quarta-feira, 6 de março de 2013

Zara, acho que precisamos de falar














Arriscar

A moda das riscas é intemporal e eu sou fã incondicional em qualquer peça. Mas nem todas as riscas ficam bem em todos os tipos de corpos, por isso, antes de adquirir tenha bem a certeza se lhe assentam bem.
Ainda não gosto das skinny jeans em riscas. Não gosto, não consigo gostar nem quero, tão pouco gostar. Não acho elegante, mas opiniões não se discutem. Tirando isso, acho que aprovo tudo. Fiquem com as novas peças das novas colecções:









ARRISQUEM! :)

Diz o professor substituto da cadeira de Semiótica, com os seus 50 e muitos, 60 anos:
"Não deve haver aqui dentro ninguém que conheça o Alexander McQueen, mas..." Oi?! O professor não me tinha visto? Foi a única coisa, numa aula de 3 horas que eu, de facto, conhecia e compreendia.

P.S. Mas não me parece que havia muita gente na mesma situação que eu, o que é uma pena. O trabalho dele deveria ser mais do que reconhecido.


terça-feira, 5 de março de 2013

Actualizações do bich... perdão... da minha pessoa

Sou uma pessoa em transformação. Depois de chegar a encarnar uma personagem horrenda de BD, sinto que agora estou a abrandar o sistema. Depois da dose de cavalo que tomei ontem à noite e me pôs a dormir em 2 segundos - pensei que nem tempo tinha para chegar à cama - hoje acordei bem melhor, com as mãos mais normais, os braços também, e o resto do corpo igualmente mais apresentável. Estava feliz até a minha mãe entrar no quarto e exclamar "Ai filha, tu não estás melhor! Essa cara..." e pronto, foi aí que percebi que afinal que não só ainda tinha a máscara de monstro, como ainda estava mais marcada.
Perfeito.
Não fiz caso. Olhei para o espelho e disse: "Culatra, és lindo!" tipo isto:
(apartir do minuto 1 - eu, hoje de manhã).
mas realmente, na cara, estava pior que ontem. 
Adiante.
Fui cortar as pontas dos pontos ao hospital onde fui operada e o cirurgião disse que estava óptima. Que só me queria ver daqui a um mês. E de facto está. Isto quem sabe, sabe!
E pronto, meus queridos, é assim a minha vida. Os meus pais já me disseram que estava muito melhor na cara mas ainda não fui ao espelho ver - a minha auto-estima não se importa com isso. As mãos já estão excelentes, e ainda falta uma semana de medicação.
Veremos se isto acalma por aqui que eu já não posso ver médicos, hospitais, clínicas, agulhas e medicação à frente, chiça!

P.S. Os meus pais também já se sentem bem melhor! (Obrigada a quem perguntou!)

E se?

E se eu cantar "Grândola Vila Morena" à alergia? Será que a ponho no sítio mais depressa?!

P.S. Desculpem, são os medicamentos... Prometo que já vou dormir.

O Moedinhas lixou-me bem

É verdade senhores, isto não fica por aqui.
Estou sempre a aprender.
Hoje depois das aulas era para ir buscar a minha mãe e irmos directas à clínica, mas como saí mais cedo decidi estacionar e ir ter com ela ao serviço em vez de esperar uma hora no carro. Eu já sou uma cliente habitual e todos me conhecem desde que usava fraldas, por isso, é como se estivesse em casa.
Só arranjei estacionamento nuns parquímetros - os mais próximos, porque estava a chover e eu sem guarda-chuva. Ainda não tinha saído do carro e já estava o Moedinhas a bater-me no vidro a perguntar-me quanto tempo ia demorar. "Ponha 1 hora, por favor". Não tencionava demorar tanto, mas nunca se sabe... Voltou rápido com o bilhetinho "Olhe, só pus meia-hora, mas não se preocupe que eu depois vou pondo sempre mais até a menina vir". Eu desconfiei, mas fiquei a sentir-me mal por estar a ser preconceituosa e nada me dizia que não podia confiar na boa-vontade daquele homem.
"Quanto é que é essa meia hora?" perguntei-lhe.
"Pode dar-me 1€."
Vi que a meia hora tinha custado 25 cêntimos, mas também pensei que se não lhe desse o dinheiro, ou se lhe desse o dinheiro certo que ele não iria pôr mais nenhum bilhete. Tinha a moeda e dei-lha. "Mas veja lá! Olhe que vou demorar à vontade mais de 30 minutos! Não quero chegar aqui e ter uma multa!"
"Esteja descansada! Está a desconfiar de mim?! Olhe, ainda agora acabei de pôr naquele carro e agora vou pôr neste."
E eu achei que estava a ser mazinha por estar a insistir, como se a desconfiar do homem, bondoso, que se dá a esse trabalho, mas a lucrar, claro. Deixei-o com o euro na mão e com o aviso.
Uma hora depois voltei. O homenzinho, nem vê-lo, mas estava a chover. "Não sejas má pessoa! Ele pôs o ticket e tu estás a ser preconceituosa sem motivo nenhum. Não tens idade nem educação para isso!".
Mal chego ao carro e ticket de grilo. Aquele ordinário não pôs mais tempo nenhum!!! E não é que podia ter uma multa senhores?! Pelo menos 30€ eram!!! Meia hora eram 25cent e eu dei-lhe 1€!!! Mesmo que tivesse posto mais meia hora, ainda lhe sobrava 50cent!
Fiquei triste. Nem tanto pela multa que poderia apanhar nem pelo dinheiro que lhe dei, mas por me ter apercebido que já não posso ser ingénua. Já não tenho idade para isso e não há muita gente a cumprir a palavra. O resultado é que para a próxima, quando vir outro Moedinha já não vou confiar nele, mesmo que até seja a pessoa mais honesta deste mundo.
Hoje, aquele homem deu-me uma desilusão maior do que ter a cara feita num bolo.

