quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

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Já estou com muuuuita vontadinha de começar a clarear o roupeiro. Vá, tenho que admitir que tenho evitado os pretos à grande - já foram ver os looks no meu Instagram para comprovar o que eu estou a dizer? - mas mesmo assim, tenho saudades de uns tecidos mais vaporosos, umas t-shirts de algodão e de pele à mostra.


Estou muito apaixonada por estas sapatilhas e pelos tons de toda a nova coleção da Bimba y Lola. Estou muito inclinada para estas calças da Mango que têm uma cor extraordinária e com esta carteira cinza da Parfois, que me parece que tem todos os pormenores certos - já não me lembro da última vez que gostei de uma carteira dessa marca.


Mas também devemos manter debaixo de olho a linha da Zara Recycled Capsule, de onde pertence esta mochila.


Para já ando a absorver o que se anda a ver por aí sobre as novas tendências e a tentar filtrar o que serve para ver e admirar numa runway e o que vai dar para usarmos no nosso dia a dia. Aguardemos que ainda há muita chuva e frio pela frente!



quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

O Feminismo e a ignorância-mórbida

Andava no outro dia pelo facebook - cada vez mais inútil devido à estupidez humana - e deparei-me com a seguinte "notícia"



Reparem que escrevi "notícia" entre aspas. Não foi por acaso. Vamos então analisar, apenas por esta imagem, aquilo que está mal aqui. 


Primeiro, o meio de comunicação. Como é que um jornal como o Diário de Notícias anda a partilhar "notícias" do Delas? Eu já sei que não é a primeira vez e que esta prática é mais comum do que o desejado, mas essa realidade surpreende-me todos os dias. 


Segundo, o título, que nada ou pouco diz. Quer dizer, até diz muito se ficarmos atentos ao pormenor do "assume", como se fosse uma grande revelação. Mas vamos lá fingir que isso foi apenas uma escolha fraca da palavra. Continuamos... I mean, onde está aqui a notícia, pessoal? Eu até compreendia que isso poderia ser notícia por ser um membro da família real, que é conservadora, ainda por cima um homem, mas depois olhei para a fotografia escolhida. 


Chegamos ao ponto terceiro, a fotografia escolhida. Fiquei tão chateada, mas tão chateada com isto, que nem imaginam. Nela vemos o Harry a fazer um gesto com as mãos que, descontextualizado, aparenta ser o que chamam de "gestos femininos". Então temos um homem que "assume" ser feminista e apresenta-se na foto com uma posição "feminina". 


O propósito é óbvio: confundir o leitor e provocar a discussão. 


Conceitos como feminista e feminino estão aqui misturados e remexidos e isto deixa-me enojada. Todo este circo montado no meu feed e eu só penso "como é que é possível?". Isto apela à descriminação, à intolerância, à ignorância. Podem achar que sou eu a exagerar, mas acho mesmo que é assim que se começa a criar pequenos Bolsonaros-Trump-raio-que-os-partam. Se não pudermos contar com os meios de comunicação social para esclarecer, para nos ajudar a compreender conceitos, a sermos mais tolerantes, a conhecermos diferentes perspetivas... Então servem para quê?


Servem para quê?!


Faço questão de não abrir nenhuma destas porcarias que me aparece no feed para não lhes dar os clicks que lhes pagam estas notícias. Mas também não preciso de saber o que está no interior para saber que nada tem que ver com o que eles "querem dizer" com o título e com a imagem escolhidos. 


Mas agora vocês dizem "Ah estás a exagerar! O pessoal não é parvo e pensa pela própria cabeça. Sabem bem o que é o feminismo e compreendem bem o que está por detrás deste clickbite". E aí eu respondo-vos, "não, não sabem". Há uma grande comunidade altamente ignorante - para não dizer estúpida - no facebook, especificamente nos comentários. Gente que está a empurrar de lá para fora os mais esclarecidos. Os estúpidos normalmente vencem os espertos pelo cansaço. E como por norma começam a restar apenas os estúpidos, os comentários começam a ficar cada vez piores, mais assustadores. Foi para comprovar a minha teoria que os fui ler. Reparem nisto:






"Não jogo nos outros clubes", "crise de identidade", "Que vergonha. Credo!", "Isso é princesa", "Feminismo é o cancro do século XXI", "casou para esconder a homossexualidade" ou "jeito não lhe falta" são alguns comentários que podemos ler aqui. Havia mais, mas não continuei.


