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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Le Suit II



Acho difícil ainda não terem dado de caras com uma das maiores tendências da estação nas lojas de fast fashion - e noutras não tão fast. É que para além de dar muito nas vistas - pelos melhores motivos, creio -, a tendência dos fatos tem vindo a crescer e a desenvolver desde o verão.




Já não é aborrecido, já não existe em apenas 3 cores, já não está destinado apenas a homens nem a pessoas que trabalham em bancos ou são advogados... Hoje o fato é um statement e está totalmente democratizado.




Podem escolher a cor, o material, o padrão - muito padrão! -, o corte que vos favorece mais... Podem conjugá-lo com sapatilhas, botas, stilettos - whatever - e podem usar tops, camisas, t-shirts, camisolas, camisolões, hoodies ou absolutamente nada por baixo do blazer. Your choice!




O fato hoje já pode ser um símbolo de descontração - com modelos mais oversized e com padrões interessantes -, pode ser uma peça perfeita para festas e eventos formais - vivam os fatos em lantejoulas e em veludo! - e no meio de tudo isto, continuam a ser peças sofisticadas, com modelos mais elegantes, clássicos e muito masculinos. 




Eu não consigo escolher apenas um estilo. Gosto de TO-DOS! Apaixonei-me por um deles há muito tempo. É oversize - claro! - e é todo estampado - óbvio! - e acho-o muito divertido. Adoro usá-lo e existem dezenas de combinações possíveis. Neste momento, é o meu look preferido para qualquer ocasião. Se quiserem saber qual é o fato em questão, espreitem este post.




A escolha é vossa, minhas meninas. O que é que vai ser?





quarta-feira, 23 de maio de 2018

do it yourself

Eu disse que regressava com mais um post que tinha que ver com o casamento real. Bom, mas desta vez é um post mais útil do que os restantes. Há algum tempo ando a pensar escrever sobre roupetas para cerimónias, mas nunca me sinto inspirada nem encontro nada que adore. Mas como este fim-de-semana vou ter uma festa e, indiretamente, fui inspirada pela querida Meghan Markle, achei que talvez vos acontecesse o mesmo. Então eu peguei nas fotografias de algumas das convidadas e toca de recriar os looks liiiiiigeiramente mais low cost. Vamos a isso sem mais demoras?

Escolhi 7 senhoras para nos inspirarem para todas as bodas e cerimónias várias que vamos ter nos próximos meses. Ah, claro que aprimorei um pouquinho ali na questão das headpieces, porque nem sempre nem nunca, certo? Mas vá, depois vocês devem adequar à situação, combinadas?

Gina Torres
Vestido 79,99€ Mango | Sapatos 79,95€ Aldo | Clutch 45€ Casa Batalha | Brincos 4,99€ e Pulseira 4,99€ Parfois | Batom 9,99€ H&M

Sarah Raffert
Vestido 32€ Topshop | Sapatos 79,95€ Massimo Dutti | Clutch 23,99€, Headpiece 16,99€ e Anel 4,99€ Parfois | Alfinete 25€ Casa Batalha | Batom 9,99€ H&M 

Caroline Greenwood
Vestido 59,99€ H&M | Sandálias 29,95€ Zara | Clutch 45,95€ Aldo | Relógio 25,99€ e Travessão 2,99€ Parfois | Óculos de Sol 15,99€ Mango

Carey Mulligan
Vestido 39,99€ H&M | Headpiece 19,99€ Parfois | Clutch 35,95€ Aldo | Sapatos 29,99€ H&M

Pippa Middleton
Vestido 98€ Topshop | Sapatos 59,95€ Aldo | Clutch 29,99€ Mango | Headpiece 20,99€ Asos

Charlotte Riley
Vestido 125€ Topshop | Sapatos 39,95€ Zara | Clutch 19,99€ Mango | Headpiece 13,99€ Asos | Blush 7,99€ H&M

Victoria Beckham
(O vestidinho da Victoria é preto porque não encontrei nenhum azul - como é a cor do vestido dela - com um modelo semelhante. Neste caso, o decote está nas costas)
Vestido 39,99€ Mango | Sapatos 89,95€ Aldo | Headpiece 13,99€ Claire's


Opiniões?