Claro que quando contei aos meus pais eles riram-se da minha ingenuidade e disseram "Nós avisamos-te como são as coisas, mas tu tens sempre a mania que toda a gente é honesta! Aprende Catarina, tu aprende! Por acaso não tiveste uma multa à tua espera, mas mesmo assim, é uma lição!"

E que lição, senhores...

Que as há, há

Chinapá! E eu no post "Março" dei a entender que as alergias não me pegam e pumba, pega lá só para tu veres que tens de estar caladinha! Pronto, bruxas feias, já aprendi a lição... Já podem parar com o bruxedo! Credo, já enjoa! Dá para mudar de canal fáxabori?

Este post tem palavrões - O meu historial clínico das últimas 48 horas

Estou fodida.
E não estou a brincar. Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há! E eu já não posso com os bruxedos delas. Levar com eles até a um ponto, tudo bem, mandem vir que eu até já estou habituada às chapadas da vida mas há alturas que uma pessoa ainda está demasiado frágil para levar com mais em cima. Just give me a break, please, ok?
A minha cirurgia correu tão bem que em vez de ter alta no Domingo de manhã, tive no Sábado antes da hora do almoço. Tudo muito bem, ainda fraca, a tomar imensa medicação, com a mobilidade super reduzida, sempre cheia de sono (por causa dos antibióticos), um bocado de dor quando me mexia, mas nada de especial. Tirando isso e o facto de até Terça-feira não ter podido tomar banho passei muito bem a semana e nada houve que me fizesse rogar pragas ao cirurgião (giro que só ele e mais simpático e amigo era impossível). Estava feliz da vida por hoje já voltar a ver os meus pituchinhos - não por voltar às aulas, isso não, credo!, mas mesmo por ver os meus amigos - quando se me sucede algo muito manhoso no Sábado.
Tive de abandonar o conforto do lar para ir ao shopping comprar umas coisas que necessitava para a pós-cirurgia e mulheres nas lojas, é tudo nosso, bem sabem. Eu e a mamã afiambramo-nos à Zara, à Mango e a outras que tais com fome de compras e de ver coisas giras (estivemos as duas doentes uma semana em casa, em clausura). Compramos o que tínhamos a comprar e por volta das 18.30h voltamos a casa. Vá de vestir o pijama e o robe quentinho para me voltar a dedicar ao dolce fare niente quando reparo numas anomalias na minha mão direita. Umas pintinhas pequeninas vermelhas. Mini-hipocondríaca como sou, chamei a minha mãe e pedi-lhe para me revistar o corpo todo. Nada. Tudo muito bem. Sosseguei o espírito e dediquei-me ao dito cujo.
No Domingo de manhã acordo com uns calores anormais e com umas comichões como se os lençóis e o colchão estivessem infestados de bichos. Levantei-me e deparei-me com um cenário horrendo - as minhas mãos pareciam de um monstrinho! Oh senhores, nem vos digo como isto estava tão vermelho e tão inchado e tão cheio de borbulhas e manchas e eu sei lá mais o quê. Já se tinha espalhado para os braços, mas o resto do corpo, nicles!
A minha mãe, pobrezinha, mais assustada que eu, ligou para a clínica e perguntou quem era o médico de serviço e a que horas poderíamos ir. Como tinha saído para o almoço pudemos sossegar, almocei, tomei banho (e eu demoro a tomar banho ainda) e no fim deste reparo que já estava a alastrar pelo corpo todo.
