenas 1 cidade e explorem-na bem.




Os Transportes
Coordenar esta parte nem sempre é fácil, é um facto. Arranjamos um voo barato para Berlim. Depois fomos pesquisar formas de viajar entre os países e descobrimos que as viagens em transportes públicos são bem acessíveis, mas os preços mudam com MUITA rapidez (passam de 9€ a 40€ num instante). Optamos pelo autocarro de Berlim até Praga e pelo comboio de Praga para Viena. A grande vantagem: preços muito acessíveis. A grande desvantagem: o tempo que demora (4 a 5 horas de viagem). Mas os transportes têm muita qualidade, são confortáveis, quentinhos, dá para dormir, têm wi-fi gratuito... São uma excelente opção para quem quer saltitar de cidade em cidade. No regresso, encontramos outro voo escandalosamente barato, mas para Faro. Daí partimos para o Porto. O grande problema? Chegávamos a Faro às 8h da manhã e só partíamos às 20h. Uma grande seca, especialmente porque estávamos cansadas por já termos passado a noite no aeroporto de Viena. Mas valeu a pena pelo preço dos bilhetes.


Conselhos:
- Se tiverem a liberdade de meter férias quando quiserem, testem escolher várias datas no site da companhia aérea. Por vezes a diferença de preço de um dia para o outro é abismal e convém mesmo perder um pouco de tempo a testar possibilidades. Deixem o plano em aberto e sejam recetivas ao que vier. Será sempre bom!
- Optem pelos transportes públicos. Por norma, são mais baratos, mais seguros e com horários fixos. Deixem os táxis e ubers para emergências ou para situações onde não existem mais opções. Especialmente nas principais capitais europeias, os metros e autocarros funcionam mesmo muito bem e os custos são reduzidos. Em Viena, por exemplo, paguei 2€ e qualquer coisa para usar durante 24 horas aquela linha, a principal e a única que precisamos, à exceção de quando fomos para o aeroporto, que era numa linha diferente.
- Pesquisem sempre os comboios e autocarros para viajar de um país para o outro, especialmente quando as cidades são próximas. Normalmente compensa e bem o preço.




Os Alojamentos
Reforço que os alojamentos devem ser reservados com antecedência, o que não voltou a acontecer e pagamos, literalmente, a conta. Como reservamos tudo na semana antes da viagem, grande parte dos alojamentos já estavam esgotados e os que sobravam ou eram afastados do centro, ou caros ou tinham características que me faziam torcer o nariz. Características como: partilhar quarto com desconhecidos (homens e mulheres), partilhar casas de banho e sítios menos bonitos. Entre todas estas características, tivemos muita sorte, tenho a dizer. Optamos por hosteis nas duas primeiras cidades, onde na primeira partilhamos quarto com mais 2 pessoas e na segunda cidade partilhamos apenas a casa de banho, o quarto era privativo. Em Viena ficamos num hotel mas partilhamos o WC. Ou seja, tínhamos duche e lavatório no quarto, mas a sanita era partilhada pelo piso... Podem-se rir, que eu também me ri! Este foi o mais caro de todos e não compensou, de todo, o valor. Mas, tal como eu disse, devido às nossas reservas tardias, foi o melhor que se arranjou. Quanto aos outros hostels, nada a apontar. O de Berlim era incrível, super jovem, limpinho, giro e cheio de pinta (muito instagramável). O de Praga era mais simples, mais checo. O quarto cheirava a cigarro que tresandava, mas tirando isso, nada a apontar. Tivemos direito a pequeno-almoço, as casas de banho eram modernas e limpas, o quarto tinha o essencial e o edifício era lindíssimo, antigo e cheio de história. A localização era perfeita.

Conselhos:
- Escolham os alojamentos com o máximo de antecedência possível. Não se vão arrepender.
- Antes de reservar, pesquisem as zonas centrais e tentem reservar sempre por esses lados. Eu sei que fica mais caro, por norma, mas vão poupar tempo e dinheiro em transportes... Na maioria dos casos, compensa.
- Não tenham receio de partilhar quarto com estranhos. Na verdade é uma forma de pouparem imenso dinheiro (o preço da cama é muuuuuito mais baixo do que o preço de um quarto, como é lógico). Optem por camaratas de 4 pessoas, por exemplo. Por norma não há problemas, é uma forma de conhecerem pessoal (nós não conhecemos porque só lá íamos dormir e só ficamos 2 noites em cada sítio). E acima de tudo, respeitem o outro. Só isso.




O Roteiro
Visitar 3 cidades em 3 países diferentes em apenas 7 dias não é fácil e implica abdicar de algumas coisas como o descanso, o sono e fazer escolhas. Depois de definirmos as cidades, sossegamos um pouco. Quando dei por mim, já era véspera de partirmos e nós ainda sem roteiro definido. Como íamos ficar tão pouco tempo em cada cidade, não dava para divagar e os dias tinham que ser muito bem aproveitadinhos. Já tinha apontado os principais pontos turísticos de cada destino, mas sabia bem que era impossível conseguirmos ver tudo e, por isso, há que fazer opções. Tracei uma rota de pontos mais interessantes para nós no Google Maps, medi distâncias, calculei tempos e pareceu-me possível. E foi! Não fomos super rigorosas com nada, na verdade íamos em passeio e mudamos de ideias várias vezes, acrescentamos experiências e retiramos outras. Por exemplo, em Praga, preferimos andar de barco do que subir ao Monte Petrin.