Já conseguimos perceber a ignorância, a intolerância e a pobreza de tudo que há nestas pessoas?


Mas serão os únicos culpados por estes pensamentos/comentários retrógradas, ofensivos, estúpidos, ignorantes e intolerantes? Eu digo que não. Digo que quando contamos com meios de comunicação como este que difundiu esta "notícia", não podíamos ter uma sociedade diferente. É impossível termos uma cultura digna, respeitosa, tolerante enquanto que o Correio da Manhã e outros que tais forem os jornais mais lidos no país.


Eu faço questão de não abrir estas coisas. Faço questão de me focar apenas naquilo que é informação e que me vai tornar melhor pessoa ou mais culta. O resto é barulho de fundo feito e escrito para os tolos. Por favor, não sejam tolos. Procurem informação de qualidade, leiam muito mas leiam bem, bom, do melhor que encontrarem. Confirmem as fontes antes de acreditarem em tudo o que vos ponham à frente e, acima de tudo, se não perceberem um conceito, pesquisem primeiro. Não comentem, não julguem, não assumam uma posição de forma ignorante.


E antes de terminar este post gigante, mas que tinha mesmo que existir tenho mesmo que dizer:
Todos nós deveríamos ser feministas!


Sê-lo no real sentido da palavra, sem fundamentalismos e sem preconceitos. 
E ser feminista é tão simples como exigir e lutar por direitos iguais entre homens e mulheres.


Am I right?



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Respirar



Adoro decoração. Adoro ver casas. Adoro ver a forma como as pessoas decoram as suas próprias casas - isso mostra muito do que elas são e de como elas vivem


Acho mesmo que há pormenores que fazer toda a diferença nas casas. Tons bonitos, materiais especiais e alguma originalidade. Por mim, eram estes tons: o bege, o cinza e o branco como base. O dourado nos apontamentos. Verdes secos, os azuis e os padrões floridos em pormenores.


Não é preciso mais.
E vocês, o que acham?




Tudo da Zara Home e da H&M Home 
(Nova Coleção)



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Estilo à Filme

Nem sempre sei o que vestir e nesses momentos baseio-me nas minhas inspirações: bloggers, figuras públicas, músicos, atores e personagens... Por falar em personagens: peguei em 5 mulheres super estilosas e construí um closet-inspiração para uma semana inteira. Claro, sempre a pensar no trabalho.


Blair Waldorf
 Casaco Massimo Dutti | Vestido Mango Outlet | Clutch Parfois | Botins Zara | Collants H&M


Andrea Sachs
Casaco Zara | Vestido e Óculos Mango | Sapatos Aldo | Luvas Parfois 


Carrie Bradshaw
Casaco, Camisola e Cachecol Mango | Vestido H&M | Carteira Zara | Botins e Collants Uterque


Margaret Tate
Blazer e Saia Mango | Cinto e Sapatos Zara | Carteira Parfois


Donna Paulsen


Que vos parece?
Também se vão inspirar nestas super-mulheres?



quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Marquises, para que vos quero?

Nós tugas somos fanáticos por marquises. A sério! Vão lá ver as varandas dos apartamentos - especialmente os mais antigos - e contem lá as que foram transformadas em marquises. Vai dar um número muito próximo da metade... Se não ultrapassar.


Algumas marquises já estão no projeto do prédio, outras são acrescentadas pelos moradores. Eu não sou particularmente fã de marquises porque, na minha opinião, ainda não vi uma única que estivesse bem aproveitada. Servem apenas para estender roupa e pôr o calçado, sempre com aspetos descuidados, muito feias e impessoais.


Serei a única a achar isso?


Era tão mais interessante termos um espaço, que à partida recebe tanto sol e calor bom, onde pudéssemos viver lá. Fazer aquilo que gostamos e aproveitá-lo da melhor maneira possível. Quando penso numa marquise, penso num espaço onde posso estar sentada num cadeirão confortável, virada para os janelões e para a vista exterior, a ler um livro, por exemplo. Ou a ver uma série no computador. Ou a beber um copo com uma amiga depois do jantar. Esta é a minha noção de marquise. Vejam lá estas imagens em baixo e digam-me lá se não são muito mais giras do que um espaço feio e frio para estender as cuecas.


Um cantinho de leitura




Uma ideia inteligente é aproveitar este espaço para montar o escritório!



Ou sermos espertas e criar um closet original (se ficar, claro, ao lado do quarto) e com uma luz ótima para fotografias... e maquilhagem, vá!



