quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Go Green!



No outro dia estava no Instagram a ver os stories de uma pessoa que eu gosto muito - a Filipa Gomes do 24 Kitchen, conhecem? - e ela estava a questionar as pessoas sobre reciclagem. Ela dizia que já fazia a separação há imensos anos mas que ainda tinha dúvidas em relação a muitos materiais. Perguntava se os cotonetes iam para o indiferenciado ou para o ecoponto amarelo e se deitasse plástico gorduroso, como latas de atum, se contaminava o restante material.


Muitas pessoas colocam-me estas e muitas outras perguntas sobre a separação - porque sabem que trabalho na área - e tenho vindo a perceber que há, de facto, alguma falta de informação sobre o assunto. Sim, as pessoas já sabem que devem fazer a separação, mas ainda não sabem bem como o devem fazer e todos os dias surgem dúvidas novas.


Por isso, acho que faz todo o sentido este post


Primeiro porque eu tenho algumas respostas, não porque sou uma expert, mas porque trabalho numa empresa ambiental - quem diria, né? - e obrigatoriamente tenho alguns conhecimentos sobre o tema. Em segundo, porque apesar da Sociedade Ponto Verde fazer um ótimo trabalho de comunicação, parece-me que não chega bem a toda a gente e, por fim, em terceiro lugar porque há dúvidas. E enquanto que existirem dúvidas, vale a pena informar.


E afinal, criei o separador "Mundo" para escrever sobre outras coisas que não roupas, comer e beber, ó trrimtimtim passear na rua, certo? Ter um blog é também ter a responsabilidade de dizer coisas úteis e importantes para a sociedade.




Por isso, cá vamos nós.


O lixo indiferenciado
é todo aquele lixo que não pode ser reciclado, como por exemplo, os cotonetes da Filipa - por isso é que são um problema!


O lixo orgânico
são restos de comida, de podas, etc., que podem dar origem ao chamado estrume. É uma matéria extremamente importante visto que é uma substituta biológica dos herbicidas. Por isso, se têm uma hortinha, uns vasos ou qualquer outro exemplo, podem e devem aproveitar o que a natureza vos dá! Pesquisem no Youtube como construir um compostor, ou comprem um e go greener!


Para os ecopontos
vai o que pode ser reciclado. Mas nem tudo o que pode ser reciclado vai para o ecoponto. Eu explico: numa recolha de resíduos normal, os camiões não têm condições para carregar materiais volumosos. É preciso que haja bom senso.


Todos os resíduos volumosos
(móveis, eletrodomésticos, materiais demasiado grandes para serem recolhidos no circuito normal de recolha, resultados de podas, cortes de relva, etc.) é considerado lixo grosso ou "monstros". Sobre isto, devem procurar junto da vossa junta de freguesia ou município o procedimento adequado. Na minha zona temos que ligar e agendar uma recolha e apenas nesse dia, a essa hora, é que podemos colocar estes resíduos na via pública. Sempre na via pública!



No ecoponto amarelo
Só entram embalagens de plástico ou metal. Leiam de novo: EM-BA-LA-GENS. Tudo o que não for em-ba-la-gem não pode ser reciclado ou não pode ir para o ecoponto. Acho que é aqui que muita gente falha, mas é fácil. Perguntem-se "Isto é uma embalagem? É plástico ou metal?" e se a resposta for "sim", então depositem no ecoponto. Se for "não", então devem procurar o destino correto. Então e uma bacia de plástico pode ir para o ecoponto amarelo? É uma "embalagem", é reciclável mas não pode ir para o ecoponto devido às suas características (constituição e dimensões). Estes materiais com dimensões maiores devem ser encaminhados diretamente para o ecocentro mais próximo, onde encontrarão a zona dos "plásticos duros" ou outra terminologia semelhante.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Amarelo
Embalagens de leite, covetes de esferovite, embalagens de detergentes, de champô, garrafas de plástico, latas de salsichas, atum, feijões, sacos de compras de plástico, embalagem de pasta dos dentes, caricas, cabides de metal, sacos de batatas fritas, copos de iogurtes...


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Amarelo
Bacias, ferramentas, baldes, canetas, brinquedos, talheres ou tudo o que seja papel/cartão/vidro ou lixo orgânico.




No ecoponto azul
Aqui é mais fácil: quase tudo o que é papel ou cartão pode entrar. Não precisa de ser embalagem. O que não pode acontecer é o papel ter gordura, porque isso inviabiliza imediatamente o processo da reciclagem.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Azul
Revistas, talões, jornais, papéis vários, caixas de cartão desmontadas, papel de embrulho, envelopes, cartão de ovos, etc.


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Azul
Papel autocolante, toalhitas, papel higiénico, guardanapos de papel, caixa de pizza com gordura, ou tudo o que seja vidro/embalagens de plástico e metal ou lixo orgânico.




