sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

previsões da red carpet

Com a aproximação da gala mais elegante de sempre - os Oscars - decidi fazer um post diferente do habitual. Em vez de "criticar" as fatiotas das nossas estrelas - calma, tudo a seu tempo -, eu vou sugerir vestidos para algumas delas. Portanto, vou armar-me em Rachel Zoe do bairro e vou divertir-me um bocadinho. Quem sabe se não acerto?
Também não sei se estas 11 mulheres lindas vão estar presentes, claro, mas como algumas até estão nomeadas (e outras têm filmes delas nomeados) eu acredito que estarão lá para festejar. Vamos a isso.

Charlize Theron
Escolhi um vestido super elegante e clássico mas com pormenores modernos e até rebeldes (as asas douradas, por exemplo). Gosto de ver loiras de preto, gosto do realce e acho que esta mulher linda ficava ainda mais gira com este Marchesa.

Jessica Chastain
Outra mulher linda que não precisa de grandes artifícios para sobressair - e nem é seu costume. Por isso é que escolhi este vestido da Burberry Prorsum muito simples, muito plain, mas que eu acho que iria ficar muito interessante na atriz. O importante é a personalidade e o carisma. Esta peça numa pessoa mais tímida não seria, obviamente aconselhável. Neste caso, acho que tudo ganhava vida. E se acompanhasse com uns brincos grandes turquesa... Uau!!!

Margot Robbie
Se há mulher gira, cativante, sedutora é esta. E ao mesmo tempo acho que é muito descontraída e muito jovem. Escolhi então este modelo boho do Elie Saab porque eu acho que ela ia conseguir acrescentar-lhe ainda mais coolness

Rachel McAdams
Está nomeadíssima e por isso há a probabilidade de subir ao palco para agarrar o seu prémio. Dentro do estilo de vestidos que costuma usar na Red Carpet acho que este Carolina Herrera é perfeito. Não sei porquê mas tenho um feeling que vai fazer uma escolha péssima, como já é seu costume.

Rooney Mara
Olhei para este vestido e disse: Rooney Mara. Porque é preto e branco, porque é arrojado, diferente e porque eu acho que ela ia arrasar dentro deste Giambattista Valli. E quem pode, pode.

Kate Winslet
Não foi muito difícil de escolher um vestido para a Kate. Desde que tivesse um corte clássico e elegante acho que já combinava com ela. Mas como há a possibilidade de subir ao palco, quis escolher algo mais interessante e glamouroso que isso. Este Oscar de la Renta era capaz de a fazer muito feliz. E umas safiras a combinar com os olhos da atriz eram capazes de fazer furor. Ou diamantes. Keep it simple.

Alicia Vikander
É linda de morrer, tem um carisma, uma personalidade que atraem como íman. Adoro esta rapariga e por isso escolhi um Rachel Zoe vistoso, arrojado, que lhe vai fazer sobressair o corpo incrível que tem e que - na minha opinião - encaixa como uma luva. Seja qual for a sua escolha, aposto que vai estar ótima.

Gwyneth Paltrow
Para esta senhora não é muito fácil escolher. Tem que ter tanto de elegante como de arrojado, tem que ser amoroso e rebelde ao mesmo tempo. Gosta de tons claros e cortes assimétricos e também gosta de pormenores vistosos. Tive muitas dúvidas. Depois encontrei este Carolina Herrera e imagino que ela poderia fazer verdadeira magia com ele. Comprei esta ideia.

Jennifer Lawrence
Para a Jennifer imaginei um vestido vermelho. É o que costuma usar e talvez por isso já tenha essa ideia na minha cabeça. Mas para a Jennifer não podia ser um qualquer. Tinha que ser mais arrojado, ter um je ne sais quois. Por isso, escolhi este Zuhair Murad que é giríssimo e qualquer outra pessoa que o use vai ficar bem, quase de certeza. A não ser que seja a Lena Dunham.

Brie Larson
Este ano gravei este rosto (e o da Alicia) na minha memória e ando muito atenta ao que andam a fazer. Gostava mesmo que a Brie ganhasse o Oscar de melhor atriz. Como eu acho que é uma pessoa tímida, simples e recatada, escolhi este Rachel Zoe que só de perto é que percebemos a quantidade de pormenores lindos que o vestido tem (e as costas são de morrer). Acho que a Brie o ia defender muito bem. Seja o que for que vistas, vou estar a torcer por ti!

