quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

o amor

No dia dos namorados decidi recorrer aos prós nesta cena do amor. Que é como quem diz, os casais mais cutchi-cutchi de sempre. Há alguns que eu ando sempre debaixo do olho, que os admiro e que os acho exemplos a seguir e outros que comecei a prestar atenção mais recentemente mas que já conquistaram o meu coração. Ora espreitem lá a minha seleção dos 10 casais mais românticos de sempre:

Victoria e David Beckham
Casados há 14 anos e com 4 filhotes. São um casal perfeito, lindo e maravilhoso e com aquele humor britânico no ponto! Sigo-os no Instagram e são mesmo divertidos.

Jools e Jamie Oliver
O casal mais cool de sempre. São namorados desde o liceu e casados há 18 anos (!!!) e têm 5 filhos (!!!) cada um mais engraçado que outro. Têm uma relação muito descontraída e apaixonada. São uns fofos. Já vos disse que sou mega-mega-mega fã do Jamie Oliver? Não? Sou mega-mega-mega fã do Jamie Oliver.

Kate e William
Os príncipes mais incríveis de todas as monarquias. São quase pessoas como nós... Estão juntos há um tempão, mas casados desde 2011. Têm dois filhotes pequeninos e mais um a caminho. São um exemplo a seguir pela restante realeza e a prova de que o amoooouuurrrrr vence tudo.

Olivia Palermo e Johannes Huebl
São giros, são ricos e são apaixonados. Estão casados desde 2014.

Michelle e Barack Obama
Estes dois amores dispensam apresentações. São um exemplo para todo o mundo e conseguiram juntos atravessar todas e quaisquer adversidades. São namorados desde a adolescência, casados há 26 anos e têm duas filhas.

Blake Lively e Ryan Reynolds 
Um casal que não se leva nada a sério. São brincalhões e sempre prontos para mandar uma piada um ao outro. Os posts de ambos nas redes sociais sobre a relação deles - e outros assuntos - são sempre de chorar a rir. Além disso, parece que foram esculpidos por anjos e juntos por Deus. Sim, porque um gostoso nunca está só. Estão casados há 7 anos e têm dois filhos lindos como os pais...

Louise Roe e Mackenzie Hunkin
Se há casais divertidos, este é definitivamente um deles. São giros e meio parvos, no bom sentido. Estão muito apaixonados até porque casaram há pouquinho tempo - em 2016 - e acabaram de ser papás!

Gisele Bündchen e Tom Brady 
O casal mais fit de todos, sem dúvida. Apoiam-se mutuamente de uma forma bonita. São bem dispostos, de bem com a vida e preocupados com o ambiente. Casaram há 9 anos e têm dois filhotes.

Meghan Markle e Harry
Era uma vez uma miúda do povo que se apaixona por um príncipe. Ele apaixona-se por ela também. E viveram felizes para sempre. É assim que começam as histórias da Disney e é assim também que acontece a história destes dois giraços que só eles. E pronto, lá se vai o último ruivo giro disponível no mercado *snif*snif*snif*

Rachel Zoe e Rodger Berman
Estes dois são namorados desde a adolescência e casados há 22 anos. São os dois bem malucos e com alguns hábitos e manias estranhos. Mas são apaixonados e apoiam-se incondicionalmente. Além disso, têm dois pequenos anjinhos de olhos azuis.


Qual é o VOSSO casal-modelo? Contem-me lá...


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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

play

Mais quatro filmes riscados da lista super-extensa dos Oscars de 2018. Entre eles, o meu favorito, talvez, do ano! Vamos a isso?

Eu, Tonya
7,7 IMDb
Antes de ver este filme dizia que o Oscar de Melhor Atriz ia limpinho para a Frances. Depois de ver a interpretação espetacular da Margot, vacilei. Se for ela a próxima dona da estatueta, ficará muito bem entregue.

Eu, Tonya conta-nos a história real de Tonya Harding, uma rapariga americana pobre, que vive no seio de uma família disfuncional, com um pai ausente e uma mãe abusadora e negligente. Tonya cresce sem auto-estima, sem saber como é amar e ser amada. É má estudante e o seu único talento especial é a patinagem no gelo. É nele que se concentra praticamente desde os quatro anos de idade, muitas vezes obrigada pela mãe. Daí às grandes competições nacionais foi um instante - de facto, o seu talento era enorme - e depois, os Olímpicos. Harding casou muito jovem com um homem também abusador e violento - tal como a sua mãe - para fugir da vida que tinha desde pequena. Não mudou para melhor. Entre fins da relação e recomeços, Tonya continuava firme na patinagem, mas nunca foi considerada como uma das melhores - apesar de aplicar todos os movimentos na perfeição - porque a sua figura pouco esguia e um estilo mais rebelde não encaixavam no perfil que os júris pretendiam para uma patinadora de alta competição. Também no meio onde era a melhor, continuava a ser uma persona non grata. Tudo começa a descambar quando o seu marido - idiota e pouco dado à inteligência - decide dar um empurrãozinho e, juntamente com o seu (ainda mais idiota) melhor amigo, lesionam a concorrente direta de Tonya. As investigações decorreram e determinaram que Tonya beneficiou deste acontecimento - apesar de defender que não tinha conhecimento de nada - e, por isso, foi expulsa definitivamente da patinagem e proibida de participar em qualquer competição dessa modalidade. Este caso foi altamente polémico nos anos 90. Estamos a falar dos Jogos Olímpicos e de duas das melhores atletas de patinagem no gelo.

O filme está contado quase como se fosse um documentário, baseado nas entrevistas feitas às personagens principais (Tonya, mãe, ex-marido e o melhor amigo deste). A montagem está muito bem feita e a informação é muito clara e concisa - gosto quando não me perco em informações. O filme está mesmo muito bom, cheio de humor negro e de drama, também. Mas a grande ovação vai para a incrível Margot que fez um PAPELÃO! Desde a caracterização às competências atléticas, a miúda acertou em cheio, e digo-o porque no final de ver o filme fui ao YouTube comparar e, de facto, foram muito fiéis à realidade.

Gostei muito de Eu, Tonya e senti pena dela. Segundo o que é descrito no filme, ela era uma menina inocente, farta de sofrer na vida, que nunca soube o que era o amor próprio nem de outra pessoa. A patinagem era o seu escape e o seu único talento. Tirar-lhe isso foi quase como assinarem-lhe uma sentença de invalidez vitalícia. Sem isso, ela era apenas uma miúda sem dinheiro, sem estudos e sem nenhuma competência ou aptidão especial. Percebi também que temos evoluído bastante desde os anos 90 - apesar de ainda haver MUITO para fazer - e que o papel da mulher na sociedade e em grupos mais restritos já não é tão homogéneo. Vamos começando a aceitar a diversidade que existe e, só assim, é que conseguimos evoluir. Acho que todos nós perdemos muito com a saída de Tonya da modalidade. Acho que ela poderia ter feito coisas extraordinárias. Mas não se preocupem, ela acabou por dar a volta ;)

Chama-me pelo teu nome
8,3 IMDb
Dos melhores filmes que já vi. Acho que vai ser o meu Capitão Fantástico de 2018.

Aqui vemos a história de um intenso e verdadeiro amor de verão. O jovem Elio vai com os seus pais passar o verão à casa de férias algures no norte de Itália. O seu pai é professor e arqueólogo que acolhe um estudante durante as férias para o ajudar nas investigações. Oliver chegou cheio de confiança e com uma certa arrogância. Um americano típico. Não agradou Elio logo no início. À medida que o tempo vai passando os dois vão sendo obrigados a aproximarem-se um do outro até não conseguirem mais separar-se. E dá-se assim uma das histórias de amor mais bonitas que vi no cinema.

Até à primeira meia hora (45 minutos, vá) de filme não consegui compreender muito bem se aquilo ia ser um filmão do caraças ou se ia descambar para o maior flop dos últimos tempos, disfarçado de filme independente, filosófico e pseudo-coiso. Fiquei ali meio na desconfia para descobrir para qual dos lados se vai virar. E não podia virar-se de melhor maneira... Aqueles minutos finais dão toda uma nova perspetiva sobre tudo o que se passou ao longo daquelas 2 horas repletas de imagens de uma coisa a que eu chamo paraíso (tenho uma paixão por paisagens italianas assim) e uma série de experiências pelo caminho.

Call me by your name podia descambar rapidamente para o brejeiro e ordinário. Em vez de tudo isso, é genuíno e muito cru mas ainda assim poético e utópico. Não há cá filosofias nem planos estrategicamente trabalhados para explorar os momentos mais intensos. Não. É o ser humano tal e qual como ele é. São as experiências e a busca interior e as dúvidas sobre a descoberta da sexualidade duras e cruas, ali expostas no ecrã. Tal e qual como nos acontece na vida comum. Sem floreados. Mas a vida humana, e particularmente as relações pessoais, têm qualquer coisa de mágico, não é? Têm ali umas pitadinhas de pequenos milagres diários que dão toda uma nova camada às nossas experiências, vivências e perspetivas. E é nisso que o filme é poético: tem uma magia permanente de nos mostrar a vida e os relacionamentos como são e deixá-los simplesmente ser. Acontecer. Sem medos ou receios do fim anunciado.

