segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

superescândalo


Não sou muito de ver televisão. Quando vejo, puxo sempre um filme, um episódio, um documentário ou um programa que queria ver para trás. Ver TV portuguesa é assim para lá de raríssimo.

Quando ouvi dizer que ia começar um novo programa da SIC liguei tanto a isso como quando alguém me diz que vai abrir um novo McDonalds aqui ao lado: interesse igual a zero. No próprio dia nem me lembrei sequer que esse programa estava a passar. Estava muito mais interessada no grande filme que estive a ver. No dia seguinte foi o fim do mundo em cuecas nas redes sociais. Toooooda a gente tinha alguma coisa a dizer sobre aquele programa, sobre a Nanny, sobre a criança do demo e respetiva família, sobre a SIC, a produtora, os patrocinadores, a CPCJ... Enfim, farpas para todo o lado.

Eu mantive-me caladinha como um rato. 
Não vi o programa nem tinha qualquer intenção de ver.

A semana foi passando e a polémica aumentou de tom. Meteu decisões da CPCJ, famílias a querer desistir do programa e a tentar proibir a SIC de passar as imagens dos seus filhos - que foram filmados com a permissão dos pais, acredito. Todo um pandemónio instalado que não mostrava sinais de sossegar. Depois houve o ultimato: a SIC tinha dois dias para eliminar as imagens do programa. Ora que aí eu senti que talvez pudesse estar a perder o acontecimento do mês e, na sexta-feira, puxei o programa atrás - não fosse o diabo tecê-las e depois já não conseguir ter acesso às imagens.

Estava preparada para tudo: tortura chinesa, tortura do sono, insultos, pancadaria, abusos vários - estou a ser irónica gente, calma - mas o que eu vi foi muito simples. Vi:
1) um reality show com um guião definido, com muito sensacionalismo e edição de imagens;
2) uma criança igual a tantas outras que por aí andam, cheias de vícios e manhas, cheias de mimo e de falta de educação, fruto de uma educação onde não deve ter ouvido muitos "nãos";
3) uma mãe desesperada com as atitudes da filha, cansada e cheia de boas intenções;
4) uma apresentadora com ar formal a debitar algumas noções básicas sobre pedagogia.

No final do programa fiquei incrédula com tudo o que fui lendo ao longo da semana. Prometeram-me o drama, a tragédia, o horror e acabei por receber um programa estúpido em que apenas se coloca aqui uma questão:

Até que ponto é que os pais podem, moralmente, expôr os seus filhos desta forma?

E reparem que eu digo moralmente, porque legalmente, que eu saiba, podem. Não há nada na lei que os iniba explicitamente de os inscrever em programas televisivos. Há anos que temos visto na televisão vários programas em que são os próprios pais a inscreverem os filhos (Chuva de Estrelas, MasterChef, Buéréré, e programas de canais públicos como Quem Tramou o Peter Pan e outros). Bem sei que os resultados sociais/emocionais/cognitivos para a criança são diferentes quando comparamos os formatos, mas o cerne da questão é o mesmo. A premissa aqui não é se os pais podem ou não podem. É se os pais devem ou não devem. E nesta questão do moralismo e da educação, todos nós pensamos de forma diferente. 

E digam-me lá, quantas vezes se indignaram a ver o Chuva de Estrelas? Hum?

Não pensem que estou a defender o programa. Não estou. Não acho que seja pedagógico nem consigo ver qualquer vantagem neste formato que não o das audiências - como se tem vindo a notar. Para mim faria sentido sim se o formato fosse mais género de documentário. A ideia é que poderia existir na mesma uma educadora/psicóloga/pedagoga/whatever em que analisasse comportamentos reais, de crianças reais, que fossem escolhidas aleatoriamente e a sua identidade fosse devidamente salvaguardada (claro, sempre com a permissão da família). Não interessava se era a Margarida, a Joana, o Vasquinho ou o Manel. Por exemplo, birras em lugares públicos como supermercados, restaurantes, parques de lazer, ou em casa. E depois de analisadas as situações, abria-se um debate sobre quais seriam os melhores procedimentos para travar ou atenuar estas situações. O espectador em casa ficaria esclarecido, as crianças salvaguardadas e havia aqui algum serviço público de qualidade. SIC, pega na ideia e não digas que vens daqui.

Quais foram as principais críticas apontadas ao programa?

1) A mãe nunca deveria expôr a filha neste contexto. Deveria ter procurado ajuda de um profissional e não vir para a televisão.
Bom, se já procurou ajuda eu não sei. Concordo que sim, que ela deveria primeiro ter recorrido a serviços de psicologia em vez de um programa de TV. Não o fez? Não sei. Vocês sabem? Vocês sabem o que é que aquela mãe já tentou? Eu não!

2) Ela só fez isto por dinheiro.
Por 1000€? A sério? Acham que foi o dinheiro que esteve à frente disto tudo? Eu não me exporia assim por dinheiro nenhum, muito menos por 1000€.

3) Ela só fez isto para ficar famosa.
Famosa por ter uma filha problemática? Por não conseguir dar-lhe educação? Não me parece que seja a ambição de muitas pessoas nesta vida...

4) Que raio de tortura é aquela a do banquinho?!
Bom, também eu já me fui sentar no "banquinho" várias vezes. Uuii, tantas vezes. No meu caso não era o banquinho mas sim "ir para o corredor pensar". E tinha que me sentar no CHÃO. Escândalo. Anos a sentar-me no chão, sozinha, no corredor a pensar na vida... Ou virada para o muro, se estivesse no pátio... Anos disto. Ó para mim, super traumatizada da vida... E não era a Nanny que me punha de castigo, era a minha educadora do jardim de infância (e mais tarde do A.T.L.). Muito mais tempo e por muito menos, senhores! Sou uma vítima.

