sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ladies Night


Um risco preto nos olhos, um batom suave, uma clutch com brilhantes, um colar bonito e sorriso nos lábios. 
Extrema vontade de me divertir.
Agora vou pegar na chave do carro e siga buscar o resto das ladies.

Hoje vai ser bom.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Em modo repeat 32


Este post não é sobre flores


As minhas flores murcharam. Há dois dias que tento recuperá-las. Cortei as pétalas mortas e deixei as que ainda se aproveitavam. Cortei as folhas meladas. Mudei a água todos os dias. Deitei fora aquelas que já não tinham remédio que não o caixote do lixo. Cortei o caule. Não as deixei ao sol nem num sítio quente. Tentei que sobrevivessem o máximo de tempo possível.
Hoje voltei à mesma rotina mas apercebi-me que não valia a pena. Já nem estavam bonitas. Já cheiravam mal, a podre.
Peguei nelas só com uma mão e deitei-as fora. Não houve grande sentimento. Lavei a jarra que apesar de ter mudado a água ontem à noite, hoje de manhã já cheirava mal outra vez. Parti-a um bocadinho. Cortei-me no dedo mas não sangrou.
Já deve ser do hábito.

Tenho deitado fora muita coisa podre na minha vida. Não há sangue que aguente.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Problemas Técnicos

Ontem tirei fotografias bonitas do jantar de aniversário da minha mãe, mas a pasta teima em não abrir no computador. Prometo ser teimosa. Hei-de conseguir e quando isso acontecer, publico aqui. Acho que vão gostar.

Parabéns Vovó

Festa do Dia dos Avós no meu infantário (talvez 1996).

Não vou dizer muito. Ainda custa. Acho que vai custar sempre. Mas adoro recordar estes momentos, ver as nossas fotografias e guardar perto do coração aquilo que era dela ou que ela me ofereceu.
Adorava ter aqui a minha vovó, adorava que me pudesse ensinar a costurar (acho que herdei dela o gosto pela costura), que me falasse das viagens que fez, que viesse passear comigo. Adorava o arroz de frango que fazia e da maneira como berrava comigo por não comer quase nada. Gostava de tudo nela. E ela gostava de mim. Não sei se gostava de tudo, mas sei que gostava de algumas coisas. Não a aproveitei o suficiente. Gostava de ter tido mais tempo. Gostava de ser mais crescida para lhe dar o valor e o miminho que ela merecia. Eu dei-lhe, mas foi à maneira de uma criança.

Hoje é o dia dela. Continuo a cantar-lhe os parabéns.
Feliz Aniversário Vovó Helena, gosto muito de ti!

domingo, 1 de setembro de 2013

Dia 1


Hoje começou setembro. E não vejo maneira melhor de ter começado. Depois de um mês de ausências, hoje retomamos as nossas reuniões semanais de amigas e soube que nem uma pasta de chocolate Milka ou um vestido novo.
Pusemos a conversa em dia, cuscamos muito (tão bom!) e rimo-nos.
Esta é uma rotina que eu estou feliz por retomar.

Well, mas setembro cheira sempre a início de aulas e, consequentemente, fim das férias. Já estou a entrar em depressão. Já não me lembro de ter tão pouca vontade de voltar às aulas. A sério... Como disse hoje de manhã "Não me importava de ter mais 6 meses de férias" e não me importava mesmo.
Anyway, mas disso falamos depois, quando as aulas começarem efetivamente.

Amanhã é um grande dia. A minha mãe faz anos. O meu tio também. Na terça fazia a minha avó, se estivesse connosco. Amanhã vai ser um dia longo. Começamos as 9 da manhã, eu e a minha mãe. Entre esteticista, médico e veterinária vai haver um almoço a 4, em família e passeio bom, e jantar melhor ainda. Vamos fazer deste dia um dia feliz. Apesar de já ser setembro ;)