Este filme fez-me parar para pensar: quanto tempo me permiti ceder às minhas emoções? quanto tempo me permiti a sentir-me triste, magoada, frustrada e aceitar isso como um processo duro mas necessário para a transição? Que mania a minha de me mostrar sempre muito superior aos sentimentos e de achar que nada realmente me afeta quanto tudo, na verdade, me dói, quase de forma física. Quando vi o filme chorei. Chorei muito. Porque eu gostava que alguém me tivesse dito o que disseram ao Elio. E gostava de ter tido a coragem que ele teve de abraçar aquela dor horrível, ter tempo e predisposição para ficar ali a sofrer e, só depois, seguir em frente...

Em Call me by your name sabemos como tudo vai terminar - mais coisa menos coisa - mas somos levados pela intensidade daquele amor de verão, genuíno, puro, inocente e, tal como as personagens, quase que nos esquecemos que o fim está próximo e a vida tem que voltar a ser feita. Longe do paraíso. Fora das temperaturas quentes de verão onde se usa o mínimo de roupa possível e não há problema em andar descalço todo o dia e dormir de noite com a janela aberta. Levamos aquele murro no estômago, tal como eles levam com a perceção do quão efémera foi aquela relação linda. É tempo de seguir em frente. É tempo de "suck it up and embrace the pain".

Queria escrever-vos um texto mais composto e profissional sobre este filme. Mas ainda estou a digerir as emoções. Aqui está um trabalho fenomenal a nível de fotografia, cenários, produção e, sobretudo, de realização. É um filme para vermos de longe a longe, para nos fazer lembrar de algumas coisas que precisamos que sejam relembradas com alguma frequência - temos tendência para nos esquecermos do mais importante - e para voltarmos a acreditar. Oiçam também a banda sonora. Está em loop por aqui há uns bons dias.

O Armie Hammer já me tinha conquistado num filme improvável - Os Agentes da U.N.C.L.E. - e cada vez me surpreende mais com as suas interpretações. Mas não foi nomeado. Estou a torcer pelo pequeno Elio (Timotheé Chalamet) para que leve o Oscar de Melhor Ator, que bem merece - parece-me improvável, principalmente por concorrer com Daniel Day-Lewis e Gary Oldman, mas ainda assim, há que ter esperança -, que a canção Mistery of Love leve o galardão para Melhor Canção Original (está em loop) e que Call me by your name seja o Moonligh de 2018. Estou a torcer muito.

O Quadrado
7,6 IMDb
Vi este filme no grande ecrã. Ia sem grande expectativa até porque não fui ler nada sobre o filme, nem sobre os atores e nem prestei atenção ao trailer. Não gosto de saber muito antes. Gosto de ser surpreendida e de interpretar as coisas à minha maneira, sem me guiar por críticas ou opiniões de outros. Gosto de ir ao cinema e ser uma tela em branco.

No caso de O Quadrado (nomeado para Melhor Filme Estrangeiro - sueco) foi amor à primeira vista. Mesmo. Foi um prazer ver este filme no grande ecrã e estou a torcer para que vença o seu galardão. Mas vamos lá por partes.

Christian é o curador de um Museu de Arte Contemporânea que se prepara para inaugurar uma promissora exposição chamada "O Quadrado". A premissa dessa instalação é fabulosa - não vou contar, têm que ver - mas as coisas correm mal na comunicação desta exposição e o Museu e o seu curador vêem-se em apuros. Christian é um bom cidadão, consciente das suas ações, responsável, amável, generoso e bondoso. Pai extremoso de duas crianças, divorciado e rico.

O filme tem vários ângulos para explorar: 
a comunicação - até onde podemos ir? o que é a liberdade de expressão e qual o seu limite? há limite para a liberdade de expressão? 
a arte - o que é a arte? a arte deve incomodar? se for demasiado fraturante é considerada necessária/serviço público ou um atentando? a arte deve ser mais do que bela? uma obra de arte vale por si só ou vale porque está dentro de um museu, que lhe confere uma aura artística e de aceitação?  
o altruismo - o que é ser altruista? fazemos o bem porque somos altruístas ou porque é politicamente correto? somos sempre altruístas ou somos quando nos convém ser? será que não ganhamos nada em sermos altruístas? e quando há situações em que essa característica é essencial, será que temos a lucidez para o ser?
herói/vilão - somos só um? somos uma mistura dos dois? vamos intercalando de acordo com a situação, o contexto e o nosso estado de espírito?

Haveria muito mais a refletir, até porque este filme é um ensaio sociológico da nossa comunidade, da nossa sociedade politicamente correta, cheia de falsos valores, que aponta o dedo com a mesma facilidade que dita palavras elogiosas. Pessoas que frequentam determinado espaço e convivem com determinadas pessoas porque lhes dá uma aura mais intelectual, superior... Mas interiormente há um vazio. E a arte, quando todos dizem que deve ser fraturante, ninguém a aceita quando o é. Apontam o dedo e dizem que foi longe demais. Adoro filmes que mostrem diferentes perspetivas de uma situação. Que mostrem outras realidades, outros pensamentos e outras formas de estar. Gosto particularmente quando não há um herói nem um vilão. Gosto quando o ser humano é o centro de tudo, no seu melhor e no seu pior.

O Quadrado deveria ser OBRIGATÓRIO.

A Hora Mais Negra
7,4 IMDb
Não tenho muito para dizer sobre A Hora Mais Negra para além da brilhante interpretação e caracterização de Gary Oldman. Está tão, mas tão boa que não consegui identificar o ator. Só nas minhas pesquisas é que percebi que era o agente amigo do Batman - grande parte das minhas referências no cinema baseiam-se em filmes de super-heróis, sorry about that! -, sabiam disso? Eu não sabia e fui apanhada de surpresa e, ao mesmo tempo, fez-me admirar muito mais o seu trabalho.

Não posso dizer que é um filme desinteressante. Isso não o é. Aliás, nada do que é contado sobre a II Guerra Mundial é desinteressante ou com ausência de conteúdo. Mas aqui o que se destaca, sem sombra de dúvidas, é a impressionante interpretação de Gary Oldman de uma das personalidades britânicas mais famosas de sempre: Winston Churchill. Todo o trabalho maravilhoso do ator, aliado ao fantástico poder da caracterização, fazem-nos esquecer que há uma pessoa debaixo daquele manto todo de profissionalismo. Vale a pena por isso. E vale a pena dar-lhe um Oscar - mas não vou falar muito porque ainda não vi todos os trabalhos dos outros nomeados (faltam-me 2: Denzel Washington e Daniel Day-Lewis). Apesar de tudo, continuo a torcer pelo Timotheé, é importante referir.

Quanto ao resto do filme, achei-o interessante mas nada épico. Dentro do género, o Dunkirk dá-lhe 10 a 0. Ora ainda bem que estamos a falar de Dunkirk, porque é precisamente sobre este episódio da História da II Guerra Mundial que este Darkest Hour se debruça. Neste filme vemos a história contada do outro lado da margem, as decisões políticas, os jogos de poder, as ponderações, tudo. Em Dunkirk vemos os soldados, os inimigos e a incrível resiliência do ser humano. É giro ver os dois. Como em tudo, há sempre dois lados. Mas se tiverem mesmo que escolher um ou outro, vejam Dunkirk. Sem dúvida.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

happy kid


O fim-de-semana foi o melhor que tive nos últimos tempos - meses!
O sábado começou cedo que havia muito para fazer. Entre escolher o meu presente de aniversário - um mês depois, mas vem sempre a calhar - e ir passeando, passou-se a manhã. À tarde fui tratar um pouco de mim, que bem precisava e segui para um lanche incrível numa das novas pastelarias da cidade. Fiquei fã e quero repetir em breve. Cheguei a casa já ao finalzinho da tarde e comecei a preparar-me para o jantar da empresa. 5 minutos antes de sair de casa decidi que não queria levar aquele vestido. Toca a despir, assaltar o roupeiro e sair a primeira opção que me pareceu aceitável. Foi a melhor decisão. Estava fiel a mim própria. Como não tirei nenhuma foto de corpo inteiro, mostro-vos uma réplica do meu look na imagem em baixo. Pode ser que precisem de inspiração:

Nenhuma das peças são iguais às que eu usei, mas são muito idênticas.
Vestido maxi estampado floral Mango | Botins bordeaux  Zara | Sobretudo cinzento Zara | Brincos gigantes dourados Mango | Carteira preta Mango | Batom vermelho H&M

Aprovado?

O jantar foi agradável mas terminou cedo. A festa seguiu apenas com alguns resistentes para um bar alternativo na cidade. Que maravilha de descoberta - nunca lá tinha entrado. Fiquei fã. Primeiro, porque fica num edifício histórico (a minha cena) e depois porque nada é bonito nem nada está arranjado ou com floreados. Não há elegância nem tem um ar minimamente chique. Até é um pouco sujo, na verdade. Parece um sítio escondido nas barbas de toda a gente. Tem um ar underground... Ai como gostei! O pessoal vai ali para ouvir boa música e conviver. Ponto. Não é para andar de gin para a frente e para trás, para o engate ou para o aparato. Lá podemos ir de camisola de capucho que ninguém quer saber. Foi também um verdadeiro estudo sociológico. A determinada altura olhei à minha volta e conseguia ver cada um dos estilos da nossa sociedade: havia jovens de 15, 16 anos e senhores e senhoras nos seus 60. Havia quem viesse sozinho, quem viesse acompanhado pelo grupo. Havia homens a beijar homens, mulheres a beijar mulheres e homens a beijar mulheres. Havia pessoal a beber muito, pessoal que não bebia e que estava só pela música. Havia rastas, cabelos azuis, muitas tatuagens e piercings e havia também camisinha e sapatos vela - e eu de vestido até aos pés e lábios vermelhos. Não me senti, de todo, deslocada. Toda a gente estava a conviver agradavelmente com a diversidade, sem julgamentos nem juízos de valor. Senti que estava no lugar certo - e finalmente um sítio na minha cidade onde não ouvi nem vestígios de um Despacito.

