quinta-feira, 2 de maio de 2019

Homecoming



Quem é que neste mundo ainda não viu o Homecoming da Beyoncé? É tão difícil não ter visto como fugir de spoilers de Game of Thrones, certo?


Eu sou fã da Beyoncé - quem não é? Não sou aquela fã incondicional que lhe segue os passos, que imita as coreografias todas, que sabe tudo sobre a vida dela, que está sempre ali à espreita... Não. Esse lugar na minha vida será sempre ocupado pela Rainha-disto-tudo, a sô dona Madonna. E podem dizer o que quiserem, mas hoje a Beyoncé pode fazer, dizer, cantar e pensar o que quer - e quem diz a Beyoncé, diz outra artista atual qualquer - muito graças ao caminho desbravado pela Madonna. E se não conhecem a carreira desta mulher, não piem. Combinado? Não se esqueçam que ela anda por cá há várias décadas, sempre com sucesso... E esse não é um campeonato com muitas equipas em jogo.




Mas a Beyoncé vai a jogo e marca golos. Damn que a miúda sabe muito bem tudo o que faz e cada movimento de anca é minuciosamente calculado. Ver as atuações dela é um boost de energia e de inspiração. Ela estimula-nos a sermos melhores, mais fortes, mais interventivas, proativas, produtivas... Podia continuar, mas o que eu quero dizer é que 


a Beyoncé faz-nos querer ser muito mais.


O seu novo filme Homecoming da Netflix documenta o processo de criação da sua atuação no Coachella em 2018 e mostra-nos, claro, o resultado final. A Beyoncé é perita em manter a sua vida mais pessoal afastada da ribalta e poucas vezes podemos assistir a momentos verdadeiramente íntimos - os que vemos são aqueles que ela permite que se veja. Neste documentário isso acaba por acontecer. No entanto, vemos uma Beyoncé diferente, e foi isso que me chamou a atenção.




Tal como referi no início do artigo, nunca fui de a seguir religiosamente, mas não me lembro de a ter visto tão exposta e tão humana como desta vez. Estamos sempre habituados a vê-la no seu melhor, mas em Homecoming vêmo-la a recuperar de uma gravidez, onde afirmou que ficou com 99kg (eram gémeos) e que teve que ter uma enorme força de vontade para conseguir tentar ter o corpo e a resistência de antigamente. No documentário vemos uma pequenina amostra dessa luta diária, desse compromisso e vemos também a parte mais humana dela: gordinha, sem maquilhagem, a arfar nos ensaios, a treinar muito e com humildade, junto dos seus bailarinos e da banda. A certa altura ela diz qualquer coisa do género: as pessoas quando nos vêem no palco nunca pensam nos sacrifícios que estão por detrás daquela atuação. Emocionalmente eu não estou aqui, não quero treinar, não quero ensaiar. Só quero estar com os meus bebés.


No fundo, aquilo que uma mãe quer, certo? Mas a Beyoncé dedicou-se a 200% a este compromisso e apresentou uma atuação épica, um resumo de toda a sua carreira e um regresso a casa. A Beyoncé é quem é e está onde está por puro mérito, talento e muito, muito, muito trabalho. A verdade é que este documentário inspirou-me. Dei por mim a pensar: bolas, a Beyoncé já pesou quase 100kg, ela já duvidou que era capaz, ela já fez uma dieta tão rigorosa que admitiu que passou fome, ela questionou se alguma vez iria voltar ao que era... A Beyoncé também tem momentos de baixa auto-estima, de dúvida... A Beyoncé é uma pessoa como eu. Então eu um dia também posso vir a ser uma pessoa como a Beyoncé...




No dia a seguir de ver o documentário fui correr. Custou. Disse mal da minha vida todo o caminho. Não consegui correr sempre. Mas fiz 4km e uns trocos. Hei-de continuar na luta. Iniciei uma "dieta": comer mais vezes e melhor - especialmente mais fruta. Aumentei os meus treinos no ginásio e estou mais atenta ao meu corpo. Não sei se vai dar resultado, mas agora, quando eu duvido de mim, penso que até a Beyoncé duvidou dela, e no fim conseguiu.


Vejam o Homecoming, por isso e por tudo o resto.





terça-feira, 30 de abril de 2019

Swim


Adoro fatos de banho. Adoro mesmo. Não são tão práticos como os biquinis - é uma chatice para ir à casa de banho e por causa das marcas do sol -, mas, por norma, costumam chamar-me mais a atenção. Se há coisa que não aguento, são aqueles biquinis cheios de folharecos e tiras e laços e tudo-e-tudo-e-tudo, que ninguém se entende... Ca nervos que aquilo me dá, mesmo que esteja só numa fotografia de uma revista. Acho giro, sim senhor, para editoriais, na runway, em filmes e séries, em videoclipes e pouco mais. Agora não me venham com esses modelos para a vida real. Não encaixa.


Mas isso sou eu, né? que gosto de estar confortável, sem me preocupar com marcas na pele às tirinhas ou com uma mama que saiu sem eu me aperceber... Manias minhas, que fazer?


Posto isto, já devem ter percebido que, para mim, é difícil escolher um fato de banho/biquini impecável nos dias que correm. Os que eu gosto custam os olhos da cara e para mim não se justifica esse investimento porque, infelizmente, não vou tantas vezes à praia quanto gostaria.