No ecoponto verde
Aqui também não é difícil: tudo o que é embalagem (frasco ou garrafa) de vidro, deve de ir para o vidrão. Mas atenção, nem tudo o que é vidro pode ir porque a constituição é diferente.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Verde
Garrafas de vidro, de azeite, frascos de perfume, de doces, boiões (sem tampa), etc.


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Verde
Copos de vidro, loiça, porcelana, cristal, lâmpadas, jarras, espelhos, ou tudo o que seja papel/cartão/embalagens de metal ou plástico, ou lixo orgânico.




Perguntas & Respostas


É preciso lavar as embalagens?
Não. Há pouco tempo desenvolveu-se metodologias que permitem aproveitar da mesma forma os materiais mesmo quando estes se encontram gordurosos. Não é necessário lavar os frascos, as latas ou qualquer outro material pois este não danifica a matéria prima. Porém, se preferirem, no fim de lavar a loiça podem aproveitar a água para passar determinados materiais apenas para evitar cheiros desagradáveis no ecoponto (copos de iogurte, latas de atum, etc.).


E os envelopes que têm papel e a janela em plástico, para onde deito?
No papel. Perguntem sempre: qual é o material em maior abundância? É nesse que devem colocar. O mesmo acontece com folhas de papel agrafadas: não é necessário tirar o agrafo para colocar no papelão.


O que raio é isso dos 3 R's afinal?
Ouve-se falar tanto da política dos 3 Rs mas poucas vezes explicamos exatamente o que significa. Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Por esta ordem. E como podemos ver, "reciclar" vem no final, o que indica que é o último destino que devemos de dar ao nosso material. Mas vamos fazer um exercício: eu tenho um lata de salsichas e antes de a deitar no ecoponto amarelo devo questionar-me:

1) Podia ter reduzido este resíduo?
É mesmo importante começarmos a questionar-nos sobre isto: Preciso mesmo de 3 sacos de plástico quando vou às compras? A palhinha é mesmo necessária no meu sumo? Será que não era mais ecológico optar por e-tickets em todos os concertos, festivais e espetáculos que vou? São pequeninos passos que vão fazer toda a diferença. O melhor resíduo é aquele que não se faz!

2) Posso reutilizar a minha lata?
Depois de termos o resíduo na mão não há nada a fazer a não ser questionarmo-nos se o podemos reutilizar: fazer um porta-canetas, uma jarra para flores, um apoio para as colheres de pau na cozinha, um brinquedo para crianças...

3) Para que ecoponto devo encaminhar a minha lata?
Só mesmo no final de todas as opções é que devemos optar por deitar fora o resíduo. E aí sim, dar-lhe o destino correto: o ecoponto amarelo. Mas, como vêem, a reciclagem é a última opção!




Há tanto ainda por discutir, tantas dúvidas que vão surgindo e tanto por fazer. Mas ainda bem que começamos por algum lado. Mandem as vossas dúvidas! Digam-me se este post foi importante/interessante e se gostavam que eu continuasse.


Mandem-me o vosso feedback que é tão importante para mim! :)



terça-feira, 16 de outubro de 2018

Casamento Real: Eugenie e Jack Brooksbank


Não sou propriamente fã destas das duas irmãs (Beatrice e Eugenie) e, por isso, nem sequer sabia que uma delas ia casar. Mas foi com agradável surpresa que vi as fotografias da cerimónia que decorreu exatamente no mesmo local em que Harry e Meghan casaram em maio deste ano.




A igreja estava lindíssima e a noiva surpreendeu-me. Estava linda, elegante, cheia de pormenores cheios de classe e, pareceu-me, muito feliz.



O vestido foi desenhado por Peter Pilotto e Christopher De Vos, uma casa britânica, como seria de esperar. O vestido, cheio de volume, tem um decote em V à frente e atrás, pois Eugenie quis que a sua cicatriz nas costas ficasse visível.




O noivo, Jack Brooksbank ia elegante, calmo e confiante. Tem 32 anos (mais 4 anos que a princesa) e são namorados de longa data. Casaram-se na sexta-feira passada, na capela de São Jorge no Castelo de Windsor, em frente a 850 convidados. 



A noiva abdicou do véu para mostrar ao mundo aquela maravilhosa tiara de diamantes e esmeraldas da sua bisavó. As jóias foram os meus detalhes favoritos!





As fotografias oficiais do casal contam com os pais e irmãos dos noivos, bem como a Rainha Elizabeth II e o seu marido Phillip, duque de Edimburgo e ainda várias damas de honor e pajens, entre eles o príncipe George e a princesa Charlotte. Sabe-se também que a menina junto do noivo (segunda fotografia) é a filha do cantor Robbie Williams, um dos convidados do casamento real.