Cate Blanchett
Por fim, a rainha da Red Carpet. Tinha que ser um vestido elegante, interessante, com pormenores, arrojado e gostava de a ver de vermelho (se bem que o preto ou o azul também lhe ficam a matar). Quando encontrei este Zuhair Murad vi logo que tinha que ser para a Cate. Imaginem esta peça nela... Que sonho!

Bem, vamos ver como corre. Se acertar em algum já é uma sorte de todo o tamanho mas se ainda assim acertar no vestido e na pessoa, então aí vou a correr comprar meia dúzia de raspadinhas.


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a meias

Apesar de não usar muito esta tática - primeiro, porque prefiro e não me importo de ter os tornozelos à mostra mesmo com frio, e segundo, porque ainda não encontrei o par de meias perfeito para usar com os meus "sapatos à homem" - acho que tem muita pinta. A ideia é não se ver a pele, por isso, certifiquem-se que são compridas o suficiente até porque ficam melhor se as calças forem bem curtas. Não é para todos os gostos, é óbvio. Mas como eu sou graaaande fã do estilo masculino, adoro. E se as meias forem engraçadas, ainda melhor. Só não vale a meia branca.
Há por aí adeptos desta tendência ou estou sozinha nesta luta?


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meio gás

É sexta, está frio, está a chover e o trabalho tem que ser feito na mesma.
Sugiro então um look formal com um twist. Já sabem que combinar calça e blazer pretos com blusa branca qualquer um consegue. Dar a volta a essa fórmula é que nem sempre é fácil.
A ideia aqui é simples: camadas e balançar o formal e o informal.
Uma camisa de ganga super descontraída com umas calças, um blazer e uns sapatos muito formais - e muito masculinos. Mas depois o lenço desconstrói um bocado essa estrutura. Um impermeável para a chuva e siga.
Se não gostam de andar com os tornozelos à mostra - eu não me importo, mas sei que há quem nem consiga imaginar essa situação com esta temperatura - pode pôr uma meia cinzenta. Daquelas de homem. Sim, a sério. Façam isso. À confiança!

P.S. Mais uma vez, um look em que todas as peças têm cores diferentes... Sempre a mesma!
Calças 29,95€, Blazer 49,95€, Lenço 7,95€ e Carteira 39,95€ | Zara
Camisa 29,99€ e Trench Coat 79,99€ | Mango
Loafers 99€ | Uterque

Boa sexta minha gente cheia de pinta!


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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

decisions, decisions...

No próximo domingo vou estar em frente à televisão até de manhã porque vai haver noite de Oscars. E se eu nunca perco nenhuma, esta certamente que não quero falhar. Não vou desperdiçar a oportunidade de ver o meu Leozinho a agarrar o seu mais do que merecido Oscar.
Neste post não deixo previsões sobre alguns vencedores (não todos porque há categorias que eu não tenho qualquer opinião, como filmes estrangeiros ou documentários) mas a minha opinião sobre aqueles que eu gostaria muito que levassem o prémio para casa. Mas isto é apenas uma opinião de uma pessoa que não percebe nada disto.

Então vamos lá.

Melhor Filme
O Renascido

Melhor Realizador
Alejandro G. Inárritu em O Renascido

Melhor Ator
Leonardo Di Caprio em O Renascido

Melhor Atriz
Brie Larson em O Quarto de Jack

Melhor Ator Secundário
(Quem merecia ganhar esta categoria era o Jacob Tremblay, mas pronto)
Mark Ruffalo em O Caso Spotlight

Melhor Atriz Secundária
(São TODAS maravilhosas no papel que fizeram. Mesmo! Deve de ser a categoria mais difícil de escolher, por isso vou optar por aquela que me surpreendeu mais, mas fico feliz por qualquer uma que ganhe).
Jennifer Jason Leigh em Os Oito Odiados 

Melhor Argumento Adaptado
O Quarto de Jack

Melhor Argumento Original
Divertida mente

Melhor Filme de Animação
Divertida mente
(Mas quase de certeza que é a Anomalisa a levar a estatueta)

Melhor Fotografia
O Renascido

Melhor Direção Artística
Mad Max: Estrada da Fúria

Melhores Efeitos Visuais
Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Guarda Roupa
A Rapariga Dinamarquesa

Melhor Caracterização
Mad Max: Estrada da Fúria

E vocês, já têm alguma opinião sobre alguma categoria? Contem-me tudo. Concordam comigo ou nem por isso?


