segunda-feira, 8 de abril de 2019

Festas na Primavera



Looks para festas é um assunto que interessa, não é? A vocês, sempre cheias de eventos e cerimónias... Já eu não vou a uma boda desde 1845... Verdade! Bom, estava eu a dizer que um post sobre looks para festas é um assunto importante por aqui, especialmente nesta altura em que os casamentos, batizados e comunhões começam a bombar - verdade? - mas a Primavera decidiu armar-se em parva e fazer birra.


Calma gente. Há solução para isto!
Mas quem é que a Primavera pensa que é para nos estragar os planos? Hum?


Decidi escrever sobre looks para eventos na Primavera, onde o casaquito e o sapatinho fechado (à exceção de um look) são mais do que bem vindos e, adivinhem, complementam o conjunto! Não passem frio nem usem um casaco qualquer. Vejam o vosso coordenado como um todo. E agora o que não faltam são opções giras de casacos que, não sendo de cerimónia, são perfeitamente adequados para usar por cima de um vestido ou de um conjunto mais formal. Querem ver?


Mas antes de continuar, é importante referir que optei por escolher um coordenado para todos os gostos: vestido, calças, macacão e saia. Apenas repeti o vestido mas diversifiquei no estilo e já vão perceber porquê.


(Cliquem em baixo das imagens para verem as peças)


O primeiro conjunto é um macacão lindo, amarelo, com cheirinho a verão (e que dá para usar e abusar nos meses mais quentes e em diferentes contextos). Está combinado com peças em tons suaves e neutras. Todas elas versáteis e a pedirem para serem usadas várias vezes. É ideal para uma cerimónia mais informal como uma comunhão, um batizado ou um evento cocktail. Se tiverem um jantar da empresa, é muito apropriado.
Trench coat | Macacão | Sandálias | Clutch | Brincos | Cinto


 O look de saia é mais arrojado, mas quem não arrisca não petisca, não é mesmo? Optei por uma série de peças especiais e combinei-as todas. A blusa em folhos é lindíssima, juntamente com o casaco bordado naquele tom raríssimo e espetacular. A saia é uma paixão minha e ando aqui a tentar arranjar justificações para a comprar. O mesmo se passa com aqueles botins! Os tons suaves tornam o look perfeito para batizados, por exemplo. Por causa dos brilhos, pode ser usado em festas de inaugurações.
Casaco | Blusa | Saia | Botins | Clutch | Brincos


O vestido foi amor à primeira vista. Adoro o corte, o modelo e a cor. Decidi conjugá-lo de forma mais "certinha" e ideal, por exemplo, para ser usada num casamento. Mas achavam que ia ser só um basicozinho? Nem pensar! Obviamente que chamei logo o laranja para se juntar à festa e acrescentei esta clutch maravilhosa.


O segundo look com vestido é mais, digamos, diferente... Eu adoro (claro!) e só peca por não ser meu. Usava com todo o gosto e toda contente da vida. Se é para todos os gostos? Não, nem tem que ser. Este conjunto mais boémio (e vocês sabem que há sempre um coordenado destes nos meus posts) é para quem não está nem aí para o que os outros pensam e, por isso, podem usá-lo quando quiserem!


Por fim, não podia faltar a tendência dos fatos. Adoro, quero muito e ando de olho em alguns, mas ainda não investi. Este em particular conquistou-me pela cor. Não sei se assenta bem (desconfio que não) nem se tem grande qualidade, mas a verdade é que é bem giro. Depois é acrescentar acessórios diferentes para dar o upgrade necessário. E esta clutch da Uterque? Hum? Parece uma jóia (e custa o mesmo que uma jóia!)...


Qual é a vossa praia? Contem-me...
Boas festas, gente que tem muitas festas!





terça-feira, 2 de abril de 2019

Summer Time



Sou só eu que já estou com a cabeça mais nestas imagens do que nos relatórios e planos estratégicos? Eu acho que não... Especialmente agora que a chuva e o frio regressaram e eu tive que voltar a optar pelos casacos mais quentes e pelas calças, ao invés da pernoca ao léu, como eu adoro andar.


Já só me apetece falar de férias, estar de férias, escolher destinos de férias e fazer atividades de férias. 


Contem-me lá, para onde vão de férias ou para onde gostavam muito-muito-muito de ir?
Eu chego-me à frente: gostava de conhecer a Nova Zelândia, Zanzibar, Miami e Califórnia, Vietname e Camboja. Não vai acontecer nada disto este ano, pelo menos, segundo as minhas previsões.


Mas eu posso sonhar, que ainda é de graça e é bem fixe. Certo?


Vocês também podem! Contem-me tudo!


