sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Previsões da Red Carpet

Faço este post por mero divertimento. Acertar no vestido certo para cada atriz é uma missão praticamente impossível, quase tão impossível como acertar no euromilhões. Mas divirto-me imenso enquanto que ando a pesquisar, a ver os desfiles e depois tento "casar" estilos, modelos e cores às atrizes. É a parte de mim que é uma pseudo-Rachel-Zoe que me faz escrever posts como estes.


Daquilo que estive a ver, anda por esses desfiles fora uma série de vestidos e opções muitíssimo interessantes para usar na red carpet dos Oscars. Se eu fosse convidada, as minhas opções giravam à volta de coleções como Christian Dior, Valentino e Oscar de la Renta e aqui em baixo ficam as minhas quatro opções favoritas:


Mas não foi sobre isso que vim cá falar hoje, até porque até ao momento ainda não recebi nenhum convite. Por isso, vamos então focar-nos nas atrizes que vão estar presentes - acho eu! - na próxima edição dos Oscars.


As atrizes nomeadas para
MELHOR ATRIZ


As atrizes nomeadas para
MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA


Outras atrizes 
(e a Heidi Klum)


O que acham? 
Foram previsões inteligentes ou acham que vou falhar redondamente em todas?


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A brand new year II



Já falamos sobre o que se vai vestir no post anterior, que podem ler ou reler aqui, mas ainda temos que falar sobre os acessórios, as carteiras, o calçado e de alguns pormenores que fazem toda a diferença e que marcam o estilo desta nova coleção.




Acho que podemos eleger os dois acessórios principais para esta primavera/verão: os brincos XXL e os cintos. Os brincos querem-se grandes, exagerados mesmo, vistosos. Mas para além disso, os colares usam-se em várias camadas e as pulseiras, tantas quanto tiverem em casa - vejam o desfile da Chanel. Os cintos são também uma imagem marcante da coleção. Querem-se lá, independentemente de serem grandes e vistosos ou pequeninos e discretos. A grande tendência são os cintos com as iniciais da marca (Valentino ou Christian Dior) ou até mesmo o nome completo (Chanel).




Continuando nos cintos, podemos ver que se forem em fita, devem ficar caídos, como nos mostra Givenchy. A mesma casa também nos sugere enfiar os blazers por dentro das calças e esta moda, creio, que ainda vai dar que falar... Os botins brancos (Louis Vuitton) vão voltar, tal como os shorts tipo safari (Hermès). A Chanel e a Valentino apostaram nos chapéus, grandes ou pequenos, não importa, o que se quer é que não passem despercebidos. As camadas voltam a ser um must  - ainda bem, que se há tendência que uso em abundância é esta - e as carteiras querem-se exageradamente pequenas e à tira colo, em alguns casos. Os brilhos saltam para o dia a dia, para as festas, para todo o lado.




O calçado é meio esquizofrénico, porque não sabemos bem se estamos a olhar para o inverno ou para o verão. Ponto número um, quero toooooooodas as sandálias Hermès e algumas Valentino. Os botins são uma tendência, principalmente os botins estilo meia, que regressam no verão (?), fazem uma finta ao armário de inverno e recusam-se a ser encostados no canto por mais um ano. Os botins com cordões são igualmente uma tendência. A Burberry sugere a meia com o stiletto e a Dior aposta no calçado bailarina, adaptado ao dia a dia, com um salto em plexiglassBalenciaga sugere-nos uns stilettos super sexy, cheios de fivelas, muito altos e bicudos.




As carteiras é um bocadinho à vontade do freguês. Existem 3 tamanhos importantes: a shopping bag, como vemos em Valentino, que é perfeita para o dia a dia, onde precisamos de enfiar o portátil, a agenda, a carteira, o estojo, o telemóvel, os lenços de papel, a carteira dos óculos de sol, os snacks... Quando damos por ela, já não cabe nem mais uma caneta, certo ou errado? Nós precisamos deste tamanho nas nossas vidas! Depois há também o médio e, por fim, o mini. O modo de utilização pode ser à mão, debaixo do braço (como nos demonstra a Givenchy), mas há duas tendências que vieram para ficar: a carteira à tiracolo ou na cintura. You choose!