A noite já ia longa, mas a fome apertou. Depois de sairmos daquele bar-maravilha nós, os ainda resistentes, seguimos para o sítio típico. Se fosse março, já teríamos saído de dia de lá.

O domingo foi dia de dormir até mais tarde, para recuperar minimamente e depois de seguir para as minhas obrigações.

Durante o fim-de-semana ainda tive tempo para ver mais um filme nomeado (conto-vos noutro post) e ainda de continuar a ver Handmaid's Tale. Se não viram, não sei de que estão à espera. Prometo que falo sobre isso quando terminar a temporada - faltam dois episódios.

E pronto, o meu fim-de-semana foi maravilhoso. Que saudades que eu tinha de passear um bocado, sem horas marcadas nem ninguém à minha espera para "trocar de turno". Que bom que foi dançar e ser empurrada e espremidinha no meio da multidão. Que saudades... Venham mais como este que eu tomo-lhe o gosto muito rápido ;)


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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

play

Chegou a minha altura favorita do ano no que ao cinema diz respeito. O meu único dilema é escolher o melhor filme para ver. Até agora, tenho deixado para o fim aqueles que eu acho que vou gostar mais (The Post e The Shape of Water). Assim, cá estou eu para mandar alguns bitaites sobre os filmes que estão nomeados para as mais variadas categorias na cerimónia que vai acontecer no domingo, dia 4 de março. Vamos a isso?

3 Cartazes à Beira da Estrada
8,3 IMDb
Vi este filme antes da maioria dos outros filmes nomeados. E disse "este é o vencedor". Ou, pelo menos, para a Frances McDormand vai ser limpinho, limpinho... Entretanto já vacilei um bocadinho. Vi o Eu, Tonya e, confesso, não me importava nada que a Margot levasse a estatueta. Mas voltando ao filme.

3 Cartazes à Beira da Estrada não é um drama nem é uma comédia. É uma mistura perfeita entre os dois. Uma mãe muito revoltada pela passividade da polícia que nunca se empenhou em descobrir o violador e assassino da sua filha adolescente, decide alugar três outdoors gigantes, junto a uma estrada e deixar a sua mensagem de forma clara e inequívoca. Claro que essas frases não foram bem recebidas pela pequena comunidade de Ebbing, muito menos pela polícia que era incompetente e desleixada. Mildred (a personagem principal) desempenha um papel de mulher de luta, de coragem, cheia de raiva e de sofrimento, que depois dessa tragédia passou a sobreviver em modo piloto automático. Pelo caminho encontramos o chef da Polícia, Willoughby, amigo de longa data de Mildred. Outra personagem maravilhosa que nos oferece cenas cómicas e outras dramáticas. Mas sempre num equilíbrio perfeito, sem descambar. E que difícil deve ser isso... Depois há também o agente Dixon que é um palerma, um incompetente e um imaturo. Durante o filme vai evoluindo, vai crescendo e vai aprendendo e dando lições.

Todas as personagens estão tão bem caracterizadas, tão claras, tão factuais que parecem reais. Quase que podíamos fazer um filme sobre cada uma delas, porque cada uma tem um background que explica sempre os seus comportamentos e perspetivas. Essa profundidade e complexidade de cada uma delas é o que torna o filme tão incrível: são pessoas como nós. Mesmo. Não há bons e maus na história - apesar de nos parecer que sim, no início. Durante o decorrer do filme conseguimos empatizar com a Mildred e também chega ao ponto de quase desejarmos que alguém a prenda. O mesmo com os polícias incompetentes - tanto desejamos que tudo lhes corra mal na história, como no minuto seguinte estamos a pedir desculpa por tudo o que pensamos deles... Como na vida, não é? Quantas vezes formamos opiniões precipitadas sobre as pessoas que nos rodeiam e depois nos arrependemos? É o que nos acontece nesta história. E isso é do caraças...

Bom, mas resumindo, que filme maravilhoso. Que construções incríveis. Que profundidade e que dicotomias combinadas na perfeição... Gostei mesmo muito desta história tão original e tão humana. É para ver gente!

Não é o meu filme favorito até agora, mas é o segundo.

Um Desastre de Artista
7,8 IMDb
Um Desastre de Artista é um filme baseado no livro homónimo escrito por Greg Sestero que conta a história das filmagens de The Room. Este filme atingiu o nível de culto por ser considerado "o melhor pior filme de sempre" pela incoerência da história e não só. No centro de tudo isto está o misterioso Tommy Wiseau, um homem que ninguém sabe de onde vem, quantos anos tem e nada de realmente significativo sobre a sua vida. Jura a pés juntos que é americano mas descobriu-se que as suas origens são da Europa de Leste, e mais não se sabe. Tommy tinha o sonho de ser uma estrela e criar um filme épico, um clássico cinematográfico. Então, com a ajuda do seu (ainda) melhor amigo Greg, financiou, produziu e atuou no seu próprio projeto - The Room. Mas o seu génio não era, de todo, compatível com a maioria dos restantes elementos da equipa e todas as histórias de set foram descritas no livro Um Desastre de Artista. Estreou em 2003 e, inicialmente, foi um flop de bilheteira, só estando em exibição em duas salas de cinema de LA. Porém, tornou-se um filme de culto e ainda hoje passa com frequência em todo o mundo (incluindo em Portugal) em sessões especiais.

Confesso que desconhecia por completo o The Room. Nunca tinha ouvido falar no filme, no livro nem no Tommy Wiseau. Na adaptação de Um Desastre de Artista, James Franco interpreta o papel de Tommy e o seu irmão, Dave, o de seu melhor amigo, Greg. Tudo começa com o inicio da amizade de ambos e termina na estreia do projeto ambicioso dos dois. Durante o processo somos confrontados com um homem que tem tanto de amigo e carinhoso como de arrogante e violento. Acima de tudo, Tommy é um sonhador que acredita que tudo é possível e que põe as mãos à obra. A história é contada de uma forma muito dinâmica e interessante, o que nos faz quer sempre saber o que vai acontecer a seguir. É essencialmente cómica e divertida, cheia de piadas certas na hora certa. Mas não nos podemos desviar: o trabalho é do James Franco. Interpreta o papel de uma forma tão credível que quase nos abstraímos que é ele que está ali. Quase que olhamos e não conseguimos identificar o Franco mais velho. E isso é de ator.

Um Desastre de Artista é um filme divertido, bem caracterizado, bem escrito e cheio de dinâmicas interessantes. É outro que deve ser visto.

Blade Runner 2049
8,2 IMDb
Meses que aguardei por este filme, senhores. MESES! Não consegui vê-lo no cinema e aguardei que viesse para o Cineclube. Veio em novembro. Quando ia tirar o bilhete informaram-me que houve um problema com a fita e que não iam exibir o Blade mas sim o Arrival (do mesmo realizador). Pena, já tinha visto e não me apetecia ver de novo. Voltei para casa com a promessa deles de que voltariam a passar. Aconteceu no primeiro domingo de janeiro.

Como vos hei-de dizer... A nível técnico é maravilhoso. É mesmo. É original, cheio de efeitos especiais perfeitos, cheio de pormenores acertados (e o que eu adoro os pormenores neste tipo de filmes) e com um cenário que é um agrado para os nossos olhos. Sabem o que aconteceu n'O Renascido em que em qualquer que fosse o segundo em que fizéssemos pause tornava-se numa excelente fotografia? É o que acontece com este filme: cada frame é uma pequenina obra de arte. Merece cada uma das nomeações aos Oscars nas categorias mais técnicas.

Mais do que isso, não.

O conteúdo não é, de todo, original ou surpreendente ou sequer inesperado. É até bastante previsível. Não há grande conteúdo, na verdade. Há muito pouco que extrair dali para além do deleite visual. A interpretação do Ryan Gosling não é nada de que me venha a recordar no futuro. A certo ponto achei até que o filme era quase chato - só não o foi por causa dos elementos visuais que estiveram sempre a distrair-me. Nem mesmo a interpretação do Jared Leto se fez notar por aí além. Desculpem, mas é a minha opinião. Talvez por ter visto, ultimamente, filmes bem melhores, esta foi a minha perceção. Talvez se daqui a uns meses o voltar a ver já não ache isto que vos estou a dizer... Quem sabe?

Ainda bem que não está nomeado para melhor filme, realizador ou atores, nem sequer argumento. Não seria merecido, ao contrário do que o realizador veio a público dizer. Mas merece cada uma das nomeações em categorias técnicas. Não posso dizer que merece ganhar, porque ainda não vi os restantes - mas competindo, por exemplo, com o Star Wars, dá-lhe 10 a 0 de olhos fechados e uma mão atrás das costas!

Get Out
7,7 IMDb
Já vi o Get Out há tanto tempo que já nem me lembrava que o tinha visto até ter lido o título entre os nomeados.