In Love

Adoro séries mas tenho muita dificuldade em segui-las do início ao fim. Ou porque me esqueço do dia em que dão ou porque não estou em casa para ver ou simplesmente quando tenho tempo para ver, descaio sempre para um filme.
Houve apenas uma série que vi de início a fim sem atropelar nenhum episódio. Era sagradinho, todos os domingos depois do almoço, ligava na RTP 1 e ficava a ver o "Prison Break". Vi as quatro temporadas religiosamente e se houvesse saída era sempre no final. Ajudava o facto de a minha mãe também ser viciada na série e apoiar a minha ideia.
Gosto muito de ver "O Mentalista", "CSI", "Investigação Criminal", "Mentes Criminosas", "Ossos", "The Big C"... Enfim, um sem número de séries e na sua maioria de investigação. Não sou muito ligada a séries de 'raparigas' à exceção d' "O Sexo e a Cidade" (que não acompanhei, mas estou agora a ver os episódios todos de início ao fim... A rever, verdade seja dita, mas na sua ordem cronológica correta) e "The O.C. - Na Terra dos Ricos" que via há muitos anos atrás. O mesmo aconteceu quando seguia atentamente "Dawson's Creek" com os meus 10 anos. Mas seguir séries religiosamente de início ao fim, só mesmo a do Michael Scofield.
Todos me falavam da série "Gossip Girl", que era mesmo porreira, que elas tinham roupas lindas e maravilhosas, a combinar com as casas e com os namorados. Honestamente, nunca me interessou. Vi um episódio há um ano no AXN White, se bem me lembro, e não me cativou minimamente. Achei demasiado cliché, demasiado "The O.C."
Esta semana, tentando recuperar desta maldita constipação, pensei "E porque não?" e dei uma oportunidade ao primeiro episódio. De cliché tem... tudo! Mas é tão viciante e eu não sei exatamente porquê! Estou a adorar. A primeira temporada já está quase despachada, veremos se a próxima será tão boa como esta. Foi, sem dúvida, uma surpresa!


Estas são as personagens principais (pelo menos da primeira temporada, não sei se durante a série isso muda). Não sei como é que a Serena é amiga da Blair, chiça, ela faz-lhe tantas safadezas, mas no fundo é tudo carência, eu sei.
Mil pontos para o cabelo da Serena.
Quanto aos meninos, hum, Dan, tu ganhas rapaz! Chuck, iria adorar conhecer-te e chatear-te a cabeça. Iria ser muito divertido chatear uma pessoa como tu (falo por experiência própria... muahahahah). Nate, please, be a man! És tão pussy! Só por isso é que não gosto dele. Falta-lhe personalidade. Mas algo me diz que isso vai mudar ;)

É esperar para ver... Entretanto:
XoXo, Gossip Gir!

Vocês não sabem o quão adoráveis são

porque, entre outras coisas, deram-me 33 mil visitas. E como poderei agradecer? Continuem por aqui que eu prometo atualizar este espacinho que é tão meu como vosso :)


Tenham um excelente domingo e setembro, por favor, sê querido connosco ;)

V de Versatilidade 15 - Especial

Hoje decidi fazer um post diferente do habitual. Hoje decidi fazer um post dedicado aos meninos que por aí andam. Já tardava, não acham?
Estava a ver a série Gossip Girl e fiquei inspirada (vá se lá saber porquê, não é?), comecei a pesquisar e recolhi alguma informação muito valiosa! Além do mais sou apologista de que todos os homens devem ser vaidosos (q.b., sempre q.b.) e devem ter mais atenção àquilo que vestem. Afinal, não há uma segunda oportunidade para uma primeira impressão, não é verdade?
O meu namorado tem um estilo completamente desportivo-despreocupado do género "eu acordo e visto a primeira coisa que me vier à mão", de usar sempre calças de ganga e t-shirt (uma camisa nos dias de festa, ou um pólo) e sapatilhas. Acredito que é o "estilo" da grande maioria dos rapazes da minha idade, mas o que até agora era apropriado, porque ele ia para a universidade, para as aulas, deixou de o ser. Quando começar a procurar um emprego (mesmo que este ano comece com o mestrado) ser-lhe-á exigido um outro nível, uma outra apresentação. E eu concordo.
Não tenho absolutamente nada contra as calças de ganga e t-shirts (já vão perceber que não), mas é preciso aprimorar mais um bocado. Os meninos gostam de ver as meninas sempre de jeans e t-shirts? Não gostam de ver uma blusinha, uma saia ou um vestidinho? Também me pareceu ;)

O meu ponto de partida foi a peça de baixo. Não escolhi apenas uma mas quatro. Quatro peças que considero obrigatórias no guarda-roupa de qualquer rapaz. Uns jeans bonitos, simples e de corte direito, que favoreça o corpo; umas calças de sarja bege e outras em azul marinho que são perfeitas tanto para coordenados formais como casuais. No verão, o belo do calção azul também é obrigatório porque pode ser usado de mil e uma maneiras e é aquela peça que, ao levar na mala para férias, fica bem com praticamente tudo e em qualquer situação. Mas eu mostro isso mais à frente.
Também tive o cuidado de escolher coordenados de inverno (a grande maioria) por duas razões:
1. começarem a pensar no que querem comprar, ver o que já têm e podem adaptar...
2. porque agora nas lojas já não se encontra graaaande coisa de verão e a investir agora, que se invista para a próxima estação.
Por cada peça que referi em cima, construí dois looks, um mais formal e outro mais casual. São looks fortes e para rapazes (ou homens) com pinta, com descontração e com confiança. São coordenados mais para o "betinho" que é o que eu acho que ganha quando se está à procura de emprego, por exemplo, mas nada contra os outros estilos!