Se vocês também sofrem do mesmo mal, não se preocupem. Fiz este post a pensar em almas como a minha, sempre em busca de uma boa peça, acessível mas com pinta, minimalista mas com um toquezinho especial, para não ser aborrecida.



Tenho um semelhante ao preto, ando louca atrás do amarelo torrado e quero ver de perto o vermelho. Quanto aos estampados, acho-os super divertidos. Tenho um muito parecido ao da direita.


Não me interpretem mal: não dispenso nunca um biquini. Aliás, são os biquinis os primeiros a rolar (por causa das marcas do sol) e os fatos de banho são usados em alturas pontuais. Porém, acho que o fato de banho é mais confortável, pintoso e encontro modelos que me agradam com mais facilidade do que os biquinis (sempre demasiado reduzidos, com demasiados folhos, copas almofadadas ou padrões horríveis).


H&M | Zara | H&M | Mango | Uterque


*os fatos de banho da H&M já não aparecem no site, mas devem repôr em breve*


Vocês são mais dos biquinis ou dos fatos de banho?
E preferem modelos mais simples ou daqueles cheios de tudo?





segunda-feira, 29 de abril de 2019

GoT it?



Não sei se vocês sabem, mas sou grande fã de Game of Thrones - não sabem? Andam a dormir ou quê? - E só podia ser, não é?, tendo em conta todo o meu amor por O Senhor dos Anéis, Hobbit e outras epopeias que tais. Game of Thrones vai marcar uma fase da minha vida, da mesma forma que o Harry Potter marcou ou o Dragon Ball. É das melhores coisas alguma vez produzida para TV de massas da História, digam o que disserem, mas também concordo que não é para todos os palatos. Aceito e compreendo perfeitamente quem não se revê no enredo, no estilo medieval... Normalmente são as mesmas pessoas que me dizem "Nunca vi Senhor dos Anéis, nem quero!". Claro que me dá ganas de lhes dar com um pau nas costas, mas depois respiro fundo e acabo por ter pena daquelas pobres almas que não sabem o que é bom...




Calma, pessoal, estou a brincar! Eu aceito que haja pessoas com gostos diferentes dos meus, ok? Não gosto muito é quando me dizem que nunca viram mas já sabem que não vão gostar... Bom, se nunca viram, não podem saber, certo? Como é que sabemos se gostamos de uma comida se nunca a experimentarmos? Como sabemos que não vamos gostar de visitar uma cidade se nunca lá fomos? Right? Mas também há muito boa gente que me diz "Vi dois ou três episódios e não gostei. Desisti." Perfeito! Isso sim, é uma opinião construtiva e com a qual eu não posso - nem devo! - debater. Também há quem diga "Nunca vi porque não tenho muito interesse. Não tenho opinião sobre o assunto". Ótimo, esta é a opinião-suíça e está sempre correta. Bom, em resumo - e desculpem lá, mas alonguei-me com estas minhas teorias - antes de terem uma opinião muito firme sobre o que quer que seja, primeiro experimentem!


Vim aqui para falar especificamente de Game of Thrones e perdi-me pelo caminho.


O segundo episódio desta última temporada foi maravilhoso. Podem dizer-me que não acharam muita graça, que foi sossegado, que não aconteceu nada de especial, mas a verdade é que é precisamente o oposto.


O episódio teve, em particular, um guião irrepreensível. Os diálogos foram absolutamente perfeitos - quão raro é isto acontecer no cinema mais "comercial"? -, a cadência de acontecimentos esteve no ponto, sem cenas chatas, desnecessárias e sem nada ter ficado por dizer ou mostrar. As referências a situações/personagens/momentos do passado foram subtis e oportunas. Apesar do episódio ter sido lento, foi extremamente importante e necessário para anteceder os próximos (que serão épicos, certamente). Foi o momento de calma antes da tempestade. Aqui reuniu-se as personagens - mesmo aquelas que nunca tinham contracenado -, resolveu-se alguns conflitos, prepararam-se(nos) para a guerra, tanto em termos físicos (armas, mecanismos de defesa, soldados) e em termos emocionais (reencontros, perdões, novos pactos, reposição da verdade, redenção). O episódio deu oportunidade a Jaimie e Theon para se redimirem perante os Stark e perante os espectadores, mostrando a profundidade destas personagens, que evoluíram tanto ao longo de 8 temporadas. Foi ainda um episódio comovente, com a menina de rosto queimado - numa clara referência a Shireen -, as "despedidas" antes da guerra ou a ordenação de Brienne. E ainda assim, com momentos divertidos, especialmente com as tiradas de Tormund. Os dados estão  agora lançados e o inverno já chegou.




Há muito que uma série não me deixa tão entusiasmada e ansiosa como esta, sempre à espera do próximo episódio e de novos desenvolvimentos. Em particular, esta série é maravilhosa porque nada é certo, previsível ou intocável. Qualquer um pode morrer, matar, trair, conspirar,... Como na vida, certo? Ninguém é só bom ou só mau. Todos nós somos ambos, e sobressai mais um ou outro de acordo com as circunstâncias.


Estou ansiosa para ver o que se segue, mas ao mesmo tempo não quero que acabe. É sempre um sentimento agridoce, não é?