É a história de um rapaz negro que namora com uma rapariga branca e que vão visitar os pais desta durante um fim-de-semana. As coisas começam a parecer muito estranhas, mas só ele é capaz de as ver. Até que chega a altura em que lhe é desvendado o grande e maquiavélico segredo daquela família e daquela comunidade. Não vos posso contar mais, se não depois não tem piada.

Não sou muito de filmes de terror, mas sempre ouvi falar tão bem deste e gostei tanto da atuação do Daniel Kaluuya num dos primeiros episódios de Black Mirror (um dos meus favoritos) que assisti ao filme, numa das vezes que passou num TVCine. E gostei muito. Gostei principalmente por desfazer aquele mito de que um filme de terror tem que ser previsível e meio parvo. Este não o é. Agora sempre que alguém me disser "Não há nenhum filme de terror de qualidade!" - aquilo que eu sempre disse - eu vou dizer "Ai não? Então é porque ainda não viste o Get Out!". E vou também mencionar o Fragmentado que foi também um grande filme que vi em 2017. Já viram? Mas deviam!

Não é que seja beeeeeem beeeeem um filme de terror. É mais um thriller cheio de suspence e mistério. De jogos psicológicos. E é horrível e desconcertante. A interpretação do Daniel está no ponto e merece ter sido nomeado para melhor ator. Mas, no fundo, todos os outros atores estiveram muitíssimo bem nos seus papéis.

Mesmo que não gostem de filmes de terror, acho que vale mesmo a pena ver este. Vale mesmo. Vão por mim.


Esta foi a primeira remessa de filmes nomeados para os Oscars. Dentro de poucos dias trago-vos mais quatro - entre eles, o meu eleito até ao momento. Mas também gostava muito de saber a vossa opinião sobre estes e outros filmes que vos apeteça falar e mencionar. Venham de lá as vossas críticas e sugestões :)


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

fórmula

A minha fórmula mágica para estes dias de frio tem sido esta:

Jeans + Camisola + Calçado raso (e confortável) + Sobretudo superquentinho

Não há que inventar. Ando sempre confortável, quentinha e pronta para enfrentar as intempéries do dia. Posso mudar o sobretudo por um blusão impermeável ou os botins rasos por uns de salto. Depende dos meus planos para o dia e do tempo.

Quando me canso, substituo as calças por saia preta + collants pretos e mantenho o resto.

Tenho apostado MUITO em camisolas quentes. Tanto que já não me chega uma só gaveta. Tenho que parar com esta obsessão - hahahaha, não, não tenho...

Partilho então a minha fórmula convosco, para vos facilitar as manhãs:

P.S. E estes botins que comprei em outubro e continuam como sendo da Nova Coleção? Hum?
Sobretudo 99,99€, Botins 29,99€ e Carteira 39,99€ Mango | Camisola 25,95€ Stradivarius | Jeans 80€ Aly John | Brincos 2,99€ Parfois


Qual é a vossa fórmula infalível? ;)


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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

superescândalo


Não sou muito de ver televisão. Quando vejo, puxo sempre um filme, um episódio, um documentário ou um programa que queria ver para trás. Ver TV portuguesa é assim para lá de raríssimo.

Quando ouvi dizer que ia começar um novo programa da SIC liguei tanto a isso como quando alguém me diz que vai abrir um novo McDonalds aqui ao lado: interesse igual a zero. No próprio dia nem me lembrei sequer que esse programa estava a passar. Estava muito mais interessada no grande filme que estive a ver. No dia seguinte foi o fim do mundo em cuecas nas redes sociais. Toooooda a gente tinha alguma coisa a dizer sobre aquele programa, sobre a Nanny, sobre a criança do demo e respetiva família, sobre a SIC, a produtora, os patrocinadores, a CPCJ... Enfim, farpas para todo o lado.

Eu mantive-me caladinha como um rato. 
Não vi o programa nem tinha qualquer intenção de ver.

A semana foi passando e a polémica aumentou de tom. Meteu decisões da CPCJ, famílias a querer desistir do programa e a tentar proibir a SIC de passar as imagens dos seus filhos - que foram filmados com a permissão dos pais, acredito. Todo um pandemónio instalado que não mostrava sinais de sossegar. Depois houve o ultimato: a SIC tinha dois dias para eliminar as imagens do programa. Ora que aí eu senti que talvez pudesse estar a perder o acontecimento do mês e, na sexta-feira, puxei o programa atrás - não fosse o diabo tecê-las e depois já não conseguir ter acesso às imagens.

Estava preparada para tudo: tortura chinesa, tortura do sono, insultos, pancadaria, abusos vários - estou a ser irónica gente, calma - mas o que eu vi foi muito simples. Vi:
1) um reality show com um guião definido, com muito sensacionalismo e edição de imagens;
2) uma criança igual a tantas outras que por aí andam, cheias de vícios e manhas, cheias de mimo e de falta de educação, fruto de uma educação onde não deve ter ouvido muitos "nãos";
3) uma mãe desesperada com as atitudes da filha, cansada e cheia de boas intenções;
4) uma apresentadora com ar formal a debitar algumas noções básicas sobre pedagogia.

No final do programa fiquei incrédula com tudo o que fui lendo ao longo da semana. Prometeram-me o drama, a tragédia, o horror e acabei por receber um programa estúpido em que apenas se coloca aqui uma questão:

Até que ponto é que os pais podem, moralmente, expôr os seus filhos desta forma?

E reparem que eu digo moralmente, porque legalmente, que eu saiba, podem. Não há nada na lei que os iniba explicitamente de os inscrever em programas televisivos. Há anos que temos visto na televisão vários programas em que são os próprios pais a inscreverem os filhos (Chuva de Estrelas, MasterChef, Buéréré, e programas de canais públicos como Quem Tramou o Peter Pan e outros). Bem sei que os resultados sociais/emocionais/cognitivos para a criança são diferentes quando comparamos os formatos, mas o cerne da questão é o mesmo. A premissa aqui não é se os pais podem ou não podem. É se os pais devem ou não devem. E nesta questão do moralismo e da educação, todos nós pensamos de forma diferente. 

E digam-me lá, quantas vezes se indignaram a ver o Chuva de Estrelas? Hum?

Não pensem que estou a defender o programa. Não estou. Não acho que seja pedagógico nem consigo ver qualquer vantagem neste formato que não o das audiências - como se tem vindo a notar. Para mim faria sentido sim se o formato fosse mais género de documentário. A ideia é que poderia existir na mesma uma educadora/psicóloga/pedagoga/whatever em que analisasse comportamentos reais, de crianças reais, que fossem escolhidas aleatoriamente e a sua identidade fosse devidamente salvaguardada (claro, sempre com a permissão da família). Não interessava se era a Margarida, a Joana, o Vasquinho ou o Manel. Por exemplo, birras em lugares públicos como supermercados, restaurantes, parques de lazer, ou em casa. E depois de analisadas as situações, abria-se um debate sobre quais seriam os melhores procedimentos para travar ou atenuar estas situações. O espectador em casa ficaria esclarecido, as crianças salvaguardadas e havia aqui algum serviço público de qualidade. SIC, pega na ideia e não digas que vens daqui.

Quais foram as principais críticas apontadas ao programa?

1) A mãe nunca deveria expôr a filha neste contexto. Deveria ter procurado ajuda de um profissional e não vir para a televisão.
Bom, se já procurou ajuda eu não sei. Concordo que sim, que ela deveria primeiro ter recorrido a serviços de psicologia em vez de um programa de TV. Não o fez? Não sei. Vocês sabem? Vocês sabem o que é que aquela mãe já tentou? Eu não!

2) Ela só fez isto por dinheiro.
Por 1000€? A sério? Acham que foi o dinheiro que esteve à frente disto tudo? Eu não me exporia assim por dinheiro nenhum, muito menos por 1000€.

3) Ela só fez isto para ficar famosa.
Famosa por ter uma filha problemática? Por não conseguir dar-lhe educação? Não me parece que seja a ambição de muitas pessoas nesta vida...

4) Que raio de tortura é aquela a do banquinho?!
Bom, também eu já me fui sentar no "banquinho" várias vezes. Uuii, tantas vezes. No meu caso não era o banquinho mas sim "ir para o corredor pensar". E tinha que me sentar no CHÃO. Escândalo. Anos a sentar-me no chão, sozinha, no corredor a pensar na vida... Ou virada para o muro, se estivesse no pátio... Anos disto. Ó para mim, super traumatizada da vida... E não era a Nanny que me punha de castigo, era a minha educadora do jardim de infância (e mais tarde do A.T.L.). Muito mais tempo e por muito menos, senhores! Sou uma vítima.

5) Que disparate compensar a criança por se comportar bem! Para bem até era! A Nanny não percebe nada disto. Só disparates...
Minha boa gente, nesta questão da educação acredito que não haja certos nem errados. Há casos e casos. Se isso não funciona com o vosso filho, há-de ser bastante positivo para o filho de alguém. Como? Não têm filhos? Então não digam que "dessa água não beberei".

6) Irritou-me tudo o que a Nanny disse.
Pronto, passem à fase dois. O que a Nanny diz não se escreve e todos nós temos a liberdade de concordar, de discordar, de experimentar ou de dizer "não, obrigada!". E vão ver que depois de aceitarem isso, cada um vai à sua vidinha em sossego.

