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segunda-feira, 9 de julho de 2018

saldos


Finalmente fui aos saldos! Yupiiii... Fui com tempo, para ver tudo, mas sabia exatamente o que queria: um vestido branco da Mango. Era simples, básico, fresco e perfeito para todas as circunstâncias que os próximos meses trarão. Esgotado. "Esgotadíssimo menina, nem um, nicles". Fui imediatamente ao site para fazer a encomenda online, não fosse o diabo tecê-las e eu ficar mesmo sem vestido. Nada. Nem vestígios do meu rico vestido branco. Ora bolas.

Fui a outras lojas, ver se havia alguma coisa que me despertasse interesse. Experimentei umas quantas peças na Zara - um vestido, dois casacos, duas saias, uma t-shirt - mas nada me aqueceu o coração. Mais uma voltinha pelas lojas do costume e nada. Ou seja, vim embora de mãos a abanar.

No dia seguinte, domingo à noite, voltei ao shopping para ir ao cinema e, como fui bem cedo, deu para visitar três lojas que, por norma, não costumo entrar. Como estava pouquíssima gente, também deu para inspecionar melhor e o resultado foi fraquito mas mais proveitoso: 3 t-shirts giraças.

E acho que fecho aqui a época de saldos, se bem que houve um fato de banho que me piscou o olho e há um casaco de inverno que ainda não o vi nas lojas mas que se o vir e me ficar bem, vem viver comigo.

É só impressão minha ou os saldos estão meeeesmo pior que fracos?
O que é que já conseguiram agarrar?


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domingo, 8 de julho de 2018

inspo

Vamos começar esta semana em grande pinta? E vamos continuar em grande pinta por aí fora? Vá, é só aprendermos aqui com as mestres:

SEGUNDA
Keep it simple. Keep it cool.
À segunda não estamos muito virados para grandes looks nem peças arrojadas. Na verdade ainda só estamos a tentar perceber como é que vamos sobreviver à semana. Por isso, nada melhor do que um conjunto simples, prático e pronto para sair a correr de casa.

TERÇA
Add some extra
Às terças já estamos a começar a entrar no ritmo, mas ainda temos que ir com calma. Acrescentem uns saltos giros e dois ou três acessórios. O resto é só manter a simplicidade, sem complicações.

QUARTA
On fire
Quarta-feira já estamos a 1000, a riscar itens da check-list e a fazer mais duas ou três listas entretanto.  A combinar coisas para o fim-de-semana enquanto que se organiza o dia seguinte. É um dia perfeito para as nossas peças mais u-lá-lá.

QUINTA
Just breath
Só falta um dia para o fim-de-semana e as coisas ainda que caóticas, começam a resolver-se. Um look all white não é má ideia, para trazer tudo o que é positivo - e para sobrevivermos ao calor!

SEXTA
It's friyay!
À sexta é sempre bom sair para beber um copo e nem sempre dá tempo de ir a casa. É a desculpa perfeita para usar aquelas peças especiais sem esquecer que tem que ser apropriados para o trabalho, ok? Os acessórios (carteiras, saltos, etc.) podem sempre vir num saquinho e mudados depois da hora do expediente.

E que comece o fim-de-semana!!!

Mas para já, vamos voltar ao início da lista, ok?

Boa semana pessoal lindo.


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quarta-feira, 27 de junho de 2018

shades of grey


Cinza, branco, madeira e ramos de oliveira são, definitivamente, a minha onda. Agora ando numa de inspirações para coisas bonitas a acontecer e nas minhas pesquisas, sobressaíram estas imagens (em cima) e estas peças lindas (em baixo). Gosto de tudo.

Quem disse que o cinza é uma cor triste e monótona? Para mim o cinza é o neutro dos neutros quer na decoração, na moda, como noutra coisa qualquer. Na dúvida, cinza. É elegante e confortável, quentinha e acolhedora, rústica e moderna ao mesmo tempo. Escolhendo o tom certo nas paredes, pode fazer com que o espaço se torne mais acolhedor e amplo, por fazer sobressair os brancos (dos móveis, por exemplo). É a minha imediata escolha, apesar de arriscada.