Mas vamos lá deixar-nos de coisas e vamos passar ao que interessa.

Look 1:
É descontraído, é boa onda, é divertido, é interessante e tem pinta. Perfeito para um fim-de-semana, para ir para as aulas, para sair à noite com os amigos para tomar café, enfim, para um sem fim de situações. Substituindo as sapatilhas por umas Havaianas ou por umas espadrilles, adequa-se perfeitamente à praia.
1. Óculos de sol Zara, 17.95€; 2. T-shirt Blanco, 12.99€; 3. Calções Mango, 35.99€; 4. Sapatilhas Zara, 25.95€.


Look 2:
Mudando apenas a parte de cima, temos um coordenado diferente e mais formal. Continua a ser adequado para as situações que referi em cima (menos para a praia) e para mais algumas como festas, jantares mais descontraídos... Usei simplesmente o azul em vários tons porque acho que é uma cor que a maioria dos rapazes gostam, que têm tendência para usar, fica bem a quase toda a gente e é muito fácil de combinar.
1. Sapatilhas Zara, 25.95€; 2. Camisa H&M, 19.95€; 3. Óculos de sol Zara, 17.95€; 4. Calções Mango, 35.99€; 5. Camisola Mango, 29.99€.


Look 3:
As calças de ganga são as favoritas dos rapazes. São mais descontraídas, mais desportivas e mais fáceis de usar porque combinam com tudo. Sei que a maioria não gosta de looks muito formais e foi por isso que escolhi esta camisola bem desportiva - e uma grande tendência tanto na moda masculina como na moda feminina -, nos jeans e nas sapatilhas e dei-lhe um toquezinho mais clássico para parecer um look mais cuidado e com mais estilo. Claro que poderiam optar por uma t-shirt, mas o resultado seria totalmente diferente. Acho que a camisa branca - nada é mais clássico do que essa peça - dá aquele toque inesperado e é a prova de que realmente se preocupa com o que veste.
1. Jeans Mango, 49.99€; 2. Camisola H&M, 19.95€; 3. Camisa H&M, 14.95€; 4. Sapatilhas Zara, 25.95€.


Look 4:
Mas as calças de ganga podem ser conjugadas com peças mais formais. A prova está aqui. Apesar de não ser um coordenado demasiado formal devido ao pólo em vez da camisa e às botas em vez dos sapatos, pode ser perfeitamente adaptado a situações mais formais como jantares de família, festas de família e até ao dia-a-dia se houver à-vontade suficiente. O verde do blazer é uma tendência que veio para ficar (ainda bem!) e o corte do casaco é do mais clássico e intemporal que há. É uma boa aposta. O pólo branco idem-aspas. São peças clássicas e contemporâneas que são facilmente coordenadas com outras peças. Querem exemplos? O pólo com os calções, a camisa ou a t-shirt com os jeans e com o blazer por cima - ou não! O importante é sentirem-se bem com aquilo que estão a usar e divertirem-se a experimentar. Meia dúzia de peças destas dá para construir um look diferente para cada dia da semana.
1. Cinto H&M, 14.95€; 2. Jeans Mango, 49.99€; 3. Pólo H&M, 9.95€; 4. Blazer Zara, 59.95€; 5. Óculos de sol Zara, 17.95€; 6. Botas Zara, 69.95€.


Look 5:
As tão temíveis calças de sarja que fazem com que se pareça 20 anos mais velho. Mito! É mentira! Faz com que pareçam mais bonitos, mais elegantes, mais de confiança. É assim que eu penso quando vejo um homem cheio de estilo em calças de sarja. É no look de baixo que eu penso quando visualizo um homem sexy, confiante mas não em demasia, que cuida de si mas quer andar simples e confortável, que quer mostrar aos outros que se cuida mas não é demasiado evidente. Eu ia gostar de conhecer um rapaz que se vestisse assim e que fosse tão simples como cada uma das peças que estaria a usar.
Delírios à parte e falando do que interessa, este coordenado conjuga em si todos os básicos indispensáveis no roupeiro de qualquer rapaz que se preze - gabardina com corte clássico, bege ou de outra cor (azul marinho também dá), um cardigan, uma t-shirt e umas calças de sarja. Tudo misturado resulta num look casual mas muito elegante.
1. Óculos de sol Zara, 17.95€; 2. Calças H&M, 19.95€; 3. Cardigan Mango, 39.99€; 4. Gabardina Mango, 89.99€; 5. T-shirt H&M, 7.95€; 6. Botas Zara, 69.95€.


