quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Le Suit



Fatos. 

A nova moda queridinha das runways e do street style. É uma solução elegante, clássica, cheia de pinta e é, claramente, um statement, especialmente no guarda-roupa feminino. É uma apropriação da força, do poder e do sucesso profissional, normalmente - e erradamente - sempre associados ao homem, associados, desta vez, ao universo feminino, muitas vezes com um twist maravilhoso. 




Eu sou fã desde o primeiro dia, até porque se contrariarmos o fato preto/cinza/castanho/bege aborrecido e com linhas demasiado ultrapassadas, eu já estou contente. Hoje existem modelos para todos os gostos e o fato foi reinventado. Já não está exclusivamente associado ao trabalho (escritório), mas também a festas e eventos formais que exigem um "Hey! Cheguei!"


Vejam os exemplos de como casas como Alexander McQueen, Chanel, Marc Jacobs, Prada, Dior ou Givenchy desafiaram as leis e criaram fatos 2.0, fatos com efeito-wow, fatos de cortes fenomenais que apetecem muito!




Que maravilha! E sabem o que é melhor do que modelos novos, frescos, cheios de pinta? É que já não há regras. Não precisam de ter reuniões, não precisam de usar "obrigatoriamente" a camisa branca ou os stilettos. Podem apostar em sapatilhas, t-shirts, botas grossas e masculinas, bodies, chinelos, o que quiserem. Mesmo. O que quiserem.


Daqui a pouco mostro-vos o fato no street style, para verem a pintaça que dá e talvez se inspirarem a ir comprar um... Só para sentir o efeito power ;) 





segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Helena



No início do verão, a minha amiga Helena informou-me que tinha um casamento em setembro e que gostava que eu lhe desenhasse um vestido. Já tinha andado a ver nas lojas - físicas e online -, mas não tinha encontrado nada que lhe aquecesse o coração. Gostava de ir em bom - quem não? - e ir ao seu estilo, sem ligar a tendências ou imitar o que se vê nas Zaras do mundo. Com ela não podia ser de outra forma.


Apesar de não ter uma ideia concreta do que queria, sabia que gostava de uma cor mais escura, sem que fosse preto, e sugeriu de imediato o verde escuro. Eu bati palminhas e disse logo que concordava e que gostava muito da ideia. Sou mais de cores vivas ou estampados em festas, mas não sendo, o verde é sempre uma excelente opção. Aliás, não foi a primeira vez que desenhei um vestido a pensar nessa cor, como podem ver neste post. A mesma cor e estilos TÃO distintos.




Depois decidiu que gostava de ter um vestido em renda e volumoso. Comecei a fazer as minhas pesquisas e encontrei um modelo que a Helena considerou um bom ponto de partida (o branco da primeira imagem). Depois foi ir construindo tudo, detalhe a detalhe, até que a minha amiga se transformasse numa princesa dos tempos modernos.


Ficou decidido colocarmos um forro nude, em vez de verde, para ser mais leve e jovem. Inicialmente, as costas do vestido seriam abertas em V, mas depois a Helena quis uma pequena gola em renda - tão ela! - e fechou-se o decote. O cinto, o corte, os pormenores na parte da frente, o volume da saia, o comprimento... Tudo foi pensado e discutido ao pormenor.




No dia da festa, a minha amiga era a mais linda, porque estava fiel ao seu estilo. Estava uma princesa sem floreados. Como de resto, é sempre!





quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Up!



CHEGUEI!


Na verdade já cheguei na segunda-feira à noite (perto da meia-noite, para ser mais precisa). A viagem foi fantástica e não sei se acompanharam no instagram - you should! - mas por aí já tiveram um cheirinho das coisas bonitas que vi. Vim inspiradíssima, vim cheia de novas ideias, com uns moods na cabeça, com uma nova crush de paleta de cores e com novas marcas e estilos debaixo de olho - os nórdicos são outro assunto, não são?


Porém, parece que fui atropelada por um camião. Juro que sim. Segunda cheguei a casa depois da 1 da manhã, ainda estive a arrumar algumas coisas da mala, preparei as coisas para o dia seguinte, tomei um banhinho quentinho e enfiei-me na caminha. Dormi demasiado rápido e no dia seguinte siga para o trabalho às 9h e prontinha para responder aos 2039 emails e avançar com serviço que ficou uma semana em stand by. Fora o trabalho ainda há mais trabalho e outros assuntos e marcações a fazer, reuniões e compromissos. Ou seja, ainda não consegui descansar - que as minhas férias normalmente são mais cansativas do que os meus dias de trabalho e, por norma, preciso sempre de descansar quando chego! Ahahaha


Vim só aqui para vos dizer que tenho muito para contar e tenho muita vontade de escrever. Vou esperar pelo fim de semana para atualizar o blog e andar com outros assuntos. E para descansar...





sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Frio


Parece que chegou mesmo o frio e a chuva... Venham eles (especialmente o frio, claro) que nós temos montes de novas tendências que eu estou de-se-jo-sa de usar! Já comecei a escrever uns 3 posts sobre isto, mas ainda não estão como eu gosto e ainda não consegui finalizar. A verdade é que as lojas começam agora a receber as melhores peças e eu prefiro esperar para ver o que aí vem!


Quem já tem saudades de vestir o sobretudo e calçar a bela da bota? Eu já! E estou neste momento a desforrar-me de frio!


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

There she goes...



Esta semana foi caótica. Tão caótica que nem tive oportunidade de passar por aqui... O fim de semana passado terminou com trabalho, a semana não deu descanso e este fim de semana foi super. No sábado fartei-me de fazer coisas que tinha pendentes (compras, agendamentos, tratamentos, etc.) e ainda fui jantar a um sítio mesmo porreiro. No domingo, o dia começou cedo e com trabalho e terminou comigo a preparar uma mala de viagem. E eu detesto fazer malas, mas é por um bom motivo, não me posso queixar! :)


Portanto, neste momento que me leem, o mais certo é eu já estar dentro de um avião com destino ao frio. Dou mais novidades no Instagram do blog. Vão acompanhando! Eu estou muito entusiasmada com esta viagem de 1 semana. Alguém adivinha o destino? ;)


terça-feira, 8 de outubro de 2019

I want YOU... to VOTE!