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um suissinho

Nunca costumo ver as visualizações no geral (vejo apenas de cada post para perceber o que preferem ver por aqui no blog). Mas ainda bem que fui ver as estatísticas gerais. Sabem porquê?

Porque faltam menos de 500 visualizações para chegar às 100.000! 
Será que conseguimos alcançar este número ainda esta semana?



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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

aquecimento

Na segunda tive algumas coisas para fazer antes de ir para o ginásio. Como faltar estava fora de questão, decidi vestir logo a roupa de treino e ir à minha vida porque não tinha tempo de ainda voltar a casa. Sim, fui ao shopping, por exemplo, de leggings
(Pausa para o choque!)
Eu disse que estava uma pessoa diferente ou não disse?

Prossigamos.

Apanhei uma fila de trânsito de todo o tamanho sem contar e um percurso que demoro, no máximo, 10 minutos a fazer, demorei mais de 30. 
Conclusão: pela primeira vez cheguei atrasada à aula.
Consequência: quando cheguei estavam mesmo a acabar o aquecimento. Shit, shit, shit. Ora que ontem foi dia de circuito do demo e eu, com um aquecimento muito deficiente (fui fazendo sozinha enquanto que a professora montava os exercícios ou as mil e uma maneiras de nos torturar) todos os exercícios que por si só já são difíceis com um bom aquecimento, tornaram-se extremamente dolorosos para mim, que não aqueci.
Na segunda percebi na pele a importância enorme que o aquecimento (e o alongamento, claro) tem no exercício. Já para não falar que me custou em dobro fazer o percurso com um ritmo agradável e relativamente indolor, o pós treino foi mau. Já vos disse que vou a pé para o ginásio e não demoro mais de 10 minutos no percurso. Mas nesse dia o regresso foi doloroso. As minhas pernas doíam, não se mexiam como eu queria que se mexessem e ardiam. Tive câimbras. Enfim, todo um rol de pequenas coisas que me fui apercebendo que nunca me tinham acontecido (não com esta intensidade) porque desta vez eu não tinha feito o aquecimento.

Por isso, pessoas que estão a ler, muita atenção. Quer sejam experientes ou iniciados, nem pensem começar um exercício - seja ele qual for - sem o aquecimento primeiro. Quem avisa...
E o mesmo se aplica aos alongamentos no final do treino.

Vá, não se armem em finas e não saltem etapas. O vosso corpo agradece ;)

Neste momento estou mais ou menos bem. Os glúteos estão a arder, mas eu não me importo. É bom sinal, não é? #MissãoGiseleBundchen no bom caminho! (Ahahahaha)


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

10 dicas para melhorar os nossos looks

Falo imensas vezes sobre os básicos que devem de ter nos vossos roupeiros e esqueço-me muitas vezes de falar especificamente em peças "especiais". Isto é, peças que não são básicas, nem neutras, nem clássicas e intemporais mas que elevam o vosso nosso estilo a outro nível de uma forma muito rápida e eficaz. Com a chegada da nova coleção talvez seja uma boa ideia darem uma vista de olhos a esta lista.

Sabemos muito bem que os básicos são perfeitos, são os nossos melhores amigos, os que estão lá para os dias bons e para os dias maus, que nos acompanham anos e anos (os que duram assim tanto, vá), mas um estilo que vive só de t-shirts, calças de ganga e gabardines TODOS OS DIAS não é assim muito interessante. É importante, por isso, termos algumas peças para dar um upgrade ao nosso sistema sempre que achemos necessário. E vão ver que nem é preciso nada de especial!

[1] Sapatos statement
Todas sabemos que um bom par de sapatos é meio caminho andado para ter um bom look, certo? E se apimentarmos um bocadinho e juntarmos personalidade e diversão? Digam-me lá se não faziam o maior sucesso com estes meninos, uns jeans e uma blusa ou top branco. Nem precisavam de mais nada.