5) Que disparate compensar a criança por se comportar bem! Para bem até era! A Nanny não percebe nada disto. Só disparates...
Minha boa gente, nesta questão da educação acredito que não haja certos nem errados. Há casos e casos. Se isso não funciona com o vosso filho, há-de ser bastante positivo para o filho de alguém. Como? Não têm filhos? Então não digam que "dessa água não beberei".

6) Irritou-me tudo o que a Nanny disse.
Pronto, passem à fase dois. O que a Nanny diz não se escreve e todos nós temos a liberdade de concordar, de discordar, de experimentar ou de dizer "não, obrigada!". E vão ver que depois de aceitarem isso, cada um vai à sua vidinha em sossego.

Em resumo:
A Nanny não disse barbaridade nenhuma. Também não descobriu a pólvora. Todas as táticas utilizadas por ela já foram utilizadas em mim no infantário e no A.T.L há uns bons anos atrás (poucos anos, diga-se). Para uns resultava muito bem, para outro nem tanto. A Nanny não estava ali para ditar uma verdade absoluta nem a fórmula mágica para termos crianças educadas. Estava a resolver um caso em particular com noções básicas e acessíveis a todos de pedagogia. Ponto. Não fez nada de mal, não ofendeu ninguém. Podem e estão no vosso pleno direito de discordar por completo e educar de forma totalmente diferente. Assim como assim, o que ela disse não é lei. Mas acredito, com sinceridade, que vai ajudar muitos pais e que fez com que muitos deles testassem essas táticas nos seus filhos - provavelmente os primeiros a fazê-lo, foram também os primeiros a criticar o programa.

- Tirando esta questão em cima, o programa não acrescenta nada ao público. Nada. Não há necessidade de vermos na televisão o que vemos todos os dias num supermercado na secção dos brinquedos.  Num outro formato, tal como disse, até aceito e concordo. Assim, não.

- Vamos deixar de ser uns revoltadinhos com tudo nesta vida? Vamos começar a relativizar? É que esta foi a oportunidade perfeita para falarmos do que é ou não é moral na educação da criança, até que ponto é que os pais são "os donos" dos filhos e outras questões absolutamente pertinentes neste momento sobre o tal "superior interesse da criança". Mas não. Mais uma vez, perdemo-nos em pormenores parvos e sensacionalistas, no apontar de dedos, nos julgamentos rápidos e nos convictos "eu nunca!". É assim que se perdem grandes oportunidades de crescermos como comunidade e como indivíduos.

Para terminar, e já me estou a alongar, o SuperNanny podia acabar. Mas a questão essencial mantém-se. Se não concordam, se acham abominável, não vejam. Mas ainda assim foi o programa com mais audiências no domingo... Ups...


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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

a incrível felicidade de voltar a ser eu


Esta semana fui eu. Fui eu como já não era eu há muito tempo. Senti-me feliz, de coração. Parei até um pouco para respirar fundo, olhar à minha volta, olhar para mim, refletida num espelho e pensar "ninguém se está a aperceber, mas aqui está uma miúda feliz da vida".

Desde setembro que, forma repentina, deixei de fazer tudo aquilo que me dava paz, tranquilidade e, acima de tudo, equilíbrio. Ando perdida há muito tempo. Mas o novo ano começou e as resoluções também servem, de vez em quando, para mudar os pontos de vista e para reajustar prioridades. Eu não posso ajudar ninguém se não me sentir bem. Então comecei por me ajudar primeiro e fui... Já tinha voltado ao exercício no início do mês, mas esta semana intensifiquei, fiz novas experiências. Era mesmo aquilo que eu queria, e mais importante, que eu precisava.

Estas dores que eu sinto, aquelas que tornam o simples ato de vestir e despir um casaco a tarefa mais dura do dia, são as dores mais maravilhosas que eu tenho... Que saudades de as ter... Que bom que as tenho... Significa que voltei a ser eu.

É maravilhoso o que uma hora ou duas a fazer aquilo que nós realmente gostamos faz ao nosso humor e à forma como encaramos a vida. É maravilhoso...

Mesmo que me obrigue a estar sempre a correr de um lado para o outro, mesmo que me obrigue a ter três sacos prontos a pegar-e-andar, mesmo que saiba que raramente vou ter um momento em que consiga abrandar, sou mais feliz assim.

Agora é manter, é continuar a ter jogo de cintura para que nada falhe. Claro que vou ter ainda menos minutos no sofá - que já eram praticamente inexistentes - mas vou sentir-me cada vez melhor, mais saudável, mais feliz. E isso é o que interessa.


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ultra-coiso

Já espreitaram as novas tendências? Eu confesso que a minha abordagem ainda foi muito superficial e não me sinto preparada para vos falar do que ainda vem por aí. Neste momento sinto-me muito confortável nas minhas lãs quentes e sobretudos cinzentos. Ainda não me apetece falar de vestidos vaporosos ou de sandálias.

Bom, mas em parte venho aqui falar de tendências, sim. Já ouviram falar da cor do ano? Yep, Ultra Violeta

Apesar de nunca me guiar por essa escolha, sei que esta afeta largamente tudo o que é loja de fast fashion (e não só), bem como lojas de decoração e afins. Ora que fiquei bastante sentida com este violeta elétrico. Quando vi senti um forte tremelique na pálpebra. 