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Viena



No dia do Amor, parece-me apropriado falar-vos sobre a minha viagem a Viena, e assim encerrar os posts sobre viagens - por enquanto ;)
Parece-vos bem?


Viena encantou-me como eu não achei que seria possível, especialmente porque a conheci coberta de neve e isso torna tudo muito mais especial. Foi o desfecho perfeito para a nossa viagem de 8 dias - 3 capitais europeias. Porém, foi também a cidade que conhecemos menos, por três motivos: 1) porque ficamos menos tempo do que nas outras cidades; 2) porque estávamos estafadas e 3) porque estava a nevar e nós decidimos que tínhamos mesmo que aproveitar a neve e deixar para lá as visitas-super-importantes que podemos fazer em qualquer altura. Portanto, não contem com grandes dicas desta cidade - oooh - mas com algumas fotos catitas ;)




Onde fiquei?
Foi o sítio onde tivemos mais dificuldade em arranjar alojamento. Era tudo bastante mais caro do que nas outras cidades e porque já estava tudo bem esgotado. Sobrou-nos o Odeon Hotel, um pouco desviado do centro (íamos de metro, mas era apenas uma estação de distância). O Hotel tinha uma particularidade muito engraçada: o chuveiro e o lavatório estavam dentro do quarto, mas a sanita era partilhada pelo piso. Nunca tinha visto mas adaptámo-nos. O hotel era porreirinho, tinha o necessário e ficava próximo de vários cafés e restaurantes. Acabamos por ficar só 1 noite porque a segunda foi passada no aeroporto (o voo partiu às 6h da manhã e só havia transportes públicos para o aeroporto até às 23h do dia anterior).


O que comi?
Na noite em que chegamos, deixamos as mochilas no quarto e fomos em busca de comida. Queríamos uma simples torrada e um cappuccino para aquecer as mãos - o frio era quase insuportável.  Entramos num bar muito movimento - porque os restaurantes já estavam fechados -, cheio de bom ambiente e cheio de grupos de amigos. Acabamos por comer uma mista e beber uma cerveja.



No dia seguinte, acordamos com uma Viena coberta de neve! Foi uma alegria para nós, como devem imaginar, que estávamos há uma semana a torcer para que isto acontecesse. Tomamos um pequeno almoço muito típico nosso (eles comem muitos bolos logo de manhã e eu não aprecio isso), dois pães com manteiga e dois cappuccinos e deixamos lá uns 18€. Portanto, estão a ver como estava ali a situação...




Depois de termos patinado no gelo e visitado o Mercado de Natal mais incrível e gigante que eu já vi (Rathaus Market), fomos experimentar os longo, que não sabíamos o que era, mas havia filas enormes e toda a gente estava a comer isto. Basicamente é uma fartura espalmada que sabe a queijo e alho (tipo pizza). Nada de incrível, principalmente quando começa a arrefecer.




Ao final da tarde lanchamos num café muito típico e muito Viena. Experimentamos os bolos típicos: eu comi a Sacher Torte, conhecido pelo melhor bolo de chocolate do mundo (eu achei enjoativo, como todos os bolos de chocolate do mundo, mas bom) e a minha amiga experimentou a Apfelstrudel, uma tarte de maçã.


O que visitei?
Como já vos disse, visitei muito pouco e tirei muito poucas fotografias porque era praticamente impossível tirar as luvas sem que começássemos a sentir os dedos a ficarem roxos e dormentes - juro que nunca senti frio como em Viena. Mas ainda fiz umas coisas giras ;)




Começamos o dia com neve na janela e a primeira reação foi ir para o sítio com mais neve possível. Chegamos a Praterstern (mesmo pertinho do nosso hotel) e ficamos ali um momento a divertirmo-nos na neve, a tirar fotografias e a visitar a roda gigante mais antiga da Europa! Depois metemo-nos no metro e seguimos para o centro de Viena.