Agora vou voltar ao trabalho. 
Tenho um relatório para finalizar.






segunda-feira, 1 de abril de 2019

Vida Boa



Têm sido dias tão cheios e tão intensos que pouco tempo tenho para vir cá ao blog, com grande pena minha. As semanas são preenchidas com trabalho - tanto, tanto trabalho - e com algumas atividades extras, como o desporto e a leitura, aquilo que me dá muito prazer e me permite "desligar". Literalmente, porque agora já não ligo o computador em casa durante a semana. Neste momento estou a fazer mais aquilo que me dá prazer e deixar para lá as obrigações que posso ir adiando - até quando? A vida não é só trabalho, prazos a cumprir e objetivos definidos. Na verdade, a minha vida começou a ficar mais cinzenta quando comecei a fazer mais isso do que aquilo que mais gosto, como ler, ir ao cinema, fazer desporto e escrever aqui no blog. Estou num work in progress a tentar descobrir como equilibrar ambos os mundos. Sabemos bem que a boa vida é maravilhosa, mas os compromissos também devem ser respeitados - e fazem falta! E tive uns tempos em que me esqueci deles quase por completo, o que também não é correto.


O objetivo agora é o equilíbrio.
Ou a mudança de perspetiva. Ou a mudança de vida, quem sabe?


Têm sido semanas cheias, em que o melhor delas são as aulas de pilates e os 30 minutinhos (mínimo) de leitura antes de adormecer. Também há a aula de treino funcional que não tem piada nenhuma no momento, mas depois resulta muito bem a nível da motivação - nunca ninguém se arrependeu de ir treinar, lembram-se de já ter dito isso? Além disso, ando numa formação que me está a despertar sentimentos e pensamentos que estavam aqui adormecidos e voltei a ter a curiosidade e o interesse de saber mais.


Mas os fins de semana têm sido cheios, felizes e muito, muito completos. 


Este que passou, por exemplo, não consegui encostar-me no sofá nem por 5 minutos. Na verdade, só estive em casa para dormir e comer. E isto tem-se repetido há muitos fins de semana. Há 3 semanas estive em Barcelona e na semana passada entre copos com amigos, lanches na Penha, cineclube à noite e jantares bons na esplanada, ainda houve tempo para ver alguns filmes que estava mesmo a precisar, para estimular a criatividade, como a Mary Poppins Return!


Já este fim de semana foi outro nível. O sábado começou cedo e em busca de um presente para a minha amiga que vai ser mãe - pânico só de pensar! Eu - euzinha - andei a pedir opinião sobre qual é o melhor produto para a minha princesa? o que dá mais jeito? o que faz mais falta? E encontrei o que queria, acho eu! Pelo caminho ficou um mundo de coisas para comprar e lhe oferecer no futuro. À tarde foi o Baby Shower e foi uma emoção. Ver aquele momento a acontecer, fazer parte de tudo, assistir àquela felicidade toda foi só das coisas mais maravilhosas que já tive a oportunidade de experienciar - quem diria, não é? Sobre a minha pequena, ainda não consigo escrever nada sobre aquilo que eu sinto. Mas para uma pessoinha que ainda não nasceu, já me tem ensinado algumas coisas importantes. Para a minha Rita, só digo que a felicidade lhe assenta que nem uma coroa.




Depois do Baby Shower fui mudar-me e segui para a festa com um outro grupo onde comemos e bebemos melhor. Estivemos juntos, rimos às gargalhadas, celebramos um aniversário, dançamos... Enfim, uma alegria diferente, mas uma alegria também - estão a ver a esquizofrenia que anda a minha vida?! Na mesma altura que comprei cremes para a muda de fralda, também comprei uma garrafa de vodka. E no meio de toda esta esquizofrenia, há um equilíbrio bonito e engraçado.


O domingo, depois de acordar tarde e almoçar, fui para o parque "recuperar" da noitada, com as mesmas pessoas com quem tinha estado na noite anterior. Claro que a chuva acabou por arruinar o momento-parque mas lá encontramos outros entretenimentos. No final do dia ainda houve tempo para ir ao cinema ver a Captain Marvel e chegar a casa e terminar o meu livro de março!


Agora que venha abril!





quarta-feira, 13 de março de 2019

H&M Studio



Lembram-se de no post anterior vos ter dito que não queria nem saber de lojas e de novas coleções para nem sequer cair em tentação?
Bom, esqueçam lá isso tudo. 


A H&M mostrou a nova coleção Studio, que eu adoro sempre. 


É uma linha bem mais cara do que a principal, mas também é a que, consequentemente, mostra mais qualidade. Os cortes são incríveis, as cores são impecáveis e até os padrões têm outro ar. Gosto sempre dos mil pormenores que acrescentam e que tornam as peças sempre tão únicas, tão especiais e, ainda assim, na maioria dos casos, continuam a ser "básicos". Daqueles básicos-não-tão-básicos que eu adoro... Percebem o que quero dizer?




Esta linha tem as minhas cores do momento - ando muito atraída por estes tons terra - e é perfeita para os dias de sol que estão a chegar. Vestidos lindos e fluidos, shorts estilo safari, mas também há fatos e blusas e peças mais compostas para o dia a dia. Os tons variam entre o branco (pérola?), o caqui/bege (nunca sei definir bem) e o amarelo torrado, já ali a esbarrar no laranja. Depois há padrões zebra e mais abstratos (vêem no vestido da primeira imagem?) que são giríssimos e ainda os metalizados.


Ficam então aqui algumas das minhas peças favoritas desta coleção



Conheçam toda a coleção aqui.