COMO ASSIM VIOLETA?! 

VIOLETA??? A SÉRIO??? NÃO HAVIA UMA COR PIORZINHA PARA ESCOLHER?

HUM?!

Sou hater assumida de tudo o que é roxo, lilás, violetas, lavandas e semelhantes. Não consigo mesmo gostar dessa cor em praticamente nada, não há hipótese... Porém a Pantone elege a pior como cor do ano. E não basta ser violeta. Também tem que ser Ultra. 

Dai-me paciência...

Bom, mas como eu sei que isto vai começar a ser uma inundação desta cor pelas lojas dentro, decidi fazer um apanhado do que já anda por aí.

(O vestido estampado está em saldo na Mango, se quiserem aproveitar...) 
Podem mandar vir o Clarabóia que eu aguento...

Mas com o Ultra Violeta veio também outro tom que me deixa a sentir ataques de pânico: o Lavanda. Verdade. É olhar para as lojas e vê-lo a espreitar por todo o lado. Acho que esta é uma estratégia das marcas para ir introduzindo a cor de cima (muito agressiva) de uma forma subtil. Tipo Iniciação ao Ultra Violeta ou Ultra Violeta para Totós.

Seja como for, não melhora o meu estado de espírito. Continuo a não aderir à onda. Ainda assim admito que é mais fácil de gostar, de usar e adequa-se melhor às novas estações mais quentes.
(Vestido e blusa de laço em saldos na Mango)


Eu não sou de dizer nunca - até porque sempre que isso aconteceu, acabei por engolir tudo - mas não me parece provável verem-me enfiada num destes tons. Ainda assim, gostos não se discutem e se há coisa que eu gosto é de olhar para alguém na rua e pensar "Caraças, que gira! E eu que sempre disse que não gostava daquela cor! Afinal..." Bom, surpreendam-me! Mostrem-me como se faz. Mostrem-me esse Ultra Violeta a bombar nesse street style...

Qual é a vossa opinião sobre toda esta discussão? São fãs ou partilham o tremelique na pálpebra comigo?


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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

vamos falar dos saldos?


Gostava de vos falar dos saldos, mas não há muito a dizer. Primeiro porque eu ainda não tive muito tempo para explorar. Fiz duas incursões aos shoppings mas sempre a correr, sempre com "um compromisso a seguir". Nunca vou a um shopping só para passear. Quando vou é porque tenho a intenção de procurar alguma coisa - o que não significa que vá comprar. Vou sempre ver o que anda por lá, faço o meu estudo de mercado, comparo preços, peças e materiais, visto aqui, experimento ali e só depois tomo uma decisão final. É assim que eu funciono. Ora que ir a um shopping e ter os minutinhos contados acaba logo com a minha vontade. Isso ou saber que está alguém à minha espera à porta da loja a bufar de impaciência. É por isso que, sempre que posso, vou sozinha às minhas compras. 

Em segundo, não ando muito entusiasmada com isto dos saldos. Do que tenho visto (nas lojas e online) não há grandes motivos para ficarmos histéricas. A Mango ainda faz uns preços bem apetecíveis em algumas peças, mas noutras - como os casacos - não nos faz favor nenhum. Sim, há sobretudos a 40€ mas vão lá experimentá-los e depois digam-me se acham que valem isso. O mesmo com a Zara. 10€ de diferença não são saldos, sim? É só uma promoção fraquinha... Na Massimo Dutti não há nada. Nada senhores! No outro dia perguntei à menina onde estavam os vestidos de saldo (tinha visto no site 2 ou 3 modelos que valiam a pena) e ela apontou-me para um charriot. "Mas ali só tem um vestido de malha e um macacão!", disse-lhe. "É o que há!".

Claro que também podemos falar sobre as coleções esquizofrénicas. Tudo é demasiado. O modelo é giro mas tem brilhantes, purpurinas, 10 cores mais 4 estampados, pelo, pele, veludo, tachas, franjas e mais houvesse. Tudo isso num vestido. Mas como? Já tive vontade de pegar numa peça e pedir à funcionária "Olhe é isto, mas em básico. Tem?". Claro que me ia revirar os olhos e dizer-me que não e que eu era supê-aborrecida e que não percebo nada de moda. Perdoem-me se gosto de peças com o seu q.b. de sobriedade. Acho muito bem haver meia dúzia de coisas mais extravagantes para eventos especiais - encham-me com casacos, calças, tops e vestidos de lantejoulas que eu vou a todos! - mas agora encontrar uma peça bonita para ir trabalhar é um achado. O que eu queria encontrar nos saldos deste ano eram vestidos estampados (ou que não fossem pretos). Sabem quantos comprei? Zero. Sabem quantos experimentei? Zero. Não houve um único modelo que eu achasse que até nem era feio ou demasiado decotado, ou com bom material ou simplesmente com uma cor/estampado bonitos.

Talvez eu seja muito esquisitinha mesmo.

Bom, mas tudo isto para vos dizer que não vos aconselho a comprar nada de especial porque não encontrei muitas peças especiais. Ainda assim, fiz algumas compras. Peças básicas-pouco-básicas que encontrei e gostei muito, peças de excelente qualidade e a um preço incrível (melhor achado de sempre!) e uma compra-paixão. Nestes saldos apostei muito nos materiais de qualidade e amigos do ambiente.