Pronto, acho que já me alonguei o suficiente e vocês, que não são fãs desta série, estão aqui a apanhar seca. Mas é que esta madrugada estreou o terceiro episódio, que supostamente é o mais longo e tem todo o ar de vir a ser épico e inesquecível. Portanto, tenho só mais um aviso a fazer à navegação: 


NÃO ME SPOILEM! 


Estou de férias esta semana e só no sábado à noite (ou domingo, não sei) é que vou conseguir ver o terceiro episódio - vou andar com o cortisol nos picos e entrar a medo no facebook, instagram e restantes redes sociais desta vida. Portanto, se ainda me estão a ler, façam um favor a esta alma perdida e não coloquem spoilers nas vossas páginas, não partilhem artigos com spoilers, não façam nada, não se mexam, não respirem... Pelo menos até eu regressar.


GoT it? 
(gostaram do trocadilho?)
Agradecida!





sábado, 27 de abril de 2019

Holiday! Celebration!


A bloguer desta casa vai tirar uns dias para descansar. Sabem o que são férias para descansar? Eu já não sei o que isso é... A última vez que aconteceram foi em agosto de 2017, portanto agora quero gozar e bem estes dias que se aproximam.


Os meus planos e roteiro: comer, beber, mergulhar, apanhar sol, dormir e ler.


Parece bem? A mim também!
O blog vai entrar em piloto automático, por isso, podem continuar a vir cá que vão encontrar novidades.


Quanto à viagem, se quiserem saber mais, vão seguindo o instagram - o link está ali em baixo. Vou tentar atualizar sempre que possível, e acreditando que há rede, wi-fi e essas coisas todas.


Byeeeee...







quinta-feira, 25 de abril de 2019

Free Solo



No dia da Liberdade pareceu-me apropriado falar-vos sobre este documentário que vi recentemente no National Geographic. Chama-se Free Solo e ganhou o Oscar de Melhor Documentário este ano.


Para começo de conversa, chama-se free solo à escalada solitária, sem corda e sem qualquer utensílio de proteção. Alex Honnold, atualmente com 33 anos, decidiu, a determinada altura da sua vida, que fixe era escalar o El Capitan, uma formação rochosa de granito com 900 metro de altura, que se situa em Yosemite. Feito este que nunca havia sido conseguido com sucesso. Eu ia dizer "podia dar-lhe para pior", mas a verdade é que não me lembro de nada pior do que essa ideia suicida.


O documentário mostra-nos o dia a dia de Alex, um rapaz solitário, introvertido, extremamente disciplinado e com um sentido apurado do ambiente que o rodeia e do seu próprio corpo. É-nos mostrada toda a preparação física e mental a que se sujeitou ao longo de anos para conseguir conquistar o objetivo a que se propôs.




A verdade é que não vos quero contar muito sobre este documentário, até porque o maior spoiler já está em frente a todos: como o Alex está vivo é porque realmente conseguiu concluir com sucesso este objetivo. Mas as coisas não foram lineares e os imprevistos, as dúvidas, os obstáculos aconteceram e estão documentados. A grandiosidade desta obra não está no final épico. Isso é apenas mais uma cena incrível. Está nos detalhes pequeninos, na transformação de Alex ao longo do tempo - as filmagens duraram 2 anos -, enquanto que se preparava para escalar aquela muralha e enquanto tentava baixar a sua própria muralha para deixar entrar Sanni, uma rapariga que conheceu durante este processo e que esteve sempre ao seu lado a apoiá-lo.


Free Solo é uma história de superação, de inspiração e também de liberdade. De desafio dos limites, da vida, do senso comum, apenas porque se acredita tanto que vai dar certo e de que se é capaz, que nem existe outro cenário que não o melhor. Durante todo o tempo de filme estive com calafrios e a transpirar das mãos, como se estivesse ali mesmo, ao lado deles. E isso deve-se a uma produção de excelência, porque conseguiram captar cada pormenor, cada som, cada imagem, cada respiração, sem tornar tudo isto numa grande exploração comercial.


É de realçar que houve dois portugueses envolvidos na produção deste documentário e que o Oscar foi mais do que merecido. Vejam o Free Solo, pessoas. Vejam mesmo! E depois vão perceber porque é que não vos posso contar mais detalhes... Porque vocês precisam mesmo de sentir o que eu senti.




E vocês, têm algum desafio na vida que achem impossível de superar?
Hum... Se calhar não ;)


Free Solo 
de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi
com Alex Honnold






quarta-feira, 24 de abril de 2019

Baby, let me upgrade you



Há cada vez mais soluções de decoração e cada vez mais acessíveis. É um maravilhoso mundo onde é tão fácil para mim me perder em possibilidades, estilos diferentes e moodboards. Claro que há sempre aquele estilo ou aqueles tons ou mesmo aquelas texturas que são essenciais para mim, mas não digo que não a outros tons ou formas. 


Para mim os tons neutros e básicos são obrigatórios. Estou a falar dos beges - tons areia -, dos cinzentos - mais escuros ou claros - e dos brancos, como é óbvio. Depois gosto de ir salpicando com azuis secos ou de Santorini (sabem?), verdes secos ou tropicais e ainda uns tons de açafrão.



Claro que adoro brincar com cores mais fortes, especialmente em zonas onde não passamos muito tempo, como o hall de entrada ou as salas de jantar, mas os quartos e escritórios, sempre neutros, sempre tranquilos.