E se se transformar no sítio perfeito para refeições rápidas ou drinks with friends?



Ou um sítio só para relaxarmos e fugirmos do stress do dia a dia.




Tenho ou não tenho razão quando digo que devemos investir mais nas marquises desta vida? No fundo acabamos por investir mais em nós e no nosso bem-estar, certo?


Quem está comigo?



quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

You


Já que a semana passada vos falei de um filme - lembram-se? Não? Então revejam aqui o que eu disse sobre o BlacKkKlansman: O Infiltrado - esta falo-vos de uma série. A mais recente queridinha da Netflix chama-se You e tem como protagonista o Lonely Boy mais famoso da televisão, Penn Badgley, ou então Dan Humphrey, mais conhecido por Gossip Girl.


You é uma visão twisted sobre o amor e as relações numa época em que a vida gira à volta das redes sociais.


Joe Goldberg (Penn Badgley) é o dono de uma livraria e é absolutamente apaixonado por livros, especialmente os raros e primeiras edições. Tudo estava normal até Beck (Elizabeth Lail) entrar na sua loja e arrebatar o seu coração. Os dois trocam algumas palavras e nós, espectadores, sabemos sempre o que o protagonista está a pensar, já que ele é o narrador. Percebemos no momento que há ali uma crescente obsessão. A partir daí Joe simula, manipula, persegue, rouba, e faz coisas muito piores para conseguir ter o amor de Beck - não é difícil de fazer aqui um paralelo com a personagem de Penn em Gossip Girl, pois não?




É claro que que Joe é um psicopata encoberto pelo ar de um homem sensível, carinhoso e com bastantes problemas do seu passado. Mas Beck não se fica atrás. Esta personagem é uma miúda frágil, insegura, que deseja a atenção dos homens - super daddy issues! - que vive uma vida que não pode suportar para tentar mostrar ser alguém que não é. Joe consegue perceber tudo isso no momento em que se senta em frente ao computador e vasculha vida de Beck através das redes sociais. Consegue até encontrar a morada e muitas outras informações pessoais - é aqui que nos perguntamos que raio andamos nós a postar online de forma inocente e que pode ser tão, mas tão perigoso se essas informações caírem nas mãos erradas...


A série está cheia de clichés, mas serve para nos mostrar que devemos ter muito cuidado com aquilo que escolhemos partilhar nas redes sociais.


Quanto à série em si, apesar de ser bastante cliché e, por vezes, óbvia, tem momentos de tensão, de suspense e consegue captar a nossa atenção, mais para o meio da temporada, não logo no início. A perversidade e a doença de Joe vai tornando-se mais grave e assustadora a cada episódio. Mas ao mesmo tempo, vemos que também pode ter bom coração ao ajudar o seu pequeno vizinho Paco. Já Beck mantém-se uma mulher confusa, que não sabe o que quer, que encontra sempre forma de piorar uma situação e que não percebe quando está a ser manipulada, quer por Joe, quer pelas amigas. Em particular pela Peach (Shay Mitchell), que é uma bitch - mas que, admito, é a minha personagem favorita de todas - que tem uma estranha obsessão por Beck, mas ainda assim parece ser a que mais se importa com ela. Nesta série nenhuma personagem é só boa ou só má. Há um misto de ambas as características que nos leva a gostar ou a não gostar da mesma personagem em menos de um episódio... Como na vida real, certo?




A série tem falhas, não é memorável, mas é um bom corta-sabores para passarem de uma série mais complexa para outra.


Ah! E quanto às histórias de haver por aí muito mulherio a suspirar por um Joe Goldberg nas suas vidas, penso exatamente o mesmo que em relação ao Christian Grey: COI-TA-DAS!


You
de Greg Berlanti e Sera Gamble
Com Penn Badgley, Elizabeth Lail, Shay Mitchell



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

The Best Men Can Be!

Claro que já ouviram falar ou até já viram o novo anúncio da Gillette.
Se ainda não viram, vejam lá o vídeo aqui em baixo, que eu espero. 




Pronto, agora estamos em pé de igualdade para falarmos sobre este assunto que anda a apoquentar muitas almas, especialmente masculinas, e que já levou ao boicote da marca em causa.


Na minha opinião, só por haver este tipo de reações, este anúncio já faz sentido.