Quanto aos convidados:

Kate Middleton e William

Meghan Markle e Harry

Sarah Ferguson e Beatrice (mãe e irmã da noiva)

Rainha Elizabeth II

(A giraça da) Pippa Middleton e James Matthews

Robbie Williams e Ayda Field

James Blunt e Sofia Wellesey

Poppy Delevigne

Cara Delevigne

Demi Moore


Por fim,
este foi o vestido usado pela noiva durante o jantar privado após a cerimónia religiosa em rosa bebé e desenhado por Zac Posen.


Que sejam felizes para sempre! :)


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Fim de semana


Sábado começou tranquilamente com o pequeno almoço tomado no sofá. Depois das arrumações e limpezas, ainda ponderei ir ao shopping mas faltou-me a vontade. Apeteceu-me usufruir do silêncio da minha casa - afinal não é todos os dias que estou praticamente sozinha. Tomei um banhinho quentinho, tratei de mim, vesti uma roupa confortável e liguei para encomendar sushi.


 A minha amiga veio jantar a minha casa. Inicialmente tínhamos combinado experimentar um restaurante, mas depois, por causa do temporal e aproveitando o facto de estar sozinha em casa, preferimos este programa - até porque tínhamos coisas para planear no computador!


Quando ela chegou já estava tudo pronto: pão com paté de atum, azeite e vinagre balsâmico, gambas salteadas com limão, alho e salsa, um fartote de sushi e depois, para sobremesa, petit gateau com frutos vermelhos, trazidos pela amiga. Para acompanhar, sangria de espumante e frutos vermelhos.


Ficamos com uma barrigada de todo o tamanho. Sentamo-nos no sofá com o computador nas mãos e planeamos o que já devíamos de ter feito antes. Ficou tudo decidido, finalmente. Mas depois conto ;)


Domingo foi de sossego e de digestão - ahahaha - e aproveitar estes momentos no ninho, porque parece-me que tão cedo não vão acontecer. Ah, e trabalhar para o blog, claro!


E o vosso fim de semana? Como foi?



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Panca - Cevicheria & Pisco Bar



Escondidinho ali em frente à Reitoria do Porto existe o Panca. É um restaurante com influências latino-americanas, apesar disso se notar mais na carta e nos pratos do que propriamente no espaço.


Faz parte do Grupo Cafeína, um dos mais antigos e prestigiados grupos hoteleiros do Porto. 
Já tive a oportunidade de jantar no Cafeína e digo-vos... Vale BEM a pena a experiência, num dia especial! - qualquer dia falo-vos dessa experiência!





Fui a um domingo à hora do almoço, sem reserva e não estava cheio. O sítio é tranquilo, baby-friendly e muito giro. Os funcionários são simpáticos e a carta é curta mas gostosa. Os preços é que não são assim tão convidativos quanto isso... Mas eu gosto de experimentar e não me custa pagar para ter refeições diferentes, como foi o caso.


Começamos pelas entradas


Empanadas de chilli com carne
O meu prato favorito de todos os que comi. Estavam deliciosas e comia fácil as três sozinhas - mas olhem que enchem bem! São gostosas, picantes q.b. e os molhos dão frescura e mais um picantezinho... Só para os mais atrevidos! Têm meeesmo que experimentar ;)


Depois seguiu-se

um Tártaro de Atum
que estava fresquinho e bem bom. O molho em baixo dava um bom paladar. Parecia que estava a comer sushi.


Por fim, como prato principal


um Cevichón de Salmão 
com quinoa, abacate e manga
Que estava ótimo, melhor do que eu tinha comido no dia anterior - foi um fim-de-semana muito latino - porque o sabor à lima não era tão intenso. Apesar de tudo, foi o prato menos interessante dos três.


Para finalizar com um docinho


um Bolo Tépido de Goiaba
com requeijão - que pedimos para tirar - e sorvete de maracujá
que nunca tinha provado e era bem bom!


E uma Mousse de Chocolate, Paçoca
com toffee e gelado de amendoim
(não encontrei fotos)
Esta estava bem boa, mas muito enjoativa. Eu também não sou grande fã de mousse de chocolate, confesso.




É um sítio bom para experimentar, particularmente se são fãs de comida latina.
Voltava já amanhã só pelas empanadas de chilli...


Todas as fotografias são do facebook 

Visitem o site aqui para fazer reservas.


Rua Sá de Noronha, nº61, Porto
222 033 144
geral@panca.pt



quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Outono


O outono chegou, mas foi só no calendário. Há muito que desejo uns dias mais frescos, um ar mais invernoso e roupas mais quentes. Calma, não enlouqueci. Eu gosto mesmo do inverno e do frio e de tudo o que vem por acréscimo. Menos a chuva - a não ser que esteja em casa, quentinha, no sofá - e a humidade e os dias curtos. Tirando isso, venham lá esses dias mais frios e já estou para aqui a pensar no Natal - isto é só baixar dos 20º e eu já entro automaticamente em mood natalício.


O fim-de-semana que passou foi um bom preview do que vem por aí: ni-nho!