Bom, mas serve este post para sugerir algumas peças giras e bem acessíveis para dar aquele up a uma divisão mais tristonha que tenham lá por casa... Pode ser a vossa sala de estar, o vosso quarto, a vossa sala de jantar, o hall de entrada... Não sei, mas escolhi estas peças e estes três estilos diferentes para vos mostrar que só isto pode fazer toda a diferença.



Claro que depois é preciso algumas flores naturais e pronto, está feito. Não precisam de mexer mais.


Qual é o vosso estilo preferido? Como preferem decorar a vossa casa?





terça-feira, 23 de abril de 2019

Casacos de Primavera


É sempre uma grande chatice para mim este tempo intermédio, em que durante o dia ando de t-shirt e ao fim da tarde preciso de um casaco quente. Sabemos todas o que isso é, certo? Por isso é que decidi criar este post com algumas sugestões de casacos perfeitos para esta meia estação em que tanto está sol, como a seguir vem chuva, como diz a canção.


Na primeira imagem estão os casacos mais compridos e cortes mais clássicos e intemporais. Na seleção de baixo estão aqueles pintosos, que marcam a diferença, mas que, por isso tudo, são mais efémeros...



Qual é a vossa praia?







segunda-feira, 22 de abril de 2019

Treinar em Casa



Não fazer exercício físico com alguma regularidade já não se justifica. Longe vão os tempos em que os ginásios eram caríssimos e as passadeiras eram as únicas opções para se ter em casa (e eram igualmente caras). Hoje em dia, treinar deve fazer parte do dia a dia de qualquer pessoa, uma tarefa tão essencial como comer ou dormir. Os benefícios de uma atividade física regular estão mais do que comprovados e só traz vantagens: para além de ganharmos saúde, alegria e energia ainda tonificamos o corpo.


Claro que se forem para um ginásio treinar com um PT, os vossos resultados serão mais imediatos. Podem também inscreverem-se em aulas, que costumam ser bem divertidas e mais acessíveis. Se preferirem não estar num ginásio, porque não querem ter o compromisso dos horários e das mensalidades, porque não têm nenhum ginásio perto de vossas casas ou, simplesmente, preferem treinar no exterior, então não se preocupem...


 Não faltam soluções!


Podem sempre ir correr para parques de lazer ou pelas estradas (sempre em segurança!) ou então podem ir investindo em equipamentos para terem em casa e treinarem sempre que tiverem 30 minutinhos disponíveis. Hoje em dia os equipamentos estão tão acessíveis que os gastos já nem servem como desculpa! E não precisam de comprar tudo de uma vez, mas podem ir acrescentando materiais ao vosso conjunto. Vejam lá a seleção básica que fiz para vocês:


Tudo Decathlon


"E depois? O que é que eu faço com isto?"


Fácil. Depois é só pesquisarem por aplicações que sejam adequadas às vossas necessidades, instalem-nas e go, go, go!


Há aplicações gratuitas bem fixes e completas, mas se não se ajeitarem muito com isso - ou não tiverem muita memória no telemóvel, tipo eu! -, podem ir ao YouTube pesquisar exercícios para fazerem em casa. Se fizerem isso, vão perceber que muitos deles não utilizam qualquer equipamento. Alguns usam uma toalha e uma cadeira, no máximo, o que significa que poderão primeiro experimentar as aplicações/vídeos e só depois fazerem as vossas aquisições.


Alguns conselhos:
1. Não tentem começar logo na intensidade máxima e/ou treinos muito longos. Façam uma coisinha mais gradual.
2. Estabeleçam uma hora certa para fazer o treino e NÃO FALHEM! Escolham de manhã, se tiverem tempo, ou logo quando chegam do trabalho. Não deixem muito para próximo da hora de dormir.
3. Vão aumentando o grau de dificuldade: acrescentem mais peso, façam mais repetições, somem mais exercícios... Desde que seja um aumento gradual, está tudo certo!


Bom, depois desta pequena preparação, já se sentirão mais motivadas para começar a frequentar o ginásio. Optem pelas aulas ou por treino personalizado para não se sentirem desnorteadas e sem saber o que fazer. Outra solução é ir com amigos, que dá sempre muito mais pica!


O importante mesmo é mexer o corpinho. Não porque querem ficar magras e parecidas com as modelos da VS, mas porque querem ser mais saudáveis e porque se vão sentir melhor. Certo? Quero ver esses progressos ;) Podem começar já hoje, para abater essas amêndoas todas!






quinta-feira, 18 de abril de 2019

Barcelona: A Mochila

Fazer a mochila para Barcelona não foi um desafio, ao contrário do calvário do costume. Como era apenas um fim de semana, só tive duas preocupações: 1) levar conjuntos confortáveis e 2) levar conjuntos adequados para ir trabalhar. Porquê? Porque na sexta-feira fui trabalhar de manhã e depois do almoço segui para o aeroporto sem passar por casa. Na segunda-feira aconteceu-me a mesma coisa, mas ao contrário: fui direta do aeroporto para o trabalho. Como no meu emprego não existem regras rigorosas com a indumentária, não houve problema nenhum em usar sapatilhas ou peças mais descontraídas.