Visitamos logo a Catedral de St. Stephen que é maravilhosa, mas que eu gostei mais de a ver por fora do que por dentro. O único inconveniente da neve, foi não podermos ver as telhas coloridas do edifício. Depois fomos andando pelas ruas todas daquela zona cheias de lojas de marca e de coisas maravilhosas. Havia muita gente às compras, por causa do Natal, e em cada praça havia mercados de Natal, árvores de Natal, luzes, enfeites, coches puxados por cavalos... Um conto de fadas. Eu aproveitei para comprar um presente de Natal para a minha mãe quando visitei a loja principal da Swarovski (que é original da Áustria), com 3 pisos!


O ponto alto do dia foi quando chegamos à Rathaus (Câmara Municipal) e ao maior e mais bonito mercado de Natal que vimos. Estivemos lá horas a visitar, a comer e, claro, a fazer patinagem no gelo. Foi uma experiência única, maravilhosa, que jamais vou esquecer! Afinal, não é todos os dias que podemos dizer que patinamos no gelo, em Viena, enquanto que nevava... Foi mágico.




Depois também andamos pela cidade e visitamos o Memorial aos Judeus e a Casa da Ópera, claro.


O que perdi?
Perdi o resto da cidade, mas especialmente os palácios de Schonbrunn e Belvedere e todos os museus que gostava de ter visitado, mas infelizmente não conseguimos ver mais. É que tudo isto que vos escrevi em cima aconteceu tudo no mesmo dia e, no final da tarde, regressamos ao hotel para pegar na nossa mochila (que eles guardaram sem nos cobrar nada) e seguimos de metro até ao aeroporto, onde passamos a noite.


Portanto, se forem a Viena, com certeza que vão conseguir ver muito mais coisas do que eu consegui ver. Mas tenho a certeza de que aproveitamos muito bem a cidade e a neve e levamos memórias connosco que nunca iremos esquecer.




Sobre Viena
Viena foi a cidade mais cara de todas (Berlim e Praga), especialmente na alimentação. As refeições baseiam-se muito em fritos, mas com bom aspeto. Em Viena tudo é chique e elegante e clássico. Os cappuccinos são servidos numa bandeja de prata, acompanhado por um copo de água. E isto acontece em qualquer lado, desde o café da esquina ao café mais fancy.


O frio é horrível, cortante, seco e é impossível andar na rua sem cachecol, gorro, luvas e um casaco super quente. Eu usei a minha camisola mais quente com outra quente e de manga comprida por baixo (normalmente só uso t-shirts) e ainda tive que usar uma meia calça por baixo das calças e outras meias grossas. Se forem nesta altura, não se poupem em roupa e calçado quente!


Senti-me sempre bastante segura em todos os cantos da cidade. O maior problema é que as placas ainda estão escritas apenas em alemão/austríaco e isso é cá um imbróglio... Nem vos conto o tempo que tivemos à procura da saída da estação de metro quando chegamos a Viena... E os menus nos restaurantes? Zero inglês. Valeu-nos o Dr. Google Tradutor, claro. Mas não se preocupem, os austríacos são muito simpáticos, falam inglês e ajudam-nos com tudo - acreditem, foi a cidade onde estávamos sempre a pedir indicações porque estava tudo em alemão. Por isso, vão prontos para isso, mas não se preocupem que tudo se resolve ;)


Viena é uma cidade lindíssima, mágica, romântica e elegante.
Vale mesmo a pena a visita!


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A brand new year



Vamos lá falar de tendências para 2019?
É que isto não é fácil, e por muito que tente resumir, isto vai ser certamente um post extenso. Para ajudar a encurtar, decidi falar dos acessórios num outro texto. Pode ser? Portanto, aqui vamos concentrar tudo aquilo que se vai usar nos próximos meses.




Se estão à espera de vestidos fluidos e transparentes para levar para uma ilha grega qualquer, esqueçam. Não há nada disso por aqui - ou há muito pouquinho. E sabem uma coisa? Não me parece nada mal, porque afinal as tendências estão a adaptar-se ao nosso estilo de vida. Já não temos assim tantos dias de calor extremo ou dias de férias suficientes para vestir coisas fluidas e transparentes. Por isso, a moda está a adaptar-se, quer às temperaturas - cada vez mais feita de picos -, quer ao nosso andamento - sempre muito mais a 1000 do que a 0.