Já cheira a praia, não já?





segunda-feira, 11 de março de 2019

Conversa em Dia



A semana passada foi uma autêntica loucura. 


E posso-vos dizer que a minha sorte foi já ter agendado os três posts que foram publicados ou, caso contrário, não iria escrever absolutamente nada. O Carnaval não estava para acontecer, mas aconteceu à última da hora. E sabem aquelas noites que vocês nem conseguem descrever - em parte, porque também não se lembram - e que nada fazia adivinhar que ia correr assim? I mean, eu só ia beber um café e cheguei a casa de dia. Claro que passei o dia seguinte a "curar" o corpo dos excessos.


O resto da semana - talvez por castigo divino - foi um contínuo atropelo de trabalho que se prolongou para casa, durante a noite, e até mesmo no fim de semana. Not cool.


Falhei ao ginásio todos os dias da semana, o que me fez ficar mais tola do que o costume. 


Preciso urgentemente de libertar estas tensões. E a chuva não ajudou a curar este aborrecimento. E o trabalho que eu vou deixando acumular ali no canto que cresce, cresce, cresce... E eu ignoro-o, claro (inserir emoji de face palm).


O Dia da Mulher passou despercebido aqui no blog, mas não no facebook. Fiz uma compilação de mulheres inspiradoras que me acompanham há mais ou menos tempo e que as tomo como um exemplo. Vão lá ver, por favor ;) E claro que usei a minha t-shit feminista! Quanto aos meus valores feministas, uso-os todos os dias, independentemente da indumentária.


Mas o fim de semana também deu para ver coisas novas, coisas repetidas mas boas e para descansar um pouquinho. O que é que eu vi de novo? Isso é que já é conversa para um outro post.


O que é que eu não vi? Não vejo lojas nem nada que me desvie do caminho do poupar - podemo-nos rir todos em uníssono, porque poupar já não entra no meu vocabulário há muito tempo... Mas não resisto a bons concertos, bons jantares e meia dúzia de experiências que valem mesmo a pena. A roupa tem ficado para última das últimas das prioridades por estes lados, daí a minha falta de inspiração para novos posts sobre looks, que eu sei que vocês preferem. Porque quanto menos pesquiso, menos me sinto tentada, certo? ;) Vou redimir-me em breve, prometo.


Esta sexta-feira terminei o meu mês de ZERO CARNE. 


Nunca vos contei aqui no blog sobre esta experiência porque também não sabia se ia ser capaz de conseguir cumprir à risca, não tanto por achar que não tinha força de vontade para concluir, mas porque eu gosto de comer fora várias vezes e, segundo a minha perceção, ainda existem muitos restaurantes que não estão preparados para este tipo de alimentação. 
Se quiserem saber mais sobre esta minha experiência digam ;)


Esta semana adivinha-se longa e muito, muito trabalhosa. 
Mas o fim de semana vai ser SUPER. Depois conto-vos tudo ;)





quarta-feira, 6 de março de 2019

Green Book



Já vos disse que Green Book foi o meu filme favorito dos Oscars? 
Já? Ups, I did it again...


E que feliz fiquei por vê-lo receber o maior Oscar da noite, totalmente inesperado, totalmente vindo do nada. As minhas fichas estavam todas no Roma, que também era bem merecido, mas nunca imaginei que Green Book fosse o vencedor. Não que não fosse bom - que o é! - mas  porque, tendo em conta a concorrência, havia mais filmes "à Oscar", como A Favorita ou Roma. Não sei se me entendem... Mas vamos lá falar sobre esta história.


Tudo decorre em 1962, nos EUA, altura de segregação e racismo. Tony Lip (Viggo Mortensen) é um típico italiano trabalhador, mas cheio de lábia e sempre pronto a trapaçar o outro. Trabalha como segurança de um bar, até que o patrão o informa que vai ter que encerrar durante 2 meses para obras e Tony vê-se desempregado e com uma família, que ama acima de qualquer coisa, para sustentar. Obrigado a arranjar uma solução para o seu problema, responde a uma oferta de emprego para ser motorista de um Doctor Shirley (Mahershala Ali). Descobre que Doctor Shirley não é médico, mas sim um grande pianista e que é negro. Apesar de Tony se mostrar bastante hesitante e desconfiado - especialmente por Shirley ser negro - aceita o emprego de o conduzir ao longo de 2 meses na sua tour pelo sul racista dos EUA.




A viagem trouxe-lhes muitos problemas, mas também mudanças maravilhosas para ambos os homens que, cada um à sua maneira, estavam cheios de preconceitos e de desconfianças. Nasce uma bonita amizade, sincera, honesta e protetora, ao mesmo tempo que cresce em ambos uma tolerância que não existia antes. Estas maravilhosas transformações acontecem ao longo de muitos pequeninos momentos salpicados ao longo do filme, que são incríveis relatos verídicos de dois bons amigos.