[2] Bijuteria statement
Esta dica não é propriamente novidade para ninguém. Sabem perfeitamente que podem estar a usar a t-shirt mais básica mas se puserem um colar lindo, grande e chamativo é o suficiente para dar a volta ao visual inteiro. E quem diz um colar diz uns brincos, por exemplo. E esqueçam lá a ideia que estas peças só se podem usar em festas. Algumas sim, claro! Mas outras podem perfeitamente ser conjugadas com looks mais clean como no exemplo da Olivia Palermo.

[3] Lenços estampados/coloridos
Confesso que este é muitas vezes o meu truque. Um lenço ou cachecol que contraste com o look. A Maria Guedes é a Mestre na arte de conjugar básicos com pormenores de ouro que fazer toda a diferença. Neste caso, têm um exemplo de como dar uma nova vida a um vestido preto simples e de como dar uma nova vida a um lenço. Não temos que os usar sempre da mesma maneira...

[4] Casacos estampados/coloridos
Continuando com a minha Girl Crush, a minha inspiração, a minha Maria Guedes. Este truque já foi falado aqui no blog. Se uso muito o de cima, então este nem se fala... Acho que resulta sempre muito bem um casaco estampado ou simplesmente com uma cor contrastante por cima de uma base neutra. É ótimo para festas, por exemplo. Um vestido preto com um casaco tchana e estão prontas.

[5] Vestidos, saias, calças ou blusas estampadas
Ter peças estampadas é ótimo. Podem ser conjugadas com outras peças neutras e básicas com a maior das facilidades e dá logo um ar mais composto e mais divertido. Neste caso, a Blair usa um vestido estampado. Aqui poderia usar simplesmente uns sapatos simples pretos, uma carteira da mesma cor e siga que já se faz tarde... É uma boa estratégia para aqueles dias em que não sabemos bem o que vestir nem queremos perder tempo a escolher os acessórios ou a conjugar cores. Escolhe-se uma peça forte e o resto mantemos tudo neutro, tudo básico.

[6] Cintos
Confesso que gosto muito de usar cintos por cima dos blazers. Primeiro porque dá logo uma imagem completamente diferente à peça e segundo porque é muito mais sofisticado. Mas os cintos podem ser usados de várias formas e por cima de várias peças como vestidos, camisolas, blusas/túnicas... É ótimo para marcar a cintura e para parecermos mais magrinhas. Já vos convenci?

[7] Maquilhagem e Cabelo
Já sabem que faz TODA a diferença. Não adianta de muito estarmos todas pipis, todas bem vestidas e depois com a cara lavada, com olheiras até ao umbigo e com o cabelo a notar-se a raiz e todo nojento por causa da chuva. Esqueçam. Se for para sair assim de casa então mais vale porem alguma coisa muito básica para que ninguém repare muito. E quando falo em maquilhagem e cabelo não é preciso irem ao salão todos os dias!!! Calma. Basta ter um cabelo saudável (que implica cortar as pontas várias vezes ao ano), bonito (se é costume pintarem o cabelo certifiquem-se que não deixam notar-se a raiz!) e depois de o lavarem usem o secador para o domarem. Usem os produtos certos para o vosso tipo de cabelo. Não é exigido muito mais. Quando precisam de uma solução num bad hair day então apanhem-no num rabo de cavalo como a nossa Carrie Bradshaw. Relativamente à maquilhagem também não precisam de grande coisa. Pele bonita, saudável e hidratada, um pouquinho de BB Cream, um rímel e um blush se acharem necessário. O batom pode ser neutro (tipo batom de cieiro) ou então escolham uma cor mais forte para contrastar com o vosso estilo mais sóbrio.

[8] Chapéus e/ou gorros
São um dois em um porque são protegem-nos da chuva/são quentinhos e dão uma pinta... Podem ser coloridos ou pretos, básicos. Como queiram. Usem-nos com looks mais apimentados. Se forem completamente básicos não vai ter um bom resultado. Juntem-lhe mais alguma coisa para que no fim tudo se componha. Umas luvas, por exemplo! E não, NÃO TÊM QUE COMBINAR!

[9] Luvas
Sou mesmo fã de luvas e é engraçado que é muito raro gostar de algum modelo das lojas. Há poucos modelos, poucas cores, poucos padrões que me aquecem o coração e, normalmente, não estão ao mesmo nível da minha carteira... Se é que me entendem... Mas cumprem exatamente a mesma função que os chapéus. Aquecem e dão pinta.