Portanto, vamos ver muitos casacos - verdade! - e, acima de tudo, muitas gabardines e impermeáveis de vários estilos e feitios. Deve ser, provavelmente, A peça da próxima estação. Fiquem de olho... E não vos quero assustar, mas a pele vai ser um must have da estação - será too much? Eu acho que a moda está a tornar-se, provavelmente, mais sustentável e isso explica esta versatilidade, com peças que tanto podemos usar em março como em outubro.




Outra novidade é que uma das cores predominantes da estação é o preto. Bom, não é assim uma grande novidade, porque já sabemos que o preto há muito que já faz parte do nosso closet de verão, mas ainda assim, há muuuuuitas coleções baseadas nesta cor. Mas não se apoquentem, também existem outras mais vibrantes e as principais são os tons nude, terra e especiarias - se é que posso chamar assim. E são os meus favoritos... Aliás, posso dizer que a paleta de cores desta estação já me conquistou o coração!




Os fatos continuam bem presentes, mais clássicos e elegantes, mas a roupa formal, de escritório leva uma lufada de ar fresco - e para se inspirarem sugiro os desfiles da Burberry. Os tons tornam-se mais claros, as saias tornam-se esvoaçantes e os pormenores mais femininos, mas práticos e funcionais.




Os brancos também vão espreitando e dando o ar de sua graça. Há casas que os tornam mais funcionais, práticos e on-the-go (como a Hermès, a Chanel ou a Valentino) e depois há interpretações mais femininas, como a de Christian Dior.




Os padrões que vemos não são bem aqueles que estamos à espera. Há as flores de Louis Vuitton, mas depois prevalecem estes padrões gráficos, caleidoscópios. Estou muito vidrada nos padrões e texturas Valentino. O padrão tie-dye regressa em bom e em Dior, bem como os degradês sempre em tons muito suaves.




Tal como vos disse, há vestidos fluidos e cores alegres nesta história, apesar de não serem os protagonistas. O desfile mais colorido é, talvez, Valentino.




Outra grande tendência que já devem ter notado - até porque todas as lojas de fast fashion já têm pelo menos um modelo - são as calças cargo. Sabem? Aquele estilo militar, com bolsos de lado? Voltaram em grande! Se tiverem algumas antigas é o momento ideal de lhes voltar a dar uso.




As mangas de balão são outra tendência para andar de olho, em casacos, em vestidos, mas principalmente em blusas. Eu estou muito apaixonada por estas da Louis Vuitton (imagem da direita), cheia de pormenores delicados.




Os plissados voltaram em força, mais marcados, mais femininos e aplicados em TODO o lado. Não deve haver um desfile que não tenha pelo menos uma peça com este trabalhado e eu adoro o resultado final. Fiquem de olho.




Agora, a tendência mais espetacular da época são os brilhos aplicados no dia a dia, assim como quem não quer a coisa. Yep! Vamos poder usar lantejoulas no trabalho, no supermercado ou na praia só porque sim e não apenas porque é Natal ou porque fazemos anos. Eu sou muito fã desta tendência e deste conceito do viva la vida e quero, com muita força, os três conjuntos da direita...




Para terminar este mini resumo, as rendas também vão estar presentes embora não sejam assim muito marcantes. Vamos poder vê-las em looks totais ou aplicadas em blusas, vestidos ou casacos.


2019 promete ser um ano muito rico e criativo. Pessoalmente, há muito que uma estação não me agradava tanto como esta, talvez por conseguir visualizar grande parte destas tendências de destes looks aplicados, na perfeição ao meu dia a dia e ao meu estilo pessoal. Por mim, podia vir toda a coleção de Valentino, Christian Dior, Givenchy e Hermès. E um bom pedaço de Burberry também não me ia fazer mal ;)


Venha de lá um bocadinho de calor, para testarmos estas tendências novas e frescas! :)





terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A Favorita



Não fui ao engano quando comecei a ver A Favorita. Já tinha visto A Lagosta do Yorgos Lanthimos e, por isso, não estava a contar com uma história de época, contada quase como em documentário. Nop. Estava precisamente à espera desta história mais fora da caixa.