Aqui estão as minhas aquisições
1) Um lenço estampado para dar um oupa aos looks mais aborrecidos. Queria ter comprado blusas e vestidos estampados para misturar com o meu roupeiro quase todo em cores planas mas não encontrei nenhuma peça com essas características que valesse a pena.
2) Uns jeans. Não são os que estão na imagem. Não os encontro no site e, na verdade, nunca os tinha visto por lá. O modelo é quase este, mas mais largos e com umas fitas entrelaçadas na parte de baixo da peça que dão um ar muito mais giro ao look. Mesmo que combine apenas com uma t-shirt básica.
3) Uma camisola de caxemira. Igual a esta mas em cinza - que já não se encontra disponível no site. Custava 80 ou 90€ e comprei-a por 30€. Era uma das peças que mais queria comprar e encontrei-a por acaso, perdida entre cabides, no dia dos meus anos. Surpreeeesa!!!
4) Três blusas brancas, todas elas com pormenores bem giros. As minhas blusas já estavam velhinhas e a precisar de reforma. Aproveitei os saldos para compor o roupeiro. Esta blusa tem folhos e bordados, outra tem bordados azuis escuros nas mangas e a terceira tem folhos no peito e uma beirinha a preto. Já não se encontram no site.
5) Um boyfriend blazer que eu andava a morrer de amores há um tempão. É de lã orgânica, de uma linha ecológica e protetora do ambiente. Só por isso, já valia o meu investimento, mas também é giraço, cheio de pinta, e assenta-me que é uma maravilha. Foi a minha compra mais extravagante - porque não precisava - mas eu fiz anos e decidi oferecer-me isto.

Em resumo, apostei em bons materiais e em cores e estilos que combinam com aquilo que eu tenho no roupeiro. Tentei optar sempre por peças que à primeira vista são básicas e combinam com dezenas de outras peças e estilos mas com detalhes giros, que a tornam muito pouco básica, no bom sentido. Foi o que aconteceu com as calças ou as blusas. Não vale a pena inventar muito ;)

Pronto, dou por encerradas as minhas viagens aos shoppings. Só abro uma exceção se vir pijamas ou roupa de treino que valham muito a pena o investimento. O roupeiro está composto.

E vocês o que me têm a dizer dos saldos? Têm investido à grande ou partilham da mesma opinião que eu?


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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

globos de ouro 2018

Como já devem de ter percebido, este ano ando um bocado desligada do mundo lá fora. Tanto que nem me lembrava que ontem era noite de Globos de Ouro e eu, parva, nem sabia quem estava nomeado - apesar de ter as minhas desconfianças, que eu ando distraída mas nem tanto. Quanto aos vencedores, este ano foi bem previsível, o que não quer dizer que seja mau!

Bom, parabéns ao big Franco, ao Guillermo del Toro e à Elisabeth Moss, aqueles por quem eu estava a torcer com maior entusiasmo. E um grande "Uuuuhhh" para o facto de não terem nomeado Black Mirror. Um falhanço.

Bom, mas vamos falar sobre fatiotas? É a única altura do ano em que se esmiuça os trajes das famosas por estes lados. E que bem que sabe...

Este ano foram todas - ou quase todas - vestidas de preto. Esta iniciativa deveu-se ao facto de se sentirem de luto pelos direitos das mulheres e chamarem a atenção para os abusos praticados na indústria do cinema. A grande maioria aplaudiu de pé a ideia e decidiu aderir, o que contribuiu para um rol de vestidos todos na mesma cor, à exceção de 3 senhoras que mais valia terem vindo com um vestido básico da Zara preto que fariam melhor figura. Já lá vamos...

Começamos sempre pela melhor categoria: os piores dos piores!

Barbara Meier
Não sei quem a trouxe, mas ela veio com tudo. Literalmente: ele é flores, bordados, transparências, pelo e penugens várias, degradês, tules... Enfim. Mais valia ter vindo de preto, senhora. É que se olharmos bem, se não fosse o emaranhado de espanadores ostentado na parte traseira do vestido, ainda havia aqui material com suminho para se aproveitar... Pouquíssimo, ainda assim. Como não foi isso que aconteceu, é só a primeira desta vasta lista.

Blanca Blanco
Outra senhora que decidiu não aderir à iniciativa do preto veio assim. Nada contra, porque eu acho que cada um deve fazer aquilo que quer e bem lhe apetece e, na minha opinião, mais vale ir com outra cor e ser genuína do que vestir de preto só porque o resto da manada também vai. Se é para aderir, que seja com um real e genuíno interesse em mudar o rumo das coisas. Mas neste caso, valha-me-nossa-senhora-das-red-carpets, não havia mesmo pior opção... A mulher não precisa de se despir para dizer que pode fazer o que lhe apetece, nem precisa de mostrar a alma para que toda a gente saiba que somos mais do que um corpinho com mamas. Blanca, Blanca... Ou se nasce com isso ou então dá nisto... Espero que tenhas aproveitado a tua última vez na red carpet.

Meher Tetna
Pode parecer implicância mas não é. Aliás, basta olhar para perceberem que não havia como não vir aqui para a lista. Isto até pareceu mau olhado, do género "ai não vens de preto? Então amaldiçoo-te com o pior vestido que possas imaginar. Bibbidi-Bobbidi-Boo." E pronto. Foi nestas condições que estas três senhoras foram lá parar.

Caitriona Balfe
Até podes ir em Chanel, mas qualquer outra de Zara fazia melhor figura. Só de pensar que em tempos já ficaste no meu top... *snif, snif* Ninguém diga que está bem!