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terça-feira, 27 de março de 2018

get green


Nos últimos tempos tenho andado bastante sensibilizada para as questões da sustentabilidade e comportamentos eco-responsáveis. Claro que isso está diretamente ligado com a minha área de trabalho - sou mais suscetível a estas questões - mas sei também que o ambiente sempre foi um foco de preocupação para mim. Apesar de tudo, pouco ou nada fazia por ele. Apenas tinha como preocupação a poupança da água, especialmente depois de ler o livro da Angelina Jolie há mais de 10 anos atrás que se chama Diário das minhas Viagens e que relata a sua experiência nos campos de refugiados em países como Serra Leoa, Camboja, Vietname e Equador (2001 e 2002). Se não leram, então aconselho-vos a ler. Marcou-me para sempre. Depois de perceber a disponibilidade de água (ou falta dela) em alguns países, nunca mais consegui deixar a torneira correr, nem tomar banhos demorados (10 minutos na loucura). Os dentes são escovados com água no copo e torneira fechada, a loiça é lavada com água na pia, a descarga é sempre dada pela metade e raramente consigo deixar água nas garrafas - faço os possíveis para beber até ao fim ou, se não conseguir, uso-a para regar um vaso ou canteiro próximo. São hábitos já entranhados. Há anos que os tenho. Mas nos dias de hoje não basta poupar água. 

Hoje é preciso mais, 
MUITO MAIS!!!

Há uns tempos comecei a fazer a separação dos resíduos. Não fazia há mais tempo porque não tinha equipamentos (ecopontos) nas proximidades que me permitissem depositar o meu lixo. E pegar no carro para ir descarregar é muito pouco ecológico.

P.S. Aprendi também que é praticamente impossível sermos 100% ecológicos. Precisamos é de saber olhar para as nossas opções e escolher aquela que é a mais sustentável.

 Mal colocaram os conjuntos a pouca distância da minha casa, fui ao Ikea comprar três caixas destas e comecei a fazer a separação. Sou quase a mestra de casa e é recorrente virem ter comigo perguntar "isto é no amarelo ou no azul?", "isto é plástico?", "isto é reciclável?". Às vezes dou por mim a inspecionar o saco indiferenciado (e chego a resgatar um ou outro plástico que não pertence ali). Ao início foi complicado, não vou mentir. Introduzir hábitos em casa não é uma tarefa fácil, até porque é bem mais prático mandar tudo para o caixote do lixo. Mas agora está tudo mais controlado e já todos vemos essa tarefa como "normal".

Outra coisa que comecei a fazer, talvez por paranóia hábito é olhar em todas as direções para perceber onde existe um ecoponto em espaços públicos. Quando não existe volto a meter a minha embalagem ao bolso ou à carteira e despejo mal encontre um ou só o faço em casa. Não acho que esta atitude esteja incorreta ou até que dê tanto trabalho quanto isso. É um gesto pequeno que vai fazendo a diferença.

Dou por mim, várias vezes, a recusar sacos, talões e outras embalagens absolutamente desnecessárias. Digo sempre na caixa que temos que ser mais sustentáveis e, a maioria das vezes, recebo um sorriso tímido de quem pensa "chiça, nunca me lembro disso!". Agora, nos restaurantes, também peço sempre para levar para casa a comida que sobrou. Os meus pais não acharam grande piada ao início. Ainda existe o estigma de que quem leva comida para casa é sovina ou necessitado ou outra coisa qualquer, que eu nunca percebi muito bem. Eu não podia estar em mais desacordo com essa perspetiva e peço sempre para levar. Claro que depois faço mais resíduos por levar uma embalagem para casa (que vai diretamente para o ecoponto amarelo, claro) mas quando me pergunto o que causa mais impacte, a resposta é sempre "comida boa no lixo". Então trago-a comigo e fico com mais uma refeição pronta para comer.

Não sou um exemplo. 
Estou MUITO longe disso. 

Mas sinto-me cada vez mais responsável pelo nosso ambiente e sinto que posso fazer sempre mais um bocadinho.

Talvez por isso que há uns tempos para cá comecei a refletir sobre a roupa que visto. É certo que há aquelas questões sociais sobre a exploração infantil, escravatura, falta de condições de trabalho e afins. Isso é todo um outro problema que se liga indiretamente ao ambiente. Mas foquei-me mesmo na sustentabilidade da minha roupa e percebi que apesar de ter uma ou outra peça exemplar, a maioria não o é.