O anúncio tem uma mensagem bastante positiva sobre de que forma é que nós, seres humanos, nos podemos tornar melhores uns para os outros. Aqui focam-se apenas nos homens. Há milhares de outros anúncios que se focam apenas nas mulheres. Mas vamos ser claros como a água: ao longo dos séculos os homens têm vindo a ser o sexo privilegiado, controlador, abusador e, não percebo muito bem como, foram sendo sempre desculpados com frases como "boys will be boys". E isso não está correto. Não está mesmo nada correto. 


E não falamos apenas de casos graves de assédio ou até mesmo de violação. Não. Falamos de coisas mais subtis, mais do dia a dia que acontecem e que são retratadas no anúncio: mulheres a serem silenciadas numa reunião rodeada de homens - que nunca, não é?! -, crianças vítimas de bullying com os pais dos agressores a responderem "é só uma brincadeira, eles são miúdos" - quem nunca, parte II!!! -, o assédio na rua, na escola, no trabalho, ainda que em forma de piada, elogio ou piropo. You name it. E acredito que alguns homens nem percebam o desconforto e o sentimento de injustiça que causam porque, mais uma vez, estas atitudes já estão tão intrínsecas que se tornaram banais.


Rejeito sempre as generalizações. E continuo a rejeitar neste caso, mas admito que este anúncio faz todo o sentido até porque vários exemplos retratados estão no nosso dia a dia, estão incutidos na nossa cultura. Nossa, dos homens, que os praticam sem, por vezes, se aperceberem do que estão a fazer, porque ouvem os pais a dizer, vêem os amigos a fazer e normalizam estas práticas. Nossa, das mulheres, porque passamos uma vida a desculpabilizar todas as atitudes machistas, de assédio, de descriminação, de diminuição.


Não sei se repararam, mas neste vídeo não é apenas o homem que é criticado.
E isto é muito importante referir!


A mulher também é posta em causa, como o ser obediente, como a que fica calada, silenciosa perante um abuso para com o seu corpo e o seu intelecto, a que abana a cabeça em concordância, a que se ri e que se predispõe a parecer um objeto sexual para procurar a aprovação de seja quem for - mas deixo já aqui explícito que essa atitude da mulher não dá o direito a ninguém de a assediar ou de partir do princípio que pode usar e abusar dela.


Por outro lado a própria sociedade é posta em causa. Toda ela. Todos nós. Que ouvimos e não intervimos, que vemos mas não atuamos. Que rimos. Que comentamos. Que atiramos mais lenha para a fogueira. Que gozamos. Que passamos e viramos a cara ao lado. Que achamos tudo muito normal, coisas "de miúdos" ou que "é só uma brincadeira".


O foco desta campanha são os homens, porque são eles que neste momento podem ser a diferença no mundo - e porque são eles o público alvo da Gillette, claro. São eles que podem perceber o que está errado e melhorar. Mas também somos todos nós, sem generalizar, mas a acertar no foco: 


Isto é mesmo o melhor que podemos ser?


Todos. Sem exceção. Homens. Mulheres. Nós como comunidade.
Só pelo facto de estarmos a falar sobre isto, só pelo facto de existir discórdia, boicotes à marca, pessoas absolutamente revoltadas com tudo isto, me leva a pensar que este tipo de mensagens têm que continuar a ser espalhadas. Mais. Melhor. Maior. Em todo o lado. Até ser absorvida, compreendida e aceite como uma verdade irrefutável.




Homens, não tomem isto como uma ofensa. Olhem para este anúncio como um abre-olhos e comecem a fazer a diferença. Porque vão mesmo fazê-la, sabem?



Estamos no Instagram!



Aleluia, aleluia!
O Sticky&Raw já está no Instagram e eu gostava muito que vocês fossem lá seguir, porque estar a falar para o boneco é chato, não é?


Começo já por vos dizer que já lá está uma foto do meu look de ontem. Sim, do MEU look. Me-do! Mas vale a pena ir lá nem que seja para criticar! Ahahah, estou a gozar, ok? Não sejam mauzinhos!


Mas a sério, vão lá ao Instagram que está aqui.
Eu vou ficar mesmo muito contente! :)



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Let's Get This Party Started



São daquelas pessoas que já têm 2349 convites para casamentos, batizados e festas que tais só este ano? E já pensaram em aproveitar os saldos para poupar alguma coisinha? Hum? Sabemos que ainda não estão cá fora aqueles vestidos lindos de verão, mas ainda há peças que valem a pena e a preços inacreditáveis! Não acreditam? 