Em Green Book conseguimos ver os dois lados destes homens que, no fundo, retrata muito bem a sociedade de então - e, infelizmente, a de agora também. Don diz-se discriminado pelos brancos por ser negro e discriminado pelos negros por não ter hábitos, comportamentos nem partilhar da cultura negra. Vive num constante conflito pessoal sem nunca se conseguir definir perante si e perante os outros. Apesar de ser um prodígio nos palcos, convidado a aturar em todos os locais emblemáticos e contratado por todos os "brancos ricos e influentes", quando desce do palco é apenas mais um negro. No entanto, Don sempre foi um privilegiado, rico e bem sucedido. 




Por sua vez, Tony é um cidadão de classe média baixa, que tem que trabalhar muito para conseguir dar uma vida confortável aos seus filhos e que tem que passar por várias provações para conseguir uma vida estável, longe da máfia e da cadeia. E a questão é: quem é a vítima aqui? Há uma dualidade tão interessante de explorar que torna todo o filme, todo o guião tão mais rico e incrível.


Neste filme há um sem fim de assuntos a debater, como já perceberam, e inúmeras situações discriminatórias que mexem com as entranhas. Mas ao mesmo tempo é delicioso ver estas duas pessoas, tão distintas entre si, na cultura, no contexto, nos hábitos, a tentar conviver e a deixar crescer uma bonita amizade e a aprender um com o outro.




Não existiria filme sem o MA-RA-VI-LHO-SO trabalho do Viggo - que merecia mesmo o Oscar - e do Mahershala, que venceu o seu segundo Oscar de Melhor Ator Secundário. São ambos atores do caraças, pois conseguiram abandonar-se a eles próprios para assumir personalidades e comportamentos absolutamente distintas das suas. O Viggo teve que encarnar num italiano, que gesticula e que é tão extrovertido e cheio de lábia que é impossível não gostar dele. Mahershala tornou-se num Don cheio de "macaquinhos no sótão", um génio solitário, infeliz, extremamente talentoso e culto, cheio de boas maneiras e etiquetas, mas com a permanente questão do "afinal quem sou eu?" sempre presente no seu inconsciente.


Aconselho a todos a ver, de coração. 
Vão ficar rendidos.


Green Book
de Peter Farrelly
com Viggo Mortensen e Mahershala Ali





terça-feira, 5 de março de 2019

Março



E em pouco tempo o mês de fevereiro voou e levou-me também a "pessoa" mais especial para mim. Mas não é sobre essa perda que vou falar hoje. Hoje vou falar do meu compromisso mensal sobre um livro por mês.


Em janeiro li O Sétimo Selo do José Rodrigues dos Santos, como vos contei aqui.
Em fevereiro optei por um livro mais pequeno, não só porque o mês é igualmente mais curto, como também era época de Oscars e havia uma lista interminável de filmes para ver.Acabei por terminar o meu livro a meio do mês e acrescentei outro mini-livro para complementar a leitura. No fundo, aproveitei a oportunidade para pegar num livro que eu queria ler ao tempo. 




Escolhi O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald, um dos clássicos da literatura americana e uma das minhas histórias de amor favoritas. Já perdi a conta da quantidade de vezes que vi o filme em que o meu Leonardo Di Caprio interpreta o próprio do Jay Gatsby, mas o livro, apesar de já o ter começado duas ou três vezes, nunca o tinha terminado. Não é uma leitura tão fácil de ler como O Sétimo Selo, mas é acessível a qualquer pessoa. Aconselho a todos os que gostam de um romance a ler este. Não estejam à espera de um estilo-Nicholas-Sparks, que não vão ter aqui, mas um romance a sério, de literatura, daquelas histórias intemporais.


O segundo livro escolhido, para terminar o mês, foi Os Contos de Beedle O Bardo, de J. K. Rowling, que é precisamente isso: um conjunto de contos infantis para bruxos. Um plus é que no final de cada conto existem as notas de Albus Dumbledore, que interpreta e dá o seu ponto de vista relativamente à história. Maravilhoso!




Para o mês de março tive que recorrer à Fnac e, senhores, é tortura lá ir e sair só com uma saquinha. Ia com a ideia de comprar Sapiens, mas depois achei que não podia adiar mais a compra do livro que escolhi para março. Na caixa, enquanto esperava para pagar, O Deus das Moscas voltou a piscar-me o olho e eu não resisti e trouxe-o também. Para este mês escolhi um dos livros que ando há uma vida para ler: Admirável Novo Mundo, de Aldous Huxley. Alguém já leu? Vamos ver como corre e se eu consigo manter o ritmo. É que esta leitura é bem mais complicada e complexa que as anteriores! Depois conto-vos como foi.


E as vossas leituras, como andam?






segunda-feira, 4 de março de 2019

Ao Conan



Ao Conan Osiris só tenho a agradecer.


Agradecer por ter trazido a diferença, a originalidade, a tentativa bem sucedida de nos alargar a mente. O Conan é muito especial porque é tão ele que não é parecido a nada nem a ninguém. É ele próprio. E essa individualidade é demasiado valiosa para ser desperdiçada. Mas isso nem sempre é compreendido. Aliás, conheço pouca gente que goste dele ou aprecie a sua música. 