Conhecem alguém que tenha divisões pintadas em cinza?
Contem-me tudo!

Tapete Zara Home | Cadeirão, Almofada e Planta Ikea | Espelho e Cadeira Casa | Quadro Arboretto


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quarta-feira, 13 de junho de 2018

restart


Sabem bem que sou adepta incondicional de uma vida ativa. Só assim é que consigo ser feliz. No final de abril participei na minha primeira prova de corrida como podem ler aqui e foi incrível (afinal corri em 31 minutos e não em 40 e tal). Mas toda a preparação foi extremamente dura, principalmente para quem tem um horário fixo de 8 horas de trabalho, como eu. Essas duas semanas treinei praticamente TODOS os dias. Ou ia correr, ou para o ginásio, ou para a natação ou Pilates, ou várias coisas no mesmo dia... Dependia. Comprometi-me e cumpri. Mas quando terminei a prova pensei para mim "vou permitir-me a descansar só esta semana". Continuei a ir para o ginásio e para o Pilates na semana seguinte, mas sem o mesmo compromisso que antes da prova. Corri mais uma vez, na passadeira do ginásio (primeira vez que consegui correr 5km sem parar). Mas na passadeira não conta tanto, já sabemos!

O mês de maio foi danado. Tive 3 festas (!!!) em 3 fins-de-semana diferentes. Houve o Enterro da Gata e tive que dispensar o meu parceiro de treino, reuniões pós-laborais e mais duas ou três coisas que, constantemente, me foram impedindo de ir treinar. Deixei o ginásio e passei só a fazer Pilates uma vez por semana (isso eu não largo, senhores!). Resumindo, parei quase por completo.

Não têm a noção da diferença abismal que senti no meu corpo. Não falo em gordura ou flacidez (que também se nota) mas refiro-me ao constante cansaço, à tendência para uma alimentação menos cuidada, ao sono e à preguiça generalizada. Quando treinava todos os dias parecia que tinha em mim uma fonte de energia inesgotável, de quem corre, faz Pilates e ainda vem animada e cheia de pica para casa, pronta para fazer mais meia dúzia de coisas. Deixei de sentir essa felicidade toda e essa animação. E SÓ PASSOU UM MÊS! Imagino quem deixa de treinar por muito mais tempo...

E agora qual é a situação? É que o mês de junho chegou e eu voltei a treinar, mas sem vontade nenhuma. Senhores, eu sou a pessoa que está sempre pronta para um treininho! Sempre! E agora quando penso nisso fico "ooohhh não queeeeeero ir!". Não é normal! Por isso, já me convenci que isto não pode ser assim, que tenho que focar em voltar à forma de antes e melhorar. Por isso, defini os dias em que vou ao ginásio (se forem dias aleatórios, a tendência para adiar para o dia seguinte é maior) e é para cumprir à risca. Ontem comecei com essa exigência militar e correu tudo muito bem! Mesmo muito bem. O corpo já se está a adaptar na mesma, já me sinto mais eu e já estou mais feliz. É só continuar no mesmo registo. Deste modo, segundas, quartas e sábados há ginásio (e natação sempre que possível) e às quintas há Pilates. Entretanto, irei arranjar tempo para voltar às corridas, quando a minha motivação regressar a 100%.

E este post é para quê? Para relembrar que isto custa a todos... Custa a quem faz exercício e a quem não faz. Nem todos os dias estamos para aí virados, nem todos os dias nos apetece ir e nem todos os dias são felizes e cheios de energia. Também acho que devemos saber ouvir o nosso corpo e saber distinguir quando é preguiça e quando é cansaço. A preguiça combate-se no ginásio, o cansaço combate-se com um dia de merecido descanso. O importante é haver equilíbrio.

Ok?
Vão voltar a calçar as sapatilhas?
Vamos começar todas juntas?


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terça-feira, 22 de maio de 2018

fim-de-semana

Mais uma moedinha, mais uma voltinha. Tive direito a outro super fim-de-semana cheio de coisas bonitas e com cheio a verão!

