quarta-feira, 13 de março de 2019

H&M Studio



Lembram-se de no post anterior vos ter dito que não queria nem saber de lojas e de novas coleções para nem sequer cair em tentação?
Bom, esqueçam lá isso tudo. 


A H&M mostrou a nova coleção Studio, que eu adoro sempre. 


É uma linha bem mais cara do que a principal, mas também é a que, consequentemente, mostra mais qualidade. Os cortes são incríveis, as cores são impecáveis e até os padrões têm outro ar. Gosto sempre dos mil pormenores que acrescentam e que tornam as peças sempre tão únicas, tão especiais e, ainda assim, na maioria dos casos, continuam a ser "básicos". Daqueles básicos-não-tão-básicos que eu adoro... Percebem o que quero dizer?




Esta linha tem as minhas cores do momento - ando muito atraída por estes tons terra - e é perfeita para os dias de sol que estão a chegar. Vestidos lindos e fluidos, shorts estilo safari, mas também há fatos e blusas e peças mais compostas para o dia a dia. Os tons variam entre o branco (pérola?), o caqui/bege (nunca sei definir bem) e o amarelo torrado, já ali a esbarrar no laranja. Depois há padrões zebra e mais abstratos (vêem no vestido da primeira imagem?) que são giríssimos e ainda os metalizados.


Ficam então aqui algumas das minhas peças favoritas desta coleção



Conheçam toda a coleção aqui.


Já cheira a praia, não já?





segunda-feira, 11 de março de 2019

Conversa em Dia



A semana passada foi uma autêntica loucura. 


E posso-vos dizer que a minha sorte foi já ter agendado os três posts que foram publicados ou, caso contrário, não iria escrever absolutamente nada. O Carnaval não estava para acontecer, mas aconteceu à última da hora. E sabem aquelas noites que vocês nem conseguem descrever - em parte, porque também não se lembram - e que nada fazia adivinhar que ia correr assim? I mean, eu só ia beber um café e cheguei a casa de dia. Claro que passei o dia seguinte a "curar" o corpo dos excessos.


O resto da semana - talvez por castigo divino - foi um contínuo atropelo de trabalho que se prolongou para casa, durante a noite, e até mesmo no fim de semana. Not cool.


Falhei ao ginásio todos os dias da semana, o que me fez ficar mais tola do que o costume. 


Preciso urgentemente de libertar estas tensões. E a chuva não ajudou a curar este aborrecimento. E o trabalho que eu vou deixando acumular ali no canto que cresce, cresce, cresce... E eu ignoro-o, claro (inserir emoji de face palm).


O Dia da Mulher passou despercebido aqui no blog, mas não no facebook. Fiz uma compilação de mulheres inspiradoras que me acompanham há mais ou menos tempo e que as tomo como um exemplo. Vão lá ver, por favor ;) E claro que usei a minha t-shit feminista! Quanto aos meus valores feministas, uso-os todos os dias, independentemente da indumentária.


Mas o fim de semana também deu para ver coisas novas, coisas repetidas mas boas e para descansar um pouquinho. O que é que eu vi de novo? Isso é que já é conversa para um outro post.


O que é que eu não vi? Não vejo lojas nem nada que me desvie do caminho do poupar - podemo-nos rir todos em uníssono, porque poupar já não entra no meu vocabulário há muito tempo... Mas não resisto a bons concertos, bons jantares e meia dúzia de experiências que valem mesmo a pena. A roupa tem ficado para última das últimas das prioridades por estes lados, daí a minha falta de inspiração para novos posts sobre looks, que eu sei que vocês preferem. Porque quanto menos pesquiso, menos me sinto tentada, certo? ;) Vou redimir-me em breve, prometo.


Esta sexta-feira terminei o meu mês de ZERO CARNE. 


Nunca vos contei aqui no blog sobre esta experiência porque também não sabia se ia ser capaz de conseguir cumprir à risca, não tanto por achar que não tinha força de vontade para concluir, mas porque eu gosto de comer fora várias vezes e, segundo a minha perceção, ainda existem muitos restaurantes que não estão preparados para este tipo de alimentação. 
Se quiserem saber mais sobre esta minha experiência digam ;)


Esta semana adivinha-se longa e muito, muito trabalhosa. 
Mas o fim de semana vai ser SUPER. Depois conto-vos tudo ;)





quarta-feira, 6 de março de 2019

Green Book



Já vos disse que Green Book foi o meu filme favorito dos Oscars? 
Já? Ups, I did it again...


E que feliz fiquei por vê-lo receber o maior Oscar da noite, totalmente inesperado, totalmente vindo do nada. As minhas fichas estavam todas no Roma, que também era bem merecido, mas nunca imaginei que Green Book fosse o vencedor. Não que não fosse bom - que o é! - mas  porque, tendo em conta a concorrência, havia mais filmes "à Oscar", como A Favorita ou Roma. Não sei se me entendem... Mas vamos lá falar sobre esta história.