Sarah Jessica Parker
Eu até podia revirar os olhos e dizer "ó, ela pode o que quiser", mas isto já é abuso. Eu defendo-te sempre, estou contigo, justifico as tuas opções com conceitos abstratos... Mas isto não tem justificação. O que te vale é que te chamas Sarah Jessica Parker/Carrie Bradshaw. E isso vai chegar sempre.

Issa Rae 
A senhora quis tudo: brilhos e drapeados, capas e caudas, rachas e decotes, flores e jóias vistosas... Deu nisto que se vê.

Kerry Washington
A Kerry tem um super poder muito especial: tanto pode estar no meu top dos melhores como no top dos piores. Não há um meio termo aqui. É do tipo go big or go home. Desta vez acertou e foi diretamente para os piorzinhos. Não compreendo a bota, senhores. Não compreendo as assimetrias e os apanhados do vestido. Tudo ali está uma grandessíssima trapalhada... Para o ano cá estamos então.

Gal Gadot
A Wonder Woman não esteve assim tão maravilhosa nesta red carpet. Raramente está, vamos lá ser honestos. Em contrapartida, deve de ser uma jóia de uma moça, é gira que dói, jeitosa que só ela e esteve muito bem no filme da DC. Clap, clap, clap. Só por isso vou ignorar aquela combinação fatal de blazer-bolero por cima de um vestido de gala que mais parece um reposteiro.

Mariah Carrey
A Mariah Carrey a ser a Mariah Carrey e está tudo dito...
(É só impressão minha ou a senhora está mesmo a ser esganada pelo seu próprio vestido?)

Simone Garcia Johnson
A filha do meu querido Dwayne Johnson pode ter um pai espetacular e na lista dos homens mais bem vestidos da cerimónia, mas a miúda ainda não chegou lá. Há graves falhas de proporções, o modelo faz com que ela pareça muito mais velha do que é na verdade (só tem 16 anos!!!) e ela ainda não tem aquela aura de diva para fazer com que ele funcione. Baby steps... Digamos que para quem está a fazer isto pela primeira vez, não correu assim tão mal.

Octavia Spencer
Eu não queria pôr a minha Octavia nesta lista, mas não há volta a dar. E não me digam "ah mas em Hollywood deve de ser impossível encontrar vestidos para o tamanho dela, tens que dar um desconto." É difícil, mas não é impossível. E digo isto porque esta senhora já esteve entre as minhas favoritas duas vezes. De verdade! Confirmem aqui, em 2012 e aqui em 2017.
Neste caso, a saia de roda e o comprimento da mesma não a favoreceu. As mangas em balão também jogam contra e ela ganha muito mais com um penteado apanhado. Depois há a questão das jóias. Ao longe parecem fantasia. Não gostei mesmo. Mas a Octavia é a Octavia. Ponto final.

Laura Marano
A Laura veio com um vestido emprestado pela Cristina Ferreira, daqueles que ela usava em 2010 quando achava que Micaela Oliveira era alta costura.

Emma Watson
Não sei se pegue pelo vestido, pelo sapato ou pela franja. Está tudo em mau. Tudo. E não sei quem é que foi a alminha que achou boa ideia enfiarem-na numa sapata de ir para a praia na red carpet.


Seguimos para a categoria de: Não sendo os piores, para lá caminham a passos largos...

Alexis Bledel
Já viram Handmaid's Tale? Então vão para casa ver faxabor. Esta menina entra e tem um episódio dedicado a ela que, sem dizer uma palavra, diz tudo e consegue transmitir-nos TU-DO. E isso é do caraças. É gira que se farta e pareceu-me boa atriz. Aqui nos Globos, parece que está nos 60, está feiinha e em mau. Aquele lenço à cintura deve ter sido para tapar um desastre qualquer que lhe aconteceu no caminho - é a única justificação aceitável - e aquelas folhas trepadeiras já não eram vistas em trajes de cerimónia para aí desde 1987. Além disso, este modelo já foi apresentado nos Globos de 2015, mas em bom.

Isabelle Huppert
Aquela bitch face que eu adoro! A Isabelle normalmente acerta sempre, mas desta vez foi beeeeem ao lado. Parece que está de armadura - simbolismo? - e aquele corte nos ombros não a favorece. As mangas largas, neste modelo, parecem medievais. É um grande NÃO para o vestido Isabelle, sorry. Quanto ao resto - jóias, cabelo, make up - nadinha de nada a apontar.

Heidi Klum
A Heidi viu que a Kendal ia com um vestido igual, então nos bastidores agarrou na tesoura e zas-zas-zas, foi metade do vestido para o galho. Não brinquem com a Heidi, meninas, que ela já esteve a apresentar o Project Runway e percebe muito disto... Como se nota, aliás! #not

Zuri Hall
A Zuri aborreceu-me. Pronto, foi isso. Não gostei de nada em particular nem detestei nada com grande intensidade. Foi só um bocejo que me saiu. E eu não gosto que me aborreçam!

Penélope Cruz
A Penélope é sempre fiel a si mesma. E isso é, por norma, uma coisa boa. Menos quando nos referimos a vestidos assim, deste estilo. Se desse para apagar aquele apêndice de tecido manhoso ali ao lado, não estava nada mal. Assim sendo, ficamos por aqui.

Missi Pyle
Pronto, é isto. O crochê da avó em cima, um modelo visto 20903029 mil vezes na red carpet e uma atitude assim para o pobrezinha... Pior que isso, só mesmo o penteado cachos-de-anjo e a pulseira de princesa comprada na Clairs.

