terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Oscars 2020



Foi dos anos que mais me custou ver os Oscars porque estava mesmo muito cansada (com umas 3 horas de sono), mas também mantive-me firme até às 4h30 da manhã porque precisava mesmo de saber quem ia ser consagrado o Melhor Filme. Vamos lá então ao resumo da madrugada!




Fiz as minhas previsões na semana anterior e, mesmo sem ter visto alguns dos filmes nomeados (e não me refiro só à categoria do melhor filme, claro), penso que já tinha visto uma amostra considerável que me iria permitir ter uma visão clara dos vencedores da noite. Acertei em 10 categorias e em 2 troquei-lhes os vencedores: achei que o 1917 venceria o Oscar de Melhor Edição de Som e afinal foi Ford Vs Ferrari; por sua vez, apostei neste último para vencer o Oscar de Melhor Mistura de Som e ganhou 1917. Não foi uma aposta certeira em ambas as categorias, mas falhei por pouquíssimo. Quanto ao Oscar principal da noite, acreditava que seria 1917 a levar a estátua para casa, não que já o tivesse visto, mas por causa de todo o hype e por tudo o que me foram descrevendo sobre o filme (que é uma obra de arte técnica). Mas dentro de mim, estava a torcer por Parasitas, apesar de achar que era impossível ganhar, especialmente depois de Bong Joon Hu ter ganho a melhor realização. E esta foi a minha grande surpresa da noite. Não por achar que não tem competência para vencer (tem, senhores, tem toda a competência!), mas porque achava que a Academia não iria ter coragem para entregar a estatueta mais importante a um grupo de sul coreanos que rompeu totalmente com o estilo Hollywood com o seu ParasitasFiquei genuinamente feliz e senti que a Academia me estava a compensar por não ter dado o Oscar ao Call Me By Your Name há uns 2 anos - ainda guardo ressentimento, que fazer? Além disso, considero-o um filme genial, como já fui escrevendo aqui no blog e no instagram. Talvez esta visibilidade permita que mais gente sinta curiosidade e alargue os seus horizontes cinematográficos e possa sair desta bolha americana de filmes de Hollywood.




A vitória de Joaquin Phoenix e Brad Pitt, como Melhor Ator e Melhor Ator Secundário, respetivamente, é mais do que merecida e estava praticamente garantida. Foi uma pena o Adam Driver ter concorrido no mesmo ano de Joker. Ele fez um trabalho brilhante em Marriage Story e merecia mais reconhecimento. Renée Zellweger e Laura Dern levaram as estatuetas de Melhor Atriz e Melhor Atriz Secundária. Não me posso pronunciar sobre a primeira porque ainda não vi o filme. Aliás, nesta categoria foi um desastre já que apenas vi 2 filmes: Bombshell (Charlize Theron) e Marriage Story (Scarlett Johansson), e tenho a dizer que por ter gostado tanto do último filme, gostava muito que a estatueta fosse recambiada para as mãozinhas da Scarlett. O mesmo poderia dizer sobre a sua prestação em Jojo Rabbit em que adorei a sua personagem e todo o conceito que estava incutido nela, mas a Laura Dern mereceu o reconhecimento.




Sobre os Argumentos Original e Adaptado, tenho a dizer que não foi uma surpresa ver o prémio ser entregue a Parasitas, porque se há argumento original, é este (um trocadilho que é bem verdade). A surpresa veio no argumento adaptado, entregue a Jojo Rabbit. Gostei de ver, sim senhora, é uma excelente categoria para se vencer e o filme tem uma premissa extraordinária (apesar de alguns detalhes que vão falhando). Mas confesso que aqui estava a torcer por Mulherzinhas da Greta Gerwig.




Sem surpresas nenhumas, Toy Story 4 ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação, Hair Love de Melhor Curta de Animação e Parasitas o Melhor Filme Estrangeiro. A banda sonora também não enganou e acabou nas mãos da querida Hildur Guðnadóttir - que foi uma agradável surpresa perceber que é uma mulher! - e que criou a banda sonora de Joker. Claro que Rocketman tinha que ter um galardão - não que concorde, mas tinha que ser... o Sir Elton John não saía dali de mãos a abanar, não é? - e por isso entregaram-lhe o prémio de melhor canção com (I'm Gonna) Love Me Again. Gostava muito que tivesse sido a música Stand Up do filme Harriet a vencer.




Quanto aos documentários, apenas vi Democracia em Vertigem e fiquei maravilhada com a qualidade da informação e a clareza dos dados demonstrados. Mas quem levou o Oscar para casa foi American Factory. Estou com mesmo muita curiosidade de ver Honeyland, que uma amiga me recomendou por retratar a Macedónia (um país que gostaria de conhecer) e depois de ver o trailer, gostava de ter a coragem de ver The Cave. Foi Learning to Skateboard in a War Zone (If You're a Girl) que venceu o prémio de Melhor Curta Documental. The Neighbor's Window levou o Oscar de Melhor Curta Metragem.




Falando agora das categorias mais técnicas, obviamente que 1917 ia levar para casa o prémio de Melhor Cinematografia, mas foi com algum espanto que o vi a vencer o de Melhores Efeitos Especiais (estava a apostar as minhas fichas no Rei Leão... ou até mesmo em Avengers: Endgame). Bombshell e Mulherzinhas venceram nas categorias de Melhor Caracterização e Melhor Guarda Roupa, respetivamente. Foram os únicos Oscars que levaram para casa e foram merecidos! Ford Vs. Ferrari ganhou a Melhor Edição e, por fim, Era uma vez em... Hollywood recebeu o segundo Oscar na categoria de Melhor Produção.

O claro vencedor da noite foi Parasitas com um total de 4 Oscars arrecadados, sendo todos em categorias ditas principais! Well done! A seguir, com 3 prémios ficou 1917 e com 2 Oscars cada, Joker, Ford Vs. Ferrari e Era uma vez em... Hollywood.