Então vamos lá a essa missão: outfits de saldo para as mil e uma festas de 2019.


P.S. Vejam o link das peças na descrição das imagens.


Têm assim uma festa mais simples? 
Umas bodas de prata? Um jantar mais formal mas não tão formal como um casamento? O que me têm a dizer deste conjuntinho bem catita?
Look total 119,88€

Brincos Parfois | Sapatos Massimo Dutti | Calças Bimba y Lola | Top Uterque | Clutch H&M


Então e uma comunhão ou batizado?
Este look é super divertido, feliz, bem disposto e extrovertido. Só serve a pessoas iguais a ele.
Look total 72,92€

Vestido Mango Outlet | Clutch e Sapatos Zara | Brincos Uterque


São as madrinhas? A mãe da criança que vai ser batizada?
Podem ir em bom sem irem cheias de brilhos e bangs. Os tons suaves são perfeitos para estes eventos, bem como as rendas. Eu apostava em algo deste género.
Look total 114,97

Vestido H&M | Clutch Mango Outlet | Sandálias Aldo


Têm uma inauguração ou um evento tipo cocktail à noite?
Nessas situações, o preto é aceitável e recomenda-se, principalmente com este vestido cheio de rendas e pormenores bonitos - parece tapadinho, não parece? Acrescentem poucos acessórios, mas em bom, e apostem numa maquilhagem mais elaborada.
Look total 87,93€

Vestido Mango | Carteira Zara | Sandálias Uterque


E casamentos? Quem tem casamentos?
Desta vez dou duas opções: um vestido curto e outro comprido e um mais verão e outro mais meia estação. O primeiro tem uma cor linda para destacar aquele bronze bonito, mas devo confessar que sou apaixonada pelo último, por ser tão tudo e tão simples ao mesmo tempo. É a minha cara!
Look total 161,93€ | Look total 100,94€

Vestido Uterque | Sandálias Zara | Colar Bimba y Lola | Clutch Mango


Vestido Bimba y Lola | Clutch Zara | Sapatos Massimo Dutti


Já acreditam agora?
Boas festas cheias de pinta! ;)



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

BlaKkKlansman: O Infiltrado


BlaKkKlansman é uma história dos anos 70 sobre um jovem negro que sonha ser polícia, sem se importar com a descriminação racial que reinava naquela altura.


Ron concretiza o seu sonho de entrar na academia e, rapidamente, começa a marcar a diferença na missão de desmascarar a seita Ku Klux Klan. E como é que decide fazer isso? Entrando em contacto telefónico com um elemento da seita e fazendo-se passar por um homem branco, racista, que partilha dos mesmos ideais. 


Rapidamente é aceite no grupo.


Isto parece o início de uma anedota, mas a verdade é que esta história é verídica, o que torna tudo muito mais surreal.


Depois deste primeiro contacto bem sucedido, era preciso arranjar um "rosto branco" para Ron se apresentar aos seus novos comparsas. É aí que entra o seu companheiro Flip, que se faz passar por ele e ambos atuam em conjunto para conseguirem infiltrar e conhecer ao pormenor a hierarquia, os elementos envolvidos e os movimentos da seita. Sempre com Ron ao telefone e Flip a aparecer nas reuniões.




Ambos conseguem entrar em contacto com vários elementos e participar em eventos importantes, o que faz com que pudessem descobrir os seus planos de ataque a tempo de os evitar.


Spike Lee pega numa história verídica e narra-a de forma leve e descontraída, sem a tornar desrespeitosa ou leviana. Pega numa história caricata, mas horrível e transforma-a numa espécie de comédia-negra, com um diálogo irrepreensível, com factos verídicos misturados à ficção, com violência e com muita desumanidade. E ainda assim, BlacKkKlansman é um filme que chama a atenção para esta época  triste e violenta da América de uma forma original, sem ser dramática ou pesadona.




Eu não acho coincidência este filme ter saído nesta altura em que existem Trumps e Bolsonaros aos pontapés. E acho cada vez mais importante que apareçam filmes destes. Muitos e bons. E que sejam de visualização obrigatória nas escolas deste mundo fora, porque o mundo está a ficar cego de ódios vários e a história tende a repetir-se. E isso assusta-me.


Quanto à realização, acho que o Spike Lee fez um trabalho brilhante. Há dinamismo, há comédia, há drama, há suspense, um guião cómico e inteligente e o elenco é soberbo. Spike Lee mostrou-nos uma nova forma de contar histórias e eu aconselho-vos mesmo a ver.