Ponderei muito sobre se devia ou não escrever este post sobre as Eleições Legislativas, mas acho que este blog deve tornar-se cada vez mais um veículo de mensagem sociais em que eu acredito - e que vocês se podem identificar ou não - e não apenas falar de assuntos que eu adoro (moda, cinema, decoração), mas que não influenciam ou esclarecem de forma significativa os outros. Acho mesmo que aqui pode caber um pouquinho de tudo. Este blog não tem expressividade nenhuma, não chega às massas e também não influencia ninguém, mas eu acredito que se houver uma pessoa a ler estes textos pode, pelo menos, refletir.


E refletir sobre uma situação é o que eu espero do outro e de mim própria.


Portanto, aqui estou eu a falar de política, assunto sobre o qual eu não domino, nunca dominei e não me interesso particularmente. Mas tenho estado cada vez mais atenta ao que se vai passando e nestas eleições estive, honestamente, muito indecisa. Primeiro porque havia 21 partidos! 21! Eu não consegui ler os manifestos de todos eles. Cheguei a sábado e decidi que tinha que optar por aqueles em que eu estava inclinada a votar e assim foi - sim, porque eu não tenho partido, da mesma forma que não tenho religião ou outras crenças fixas! Tomei a minha decisão em consciência. Conheço o partido em que votei, as ideias que defende,... Não posso dizer que concordo com TUDO, mas com a maioria.


Este ano existiram trabalhos verdadeiramente notáveis na área do jornalismo para descomplicar este assunto e para que o eleitorado se sentisse mais informado e capaz de decidir. O Público e a Renascença são exemplos excelentes dos meios de comunicação social que são ainda o que nos salvam neste meio de jornalismo de sarjeta. Ao mesmo tempo, criou-se a plataforma Política para Todos, do qual me socorri vezes sem conta. Tivemos humoristas como o Guilherme Geirinhas a falar sobre estas "coisas chatas com humor". Tivemos o Ricardo Araújo Pereira a entrevistar os candidatos no seu programa "Gente que não sabe estar" e até a Joana Marques no seu "Extremamente Desagradável" ou o "Uma Campanha Alegre", ambos da RR. Isto para não falar dos tradicionais debates televisivos e dos tempos de antena.


Informação não faltou, minha boa gente. Informação da boa, daquelas que nos davam a papinha toda feita e ainda nos divertiam, mas nem assim conseguimos baixar a abstenção. Na verdade, os números aumentaram quando comparados com 2015 e isso deixa-me muito chateada porque eu não consigo compreender o porquê deste desinteresse. Não peço que leiam os manifestos eleitorais de todos os partidos. Não peço que sejam 100% conscientes na votação. Nem sequer peço que votem num partido. Podem chegar lá e votar em branco.


Caraças, mas votem...


Tenho ouvido várias pessoas a dizerem-me: "Votar para quê? Eles são todos iguais!" ou "Ó, nem me chateio com isso. Não ganho nada em votar...". Primeiro, acho absurdo alguém que se queixa que o país está mal servido no que à política diz respeito, não ir votar. Meus amigos, isso não é um ato rebelde nem uma forma de protesto. Isso é só estúpido. Protesto é ir e votar em branco, mas exercer o nosso direito sem nunca abdicarmos dele. Vocês entendem que há pessoas a morrer no mundo a lutar para exercerem este direito que nós, descaradamente, tomamos como certo? Ainda para mais, estar descontente e não mexer o rabo do sofá para mudar um bocadinho do país é só burro. Desculpem, mas é. É desculpa de mau pagador. O voto é uma das poucas armas que o povo tem a seu favor e nós, tristes, desperdiçamos e entregamos, literalmente, o ouro ao bandido. São também as pessoas que não votam que passam a vida a reclamar do governo, dos impostos, das taxas, da corrupção. Só me apetece armar-me em Bruno Aleixo e dizer: "Não votaste, pois não? ENTÃO CALA-TE!". E a segunda afirmação, só merece um valente par de estalos. Tenho ouvido muito isto de que é preciso beneficiar quem vota, para aliciar os cidadãos e reverter os números da abstenção. Eu não digo que isso não iria resolver parte do problema, mas irrita-me que isso seja uma verdade. É a mesma história que "eu só começo a reciclar quando tiver benefícios com isso". Minha gente, o benefício é vivermos num Planeta habitável. Espantem-se! A lógica com o voto é a mesma. Vocês não precisam de receber nada em troca, só precisam de ir à urna uma vez por ano (e às vezes nem isso) para votar, dar a vossa opinião. Só. Demora-vos uns 2 minutos, se ainda estiverem a ponderar em quem votar. Era o que faltava ganharmos alguma coisa com isto. No futuro queremos o quê? Um subsídio para quem diz "Bom dia, Por favor e Obrigado"? Poupem-me.


Não vos vou mentir, estas eleições deixaram-me muito abalada. 