Mas porque normalmente fazer a mala para mim é um suplício, decidi escrever este post, tal como já aconteceu quando fui a Londres, porque achei que poderia ajudar a quem está prestes a ir de férias e só de pensar nesta tarefa, já está a desmotivar - conheço o sentimento!


Caaaalma peeps!


À exceção dos jeans e da carteira, nenhuma das peças que vos apresento aqui em baixo são exatamente as que usei. São o mais semelhantes que encontrei de momento nas lojas e vocês já conseguem ter uma ideia.


Optei por levar um sobretudo quentinho e não me arrependi nada. Apesar de ser meados de março a temperatura estava baixinha e o conforto do casaco ajudou, especialmente porque andei mais tempo na rua do que no interior. Depois, optei por peças simples, que se conjugavam entre si e que fossem práticas e confortáveis.



Na sexta-feira, preferi um coordenado mais confortável por causa da viagem e por ter que alombar com o peso todo da mochila às costas. Esta foi a minha escolha:


No sábado voltei a privilegiar o conforto, já que ia ser o dia em que sabia que iríamos caminhar longos quilómetros - e foi mesmo! Em alguns momentos carreguei o casaco na mão, porque o sol abria e era quentinho, mas no geral não me arrependi nada de o ter levado. Aliás, até acrescentei uns collants opacos pretos. Usei sempre a carteira à cintura para prevenir roubos.

No domingo, as visitas principais estavam feitas e, por isso, foi quase só passeio e alapar nos diferentes bares e restaurantes a depenicar todas as tapas possíveis e imagináveis. Escolhi este conjunto:

Na segunda, dia de regresso, escolhi voltar a usar o vestido de sábado com um casaco de malha por cima, assim com uns desenhos do estilo destes na imagem, porque ia trabalhar à tarde. Aqui já coloquei a alça maior na carteira e usei-a à tiracolo.


Posso dizer-vos que a mochila foi bem levezinha e que me senti confortável com as minhas escolhas. 

Conselhos que vos deixo: 
1) Usem uma carteira pequena, apenas com o essencial e, se possível, à cintura, sempre no vosso ângulo de visão. Esta é uma excelente opção porque para além de dar para colocar à cintura e à tiracolo (tem duas alças), também tem um fecho interior e ainda fecha com a pala e com uma mola. Os carteiristas têm poucas hipóteses. 
2) Levem calçado confortável porque vão andar MUITO a pé. 
3) Levem calças largas porque vão comer MUITO e bem.
4) Não tenham medo de levar um casaco ou uma camisola a mais, só por vias das dúvidas. Normalmente, nunca se arrependem, especialmente para usarem à noite.


Não é preciso inventar mais numa viagem tão curta como esta foi, certo?
Qual é a vossa próxima viagem? ;)




quarta-feira, 17 de abril de 2019

Barcelona



Ora então e Barcelona? Não falas sobre Barcelona? Claro que sim! Cá estou eu para vos contar sobre a minha mini-viagem a terras de nuestros hermanos. Provavelmente sou a única pessoa do mundo que nunca tinha ido a Barcelona. Agora podemos dizer com toda a certeza de que 100% da população mundial já lá foi... Estou a brincar peeps, estou a brincar...


Que dizer desta cidade?


É lindíssima, descontraída, tem boa comida e edifícios maravilhosos. Aliás, acho que o ponto forte da cidade é mesmo a sua construção absolutamente deslumbrante, como se as ruas fossem museus e os edifícios as obras de arte. Claro que toda a arquitetura foi altamente influenciada por Gaudi, mas não só. É original, surpreendente e muito rica. Vale a pena só por isso.


Apesar de tudo, é uma cidade que se vê bem num fim de semana prolongado. Cheguei na sexta à noite e fui embora na segunda de manhã, o que significa que tive todo o sábado e todo o domingo para visitar a cidade. Conseguiria ver muito mais se no domingo os edifícios estivessem abertos. Gostaria de ter visitado o Museu de Arte Contemporânea, que ficava nas traseiras do meu hostel, mas já não deu. Basicamente, só os bares e restaurantes estavam a funcionar, portanto, tomamos a decisão de passar todo o dia a comer e a beber... No fundo, a experimentar a cidade de uma perspetiva diferente e bem mais saborosa. Sou muito a favor de encerrarem o comércio ao domingo porque acho que toda a gente tem direito a descanso e a passar o seu tempo com a família. Do ponto de vista turístico, é um bocado chato porque deixei de visitar alguns locais que gostaria de ter conhecido. Mas tudo bem... Barcelona não vai sair do sítio e eu hei-de voltar.




As comparações com outras cidades são inevitáveis. Barcelona é linda, mas ainda assim não bateu o frenesim de Londres, nem o coolness de Berlim e muito menos a simpatia de Atenas. Todos me diziam que ia querer ficar lá a viver. Nunca senti isso. A meio de domingo já estava pronta para regressar - em parte porque já não sabia como ocupar o tempo, já tinha subido e descido as Ramblas umas 10 vezes! É tudo uma questão muito pessoal e subjetiva, até porque tive um amigo que foi no fim de semana seguinte e ficou apaixonadíssimo pela cidade e por ele ficava lá. E ainda me disse que é 1000 vezes melhor que Londres. Portanto, são opiniões e não se deixem influenciar por elas. O melhor é irem lá e conhecerem por vocês mesmas e depois tiram as vossas próprias conclusões. Certo? ;)


E agora, vamos lá ao que interessa!