O verão é espetacular mas nunca estive em casa - nem fazia sentido estar. Aproveitei muito os espaços exteriores, as zonas de praia, as esplanadas desta vida, os festivais, os jantares com amigos... Mas agora que vem aí o frio, já só penso em aproveitar mais a casa, fazer bolos, beber capuccinos e fazer maratonas de Harry Potter e Senhor dos Anéis no sofá com uma manta. Ah e de salpicar os meus outfits diários com um ou outro pormenor mais quentinho.


Apetece-me tons claros ainda mas em lãs quentes e boas, casacos compridos e com bom corte, peças básicas e fáceis de vestir. Sabem? Aqueles intemporais que ficam sempre bem e não comprometem? E apostar mais nos batons - para dar o oupa que eu preciso - e nuns brincos mais tchana.


Preciso de fazer algumas compritas - acreditam que não compro NADA, nem uma borracha de cabelo, para aí desde junho? - mas tenho que ir namorar as peças. Já não me lembro de entrar em lojas e, por isso, não sei se o que ando a ver online corresponde às expectativas. 


Eu sou como Tomé: ver para crer.


Mas anda-me a apetecer calças largas, ugly sneakers - que até agora não tinha visto nenhuns que me encantassem, mas parece que os encontrei! -, uns vestidos giros - onde andam eles?! Alguém sabe? - uns botins giros e práticos e, talvez, uma camisa branca daquelas mesmo boas.


Casacos já não dá mais, não há espaço nem tempo para os usar a todos - mas este da imaaaagem...


Pronto, e é tudo.
Sou mesmo uma miúda de inverno - porque de verão não me apetece comprar nada a não ser t-shirts, quem diria?


E vocês?
Já pensam no Natal e adoram o inverno ou andam a deprimir porque hoje chegou a chuva e começaram a aperceber-se de que o verão já era?



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

mãe!



Há que tempos que ando para vos falar deste filme! Já o vi há bastante tempo, mas confesso que nunca consegui escrever muito sobre ele - eu tentei, juro! Este fim-de-semana, num dos raros momentos em que estive encostada no sofá, já bem tarde, encontrei o mother! (sim, com minúscula e com ponto de exclamação) a dar. Não resisti e revi.


mãe! não é um filme convencional, nem pretende ser.


É um rasgo de criatividade, de afronta, de provocação pura e dura e um apelo muito grande à compreensão da mente de um realizador, um pouco conturbada, diga-se! E há tanto, mas tanto a dizer sobre este filme que eu nem sei por onde começar... Vamos lá ver se acompanham:


Sinopse
Tudo começa com uma jovem (Jennifer Lawrence) que acorda e procura o marido. O marido (Javier Bardem) é uma personagem mal humorada, frustrada com o insucesso (é um escritor sem inspiração) e egocêntrica. Por sua vez, a sua esposa é uma perfeita e submissa dona de casa que gosta de limpar, arrumar e reparar o que os outros estragam. A casa de ambos encontra-se isolada e inacabada. Percebemos que é ela quem cuida, repara e constrói o pequeno "paraíso" de ambos. Mais tarde, percebemos também que aquela casa foi incendiada durante a infância do escritor e o único objeto resgatado por este foi um cristal que guarda com carinho e proteção no seu escritório, num pequeno expositor onde não deixa que ninguém lhe toque. Ela sente uma conexão estranha com aquele edifício, como se houvesse um coração a bater no seu interior - referência que não se compreende no início do filme.


A chegada de um homem (Ed Harris) a casa durante a noite e sem aviso começa a destabilizar a vida do casal. O anfitrião mostra-se demasiado entusiasmado e ela preocupada com a segurança de ambos. Afinal, ninguém sabe quem é nem de onde veio. Na manhã seguinte, uma nova visita: a esposa do homem (Michelle Pfeiffer) que entra e sente-se em casa. E é aqui que tudo começa a descambar...


*** o post contém spoilers a partir deste momento ***




Depois de ser provocada e ignorada pela bela visita feminina, a jovem começa a considerar que chegou a altura de se fazerem à estrada, porém, o seu marido informa-a que o pobre homem confessou-lhe que é fã do seu trabalho e, por estar gravemente doente, decidiu conhecê-lo e cumprir um último desejo. A jovem acede ao pedido, diante tamanha alegria e vaidade do marido, com o desejo de que este encontre a inspiração que lhe falta para recomeçar a escrever. Tudo começa a correr mal quando a mulher entra no escritório do dono da casa - ao qual foi repetidamente avisada de que era território proibido - e parte o tal cristal, o objeto mais precioso do escritor, que os expulsa da casa mal repara no sucedido.