Os números da abstenção foram chocantes e ainda por cima temos agora um partido fascista no Parlamento. Isto é um pesadelo para mim, que nunca acreditei que em Portugal isto fosse acontecer novamente. Eles defendem TUDO aquilo que eu mais abomino. Posso enumerar algumas das ideias que defendem: a castração química de pedófilos, a proibição constitucional da eutanásia, a pena perpétua, a proibição do casamento homossexual, a reavaliação da presença de Portugal na ONU, a extinção do cargo de Primeiro Ministro (cujas funções devem passar para o Presidente), o fortalecimento das fronteiras e um reforço da carga policial nesse sentido (me-do!) ou a desresponsabilização do Estado por assuntos como Saúde, Educação ou Transportes. Já estão em pânico como eu? Acredito que grande parte dos votos neste partido (mais de 66 mil!!!) deveram-se ao cabeça de lista, André Ventura. É comentador de futebol na CMTV e, portanto, tem alguma visibilidade. Acredito mesmo que algumas pessoas - e eu quero acreditar que foi a maioria - não defende os ideais do Chega - nem os conhece, sequer -, mas reconheceu o rosto e até concorda com alguns bitaites sobre futebol e deu-lhe o voto. É esta a minha esperança, que estas 66 mil pessoas se apercebam do que fizeram e que ponderem melhor nas próximas eleições. Ainda falta referir que aqui está uma prova de como o "jornalismo" rasca, sujo, imoral (CM) pode trazer consequências MUITO graves para um país.

Por fim, não posso deixar passar em branco a ascensão de partidos pequeninos, que defendem minorias (Livre, Iniciativa Liberal e PAN). É um alívio ver que podemos estar a acordar para novas opções mais próximas do povo, da realidade do país e das mudanças da sociedade. É um avanço enorme termos uma Assembleia onde "cabemos" todos ao elegermos, por exemplo, uma mulher negra e gaga - com uma campanha muito interessante. É um grande UFA! saber que teremos no Parlamento partidos a defender o fim das touradas e dos animais em circos, a defender o ambiente, as minorias étnicas, os homossexuais, partidos feministas - no REAL conceito e não no conceito "Capazes"... Enfim, partidos que defendem a inclusão, a diferença e a inovação. Vou ficar de olho nestes três, sem nunca desviar a atenção do outro...




O post já vai longo e eu prometi que não me ia alargar muito sobre este tema, porque não me sinto confortável a falar sobre política. Porém, como já tinha dito, desta vez eu estudei muito bem a minha lição, como também tinha dito que ia fazer no post sobre a Amazónia, lembram-se? Eu não me esqueci!


Eu sei que este post não vos vai fazer ir votar - até porque quando houver novas eleições já nem eu me vou lembrar que escrevi este texto -, mas espero que vos faça refletir.


E, por favor, votem. Por favor!



segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Joker

Joker


Joker. O fucking filme.


Sempre estive no team dos que diziam que "ninguém ultrapassará Heath Ledger como Joker. Nunca. Ninguém." Acreditei piamente nisso mesmo quando vi que Jared Leto ia interpretar a personagem em Suicide Squad. Acho-o muito bom ator, mas não... Ninguém ia ultrapassar Heath. Foi quando saiu a notícia de que Joaquin Phoenix ia ser o próximo Joker que as minhas crenças desmoronaram e a vida provou de novo que eu não sou feita para ter ideias fixas. Caraças, é que o Joaquin Phoenix deve ser o único ator que eu imaginava a fazer de Joker como ninguém - e pisco aqui o olho ao Jake Gyllenhaal também, vá. Quando saiu a notícia, um primo enviou-me uma mensagem a perguntar-me "Será que vai ser bom?" e eu respondi-lhe "Vai ser o melhor de todos."


E é. Já estava à espera que fosse um filme do caraças, mas não esperava que me deixasse verdadeiramente desconfortável. E eu acho que Joker é isso mesmo: um filme muito desconfortável. Senti-me indisposta, inquieta - constantemente a trocar de posição na cadeira -, realmente incomodada e profundamente triste com o que estava a ver. 


Acho que Joker é dos filmes que melhor retrata o que é sofrer de uma doença mental e de solidão.


Mas para dar um contexto, - se é que ainda é preciso - Joker é o grande inimigo de Batman - e se ainda não viram os filmes do Christopher Nolan, não sei o que andam a fazer nesta vida - e o que verdadeiramente se chama de psicopata. Não demonstra qualquer emoção, entusiasma-se no meio do caos, não tem qualquer problema em inflingir dor a si próprio ou aos outros... Enfim, um pesadelo. E sempre foi assim que conhecemos Joker - só Joker, sem nome ou apelido - como se ele aparecesse do nada, assim, doido varrido e desejoso de deixar um rasto de sangue por onde passava. Neste filme ficamos a conhecer Arthur Fleck, ou Happy, o nome que a mãe o tratava. Arthur é um homem bom e muito só, que toma conta da mãe doente e que durante o dia trabalha como palhaço profissional, mas sonha com uma carreira em stand-up comedy. Arthur sofre também de uma doença mental que o faz rir sem se conseguir controlar em situações de medo ou de pânico, o que o deixa em maus lençóis várias vezes. Arthur é o "esquisitinho". Todos nós conhecemos um, certo? É aquela pessoa que não faz mal a ninguém, mas também não se consegue expressar, não consegue criar uma ligação "normal" e que acaba por se isolar. Todos nós conhecemos um Arthur, não conhecemos? Pois... Foi nisso que eu estive a pensar durante todo o filme. Todos nós já fomos injustos, rudes, indelicados, incompreensivos, de julgamento rápido com pessoas que não conhecemos ou que não conseguimos entender porque são muito "diferentes" de nós.




Joker é um filme FUNDAMENTAL para os dias que correm. É uma facada no coração, é um estalo na cara de cada um de nós, que nos julgamos sempre tão superiores ou que andamos sempre tão distraídos e que não nos conseguimos pôr no lugar do outro. Eu saí do cinema tristíssima. Tão triste que nem conseguia chorar. Um criminoso não nasce - à partida - um criminoso. Um criminoso - à partida! - nasce de um contexto familiar disfuncional, de experiências sociais traumáticas, de constantes negações, do bullying generalizado, da incompreensão, dos nomes depreciativos... Um criminoso é feito de cada uma dessas camadas e mais algumas. Tal como Joker.