Mas isso não quer dizer que seja fácil falar deste filme porque não é carne nem peixe. E eu gosto muito disso, o de não saber se a cena seguinte me vai fazer rir, chorar, sentir pena ou desconforto. A Favorita entra logo a ganhar por causa do elenco de luxo. 3 mulheres fabulosas: Olivia Coleman, Emma Stone e Rachel Weisz. Mas vamos por partes...




A história é verídica e conta um pedaço da vida da Rainha Anne (Olivia Coleman), de Inglaterra, no século XVIII. A pobre rainha não teve uma vida nada fácil, entre abortos e problemas graves de saúde, levou a que se tornasse uma mulher fraca, tontinha, vazia de vontades próprias e de alegria de viver, absolutamente comandada pela sua fiel amiga Lady Sarah (Rachel Weisz). Esta, por sua vez, era o oposto. Cheia de ambição e com uma personalidade demarcada, assertiva e autoritária, mas ao mesmo tempo, protetora da sua amiga, a rainha. Tudo corria bem até que um dia chega ao palácio, para procurar um emprego, Abigail (Emma Stone). Com a sua personalidade alegre, divertida e descontraída, a rainha rapidamente começa a relacionar-se com a empregada, o que causa uma ciumeira desgraçada a Lady Sarah. O resto da história, têm mesmo que ver ;)




O filme decorre quase sempre dentro dos aposentos da rainha ou dentro do palácio. Os cenários são absolutamente fabulosos e dá a impressão de que se fizermos pausa no filme, em qualquer momento, daria uma fotografia perfeita. A luz - ou a falta dela - também conta uma história, bem com as roupas das protagonistas, que vão mudando à medida que o enredo avança.


A Favorita tem laivos de loucura, de obsessão e de relações muito pouco saudáveis. Mas também há muito sofrimento, amargura e dor que é impossível o espectador ficar indiferente. Porém, há cenas hilariantes e até divertidas ou carinhosas. Nós é que nunca sabemos o que nos espera a seguir.




Vale tão a pena ver este filme pela sua originalidade no enredo, na técnica e pelo extraordinário trabalho das três atrizes. A Favorita está nomeada para 8 Oscars.


A Favorita
de Yorgos Lanthimos
com Olivia Coleman, Emma Stone e Rachel Weisz





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sit and Eat



Adoro espaços de refeição. Casas que privilegiam o espaço de refeição, o espaço da mesa com várias cadeiras à volta é uma casa que privilegia o convívio, a partilha e os momentos entre amigos e família.




É importante que este espaço seja prático e funcional, mas também deve ser um local de conforto, de bem estar, em que todos se sintam bem e onde se possa prolongar as refeições pelas horas dentro. Portanto, cadeiras desconfortáveis estão excluídas da equação.




Mas não é só. Para além de boas cadeiras, acho fundamentar haver um tapete debaixo da mesa, para que os pés não fiquem frios. Abro exceções aos chãos em madeira, mas mesmo assim... Eu sei que dá uma trabalheira desgraçada para aspirar, mas os benefícios, acredito, são bem maiores.




Depois há a questão da luz. Preferencialmente luz natural, mas a artificial também deve ser no ponto, para criar um ambiente aconchegante.




Os elementos decorativos devem ser a gosto. Eu gosto sempre de um aparador simples e um espelho ou uma grande tela por cima. As plantas - naturais ou artificiais - são obrigatórias, quer nos vasos, quer nos centros da mesa e até mesmo no aparador. O mesmo acontece com as velas.




Sou só eu que adoro escolher uma boa mesa, umas boas cadeiras e meia dúzia de acessórios para completar o espaço? E digam-me, sou só eu que acho que esta zona da casa é mesmo muito importante? :)





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Assim Nasce uma Estrela



Confesso que comecei a ver com algum preconceito. Não tanto como antes, porque entretanto já tinha ouvido dizer muito bem dele, mas Assim Nasce uma Estrela tem ali uma combinação de coisas que me desagradam à partida: uma história cliché e previsível - que o é, vamos todos admitir -, um quase-musical - que é melhor que um musical, mas ainda assim... - e a Lady Gaga.