Em resumo:
A Nanny não disse barbaridade nenhuma. Também não descobriu a pólvora. Todas as táticas utilizadas por ela já foram utilizadas em mim no infantário e no A.T.L há uns bons anos atrás (poucos anos, diga-se). Para uns resultava muito bem, para outro nem tanto. A Nanny não estava ali para ditar uma verdade absoluta nem a fórmula mágica para termos crianças educadas. Estava a resolver um caso em particular com noções básicas e acessíveis a todos de pedagogia. Ponto. Não fez nada de mal, não ofendeu ninguém. Podem e estão no vosso pleno direito de discordar por completo e educar de forma totalmente diferente. Assim como assim, o que ela disse não é lei. Mas acredito, com sinceridade, que vai ajudar muitos pais e que fez com que muitos deles testassem essas táticas nos seus filhos - provavelmente os primeiros a fazê-lo, foram também os primeiros a criticar o programa.

- Tirando esta questão em cima, o programa não acrescenta nada ao público. Nada. Não há necessidade de vermos na televisão o que vemos todos os dias num supermercado na secção dos brinquedos.  Num outro formato, tal como disse, até aceito e concordo. Assim, não.

- Vamos deixar de ser uns revoltadinhos com tudo nesta vida? Vamos começar a relativizar? É que esta foi a oportunidade perfeita para falarmos do que é ou não é moral na educação da criança, até que ponto é que os pais são "os donos" dos filhos e outras questões absolutamente pertinentes neste momento sobre o tal "superior interesse da criança". Mas não. Mais uma vez, perdemo-nos em pormenores parvos e sensacionalistas, no apontar de dedos, nos julgamentos rápidos e nos convictos "eu nunca!". É assim que se perdem grandes oportunidades de crescermos como comunidade e como indivíduos.

Para terminar, e já me estou a alongar, o SuperNanny podia acabar. Mas a questão essencial mantém-se. Se não concordam, se acham abominável, não vejam. Mas ainda assim foi o programa com mais audiências no domingo... Ups...


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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

a incrível felicidade de voltar a ser eu


Esta semana fui eu. Fui eu como já não era eu há muito tempo. Senti-me feliz, de coração. Parei até um pouco para respirar fundo, olhar à minha volta, olhar para mim, refletida num espelho e pensar "ninguém se está a aperceber, mas aqui está uma miúda feliz da vida".

Desde setembro que, forma repentina, deixei de fazer tudo aquilo que me dava paz, tranquilidade e, acima de tudo, equilíbrio. Ando perdida há muito tempo. Mas o novo ano começou e as resoluções também servem, de vez em quando, para mudar os pontos de vista e para reajustar prioridades. Eu não posso ajudar ninguém se não me sentir bem. Então comecei por me ajudar primeiro e fui... Já tinha voltado ao exercício no início do mês, mas esta semana intensifiquei, fiz novas experiências. Era mesmo aquilo que eu queria, e mais importante, que eu precisava.

Estas dores que eu sinto, aquelas que tornam o simples ato de vestir e despir um casaco a tarefa mais dura do dia, são as dores mais maravilhosas que eu tenho... Que saudades de as ter... Que bom que as tenho... Significa que voltei a ser eu.

É maravilhoso o que uma hora ou duas a fazer aquilo que nós realmente gostamos faz ao nosso humor e à forma como encaramos a vida. É maravilhoso...

Mesmo que me obrigue a estar sempre a correr de um lado para o outro, mesmo que me obrigue a ter três sacos prontos a pegar-e-andar, mesmo que saiba que raramente vou ter um momento em que consiga abrandar, sou mais feliz assim.

Agora é manter, é continuar a ter jogo de cintura para que nada falhe. Claro que vou ter ainda menos minutos no sofá - que já eram praticamente inexistentes - mas vou sentir-me cada vez melhor, mais saudável, mais feliz. E isso é o que interessa.


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ultra-coiso

Já espreitaram as novas tendências? Eu confesso que a minha abordagem ainda foi muito superficial e não me sinto preparada para vos falar do que ainda vem por aí. Neste momento sinto-me muito confortável nas minhas lãs quentes e sobretudos cinzentos. Ainda não me apetece falar de vestidos vaporosos ou de sandálias.

Bom, mas em parte venho aqui falar de tendências, sim. Já ouviram falar da cor do ano? Yep, Ultra Violeta

Apesar de nunca me guiar por essa escolha, sei que esta afeta largamente tudo o que é loja de fast fashion (e não só), bem como lojas de decoração e afins. Ora que fiquei bastante sentida com este violeta elétrico. Quando vi senti um forte tremelique na pálpebra. 



COMO ASSIM VIOLETA?! 

VIOLETA??? A SÉRIO??? NÃO HAVIA UMA COR PIORZINHA PARA ESCOLHER?

HUM?!

Sou hater assumida de tudo o que é roxo, lilás, violetas, lavandas e semelhantes. Não consigo mesmo gostar dessa cor em praticamente nada, não há hipótese... Porém a Pantone elege a pior como cor do ano. E não basta ser violeta. Também tem que ser Ultra. 

Dai-me paciência...

Bom, mas como eu sei que isto vai começar a ser uma inundação desta cor pelas lojas dentro, decidi fazer um apanhado do que já anda por aí.

(O vestido estampado está em saldo na Mango, se quiserem aproveitar...) 
Podem mandar vir o Clarabóia que eu aguento...

Mas com o Ultra Violeta veio também outro tom que me deixa a sentir ataques de pânico: o Lavanda. Verdade. É olhar para as lojas e vê-lo a espreitar por todo o lado. Acho que esta é uma estratégia das marcas para ir introduzindo a cor de cima (muito agressiva) de uma forma subtil. Tipo Iniciação ao Ultra Violeta ou Ultra Violeta para Totós.

Seja como for, não melhora o meu estado de espírito. Continuo a não aderir à onda. Ainda assim admito que é mais fácil de gostar, de usar e adequa-se melhor às novas estações mais quentes.
(Vestido e blusa de laço em saldos na Mango)


Eu não sou de dizer nunca - até porque sempre que isso aconteceu, acabei por engolir tudo - mas não me parece provável verem-me enfiada num destes tons. Ainda assim, gostos não se discutem e se há coisa que eu gosto é de olhar para alguém na rua e pensar "Caraças, que gira! E eu que sempre disse que não gostava daquela cor! Afinal..." Bom, surpreendam-me! Mostrem-me como se faz. Mostrem-me esse Ultra Violeta a bombar nesse street style...

Qual é a vossa opinião sobre toda esta discussão? São fãs ou partilham o tremelique na pálpebra comigo?


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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

vamos falar dos saldos?


Gostava de vos falar dos saldos, mas não há muito a dizer. Primeiro porque eu ainda não tive muito tempo para explorar. Fiz duas incursões aos shoppings mas sempre a correr, sempre com "um compromisso a seguir". Nunca vou a um shopping só para passear. Quando vou é porque tenho a intenção de procurar alguma coisa - o que não significa que vá comprar. Vou sempre ver o que anda por lá, faço o meu estudo de mercado, comparo preços, peças e materiais, visto aqui, experimento ali e só depois tomo uma decisão final. É assim que eu funciono. Ora que ir a um shopping e ter os minutinhos contados acaba logo com a minha vontade. Isso ou saber que está alguém à minha espera à porta da loja a bufar de impaciência. É por isso que, sempre que posso, vou sozinha às minhas compras. 

Em segundo, não ando muito entusiasmada com isto dos saldos. Do que tenho visto (nas lojas e online) não há grandes motivos para ficarmos histéricas. A Mango ainda faz uns preços bem apetecíveis em algumas peças, mas noutras - como os casacos - não nos faz favor nenhum. Sim, há sobretudos a 40€ mas vão lá experimentá-los e depois digam-me se acham que valem isso. O mesmo com a Zara. 10€ de diferença não são saldos, sim? É só uma promoção fraquinha... Na Massimo Dutti não há nada. Nada senhores! No outro dia perguntei à menina onde estavam os vestidos de saldo (tinha visto no site 2 ou 3 modelos que valiam a pena) e ela apontou-me para um charriot. "Mas ali só tem um vestido de malha e um macacão!", disse-lhe. "É o que há!".

Claro que também podemos falar sobre as coleções esquizofrénicas. Tudo é demasiado. O modelo é giro mas tem brilhantes, purpurinas, 10 cores mais 4 estampados, pelo, pele, veludo, tachas, franjas e mais houvesse. Tudo isso num vestido. Mas como? Já tive vontade de pegar numa peça e pedir à funcionária "Olhe é isto, mas em básico. Tem?". Claro que me ia revirar os olhos e dizer-me que não e que eu era supê-aborrecida e que não percebo nada de moda. Perdoem-me se gosto de peças com o seu q.b. de sobriedade. Acho muito bem haver meia dúzia de coisas mais extravagantes para eventos especiais - encham-me com casacos, calças, tops e vestidos de lantejoulas que eu vou a todos! - mas agora encontrar uma peça bonita para ir trabalhar é um achado. O que eu queria encontrar nos saldos deste ano eram vestidos estampados (ou que não fossem pretos). Sabem quantos comprei? Zero. Sabem quantos experimentei? Zero. Não houve um único modelo que eu achasse que até nem era feio ou demasiado decotado, ou com bom material ou simplesmente com uma cor/estampado bonitos.