Este filme teve de tudo: uma família disfuncional, traumas de infância, maus tratos, discriminação, "colegas" chicos-espertos, bullying (que hoje em dia se considera cyber-bullying), desilusões, desemprego, crise, roubos, espancamentos... Tudo. Foi nesta panela de pressão que se cozinhou Joker. E esta evolução Arthur-Joker foi tão clara, tão explícita, tão real que me deixou apavorada. 


Qualquer um pode tornar-se um psicopata. Qualquer um.


Joaquin Phoenix fez um trabalho fenomenal  - e o Oscar já é dele. Perdeu mais quilos do que devia ser permitido, mudou a sua expressão facial - os olhos mais tristes que eu já vi -, o riso macabro, o jeito de andar... Nada ali era Phoenix. Era tudo Arthur. Mas no meio de tudo isto, não podemos comparar com Heath Ledger por dois motivos: 1) porque o Heath era o Joker, já com todo um passado que não foi explicado e o Joaquin construiu a personagem, o que nos torna mais empáticos. 2) porque neste filme o Joker é a personagem principal e o Joker de Ledger era uma personagem secundária (o Batman era a principal). Portanto, não vamos cair em comparações - por mais difícil que seja, que eu também já cometi esse erro logo no início do texto.




Este filme é também essencial nos dias que correm porque fez com que se debatessem assuntos muito sérios sobre as doenças mentais (e como a sociedade não está preparada para lidar com elas), sobre o bullying e também sobre a exposição à violência. Há quem acredite que ver filmes como Joker vai aumentar a probabilidade de nos tornarmos todos psicopatas e imitarmos o seu comportamento. Eu tenho uma opinião sobre isto, que vai de encontro ao que os estudos dizem: não há relação. Tanto não há como eu não vejo todas as pessoas da minha idade e mais novos a falar com árvores - e olhem que fomos altamente expostos a doses exageradas de Floribella! Li num post do Nuno Markl no seu Instagram que dizia o seguinte: "... a mim só me faz espécie que as pessoas que consideram Joker um filme capaz de inspirar 'lunáticos' a matar 'gente sã', não veja que, se calhar, também está aqui um filme capaz de inspirar 'gente sã' a estender a mão a 'lunáticos' antes que seja tarde demais". E, no fundo, isto diz tudo sobre Joker.


Depois também há quem defenda que este filme está diretamente relacionado com o ser uma crítica direta a Trump. Eu cá não acho isso. Eu acho que Joker é um abre-olhos para a sociedade no geral: olhem como é que o vosso país vai ficar se continuarem a votar em imbecis como o Trump. E acreditem ou não, mas este filme fez-me ter um cuidado redobrado e ajudou-me a tomar uma decisão sobre em quem votar no domingo e sobre aquilo que eu quero evitar numa sociedade.


Há tanto, mas tanto para dizer sobre o Joker e em particular sobre o trabalho fenomenal de Joaquin Phoenix e Todd Phillips, mas gostava mesmo que fossem ao cinema ver com os vossos próprios olhos. Preparem-se para ficarem arrepiados do início ao fim. Eu ainda estou.




Ah e todos os candidatos aos Oscars de 2020: foi um mau ano para vocês concorrerem. Em 2021 há mais.


domingo, 29 de setembro de 2019

Emmys 2019

Então vocês achavam que os Emmys iam acontecer e eu não ia comentar as roupitas das famosas? Não podia ser, pois não? Relembro que isto é apenas uma brincadeira e nada direcionado especificamente às pessoas em particular. Admiro muitas delas, mas as suas opções de moda... not so much. Vamos aceitando brincadeiras, sem cair em fundamentalismos, ok? Assim como assim, eu é que sou uma ganda imbejoooosa porque quem me dera a mim lá estar, não é? ;)

Vamos a isso então. Desta vez temos o top dos melhores e o top dos piores, que este ano há muito suminho...

CREME DE LA CREME
Emilia Clark | Naomi Watts | Sian Clifford | Amy Sedaris
Estas são as minhas 4 eleitas e aqui temos tudo, uma autêntica mixórdia! Começamos pela fofa da Emilia que estava deslumbrante, maravilhosa, feliz e a brilhar... Não é um vestido fácil porque pode facilmente roçar ali o brejeiro, mas a Emilia esteve muito bem. AMEI as jóias, a make up e o penteado escolhido. Estava lindíssima neste Valentino. A Naomi não precisa de muito, tal como provou com este Dior mais visto que uma Kardashian, mas ainda assim, super bonita e elegante.  Uma surpresa foi a Sian no meu top. Não consigo descrever-vos exatamente o que adoro neste vestido que mais parece uma opa, eu sei. Talvez seja pela originalidade, pela simplicidade ou pelo pacote completo ou pela precisão no comprimento do vestido, no corte que caía que nem uma luva.  Well done! Por fim, Amy a mostrar-nos como é que se vem em bom a um evento tipo Emmys e de vestido curto. É original, é elegante, quase real, não acham? E o toque da "carteira" está muito giro!


SATISFAZ BASTANTE
Melanie Liburd | Sarah Levy | Kerry Washington
A Melanie deu ali um twist muito interessante aos vestidos-calça. É quase a noiva-noivo, mas ok, acho que no final resultou muito bem. A Sarah trouxe um vestido mais comum, mas fofinho. Achei que estava bem bonita. Depois temos a Kerry que decidiu acordar para a vida e brindar-nos, finalmente, com alguma coisa de jeito. E se há calças com lantejoulas, por norma, têm o meu voto. É síndrome, nada a fazer. Gostei da irreverência de cada peça individualmente, do penteado... Do conjunto completo, pronto.