Nessa mesma noite, a casa volta a ser invadida pelos filhos dos hóspedes que lutam e um acaba por ferir gravemente o outro e foge. Os pais e o escritor levam o jovem para o hospital e deixam a dona da casa sozinha, assustada e perturbada com o cenário de sangue - que limpa imediatamente. Mais tarde, quando as personagens regressam, informam-na que o jovem faleceu. Pouco depois de se deitar, a jovem acorda com a campainha e o barulho de várias pessoas a falar. Depara-se com uma série de desconhecidos que vieram velar o filho do casal, e utilizam a casa como se fosse deles. À medida que o tempo vai passado, a casa começa a ficar mais cheia de pessoas, mais suja e desarrumada e os avisos da dona da casa começam a ser constantemente ignorados. Esta chega ao limite quando a banca da cozinha parte e a divisão fica inundada. Todos os personagens foram expulsos da casa e a jovem começa a arrumar. Depois de uma discussão com o marido, ambos fazem sexo.


A fase seguinte do filme inicia com a jovem a acordar e a procurar o marido, tal como da primeira vez, mas agora quase no final de uma gravidez muito desejada. O marido informa-a de que terminou, finalmente, a sua obra de poemas. Para comemorar o sucesso, a jovem prepara uma noite especial com direito a jantar à luz das velas. Antes de iniciarem o jantar, são interrompidos pela campainha. Lá fora, uma série de jornalistas a fazer perguntas sobre a obra e o autor. O escritor, envaidecido e com o ego a rebentar, decide ignorar a sua esposa e todo o jantar preparado e começa a dar atenção aos intrusos. Estes começam a entrar em casa, a comer o jantar preparado com tanto carinho e a provocar estragos. Chega cada vez mais gente e a jovem encontra-se desesperada pela bagunça e pela indiferença do marido. Tudo começa a escalar quando fanáticos pelo autor iniciam cultos e espécies de religiões e toda a casa vira cenário de guerra com a polícia a intervir para resgatar a pobre grávida que entra em trabalho de parto.


Depois de se resguardar com o seu marido no escritório, a criança nasce. Mas ambos discordam imediatamente: ele quer mostrá-la à multidão que aguarda lá fora e ela quer protege-la. Num momento de distração, ele tira-lhe o bebé nos braços e entrega-o à multidão. Ela, desesperada e a tentar agarrar o bebé, vê-o a ser desmembrado e a comerem a sua carne e a beber o seu sangue. Logo depois é violentamente espancada pelos fãs do seu marido.


Tudo termina com a jovem a pegar fogo à casa.
Nem ela nem o marido morreram na explosão. Ela fica gravemente queimada e ele com pequenos arranhões. Segue-se um diálogo importante, em que ela lhe diz que não tem mais nada para lhe dar, ao que ele lhe pede uma última coisa: o seu amor. A jovem acede ao pedido e ele arranca-lhe o coração que se transforma num cristal, igual ao exposto no seu escritório e tudo volta ao início, com outra jovem a acordar na sua cama, a procurar o marido.




Explicação
Tudo parece absurdo e confuso, eu sei. Eu própria quando acabei de ver o filme, mesmo percebendo algumas coisas, tive que ir ler sobre a história e as metáforas a que o realizador se referia. São essas que escrevo aqui.


Nenhuma personagem tem nome, porque todas elas representam algo, um conceito ou uma personagem bíblica. Ele, o único nome escrito com letra maiúscula na ficha técnica do filme, é o marido e representa a sociedade, o ser humano, que precisa de ser bajulado, estimulado e mesmo assim, mesmo depois das ajudas de todos, nunca se sente satisfeito com o que tem nem com o que alcançou. A esposa é a mãe representa a Mãe Terra, que cuida e repara todos os danos que o ser humano provoca, renovando-se a cada dia e desculpando cada "ferida". Os visitantes, o homem e a mulher, representam o Adão e Eva que vieram destruir a paz e a harmonia que existia na casa dos anfitriões, ou o paraíso, se preferirem manter-se nas metáforas. Os filhos de ambos - e talvez a comparação mais óbvia de todas - são Abel e Caim, mais conhecidos pelo filho mais velho e o filho mais novo.


O filme é uma alegoria à história da criação do mundo. Inicialmente estava tudo bem no paraíso, até que chegou Adão e Eva e, devido à tentação da mulher, partem o objeto proibido (a "maçã") e são expulsos do paraíso.


Depois entram os filhos que disputam pela atenção e preferências do pai (bem como pela herança) e um acaba por matar o outro.


No velório, tudo corre mal quando os avisos da mãe (natureza) são repetidamente ignorados - não é o que fazemos todos os dias? - e a banca da cozinha parte e inunda a divisão. Este momento é a representação do dilúvio e um novo marco na história.


Na segunda parte, quando a casa é invadida e começam a chegar fanáticos e a criar-se cultos religiosos e de adoração pelo escritor, significa o início das religiões e onde é que o fanatismo as leva - violência, distorção das palavras... E tudo culmina com a morte do bebé - Jesus - que morreu em nome do pai - que o entregou às mãos da sociedade apenas por vaidade - e que comeram do seu corpo e beberam do seu sangue.