A cerimónia teve alguns momentos altos da noite. Começou bem, com uma apresentação da gira e talentosa Janelle Monaé que cantou Come Alive e fez algumas alterações à letra original. A atuação da Idina Menzel (ou Elsa do Frozen) em Into the Unknown foi das mais bonitas, porque juntou as diferentes Elsas de vários países que fazem a dobragem de Frozen. Cantam todas a mesma música, cada uma na sua própria língua. Foi um momento lindo de interculturalidade muito bem conseguido. Depois houve a belíssima atuação da Cynthia Erivo com a música nomeada Stand Up de Harriet. A Billie Eilish esteve bem na sua interpretação de Yesterday dos Beatles durante o In Memoriam.




Quanto aos discursos, gostei muito do da Laura Dern, do Brad Pitt e da Hildur Guðnadóttir. O do Joaquin Phoenix foi comovente, mas dramático. O homem não sorri uma única vez, o que é pena... Houve outros discursos bonitos e todos bastante rápidos, à exceção da Renée. Gostei imenso daquele acting entre a Maya Rudolph e a Kristen Wiig para a apresentação de algumas categorias ligadas à caracterização. Foi um diálogo esperto e bem conseguido!




Sobre coisas que desgostei da cerimónia: os longos e constantes intervalos - quase que desisti ali já a meio - e a atuação do Eminem. Eu sou fã dele desde que me lembro de gostar de música, mas ontem não senti que aquele fosse o local, o momento nem o público certo. Pareceu-me que se deram alguns problemas técnicos e o próprio Eminem aparenta estar embaixo de forma e a apresentação da mítica Lose Yourself ficou muito abaixo das suas competências. O que também estava muito "abaixo" eram as suas calças... Juro! Estive toda a atuação preocupadíssima com isso. E aquela barriguinha de 6 meses também é desnecessária.


No geral, não posso dizer que a cerimónia dos Oscars é algo de maravilhoso. Não é. É uma seca na maioria das vezes, mas o que importa é que continue a existir e que esta homenagem aos filmes e aos artistas continue a ser feita sempre com orgulho, rigor e respeito pela arte e pela vontade de contar histórias.





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

POW!



Se fosse mais rica do que o que sou - é injusto dizer "se fosse rica", não é?, tendo em conta todas as coisas maravilhosas que tenho na vida - e se os quase 900€ não me fizessem falta, era menina para investir nestes Prada SuperSónicos que estão na minha Wishlist-vai-sonhando há largos meses.


Não são consensuais - nem é para ser -, mas divertem-me à brava e rio-me sempre que olho para eles, ao imaginar-me a usá-los na rua e a ver as cabeças a rodar na minha direção. A little bit of power shoes!


Sonhar é de borla, peeps.


E já ninguém tem pachorra para sapatos aborrecidos, pois não?







segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Countdown para os Oscars 2020



Quase a chegar uma das madrugadas mais esperadas do ano, vamos lá falar, ainda que resumidamente, sobre alguns dos filmes nomeados (ainda me falta ver O Irlandês, 1917 e Mulherzinhas). Se quiserem que esmiuce melhor algum deles, é só dizer!


8,1 IMDb

Posso dizer-vos que este foi dos meus filmes favoritos dos últimos tempos. É o meu sucessor de Call Me By Your Name. Daqueles filmes que me deixaram tão feliz de os ter visto que nem os quero rever, com medo de perder a magia. Sei que esta opinião não é consensual e que muita gente achou uma história simples, parada, sem grande conteúdo… Eu fiquei assoberbada pelo trabalho do casal (Scarlett Johansson e Adam Driver) que mereciam ser cobertos de prémios e nomeações para o resto da vida. Os diálogos são do melhor que vi nos últimos tempos no cinema. Reais, comuns (tão comuns que são mesmo difíceis de passar para a ficção), asfixiantes, como a vida também o é, por vezes… E os pequenos detalhes… Que maravilha de detalhes que nos vão dando… Quando tento falar de Marriage Story fico sempre longe de transmitir o que penso e o que senti ao ver o filme. Faltam-me palavras no meu vocabulário para exprimir todas as emoções, todos confrontos internos que fui sentindo. Este filme é quase uma câmara ligada e a vida a acontecer à frente, cheia de imprevistos, de desilusões, de ilusões, de amores que (nunca realmente) acabam, de famílias que se desintegram, de lutas de corações partidos em mil bocadinhos, de tristeza profunda por se falhar num projeto de vida…

Tenho mesmo que referir os meus dois planos favoritos da história, porque carregam em si toda a história do filme em 10 segundos: o momento em que juntos fecham o portão que avariou e o olhar que ambos trocam (na fotografia em cima). Um de cada lado, separados, afastados e a fecharem-se… Que triste que foi aquela cena minúscula, sem uma palavra, só com o olhar. E no final, quando ela lhe aperta, muito naturalmente, os cordões, que representa precisamente o oposto: a redenção, a paz de espírito e o conforto em saber que aqueles corações vão sempre ficar unidos, de uma maneira ou de outra.

Marriage Story é uma delícia de filme e vai ter sempre um canto muito, muito, muito especial no meu coração.


7,7 IMDb

O Tarantino é mestre. Ponto final. Não aceito que digam o contrário e chiu, porque o blog é meu. Podem identificar-se com este estilo ou não, mas é impossível dizer que os filmes são maus. Se disserem, tomo isto como uma ofensa e deixamos já de ser amigos.

Fui ao cinema no verão ver esta obra prima que juntava SÓ dois dos meus atores favoritos E um dos meus realizadores favoritos: parecia um sonho! E o filme é, de facto, um momento delicioso. Não é  um filme TÃO Tarantino (e os fãs dele irão compreender o que quero dizer), mas é indubitavelmente dele. A trágica história é conhecida do público em geral: Charles Manson e Sharon Tate. Porém,  o realizador decide misturar no enredo a vida de um ator em declínio (Leonardo Di Caprio) e do seu amigo, companheiro, guarda-costas e faz-tudo (Brad Pitt). Há cenas brilhantes, cheias de humor, segundas interpretações, com pitadas de referências da época e o cenário é absolutamente espetacular e fiel à Hollywood Western. Porém, nada nos prepara para o fim do filme, que apesar de já conhecermos a história, nunca nos podemos esquecer que estamos perante uma obra de Tarantino!