Emma Stone
A Emma só aparece em bom em anos ímpares. 2018 é ano de aparecer assim, com a primeira coisa que lhe aparecer à frente, mesmo que lhe falte 30 cm de tecido em baixo e que pareça 30 anos mais velha. Para o ano há mais.


Vamos agora para a categoria dos vestidos emprestados

Yvonne Strahovski
Outra atriz de Handmaid's Tale que é giríssima no ecrã e que aqui nheca. Bom, mas o vestido não é mau, só que foi reciclado de anos anteriores. Já o vimos, pelo menos em 2016 na Naomi Wats e no ano passado aqui, na Amy Adams. Cabelo e jóias tão insossos que nada a salva... 

Christina Hendricks
Tá podendo! É um modelo que, de facto lhe fica bem. Mas olhem aqui a Sofia Vergara nos Globos de Ouro em 2014 e olhem a cópia chapadinha da Lady Gaga em 2016 aqui. Bom, mas em equipa que ganha não se mexe e a Christina esteve bem.

Jessica Chastain
Já vimos a Anne Hathaway assim nos Oscars de 2014. E milhares de outros vestidos com o mesmo modelo mas em tecidos e cores diferentes. A Jessica esteve bem, discreta, distinta, bonita e elegante. Deixou que a sua personalidade fosse o destaque. Mas podemos mudar um nadinha este registo...


A categoria dos mixed-feelings segue já de seguida

Alessandra Mastronardi
Eu não posso dizer que desgosto, porque até há ali coisas que não me incomodam - por exemplo, o cinto e os sapatos. Mas depois há a penugem. E eu fico rabugenta com penugens. Só que a Alessandra está tão gira, tão radiante e sorridente, com um penteado e maquilhagem tão no ponto, que não dava para lhe fazer a desfeita. Fica assim no limbo, é um nim.

Nicole Kidman
A Nicole anda há anos a dar-nos provas de que consegue sempre surpreender-nos: todos os anos aparece com um vestido (e uma cara) pior do que no ano anterior. Desta vez, nem sei o que pensar. É que eu não desgosto de todo deste modelo. Não é o meu género, não acho que ficaria bem a qualquer pessoa e aquele trabalhado ali em cima tem que se lhe diga. Mas na Nicole fica bem. Gostei do conjunto apesar de não morrer de amores pelo vestido.

Diane Kruger
Toda a gente desmaiou de amor por este vestido. Eu só acho que 1) não é nada de novo - já vi este modelo dezenas de vezes - e 2) há demasiada coisa a acontecer ali, demasiado tecido e penduricalhos. Ora, se vamos de preto, não queremos ser cobertas por centenas e centenas de metros de tecido, certo? Eu acho! Mas calma que não estou aqui a sugerir que nos devemos armar em Blanca Blanco. Vá, modos nisso. Bom, concluo que a Diane é gira que se farta, tem os acessórios certos, a postura perfeita, mas para o ano repensamos melhor no vestido a apresentar, está bom?

Eva Longoria
Vou dar um desconto porque a Eva está grávida, mas a verdade é que parece-me muito a Kardashian. O vestido não é a última Coca-Cola do deserto mas também não me apetece passá-lo a panos de cozinha. Voltamos ao nim, então.

Helen Mirren
A sô dona Helen é a sô dona Helen e só por isso já nem devia de estar a ser avaliada. Mas como nós estamos aqui só para entreter e isto vale o que vale, eu vou dizer que desta vez não fiquei fã. Também não odiei, mas não gosto do vestido no seu todo. Há ali pormenores - tipo as mangas, valha-me deus - que me encanitam os nervos. Dito isto, só peço para chegar à idade da senhora com esta pinta, mas num vestido melhorzinho, se não for pedir muito.

Jessica Biel
Outro grande sururu foi este Dior da Jessica. Eu chego-me à frente para lhe dizer que não houvesse aquele tapa-defeitos preto à frente e com um cinto bonito, eu era menina para a passar diretamente para os "bons". Não para os melhores, também não vamos exagerar. A Jessica tem sempre aquele ar fofo e querido, sempre gira e em bom, com a maquilhagem e o penteado no ponto. Este ano, aquele Quarto Crescente estragou tudo. Mas vá, não fiques triste que ainda tens um marido giraço para te limpar as lágrimas.

Catherine Zeta-Jones
Por norma não gosto de vestidos tão reveladores. Ficam bem a pouquíssimas pessoas. A Catherine é uma delas. Achei que estava podendo, com um corpaço a esfregar na cara das miúdas de 20. Se gosto do vestido em particular? Não. Gosto do conjunto final: penteado, make up, acessórios - vocês sabem que não posso ver esmeraldas - e atitude. E pronto, é só isso que é preciso. É a mulher que faz o vestido e não o contrário.

Natalie Portman
Não morro de amores por este vestido da Natalie. É demasiado Joana d'Arc meets Família Adams. Mas assenta-lhe bem e tem que ver com o estilo dela. E a Natalie é uma fofa e deu aquela piada gira sobre os realizadores nomeados serem todos homens... Pronto, escapa. Vai lá à tua vida.

Kendal Jenner
Alguém me explica o que é que esta alma perdida estava a fazer na red carpet dos Globos de Ouro? De verdade, expliquem-me que eu não sei. Pegou no vestido da Klum e gritou "é isto mas metam mais tule... MAIS... MAIS TULE!!! METAM MAIS TULE NISSO, SEUS INCOMPETENTES!!!" Imagino que tenha sido assim que tudo aconteceu.
Está bem que é um Giambattista Valli mas eu não gosto da moça, não gosto da atitude, já vimos muitos Giambattistas Vallis por ali, bem melhores e usados por atrizes a sério e fica aqui o assunto arrumado.
Mas gosto, pronto.