Talvez eu seja muito esquisitinha mesmo.

Bom, mas tudo isto para vos dizer que não vos aconselho a comprar nada de especial porque não encontrei muitas peças especiais. Ainda assim, fiz algumas compras. Peças básicas-pouco-básicas que encontrei e gostei muito, peças de excelente qualidade e a um preço incrível (melhor achado de sempre!) e uma compra-paixão. Nestes saldos apostei muito nos materiais de qualidade e amigos do ambiente.

Aqui estão as minhas aquisições
1) Um lenço estampado para dar um oupa aos looks mais aborrecidos. Queria ter comprado blusas e vestidos estampados para misturar com o meu roupeiro quase todo em cores planas mas não encontrei nenhuma peça com essas características que valesse a pena.
2) Uns jeans. Não são os que estão na imagem. Não os encontro no site e, na verdade, nunca os tinha visto por lá. O modelo é quase este, mas mais largos e com umas fitas entrelaçadas na parte de baixo da peça que dão um ar muito mais giro ao look. Mesmo que combine apenas com uma t-shirt básica.
3) Uma camisola de caxemira. Igual a esta mas em cinza - que já não se encontra disponível no site. Custava 80 ou 90€ e comprei-a por 30€. Era uma das peças que mais queria comprar e encontrei-a por acaso, perdida entre cabides, no dia dos meus anos. Surpreeeesa!!!
4) Três blusas brancas, todas elas com pormenores bem giros. As minhas blusas já estavam velhinhas e a precisar de reforma. Aproveitei os saldos para compor o roupeiro. Esta blusa tem folhos e bordados, outra tem bordados azuis escuros nas mangas e a terceira tem folhos no peito e uma beirinha a preto. Já não se encontram no site.
5) Um boyfriend blazer que eu andava a morrer de amores há um tempão. É de lã orgânica, de uma linha ecológica e protetora do ambiente. Só por isso, já valia o meu investimento, mas também é giraço, cheio de pinta, e assenta-me que é uma maravilha. Foi a minha compra mais extravagante - porque não precisava - mas eu fiz anos e decidi oferecer-me isto.

Em resumo, apostei em bons materiais e em cores e estilos que combinam com aquilo que eu tenho no roupeiro. Tentei optar sempre por peças que à primeira vista são básicas e combinam com dezenas de outras peças e estilos mas com detalhes giros, que a tornam muito pouco básica, no bom sentido. Foi o que aconteceu com as calças ou as blusas. Não vale a pena inventar muito ;)

Pronto, dou por encerradas as minhas viagens aos shoppings. Só abro uma exceção se vir pijamas ou roupa de treino que valham muito a pena o investimento. O roupeiro está composto.

E vocês o que me têm a dizer dos saldos? Têm investido à grande ou partilham da mesma opinião que eu?


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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

globos de ouro 2018

Como já devem de ter percebido, este ano ando um bocado desligada do mundo lá fora. Tanto que nem me lembrava que ontem era noite de Globos de Ouro e eu, parva, nem sabia quem estava nomeado - apesar de ter as minhas desconfianças, que eu ando distraída mas nem tanto. Quanto aos vencedores, este ano foi bem previsível, o que não quer dizer que seja mau!

Bom, parabéns ao big Franco, ao Guillermo del Toro e à Elisabeth Moss, aqueles por quem eu estava a torcer com maior entusiasmo. E um grande "Uuuuhhh" para o facto de não terem nomeado Black Mirror. Um falhanço.

Bom, mas vamos falar sobre fatiotas? É a única altura do ano em que se esmiuça os trajes das famosas por estes lados. E que bem que sabe...

Este ano foram todas - ou quase todas - vestidas de preto. Esta iniciativa deveu-se ao facto de se sentirem de luto pelos direitos das mulheres e chamarem a atenção para os abusos praticados na indústria do cinema. A grande maioria aplaudiu de pé a ideia e decidiu aderir, o que contribuiu para um rol de vestidos todos na mesma cor, à exceção de 3 senhoras que mais valia terem vindo com um vestido básico da Zara preto que fariam melhor figura. Já lá vamos...

Começamos sempre pela melhor categoria: os piores dos piores!

Barbara Meier
Não sei quem a trouxe, mas ela veio com tudo. Literalmente: ele é flores, bordados, transparências, pelo e penugens várias, degradês, tules... Enfim. Mais valia ter vindo de preto, senhora. É que se olharmos bem, se não fosse o emaranhado de espanadores ostentado na parte traseira do vestido, ainda havia aqui material com suminho para se aproveitar... Pouquíssimo, ainda assim. Como não foi isso que aconteceu, é só a primeira desta vasta lista.

Blanca Blanco
Outra senhora que decidiu não aderir à iniciativa do preto veio assim. Nada contra, porque eu acho que cada um deve fazer aquilo que quer e bem lhe apetece e, na minha opinião, mais vale ir com outra cor e ser genuína do que vestir de preto só porque o resto da manada também vai. Se é para aderir, que seja com um real e genuíno interesse em mudar o rumo das coisas. Mas neste caso, valha-me-nossa-senhora-das-red-carpets, não havia mesmo pior opção... A mulher não precisa de se despir para dizer que pode fazer o que lhe apetece, nem precisa de mostrar a alma para que toda a gente saiba que somos mais do que um corpinho com mamas. Blanca, Blanca... Ou se nasce com isso ou então dá nisto... Espero que tenhas aproveitado a tua última vez na red carpet.

Meher Tetna
Pode parecer implicância mas não é. Aliás, basta olhar para perceberem que não havia como não vir aqui para a lista. Isto até pareceu mau olhado, do género "ai não vens de preto? Então amaldiçoo-te com o pior vestido que possas imaginar. Bibbidi-Bobbidi-Boo." E pronto. Foi nestas condições que estas três senhoras foram lá parar.

Caitriona Balfe
Até podes ir em Chanel, mas qualquer outra de Zara fazia melhor figura. Só de pensar que em tempos já ficaste no meu top... *snif, snif* Ninguém diga que está bem!

Sarah Jessica Parker
Eu até podia revirar os olhos e dizer "ó, ela pode o que quiser", mas isto já é abuso. Eu defendo-te sempre, estou contigo, justifico as tuas opções com conceitos abstratos... Mas isto não tem justificação. O que te vale é que te chamas Sarah Jessica Parker/Carrie Bradshaw. E isso vai chegar sempre.

Issa Rae 
A senhora quis tudo: brilhos e drapeados, capas e caudas, rachas e decotes, flores e jóias vistosas... Deu nisto que se vê.

Kerry Washington
A Kerry tem um super poder muito especial: tanto pode estar no meu top dos melhores como no top dos piores. Não há um meio termo aqui. É do tipo go big or go home. Desta vez acertou e foi diretamente para os piorzinhos. Não compreendo a bota, senhores. Não compreendo as assimetrias e os apanhados do vestido. Tudo ali está uma grandessíssima trapalhada... Para o ano cá estamos então.

Gal Gadot
A Wonder Woman não esteve assim tão maravilhosa nesta red carpet. Raramente está, vamos lá ser honestos. Em contrapartida, deve de ser uma jóia de uma moça, é gira que dói, jeitosa que só ela e esteve muito bem no filme da DC. Clap, clap, clap. Só por isso vou ignorar aquela combinação fatal de blazer-bolero por cima de um vestido de gala que mais parece um reposteiro.

Mariah Carrey
A Mariah Carrey a ser a Mariah Carrey e está tudo dito...
(É só impressão minha ou a senhora está mesmo a ser esganada pelo seu próprio vestido?)

Simone Garcia Johnson
A filha do meu querido Dwayne Johnson pode ter um pai espetacular e na lista dos homens mais bem vestidos da cerimónia, mas a miúda ainda não chegou lá. Há graves falhas de proporções, o modelo faz com que ela pareça muito mais velha do que é na verdade (só tem 16 anos!!!) e ela ainda não tem aquela aura de diva para fazer com que ele funcione. Baby steps... Digamos que para quem está a fazer isto pela primeira vez, não correu assim tão mal.

Octavia Spencer
Eu não queria pôr a minha Octavia nesta lista, mas não há volta a dar. E não me digam "ah mas em Hollywood deve de ser impossível encontrar vestidos para o tamanho dela, tens que dar um desconto." É difícil, mas não é impossível. E digo isto porque esta senhora já esteve entre as minhas favoritas duas vezes. De verdade! Confirmem aqui, em 2012 e aqui em 2017.
Neste caso, a saia de roda e o comprimento da mesma não a favoreceu. As mangas em balão também jogam contra e ela ganha muito mais com um penteado apanhado. Depois há a questão das jóias. Ao longe parecem fantasia. Não gostei mesmo. Mas a Octavia é a Octavia. Ponto final.

Laura Marano
A Laura veio com um vestido emprestado pela Cristina Ferreira, daqueles que ela usava em 2010 quando achava que Micaela Oliveira era alta costura.

Emma Watson
Não sei se pegue pelo vestido, pelo sapato ou pela franja. Está tudo em mau. Tudo. E não sei quem é que foi a alminha que achou boa ideia enfiarem-na numa sapata de ir para a praia na red carpet.


Seguimos para a categoria de: Não sendo os piores, para lá caminham a passos largos...