Angela Bassett | Eliza Scanlen | Lena Headey | Sarah Goldberg
Este conjunto incrível e original da Angela é tudo. Se havia modelito em que eu me imaginaria a apresentar na red carpet seria este. Mas tinha que usar a mesma clutch - OMG! Na minha opinião, só alterava as jóias. De resto, impecável. A lindíssima Eliza vem num Miu Miu, o que por si só, já se podia dizer que vinha impecável. Achei que estava maravilhosa, elegante e muito adequada à sua idade (20 aninhos!). Roubava-lhe fácil os sapatos... Só estou a dizer! Depois temos a minha Lannister favorita - aliás, a minha personagem GOT favorita de SEMPRE! Não foi um vestido que gostei logo quando o vi, mas sempre que olhava para ele ia gostando um bocadinho mais. Agora gosto muito. Não o usava, não é o meu estilo, mas a Lena fica uma pintosa nele. 10/10 baby! Por fim, a Sarah com um tecido brilhante, eu sei. Azul cueca, eu sei. Tudo o que eu reprovo, eu sei, mas vou explicar. Há exceções e este estilo Hollywood glam dos anos 20 é a minha exceção. E adoro. Adoro que tenha um penteado lindo a combinar com o mood do vestido e uma make perfeita. Não vi as costas do vestido, mas rezo para que seja lindo e com detalhes perfeitos.


VAMOS À CATEGORIA DOS "GIROS MAS..."
Charlayne Woodard | Mandy Moore | Taraji P. Henson | Kristin Cavallari
O vestido da Charlayne tem aquele rosa que fica lindo num tom de pele como o dela. Além disso, o modelo é simples, mas chega para dar nas vistas na passadeira vermelha - sou muito mais deste estilo do que as rendas e as caudas de 2,50m. No entanto, aquela clutch e o penteado deixam bastante a desejar. A Mandy Moore, que é sempre uma insossa de primeira, surpreendeu com este Brandon Maxwell numa combinação de cores tão linda (sou suspeita, né?) e com este modelo giraço. Não gostei dele logo à primeira vista e aquele tecido brilhante ainda me enerva um bocado, mas olhando para o conjunto (o penteado está lindo!), acho que podemos dizer que foi uma aposta super ganha! O rosa-vermelho foi a combinação mais apetecida nestes Emmys e a Taraji não perdeu a oportunidade de mostrar (tudo). O vestido Vera Wang é bonito e resulta bem na red carpet, mas tem claramente alguns problemas por resolver (alô forro?). Além disso, com aquele decote enorme (mas bonito), gostava de ver menos a pernoca. Deixaria o tecido transparente e sem racha. Mas isso sou eu, né? Por fim, a Kristin (who?) veio de amarelo e os amarelos ganham sempre. Faz-me lembrar o vestido de noiva da Carrie Bradshaw, não concordam? Este não é um Vivienne Westwood mas fica registado que eu gostei.


Busy Philipps | Catherine Zeta-Jones | Anna Chlumsky
Nunca gosto muito das escolhas da Busy, mas ela veio de amarelo e portanto está tudo dito! Estou a brincaaaar... Acho bonito, simples e leve. Foi uma boa escolha. A gira da Catherine tem um nome lindíssimo e um vestido bem catita. É assim tchana, o que é bom numa red carpet. E quem pode, pode, portanto, está tudo certo aqui. A Anna tem um J. Mendel engraçado. Não é o tipo de vestido que me atrai, especialmente pelo modelo bem básico e batido. Porém, a cor, o estampado e o plissado deram-lhe a volta. Claro que o penteado e as jóias ajudaram à festa.

 Kim Kardashian | Maisie Williams | Michelle Williams | Nicole Scherzinger 
Cada um tem a sua opinião sobre a Kim e a família Kardashian no geral, menos eu que não acho nada porque conheço muito pouco deste fenómeno e nunca perdi muito tempo a tentar entendê-lo. Posso é dizer que a Kim tem escolhas felizes nas red carpets e não só e nos Emmys foi um dia feliz. Não é maravilhoso, não é memorável, mas é bonito e ficava-lhe a matar... A ela e às mamocas dela, que devem estar a sufocar... E este sim, é um Vivienne Westwood! A gira da Maisie costuma ter bons vestidos para apresentar e este JW Anderson é um deles. Não logo à primeira vista - parece too much, não é? -, mas depois vamos achando graça. Eu quero MUITO aqueles sapatos! A Michelle é sempre muito fiel a ela própria e aos vestidos tubo. Não desgosto deste Louis Vuitton, porque há história ali. Há um padrão, há cor, há textura... Está certo. Por fim, se o vestido da Nicole não tivesse aquele puxão feio do lado direito em baixo, estaria no meu top. Só para perceberem o quão gostei deste vestido, das jóias, do penteado, da Nicole...


EU É QUE SOU A PRINCESA!!!
Betty Gilpin | Jameela Jamil | Brittany Snow | Phoebe Waller-Bridge
Os vestidos de princesas não costumam ser a minha cena. Normalmente nunca gosto ou acho-os demasiado ultrapassados, aborrecidos, vistos, pesados... Sabem? Mas nesta red carpet passaram estes 4 modelos que eu até posso dizer que gostei - não amei, dão adorei, mas gostei. O vestido preto com brilhos da Betty é bonito, simples e meio básico. Faz vista apesar de a Betty estar com cara de enfado e com um penteado feito à pressa em casa. A cor do Monique Lhuillier da Jameela faz-me doer a vista, mas temos que dar o braço a torcer e admitir que é giro, fica-lhe super bem e que aquele batom faz toda a diferença. A Brittany tem aquele ar de Barbie, não tem?, e estes vestido parece que foram criados para ela. Mais um J. Mendel na red carpet e, novamente, bem lindo. Por fim, o mais insosso é o segundo Monique Lhuillier da noite da Phoebe. Por causa da cor mais "morta", o vestido perde metade da graça, na minha opinião.