Kate Hudson
Lembram-se de vos dizer que não gosto de vestidos que mostram a alma? Este é um deles. Parte de mim não gosta deste modelo que deixa muito pouco para adivinhar, outra parte acha que a Kate arrasou! E é isto a minha vida. O cabelo está giro. Não está espetacular, mas está giro. Maquilhagem e acessórios no ponto.

Meryl Streep
A Meryl esteve muito bem, mesmo envolta em polémicas. Mas isso é assunto para outra altura. Neste momento resta-me referir que preferia que os ombros não fossem tão descaídos. Está muito básico, muito bem. Não é um vestido-wow mas também não desaponta.

Tracee Ellis Ross
A Tracee já provou que não está aqui com coisas. Ela veste o que quer. Adoro essa atitude e adorei o turbante na cabeça. Só está nesta categoria porque não tenho assim tanta certeza em relação ao vestido. Acho que não lhe assenta na perfeição. Mas nota 20 pela atitude.

Michelle Pfeiffer
Voltamos à penugem irritante e não fosse ela, a Michelle estava na categoria dos bons. Pobre de quem aspirou aquela carpete no final...

Reese Witherspoon
Já estamos mais do que habituados a looks-sem-sal da Reese. Este não é diferente. Não é feio, mas também não é grande coisa.


Começamos agora a subir de tom. Bem-vindos aos vestidos bons. Não são ótimos nem são perfeitos. São o início da escala...

Frankie Shaw
A Frankie estava bem gira neste modelo. É um estilo que gosto bastante se for usado pelos corpos certos, como é o caso. Gostei da maquilhagem e gostei do penteado mais descontraído.

Maggie Gyllenhaal 
A Maggie só não subiu mais na minha lista por causa dos brincos. Sim, dos brincos. Aquelas coisas que me fazem lembrar os atilhos que as senhoras velhinhas usavam para pendurar os óculos. Só me lembra a Miss Finster do Recreio, lembram-se?! Tirando isso, gostei muito. Dentro da temática vestido-calça este foi o que surpreendeu mais por ser mais original. É ainda assim simples, elegante e cheio de pinta. Gostei muito.

Claire Foy
Pronto, também já vimos um rol de senhoras que vêm de fato para as red carpets. Às vezes corre muito bem, outras nem por isso. No caso da Claire eu acho que correu bastante bem. Não inventou muito, o fato tem o corte certo, com comprimentos certos e assentam nos sítios certos. O penteado e a maquilhagem são muito adequados. Gostei muito!

Alison Sudol
Gosto da pinta no geral. Gosto do vestido que, apesar de preto, tem um ar fresco e jovem. Como se fosse uma brisa no meio de tanto mood sexy. É despretensioso e eu gosto muito. Gosto também pela atitude da Alison, pelo cabelo e por aquela pele de porcelana.

Lena Headey
A Lena é a Queen Cersei e poderia estar tudo dito, mas ainda há mais. A Lena tem uma pinta incrível - já a seguem no Instagram? Publica pouco, mas vale a pena - é simples e descomplicada. Tem aquele humor britânico e tatuagens que eu adoro. Enfim, é tudo de bom. Se adoro o vestido? Não, não adoro. Mas também não me apetece arrancar os olhos só de olhar para ele. Acho que ela estava bem gira e muito fiel a si mesma.

Viola Davis
Já vi a Viola em bom. Também já vi a Viola a seguir recambiadinha para os piores dos piores. Desta vez ficou a meio caminho. O vestido é bonito mas também não acrescenta grande coisa ao mundo, não é verdade? É só um vestido preto de veludo. Não há grande história aqui. Fica-lhe a matar e gosto muito do cabelo ao natural. Aquele emaranhado de fios é que podiam muito bem tomar pó de sumiço que todos nós ficaríamos gratos.

Saoirse Ronan
À primeira vista só pensei "valham-me-as-alminhas!". Depois digeri, olhei melhor, repensei - porque é que acham que demorei tanto a escrever este post? - e gostei de algumas coisas neste vestido. Gosto do corte e gosto do modelo, mas foi a pulseira que me fez ceder. Gosto muito deste equilíbrio visual mesmo num look assimétrico. Os brincos também são lin-dos! Pronto, aqui o que eu não gosto mesmo é daquele brilho no ombro. E da própria Saoirse.

Susan Kelechi Watson
Outro modelo bonito, que apesar de não trazer novidades, desempenha bem a sua função.

Michelle Williams
A Michelle vai ser sempre a nossa piquena Michelle. Sempre um bocejo de miúda. O vestido é bonito mas nada que não se encontre facilmente numa Mango perto de nós. 

Samara Weaving
O ar de anjo não ajuda, mas se nos abstrairmos disso conseguimos facilmente ver um vestido giraço, simples e elegante. 

Aqueles vestidos mesmo bons. Aqueles meeeesmo bons. Mas que não estão no meu Top5:

Debra Messing
Gosto da onda, gosto do cabelo, gosto de tudo no geral. Não chegou para o meu Top mas não falhou por muitos.

Zoe Kravitz
A Zoe também rasou ali os 5 melhores porque tem um modelo de vestido que eu adoro - e nunca me ficaria bem - com as jóias que eu mais adoro - quem diz que não a umas esmeraldas? - e uma atitude bad ass no ponto. É isto senhoras. Nem vale a pena inventar.