Depois comecei a procurar e percebi que a oferta ainda é reduzida, a preços superiores e pouco acessível a quem não gosta de comprar online antes de experimentar (EU!). Voltei a refletir sobre o que posso eu fazer para ser mais sustentável sem alterar drasticamente os meus hábitos - sou pouco dada a fundamentalismos. Cheguei a algumas conclusões e decidi partilhar convosco.


O que fazer?
Comprar MENOS | É o primeiro ponto para termos uma atitude mais ecológica. O consumo desenfreado - de roupa ou de outra coisa qualquer - é altamente prejudicial para o nosso ambiente. Comprar menos permite-nos comprar melhor e ao comprar melhor significa que, à partida, a peça terá uma duração maior que peças de menor qualidade. Se vai durar mais, mais tempo vai passar até termos a necessidade de substituir essa peça por outra. É uma excelente oportunidade para darmos aquele upgrade ao nosso closet.

DAR o que já não nos serve | Um roupeiro cheio de roupa não significa, necessariamente, que temos muito para vestir - todas as mulheres sabem disso. É importante, de vez em quando, irmos selecionando peças que já não fazem o nosso estilo, que já não nos servem ou que não vamos ter mais oportunidade de usar e doá-la a instituições ou distribuir por amigas.

VENDER online | Se quiserem rentabilizar o processo de cima, podem sempre colocar as peças à venda no OLX ou CustoJusto, em grupos do Facebook ou algo parecido. Vão livrar-se de peças que já não querem e ainda ganhar uns trocos.

Comprar LOCALMENTE | Ao apoiarmos o comércio local estamos a ser sustentáveis (não se esqueçam que a sustentabilidade tem três pilares: económico, social e ambiental). "Então porquê?" perguntam-me vocês. Por dois motivos primordiais: 1) porque estamos a gerar receitas no nosso meio e a apoiar a economia local e 2) porque esses artigos, normalmente, são produzidos também localmente, logo não existe o problema do transporte e distribuição que causam uma grande percentagem de poluição neste processo. Escolham aquelas lojas catitas que todas as cidades têm e vão beneficiar com peças diferentes de todas as outras pessoas, o que também é um luxo.

ENTREGAR nas lojas | Se têm peças de roupa ou outros tecidos que já estão estragados, entreguem-nos nas caixas que existem em lojas como a Zara ou a H&M e ainda recebem um vale de desconto. Esses tecidos são reciclados e aproveitados para criar novas peças.

Escolher LINHAS Sustentáveis | Hoje em dia as marcas têm linhas ecológicas e, nem por isso, mais dispendiosas. A Mango tem a Commited, a Zara a Join Life e a H&M a Conscious Collection. Sou fã das três e tento sempre optar por peças destas linhas. É só olhar para as etiquetas para identificar as peças.


Eu sei que me estou a alargar,
MAS TENHO MUITO PARA VOS DIZER 
SOBRE ESTE TEMA!

Bom, mas vamos supor que não têm acesso às linhas destas marcas e querem mesmo peças de boa qualidade e com tecidos, à partida, ecológicos. Primeiro, devem fazer uma pesquisa de mercado para perceberem o que querem, o que precisam e o que existe pelas lojas. Há determinados materiais que são mais sustentáveis que outros e, na dúvida, devem optar por eles. Ler a etiqueta é cada vez mais importante nos dias de hoje. Fiz uma pesquisa superficial e aliei a esta os conhecimentos que já tinha anteriormente e cheguei à seleção de 5 matérias-primas de excelência, que vão de encontro aos meus gostos e à sustentabilidade que é exigida:

Algodão Orgânico | É diferente do algodão convencional porque a sua produção é mais sustentável (menos 46% da poluição provocada). O facto que ser orgânico implica também que siga regras criteriosas de produção para que seja certificado e estas regras são as mesmas em todo o mundo.

Lã e Seda Ecológica | Estes dois materiais são mais sustentáveis porque têm um processo de criação e transformação manual e natural. O tingimento é feito com corantes naturais (café, por exemplo) e juntamente com a fiação manual, constituem uma fonte de rendimento a várias comunidades (lembram-se de eu dizer que a sustentabilidade é uma ligação da sociedade com o ambiente e com a economia?).