Podia continuar por aqui fora em explicações e análises, mas estas são as mais importantes a reter, e o texto já vai longo.


Sei também que não é um filme consensual. Há quem adore e há quem não consiga ver 10 minutos. Eu adorei pela originalidade que Aronofsky pegou num tema gasto e o tornou numa história com drama, suspense e algum terror à mistura. Se é meio surrealista? É pois! Mas é muito bem feito... Eu adoro filmes com conteúdo escondido, em que cada pormenor é um detalhe importante - por exemplo, a ferida nas costas do homem ou o facto de nunca ninguém chamar o nome de ninguém. Acho um trabalho brilhante do realizador, na mesma medida que também acho que ambos os atores foram fenomenais!


Mas agora gostava muito de saber qual é a vossa opinião ;)


mother!
(2017)
de Darren Aronofsky
com Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Michelle Pfeiffer e Ed Harris



terça-feira, 9 de outubro de 2018

Frida Kahlo - As Suas Fotografias



Quem é que já foi ao Centro Português de Fotografia visitar a exposição Frida Kahlo - As Suas Fotografias? Hum? É que não dá mesmo para falhar esta oportunidade.


Não sei se são fãs da pintora, não sei se são fãs da pessoa, eu cá sou fã do todo. Há muito anos que a vida da Frida me inspira. Aquela resiliência e toda a alegria de viver me deixa muito envergonhada - faço tão pouco e sem 10% das dificuldades que ela teve...




Se não conhecem a história de Frida Kahlo, então aconselho-vos vivamente a assistirem ao filme Frida (2002), protagonizado por Selma Hayek. É um filme do caraças, com várias nomeações e prémios dos mais prestigiados festivais de cinema e com 2 Oscars arrecadados. É mesmo para ver!


É que depois de conhecerem a história desta mulher, é impossível não gostarem da sua obra. Certo que não é a maior artista a nível técnico que alguma vez existiu - algumas obras são mesmo bastante toscas, mas tem uma justificação - mas é uma artista de alma e coração, que conseguiu pôr na tela todo o seu sofrimento e todo o seu amor.


Chamam-lhe surrealista mas ela contestou sempre. 
Diz que nunca pintou sonhos, pintou sempre a realidade dela. E eu acho que foi mesmo verdade.


O que podem esperar da exposição? Muitas fotografias belíssimas que conseguem descrever a vida de Frida na perfeição, bem como de quem a rodeava. É uma seleção muito pessoal, íntima e cheia de emoções - desde a dor terrível à paixão ou à ternura. No final, ficamos com pena de não podermos ver ao vivo algumas das obras dela. Ficará para uma próxima oportunidade.




Podem saber mais sobre esta exposição neste artigo do Público.


A exposição está organizada em 4 salas: 3 delas com fotografias que relatam as várias etapas da sua vida (desde a infância até ao final da sua vida) e na última sala, é transmitido um documentário de quase 1 hora.


Até dia 4 de novembro!
Centro Português de Fotografia, Porto
(em frente aos Clérigos)
Preço do bilhete: 8€.
Mais info aqui


Parte da bilheteira reverte a favor da Associação Salvador que apoia pessoas com deficiências motoras.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Fim-de-semana



Este fim de semana prolongado soube mesmo muito bem - acho que ninguém é capaz de dizer o contrário!


Comecei na quinta-feira com um jantar de mãe e filha, num sítio que eu gosto muito e depois seguimos para o lançamento de um livro de um amigo nosso. Fomos para casa logo a seguir - a noite anterior tinha sido de Receção ao Caloiro para mim - e ainda me estendi no sofá a ver um filme de que vou falar esta semana aqui no blog ;)


No dia seguinte deixei-me ficar na caminha por um bom bocado. 


Depois de almoçar saí para apanhar ar e ver o mar também. Terminamos a noite num restaurante que não conhecíamos a comer arroz de tamboril com gambas - dos meus pratos favoritos! Ah e quando cheguei a casa vi um filme que já toooda a gente tinha visto menos eu: Eternal Sunshine of the Spotless Mind.


O sábado começou cedo com arrumações e limpezas mais do que necessárias. Como tivemos obras em casa, fomos limpando mas nunca a fundo, sempre com a desculpa de que como ainda não tinham terminado, ainda não podíamos limpar melhor. E também por falta de tempo e vontade, vá. Em equipa limpamos tudo, tudo, tudo! Jardim, janelas, carro, casa e até a Princesa tomou uma banhoca boa! Reorganizei coisas, coloquei outras no sítio certo... Enfim, ficamos todos de rastos, mas esta limpeza e organização era mais do que precisa - e só nos fez bem! 


Depois do jantar tivemos visitas e ficamos no sofá a conversar, a beber chazinho, vinho e café da República Dominicana!