Allison Williams
A gira da Allison destacou-se por usar uma mancha vermelha/laranja no vestido. Acho que fez muito bem porque o modelo é giríssimo, fica-lhe a matar e a mim só me apetecia ir dar uma voltinha com ele - nem que fosse à volta de casa.

Nancy O'Dell
Outro vestido giraço. Gostei de tudo: do corte, das jóias, do cabelo e do sorriso. Por mim era embrulhar e mandar entregar na minha casa.

Angelina Jolie
Já falamos sobre a penugem, não já? Já sabem o que eu sinto em relação a isso. Treme-me uma vista, começo a suar do buço e sinto palpitações. A Angelina provocou-me mas eu fui superior a isso e consegui ignorar aquele arbusto ali na zona da anca. Todo o resto está bem ao estilo da atriz: sóbrio, elegante, estilo Deusa-daquelamerdatoda. E aquela cara linda? E aquele penteado? E toda aquela aura de estrela máxima de Hollywood? Não aguento esta mulher de tão poderosa. Linda!

Margot Robbie
Não gostei à primeira. Acho que o modelo deste vestido a transforma num retângulo. Mas esta miúda pode até com um saco preto atado na boa. Se o vestido não tivesse aqueles ombros manhosos, era um exemplo bem bonito do melhor que passou naquela carpete. Nota 20 para tooooodo o resto!

Oprah Winfrey
O discurso da senhora foi muito bonito e inspirador. Mas vamos lá sossegar a franga que há muito por explicar sobre como é que ela se relaciona com o predador-mor e qual foi o papel dela até ali. Não sou uma fã incondicional e acho que esta história da candidatura às presidenciais é preciso ser muito ponderada... Menos, gente. Vamos ter calmex e pensar nas coisas. Ninguém lhe tira o mérito de todo o sucesso astronómico que teve. Nisso, tiro-lhe o chapéu porque ela é, de facto, um exemplo de perseverança e de esforço, trabalho e dedicação. Quanto ao resto... Aguentemos os cavalinhos.
Mas estamos aqui para falar do vestido da sô dona Rainha-da-Noite. Isto correu-lhe muito bem, diga-se. Estava giríssima, cheia de elegância, com uns óculos giros, um cabelo bem bonito e uma postura digna do prémio que recebeu. Dava-lhe ali mais algum folgo à parte dianteira - que sufoco, valha-me deus! - e mudava os brincos. De resto, gostei muito de a ver, sim senhora!

Elisabeth Moss
Volto a questionar-vos: já viram Handmaid's Tale? Não? Então não sei o que andam a fazer nesta vida, digo-vos já. A Elisabeth é a personagem principal da série e claro que açambarcou um Globo para casa - e muito bem. Adorei a escolha dela porque é diferente do que fomos vendo, porque combina com a personagem que representa na série e porque eu acho que ela estava muito confortável com a sua escolha. E só isso já faz da aposta uma aposta ganha. Nota 20 para penteado, acessórios, sapatos e maquilhagem.

Amy Poehler
A Amy Poehler tem ar de graça. Gosto dela pela ironia natural e pela piada que tem. Gostei muito de a ver neste vestido que tem tanto de simples como de elegante. Ótima escolha Amy!


E por fim, o meu TOP 5

Em 5º lugar
Dakota Johnson
Já é uma habitué no meu estaminé. A Dakota pode até não ser grande coisa na representação, mas que sabe como roubar as atenções nestes eventos, sabe. Estava linda, deslumbrante, com um vestido que à primeira vista era simples - a-do-ro o cinto! - e com umas costas maravilhosas. Amei o penteado, amei as jóias e amei a maquilhagem.

Em 4º lugar
Dove Cameron
Vocês sabem que eu sou de vestidos simples. Gosto mais. O minimalismo é, cada vez mais, a minha onda. A Dove trouxe um vestido perfeito para alinhar comigo. Aquele pormenor na cintura ainda torna o conjunto mais bonito e corta aquela sensação de plain. Bravo!

Em 3º lugar
Katherine Langford
Já viram "Por Treze Razões"? Eu já e nem assim reconheci a atriz. Apesar do ar "eu não queria vir, mas a minha mãe obrigou-me" acho que o vestido teve aquele efeito surpresa que não se viu muito nesta edição. Gosto muito de drapeados e tecidos "pingões" e adoro este modelo em particular. Achei que o brinco de lado e o penteado complementaram tudo na perfeição. Aqui está um conjunto que eu usaria na boa!


Em 2º lugar
Alicia Vikander
A Alicia é tipo Emma Stone. Há dias que acorda virada para a farra e é tudo dela - como é o caso deste vestido - e há outros que nos faz deitar as mãos à cabeça e ponderar se o mundo vai acabar mesmo ali. Há quem não adore esta escolha da miúda mais gira do certame. Eu adorei. Não precisa de mostrar a pele para mostrar como é que isto da pinta e da elegância se faz. Quem tem, tem. As costas do vestido são giríssimas. Gosto mesmo, de verdade, de tudo o que levou naquela noite. Incluíndo o namorado.

Em 1º lugar
Emilia Clarke
Por fim, a Mãe dos Dragões. Amei o vestido desde a primeira vez que o vi. Acho que o loiro fica a matar na Emilia. O penteado foi o toque final. A maquilhagem está gira, mas a piada está no vestido que tem aquela elegância, aquele toque sofisticado, aquele bom ar minimalista que eu tanto adoro. E nem aquele decote GIGANTE lhe dá um ar vulgaruxo. Emilia, os meus parabéns, estavas uma brasa-brasa.


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