Tudo decorre em 1962, nos EUA, altura de segregação e racismo. Tony Lip (Viggo Mortensen) é um típico italiano trabalhador, mas cheio de lábia e sempre pronto a trapaçar o outro. Trabalha como segurança de um bar, até que o patrão o informa que vai ter que encerrar durante 2 meses para obras e Tony vê-se desempregado e com uma família, que ama acima de qualquer coisa, para sustentar. Obrigado a arranjar uma solução para o seu problema, responde a uma oferta de emprego para ser motorista de um Doctor Shirley (Mahershala Ali). Descobre que Doctor Shirley não é médico, mas sim um grande pianista e que é negro. Apesar de Tony se mostrar bastante hesitante e desconfiado - especialmente por Shirley ser negro - aceita o emprego de o conduzir ao longo de 2 meses na sua tour pelo sul racista dos EUA.




A viagem trouxe-lhes muitos problemas, mas também mudanças maravilhosas para ambos os homens que, cada um à sua maneira, estavam cheios de preconceitos e de desconfianças. Nasce uma bonita amizade, sincera, honesta e protetora, ao mesmo tempo que cresce em ambos uma tolerância que não existia antes. Estas maravilhosas transformações acontecem ao longo de muitos pequeninos momentos salpicados ao longo do filme, que são incríveis relatos verídicos de dois bons amigos.




Em Green Book conseguimos ver os dois lados destes homens que, no fundo, retrata muito bem a sociedade de então - e, infelizmente, a de agora também. Don diz-se discriminado pelos brancos por ser negro e discriminado pelos negros por não ter hábitos, comportamentos nem partilhar da cultura negra. Vive num constante conflito pessoal sem nunca se conseguir definir perante si e perante os outros. Apesar de ser um prodígio nos palcos, convidado a aturar em todos os locais emblemáticos e contratado por todos os "brancos ricos e influentes", quando desce do palco é apenas mais um negro. No entanto, Don sempre foi um privilegiado, rico e bem sucedido. 




Por sua vez, Tony é um cidadão de classe média baixa, que tem que trabalhar muito para conseguir dar uma vida confortável aos seus filhos e que tem que passar por várias provações para conseguir uma vida estável, longe da máfia e da cadeia. E a questão é: quem é a vítima aqui? Há uma dualidade tão interessante de explorar que torna todo o filme, todo o guião tão mais rico e incrível.


Neste filme há um sem fim de assuntos a debater, como já perceberam, e inúmeras situações discriminatórias que mexem com as entranhas. Mas ao mesmo tempo é delicioso ver estas duas pessoas, tão distintas entre si, na cultura, no contexto, nos hábitos, a tentar conviver e a deixar crescer uma bonita amizade e a aprender um com o outro.




Não existiria filme sem o MA-RA-VI-LHO-SO trabalho do Viggo - que merecia mesmo o Oscar - e do Mahershala, que venceu o seu segundo Oscar de Melhor Ator Secundário. São ambos atores do caraças, pois conseguiram abandonar-se a eles próprios para assumir personalidades e comportamentos absolutamente distintas das suas. O Viggo teve que encarnar num italiano, que gesticula e que é tão extrovertido e cheio de lábia que é impossível não gostar dele. Mahershala tornou-se num Don cheio de "macaquinhos no sótão", um génio solitário, infeliz, extremamente talentoso e culto, cheio de boas maneiras e etiquetas, mas com a permanente questão do "afinal quem sou eu?" sempre presente no seu inconsciente.


Aconselho a todos a ver, de coração. 
Vão ficar rendidos.


Green Book
de Peter Farrelly
com Viggo Mortensen e Mahershala Ali





terça-feira, 5 de março de 2019

Março



E em pouco tempo o mês de fevereiro voou e levou-me também a "pessoa" mais especial para mim. Mas não é sobre essa perda que vou falar hoje. Hoje vou falar do meu compromisso mensal sobre um livro por mês.


Em janeiro li O Sétimo Selo do José Rodrigues dos Santos, como vos contei aqui.
Em fevereiro optei por um livro mais pequeno, não só porque o mês é igualmente mais curto, como também era época de Oscars e havia uma lista interminável de filmes para ver.Acabei por terminar o meu livro a meio do mês e acrescentei outro mini-livro para complementar a leitura. No fundo, aproveitei a oportunidade para pegar num livro que eu queria ler ao tempo. 




Escolhi O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald, um dos clássicos da literatura americana e uma das minhas histórias de amor favoritas. Já perdi a conta da quantidade de vezes que vi o filme em que o meu Leonardo Di Caprio interpreta o próprio do Jay Gatsby, mas o livro, apesar de já o ter começado duas ou três vezes, nunca o tinha terminado. Não é uma leitura tão fácil de ler como O Sétimo Selo, mas é acessível a qualquer pessoa. Aconselho a todos os que gostam de um romance a ler este. Não estejam à espera de um estilo-Nicholas-Sparks, que não vão ter aqui, mas um romance a sério, de literatura, daquelas histórias intemporais.