[10] Carteira colorida
Por fim, mas não menos importante, as carteiras coloridas ou estampadas. Sempre que há um contraste é sempre mais interessante e inesperado do que todo o look com a mesma paleta, não é? E as carteiras são ótimas porque normalmente são suficientemente grandes para chamar a atenção e é uma das coisas que mais reparamos quando passamos por alguém... Eu reparo.

Bem, têm aqui 10 dicas para darem um grande upgrade ao vosso roupeiro sem graça e algumas até são bem em conta. Agora é só irem experimentar e divertirem-se. Afinal é para isso que a moda serve, não é?


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domingo, 21 de fevereiro de 2016

devagar, devagarinho

Amanhã é segunda e não vale a pena complicar. A sério. Podem prolongar o efeito fim-de-semana no vosso estilo. Eu optaria por este look simples, básico, quente e confortável.
E vocês?
Jeans 25,95€, Camisola 25,95€, Casaco 69,95€ e Botins 69,95€ | Zara
Carteira 29,99€ | H&M
Óculos 19,99€ | Mango

Bom início de semana!


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ontem foi noite de cinema 33

Eu já vos tinha avisado que isto só ia a meio, mas acho que por enquanto acabamos aqui. Os principais nomeados para os Oscars estão vistos e já tenho uma opinião sobre algumas categorias.

A Queda de Wall Street
Vi este filme com o meu irmão. O trailer alicia e ver o Brad Pitt é sempre uma boa razão.
Gostei a realização, das personagem, da história em si e dos planos que vão usando. Mas vou ser muito honesta: não percebi absolutamente nada do filme. É tudo tão caótico, tão rápido e acontece tudo tão depressa que não conseguimos perceber. Está bem que eu sou péssima com números, mas também não sou assim tão burra. E a prova disso é que o meu irmão que está no primeiro ano de Contabilidade e é o oposto de mim - muito bom na matemática - também não percebeu grande coisa daquilo. Há um esforço por tentar explicar mas como são assuntos demasiado complexos para serem explicados em 30 segundos, não resulta muito bem. Acho que chegamos a um ponto e que paramos de tentar perceber e aí o filme não nos diz grande coisa. É a verdade. Eu já nem vos consigo descrever grande coisa para além disto, e vi-o há bem pouco tempo. Vale pelo Brad Pitt, pronto.

Brooklyn
Se havia filme que eu não estava meeeeeesmo emprenhada para ver era Brooklyn. Não acho que o trailer esteja muito bom e não capta a nossa atenção, o que é uma pena já que o filme é giro. Tem uma história bonita e damos por nós a abanar com a cabeça e a dizer "É isso mesmo que acontece", apesar de retratar uma outra época. Há coisas que não mudam minha gente.
Acima de tudo é uma história de amor e de superação. Por um lado tempos uma história engraçada entre um rapaz e uma rapariga, mas o importante é a primeira história, a da emigração, a busca por uma vida melhor. E damos mais uma vez a pensar que isto é o que acontece todos os dias à nossa volta.
Tecnicamente o filme é igualmente bom. Não há atores comummente ditos bonitos mas são todos muito interessantes. E depois temos a participação dum Weasley que é sempre bom ver um ruivito por estas bandas. A caracterização de acordo com a época é muito boa e o ritmo é muito fluído, muito natural.
Foi uma agradável surpresa e deu-me ainda mais vontade de visitar a bela Irlanda.

Perdido em Marte
Mais um filme em que eu não tinha qualquer fé. Mas vai que um amigo me diz "Olha que deve de ser qualquer coisa de muito bom" e depois veio a nomeação para os Oscars e eu pensei "Peraí que isto pode ser bom! Pode ser um Interstellar menos confuso e não tanto um Gravidade". E dei-lhe uma oportunidade.
E o que eu gostei do filme? É que gostei mesmo muito! Muito divertido, muito bem realizado, com uma história bem credível que nada tem de 'futurista' ou de 'surreal'. Os atores são ótimos, mais uma vez. As piadas são mesmo engraçadas e vão aliviando a tensão nas alturas certas. No fundo queremos mesmo saber o desfecho do filme e damos por nós a suster a respiração e a torcer com todas as nossas forças para que tudo dê certo. Para saberem mais têm mesmo que ver. Não se vão arrepender. Ainda assim prefiro o Interstellar, claro.