Alexis Bledel
Já viram Handmaid's Tale? Então vão para casa ver faxabor. Esta menina entra e tem um episódio dedicado a ela que, sem dizer uma palavra, diz tudo e consegue transmitir-nos TU-DO. E isso é do caraças. É gira que se farta e pareceu-me boa atriz. Aqui nos Globos, parece que está nos 60, está feiinha e em mau. Aquele lenço à cintura deve ter sido para tapar um desastre qualquer que lhe aconteceu no caminho - é a única justificação aceitável - e aquelas folhas trepadeiras já não eram vistas em trajes de cerimónia para aí desde 1987. Além disso, este modelo já foi apresentado nos Globos de 2015, mas em bom.

Isabelle Huppert
Aquela bitch face que eu adoro! A Isabelle normalmente acerta sempre, mas desta vez foi beeeeem ao lado. Parece que está de armadura - simbolismo? - e aquele corte nos ombros não a favorece. As mangas largas, neste modelo, parecem medievais. É um grande NÃO para o vestido Isabelle, sorry. Quanto ao resto - jóias, cabelo, make up - nadinha de nada a apontar.

Heidi Klum
A Heidi viu que a Kendal ia com um vestido igual, então nos bastidores agarrou na tesoura e zas-zas-zas, foi metade do vestido para o galho. Não brinquem com a Heidi, meninas, que ela já esteve a apresentar o Project Runway e percebe muito disto... Como se nota, aliás! #not

Zuri Hall
A Zuri aborreceu-me. Pronto, foi isso. Não gostei de nada em particular nem detestei nada com grande intensidade. Foi só um bocejo que me saiu. E eu não gosto que me aborreçam!

Penélope Cruz
A Penélope é sempre fiel a si mesma. E isso é, por norma, uma coisa boa. Menos quando nos referimos a vestidos assim, deste estilo. Se desse para apagar aquele apêndice de tecido manhoso ali ao lado, não estava nada mal. Assim sendo, ficamos por aqui.

Missi Pyle
Pronto, é isto. O crochê da avó em cima, um modelo visto 20903029 mil vezes na red carpet e uma atitude assim para o pobrezinha... Pior que isso, só mesmo o penteado cachos-de-anjo e a pulseira de princesa comprada na Clairs.

Emma Stone
A Emma só aparece em bom em anos ímpares. 2018 é ano de aparecer assim, com a primeira coisa que lhe aparecer à frente, mesmo que lhe falte 30 cm de tecido em baixo e que pareça 30 anos mais velha. Para o ano há mais.


Vamos agora para a categoria dos vestidos emprestados

Yvonne Strahovski
Outra atriz de Handmaid's Tale que é giríssima no ecrã e que aqui nheca. Bom, mas o vestido não é mau, só que foi reciclado de anos anteriores. Já o vimos, pelo menos em 2016 na Naomi Wats e no ano passado aqui, na Amy Adams. Cabelo e jóias tão insossos que nada a salva... 

Christina Hendricks
Tá podendo! É um modelo que, de facto lhe fica bem. Mas olhem aqui a Sofia Vergara nos Globos de Ouro em 2014 e olhem a cópia chapadinha da Lady Gaga em 2016 aqui. Bom, mas em equipa que ganha não se mexe e a Christina esteve bem.

Jessica Chastain
Já vimos a Anne Hathaway assim nos Oscars de 2014. E milhares de outros vestidos com o mesmo modelo mas em tecidos e cores diferentes. A Jessica esteve bem, discreta, distinta, bonita e elegante. Deixou que a sua personalidade fosse o destaque. Mas podemos mudar um nadinha este registo...


A categoria dos mixed-feelings segue já de seguida

Alessandra Mastronardi
Eu não posso dizer que desgosto, porque até há ali coisas que não me incomodam - por exemplo, o cinto e os sapatos. Mas depois há a penugem. E eu fico rabugenta com penugens. Só que a Alessandra está tão gira, tão radiante e sorridente, com um penteado e maquilhagem tão no ponto, que não dava para lhe fazer a desfeita. Fica assim no limbo, é um nim.

Nicole Kidman
A Nicole anda há anos a dar-nos provas de que consegue sempre surpreender-nos: todos os anos aparece com um vestido (e uma cara) pior do que no ano anterior. Desta vez, nem sei o que pensar. É que eu não desgosto de todo deste modelo. Não é o meu género, não acho que ficaria bem a qualquer pessoa e aquele trabalhado ali em cima tem que se lhe diga. Mas na Nicole fica bem. Gostei do conjunto apesar de não morrer de amores pelo vestido.

Diane Kruger
Toda a gente desmaiou de amor por este vestido. Eu só acho que 1) não é nada de novo - já vi este modelo dezenas de vezes - e 2) há demasiada coisa a acontecer ali, demasiado tecido e penduricalhos. Ora, se vamos de preto, não queremos ser cobertas por centenas e centenas de metros de tecido, certo? Eu acho! Mas calma que não estou aqui a sugerir que nos devemos armar em Blanca Blanco. Vá, modos nisso. Bom, concluo que a Diane é gira que se farta, tem os acessórios certos, a postura perfeita, mas para o ano repensamos melhor no vestido a apresentar, está bom?

Eva Longoria
Vou dar um desconto porque a Eva está grávida, mas a verdade é que parece-me muito a Kardashian. O vestido não é a última Coca-Cola do deserto mas também não me apetece passá-lo a panos de cozinha. Voltamos ao nim, então.

Helen Mirren
A sô dona Helen é a sô dona Helen e só por isso já nem devia de estar a ser avaliada. Mas como nós estamos aqui só para entreter e isto vale o que vale, eu vou dizer que desta vez não fiquei fã. Também não odiei, mas não gosto do vestido no seu todo. Há ali pormenores - tipo as mangas, valha-me deus - que me encanitam os nervos. Dito isto, só peço para chegar à idade da senhora com esta pinta, mas num vestido melhorzinho, se não for pedir muito.

Jessica Biel
Outro grande sururu foi este Dior da Jessica. Eu chego-me à frente para lhe dizer que não houvesse aquele tapa-defeitos preto à frente e com um cinto bonito, eu era menina para a passar diretamente para os "bons". Não para os melhores, também não vamos exagerar. A Jessica tem sempre aquele ar fofo e querido, sempre gira e em bom, com a maquilhagem e o penteado no ponto. Este ano, aquele Quarto Crescente estragou tudo. Mas vá, não fiques triste que ainda tens um marido giraço para te limpar as lágrimas.

Catherine Zeta-Jones
Por norma não gosto de vestidos tão reveladores. Ficam bem a pouquíssimas pessoas. A Catherine é uma delas. Achei que estava podendo, com um corpaço a esfregar na cara das miúdas de 20. Se gosto do vestido em particular? Não. Gosto do conjunto final: penteado, make up, acessórios - vocês sabem que não posso ver esmeraldas - e atitude. E pronto, é só isso que é preciso. É a mulher que faz o vestido e não o contrário.

Natalie Portman
Não morro de amores por este vestido da Natalie. É demasiado Joana d'Arc meets Família Adams. Mas assenta-lhe bem e tem que ver com o estilo dela. E a Natalie é uma fofa e deu aquela piada gira sobre os realizadores nomeados serem todos homens... Pronto, escapa. Vai lá à tua vida.

Kendal Jenner
Alguém me explica o que é que esta alma perdida estava a fazer na red carpet dos Globos de Ouro? De verdade, expliquem-me que eu não sei. Pegou no vestido da Klum e gritou "é isto mas metam mais tule... MAIS... MAIS TULE!!! METAM MAIS TULE NISSO, SEUS INCOMPETENTES!!!" Imagino que tenha sido assim que tudo aconteceu.
Está bem que é um Giambattista Valli mas eu não gosto da moça, não gosto da atitude, já vimos muitos Giambattistas Vallis por ali, bem melhores e usados por atrizes a sério e fica aqui o assunto arrumado.
Mas gosto, pronto.

Kate Hudson
Lembram-se de vos dizer que não gosto de vestidos que mostram a alma? Este é um deles. Parte de mim não gosta deste modelo que deixa muito pouco para adivinhar, outra parte acha que a Kate arrasou! E é isto a minha vida. O cabelo está giro. Não está espetacular, mas está giro. Maquilhagem e acessórios no ponto.

Meryl Streep
A Meryl esteve muito bem, mesmo envolta em polémicas. Mas isso é assunto para outra altura. Neste momento resta-me referir que preferia que os ombros não fossem tão descaídos. Está muito básico, muito bem. Não é um vestido-wow mas também não desaponta.

Tracee Ellis Ross
A Tracee já provou que não está aqui com coisas. Ela veste o que quer. Adoro essa atitude e adorei o turbante na cabeça. Só está nesta categoria porque não tenho assim tanta certeza em relação ao vestido. Acho que não lhe assenta na perfeição. Mas nota 20 pela atitude.

Michelle Pfeiffer
Voltamos à penugem irritante e não fosse ela, a Michelle estava na categoria dos bons. Pobre de quem aspirou aquela carpete no final...

Reese Witherspoon
Já estamos mais do que habituados a looks-sem-sal da Reese. Este não é diferente. Não é feio, mas também não é grande coisa.


Começamos agora a subir de tom. Bem-vindos aos vestidos bons. Não são ótimos nem são perfeitos. São o início da escala...