Normalmente começam a conversa a dizer que ele é "muito estranho" ou que o bailarino dele "parece que está a ter um ataque", que a música "não se entende", que "não sabe cantar", que ninguém percebe o que é que ele veste ou os acessórios que usa. 




E eu pergunto "e então?"

Somos mesmo tuguinhas. Passo a vida a ouvir que as músicas que concorrem ao Festival da Canção parecem todas iguais, que ninguém se destaca e que não é com aquelas músicas melodramáticas que poderemos vencer na Eurovisão, mas depois vem um Conan que abala todas as regras que nós conhecíamos e já estamos a apontar o dedo porque é "demasiado diferente", "demasiado estranho". E a história tem-se encarregue de nos mostrar que não vale a pena cuspir para o ar. Lembram-se do Salvador Sobral? Quantas críticas houve de que ele era "esquisito"? Quantas? Quantas pessoas lhe apontaram o dedo a dizer que ele nunca teria hipóteses de vencer a Eurovisão? Pois... Nós gostamos é de criticar. Ponto. Fosse quem fosse o escolhido iria receber queixas e comentários desagradáveis. O Conan recebe a dobrar, porque tem aquela atitude de quem se está a cagar para o que todos nós pensamos.




Eu adoro o Conan. Adoro as músicas, as letras, as roupas, a interpretação, o João, o bailarino, aquela mistura de sons e culturas que o identificamporque ele não é só uma coisa, tal como eu. Tal como todos deveríamos ser... Porque ser só uma coisa, todos os dias, todo o dia, deve ser um aborrecimento do catano. E devem ser essas pessoas aborrecidas consigo e com a vida, tão beges, tão boring, que não conseguem ver a variedade do Conan, que o criticam de forma tão dura.


Eu compreendo que não apreciem a música. Claro que não é algo fácil de gostar porque não se ouve todos os dias. Os nossos ouvidos não estão habituados a esta estranheza. E aceito - como é óbvio - que me digam que não gostam do Conan. Mas, por favor, não o digam sem antes irem conhecer um pouco do que ele é, do que ele canta e do que ele quer dizer ao mundo. Não risquem da lista só porque o bailarino dança de forma "estranha" ou porque as músicas dele falam sobre bolos, borregos e celulite. Vejam para além disso. Muito além. E depois decidam.




Ao Conan só tenho que agradecer por me mostrar que a música pode ser e ter tanto e que nós, portugueses, temos espaço e queremos marcar pela diferença. Mas uma diferença boa, no bom sentido, uma diferença inclusiva, sem preconceitos e sem julgamentos.


Estou feliz pelo Conan nos representar e adorava voltar a vê-lo ao vivo.


Deixo-vos um dos meus excertos preferidos da música "Adoro Bolos"

Pai com pai
Pai com mãe
Mãe com mãe
Que é que interessa?
O que interessa é dar amor,
Banhinho e não comer à pressa
Nas feridas um beijinho, água fria, uma compressa
Ensinar que o mundo não cessa
Só porque a Tessa abraça a Vanessa



Para lerem as minhas primeiras palavras sobre o Conan aqui no blog, vão a este post.
E eu avisei-vos que ele era muito bom e se vocês não foram a ele, como eu aconselhei, ele chegou até todos.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Oscars 2019


Ora então e os Oscars?
Eu vi até ao fim, como sempre, mas este ano foi tudo muito fraquinho, fraquinho... Ou talvez era o meu estado de espírito, que é o mais certo. Vi praticamente todos os filmes nomeados para as principais categorias. Falta-me Wife, No Portal da Eternidade, Cold War, Mary Poppins Returns, First Man e outros menos "falados".


O meu filme favorito de todos é Green Book, como já vos tinha dito - dezenas de vezes, creio -, mas também adorei o Roma e acreditava piamente que seria o vencedor do Melhor Filme. Foi uma surpresa enorme - e gostosa - ver o "meu" filme a vencer, ao contrário do que aconteceu o ano passado, quando o Call Me By You Name ficou a ver navios.




Vamos por partes:
Acertei um pouco mais de metade dos nomeados, como podem ver pela minha previsão aqui. Os vencedores que eu mais discordei foram o de Melhor Montagem e de Melhor Ator. Não me interpretem mal, acho que o Rami fez um trabalho absolutamente brilhante e o Bohemian Raphsody é um filme que me vai acompanhar sempre - gosto muito de Queen e percebi que gostava mais do que pensava depois de ver o filme. Mas o Christian Bale foi fenomenal quer na técnica, quer no físico. Transformou-se noutro ser. Não existe uma pinga de Bale naquele Dick e isso comprova o quão extraordinário é. Estava a torcer muito por ele. Depois há a questão da Montagem. Não nos vamos pôr com coisas, quem merecia MESMO vencer era Vice.




Fiquei feliz com a vitória de Mahershala Ali como Melhor Ator Secundário (de novo!), porque era o meu favorito de todos, e acabei por ficar também feliz pela Regina King, apesar de ter gostado muito do trabalho da Rachel Weisz em A Favorita. Mas depois de ter visto If Beale Street Could Talk, nem dava para ficar chateada!