Steve Jobs
A Kate Winslet convenceu-me a ver. E as nomeações também, vá. O anterior 'Jobs' do Kutcher não foi nenhuma obra prima e muito ficou por dizer - tanta coisa que passou ao lado! E para quem já leu a biografia do senhor e quem é uma fã do seu trabalho como eu sou, então ficou mesmo chateada com o filme.
Este vem tapar alguns buracos do antecessor e é muito, muito melhor. No fundo, o sucesso do filme está na Kate, não há hipótese. Não acho que o Fassbender tenha sido fenomenal já que raramente lhe reconhecia o Steve. Mas há uma série de pormenores importantes que foram abordados. Todos os cenários, o dinamismo da história são muito bons mas não é um grande filme, de todo. Mais uma vez repito: viva a Kate Winslet que fez um trabalho excecional, como sempre. Mas o filme não vai muito além disso.
Se quiserem mesmo conhecer o Steve então aconselho-vos a pegar neste livro e à medida que vão fazendo referências vocês vão pesquisando no YouTube (vídeos das apresentações, por exemplo...). E depois vão complementando com estes filmes que são bons mas não são excelentes.
Ainda assim, para quem não é tão fã como eu e não está assim tão interessado na vida do senhor quanto isso, então escolham este filme ao anterior. Acho que vão gostar muito, muito mais.

Joy
Uma história extraordinária de um sonho, de vontade, de coragem e de um pouco de loucura, claro. A história de Joy é verídica e é tão surreal que nem parece verdade.
A Jennifer Lawrence está cada vez melhor, de dia para dia, cada vez mais versátil, mais intensa, sem medo de sair da sua zona de conforto, exatamente aquilo que eu adoro numa atriz. Tenho a certeza que vai continuar a crescer.
O filme tem um uma boa dinâmica e a caracterização é muito boa, mas não esperem um filme de ação. Isto é, é uma história de vida, com altos e baixos, falhanços e sucessos, com grandes dificuldades e superação. Mostra-nos que mesmo quando não temos muitas pessoas (ou ninguém) que acreditem em nós e que nos tentem enganar, é possível aprender com os erros, levantarmo-nos e voltar à luta. E vencer, claro. Hoje Joy Mangano é uma mulher bem sucedida graças a esta ideia (e outras ideias, claro) que no seu tempo parecia absolutamente ridícula.
O elenco é de luxo - Robert De Niro, Bradley Cooper de novo a contracenar com a Jennifer,...
É um bom filme, onde o grande peso está na interpretação desta atriz maravilhosa e para quem, como eu, se interessa por publicidade, aqui conseguimos perceber este mundo nos anos áureos das televendas. Contudo, não é uma obra de arte e isso reflete-se na quantidade de categorias para as quais está nomeado para os Oscars (e outros prémios igualmente importantes).