O último dia de fim-de-semana foi meio tranquilo, meio continuação do dia anterior. Começamos com um almoço sossegado e depois comecei a organizar a semana, os posts para o blog e outras coisas importantes, mas rapidamente fui requisitada para a cozinha. Decidimos reorganizar tooooodo o móvel dos copos. E senhores, eu desconfio que não haja ninguém que tenha em sua posse mais copos do que eu! Juro. É um armário com 4 portas e 4 prateleiras cheiinho de copos de todas as bebidas que há no mundo e mais algumas. Tiramos tudo, limpamos o armário, metemos os copos na máquina e voltamos a arrumar, tudo na sua ordem. Foi giro porque descobri serviços que não fazia ideia que tinha e já sei como vou decorar a mesa de Natal. 


Só sou eu que já começo a pensar no Natal?!


Depois dediquei-me à cozinha e preparei umas panquecas boas para comer na hora e para levar para o trabalho e ainda pus um bolo de laranja no forno - que não vos dou a receita porque não ficou lá grande coisa. Por fim, dediquei-me ao Pesadelos na Cozinha. Há lá melhor maneira de terminar um fim-de-semana prolongado do que com o chef Ljubomir?


Sabe bem ter um fim-de-semana mais tranquilo do que o habitual. Adoro passear e fazer coisas, mas também dou muito valor à minha casinha, às minhas coisas e a ver um filme com uma mantinha pelas pernas e uma chávena de chá ou capuccino nas mãos. 


E vocês, o que fizeram estes 3 dias?



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

34


O 34 era o antigo Bolota - que, com muita pena minha, nunca cheguei a visitar - e veio ocupar um espaço vazio na cidade de Guimarães: comida asiática de qualidade - sem ser sushi, tá?


Fica mesmo ali entre o Centro Histórico e o Toural, numa zona privilegiada e sem grande concorrência por perto. É pequenito, quase que passa despercebido, mas é lindo! É acolhedor, simples e cheio de bom gosto e o staff é do mais querido que vi nos últimos tempos.




Se é acessível? Não. Não achei acessível, mas também não é todos os dias nem em qualquer sítio que comem este tipo de comida com a mesma qualidade.


Pedimos sugestões. Aceitamos as propostas e ainda acrescentamos mais um prato. Todos eles frescos, saborosos, picantes e ácidos, como se quer. Mas vamos por etapas...


Começamos pela


bela Sangria de Maracujá 
que servem em jarros de 1l ou de 1,5l - escusado será dizer que mandamos vir o grande, né?
É maravilhosa, fresquinha e saborosa. Definitivamente um must try!


O couvert incluía pão com manteiga de ervas e azeitonas.


Como entradas, pedimos


umas Guiosas Vegetarianas
que foram as minhas favoritas e que eu estava muuuuito ansiosa por experimentar. 
Não sei se já toparam bem a minha onda asiática. É que sou mesmo muito fã desta gastronomia.


Depois seguiu-se o 
Frango Croc
(sem fotografias) 
que estando bom, não surpreendeu nem valeu a pena os 4,90€. São apenas panados de frango, tal como se pode comer em casa. Estávamos na dúvida entre esse prato e os Mini Hamburguers de Alcatra, mas acho que escolhemos mal... Ficam para uma próxima!


Para terminar com as entradas, mandamos vir


Gambão Flamejado
que consiste em gambas com massa filo (?).
O sabor estava mesmo muito bom, intenso mas gostoso, cozinhados no ponto, e o prato é engraçado porque a massa ainda se movimenta com o calor das gambas. Não fiquei impressionada com o (não) sabor da massa, que mais parecia papel. Mas no geral o prato é muito bom!


O prato principal foi


Céviche de Salmão com Manga
e estava demasiado ácido. Mesmo muito ácido. Eu, que não me importo nada com esses sabores, fiquei um bocado arrepiada a cada colher que metia à boca. Acabou por eliminar os restantes sabores, como o da manga, por exemplo. Posso ter tido azar...


Para sobremesas

(foto minha)

um Semifrio de Maracujá
Fresquinho e com um sabor incrível, mesmo mesmo a maracujá (não a geleia de maracujá ou lá as aldrabices que alguns restaurantes fazem!)


E ainda 
(foto minha)

Brownie com Gelado de Lima
Não tenho a certeza se era mesmo isso que dizia na carta, mas vocês vêm pela foto, não é?
Pronto, e o que posso dizer? É brownie de chocolate... É quase impossível de falhar...


É um bom sítio para visitar em Guimarães, quando nos apetece algo mais alternativo e para fugir às comidas boas e tradicionais mas pesadonas do norte.


Quase todas as fotografias foram retiradas da página de facebook 34 
e do instagram @restaurante.34

Largo António Leite Carvalho, nº 34, Guimarães
934 249 966



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Pack your bags!