8,6 IMDb

Esta obra prima do cinema tem tanto de genial como de alucinado (talvez uma coisa esteja diretamente ligada à outra). Não ia com grande expectativa, mas a sinopse deixou-me intrigada (ainda nem se falava na possibilidade deste filme ser nomeado para coisa nenhuma). Fiquei de boca aberta no final com a originalidade do guião, da forma como a história é conduzida e as peças interligadas - aqui não há pontas soltas - e tudo faz sentido, ainda que seja um sentido absurdo... É uma caricatura perfeita do modo de vida coreano (aliás, o realizador já veio comprovar isso) onde o fosso entre classes é tão profundo que leva um lado a cometer as maiores loucuras para passar para a outra margem. Acima de tudo, Parasitas é um filme que nos faz questionar valores, pontos de vista, contextos, pormo-nos no lugar da outra pessoa e agradecer aos santinhos por não sermos ela.
Se querem um filme totalmente out of the box para ver, não procurem mais!


8,2 IMDb
Christian Bale é dos meus atores favoritos (meu e de meio mundo, claro) e, por isso, fiquei curiosa com este filme. É uma história verídica de um antigo piloto e de um engenheiro mecânico e piloto que aceitam o desafio da Ford para criar um carro capaz de vencer a Ferrari na prova Le Mans que dura 24 horas! As personalidades de ambos e, claro, o projeto praticamente impossível tornam o filme totalmente delicioso e viciante. Queremos sempre ver mais, saber o que acontece depois, sofrer com eles,... É um ótimo filme, com excelentes atores e boas imagens.


8,0 IMDb
Este era o filme que eu mais aguardava para ver (agora é Mulherzinhas) porque mete a Scarlett Johansson e o tema é a II Guerra Mundial. O trailer do filme é surreal e ainda aguça mais a vontade de o ver porque é, admirem-se, uma comédia! E vocês perguntam "Como assim, uma comédia quando o tema é o nazismo?" Claro que quando começamos a ver o filme entendemos que nada daquilo é, de facto, cómico, mas um sarcasmo e uma paródia aos últimos dias de Hitler no poder e a forma como as crianças eram disciplinadas para pertencer e abraçar aquela ideologia. No meio existem momentos bem tristes, sem nunca serem dramáticos. Na verdade também não há momentos extremamente cómicos... O filme fica ali no limbo, sem ser carne nem peixe e sem um ponto alto. Fiquei apaixonada com a personagem de Scarlett, apesar de achar que não lhe foi dado o protagonismo e o final merecido (há muitas coisas que ficam por explicar) e de Taika Waititi (realizador e ator no papel de Hitler) que é uma lufada de ar fresco. Não é uma obra de arte, mas de uma coisa podem ter a certeza: é um filme muito original!


8,2 IMDb
Posso arriscar dizer que este foi um dos filmes mais incríveis que vi para os Oscars (ali no top 3). De verdade. Eu sei que o Natal é o meu ponto fraco, mas fiquei realmente deliciada depois de ter visto Klaus. A história é tão bem contada, tão fresca, tão nova, tão maravilhosamente encadeada pelos pontos certos que é daqueles filmes que devem ser vistos sempre que nos esquecermos das coisas mais importantes da vida: os amigos, a generosidade, o dar sem esperar receber, a solidariedade, a partilha e o conhecimento. Arrisco-me a dizer que se tiverem que ver só um filme desta lista, aconselho-vos a verem este. No domingo vou torcer para que ganhe o Oscar de melhor Animação.


Sobre o Joker, já vos falei dele neste post. Também já vi outros filmes nomeados para outras categorias e aconselho-vos vivamente a ver Bombshell (relata o escândalo de assédio sexual na Fox News) e Os Dois Papas (um filme quase introspectivo do momento de transição do Papa Bento XVI para o Papa Francisco). Não gostei de Knives Out (demasiado longo, óbvio e aborrecido). Adorei o documentário Democracia em Vertigem que fala sobre a história do Brasil durante o governo de Lula e de Dilma, até Bolsonaro. Fiquei com uma perspetiva totalmente diferente do que se passou. Aconselho!


E que filmes incríveis é que vocês têm andado a ver?





terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O que comemos



Há praticamente um ano senti uma necessidade muito grande de parar de comer carne. Calma. Não deixem já de ler este texto. Eu não me transformei de repente numa vegetariana nem mudei radicalmente os meus hábitos, estejam descansadas... Continuem à vontade. 


Desde muito pequena que tenho uma grande aversão à carne crua. Odeio ir a talhos - tento esquivar-me sempre e tem corrido bem... -, detesto que me descrevam processos de matança dos bichitos - especialmente quando estou a comer - e não suporto ver a carne crua, sabem?, quando ainda estão a temperar ou assim... Somado a tudo isto, sou uma grande defensora dos animais e do Planeta desde que me lembro de ser gente. São questões que me deixam com o coração apertadinho, sei lá! Há mais de 10 anos que não como coelho nem leitão porque tenho muita pena dos bichinhos. Não se riam, que isto é a sério... Tenho mesmo. Sempre disse "um dia que seja eu a cozinhar, vou tornar-me vegetariana". Isso parece-me óbvio, não é? Então se eu não vou a um talho, nem sequer consigo ver e/ou tocar na carne crua ou desfazer um frango, não há milagres. A comida não me vai aparecer milagrosamente no meu prato, já cozinhada.


O ano passado vi um documentário que me fez dar um passo em frente. Não mudou a minha perspetiva sobre as coisas, mas apenas me motivou a seguir aquilo que eu já queria fazer há muito tempo: tentar ir eliminando a carne da minha alimentação. Não me vou pôr com coisas, eu como carne. Ainda hoje como carne e acho que será difícil eliminar a 100% (eu disse difícil, não disse impossível). Mas acho que estamos todos a caminhar a passos largos para uma alimentação mais baseada em legumes e leguminosas e cada vez menos em proteína animal, por uma questão de saúde e por uma questão ambiental e social. 