Onde fiquei alojada?
Toda a gente me avisou que tudo em Barcelona é caríssimo (visitas, alimentação, estadia, transportes...) e, por isso, escolhi um alojamento mais baratinho e simples, mas perto das Ramblas. À primeira vista confesso que me arrependi de o ter feito. O hostel tem o mínimo de condições necessárias - mínimas, mesmo! -, não tinha cozinha e a casa de banho era partilhada, o que me chateia um bocado, mas se quisesse melhor, pagava, portanto, não me posso queixar. Infelizmente, como a viagem foi marcada apenas com um mês de antecedência, o alojamento (dentro do meu orçamento) estava muito limitado e em todas as opções teria que partilhar casa de banho e, em alguns casos, quarto. Optei pelo Central & Basic Universitat. A primeira impressão foi que estávamos situados num bairro problemático e comecei a ver a minha vida a andar para trás. Depois percebi que tudo não passava de preconceito meu, influenciado por uma experiência má que tivemos à chegada. Aquela zona é conhecida pela street art, pelos graffitis e pelo pessoal de patins e skates. É também uma zona onde habitam e trabalham muitos muçulmanos. No fim de contas, fiquei muito agradada com a localização e todos foram muito amáveis, simpáticos e metidos nas suas vidinhas. Uma lição sobre não julgar nada nem ninguém pelas aparências, não é? E eu que me achava zero preconceituosa... Pois pois... Os pontos negativos, para além de não haver propriamente um grande zelo pela higiene, mas nada de problemático, é o fraco isolamento do quarto, que faz com que o barulho da rua - extremamente movimentada e cheia de barzinhos - dificultasse o sono. Mas o cansaço era tanto que só custou a primeira noite.


O que comi?
Meus senhores, comi tudo. Comi tanto, tanto, tanto, que no domingo fui para a cama enjoada de tanto comer. Quis experimentar de tudo um pouco, inclusive coisas que não gosto, como churros com chocolate quente - até fico enjoada só de pensar... Basicamente, em Barcelona come-se tapas e bebe-se álcool. Não importa se é vinho, cerveja ou sangria, o importante é beber. E não há hora para jantar nem para almoçar, vai-se comendo e bebendo ao longo do dia, o que até é giro. Eu gostei muito desse conceito, mas o problema das tapas é que são altamente calóricas (fritos, salgados e presuntos ibéricos com fartura) e acaba por cansar. O que mais gostei de comer foi o arroz com tinta de choco (arroz preto). Gostei tanto que comi duas vezes! Adorei também os croquetes de jamón ibérico.



Tivemos sorte com os sítios que encontramos para comer. Os preços rondam sempre os 20€ por pessoa, sem abusar nas bebidas. Na última noite, fartinhos de fritos e tapas, passamos por uma pizzaria com um aspeto de babar e lá fomos nós para as pizzas e para um tiramissú para encerrar a viagem em beleza.


Para almoços rápidos, aconselho-vos os 100 Montaditos, que nos salvou antes de irmos à Sagrada Família. É bom e barato e também existem vários em Portugal. Para jantares ou almoços mais simples, mas cheios de pinta, têm os Tapa Tapa. Podem encontrar essa cadeia nas Ramblas, no Passeig de Gàrcia... Se quiserem fugir da comida típica e preferirem uma pizza daquelas bouas-bem-bouas, sugiro a La Poma, nas Ramblas. Por fim, o sítio mais lindo de sempre para comer é o El National, mas sobre ele já vos conto mais ali em baixo. O Mercado de la Boqueria é um bom spot para comer frutinha fresca, tapas e mariscos prontos a comer ou só para visitar, mas está fechado ao domingo.




O que visitei?
Visitei tudo aquilo que queria visitar, apesar de não ter visto tudo o que há para ver em Barcelona. Ou seja, se não voltar lá mais, não me deixa pena, porque o que eu queria muito, muito, muito ver, está visto. Vou descrever tudo o que vi por ordem de preferência:


1. Pavilhão de Exposições Mies Van Der Rohe
Eu sei que não é uma atração muito conhecida e passa despercebida a muita gente - o que é incrível porque chegamos a estar sozinhos lá dentro. O Mies van der Rohe é um dos meus arquitetos favoritos de sempre - podem, aliás, ver o mini e super incompleto post que escrevi sobre ele em 2012 - e existe esta casa-exposição pensada e elaborada por ele em Barcelona. É extraordinário pensar que esta casa foi imaginada e construída em 1929. Sim, leram bem. 1929. Façam-me lá o favor e vão pesquisar "Pavilhão de Exposições Mies Van Der Rohe" ao Google. Era o sítio que eu mais queria ir em Barcelona e quando cheguei lá senti aquele arrepio na espinha que já me é característico em sítios como este - sou uma fascinada com estas coisas, que fazer? - e senti-me em casa. Sentei-me nos sofás, olhei à minha volta, respirei fundo, tirei fotografias, toquei nos materiais, vi de diferentes perspetivas, partilhei a história e os conhecimentos que tinha sobre o arquiteto, li as brochuras, visitei a loja, quis comprar tudo, folheei os livros, imaginei algumas daquelas coisas que estavam à venda na minha casa, sentei-me no banco exterior a admirar a paisagem... No fundo fiz de tudo para prolongar ao máximo a minha estadia naquele lugar absolutamente maravilhoso, histórico, icónico e que ainda passa despercebido à maioria das pessoas. Valeu cada cêntimo e eu sei que se vivesse na cidade, aquele havia de ser o meu spot. Para lá chegar basta ir para a Praça de Espanha e virar à direita na Fonte Mágica. 