Spotlight
Fiquei agradavelmente surpreendia com este filme. Já sabia que a probabilidade de gostar era alta. Gosto do tema, dos atores (Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams... Um elenco de luxo!), gosto da pertinência, gosto do tom do filme - pelo que tinha percebido pelo trailer.
Depois de o ver fiquei contente. Era tudo o que estava à espera e até superou as minhas expectativas. As prestações de cada um dos atores é exímia. Mesmo. E o facto de vermos todo este caso pelos olhos daqueles que nunca, ou muito raramente, dão a cara - os jornalistas. Sabem que essa é uma das profissões que posso exercer com o meu curso, mas a verdade é que nunca me fascinou. Não é comum ver um bom trabalho jornalístico, que seja relevante e que possa ir mudando o mundo aos bocadinhos. Ou porque o próprio jornal não se enquadra nessa linha editorial, ou porque não há recursos para as pesquisas, ou porque há conflitos de interesses... Enfim, ser jornalista é difícil. E para estar numa redação a escrever sobre o Justin Bieber ou sobre o ator X que teve um encontro romântico com a modelo Y, então não obrigadinha, mas acho que posso fazer mais do que isso. Mais uma vez realço que a maioria das vezes a culpa não é do jornalista que escreve a notícia - coitado, não deve de haver ninguém mais descontente e contrariado com aquela situação do que o próprio. Mas tudo isto para dizer que se o trabalho jornalístico fosse mais parecido com o que vemos no filme (que é mas em muito menos quantidade quando comparado com o jornalismo medíocre) então eu digo-vos: era jornalista.
Voltando ao filme. Já sabem que as interpretações são muito, muito boas. O discurso é ótimo, a cadência idem aspas e apesar de haver imensa informação a acontecer, o filme não se torna confuso nem aborrecido. É possível acompanharmos tudo com uma relativa facilidade. O filme é mesmo muito bom, amigos. Aconselho que vejam. Mas se houve uma coisa que gostei e que não estava à espera foi a forma de como foi abordado este crime. Era fácil por aqui a Igreja em cheque e tratá-la muito mal. Mas não é isso que acontece aqui. Aqui falam de pessoas, de homens, de rostos e não de Deus, de religião nem nada que se pareça. Durante todo o filme há uma preocupação em nunca atacar a fé e a crença do espectador e de sublinhar sempre que os crimes foram cometidos por homens que são padres. Ponto. Apesar de não ser crente, gostei muito de ver esse respeito e essa ponderação que só trouxe distinção ao filme. Era mais fácil acusar a Igreja, a religião e pôr tudo em causa, um filme verdadeiramente escandaloso - e não é para menos - mas não, preferiram este registo.
Gostei muito e recomendo a todos. Principalmente aos descrentes no jornalismo dos dias de hoje que precisa de mais exemplos assim para que a profissão consiga reerguer-se e mostrar o que vale.

By the Sea
Foi o último filme que vi e estava curiosa. É realizado e protagonizado pelo casal que mais adoro em Hollywood - Brad Pitt e Angelina Jolie.
Não é um filme para massas. Ponto. Não é comercial nem me parece que vá ter muito sucesso. Mas é lindíssimo.
O cenário é paradisíaco - apetece mesmo meter numa mala meia dúzia de peças e ir procurar aquele pedaço de céu na Terra. A luz é sempre perfeita, os planos são mesmo muito artísticos, sempre muito bem pensados e o enquadramento é quase sempre perfeito. O guarda roupa tem tanto de simples e minimal como de elegante e sofisticado - concordando com a época retratada. Há poucas falas, pouquíssimos atores e poucos cenários. A história não avança muito, é quase um diário de uma vida normal, onde não acontece nada de extraordinariamente bom, nem de mau. Como com todos nós. Mas depois há uma relação em maus lençóis e uma Vanessa cheia de demónios que dificultam a vida de todos. É sobretudo um conto da vida, da dificuldade de manter um casamento de anos saudável e sobretudo é uma história de amor linda.
Eu sei que as críticas não foram as melhores e eu compreendo, já que são duas horas de filme e no final nada de muito relevante se passou. Mas tal como no registo de Boyhood, o principal é retratar a vida, o quotidiano, o ordinary. E no meio, juntar umas peças ao puzzel mais interessantes. Tecnicamente o filme é muito bom, cheio de detalhes e com uma linguagem muito diferente da que estamos tão acostumados a ver.
Se gostam de sair um bocadinho do comercial, então aconselho a ver este filme.

O Segredo dos teus Olhos
Não sei se já ouviram falar deste filme. Quando vi o título fiquei com a pulga atrás da orelha. No outro dia tive a oportunidade de o ver. Tem mais ou menos 2 horas e digo-vos que nem uma consegui ver. É péssimo. E depois percebi porque é que eu achava isso: porque é uma adaptação ao filme espanhol El Secreto de sus Ojos que foi das coisas mais maravilhosas que já vi e acho que nunca vos falei dele. Já o vi há muito tempo. Há uns 5 ou mais anos. E nunca me esqueci da história porque me surpreendeu, porque foi imprevisível. Adoro filmes assim.
Por isso, esta adaptação não foi novidade para mim (já sabia como ia acabar - até porque avancei o filme para saber se o final correspondia ao original e sim, mas sem a mesma intensidade) e é bastante pobre quando comparado com o filme espanhol.
Aconselho-vos a ver, se quiserem ficar surpreendidos e apaixonados por uma narrativa. Mas vejam o filme de 2009 e não este. Não percam tempo. Vejam aqui o trailer.


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