Look 6:
Mas com uma camisa e um blazer tudo pode mudar. Neste caso arrisquei no padrão e na cor da camisa que combina com o cachecol que deve ser usado, obviamente, por cima do blazer. A atitude e a personalidade de cada um é o essencial para dar ainda mais potencial a este conjunto mas, admito, não é para qualquer um. Podem achar muito formal. E é, mas eu adoro! E uma vez não são vezes. Aposto que se a maioria dos rapazes que se recusam usar este estilo o experimentassem apenas por um dia, iriam ficar rendidos, mais que não seja pela série de elogios que iriam ouvir. Experimentem ;)
1. Calças H&M, 19.95€; 2. Camisa Zara, 29.95€; 3. Blazer Mango, 99.99€; 4. Cachecol Zara, 17.95€; 5. Sapatilhas Zara, 25.95€.


Look 7:
As calças beges são uma dor de cabeça igual ou maior do que as calças azuis. Não percebo porquê. O segredo está em usar peças que combinem com a nossa personalidade, em quebrar os estereótipos e usar da maneira como mais gostamos, como nos identificamos. Propositadamente escolhi este coordenado mais "indie" para provar isso mesmo, que as calças beges de sarja não são formais se não quisermos que sejam. Uma camisa de ganga chegaria para o provar, mas eu acrescentei a parka e as botas, mas contrabalancei, por sua vez, com uns óculos mais clássicos e com um cachecol. Acham assim tão formal e tão horrível? Não valerá a pena tentar?
E se por acaso até têm umas calças destas encostadas lá no armário, aquelas que compraram de propósito para o casamento da prima Julieta em 2001 e nunca mais as usaram porque são muito "queques", aqui está um bom motivo para voltar a expor as princesas ao mundo ;)
1. Óculos de sol Mango, 19.99€; 2. Camisa Mango, 39.99€; 3. Parka Zara, 119€; 4. Calças Mango, 49.99€; 5. Cachecol Zara, 17.95€; 6. Botas Zara, 69.95€.


Look 8:
Mas sim, essa peça pode ser muito formal e facilmente associada ao meninos ricos que andam em escolas privadas com uso obrigatório de uniformes. Não digo que não. Por isso, aqui neste coordenado formal, também não fugi muito dessa ideia (já que a desconstruí em cima) e o resultado foi este: clássico e intemporal mas com um toque muito contemporâneo nas botas e nos óculos que escolhi.
1. Cinto H&M, 14.95€; 2. Calças Mango, 49.99€; 3. Camisa Mango, 39.99€; 4. Óculos de sol Mango, 19.99€; 5. Botas Zara, 69.95€; 6. Camisola H&M, 19.95€.


E então rapazes de mi corazión, o que me têm a dizer deste post dedicado exclusivamente a vossas excelências? E as meninas que por aqui andam, o que me têm a dizer? Não acham que os vossos namorados iriam ficar uns gatos com estes looks? Ou gostam de rapazes com um estilo completamente diferente destes? Gostava de ter feedback. Gostava de saber se acham que devo continuar a fazer mais posts destes ou cingir-me à moda feminina.
Podem fazê-lo para os sítios do costume: aqui na caixa de comentários do blog, para o email stickyandraw@live.com.pt ou para o Facebook da barraca.

Espero que tenham gostado ;)

sábado, 31 de agosto de 2013

Sobre a Praxe

Depois de ter falado sobre a Universidade e sobre o meu curso, hoje vou falar sobre as praxes. Recebi há algum tempo emails de algumas pessoas que se interrogavam se valia a pena, se não me sentia mal, o que fazia,... enfim, muitas dúvidas. Respondi a cada email na altura, mas achei por bem fazer um post sobre esta temática uma vez que estamos na altura de saírem os resultados das candidaturas, naquela altura em que tudo é desconhecido e assustador e que não temos a certeza de nada. Também é a altura em que mais precisamos de informação e ninguém nos informa, ou quando o fazem, fazem-no mal. Eu sei, eu já passei por isso.
Por esse motivo, não quero que tenham as mesmas dúvidas que eu e não quero que se sintam mal informadas nem obrigadas a fazer nada que não queiram.