Foda-se, já não estava a achar graça nenhuma à brincadeira.
O meu pai estava de cama, doente, cheio de gripe. E lá tive eu de pegar no carro e ir para a clínica.
Esperei pouquíssimo tempo. Chamaram o meu nome e entrei no consultório. Era uma médica. Tinha cara de quem também esteve no dolce fare niente durante 5 anos seguidos e ainda não tinha mudado o chip. Perguntou-me o que estava ali a fazer e eu mostrei-lhe as mãos - "Aaaahhh!!! Como tu tens as mãos!!!" e foi aí que eu pensei, "pronto, isto é muito grave mesmo pá!". Expliquei-lhe o que tinha comido - nada fora do normal - que tinha experimentado umas roupas nas lojas e nada de mais. Não sabia o que era. Quis ver o meu corpo todo e até as cicatrizes da minha cirurgia dizendo "ah, mas isto está muito bem, está muito bem!". E as alergias? Ah isso ela não sabia.
Eu: "Então doutora, isto é uma alergia? É contagioso?"
Dra: "É uma alergia e não é contagioso." mas sempre a olhar e a escrever no computador muito devagar, como se estivesse à procura das letras no teclado.
Eu: "E então o que tenho de fazer? Isto está a piorar! E estou a ficar com imensa comichão"
Dra: "Agora vais imediatamente ao hospital onde foste operada e o cirurgião que veja o que quer fazer contigo. Eu não te vou receitar nada."
Eu: "Mas o cirurgião não está no hospital ao Domingo. O máximo que ele pode fazer é atender-me o telemóvel e aconselhar-me qualquer medicação."
Dra: "Você é que sabe. Eu ia imediatamente para lá. Mas vou receitar-lhe uma injecção"
Aí é que ela borrou a pintura. Eu sou uma criatura muito medrosa com a dor e só a palavra INJECÇÃO já me dói. Dei um salto involuntário na cadeira
Eu: "Injecção?! Tem mesmo de ser injecção? Não pode ser aquelas de beber? Um antibiótico? Não?"
Ela olhou-me - talvez pela primeira vez nos olhos - e disse-me:
"Tu achas que eu estou aqui a brincar? Isso pode ser uma alergia mortal!!!"
Eu nem disse mais nada. Calei o bico. Ela ligou ao enfermeiro e combinaram doses. Saí do consultório com a receita de uma injecção e um vá-a-um-Domingo-ao-hospital-onde-foi-internada-ter-com-o-seu-cirurgião-que-ele-para-além-de-estar-lá-à-sua-espera-também-saberá-melhor-do-que-eu-o-que-há-de-fazer-consigo.
"Esta aqui é uma incompetente." disse à minha mãe mal saí do consultório. Mas a minha mãe mandou-me logo calar, qual menina de 5 anos. Só estava à espera que soltasse um "só m'embregonhas!"
Fui à enfermaria decidida a não fazer choradinhos, mas chorava por dentro que eu sei lá.
Diz o enfermeiro "Esta vai ser nas veias, para ter um efeito mais rápido que tu tens uma alergia pá!" e aí eu fiquei com a certeza que estava perante um profissional. Conseguiu, só de olhar para mim, imagine-se, diagnosticar uma alergia! Claro que o meu nível de paciência estava bem lá em baixo, mas fui simpática e disse que não tinha doido (pouco).
Andamos a passear um bocado a ver se a injecção fazia algum efeito, não fosse o diabo tecê-las e ter de voltar lá outra vez.
A verdade é que abrandou. Fiquei contente. Não passou, nem por sombras, mas abrandou.
Mandei mensagem ao meu cirurgião, por descargo de consciência, mas aborrecida por estar a incomodá-lo a um Domingo. Não me respondeu.
Fui para a cama com a sensação que ao menos, pior não estava.