Estava então a falar-vos do documentário. Chama-se What The Health e vocês têm mesmo que ver, especialmente se são muito a favor da carne na nossa alimentação. É um desafio que vos deixo. Vi e dei por mim a acenar com a cabeça a várias coisas, não por serem propriamente novidade, mas porque eu também acredito nelas. Então desafiei-me a, durante 1 mês, testar a resistência do meu corpo sem uma gramita de carne no organismo. Mais do que entender se o meu corpo se adaptava ou não a esta alteração, eu queria saber o quão difícil é não comer carne em termos emocionais (às vezes, o corpo pede coisas, não é?) e em termos de opções (ainda há muito restaurante que está zero preparado para estas restrições alimentares).




Devo, antes de continuar, fazer uma ressalva de que eu já comia pouquíssima carne e nunca fui uma amante de "um bom bife". Talvez por isso que esta situação não me custou minimamente. Iniciou-se , então, o mês da experiência e eu esclareci toda a gente que ia deixar de comer carne. Os pais não ligaram muito, porque já sabem como é que eu sou e nem vale a pena contrariar. As outras pessoas diziam-me que era panca, que ia ficar doente e que "nós precisamos de comer de tudo!". Hum-hum. Claro que antes de iniciar este "projeto" fui ler umas coisas e preparar-me para o que aí vinha, que sou tola, mas nem tanto. Percebi que praticamente só existiam benefícios em deixar de comer carne, à exceção da perda de nutrientes e proteínas que podiam facilmente ser repostos no nosso organismo através do consumo de grão de bico, feijão, ovo, cogumelos, etc. Apostei forte nos legumes e na fruta e percebi que como prefiro sempre estes produtos à carne, a minha experiência não ia ser muito difícil. 


Então a minha rotina foi a seguinte: durante a semana ao almoço comia peixe - onde almoço só tenho a opção de peixe ou carne - e ao jantar comia sopa. Aumentei o consumo de fruta, frutos secos, legumes e água. Ao fim de semana, se fosse jantar fora optava sempre pelo prato vegetariano. Se não existisse, comia peixe. Se jantasse em casa cozinhava para mim e optava sempre por pratos vegetarianos ou, se não tivesse muitas opções, recorria ao atum ou ao camarão. Fiz falafel, omeletes de legumes, risotto de cogumelos, massa com legumes, legumes salteados, folhado de legumes,... you name it. Como já viram, não passei fome nem estive sempre a comer salada de alface e tomate. Durante esse mês, eliminei a carne e evitei o peixe sempre que possível. Foi um mês particularmente cheio de jantares de grupo e entendi que existe uma grande preocupação por parte dos estabelecimentos em responder a estas condições. Por exemplo, estava num jantar de trabalho com um grupo grande de estrangeiros e portugueses. Pediram para trazerem os pratos tradicionais do norte, para que pudessem provar. Carne não comia e o peixe era, obviamente, bacalhau. Dos poucos  peixes que eu não gosto (mas tenho como objetivo para 2020 começar a gostar e este ano já comi 2 vezes!). Como tive vergonha de pedir outra coisa, porque toda a vida me disseram que era uma esquisita do caraças e que tinha uma grande panca, por isso, estou habituada a comer o que dá e a calar. Lá me fui servindo de salada e arroz. O funcionário, muito atento, percebeu que não estava a comer e perguntou-me porquê. Expliquei-lhe que não comia carne e que não gostava de bacalhau. Em 10 minutos trouxe-me uma massa com legumes salteados que nem no menu estava. Fiquei contente por perceber que já há quem compreenda estes conceitos, que não julgue e que tente responder de forma positiva. Contei este exemplo só para entenderem a minha "aventura" nestes 31 dias.




E sabem uma coisa? Nunca senti fome, nunca me senti fraca e nunca senti a necessidade de comer carne, mesmo depois de duas aulas seguidas de ginásio. Não perdi peso, ao contrário do que toda a gente diz que acontece, mas a verdade é que foi só 1 mês e eu já comia pouquíssima carne, logo, o meu organismo nem deve ter dado conta da mudança. A maior alteração foi que me sentia menos inchada ao final do dia. E agora perguntam-me "mas então nunca houve nenhuma altura em que quase cedeste?". Ceder não cedi, mas confesso que quando foi picanha e arroz de pato fiquei a salivar um pouquinho, mas depois passou porque o meu prato era igualmente extraordinário. No fundo, eu comi de tudo, mas sem carne. Por exemplo, a minha comida favorita é pizza e eu admito que adoro um bom bacon ou um salame, mas nesse mês optei sempre pela minha segunda pizza favorita: com cogumelos. Experimentei também 2 restaurantes novos, um vegan e outro vegetariano, ambos maravilhosos, e ainda continuo cliente. Hoje em dia continuo a comer peixe ao almoço e sopa ao jantar. Como não como fiambre ou enchidos, o meu consumo diário de carne é praticamente igual a zero. No entanto, se me apetecer um folhado de pato, como, porque sei que é 1 refeição no meio de 10. Eu defendo que devemos ter consciência e fazer escolhas sustentáveis. Evitar o radicalismo a todo o custo é a decisão mais acertada - já conheceram algum fundamentalista cheio de razão? Eu não. Vão ouvindo o vosso corpo, vão tomando decisões conscientes e sustentadas para que ao fim do mês não sintam que isto é uma obrigação e abandonem a vossa resolução. Respeitem o vosso tempo, sem pressas nem pressões.