2. Museu Picasso
Meujamigos, então e eu ia andar por Barcelona e não ia ver o museu do senhor-incrível? Logo eu, apaixonada por arte e espectadora atenta de Genius? O museu é pequeno mas vale muito a pena para quem gosta do pintor. Não vão com a ideia de que vão encontrar a Guernica por lá. Não vão, ok? A Guernica está no Reina Sofia em Madrid. O valor do bilhete é bem acessível - que choque! - e vale a experiência. Lá vão encontrar, para além dos seus quadros, fotografias pessoais, desenhos, rascunhos e outros acervos. O ponto alto da exposição é o quadro Las Meninas (que vêem na imagem da esquerda) e todos os estudos que lhe antecederam. O próprio edifício também vale a pena ser apreciado. No final, não se esqueçam de passar pela loja! Não precisam de comprar nada, mas tem coisas muito giras e engraçadas - umas caríssimas e outras bem acessíveis. O museu fica situado no Bairro Gótico, já próximo do Parc de la Citudella.


3. A Sagrada Família
Vou ser sincera, não ia com grande expectativa. Eu amo catedrais e, por isso mesmo, entro em tantas quanto posso, portanto achava que não me ia deslumbrar mais do que com aquelas que eu já tinha visto. Enganei-me redondamente. Ir a Barcelona e não ir à Sagrada Família não vale. Se querem um conselho, não façam o que eu fiz, que foi comprar o bilhete na hora. Comprem online e evitem filas de 1 hora (para comprar o bilhete e para entrar no edifício) e ainda conseguem descontos. Eu tive que comprar o bilhete com audioguia porque o mais barato (sem audioguia) estava esgotado. Não fiquei muito agradada com o preço - porque até nem ia com expectativas, lembram-se? -, mas lá paguei. Foi o melhor dinheiro que dei em Barcelona e aconselho-vos também a optarem pelo audioguia (pelo menos 1 bilhete e depois vão partilhando pelo grupo). Fiquei assoberbada com a beleza, com o perfecionismo e em particular com o simbolismo - sou muito impressionável com os simbolismos. Não sou crente, mas as lágrimas vieram-me aos olhos muitas vezes ao ouvir a explicação de determinados pormenores que Gaudi fez questão de imprimir naquele edifício descrito como "A Bíblia esculpida em pedra". Tudo é místico, tudo é absolutamente espiritual ali dentro, mesmo com as centenas de pessoas à volta. Senti-me tão em paz ali dentro, tão feliz que demorei-me umas 2 horas. É um local que gostaria de voltar e de levar pessoas a conhecer. Vale cada cêntimo, vale cada minuto de espera e vale aquela revista toda da segurança que mais parece que estamos num aeroporto. Mesmo que não sejam católicos, visitem. É dos sítios mais abertos a todos os crentes, de qualquer religião que eu já conheci. Por favor, se forem a Barcelona, não percam a Sagrada Família.


4. El National
Se só puderem fazer uma única refeição fora em Barcelona, escolham o El National e eu juro que não se vão arrepender. Não só é dos sítios mais giros que eu vi por lá, como também está cheio de coisas boas e apetecíveis, daquelas que são mesmo uma grande desgraça para a dieta. É um conjunto de vários restaurantes num espaço aberto e lindíssimo, que vale a pena conhecer, nem que seja só de passagem ou para beber um copo no bar. Eu escolhi a La Taperia porque oferecia um menu mais vasto e porque o conceito deles é bem engraçado. Escolhemos as tapas que queremos provar mas não fazemos o pedido, esperamos que o empregado "as cante", isto é, que anuncie as tapas que estão a sair quentinhas da cozinha de forma engraçada. Às vezes é a imitar o Freddie Mercury, por exemplo. Se forem as tapas que nós queremos provar, levantamos o braço e eles pousam o prato à nossa frente. As doses são pequenas, mas a ideia é ir provando de tudo. Repeti aqui o arroz com tinta de choco e fiquei arrepiada com os croquetes de jamón ibérico. O El National fica no Passeig de Gàrcia, muito próximo da Casa Batló.


5. Bosc de les Fades
Outro dos bares giros a incluir na vossa lista é o Bosc de les Fades. As fotografias não fazem jus à originalidade do espaço porque é um sítio bastante escuro. No fundo, é como se estivéssemos a beber um copo ou a lanchar no meio de uma floresta, ou para os fãs de O Senhor dos Anéis, no Shire. A determinada altura as luzes apagam e começa a "trovejar", com direito a sons de chuva e efeitos dos relâmpagos. É muito giro e vale a pena ir conhecer. À noite nunca tivemos hipótese de arranjar mesa, mas no domingo à tarde conseguimos. Fica nas Ramblas, perto do Museu de Cera.