WAKE ME UP WHEN SEPTEMBER ENDS...
Clea DuVall | Kate McKinnon | Margaret Qualley | Joey King
Nada é mais triste que um vestido aborrecido numa red carpet. Treme-me uma vista por ver estas coisas assim, espalhadas por aí, sem uma pontinha de ousadia, de originalidade... Parece que vieram contrariadas, cruzes-credo-melheres! A Clea aproveitou a moda dos fatos, mas não entendeu que até para se vir de fato é preciso vir com um fato a sério e não pedir a farda do primo que serve em casamentos ao fim de semana, tá? A Kate talvez tenha feito pior porque decidiu dedicar-se 0% a este evento e escolheu o vestido mais chato, mais nhe, mais "saldo a 85%" para se apresentar nos Emmys. Só à chapada pá... A Margaret (estão com a sensação que a conhecem e não sabem de onde? Vão lá pesquisar!) veio num Chanel-nheca, mas eu preferia 1000 vezes o vestido verde do anúncio. Por fim, a Joey deu mais nas vistas do que as colegas, sem dúvida, mas num modelo mais visto do que o rabo da Kim Kardashian... Eu acho que este vestido deve ser uma espécie de corrente em que elas todos os anos emprestam a um novo elemento... É a sensação que eu tenho: que estou sempre a vê-lo nas red carpets desta vida...


DISCO IS LIFE!
Annie Murphy | Aya Cash | Rachel Brosnahan | Niecy Nash
Por outro lado temos as pessoas que adooooram escolher vestidos tchana. Eu concordo. Temos aqui duas equipas: do lado esquerdo, vestidos engraçados (em particular o da Aya) e do lado direito, vestidos "balai-me!". A Annie trouxe a cópia do vestido que a Margot Robbie usou nos Oscars deste ano, mas em azul e em pior. Ainda assim, não está mal. A Aya veio com um vestido mais original e eu era menina para o vestir, apesar de dispensar bem aquelas riscas. Depois a coisa começa a descambar na Rachel (estou agora a ver a série em que ela é a protagonista), mesmo usando um Elie Saab. A vida dá cada volta, não é? Um Elie Saab tão péssimo... Por fim, a Niecy tem um vestido que eu gosto, que adoro o pormenor do turbante, mas que não acho que seja o melhor vestido para ela, por razões óbvias. Aposto que aquelas alcinhas fininhas são, na verdade, cordas de aço para não rebentarem... 


MAS QUE RAIO...
Catherine O'Hara | Marin Hinkle | Kristen Bell | Natasha Lyonne
Vamos ver se nos entendemos nesta categoria: há aqui vestidos que eu gosto, mas que algo que estraga. Sabem? como aquelas noites de verão lindas, mas cheias de mosquitos ou uma festa esperada há muito tempo e pimbas, uma constipação que não nos impede de ir, mas não é a mesma coisa... Já perceberam, não já? Vamos a isso. O Vestido da Catherine (outro nome lindo!) é bonito não fosse o padrão transformá-la num arlequim. Ou num tabuleiro de xadrez. Ou num jogador do Boavista. You pick. O vestido da Marin não é o problema. O problema é a Marin que não o soube aproveitar. E nestas relações ou há um compromisso de ambas as partes ou as coisas não correm muito bem. O Dior da Kristen é bonito visto de um ângulo específico. Quando começamos a rodar, parece um avental com bordados tradicionais. Parece mesmo que está a vestir um avental sem roupa por baixo. Péssimo! Por fim, a Natasha tem um outro Dior que é bem bonito - juro, que eu já vi outras pessoas a usá-lo -, mas eu acho que não lhe favorece a 100%.

Kendall Jenner | Emily Hampshire | Vera Farmiga | Julia Garner
O vestido da Kendall não é assim a última Coca-Cola no deserto, mas até é engraçado e divertido (mas um reposteiro, também). Não entendi foi a introdução da temática sado-maso na equação. Assim fica só estranho. O que também não abona a favor da Kendall é o facto de eu não lhe achar pontinha de graça. Já a Emily tem um vestido que é um bocado mais do mesmo, já sabemos, mas não é mau. Não tivesse aquela clutch e os folharecos a descer-lhe pelas pernas e melhorávamos aqui a situação. A Vera tem um vestido catita. Juro que gosto, mas temos que falar sobre aquelas ombreiras terríveis que fazem com que todo o vestido pareça ter saído da Família Adams versão colorida. Um exemplo de cor que me fere a vista é, por exemplo, a cor do vestido da Julia. Aquele ULTRA violeta. Eu gosto do vestido, acho que tem um movimento bem bonito, é original sem ser ordinaruxo, mas esta cor... Raisparta esta cor que me persegue.

Marisa Tomei | Susan Kelechi Watson | Sandra Oh | Patricia Arquette
Temos nesta seleção dois vestidos rosa-vermelho como eu adoro, mas nem tudo é espetacular. Por exemplo, o  vestido da Marisa (Ralph&Russo) parece feito de papel crepe. Estou aqui com o coração nas mãos porque basta ela mandar um passo mal calculado que é menina para rasgar o vestido com a ponta aguçada do sapato. De resto, ela está muito bem. Gosto da make, gosto do sapato, gosto mais ou menos do modelo do vestido, só acho que o tecido podia ser melhor... Por outro lado, temos a Susan que tem um vestido muito lindo, não fossem as mangas com duas tiras que mais parecem um para-quedas já aberto. Eu gosto mais deste vestido do que do anterior, mas aquele tecido brilhante das mangas... Hummm. Sobre a Sandra, só tenho uma questão: que espécie de ave é que lhe habita no cabelo? Sobre o vestido (Zac Posen): também quero. Por fim, nesta categoria de "WTF???" está a minha querida Patricia que veio disfarçada de Princesa Leia e ninguém entende porquê! O que mais me incomoda aqui, vamos lá ser francos, é aquela franja perfeita como eu já não via desde 1993. Que raio... 