O vencedor da noite foi mesmo Bohemian Raphsody e, surpreendentemente, de Black PantherA Favorita levou um pontapé duro. Roma também esteve em destaque e mereceu cada um dos 3 Oscars que recebeu. A Lady Gaga foi a pessoa mais efusiva a receber a estatueta - que foi mais do que merecida - e acho que toda a gente ficou feliz por ela. A atuação dela com o Bradley Cooper era a mais esperada da noite e cumpriu bem.




Este ano não houve apresentadores e sentiu-se a falta, claro, mas a cerimónia correu que foi um instantinho. Sinceramente, não adorei a atuação dos Queen no início e acho que isso se deve ao Adam Lambert, que não é muito o meu estilo. Os momentos musicais, à exceção de Shallow, foram fraquitos, mas os atores estiveram muito bem a apresentar os prémios. Os discursos foram bonitos e de reforço positivo e houve vários recordes batidos nessa noite.


Por fim, espero que tenham visto, pelo menos, Green Book e Roma. Se não viram, tratem disso.
Eu vou aguardar ansiosamente o documentário vencedor, Free Solo, que será transmitido em março na National Geographic.


Para já, volto a dedicar-me à leitura ;)
Até para o ano, Oscars.


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Red Carpet Oscars 2019



Amores, a red carpet de ontem foi das coisas mais aborrecidas que vi nas últimas décadas. Juro. Foi uma sorte não ter adormecido ali, mesmo antes da cerimónia. Diverti-me mais a ver fotos das red carpets antigas, tipo retrospectivas desde 1996 do que deste ano. Não há um único vestido que me tire o fôlego, não há uma única coisinha que me deixe assim a palpitar com mais força. Nicles.


Portanto, não há tops neste ano. Fica tudo ao molho, ligeiramente organizado, mas sem grande critério que eu fiquei aborrecida e se aquela gente não consegue escolher um vestido decente dos 1039 vestidos maravilhosos que têm à disposição, jóias, sapatos e profissionais especializados em deixá-las umas Deusas da Passadeira Vermelha e recusam tudo isso e preferem o vestido mais horroroso do expositor, então eu também não tenho que estar 2 horas em frente ao computador, sem ter dormido nada, a escrever sobre esses trajes menores... Ok? Estou nervosa. Vamos avançar. Não se entusiasmem.


Para início de conversa, cadê a Jennifer Lawrence, Nicole Kidman, Margot Robbie, Alicia Vikander, Cate Blanchett, Anne Athaway, Heidi Klum, Jessica Chastain, Emily Blunt, Lupita Nyong'o? Cadê essa trupe toda?! Se elas não vinham mais valia dizer que este ano não havia Red Carpet e o pessoal podia chegar de fato de treino ou jeans... É que jogar com a equipa B é só BOOOORING!


Aviso já que o tecido rosa estava em promoção. 90% do mulherio foi em pink - e raros foram os casos bem sucedidos. Mas acham mesmo que foram só as mulheres a vir em rosa? Enganam-se. Jason Mamoa foi em rosa, minhas meninas. Mas ele é o Jason Mamoa, my sun and stars, moon of my life e por isso estejam quietas e caladas que ele ia em bom. Também não acertei nenhuma das minhas previsões, mas à exceção da Regina King e talvez da Yalitza Aparicio, quem ficou a perder foram elas...


Pronto, já leram o meu texto suuuuper longo e por isso vamos já passar aos vestidos, a parte aborrecida da coisa.


Começamos com os Rock Bottom. Que é como quem diz: Bater no Fundo

P.S. Não inclui aqui a foto da Irina porque acho que ela já sofreu o suficiente ontem e nós, mulheres, temos que ser umas prásoutras - e porque não encontrei nenhuma foto dela sozinha, vá.

Danai Gurira | Lucy Boynton | Olivia Coleman
Que dizer destas três espécimes, não é? Até me faltam palavras para descrever aquele papel de Ferrero Rocher, ou aquele ultra-violeta que para mim é só ultra-violento - como é que alguém tão giro pode dar um tiro tão grande no pé? Hum? - , e depois aquele chiffon todo enrolado à volta da Olivia é só triste, que ela é uma fofa e acho que devia ter ido muito melhor, tipo com a opção que lhe dei. Eu ficava triste se ganhasse um Oscar e tivesse que me pôr de pé em frente àquele povo todo com isto vestido. Mas isso sou eu, né...

Elsie Fisher | Jennifer Lopez | Serena Williams
Numa categoria mais discreta - vamos assumir que a Jennifer Lopez veio discreta, porque dentro dos parâmetros dela, até que veio! - estes também foram os piorzinhos da noite. Antes de prosseguir é preciso lembrar que há muito mais por onde se lhe pegar nesta categoria - ó se há! -, mas nem dá pica porque são pessoas que foram convidadas à ultima da hora para lá estar a ocupar os lugares dos faltosos importantes, por isso, nem os considero nas contas. Dito isto, continuamos a falar sobre aquele fato/botins/carteirinha/ penteado que a pobre Elsie Fisher teve que vestir. E eu digo "teve" porque ela parece-me altamente contrariada. Aposto que a foram arrancar ao sofá ou assim. Sem esquecer de abordar o elefante na sala: a Jennifer Lopez estava a ser consumida por uma bola de espelhos e ninguém mexeu uma palha! Falsos! Depois temos o vestido-garrote da Serena Williams que não bastava ser mau, também lhe cortava a circulação.