6. Bobby's Free
 Outro super spot! Este espaço nunca me apareceu nas sugestões a visitar em Barcelona, mas foi recomendado por uma amiga. E aqui estou eu a fazer serviço público, não é? Quem é amiga? Hum? Fiquei tão curiosa que tive que ir lá checar. E qual é a melhor cena deste bar? É que é secreto... Da rua parece apenas uma barbearia fancy, mas se entrarmos e acertarmos na password abre-se uma porta secreta com acesso para um outro mundo. Um mundo de malabaristas que fazem cocktails que parecem uma obra de arte, com música ao vivo e boa pinta. Claro que não vos mostrei muitas fotografias do espaço, mas se quiserem conhecer melhor, visitem a página do Bobby's Free. O preço dos cocktails começa nos 9,50€ e vai escalando por aí a cima. Não adorei a minha bebida, mas eu sou mais de um copo de vinho do que destas coisas. Fui pela experiência e valeu muito a pena. Se quiserem conhecer a password atualizada (muda todos os meses), sigam a página de Instagram. A minha foi "Gatsby", que coincidência feliz. Have fun!


Para além de todos os sítios que já vos falei, também fui ao Parc Guell, apesar de não ter conseguido entrar porque os bilhetes estavam esgotados para aquela manhã e o tempo começou a apertar. Valeu pelo passeio no parque envolvente que é muito bonito. 


Desci o Passeig de Gàrcia que é maravilhoso, vi a Pedreira - que edifício imponente - e a Casa Batló, que estava tapada com um andaime porque a fachada está a ser restaurada, mas as visitas continuam a acontecer no interior. É aqui que encontram as lojas de luxo (Chanel, Dior, Fendi, you name it!), mas infelizmente estavam todas fechadas porque era domingo. É também nesta enorme avenida que se encontra o El National. Gostei muito mais desta zona da cidade do que das Ramblas.


Passeamos muito no Bairro Gótico, apesar de não ter muitos registos fotográficos dessa zona - ainda não percebi muito bem porquê. É uma zona lindíssima, cheia de cantos surpreendentes e de História. É também uma zona mais escura e com muitos vendedores de "cenas ilícitas", se é que me entendem. Podem encontrar aqui a Catedral de Barcelona, o Museu do Picasso e muitos, muitos, muitos bares fixes.




A Praça de Espanha é monstruosa. Não estava a contar com a grandiosidade de tudo aquilo. Vale a pena ir lá conhecer o espaço e, se tiverem tempo, visitar o Museu Nacional e o Montjuic. Eu apenas consegui ir ao Pavilhão de Exposições do Mies van der Rohe e depois fomos visitar a Arena de Barcelona, que fica logo ali na rotunda. A antiga arena de touros foi renovada, com a intervenção de Mies van der Rohe (entendem agora o interesse?) e adaptada a um centro comercial que tem uma vista incrível de 360º da cidade no seu piso superior. Como era domingo, as lojas estavam todas fechadas, mas o edifício permanecia aberto para que os turistas pudessem apreciar as vistas. É giro de ver.


Chegados ao Arco de Triunfo - outro monumento imponente - fizemos o caminho todo até ao Parc de la Citudela, que é só dos parques incrível, onde só apetecia estender a mantinha e ficar ali a jiboiar a tarde toda. Adorei o ambiente e a vivência daquele local. É um must-go!


Para terminar as sugestões, o Mercado de la Boqueria é giro, vibrante, cheio de cores e cheirinhos bons, cheio de gente e pessoal simpático. Gostei de visitar e acho mesmo que vale a pena passar por lá, mais que não seja para tirar umas fotos, que ficam sempre incríveis! Ponto negativo para a quantidade descomunal de plásticos para embalar os produtos e as palhinhas/talheres de plástico descartável.



Sobre Barcelona
No geral, gostei muito da cidade e do ritmo dela. Achei a comida deliciosa, mas ao fim do segundo dia já só queria legumes e fruta - too much fritos! Senti-me segura em quase todos os locais e havia muita polícia na zona das Ramblas. Os preços de estadia e alimentação são elevados, no entanto, com alguma paciência e procura, conseguem encontrar outras soluções mais acessíveis. Relativamente aos transportes públicos, não posso falar muito porque só andei de metro e o preço é o normal, como noutra grande metrópole qualquer, e não é difícil de compreender as linhas.


Um ponto negativo é o exagero no preço dos bilhetes para algumas atrações como a Casa Milá, Batló ou até a Sagrada Família. Se para além da Catedral também tivesse entrado nas casas, pagaria, por duas pessoas, cerca de 145€. Uma família de classe média não vai conseguir visitar metade das atrações pagas, o que é uma pena - mais um ponto a favor de Londres, onde grande parte dos museus são gratuitos! Outro ponto desfavorável são os carteiristas. Apesar de não me ter acontecido nada nem de ter visto nada, fui muito avisada por toda a gente que já tinha visitado a cidade, em todos os sitesblogs e, inclusive, os locais. Eu ia preparada, com uma carteira à cintura, protegida com um fecho e uma pala com fecho de mola de íman, mas mesmo assim, sempre de olho aberto. Não me aconteceu nenhuma situação desagradável. Outro ponto desfavorável é a falta de limpeza e os cheiros horríveis em vários pontos da cidade, mesmo nos mais turísticos.




Barcelona é uma cidade maravilhosa, que vale a pena ser explorada.
É uma viagem perfeita para um fim de semana prolongado.
E agora, venha a próxima! ;)