Começou com um concerto especial num sítio especial. Ouvi peças de Edward Elgar e Beethoven tocadas pela Orquestra de Guimarães. Que bonito que foi... E que bom ver aquele espaço cheio, com pessoas de todas as idades a assistir!

O sábado de manhã começou cedo, comigo no sofá, de pijama, a comer cereais e a ver o casamento real (ahahaha). Juro. Depois tive que abandonar. Entreguei-me à missão de encontrar O vestido. O meu vestido do coração. Apaixonei-me por ele há 1 mês, mas como era caro como tudo, decidi não comprar, ponderar. Arrependo-me tanto disso, pá! Está encomendado mas não está fácil. Na loja, ninguém me deu notícias durante toda a semana e então decidi ir a outra loja. Também não tinha. Filho da mãe, a fazer-se de difícil! Depois, como ainda fui passear por perto da loja onde o tinha visto da primeira vez, lá fui perguntar se havia notícias. Disseram-me que estava a caminho de uma outra loja num outro ponto qualquer do país e que deveria chegar na próxima semana. O que significa que vai haver um dia em que vou sair do trabalho e enfiar-me na autoestrada na esperança de conseguir apanhar a loja aberta, para experimentar O vestido e perceber se, efetivamente, fomos feitos um para o outro. É uma canseira ter ideias fixas e paixões intensas, digo-vos.

A tarde serviu para passear pela cidade, chupar um gelado e apanhar um pouquinho de sol. Foi bom. Logo após o jantar, voltei a arranjar-me para sair para um outro concerto. Conhecem o Erland Oye? Deviam! Foi o segundo melhor concerto que vi este ano. Maravilhoso, surpreendente, cheio de energias positivas... Ficava ali mais 3 horas na boa a ouvi-lo cantar e tocar. Incrível! Fui de coração cheio e super inspirada para casa. Que noite bem passada...

O domingo foi bem mais tranquilo, em casa, a organizar o roupeiro (fora com os casacos de pelo e acolchoados) e a escrever no blog, que também já era tempo!

E o vosso fim-de-semana também foi super?


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sexta-feira, 27 de abril de 2018

out of confort zone


Já vos posso contar o que andei a fazer nos últimos tempos porque a prova de fogo já passou. Corri. Verdade. Euzinha a correr.

*Vamos fazer aqui uma pausa para assimilarem a informação*

Já passou? Podemos continuar? Bora lá então.

Desafiaram-me para uma corrida de 5km. "5km faz-se na boa! Qualquer um consegue! Treinas na véspera e está feito!" E eu a pensar para mim que nunca tinha conseguido correr 2km, nem quando treinava dia-sim-dia-não. Mas disse que ia, que podiam contar comigo.

Ainda não sei muito bem o porquê da minha resposta, com franqueza. Sempre fui uma nódoa na corrida - e continuo fiel a mim mesma - e nunca tirei qualquer prazer nessa atividade, mas disse que sim. Fo#$-se, eu disse que ia correr 5km em prova de estafeta, enquadrada numa equipa de 4 pessoas. É que nem sequer podia desistir! Caso o fizesse, toda a minha equipa era desqualificada...

Mentalizei-me que tinha que começar a treinar.


OS TREINOS
Tinha 2 semanas para conseguir correr 5km quando antes não conseguia correr 1,5km e num tempo vergonhoso. Muni-me das minhas melhores armas: treino adaptado no ginásio, mais natação nestas pernas (e treino de respiração) e o meu PT do coração, o meu primão. Escolhi a pior semana do ano para começar a correr: chuvas torrenciais, frio a sério e muito vento. Mas lá fomos nós para o parque, com lama até aos joelhos e molhadinhos até à alma. Na semana seguinte foi o oposto: bom tempo, calor, sol e uma brisa fresca que melhora sempre tudo.