Agora vem a categoria dos: To bad to be true
 Vá, força, já passamos o pior!

Kacey Musgraves | Linda Cardellini | Sarah Paulson
 Já olharam bem para estas três? É que é o chamado "venha o diabo e escolha", porque realmente não consigo compreender o que leva uma pessoa a vestir-se de algodão doce, de puff de banho já gasto ou de cortina mal amanhada. Quanto às senhoras da esquerda, pronto, tudo bem que elas nem me são nada e vivo bem com aqueles trajes nestas desconhecidas. Agora a Sarah... A Sarah vir-me para os Oscars com uma raiz no cabelo de 15 cm e com um "vestido" que parece um disfarce de carnaval, daqueles que ninguém consegue perceber o que é porque está mesmo mal feitinho, sabem? Que tristeza, senhores. Que tristeza...

Hannah Beachler | Trudie Styler | Melissa McCarthy
Ora vamos por partes: a Hannah tinha 50% de probabilidades de vir em bom, mas depois escolheu o pior tecido para o vestido e a coisa descambou muito. Gosto do folho, dá-lhe ali aquele ar de Oscars, mas o resto, valha-me-deus, que o resto não dá mesmo. A Trudie a-do-rou o vestido da Jamie Lee Curtis nos Globos de Ouro e pediu-lhe emprestado. Já foi mau uma vez. Continua mau. A Melissa foi ludibriada por algum pseudo-fashion-adviser que lhe disse que ia tudo de bom. Ia sugerir tirar aquela capa terrível ali de cima, mas depois ficava nheca... Bom, o ideal era mesmo trocar tudo.



Vamos começar a subir a parada, mas há ainda muito boa gente que andou ali a Patinar forte na Maionese

Emma Stone | Lady Gaga | Octavia Spencer
Não sei o que deu a este povo no geral. Apostava as minhas fichas nestas meninas e a Emma Stone decidiu vir de taco picante, a Lady Gaga veio de Madame Vandersexxx (se não viram o Eurotrip, não vão compreender a referência) e a Octavia, veio de princesinha. A primeira nem sei que lhe diga a não ser que merecia um valente par de estalos por vir nestes preparos. A segunda, não posso dizer que fiquei chocada com esta decisão, mas damn, já a vi bem melhor do que isto. Está bem que tem um penedo da Tiffany no pescoço (que custa quase tanto como um T0 sem elevador em Lisboa, people!), mas aquele chantilly no cabelo, não dá... A última, se está mal? Não, mas acho que já a vi neste vestido umas 233 vezes...

P.S. O vestido que a Gaga usou na atuação é LIGEIRAMENTE melhor. Só ligeiramente, porque ao menos não tem bossas a sair-lhe das ancas.

Constance Wu | Laura Harrier | Marina de Tavira
Este amarelo faz-me tremer uma vista porque é mesmo foleirote. Depois ainda vem com tules e tudo... Não dá! O vestido da Laura devia de ser incrível na Passadeira Vermelha de 1999. A Marina veio gira, mas com um modelo mais visto do que um Seat Ibiza.


Pronto, podemos respirar fundo, agora vêm os Nhe, que são aqueles que não ofendem, mas também não acrescentam nada e até me deixam enervada com tanta indecisão.

Amy Adams | Angela Bassett | Laura Marano
Vamos com calma nesta categoria porque eu sinto que tenho que me explicar. A Amy está gira mas aborrecida, o tal nhe, que nem é muito bom, nem é mau. É só tão incrivelmente boring que já nem me lembrava dele - como é que pessoas nomeadas, com probabilidade de subir ao palco, se apresentam só assim? Hum? Alguém me explica? Bom, vamos à Angela. Gostei daquele pormenor gigante no ombro, achei giro e muito-Oscars e a cor favorecia-lhe, mas o resto como o tecido, aquela racha mal amanhada e o cabelo tipo cauda de esquilo atrás (que não se vê na foto, mas que me fez ter pesadelos durante as minhas 2 horas de sono) não me convencem na-di-nha! A Laura tem ali coisas engraçadas: o colour block que eu gosto, o laço... E é só, pronto. É só.



Venham de lá os Bonzitos, que fazem falta para começarem a animar a malta.

Glenn Close | Letitia Wright | Marie Kondo
Mesmo os bons são fraquinhos, não são? É o que há amores, não posso fazer omeletes sem ovos...
A Glenn veio de Oscar, mas num Oscar pesadíssimo - parece que aquele vestido Carolina Herrera, com uma cauda interminável, pesava quase 20 quilos! Mas pronto, valeu a pena o sacrifício. Foi dos poucos vestidos mêmo-à-Oscars. A Letitia, que é uma fofa, não estava incrível, mas apresentou-se bem, pronto. Passou à rasquinha, mas o que interessa é passar, não é? A Marie é a chata das arrumações e até não lhe correu nada mal a sua estreia nos Oscars. 