BlacKkKlansman: O Infiltrado
de Spike Lee
com John David Washington, Adam Driver, Topher Grace, Jasper Paakkonen, Laura Harrier 



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Praga



Se me perguntarem qual foi a minha cidade favorita das três que visitei na minha última viagem, digo-vos - a custo, confesso - que foi Praga. E isso vê-se pela quantidade surreal de fotografias guardadas. Não é mais bonita, nem mais elegante, nem mais cosmopolita, nem mais limpa ou mais segura do que as outras duas, mas foi a que mais me surpreendeu. Senti que a própria cidade era um monumento só, uma cidade de conto de fadas, cheia de surpresas em cada esquina. Adorei tudo em Praga: a arquitetura, o urbanismo meio esquizofrénico, as pessoas, o ambiente, o Natal, a zona do rio, até a comida, mas principalmente a cerveja - e bebeu-se muita cerveja, senhores!


Mas vamos por partes como da outra vez?


Onde fiquei?


Em Praga as nossas opções foram igualmente limitadas, mas podemos dizer que não nos correu nada mal. Ficamos no Cosmopole Hostel, bem localizado, modesto, mas muito pitoresco, como aliás era toda a cidade. O único defeito: apesar de termos um quarto privativo com duas camas, a casa de banho era partilhada. Isto fez-me alguma confusão no início, mas depois quando lá cheguei percebi que não havia problema nenhum. Os balneários eram mistos mas muito limpinhos e privados. Era como se houvesse várias casas de banho completas dentro de um espaço só. Nós entrávamos, fechávamos a porta à chave e tínhamos um WC completo só para nós. Tudo muito tranquilo e nunca houve qualquer problema. Foi uma ótima experiência! Foi talvez o alojamento mais barato e ainda tínhamos incluido o pequeno-almoço que era bem composto e servido no rooftop que tinha uma vista de outro mundo para a cidade... E ainda nos guardaram a mochila durante uma manhã de borla (no hostel de Berlim, por exemplo, pagava-se à hora). Aconselho, se estiverem a pensar ir a Praga.


Onde comi?


No primeiro dia em Praga, jantamos no U Budovce - não me perguntem como é que isto se pronuncia nem o que quer dizer. Fomos atraídas pelo ambiente e pela música jazz ao vivo. Fica numa rua um pouquinho escondida na Cidade Velha. Queríamos comida típica, quentinha e boa. Comemos Goulash, talvez o ex libris da gastronomia checa, húngara e por aí fora. Já tinha experimentado em Portugal num restaurante checo, mas não comi com dumplings. E eu queria muito experimentar dumplings. Em resumo, o prato é um estufado num molho bem rico em sabores - que é como quem diz: picaaaaante!!! -, acompanhado com os tais dumplings que me sabe e parece, nada mais nada menos que pão de forma sem côdea. Tudo combina e tudo sabe bem! Começamos com uma sopa de tomate quentinha e boa e eu juro que era menina para emborcar uma panela daquilo, meus senhores... E as saudades que eu já tinha deste pitéu que me conquistou o coração na Polónia há muitos e bons anos atrás? Que delícia... Para acompanhar, a bela da cerveja preta, claro, em tamanho XXL, que eu acho que não existe outro por aquelas bandas.


O almoço no dia seguinte foi no restaurante dentro do Castelo de Praga, o Kavárna a Restaurante Na Baste - ahahahahah nem tento! Não liguem muito ao site, está desatualizado. O restaurante fica dentro do Castelo de Praga e para quem quer explorar o local, aconselho. A comida é muito boa e os preços não são exagerados, como seria de esperar naquela zona, além disso o espaço é muito bonito e agradável! Nós queríamos comer algo checo, por isso foi a nossa opção, mas certamente que se quiserem algo mais barato (pizzas ou street food) vão encontrar fora do perímetro. Eu comi pato com dumplings, desta vez em duas variáveis: com e sem ervas aromáticas. Gostei muito, mas achei que a minha experiência de gastronomia checa tinha mesmo que parar por ali - aquilo é comida muito potente!