Eu não tenho panca. Não sou esquisita. Não é uma moda. Eu sou muito consciente do que me rodeia e incomoda-me imenso saber que estou a comer um animal. Sabendo que até estou a prejudicar a minha saúde a fazê-lo, não faz sentido insistir neste hábito só porque é tradição comer uma "boa vitelinha assada". Somado a tudo isto, o consumo de carne de forma exagerada - que é o que acontece em Portugal, particularmente no norte - é um dos maiores motivos da degradação do meio ambiente. Já abordei este assunto neste post (gostava muito que lessem ou relessem, que mal não faz) e é, honestamente, a minha maior preocupação e, consequentemente, a minha maior motivação para reduzir drasticamente o consumo. Este texto não serve para recriminar ninguém que adora um cozido à portuguesa, mas é para vos contar a minha experiência e a minha posição perante este tema. Gostava que vissem o documentário - e não ligassem à parte fundamentalista, retirem apenas o importante -, que refletissem e que pensassem se não poderão mesmo reduzir no consumo da carne. Será assim tão complexo fazer, por exemplo, 2 ou 3 refeições vegetarianas por semana? Outras 2 ou 3 de peixe? Isso iria, definitivamente, equilibrar as contas, especialmente se, quando comprassem a vossa carne, se assegurassem que advém de uma produção sustentável, de preferência portuguesa.


Em resumo, tentem comer menos carne pela vossa saúde e pelo ambiente. Não se esqueçam de se irem informar primeiro antes de tomarem este passo e de ouvirem o vosso corpo a dar sinais. Não sejam drásticos, mas sejam decididos. Nós não precisamos de tanta carne no bucho. Mas precisamos mesmo do nosso Planeta...






quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

2019: o best of!

Ainda sobre 2019, achei importante fazer um apanhado das coisas memobouas que fui lendo e vendo, mais que não seja para me recordar delas no futuro. Também costumam fazer o vosso best of ou nem por isso? Vejam lá se concordam com o meu:


Os melhores filmes que vi em 2019
Quando vi Green Book achei que o ano estava fechado por ali. Enganei-me. Chegou o Era uma vez em... Hollywood e eu fiquei tola com a genialidade e personalidade do Tarantino (mais uma vez) e com as interpretações fenomenais dos três atores principais. A seguir vi Parasite e, sem saber ao que ia, fiquei assoberbada. Que história tão absurdamente maravilhosa que nem dá para explicar, tem mesmo que ser vista. Depois veio a jóia do ano: Joker, sobre o qual já falei no blog e já vi 2 vezes. Esta obra de arte está taco a taco com Marriage Story. Foi dos últimos filmes que vi em 2019 e fiquei maravilhada com a beleza das relações humanas (e as suas constantes metamorfoses) e com a dura realidade que afeta qualquer um de nós. É toda uma história feita de amor e cumplicidade a um nível tão real que mói. Senti por Marriage Story o mesmo que quando vi Call Me By Your Name: que me vão acompanhar para a vida. Foi um filme que tocou ali nas profundezas da alma e é uma bela obra de arte. Menção honrosa para Avengers e Star Wars (óbvio!!!).


As melhores séries que vi em 2019
Vi imensas séries em 2019, mas estas foram as que mais me surpreenderam. Peaky Blinders vai ficar confortavelmente no meu top de séries por largos anos, acredito. Nunca me tinha acontecido ficar tão viciada numa série como com esta ao ponto de a ver toda numa semana (e não, não estava de férias!). Black Mirror não teve a melhor temporada de sempre, mas ainda assim, mais genial do que a grande maioria (ao contrário, por exemplo, de Game of Thrones). Handmaid's Tale é das melhores coisas que existe na TV e, como já disse antes, deveria ser de visualização obrigatória. The Crown voltou em grande com a Olivia Coleman e com a Helena Bonham Carter, o que por si só, já é um acontecimento e merece estar no pódio. Por fim, The Witcher foi a minha surpresa mais recente. Vi a primeira temporada num ápice e estou a aguardar ansiosamente novidades. Se gostam do mood Game of Thrones, então é ponham-na na lista. E não, Vikings não está sequer numa menção honrosa... 


As melhores séries-documentais que vi em 2019
Chernobyl é, sem sombra de dúvidas, a mais incrível série documental do ano. Consegue explorar esta tragédia e explicar tudo ao detalhe como se nós, meros espectadores, tivéssemos 4 anos. Fenomenal. Mindhunter foi outra série que devorei. Baseada em factos verídicos - claro, caso contrário não estaria nesta categoria - e cheia de detalhes on point que demonstram o desenvolvimento da investigação através de perfis (digamos que é o que deu início a Mentes Criminosas). When They See Us é assustador. É a história verdadeira de 5 rapazes que foram injustamente acusados de uma violação e de todos os erros, falhas e preconceitos que aconteceram ao longo da investigação que permitiram que isto acontecesse. Vale a pena ver. É por histórias como estas que eu sou muito pouco crente na ideia da pena de morte... Mas isso é outra discussão. A última série que vi (em 2 dias) foi Unbelievable. Uma investigação real sobre um violador em série. Está extremamente bem feita, com grandes atrizes (especialmente a Toni Collette). Por fim, um documentário de verdade (não uma encenação), Free Solo. Já escrevi sobre este documentário aqui no blog e acho-o um boost de motivação e inspiração. Perfeito para ver no início do ano! Além disso, está tecnicamente perfeito - não foi à toa que venceu o Oscar, não é?


Os melhores livros que li em 2019
Mataram a Cotovia foi o melhor livro que li em 2019 e dos meus favoritos de todo o sempre. A escrita é simples e muito rica ao mesmo tempo, cheia de detalhes, mas sem ser aborrecida, faz com que o leitor se sinta dentro da história, a correr em frente ao portão do vizinho ou a ir bater-lhe à porta com as mãos a suar. É absolutamente maravilhoso. Gostei tanto que o li em 2 dias. Depois vem O Deus das Moscas. Uma amiga disse-me que quando pensa em terror, pensa nesse livro e eu concordo com ela. É terrível quando nós vemos o que seríamos capazes de fazer numa situação semelhante. Um livro marcante, sem dúvida. O Admirável Mundo Novo é um clássico obrigatório. Não é de leitura fácil, mas vale a pena. Eu não sou fã de ficção científica, mas ainda assim fiquei assoberbada com esta obra. Venha agora o 1984, que já está na minha mesinha de cabeceira. O Grande Gatsby é a minha história de amor favorita e o Jay Gatsby é das personagens que mais gosto. O livro é uma delícia (e pequenino, lê-se num instante!). Por fim, Sapiens: Uma Breve História sobre a Humanidade é um livro que me acompanhou ao longo de quase todo 2019 - é muito grande e é quase uma enciclopédica, sentia a necessidade de ir lendo outros livros entretanto. Ainda não o terminei, mas faltam-me nem 50 páginas, portanto já posso falar sobre ele. É obrigatório para quem quer saber mais sobre tudo, sobre onde viemos, sobre a génese das coisas, sobre a criação de conceitos e preconceitos, tudo. É um ótimo livro de cultura geral que eu aconselho a toda a gente.