Nos treinos nunca consegui correr os 5km seguidos, mas também não sou parva. Não tinha tempo suficiente para conseguir treinar essa proeza. Se conseguisse fazer os quilómetros todos sem ficar para morrer no final, já era uma grande vitória para mim. Não estava preocupada com o tempo que ia fazer nem com o facto de ter que abrandar o ritmo e ir caminhando quando fosse necessário. Mas negociei sempre comigo própria de que nunca iria parar.

Durante as duas semanas treinei praticamente todos os dias. Ou corrida, ou ginásio, ou pilates ou natação. Fazia sempre o possível para manter o corpo a trabalhar.


A PROVA
Chegou o domingo, dia da prova. Todas as equipas, compostas por 4 elementos (2 homens e 2 mulheres) deviam correr 5km cada um, passando o testemunho. A prova iniciava em Guimarães e terminava em Braga, 20km depois.

Toda a gente me perguntava se estava nervosa. Dizia que não. Estive sempre muito tranquila porque sei que nunca falhei nos treinos, que dentro do tempo que tive para treinar, dei o meu melhor. Mas estava entusiasmada - afinal, era o dia da minha primeira corrida! O dia estava lindo. Saí de casa às 9h de t-shirt em direção à partida. Encontrei-me com a minha equipa, trocamos impressões, ajudamos uns aos outros a colocar os dorsais e os restantes equipamentos, demos duas ou três piadas para descomprimir e depois seguimos para os nossos pontos intermédios.

Enquanto que estava no meu posto à espera que o meu colega chegasse com o testemunho, fui ouvindo os primeiros atletas que terminaram ali a sua prova. Chegavam exaustos, estafados, a suar desalmadamente e a queixar-se do percurso, que era duro, que subia muito e que estiveram a passar mal. Eu, novata nestas coisas, comecei a entrar em pânico.

Como assim atletas fortíssimos a chegar estafados?
Eu sei, eu sei, é preciso ver que eles fazem 1 quilómetro em 30 segundos e eu demoro duas semanas e meia a fazer 500 metros... Eu sei. Mas mesmo assim, jeez! Fiquei apoquentada com o cenário.

Quando anunciaram o número da minha equipa - 112, que apropriado! Sempre achei que fosse uma private joke da organização -  deu-me um baque no coração. Fiquei a ver o meu colega ao longe, estafado, sem conseguir olhar em direção nenhuma, a pingar de suor e vermelho que nem um tomate. Fui ter com ele até onde me permitiram, peguei no testemunho e desatei a correr tipo bala (esta foi a minha perspetiva da coisa, aposto que as outras pessoas viram uma miúda a iniciar a corrida a passo apressado). Aquela adrenalina de só querer correr, já com o testemunho na mão, tramou-me. Não controlei a respiração, comecei a correr bem acima do meu ritmo e para piorar tudo, o meu percurso iniciava com uma subida considerável que se prolongava por 2 quilómetros. Comecei a pensar, ao fim dos primeiros metros "Foda-se! Onde é que te vieste meter?" ou "Porquê, rapariga? Porque é que estás a fazer isto a ti própria?" "E se eu quiser desistir? E se eu não conseguir acabar? E como é que vou fazer 5 quilómetros se eu já estou cansada e ainda não acabei o primeiro?". Depois começou o "Não vou conseguir" na minha cabeça, a bater a cada passada. As pernas foram ficando pesadas, eu não conseguia fazer com que corressem! A minha respiração era assustadoramente descontrolada e comecei a sentir o gosto de sangue na garganta. Abrandei o ritmo (fui a passo) e só me apetecia chorar. Acho que ainda não tinha chegado ao primeiro quilómetro. Eu não ia conseguir chegar ao fim.

As pessoas passavam por mim e davam-me força, puxavam por mim, agarravam-me o braço e acompanhavam-me. Mas eu estava totalmente desanimada. Zero motivação e já a acreditar que ia ficar mal. Valeu-me o meu amigo, que veio acompanhar a corrida de bicicleta e vinha ao meu lado, sempre a puxar por mim, a negociar constantemente comigo e com a minha inércia "Descansas até àquele poste e depois ligas o turbo!". Veio sempre a puxar por mim. Ora em cima da bicicleta ora a correr ao meu lado. Passavam e diziam "Ele que pegue no testemunho e o leve de bicicleta!" e ele respondia sempre "Ela é que vai entregar o testemunho. Ela consegue."