EU SEI LÁ, MENINA!
Lilly Singh | Zendaya | Halsey | Laverne Cox
Nesta categoria temos os vestidos que eu ainda estou a calcular se gosto ou se detesto. Vou dar o meu ponto de vista. O vestido da Lilly é verde como eu gosto muito, mas o modelo não me convenceu e não sei se é por causa do modelo com alguns problemas técnicos, se é por causa do tecido brilhante ou se é aquela franja que me está a dar nervos (nervos em franja, got it?). No geral não me aborrece, acho eu. Já este Vera Wang da Zendaya foi a sensação e eu ainda estou aqui a tentar entender o porquê. Claro que a faz uma bomba sexy, que o verde é giríssimo, mas não vejo ali grande especialidade. A Halsey tem um vestido de princesa, de penugens em degradê. E eu acho que estou mais inclinada para o "sim senhor, bem bonito" do que para o "cruzes credo, que horror!". Por fim, a Laverne veio montada em Monsoori e este é talvez o vestido que mais grita "Red Carpet" de todos. Provavelmente, é too much. Não é a minha praia, não é o estilo que mais adoro, mas não desgosto. Já a clutch, roubava.


EU GOSTAVA DE PERGUNTAR AO JORGE ONDE É QUE ELE ARRANJOU TAAANTO ESTIIILO...
Amy Poehler | Isla Fisher | Ava Duvernay | Gwendoline Christie
Pronto, agora entramos na parte gira da coisa, não é? Que é como quem diz: os maus-muito-maus. A Amy achou mesmo boa ideia vir com um macacão péssimo de 29,95€ da loja dos chineses, todo ele amarrotadinho - que deve ter sido comprado 2 horas antes - e ali com o elástico na cintura. Péssimo, Amy, péssimo... O vestido da Isla à beira destes todos nem é assim tão mau, eu sei. Mas se olharem bem para aquela clutch de 1976 e para este tecido péssimo, vão entender. A Isla é uma fixe e uma giraça, podia fazer muito melhor. O mesmo não posso dizer da Ava. Isto foi obra de um unicórnio maldisposto que lhe vomitou em cima. Não foi bonito, claro está. O Dior da Gwendoline é para ser icónico. Só não está nos piores porque eu sei que ela gosta de fazer estas brincadeiras cénicas, dramáticas, super teatrais. Foi ela própria a inscrever-se ao prémio e por isso, já pode ir vestida de Jesus Cristo.

Amy Adams | Gwyneth Paltrow | Laura Linney | Viola Davis
A Amy Adams desistiu. Veio neste Fendi péssimo e sem assunto para deixar a concorrência brilhar. Não gostei. Também não achei graça nenhuma a este Valentino da Gwyneth. Aquelas penugens e todo aquele ar tão vintage. Mas ao menos é original e houve ali esforço envolvido. O mesmo já não podemos dizer da Laura que aproveitou ali as calças de um fato que comprou para o batizado do mainobo que estava a ganhar mofo no closet e remediou com um top de lantejoulas manhosas por cima "só para dar aquele arzinho de festa". E estava muito bem - não estava nada, estou a brincar - se não estivéssemos a falar dos Emmys. É preciso muito mais, Laurinha. A Viola costuma ficar sempre muito bem posicionada nos meus rankings, mas este ano deu numa de Cruela DeVil e é o que se vê. Não achei mesmo piada nenhuma a este Alberta Ferretti e já a vi TÃO melhor!

Alex Borstein | Mj Rodriguez | Patricia Clarkson | Regina King
A Alex decidiu vir dentro da temática dos anos 40. Deve ter confundido a festa, mas ao menos veio consistente: o penteado combina com o vestido. A Mj veio de Jason Wo, mas eu já vomito este modelo e esta cor choque dá-me ataques epilépticos. E aqueles laços pretos (que raio de contraste!) servem para quê? Não vai dar, Mj, desculpa lá... Pior ainda veio a Patricia neste Christian Siriano PÉEEEESSIMO! O modelo é péssimo, a cor é do demo, as lantejoulas são cheap... Este sim, é o verdadeiro modelo a la Família Adams! Já a Regina achou giro vir neste vestido azul cueca (Jason Wu) que a faz parecer um retângulo.

Dascha Polanco | Jodie Comer | Sophie Turner | Kristen Bartlett
As mangas em forma de para-quedas devem ser uma cena lá para os lados de Hollywood. Mas esta combinação de cores do vestido da Dascha é tão má, tão baby, tão desadequada que enerva. Ou sou só eu? E a Britney Spears... I mean... a Jodie veio com um vestido que me fez rir. Parece que está a usar aquelas manguitas, lembram-se?, como se usava para aí em 2006. É um big NO! A Sophia já não é nova nestas andanças. Costuma ficar nos piorzinhos e este ano não quis desiludir. Veio feiinha no seu LV cansado e aborrecido. Por fim, nesta categoria, veio a Kristen com o seu vestido que só me faz lembrar uma única coisa e, só por isso, já é mau: menstruação. Yep. Depois de verem isso, não podem desver. De nada!