E o vosso best of qual é?





segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Let the game begin!



Está a chegar a melhor altura do ano no que ao cinema diz respeito. Vêm por aí as galas que premeiam os melhores filmes de 2019 e eu sou uma fã acérrima destes momentos. Sou fascinada por belas obras de cinema - vocês sabem - e acho que valem por si só. Mas não nos vamos equivocar. Todo o glamour que acontece em torno destas festas dá outro brilho, outra importância e também outro destaque às obras. Os mais puristas podem dizer que é show off. Eu acho que é uma forma muito nobre de celebrar a sétima arte, tal como ela merece ser celebrada.


Adoro ver fotografias dos vestidos que as famosas escolheram usar, descobrir quem é o criador dessas peças, tentar adivinhar o que cada atriz vai usar... Enfim, quem por cá anda há algum tempo sabe que isto é a verdade.


Este ano fiz uma pesquisa - até porque tenho andado a pesquisar tendências - e escolhi alguns vestidos maravilhosos que eu adoraria ver numa red carpet. Alguns são muito Oscars, outros nem tanto, são mais minimalistas - como eu também adoro. Enfim, é uma bela mixórdia de cores, texturas, padrões, estilos e materiais. Decidi partilhar convosco para vos animar esta segunda feira e para vos inspirar, quem sabe...


Alexander McQueen ● Bandon Maxwell ● Valentino ● Alexander McQueen


 Alexander McQueen ● Elie Saab ● Giambattista Valli ● Valentino


Armani Privé ● Chanel ● Cushnie ● Valentino


Brandon Maxwell ● Giambattista Valli ● Valentino ● Gucci


Elie Saab ● Chanel ● Fendi ● Christian Dior

Giambattista Valli ● Givenchy ● Givenchy ● Marchesa

Oscar de la Renta ● Oscar de la Renta ● Oscar de la Renta ● Valentino


P.S. Estou a escrever este post antes da Red Carpet dos Globos de Ouro. Será que vou acertar algum?


Qual é a vossa onda?


domingo, 5 de janeiro de 2020

2019



Foi um bom ano. 


Foi um ano que fiz questão que contrastasse com o anterior. Dediquei-me a mim e a fazer aquilo que mais adoro fazer: viajar muito, ler muito, ver bons filmes e séries e festas. Não me foquei muito no lado mais profissional porque precisava muito de viver intensamente. Em 2019 trabalhei apenas para gozar. É que ter um ano como eu tive em 2018 faz-nos pôr as coisas em perspetiva...


Em 2019 fiz 5 viagens: Barcelona, Menorca, Londres, Madrid e Copenhaga-Malmo-Oslo. Ou seja, 7 cidades e 5 países. Voltei a Londres, a minha segunda casa no Mundo, para estar com a minha amiga e para ir a um festival onde vi The Chemical Brothers e Hot Chip. Foi uma viagem especial porque andei só a maior parte do tempo (a minha amiga ia trabalhar) e foi a primeira vez que andei de avião sozinha. Que bela sensação que foi. Perdi horas em museus (no plural) e no Harrod's e até a caminhar pelas ruas e parques. Almocei e lanchei sozinha... Que incrível! Em Menorca descansei com outra minha amiga e senti que estávamos praticamente sozinhas no paraíso. A viagem a Madrid foi especial também porque fomos em família. Foi maravilhoso! Barcelona não foi surpreendente (olá, sou a Catarina e a única pessoa no mundo que não amou Barcelona) e Copenhaga-Malmo-Oslo foi espantoso (ainda hei-de escrever sobre esta viagem). Que 2020 me traga mais viagens memoráveis como 2019.


Em 2019 fui a alguns concertos (Sunset Rollercoaster, Kevin Morby, Conjunto Corona...) e assim os mais memoráveis foram The Tallest Man on Earth, o Benjamin Clementine pela 3ª vez e o meu Ed Sheeran pela 1ª. Por causa dele fui um fim de semana de junho para Lisboa e foi maravilhoso. O tempo estava incrível e voltei ao Jamie Oliver, desta vez em Portugal. A companhia também foi super! ;) Fui a festivais bem porreiros como o Vai-me à Banda e o Westway Lab (se não conhecem, por favor, pesquisem!). Vi A Pipoca Mais Doce ao vivo no seu espetáculo de stand-up comedy e fui ao Summer Market Stylista no Porto. Fiz os Passadiços do Paiva, fui todos os meses ao ginásio, estive sempre em movimento.


Em 2019 desenhei 2 vestidos que se materializaram e eu sinto-me muito realizada por fazer parte do projeto. Sou mesmo feliz a fazer isto.




Em 2019 li alguns livros. 


Tinha dito que gostaria muito de ler 1 por mês, mas não consegui. Li 7: O Sétimo Selo (José Rodrigues dos Santos), O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald), Os Contos de Beedle, o Bardo (J. K. Rowling), O Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), O Deus das Moscas (William Golding), Mataram a Cotovia (Harper Lee), A Metamorfose (Franz Kafka) e quaaaaaaase que terminei em 2019 Sapiens: Uma Breve História sobre a Humanidade (Yuval Harari). Tenho tantos mais para ler em 2020. Também vi grandes filmes, grandes séries e grandes documentários. Fui  também a muuuuitos museus.