Linho | Para além de resultar num tecido lindo, com uma cor e textura nobre, é também uma ótima opção para os dias quentes de verão. A produção deste material é, ainda assim, mais ecológica que a do algodão orgânico porque gasta 20 vezes menos água, necessita de quantidades mínimas de fertilizantes e ainda gasta pouca eletricidade, já que recorre a condições naturais como o sol ou a chuva. Para além disso, todos os resíduos produzidos durante o processo são recorrentemente reutilizados na produção de outros materiais em diferentes indústrias (papel, por exemplo).

Fibra de PET | É o único produto sintético da lista e não há nada de errado nisso. Esta fibra é o resultado da transformação de garrafas de plástico. Sabemos que o plástico é, por si só, um dos maiores problemas a nível da poluição global e esta solução não responde só a este problema como o transforma também num recurso sustentável. Maravilha! Todo o processo, desde a recolha das garrafas até à sua transformação, também é uma fonte de rendimentos para várias populações. É já possível combinar estas fibras com fibras de algodão, que resulta num tecido resistente e durável.


No nosso dia a dia podemos começar a estar mais atentas a estas questões da sustentabilidade, quer na roupa como nas outras coisas. Podemos começar pelo princípio e escolher peças das linhas que falei em cima. Eu tomei a liberdade de fazer uma pequena seleção de algumas peças que são sempre úteis nos nossos closets.

Claro que não sou parva e sei muito bem que essas linhas nem sempre são assim tão completas quanto isso (não há grandes acessórios ou calçado sustentável, por exemplo) mas é um ponto de partida para um hábito. Por exemplo, se quiserem uma t-shirts branca sabem que têm à vossa escolha 2 345 mil modelos de diferentes marcas. Eu sugiro que procurem t-shirts sustentáveis. Ou seja, a ideia não é irem já a correr para as lojas para comprar as peças que eu vou sugerir. A ideia é que, se precisarem de alguma peça, equacionem sempre, em primeiro lugar, comprar a opção mais ecológica. 

Por exemplo, eu queria um blazer novo. O meu está a ficar um nadinha estragado (já tem 8 ou 9 anos!), ainda vai dando umas voltinhas, mas precisava de renovar esta peça. Encontrei vários - como devem imaginar - e a vários preços. Selecionei dois: um verde escuro e um cinzento mas eram ambos caros (perto dos 100€) e eu não queria dar tanto dinheiro por uma peça que eu sei que não a ia usar tantas vezes quanto isso. Esperei pelos saldos e ambos baixaram para 50%. Fiquei ali com dúvidas sobre qual dos dois preferia até que percebi que um deles era da linha Commited (Mango) e o outro não. Está fácil de perceber qual foi o que veio comigo, não está? Agora tenho um blazer supimpa em lã orgânica e adoro - e uso mais do que estava à espera porque a qualidade é, realmente, notória. É isso que eu peço: na dúvida, escolham o mais ecológico possível.

Fiz a seguinte seleção:
Impermeável 69,99€ H&M Consious Collection | Blazer 59,95€ Zara Join Life | Blusa 59,99€ H&M Consious Collection | Top 5,95€ Zara Join Life | Conjunto lingerie 14,99€ (sutiã) e 9,99€ (cueca) H&M Consious Collection | Bolsa 19,99€ H&M Consious Collection | Jeans 29,99€ H&M Consious Collection | Calças pretas 19,95€ Zara Join Life | Camisola 19,99€ H&M Consious Collection | Shorts 19,99€ H&M Consious Collection | Vestido 49,99€ H&M Consious Collection | Camiseiro 29,95€ Zara Join Life

Mas há mais peças bonitas e sustentáveis de onde veio esta seleção, querem ver?


Casaca de Ganga 39,99€ H&M Consious Collection | Sutiã 17,99€ H&M Consious Collection | Clutch 39,99€ H&M Consious Collection

 Desodorizante 5,99€ H&M Consious Collection | Top 24,99€ H&M Consious Collection | Calções 14,99€ H&M Consious Collection 

T-shirt 5,95€ Zara Join Life

T-shirt 5,95€ Zara Join Life | Calças 29,95€ Zara Join Life | Bálsamo 6,99€ H&M Consious Collection
Creme de corpo/rosto 7,99€ H&M Consious Collection
Impermeável 29,95€ Zara Join Life | Top preto 9,99€ H&M Consious Collection | Top estampado 12,99€ H&M Consious Collection | Leggins 19,99€ H&M Consious Collection |


Nada do que escrevi aqui é novidade ou a descoberta da pólvora. Claro que não! O que eu pretendo é que seja uma chamadinha de atenção, um momento para refletir sobre estas questões e ponderar algumas opções. Mudar os nossos hábitos drasticamente não é recomendável - como já disse, os fundamentalismos nunca resultam comigo - e, por isso, abordar o problema de forma gradual, irmos pesquisando soluções que se adaptem às nossas condições e estilos de vida é o caminho mais sensato.