Nesse dia ao jantar, depois de muuuuuuitos quilómetros percorridos, encontramos um restaurante muito apetecível mesmo no segundo centro de Praga. Escolhemos a Pizzaria Coloseum, porque já não dava para comer mais comida checa. Foi um cabo dos trabalhos dar com a entrada para o restaurante, já que fica dentro de um centro comercial, no 1º piso, com uma vista fixe para a Praça Venceslau - o centro nevrálgico das compras e do consumo em Praga. A minha amiga pediu pizza, que estava bem boa, e eu pedi, claro, risotto com presunto - que estava tão salgado que me ofereceu um herpes no dia seguinte - mas que eu gostei muito. A minha amiga acompanhou com uma cerveja e eu com um copo de vinho tinto - risotto é com vinho, certo? ;) - e terminamos com um tiramissú que estava bem bom. Voltamos para o hostel cansadas mas de barriga aconchegada!


O que visitei?


Mal chegamos a Praga, perto das 18h, fomos logo visitar a Cidade Velha (Staré Mesto) onde fica o famoso Relógio Astronómico. Vimos as figuras a passar, espetáculo que decorre a todas as horas e que junta vários turistas para o curto espetáculo. Passeamos pelas ruas daquele centro histórico lindo, maravilhoso e cheio de decorações natalícias - aliás, estavam a decorar a gigantesca árvore de natal e o mercado de natal! Fizemos um pequeno reconhecimento, jantamos pela zona e retomamos ao nosso hostel que o dia seguinte ia ser duro.


No dia seguinte, decidimos visitar o Castelo de Praga, em Malá Strana, e para isso, atravessamos a Charles Bridge, que é uma das pontes mais famosas da Europa e é lindíssima. Conseguimos conhecer melhor o seu significado no dia seguinte, quando fizemos uma espécie de "visita guiada", mas falamos disso mais à frente.


 O Castelo de Praga não é apenas um Castelo tradicional, nem nada que se pareça. É um enorme grupo de edifícios, entre eles Museus que explicam a história da cidade, jardins, igrejas e, claro, a grande e magnifica Catedral de S. Vito, que é de visita o-bri-ga-tó-ri-a. A entrada no Castelo é gratuita, mas paga-se para entrar em alguns edifícios e monumentos. Os preços não são elevados e um bilhete dá entrada para várias dependências. Nós não tivemos tempo de visitar tudo, por isso escolhemos apenas o bilhete para visitar a Rua do Ouro e a Basílica de St. George. Mas se vocês forem com tempo para visitar tudo, aproveitem bem o vosso bilhete! 


Dentro do próprio recinto havia um Mercado de Natal - pareciam cogumelos! - e aproveitamos para descansar as pernas a beber um chocolate quente. Logo na praça do mercado, visitamos a Basílica de St. George e daí continuamos até à Rua do Ouro. É uma rua onde existem várias casinhas minúsculas e coloridas e é tão pitoresco que parecem de bonecas. Mas a verdade é que naquelas casas habitavam ourives (daí o nome da rua) e outros funcionários do Castelo. Mais tarde, teve um inquilino famoso. Kafka mudou-se para o nº 22. Atualmente servem de lojas de comércio artesanal e museu. Terminamos a visita ao Castelo de Praga nas masmorras, com máquinas de tortura medonhas e alguns esqueletos pelo meio. 


A viagem de regresso é maravilhosa devido à vista panorâmica sobre a cidade. Ah, esqueci-me de dizer: subir até ao Castelo não é para meninos, mas vale bem a pena ;)

Pelo caminho de regresso visitamos a Igreja de St. Nicholas que apesar de se pagar a entrada (2,50€, acho!) vale bem a pena para quem gosta de arte sacra ou simplesmente arquitetura, como eu. O interior da igreja é magnifico, todo em mármore branco e rosa e tem um ambiente tranquilo e longe dos empurrões dos turistas.


Antes de voltarmos a atravessar a ponte para o outro lado da margem do rio Vltava visitamos o Muro em homenagem a John Lennon, sem antes passarmos por um novo Mercado de Natal. Aí foi impossível tirar fotografias de jeito porque o pessoal amontoava-se naquele meio metro de muro e fazia autênticas sessões fotográficas! De regresso ao centro de Praga, já na outra margem, seguimos caminho até à zona judaica, Josefov. Infelizmente, quando lá chegamos já não conseguimos apanhar o cemitério aberto, mas ainda o vimos por uma frinchinha de um portão. Seguimos pela rua Parízska e admiramos toda uma panóplia de montras que vão desde Chanel, a Gucci, Chloé, Cartier... Bom, já perceberam.