2019 trouxe-me uma perda enorme, logo ali no início, mas trouxe-me também um grande tesouro. Em 2019 fui Tia pela primeira vez e eu nunca na minha vida imaginei sentir este carinho e este amor por um ser tão minúsculo, mesmo antes de ter nascido.


Espero estar na vida desta minha Princesa para sempre. Acompanhá-la no melhor e no pior. Mostrar-lhe histórias fantásticas, ensiná-la a ser rigorosa com o português e a expressar-se sem timidez. Explicar-lhe a importância dos livros, do cinema e da arte no geral. No que depender de mim, aquela miúda vai saber apreciar tanto uma obra renascentista como o canal Panda ou uma música do Toy. No que depender de mim e da família dela (ela ainda não sabe, mas teve uma sorte do caraças com os pais que lhe calharam!) eu sei que vai ser uma criança tolerante, com respeito pela diferença, pelo ambiente e pelos sentimentos dos outros. Vai ser um Ser Humano ainda mais excecional do que já é. Meu amor, vais contar com a Tia para tudo. Para viagens (físicas ou imaginárias), para festas, para pintar ou trabalhar com plasticina, para te ajudar na escola, para te oferecer livros e lermos juntas ou para te explicar a importância de termos comportamentos sustentáveis. Ainda mal abriste os olhos e já me mostraste tanto...




Como podem ver, o meu 2019 foi maravilhoso, mas espero muito mais de 2020.


Para 2020 quero manter os meus ainda mais perto. 


Quero apostar forte nas minhas relações com os outros - tenho muita tendência para me esquecer de responder a mensagens ou retribuir chamadas. Quero ler mais e melhor, quero manter os meus hábitos alimentares e de exercício físico, mas se for possível, quero melhorá-los. Quero ser mais sustentável, consciente e informada do mundo que me rodeia. E quero viajar, conhecer novos sítios ou revistar locais onde sou feliz.


Venha daí esse ano.
Tenham um grande 2020.





quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Mesas de Natal



Não é segredo que decorar a mesa de Natal e de Ano Novo é a minha "tarefa" favorita, bem a par de embrulhar presentes e decorar a árvore de Natal. Nunca decoro da mesma forma e existe todo um processo de reflexão, pesquisa e poucas compras para que todos os anos sinta que fiz um bom trabalho, com a minha família reunida à mesa. Adoro tudo isto e não sou nada tradicional, isto é, não acho que uma mesa de Natal tenha que ter vermelho e toalhas e loiça alusivas. Até acho um desperdício comprarmos loiças festivas que só façam sentido ao longo de 1 semana num ano inteiro. Por isso, prefiro sempre procurar nos armários que peças é que temos disponíveis e que poderão fazer a diferença na mesa. Sei bem que não vamos comprar pratos, talheres ou copos diferentes todos os anos - que seria? -, mas gosto de variar com a cor das toalhas, com as flores e as velas e com outros pormenores que fazem toda a diferença.


Este ano vou decorar a mesa do Ano Novo. Não sei porquê, mas adoro que seja em tons de branco e dourado, sabem? A minha favorita foi esta, de 2015. Este ano ainda não decidi como vai ser, mas já decidi que vos vou ajudar a decorar a vossa e inspirar-vos com uma espécie de get the look:




Gostaram desta ideia? Sou capaz de seguir ;)





segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Presentes de Natal



Por mais que sejamos contra o consumismo do Natal, é quase impossível não nos entrar o desejo - por vezes, a obrigação - de comprarmos algumas lembranças para as pessoas mais especiais na nossa vida. Eu adoro comprar, confesso. Cada vez mais, sinto muito prazer em escolher criteriosamente o presente perfeito e a pensar no que a pessoa me diz que gosta e que adorava ter. Só acho consumismo quando damos "por dar" e quando oferecemos presentes inúteis ou de muito fraca qualidade.


Normalmente, no Natal nunca tenho nada que queira muito receber e este ano não é exceção. Costumo comprar um presente para mim própria, algo que seja mais especial (uma boa carteira, por exemplo), mas este ano, nem isso tenho em mente. Há apenas uma coisa que eu gostava de ter, mas sei que o mais certo é não dar uso, porque #nódoanacozinha. Estou a falar de um processador. Podem-se rir, que eu também me rio. Tenho imensas receitas "guardadas" para quando tiver um e eu sei que se um dia tiver, não vou fazer nenhuma. Yep. That's me.


Bom, mas não venho para vos falar das minhas pancadas, mas para vos dar algumas ideias para oferecerem às Mãezinhas e às Amigas do coração. No fim, deixei uma listinha para mim também, só porque sim - ah ah ah ah. O que importa referir é que há presentes para todas as carteiras. Mesmo! Há presentes abaixo dos 10€ e outros quase nos 100€. É só adaptar ao nosso budget... Vamos a isso:


Para a Mãe
Oferecer presentes à mãe não deve ser assim tão difícil. Pelo menos para a minha, não é. Uma jóia é sempre bem-vinda (se não puderem oferecer uma marca mais cara, não faltam boas peças na Parfois, por exemplo). O perfume favorito ou até um guarda-jóias fica sempre bem. Eu sou apologista de oferecer livros, mas neste caso, se têm uma mãe toda moderna, porque não apostar num Kobo? E outros acessórios de moda necessários e cheios de pinta vão deixá-la muito contente. Podem sempre oferecer uns sapatos bonitos, um bom casaco ou outra peça de roupa que ande a namorar (apesar de o mais certo é que passados 2 dias esteja a metade do preço). Outras coisas bem boas de receber são bilhetes para concertos ou espetáculos ou ainda fins de semana em hotéis bonitos. Para a mãe, o que importa é a intenção... E muitos beijinhos!
Guarda-jóias e Anel TOUS ● Anel Calvin Klein BOUTIQUE DOS RELÓGIOSPerfume Chloé PERFUMES E COMPANHIABrincos SWAROVSKIKobo FNACCaderno de Receitas ZARA HOME ● Guarda Chuva PARFOIS ● Carteira BERSHKALenço BIMBA Y LOLA