Prometo que o post está a terminar! Eu sei, já não era sem tempo, mas acho cada vez mais importante chamar a atenção para estas questões e, mesmo sabendo que o meu alcance é reduzidíssimo, se apenas 1 pessoa ler e ficar a pensar então my job here is done! ;)

Antes de fazerem compras, pensem de forma sustentável e façam sempre a melhor escolha para o nosso Planeta!


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segunda-feira, 19 de março de 2018

transição


Apesar de não parecer, a primavera está aí à portinha e nós temos que começar a mudar o chip de blusões com capuchos de pelo (o meu melhor amigo) e das botas pelos tecidos mais leves e cores mais suaves.

Ainda assim, não nos podemos esquecer que a chuva está aí para ficar - e por muito que nos custe, é mais do que necessária - e o frio não nos vai abandonar do dia para a noite. Vamos então fazendo a transição de uma forma sensata e equilibrada, mesmo que a nossa vontade seja andar já a comprar biquinis e sandálias.

Caaaaalma peeps!

Por isso, fiz uma seleção de várias peças que pela sua cor, modelo ou material me parecem super adequadas para esta altura de mudança de estação. Sem nunca esquecer, claro, que não existe mesmo essa fase de mudança. Não existe. Hoje pode estar a chover torrencialmente como amanhã pode estar um bonito dia de sol. Não se preocupem, também pensei nisso!

Vejam lá a minha seleção:

Sobretudo 149€ H&M | Blazer 69,95€ Zara | Impermeável 49,99€ H&M | Camisola 29,99€ Mango | Jeans Brancos 95€ Bimba Y Lola | Calças 29,95€ Zara | Jeans 29,99€ H&M | Blusa Branca 29,95€ Zara | Camisa Azul 19,99€ Mango | Top 17,95€ Zara | Saia 25,95€ Zara | Vestido Bege 29,99€ Mango | Vestido Verde 39,99€ Mango | Macacão 39,95€ Zara

Brincos 9,99€ Mango | Argolas 35€ Bimba Y Lola | Óculos de Sol 15,95€ Zara | Sandálias Verdes 55,95€ Zara | Sapatilhas 39,99€ Mango | Carteira 99€ Uterque | Sapatos 39,95€ Zara | Cinto 5,99€ Pull & Bear | Saco 29,95€ Zara

Porque é que selecionei estas peças/modelos/cores:
1. São cores tendência - tudo o que seja tons da natureza, terra, podem comprar à confiança.
2. São tons de transição - nem demasiado claros nem demasiado escuros, isto é, vamos abandonando o preto, o azul escuro e o cinza, mas não introduzimos já de uma só vez o branco e as cores de verão. É tudo gradual.
3. São peças apropriadas e versáteis - o que significa que devidamente conjugadas podem ser usadas em momentos descontraídos, formais ou no trabalho.
4. Também pensei na meteorologia - não vale a pena colocar sandálias e blusas frescas se sei que ainda vem por aí frio e chuva a rodos. Por isso, é um closet bem equilibrado. 
5. Um closet básico e versátil não tem que ser aborrecido - não pensem que só os blazers pretos ou as camisas brancas é que são peças básicas. Errado! Um closet versátil é aquele em que as peças integrantes combinam entre si (o que é o caso, como já vamos ver) e é básico se, depois de uma temporada, as peças continuam a estar "in" e prontas para serem usadas uma camada de vezes. O que também é o caso. As peças escolhidas são básicas, mas têm sempre pormenores que as elevam (cor, detalhes, cortes...).

Isto é tudo muito bonito, mas não estão a ver como é que elas se combinam entre si?
Ainda bem que ainda cá estão!

Os looks mais apropriados para o emprego.
Claro que tudo depende do emprego em que estamos. Há empresas que exigem um dress code formal, outras que não existe dress code nenhum, apenas o bom senso. Por isso, é só pegar nestas bases e adaptar à realidade de cada uma.