Não sei se concordam com as praxes ou não. Nem estou aqui a criticar quem a defende com unhas e dentes nem quem abomina qualquer ato desses. Este post não serve para isso. Serve apenas para vos contar a MINHA EXPERIÊNCIA e a partir daí tiram as conclusões que melhor acharem.

Muitas das vezes, aqueles que odeiam as praxes nunca lá puseram os pés. Acham uma humilhação e uma falta de respeito para com os caloiros, mas nunca estiveram efetivamente no lugar deles para comprovar essa teoria. Não digo que não existam praxes horríveis, ou doutores/engenheiros/arquitetos com sede de poder, uns frustrados que vêem os caloiros como saco de pancada para mostrar aquilo que não são. Mas não tive um único caso desses durante todo este ano. Mas sei que os há.
Tive doutores "maus", que berravam muito, que nos mandavam encher muito, que faziam praxe psicológica, mas esses eram dos primeiros a pagar-nos um copo no fim, ou a perguntar-nos se precisávamos de apontamentos a determinada cadeira e se sim, davam-nos com todo o gosto. Por vezes, punham-nos na reprografia e só nos informavam que estavam lá, nem sequer nos perguntavam se os queríamos. Diziam que fizeram isso com eles e não querem deixar de o fazer aos seus caloiros. Mas nas praxes eram duros connosco.
Das pessoas que menos gostei no início tornaram-se amigas a meio. Saíamos à noite, íamos beber uns copos, dançavamos brasileirada e Linkin Park ou Da Weasel no Bar Académico, apareciam depois do jantares, almoçavam connosco na cantina, iam assistir às nossas apresentações de Técnicas de Expressão e estavam à porta da nossa sala quando tínhamos testes para nos perguntar como tinha corrido. Acham, portanto, que isto não é integração? Acham que os doutores são pequenos monstros de traje? Pois...

As praxes, não vou mentir, custaram-me MUITO ao início. Não pela praxe em si mas pela minha personalidade. Não gostei das primeiras, mas nunca chorei. Nunca. Pensei em desistir, mas na verdade nunca ponderei seriamente essa situação. Ia para a praxe porque tinha de ser e admito que muitas vezes nem sequer me apetecia ir ou não me dava jeito por causa dos milhares de trabalhos que tinha para fazer. Sim, essa é outra questão. Há que saber controlar o tempo e aproveitar cada minutinho porque a praxe continua e os trabalhos têm de ser feitos e entregues a horas. Não vou dizer que não me custou no início, porque custou e muito. Mas sabia que no final ia compensar.
E praxe à chuva e ao frio? Custa o dobro, mas aguenta-se! No fim, compensa.

Bem, há tanto para dizer sobre este assunto... Tanto... A praxe proporcionou-me tantas coisas (muito boas e muito más) que valiam a pena serem todas contadas, mas nunca mais saía daqui nem vocês iriam acabar de ler o post.
A praxe serve para integrar. Ponto. Quando entrei para a universidade não conhecia o sítio, não conhecia ninguém. Os nossos doutores marcaram uma hora connosco e todos apareceram. Eles fizeram-nos uma visita guiada. Levaram-nos aos pontos mais importantes, praxaram-nos, claro está e entregaram-nos o "Código de Praxe". Obrigaram-nos a ler, faziam perguntas. Era naquele livrinho que estavam os nossos direitos, era aquele livrinho que, em qualquer situação, nos poderia proteger. E são eles que nos dão! A praxe bem feita não é horrível como muitos pintam. Não humilha, não pisa. Há uma união entre caloiros e doutores que, quero acreditar, vai durar muitos anos.

No fim custa muito deixar. Custa deixá-los. Custa vê-los ir, com o tricórnio de finalistas. Custa, claro que custa, mas as recordações ficam, as tradições também são passadas e há a certeza de que, quando formos nós a praxar, vamos querer que alguns deles estejam presentes pelo menos uma vez.

Não vou dizer que tenho saudades da praxe. Estaria a mentir. Mas dos meus doutores... Ui.

Se querem um conselho, vão à praxe. Tentem dar uma oportunidade, deixem que os vossos doutores vos ajudem e não respondam mal. Aquilo é tudo uma "brincadeira", ninguém está ali para magoar ninguém, apenas chatear um bocadinho que, como eles dizem, é o que temos de fazer com os professores e mais tarde com os chefes: ouvir e calar. E nisso, a praxe ajudou-me e muito!

Gostava de saber qual era a vossa opinião sobre este assunto. Gostava de saber se estão interessados em participar ou não e porquê. Se tiverem mais alguma questão, estejam à vontade para fazer através do blog, do email stickyandraw@live.com.pt ou através do facebook