Frankie Shaw
A Frankie estava bem gira neste modelo. É um estilo que gosto bastante se for usado pelos corpos certos, como é o caso. Gostei da maquilhagem e gostei do penteado mais descontraído.

Maggie Gyllenhaal 
A Maggie só não subiu mais na minha lista por causa dos brincos. Sim, dos brincos. Aquelas coisas que me fazem lembrar os atilhos que as senhoras velhinhas usavam para pendurar os óculos. Só me lembra a Miss Finster do Recreio, lembram-se?! Tirando isso, gostei muito. Dentro da temática vestido-calça este foi o que surpreendeu mais por ser mais original. É ainda assim simples, elegante e cheio de pinta. Gostei muito.

Claire Foy
Pronto, também já vimos um rol de senhoras que vêm de fato para as red carpets. Às vezes corre muito bem, outras nem por isso. No caso da Claire eu acho que correu bastante bem. Não inventou muito, o fato tem o corte certo, com comprimentos certos e assentam nos sítios certos. O penteado e a maquilhagem são muito adequados. Gostei muito!

Alison Sudol
Gosto da pinta no geral. Gosto do vestido que, apesar de preto, tem um ar fresco e jovem. Como se fosse uma brisa no meio de tanto mood sexy. É despretensioso e eu gosto muito. Gosto também pela atitude da Alison, pelo cabelo e por aquela pele de porcelana.

Lena Headey
A Lena é a Queen Cersei e poderia estar tudo dito, mas ainda há mais. A Lena tem uma pinta incrível - já a seguem no Instagram? Publica pouco, mas vale a pena - é simples e descomplicada. Tem aquele humor britânico e tatuagens que eu adoro. Enfim, é tudo de bom. Se adoro o vestido? Não, não adoro. Mas também não me apetece arrancar os olhos só de olhar para ele. Acho que ela estava bem gira e muito fiel a si mesma.

Viola Davis
Já vi a Viola em bom. Também já vi a Viola a seguir recambiadinha para os piores dos piores. Desta vez ficou a meio caminho. O vestido é bonito mas também não acrescenta grande coisa ao mundo, não é verdade? É só um vestido preto de veludo. Não há grande história aqui. Fica-lhe a matar e gosto muito do cabelo ao natural. Aquele emaranhado de fios é que podiam muito bem tomar pó de sumiço que todos nós ficaríamos gratos.

Saoirse Ronan
À primeira vista só pensei "valham-me-as-alminhas!". Depois digeri, olhei melhor, repensei - porque é que acham que demorei tanto a escrever este post? - e gostei de algumas coisas neste vestido. Gosto do corte e gosto do modelo, mas foi a pulseira que me fez ceder. Gosto muito deste equilíbrio visual mesmo num look assimétrico. Os brincos também são lin-dos! Pronto, aqui o que eu não gosto mesmo é daquele brilho no ombro. E da própria Saoirse.

Susan Kelechi Watson
Outro modelo bonito, que apesar de não trazer novidades, desempenha bem a sua função.

Michelle Williams
A Michelle vai ser sempre a nossa piquena Michelle. Sempre um bocejo de miúda. O vestido é bonito mas nada que não se encontre facilmente numa Mango perto de nós. 

Samara Weaving
O ar de anjo não ajuda, mas se nos abstrairmos disso conseguimos facilmente ver um vestido giraço, simples e elegante. 

Aqueles vestidos mesmo bons. Aqueles meeeesmo bons. Mas que não estão no meu Top5:

Debra Messing
Gosto da onda, gosto do cabelo, gosto de tudo no geral. Não chegou para o meu Top mas não falhou por muitos.

Zoe Kravitz
A Zoe também rasou ali os 5 melhores porque tem um modelo de vestido que eu adoro - e nunca me ficaria bem - com as jóias que eu mais adoro - quem diz que não a umas esmeraldas? - e uma atitude bad ass no ponto. É isto senhoras. Nem vale a pena inventar.

Allison Williams
A gira da Allison destacou-se por usar uma mancha vermelha/laranja no vestido. Acho que fez muito bem porque o modelo é giríssimo, fica-lhe a matar e a mim só me apetecia ir dar uma voltinha com ele - nem que fosse à volta de casa.

Nancy O'Dell
Outro vestido giraço. Gostei de tudo: do corte, das jóias, do cabelo e do sorriso. Por mim era embrulhar e mandar entregar na minha casa.

Angelina Jolie
Já falamos sobre a penugem, não já? Já sabem o que eu sinto em relação a isso. Treme-me uma vista, começo a suar do buço e sinto palpitações. A Angelina provocou-me mas eu fui superior a isso e consegui ignorar aquele arbusto ali na zona da anca. Todo o resto está bem ao estilo da atriz: sóbrio, elegante, estilo Deusa-daquelamerdatoda. E aquela cara linda? E aquele penteado? E toda aquela aura de estrela máxima de Hollywood? Não aguento esta mulher de tão poderosa. Linda!

Margot Robbie
Não gostei à primeira. Acho que o modelo deste vestido a transforma num retângulo. Mas esta miúda pode até com um saco preto atado na boa. Se o vestido não tivesse aqueles ombros manhosos, era um exemplo bem bonito do melhor que passou naquela carpete. Nota 20 para tooooodo o resto!

Oprah Winfrey
O discurso da senhora foi muito bonito e inspirador. Mas vamos lá sossegar a franga que há muito por explicar sobre como é que ela se relaciona com o predador-mor e qual foi o papel dela até ali. Não sou uma fã incondicional e acho que esta história da candidatura às presidenciais é preciso ser muito ponderada... Menos, gente. Vamos ter calmex e pensar nas coisas. Ninguém lhe tira o mérito de todo o sucesso astronómico que teve. Nisso, tiro-lhe o chapéu porque ela é, de facto, um exemplo de perseverança e de esforço, trabalho e dedicação. Quanto ao resto... Aguentemos os cavalinhos.
Mas estamos aqui para falar do vestido da sô dona Rainha-da-Noite. Isto correu-lhe muito bem, diga-se. Estava giríssima, cheia de elegância, com uns óculos giros, um cabelo bem bonito e uma postura digna do prémio que recebeu. Dava-lhe ali mais algum folgo à parte dianteira - que sufoco, valha-me deus! - e mudava os brincos. De resto, gostei muito de a ver, sim senhora!

Elisabeth Moss
Volto a questionar-vos: já viram Handmaid's Tale? Não? Então não sei o que andam a fazer nesta vida, digo-vos já. A Elisabeth é a personagem principal da série e claro que açambarcou um Globo para casa - e muito bem. Adorei a escolha dela porque é diferente do que fomos vendo, porque combina com a personagem que representa na série e porque eu acho que ela estava muito confortável com a sua escolha. E só isso já faz da aposta uma aposta ganha. Nota 20 para penteado, acessórios, sapatos e maquilhagem.

Amy Poehler
A Amy Poehler tem ar de graça. Gosto dela pela ironia natural e pela piada que tem. Gostei muito de a ver neste vestido que tem tanto de simples como de elegante. Ótima escolha Amy!


E por fim, o meu TOP 5

Em 5º lugar
Dakota Johnson
Já é uma habitué no meu estaminé. A Dakota pode até não ser grande coisa na representação, mas que sabe como roubar as atenções nestes eventos, sabe. Estava linda, deslumbrante, com um vestido que à primeira vista era simples - a-do-ro o cinto! - e com umas costas maravilhosas. Amei o penteado, amei as jóias e amei a maquilhagem.

Em 4º lugar
Dove Cameron
Vocês sabem que eu sou de vestidos simples. Gosto mais. O minimalismo é, cada vez mais, a minha onda. A Dove trouxe um vestido perfeito para alinhar comigo. Aquele pormenor na cintura ainda torna o conjunto mais bonito e corta aquela sensação de plain. Bravo!

Em 3º lugar
Katherine Langford
Já viram "Por Treze Razões"? Eu já e nem assim reconheci a atriz. Apesar do ar "eu não queria vir, mas a minha mãe obrigou-me" acho que o vestido teve aquele efeito surpresa que não se viu muito nesta edição. Gosto muito de drapeados e tecidos "pingões" e adoro este modelo em particular. Achei que o brinco de lado e o penteado complementaram tudo na perfeição. Aqui está um conjunto que eu usaria na boa!


Em 2º lugar
Alicia Vikander
A Alicia é tipo Emma Stone. Há dias que acorda virada para a farra e é tudo dela - como é o caso deste vestido - e há outros que nos faz deitar as mãos à cabeça e ponderar se o mundo vai acabar mesmo ali. Há quem não adore esta escolha da miúda mais gira do certame. Eu adorei. Não precisa de mostrar a pele para mostrar como é que isto da pinta e da elegância se faz. Quem tem, tem. As costas do vestido são giríssimas. Gosto mesmo, de verdade, de tudo o que levou naquela noite. Incluíndo o namorado.

Em 1º lugar
Emilia Clarke
Por fim, a Mãe dos Dragões. Amei o vestido desde a primeira vez que o vi. Acho que o loiro fica a matar na Emilia. O penteado foi o toque final. A maquilhagem está gira, mas a piada está no vestido que tem aquela elegância, aquele toque sofisticado, aquele bom ar minimalista que eu tanto adoro. E nem aquele decote GIGANTE lhe dá um ar vulgaruxo. Emilia, os meus parabéns, estavas uma brasa-brasa.


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