A este ponto, já era noite cerrada e nem 17h eram. Faltava-nos ver a Praça Venceslau e lá fomos, sempre a entrar nas lojas para nos aquecermos quando o frio nos incomodava demais - quando começou a ficar vento foi duro. A Praça Venceslau é gigante, tipo a Avenida dos Aliados, mas muito, muito maior - ou pelo menos, foi a minha perceção. Entramos em várias lojas - e aproveitei para comprar a prenda de natal para o meu pai - e depois, já vencidas pelo cansaço e pela fome, decidimos que precisávamos urgentemente de uma cadeira e de comida. E nem 19h eram, vejam bem! Mas os checos jantam bastante cedo, para nosso espanto. O que faz todo o sentido, porque como escurece tão cedo, parece sempre que já é tardíssimo. Depois de comermos e bebermos bem, com uma bela vista, decidimos que ainda era cedo para ir para a cama e voltamos à Praça da Cidade Velha para bebermos uma cerveja e celebrar o Pinheiro à nossa maneira - se não sabem o que é o Pinheiro de Guimarães, têm mesmo que pesquisar. No final, voltamos para o quentinho do nosso hostel para descansar.


No último dia em Praga, acordamos com o objetivo de ir conhecer Praga... pelo rio. E lá fomos nós, à procura de empresas que estivessem a vender ingressos. Por 11 ou 12€ fizemos uma viagem de 50 minutos de barco, com direito a guia local, audio-guia em português (e uns phones!), uma bebida quente e um bolo. É uma experiência que eu aconselho MESMO porque ficamos a conhecer Praga numa perspetiva diferente. E sempre podemos ver os belos patos e cisnes que habitam o rio! No final, regressamos ao hostel para recolher as nossas mochilas e seguimos caminho para a estação de comboios, para daí partir para o nosso último destino: Viena.




O que perdi?
Claro que como só ficamos 1 dia e pouco, houve escolhas que nos vimos obrigadas a fazer. Infelizmente não consegui visitar toooodas as igrejas, toooodos os museus, tooooodos os edifícios super importantes. Mas conseguimos conhecer grande parte da cidade, do ritmo, dos hábitos... No fundo, eu gosto de sossegar o espírito e, por vezes, só sentar-me num café a aproveitar o momento. E não há nada de errado com isso, pois não? Gostava de ter entrado no cemitério judeu e a uma sinagoga. Não visitamos museus nem subimos ao monte de Petrin. Também não passamos junto da Casa Dançante.




Sobre Praga
Praga surpreendeu-me por ser tão pitoresca. É uma cidade cheia de movimento e cheia de vida. O que vale mesmo a pena fazer é passear pelas ruas e "perdermo-nos" no tempo - o que não é difícil. Quanto aos preços, foi a cidade mais acessível de todas, muito semelhante à nossa realidade, até porque a moeda não é o euro, mas sim a Coroa Checa. Não se preocupem, quando lá chegarem, basta ir a uma caixa ATM e levantar dinheiro. Por norma também aceitam multibanco, mas convém sempre andar com dinheiro na carteira - um dos restaurantes que fomos não tinha. Ah, também tenham em atenção que há sítios que "exigem" gorjeta.

Apesar de ser a cidade mais "pobre" a nível de estilo de vida dos habitantes, senti-me sempre bastante segura, mesmo durante a noite. Questionei o rececionista do nosso hostel sobre a segurança da cidade e ele, de forma sensata, disse-me que à partida não há problemas, mas convém termos cuidado. E é isso mesmo que vos digo: relaxem, mas tenham o olho aberto, em Praga e em todo o lado, mesmo 1na vossa cidade.

Existem transportes públicos e são muito usados pelos locais, mas um turista não precisa usar porque consegue percorrer todo o centro da cidade a pé e, convenhamos, é a parte gira da viagem.

Quando falei do estilo de vida mais "pobre", também me referia à grande quantidade de sem-abrigos que vi em Praga. Muitos. Demais. E partia-me o coração vê-los a pedir daquela forma: de joelhos no chão, cabeça baixa e as mãos estendidas. Não falavam, não olhavam para nós, só estavam ali. Foi o único ponto negativo da visita.

Apanhei temperaturas muito baixinhas e a noite é realmente gelada. Por isso, se forem a Praga nos próximos tempos, levem um casaco bem quente, como este que se vê nas fotos e que eu usei TOOOODOS os dias. Além disso, não se poupem nos gorros, luvas e cachecóis. Não se vão arrepender.

Vale tão a pena ir a Praga!