NATA DAS NATAS 
(DAQUELAS HORRÍVEIS QUE FICAM A BOIAR NO LEITE QUENTE)
Carice van Houten | Greta Lee | Indya Moore | Zoe Kazan
Que belo que está o meu top, não acham? Cada uma com o seu motivo, mas todas elas mais do que preparadas para assumir este pódio. Começamos a descascar na Carice. Ora, a pessoa vê o futuro - referência à personagem dela em GOT - e é cheia de poderes especiais e não previu que isto ia dar asneira? Eu nem sei que dizer sobre isto... Parece aqueles desenhos dos testes psicológicos, sabem? Vocês podem ver um porco com asas, mas eu vejo uma ventoinha eólica, por exemplo. Pensando bem, até pode ser um jogo interessante... Boa jogada, Carice! Obrigada por nos ires entretendo nas horas mortas. Por falar em vestidos injustificáveis, temos a Greta a tentar imitar a Sarah Paulson nos Oscars deste ano, mas a experiência correu tão mal, mas tão mal, que parece só um vestido de baile de finalistas feito pela tia-avó-que-dá-um-jeito-na-máquina-de-costura e que começou a fazê-lo depois de um almoço bem regadinho. E alguém consegue explicar-me este verde radioativo? Mãe do Céu... A Indya pôs a carne toda no assador: ele é mamas, ele é pernas-quase-virilhas... E a isto junta um corte de cabelo como eu já não via desde 1975. Pode ser um Louis Vuitton, mas se me dissessem que era de uma sex shop de bairro eu acreditava sem questionar. Depois a Zoe levou demasiado a sério a piada do "as mulheres querem-se baixinhas porque as melhores prendas vêem em caixinhas pequenas" e decidiu que sim senhora, é uma frase que se enquadra nela e, por isso, vai de se embrulhar. Em mau. Este Gucci é tão mau que olhando assim só parece um reposteiro daqueles velhos, doentes e gastos. Já com 50% de composição de mofo, sabem? Vocês sabem...





quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Outono

É oficial, chegou o outono. Eu não fico aborrecida com estas mudanças, até porque encontro muitas vantagens em todas as estações. Porém, o outono e a primavera são épocas em que é difícil vestir adequadamente. E vocês sabem bem do que falo! Se de manhã está um frio de rachar e até acharam boa ideia levar a camisola de algodão, à tarde já estão a suar em bica e a mal dizerem a vossa escolha. Pior que isso é que agora parece que já não temos propriamente a "meia estação". Passamos de temperaturas de 30 graus para 20 ou menos em menos de uma semana. E chuva torrencial. Com ventos fortes. Uma chatice...


Para mim, o segredo é usar uma base fresca (um top de alças, uma t-shirt ou um vestido), base essa que é a que uso no verão, mas uso com um casaco ou uma camisola por cima. O calçado também deve ser mais fechado do que sandálias de meter o dedo - para mim, se tiver frio aos pés é o descalabro. E pronto, vou adaptando às temperaturas do dia. Também há a hipótese de usar camisas ou blusas de manga comprida, o mesmo com os vestidos (compridos também)... Há várias soluções.


Deixo-vos aqui algumas delas para entenderem melhor o que vos estou a dizer:


Uns sapatos mais fechados e um casaco com uma camisa por baixo.


Uma jaqueta de ganga e uns oxford shoes (ótima opção para a meia estação).


Para os dias de chuva, as gabardines e os impermeáveis são as nossas melhores aliadas. Protegem sem aquecer em demasia. O truque do lenço também é útil: usar ao pescoço de manhã cedo e à noite, atar na carteira durante o período mais quente.


A camisola de algodão é perfeita. Esqueçam lãs ou malhas demasiado quentes. O algodão é o mais confortável para esta época.


Outro truque que eu uso são os vestidos compridos ou midi com manga comprida. Adoro!


Por fim, a camisa de manga comprida (que pode ser dobrada no período mais quente) com uns sapatos (LIN-DOS) super apropriados para o outono.


Não sei se vos ajudei, mas sei que virei a este post em breve, quando achar que não tenho nada para vestir e que este tempo esquizofrénico está a dar cabo de mim! ;)





segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Super-Victoria


Se já seguem o blog há algum tempo, devem saber que tenho uma mega crush por esta miúda desde 1856. Sigo-a, assim como o resto do mundo, desde as Spice Girls, e fui acompanhando o seu percurso até aos dias de hoje. Acho que foi a única que realmente soube fazer o seu caminho à sua maneira, sem disfarces e sem se encostar à sombra do sucesso de ninguém. Percebeu que as artes performativas ficavam guardadas para as Beckham's private parties,  que a vida de soccer wife (ou Maria Chuteira) não encaixava nela e então decidiu investir naquilo que é realmente boa: na moda.


Claro que se olharmos um bocadinho para trás podemos perceber que nem sempre teve as opções mais fashion - especialmente no que diz respeito ao hairstyle ou à make up! -, mas sempre se distinguiu do resto, mesmo enquanto membro das Spice Girls. A Victoria podia perfeitamente viver uma vida desafogada, cheia de dinheiro e com zero preocupações, mas decidiu arregaçar as mangas da sua blusa de seda e criar o seu próprio império. Só porque é uma mulher extraordinária e um exemplo para os seus filhos. E eu fico muito feliz por isso, porque podemos usufruir das suas brilhantes coleções, lindas, para mulheres reais, com empregos reais e com uma qualidade e execução perfeitas - I mean it, eu já vi com estejólhinhos e posso comprovar. E agora também a sua linha de beleza!


Recentemente, brindou-nos com a sua mais recente coleção Primavera 2020 e está maravilhosa. Vejam algumas peças:







Eu chego-me à frente para dizer que quero praticamente tudo. E quando eu digo tudo, I mean TU-DO. Até aquele vestido e sapatos ULTRA violeta. Inspiro-me várias vezes nos looks da própria no meu dia a dia e, por isso, decidi mostrar-vos a forma versátil que a Victoria se veste. Usa fórmulas  "simples", mas parece sempre a pessoa com mais pinta da sala. Escolhi dois looks mais formais e ótimos para usar no escritório - calculei que desse jeito -, outro ideal para ir jantar fora ou beber um copo com os amigos e ainda um "descontraído", à maneira da Victoria.

Camisa e Sandálias Mango | Calças H&M | Relógio Boutique dos Relógios


Blazer e Body Zara | Calças e Sandálias Mango


Top e Calças Mango | Sapatos Zara | Pendente Parfois


T-shirt Mango | Jeans Aly John | Sapatos Zara | Clutch Bimba y Lola


Qual é o vosso look?