Awkwafina | Emilia Clarke | Brie Larson
Uma seleção jeitosinha, tendo em conta o contexto - noutro ano teriam ficado pela categoria dos nhe -  cheias de brilhos. O fato da Awkwafina é uma cópia mais fraquinha do magnífico fato usado pela Madonna no Tributo ao Prince. Pesquisem que vale a pena ;) Gostei e fugiu ao já aborrecido e convencional smoking preto. A Mother of Dragons estava catita. Não super, incrível ou maravilhosa, mas fofinha. A Brie Larson está a subir a parada. A Capitan Marvel está uma sexy de primeira e gostei muito do cabelo. Espero não voltar a ver aquele conjuntinho azul Porto, muito baile de finalistas com que nos presenteou quando, em 2016, venceu o Oscar de Melhor Atriz em Room.

Allison Janney | Amy Poehler | Ashley Graham
Na categoria dos pretos, vemos o vestido mais "original" em Allison, que não sendo a última Coca-Cola do deserto, podemos dizer com toda a certeza, de que já vimos coisas piores. O smoking da Amy é engraçado, ela estava gira, bem disposta e pronto, é só. Mais um smoking na Red Carpet e vai entrar na categoria tão vista como os de corte em sereia... E por falar em sereia, a nossa Ashley veio num preto giro, nada de extraordinário, até a atirar para o básico, mas assentava-lhe bem e ficava giraça.

Jennifer Hudson | Yalitza Aparicio | Tina Fey
A Jennifer estava com um vestido muito bom, mas não era a pessoa certa para o usar e fazê-lo brilhar mais. Calma, também não era assim a invenção da penicilina, mas depois de tanta coisa má, este Elie Saab sabe a pato! A Yalitza é fofa e é nova nestas andanças. Eu acho graça à miúda e acho mesmo que a opção dela foi bem melhor que a minha. Nesta foto o vestido não parece valer um chavelho, mas asseguro-vos que "ao vivo", na red carpet, era bem mais bonito. A Tina veio com um modelo standard, sabem?, daqueles que nos enfiam logo no buxo quando digo "ah e tal, tenho uma festa e quero um vestido até aos pés". Eu juro que alguém deve ter este modelo patenteado e ganha uma fortuna com isto. Mas o azul é giro e fica-lhe mesmo bem!


Agora, os "Melhores" da noite. E como em terra de cegos, quem tem olho é rei, não foi preciso muito para se destacarem nesta lista. Não vão aí cheias de expectativas, que o embate é forte.

Rachel Weisz | Helen Mirren | Gemma Chan
 Se amei o vestido da Rachel? Não. Mas achei este Givenchy muito original e adorei a peça que tinha no cabelo. No fundo, gostei do conjunto e não particularmente do vestido. E pronto, é a Rachel e eu adoro a Rachel e gostava que a Rachel tivesse ganho o Oscar de Melhor Atriz Secundária... A Helen Mirren nunca falha, pois não? É uma senhora maravilhosa, sempre radiante, sempre em bom, cheia de classe. Adorei vê-la neste coral esvoaçante a recalcar ajinimigas que acham que bom-bom é mostrar o pernil e as boobs e trazer folhos, lantejoulas, rendas e bordados, tudo num só vestido. A Gemma foi uma das minhas favoritas da noite, para dizer a verdade. É um Valentino difícil - muito volume e numa cor garrida - mas ela aguentou-se firme e em bom!


Regina King | Kiki Layne | Charlize Theron
É o melhor que vos posso oferecer é esta espécie de Top, ok? A Regina King estava giraça. Gostei do vestido, gostei dos acessórios, o penteado é maravilhoso e adorei a pinta, sabem? A pinta que também faz parte do cenário. Foi a primeira vencedora da noite e foi bem merecido (apesar de ter roubado o Oscar à minha Rachel!). A Kiki - *do you love me?*, desculpem, não resisti! - estava gira, com uma cor que normalmente não gosto, mas que resulta nela e com um pormenor lindíssimo no decote que fez TO-DA a diferença! Well done. Por fim, a Charlize que desistiu de ser sexy e mesmo assim está no top... Só para verem o nível desta red carpet... É um vestido sem assunto, para além da cor, as jóias são bonitas e pronto. O conjunto é que deslumbra sempre, normalmente porque tem uma Charlize dentro.


Julia Roberts
Tenho que fazer uma menção honrosa à nossa lindíssima Julia Roberts que entregou o último Oscar da noite - ao meu Green Book!!! - e estava gira e radiosa em rosa - será que foi dress code obrigatório e eu não recebi o memo? É um Elie Saab muito bonito, mas ela é muito mais!


E pronto, é isto. Juro que já acabei. Yup, é só isto. Não, juro que não estou a guardar os melhores só para mim. Não. É só mesmo isto que há.
Agora é só esperar mais um ano e rezar ao padroeiro das Passadeiras Vermelhas que traga mais inspiração para 2020...


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