O segundo livro escolhido, para terminar o mês, foi Os Contos de Beedle O Bardo, de J. K. Rowling, que é precisamente isso: um conjunto de contos infantis para bruxos. Um plus é que no final de cada conto existem as notas de Albus Dumbledore, que interpreta e dá o seu ponto de vista relativamente à história. Maravilhoso!




Para o mês de março tive que recorrer à Fnac e, senhores, é tortura lá ir e sair só com uma saquinha. Ia com a ideia de comprar Sapiens, mas depois achei que não podia adiar mais a compra do livro que escolhi para março. Na caixa, enquanto esperava para pagar, O Deus das Moscas voltou a piscar-me o olho e eu não resisti e trouxe-o também. Para este mês escolhi um dos livros que ando há uma vida para ler: Admirável Novo Mundo, de Aldous Huxley. Alguém já leu? Vamos ver como corre e se eu consigo manter o ritmo. É que esta leitura é bem mais complicada e complexa que as anteriores! Depois conto-vos como foi.


E as vossas leituras, como andam?






segunda-feira, 4 de março de 2019

Ao Conan



Ao Conan Osiris só tenho a agradecer.


Agradecer por ter trazido a diferença, a originalidade, a tentativa bem sucedida de nos alargar a mente. O Conan é muito especial porque é tão ele que não é parecido a nada nem a ninguém. É ele próprio. E essa individualidade é demasiado valiosa para ser desperdiçada. Mas isso nem sempre é compreendido. Aliás, conheço pouca gente que goste dele ou aprecie a sua música. 


Normalmente começam a conversa a dizer que ele é "muito estranho" ou que o bailarino dele "parece que está a ter um ataque", que a música "não se entende", que "não sabe cantar", que ninguém percebe o que é que ele veste ou os acessórios que usa. 




E eu pergunto "e então?"

Somos mesmo tuguinhas. Passo a vida a ouvir que as músicas que concorrem ao Festival da Canção parecem todas iguais, que ninguém se destaca e que não é com aquelas músicas melodramáticas que poderemos vencer na Eurovisão, mas depois vem um Conan que abala todas as regras que nós conhecíamos e já estamos a apontar o dedo porque é "demasiado diferente", "demasiado estranho". E a história tem-se encarregue de nos mostrar que não vale a pena cuspir para o ar. Lembram-se do Salvador Sobral? Quantas críticas houve de que ele era "esquisito"? Quantas? Quantas pessoas lhe apontaram o dedo a dizer que ele nunca teria hipóteses de vencer a Eurovisão? Pois... Nós gostamos é de criticar. Ponto. Fosse quem fosse o escolhido iria receber queixas e comentários desagradáveis. O Conan recebe a dobrar, porque tem aquela atitude de quem se está a cagar para o que todos nós pensamos.




Eu adoro o Conan. Adoro as músicas, as letras, as roupas, a interpretação, o João, o bailarino, aquela mistura de sons e culturas que o identificamporque ele não é só uma coisa, tal como eu. Tal como todos deveríamos ser... Porque ser só uma coisa, todos os dias, todo o dia, deve ser um aborrecimento do catano. E devem ser essas pessoas aborrecidas consigo e com a vida, tão beges, tão boring, que não conseguem ver a variedade do Conan, que o criticam de forma tão dura.


Eu compreendo que não apreciem a música. Claro que não é algo fácil de gostar porque não se ouve todos os dias. Os nossos ouvidos não estão habituados a esta estranheza. E aceito - como é óbvio - que me digam que não gostam do Conan. Mas, por favor, não o digam sem antes irem conhecer um pouco do que ele é, do que ele canta e do que ele quer dizer ao mundo. Não risquem da lista só porque o bailarino dança de forma "estranha" ou porque as músicas dele falam sobre bolos, borregos e celulite. Vejam para além disso. Muito além. E depois decidam.




Ao Conan só tenho que agradecer por me mostrar que a música pode ser e ter tanto e que nós, portugueses, temos espaço e queremos marcar pela diferença. Mas uma diferença boa, no bom sentido, uma diferença inclusiva, sem preconceitos e sem julgamentos.


Estou feliz pelo Conan nos representar e adorava voltar a vê-lo ao vivo.


Deixo-vos um dos meus excertos preferidos da música "Adoro Bolos"

Pai com pai
Pai com mãe
Mãe com mãe
Que é que interessa?
O que interessa é dar amor,
Banhinho e não comer à pressa
Nas feridas um beijinho, água fria, uma compressa
Ensinar que o mundo não cessa
Só porque a Tessa abraça a Vanessa



Para lerem as minhas primeiras palavras sobre o Conan aqui no blog, vão a este post.
E eu avisei-vos que ele era muito bom e se vocês não foram a ele, como eu aconselhei, ele chegou até todos.