Não gosto de fazer malas. Não gosto nem tenho jeito para isso. Detesto levar roupa a mais mas também fico sempre desconfiada que a roupa que levo não vai ser suficiente. E fazer a mala para um destino mais frio deu-me cabo dos nervos. 


Estava a decidir se levava um casaco quente quando lá fora estavam 30 graus. 


E botas? Camisolas de malha? Como assim? Puseram-me sempre um travão "Olha que não deve de estar tanto frio assim", "Um lenço quente? Tu és maluca!!!" e "Botas? Vais assar!". Senhores, benditas botas e camisolas quentes. Houve um dia que tive que vestir uma por cima da outra porque os 9 graus em Londres não são brincadeira...


A melhor estratégia é levar um bom casaco quentinho, camisolas e t-shirts ou blusas porque dentro dos edifícios e do metro faz calor e convém tirarem as camadas de roupa, ou é constipação pela certa. E já sabem que Londres é Londres e a chuva vai cair, nem que seja por 5 minutos, portanto, vão preparados com um impermeável ou uma gabardine e está tudo bem.


Bom, mas decidi mostrar-vos o que levei na minha mochila, só para vos dar uma ideia do que levar, se estiverem, por esta altura, a pensar no que vão enfiar na mala para um destino semelhante. Apesar de não ter levado um lenço nem um casaco mais quente, até correu bem e sinto que fiz as escolhas mais ou menos acertadas.


Notem que as peças que vão encontrar aqui não são iguais às que eu levei (à exceção das calças pretas e das argolas), mas extremamente idênticas, caso gostem. Como não comprei NADA de novo para levar, nenhuma peça era da nova coleção.


Vamos a isso:

T-shirt Mango | Camisa H&M | Blusa Zara | Camisola Cinza Mango | Camisola Branca Mango | Camisola Azul Mango | Argolas Parfois | Jeans Brancos Uterque | Jeans Pretos Aly John | Saia H&M | Parka Zara | Casaco H&M | Carteira Uterque | Lenço Mango | Botas Bershka | Sapatilhas Adidas


O objetivo era levar roupa prática, confortável e que combinasse entre si. 


Ao mesmo tempo, pretendia usar algumas peças mais especiais porque também ia a sítios mais especiais (jantar, por exemplo) e, por isso, optei pela saia e blusa branca. De acessórios limitei-me ao indispensável: uma carteira preta que dá com tudo, umas argolas iguais às que podem ver no link em cima (e que não ficam escuras) e um lenço que achava que só ia usar uma ou duas vezes, para dar cor e graça aos looks, e acabei por usá-lo todos os dias por causa do frio!


Na mala levei mais um par de calças (azuis navy), um top (branco em algodão) e mais 2 t-shirts (uma verde escura e outra cinza)  que acabei por não usar. O resto está demonstrado aqui em cima e foi combinado da seguinte forma:


Quinta-feira
Para a viagem de ida e para o dia com mais quilómetros percorridos, com mais viagens de metro e combóio e com a visita aos estúdios do Harry Potter, escolhi as botas e acrescentei o casaco quente só quando cheguei a Londres (daqui saí apenas com a camisola, às 4h da manhã).


Sexta-feira
Para passear em Londres e ir conhecer os pontos mais turísticos da cidade, optei pela parka (não porque estava de chuva, mas porque não estava frio suficiente para o outro casaco) e pelas sapatilhas.  A meio da tarde comecei a ter muito frio, no entanto, quando acabamos a noite num pub deu para ficar só em t-shirt - é por isso que é importante vestir por camadas!
P.S. Durante o dia choveu.


Sábado
Sábado foi dia de cultura e de cumprir desejos e, por isso, o dia que exigia um outfit um pouquinho mais cuidado. Foi também o dia em que mais choveu o que fez com que não desse mesmo para abdicar das botas - conforto acima de tudo, sim gente? Aproveitamos também para comprar um guarda-chuva.
P.S. Considerem uns collants pretos opacos neste coordenado (e que bem que me souberam!).


Domingo
Foi mais um dia de conhecer cantos e recantos e, mais importante, dia de ir à bola. Foi também o dia em que fez mais frio - muito, muito frio - e que choveu. Resultado: tive que levar o meu impermeável e por baixo usei não uma camisola mas duas! E mesmo assim...


Segunda-feira
No dia de regresso escolhi levar um conjunto confortável e quentinho. Claro que quando cheguei a Portugal comecei a tirar o casaco e depois a camisola e tirei o lenço do pescoço e atei na alça da carteira. O pessoal olhava para mim como se fosse maluca e eu conseguia adivinhar que estavam a pensar "esta deve ser doida para ter saído de casa assim vestida!" Pois, mas em Londres, às 5 da manhã estavam uns belos 9 graus e o casaquinho soube-me pela vida...



Esta foi a minha mala!
Espero que este post seja útil num futuro próximo:)