Conselhos:
- Levem a lição estudada de casa e façam um rascunho daquilo que gostavam mesmo de ver, mas não se agarrem demasiado a essa ideia. Sejam flexíveis e vão fazendo aquilo que vos apetecer no momento.
- Prefiram experiências a visitas. Sabem aquela ideia de ir riscando todos os "edifícios e monumentos a não perder"? Bom, isso é giro se realmente for a vossa praia. Eu gostaria muito de ter ido a todos os museus possíveis e imaginários daqueles países - muita arte da escola flamenga para ver, meus senhores! - mas tendo em conta o tempo e o facto de não estar sozinha, fez com que isso ficasse para segundo plano. E não me arrependo absolutamente nada. Preferimos experiências como andar de barco, patinar no gelo, comer a comida típica, beber uma cerveja em frente ao Relógio Astronómico, percorrer lojas, visitar mercados de natal... Do que propriamente entrar nos museus e visitar todos os monumentos possíveis e imaginários que não nos dariam grandes recordações. É encontrar um equilíbrio entre ambas as coisas ;)




A Língua e outros "Problemas"
Em Berlim fala-se alemão, em Praga, checo e em Viena, austríaco. Mas o alemão é mais comum entre estas cidades e o inglês vem várias vezes em segundo ou terceiro plano. Aliás, em Viena tivemos bastante dificuldade em compreender placas, menus em restaurantes e avisos, já que estava tudo em austríaco/alemão. O que fazer nestas situações? Ter sempre o Google Tradutor à mão e, para quem tiver queda para as línguas, ir memorizando como se escrevem e dizem algumas palavras. Nós decoramos rapidamente palavras como praça, rua, aeroporto, entrada, saída, nomes da comida, por favor, obrigada,... Etc. É uma ótima forma de irmos compreendendo a língua. A minha vontade de aprender alemão aumentou a 200%! Não se preocupem com isso, vocês vão ficar habituados a tudo. Quanto a saber para onde ir, nada é melhor que o Google Maps. Dá as indicações direitinhas, diz-nos os horários dos transportes, a estimativa do tempo que demoramos... Não há melhor. Em todo o caso, aconselho sempre a andarem com um mapa da cidade e do metro no bolso, porque nunca se sabe e as tecnologias são incríveis até nos falharem!

Conselhos:
- Não paniquem. Conseguem dar conta do recado mesmo sem serem super especialistas em inglês e muito menos em alemão. Eu penso sempre no seguinte: os nossos emigrantes foram para o estrangeiro, alguns quase sem escolaridade, e conseguiram safar-se bem. Eu também consigo! Se do outro lado não falarem inglês com vocês, não há problema nenhum, todos nós falamos a língua universal, que é a língua dos gestos. Apontem, mostrem imagens do que pretendem... Com boa vontade toda a gente se entende!
- Andem sempre com o mapa no bolso e estudem os percursos. Pesquisem antecipadamente quais são as zonas centrais e as zonas a evitar, se existirem.




A Comida e os Costumes
Já sabemos - se não sabem, deviam saber - que não há melhor comida que a nossa. É um facto. Mas às vezes precisamos de sair daqui para o perceber. O importante é que experimentem. Sem medos, experimentem! Vão a restaurantes típicos, comam a comida regional. Evitem os McDonalds e as outras cadeias de fast food. Conhecer um país também é conhecer a sua gastronomia. Mais importante de tudo, respeitem. Respeitem muito a cultura do sítio que estão a visitar. Se não gostarem da comida, fechem o prato e, se vos perguntarem, não digam que não gostam, digam antes que estão satisfeitos. Não há nada mais feito e triste do que percebermos que os outros não estão a respeitar aquilo que nós temos para oferecer e, por isso, não devemos de fazer o mesmo no estrangeiro. Se querem estar noutro país a fazer, a comer e a ver o mesmo que em Portugal, então não saiam daqui, certo? Sejam humildes, experimentem e keep an open mind! Caso contrário, não faz sentido viajar!




A Mala
Se forem na altura do inverno preparem-se para frio de verdade. Frio como eu nunca senti. Depende de qual for a vossa opção de bagagem. Eu escolhi viajar com o mínimo possível e de mochila às costas porque é mais fácil para me movimentar, para entrar e sair dos transportes... Mas este método também tem desvantagens, como tudo na vida. Levamos o peso todo às costas e a certa altura começam as dores e não cabe tanta roupa como numa mala. Mas para este estilo de viagem, é o método que eu aconselho. Como não podia levar muita roupa, escolhi o casaco mais quente que tinha em casa (e impermeável também) e enchi a mochila com camisolas grossas. Levei umas botas quentes (e rasas, claro), umas sapatilhas e uns chinelos de dedo (para tomar banho). Gorro, luvas e cachecóis são peças OBRIGATÓRIAS. Meias quentes também. Em Viena tive que usar uns collants grossos debaixo das calças de ganga para aguentar o frio.

Conselhos:
- Apostem de verdade nas peças mais quentes que tiverem. Escolham camisolas e calças. Um casaco quente é suficiente para 7 dias. O calçado deve ser o mais confortável que tiverem. Lembrem-se: nestas viagens anda-se muito quilómetro...


Não sei se me estou a esquecer de alguma coisa, mas isto é um resumo de tudo o que precisam de saber para começarem a preparar a vossa viagem. Prometo os posts sobre os destinos mais tarde ;)