Coordenados para os fins-de-semana.
Ou para momentos mais descontraídos ou até para empregos onde não seja exigido um dress code formal.







Por fim, coordenados escolhidos para momentos mais formais.
Como uma festa, um jantar, uma saída.
P.S. As sandálias usadas nos seguintes coordenados não são apropriadas para o local de trabalho. Reservem sempre estes pares especiais para alturas especiais!








Então, estão convencidas?
O que me têm a dizer deste post? Foi útil?

Digam-me coisas!


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sexta-feira, 9 de março de 2018

plastic people

Uma das tendências deste verão é o plástico. Isso, leram bem, o PLÁSTICO. 

*pausa para se recomporem*

Eu própria ainda não estou em mim. Plástico? Uma tendência? Tudo bem, se fosse uma tendência vinda dos reality shows deste mundo, que valem o que valem... Mas não. É uma tendência que vem diretamente das runways das maiores casas de moda como, por exemplo, Chanel. Apesar de não ser uma casa que tenha muito que ver com o meu estilo, sempre apreciei a criatividade e a inteligência com que se vão reinventando sem nunca ignorar a sua própria História. E isso é raro, mas funciona. 

Para este verão, apresentaram-nos umas propostas frescas, em tons claros e leves, mas salpicados de plástico. Plástico em TODO O LADO.

Botas, botins, luvas, chapéus, sacos e carteiras, gabardines, abrigos, capas, you name it.

Depois de ver isto, foi difícil ficar indiferente. Tendências horríveis andam por aí aos montes, é um facto, mas tendências destas vão além disso. Vejamos:

Do ponto de vista estético ninguém pode dizer que isto é chique ou super sofisticado, que favorece, que seja tudo de bom. Não é. O plástico é isso mesmo, plástico. Usado na roupa ou nos acessórios dá um ar rasca, foleiro, baratuxo, como se fosse comprado na "loja dos chineses" (não estou a criticar a loja de chineses, só estou a apontar para um conceito a que todas estamos familiarizadas). Carteiras de plástico são tão anos 90 (no mau sentido) que deveriam ter ficado por lá. As únicas coisas que eu vou aceitando são os impermeáveis porque este material é eficiente para esse propósito: não deixar a água entrar. Só desta forma é que até tolero que seja considerado - por ter um propósito lógico de usabilidade.

Do ponto de vista de usabilidade, acho que ninguém se sente confortável a vestir plástico. Certo? Já imaginaram usar umas botinhas daquelas? Hum? E quando começarem a transpirar? E as irritações na pele? As bolhas? E o aspeto que terão, a meio do dia, com as botas embaciadas, cheias de gotas e os pés inchados - e TODA A GENTE os vai poder ver?

Por fim, e o mais importante para mim (porque é o que nos afeta a todos), do ponto de vista ambiental, acho que esta tendência é ofensiva. Casas conceituadas a promover o uso e abuso de plástico depois de saber que se luta diariamente para que se consiga reduzir o uso deste material no nosso dia a dia, que se reduza este material nos oceanos e não só... Bom, tirem as vossas próprias conclusões.

Cada vez mais a moda deve ser consciente e sustentável. Promover o uso de materiais nocivos para o Planeta está do outro lado da margem e, por isso, sou contra. Não só por ser feia, que o é, mas porque tem impacte nas nossas vidas, nos nossos ecosistemas e porque promovem o seu uso - indo contra a sensibilização que se tem vindo a fazer ao longo dos anos para se reduzir o seu consumo.

Aqui em baixo mostro algumas das peças que se vê nas lojas, que vão beber às tendências-mãe apresentadas nas fashion weeks:

Gabardine transparente 29,95€ Zara | Sapatos nude 29,95€ Zara | Sapatos pretos 29,99€ Mango | Carteira (saco interior de riscas) 25,95€ Zara | Carteira Preta 25,95€ Zara | Botins 29€ Lefties | Carteira (saco interior bege) 25,95€ Zara | Cinto 15,99€ Mango | Botins (salto agulha) 35,95€ Zara | Gabardine escura 29,95€ Zara | Sandálias camel 59,99€ Mango | Saco transparente 19,99€ Mango


Não estou a dizer que não devem usar esta tendência. Estou a pedir que se a usarem, façam-no com consciência.


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