Para as Amigas
Ajamigas são aquelas pessoas que estão sempre lá, para o bom e para o mau, não é? Por isso, vocês devem conhecer as vossas como ninguém e se bem que há umas que são mais loucas por make-ups e super girly stuff, outras são mais do desporto ou de geekices. Ou se forem como eu, consiguem encontrar valor em tudo isso e assim é muito mais fácil de agradar (sou uma amiga de sonho... cof cof cof). Podem sempre oferecer coisas neutras, caso não queiram arriscar muito, como um estojo, uma mantinha quentinha ou um coffret. Se a vossa amiga é mega fã de Harry Potter, porque não um Trivial? Ou se é uma viciada em sushi, é criar condições para saborear em casa... Se for uma amiga muito prática, uma mochila, uma garrafa e uns phones catitas são uma boa opção. Se for organizada, uma agenda é essencial. Os livros continuam a ser uma excelente opção, bem como peças de roupa especiais que sabem que ela vai A-MAR!

Guarda-jóias, Agenda 2020 e Garrafa STRADIVARIUS Coffret PERFUMES E COMPANHIA ● Trivial Harry Potter FNACManta IKEA ● Estojo TOUSConjunto Sushi CASA SHOPCachecol e Batom H&MMochila e Phones PARFOIS


Para Mim
Ah ah ah ah, ainda bem que eu disse que não queria nada, não é? A verdade é que nada do que está aqui nesta lista me faz falta, à exceção da agenda de 2020 e dos livros - never too much, right? A pulseira e os brincos são amores de longa data, mas nunca me decidi a comprar porque #falida. O pijama faz sempre falta e não me venham com o mimimi que isso não é pijama de inverno e que uma t-shirt com buracos chega para dormir, não é preciso tanta coisa. Eu é que sei. Os sapatunchinhos são muito lindos na imagem, mas nunca vi na loja. Hei-de ir lá visitá-los. Têm a minha carinha, lá isso têm, tal como o conjunto-que-não-é-conjunto de lingerie da H&M. Falando agora do kit de viagem, é tipo, love. Ainda por cima em caxemira que é só dos meus materiais favoritos e há muito tempo que ando para comprar um tapa-olhos e porque não armar-me em Katie Holmes? Mal não faz. Por fim, o presente que eu passo a vida a dizer "se não sabes o que me oferecer, dá-me livros!". É fácil, pesquisem a lista da BBC 100 Livros para ler antes de morrer e podem oferecer-me qualquer um - menos a Bíblia, que não acho muito útil para mim. Já li 11 dessa lista (que pobreza), portanto, é não repetir. Em todo o caso, qualquer livro do Saramago é mais do que bem-vindo... À exceção dos que já li. Fácil, não é?
Pulseira e Cinto BIMBA Y LOLA Agenda 2020 STRADIVARIUS ● Brincos SWAROVSKI ● Conjunto de viagem Caxemira, Pijama Cetim, Sutiã e Cuecas H&MSapatos BERSHKAA Cor Púrpura, Mulherzinhas e O Jardim Secreto FNAC

Espero que tenham gostado e que tenham achado muito útil este post. Eu diverti-me, sem dúvida ;)
No entanto, não se esqueçam que oferecer é giro, mas estar presente é muito mais!





quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Super Cápsula


Há tanto tempo que queria fazer este post... Uma coleção cápsula com cor e padrão e tudo de bom para um inverno que se quer quentinho, mas animado! Cada peça foi escolhida a dedo e gostava de ter cada uma delas, ou versões mais... digamos... "ricas" delas. Realço o meu amor pelo vestido florido, a versão low cost da saia a imitar pele, o top e blusa e os botins... E tudo o resto, basicamente. Que belas peças que aqui estão...

Não me limitei a selecionar um conjunto de 16 peças, mas também conjuguei-as de várias formas e feitios para vos comprovar que podemos estar em bom em qualquer altura, usando só um pouquinho de criatividade. Além disso, misturei peças mais acessíveis com outras de ótima qualidade, como os casacos, o calçado e a carteira, aquelas que serão usadas mais vezes e, por isso, convém terem uma maior durabilidade, certo? Estou a pensar bem?


BlusaTop


Eu adoro estes jogos de imaginação e criatividade, de pensar como posso rentabilizar as peças nos mais diferentes cenários sem que pareça desapropriado. E é precisamente isso que devemos fazer no nosso dia a dia: jogar com as cartas que temos, que é como quem diz, usar a roupa que temos no roupeiro de forma criativa e divertida.


Versão office, em bom!
E a prova comprovada de que não precisamos de ser hiper formais para estar elegantes.
Além disso, para estar bem não precisamos de andar desconfortáveis nem passar frio - sabem aquela história de "quem tem brio, não tem frio"? já era... Vamos privilegiar o conforto sem descuidar da pinta, pode ser? Vejam como:





Mood fim de semana on!
Outro caso a ter em atenção: andar "casual" não é, de todo, sinónimo de andar desleixada.
Quantas vezes deixamos esse espírito de desleixe apoderar-se das nossas pessoinhas? Quando damos por nós já estamos ali no limite, quase a sairmos de casa com as calças de fato de treino. Não podemos deixar que isso aconteça. Sim, podemos relaxar um pouco, usar peças muito mais casuais e descontraídas, podemos até não usar maquilhagem (é o que eu faço!), mas manter a pinta, ok? Alguns destes exemplos servem também para usar em trabalhos mais informais (eu usaria todos!).





A little party never kill nobody
Por fim, e não menos importante, até porque estamos na época delas: as festas.
E quem diz festas diz jantares, cocktails, saídas à noite, festas e festinhas mais ou menos formais. Há para todos os gostos e para todas as circunstâncias.








Espero que este post tenha sido útil.
O propósito também era dar-vos algumas ideias para o dia a dia e até para as festas que se avizinham.
Deixem feedback ;)