Estava muito pronta para não gostar do filme, para resistir à moda de dizer maravilhas sobre ele, de gozar com a história melo-dramático-coiso, mas correu tudo mal. 


Eu gostei do filme. Pronto, já disse.


Se é a última Coca-Cola no deserto? Se fiquei assoberbada? Se vou recomendá-lo a todos os meus amigos? Bom, isso não. E acho que é um filme para ser nomeado para os Oscars? Também não, mas o Black Panther está na lista, portanto, why not?


O filme conta a história de Jackson, um cantor famosíssimo, mas em decadência devido ao álcool, drogas e depressão, que conhece Ally numa feliz coincidência, quando vai a um bar e a ouve cantar La Vie en Rose. Os dois apaixonam-se e Jack ajuda Ally a tornar-se, também ela uma estrela. Porém, os comportamentos autodestrutivos de Jack trazem o drama e o desespero para a história. Não vou fazer spoilers, mas a história é, basicamente esta. Uma história de amor que é toda flores e unicórnios no início e que termina mal... Muito mal.


Portanto, tal como eu disse no início, um cliché. E não há nada de errado em ser um cliché super previsível, até porque o que importa é como a história é contada, bem como todos os pequenos pormenores que são acrescentados ao filme e que o tornam especial. São aqueles pequeninos apontamentos do nosso quotidiano, de como as relações reais são que faz com que seja fácil de gostarmos e de nos relacionarmos com esta história. E aqui é preciso dar a mão à palmatória: a Lady Gaga está muito bem neste filme. Mesmo, mesmo muito bem. Como cantora e como atriz. A miúda tem talento, é genuína, e é perfeita para este papel de Ally. Merece, sem dúvida, a nomeação para Melhor Atriz - mas não merece ganhar, está bem? É só mesmo a nomeação! Conseguimos vê-la por trás de toda aquela produção das perucas estranhas, das maquilhagens exageradas e dos vestidos de bife do lombo. Que bom que é vê-la assim. Já o Bradley Cooper, que dizer, ele está sempre bem, sempre muito dentro da personagem, por vezes até de forma perturbadora.




As músicas são bonitas, muito mais bonitas de ver no filme do que de as ouvir na rádio sem contexto. E mais uma vez, a Lady Gaga está de parabéns. Escusado será dizer que a minha favorita é La Vie En Rose, que nunca achei poder gostar quaaaaaaase tanto de uma versão como da original. E olhem que a Madonna tentou e não deu certo. Depois de a ouvir cantar isto - e eu sei que ela cantaria tão bem ao vivo como na gravação - só consigo pensar: como é que esta rapariga anda a cantar "Ra Ra Ra a a, Roma Roma Ma" e outras porcarias que só escondem o verdadeiro talento dela? Que pena que é.


Assim Nasce uma Estrela é um filme bonito de se ver, com um guião consistente e com diálogos belíssimos e esses sim, muito pouco cliché. O Bradley Cooper fez um bom trabalho não só como ator, mas também como realizador - que grande estreia nestas andanças. Há ângulos bonitos, há luz e momentos absolutamente deliciosos do ponto de vista técnico. Podemos dizer que o filme vale no todo, pelas músicas, que não sendo extraordinárias, são perfeitas para o contexto, pelos atores, pela história, mesmo cliché,... Bom, é um todo.


Esta cena e a que se sucedeu aos Grammy's foram as minhas favoritas.


Sei também que este filme já foi adaptado várias vezes e eu não vi, nem me lembro de ouvir falar de nenhuma delas, portanto, não posso comparar. Mas posso dizer que esta versão acompanha o avanço dos tempos, do meio, do marketing, da criação de personas - e ninguém sabe melhor sobre isso que a própria da Lady Gaga! - e do negócio virado para o lucro, sempre o lucro.


Vale a pena ver.


Assim Nasce Uma Estrela
(2018)
de Bradley Cooper
com Bradley Cooper, Lady Gaga e Sam Elliott