5 da manhã de Segunda-feira e aqui a je acorda com comichão no corpo todo. Nunca mais adormeci até às 7.30, hora de levantar o cuzinho da cama e ir para o banho. Ia feliz. Talvez o banho acalmasse este mal de espírito e de corpo. Foi pior. A água quente quase me levou à loucura minha gente.
Sequei-me, cheia de comichão, vesti-me, sem maquilhagem e já com alergia na cara - o que torna tudo muito mais agradável - lá fui para a escola.
Uns minutos depois da aula começar e as minhas mãos começam a inchar, a ficar ainda mais vermelhas, a alastrar cada vez mais para os pulsos e para os braços e eu a panicar. Com um ardor horrível em todo o corpo e a sentir que aos poucos me estava a transformar num monstro da Marvel.
À hora do almoço acalmou e foi o que me valeu.
Estava na aula da tarde quando o meu cirurgião liga. Expliquei-lhe a situação e ele disse que a alergia não tinha nada a ver com a operação nem com os medicamentos porque já os tinha deixado de tomar na Quarta-feira. Mas como amanhã (hoje) já ia ter com ele para tirar os pontos, que me via melhor.
Não satisfeita, e ainda pior na cara, no fim das aulas fui buscar a minha mãe e voltamos à clínica. A médica-ranhosa estava a sair (suspiro). Era um médico que estava de serviço e a minha mãe disse que era muito bom, que já nos tinha atendido, a mim e ao meu irmão, quando éramos mais novos.
Lá dentro do consultório - onde entrei já a tremer por saber que ia levar outra injecção - expliquei novamente ao médico o sucedido. Quis saber o que a médica de Domingo me tinha dito e me tinha receitado.
Eu: "Mandou-me tomar uma injecção"
Dr: "Sim, mas e depois da injecção que medicamentos é que te receitou?"
Eu: "Nenhuns sr. doutor. Disse para ir imediatamente falar com o cirurgião ao hospital onde fui operada, mas como deve imaginar ele não estava lá, por isso não fui."
Dr: "Ela disse-te para ir ter com o cirurgião?! E ele ia fazer-lhe o quê?! Olhar para ti?! E ela estava à espera de quê? Que a injecção resolvesse essa alergia?! Realmente..."
Eu: "Eu só queria qualquer coisa para acalmar a comichão, que eu nem consigo dormir nem estar atenta nas aulas..."
Dr: "Claro que sim! Nem devias ter saído daqui sem essa receita! Será que ela não sabe que a injecção é boa para aliviar no momento mas que quando o efeito passa volta tudo ao mesmo?! Nunca seria a solução! Vou receitar-te estes comprimidos e tu vais ver que vai passar em pouco tempo"
Eu: "E a injecção vai ser igual à de ontem, sr. doutor?" perguntei conformada
Dr: "Não vais tomar injecção nenhuma! Isto vai passar com os comprimidos! Ontem resultou? Não resultou pois não? Por isso não vale a pena massacrar!"
Fiquei com um amor àquele médico que parecia que saí curada! Foi como se tivesse visto o Senhor. Quando me disse que não precisava da dolorosa até parece que se me desapareceu a alergia! A minha mãe só se ria da minha felicidade quando saí do consultório - parecia um bicho do mato, mas um bicho do mato feliz por não ir à agulha!

Próxima paragem: farmácia. Compramos tudo e já comecei com a medicação. Isto parece bruxedo! Não é que está a desaparecer a olhos vistos?! A outra senhora deve ter tido varicela aos 5 anos e de certeza que lhe deram a equivalência a médica na Lusófona, só pode. Ponderei escrever no livro de reclamações por ter ficado com uma negra - mais uma - e uma picada - mais uma - no braço só porque sim. Aposto que lhe deu especial gosto voltar a ver-me lá de novo e a pensar "Toma lá que ontem levaste uma e hoje vais pelo mesmo caminho!"

Caímos nas mãos dos médicos, mas nem todos são mesmo médicos. Uns são só na chapinha e na conta bancária. É desses que eu tenho medo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Março


E não é que chegou Março?!
Chegou o mês da Primavera. Chegou o mês de começar a usar roupas mais leves, mais frescas, mais claras. Chegou o mês em que muitos temem - alergias, alergias everywhere - mas eu não me queixo de nada. Chegou o mês dos dias mais compridos, do início do bom tempo, do regresso, ainda que tímido, às esplanadas. Chegou o mês que antecede Abril e se sucede a Fevereiro (gostaram da novidade?). Chegou o mês do início da vontade de sair dos lençóis e ir para a rua, de fazer, de inventar, de pensar em algo melhor, chegou o mês que eu gosto. Não é o meu preferido, mas eu gosto de Março. Mas sou gaja de gostar de todos os meses, cada um com as suas qualidades e os seus bons momentos.
Chegou o mês das flores! Oh flores, quanto gosto de vocês! (menos orquídeas senhores, nem sonhem oferecer-me orquídeas!).
Acho que amanhã - hoje - vai ser um dia mais feliz, mas daqui a 20 dias, oh minha gente, vou celebrar o bom tempo (OUVISTE BEM S. PEDRO - O BOM TEMPO!!!) como se não houvesse amanhã. Quero uma festa de boas vindas à Primavera. Quero uma festa de boas vindas à vida e a novos recomeços.