Senhores, a minha memória é seletiva e parece-me que estive só 5 minutos nesta espécie de sofrimento psicológico, mas a verdade é que demorei quase 40 minutos a fazer 5 quilómetros (vá, podem rir que eu também me rio!). Nunca tive dores ao longo do percurso. Nunca tive dor de burro, dores nos pés, dores nas pernas, nada. Nunca me senti extremamente cansada. Apenas não acreditava que ia conseguir e as pernas não corriam.

Disse ao meu amigo que aquilo não era normal. Que não corro muito mas consigo correr muito mais e melhor do que aquilo. Ele disse-me que estava a ter um mini ataque de ansiedade, mesmo que inconsciente. Por isso é que não conseguia controlar a respiração nem conseguia correr. Foi aí que eu pensei "Bolas, é mesmo isso!". Depois de acabar aquela subida do demo, consegui recuperar o meu tempo. Liguei o turbo e fui correndo e abrandando, de acordo com as ordens do meu corpo, mas já muito mais tranquila.

Não consegui tirar partido da corrida da forma que eu achava que ia conseguir. Os nervos apoderaram-se de mim, assim como as minhas inseguranças e fragilidades e o medo de falhar para com os meus colegas.

Ao fim de 30 e tal minutos, vi a reta da minha meta e vi os meus colegas de trabalho que também estavam a competir e vi também os meus pais. Dei um sprint tão rápido que nem senti as pernas. Entreguei o testemunho à minha colega que saiu disparada que nem uma bala. O meu amigo que me fez companhia, seguiu caminho com ela, para lhe dar apoio também. Na meta respirei fundo, fui direta à água (estava completamente desidratada) e à maçã. Depois pensei comigo, de forma tímida "Consegui e cheguei à meta a correr.". Fui ter com os meus pais que me abraçaram meios preocupados, meios aparvalhados por verem a lontra que têm em casa a acabar de fazer 5km a correr. Quando perceberam que estava bem, ficaram felizes e orgulhosos! Acho que eles não acreditavam a 100% que ia conseguir (mas quem é que acreditava?!). Fizeram-me perguntas e eu disse-lhes que se não fosse o meu amigo que àquela hora ainda nem tinha chegado ao quilómetro 2. Eles despediram-se de mim e eu segui de camioneta da organização até à meta.

Quando chegamos, a minha amiga a quem entreguei o testemunho (e que ia fazer o último percurso e cortar a meta) ainda estava em prova, mas muito próxima do final. Então reunimos o grupo e fomos a correr ter com ela, rodeámos-la e fomos acompanhá-la até à meta.

Chegamos todos bem, todos mais ou menos felizes (houve pessoas tristes com os seus tempos, mas a prova é dura e estava muito calor - e sem abastecimentos antes ou durante a corrida!!!) e eu, apesar de desiludida com a minha prestação, estava orgulhosa por me ter posto nesta posição, onde eu tinha tudo para falhar.

Sair da minha zona de conforto é o que mais gozo me dá, mas também me cria ansiedade, mesmo que de forma inconsciente, e que me faz passar maus bocados. Mas acredito em mim, acredito no meu esforço e na minha dedicação quando tenho um objetivo em mente. Esta corrida foi o início de muita coisa boa. Foi o início de uma confiança extra, de mais vontade, de mais força (e de menos peso, também, que isto de correr emagrece de verdade!).

Como disse, estou com memória seletiva e não me lembro claramente de ter sofrido durante a prova. Lembro-me dos pensamentos que tive, mas não me lembro dos maus momentos nem de ter corrido 40 minutos (pareceram-me 5). Mas não me vou esquecer de ter posto um dorsal, de ter uma t-shirt com o nome da minha empresa vestida, tal como os meus colegas de equipa, de chegarmos juntos à meta, de subirmos ao pódio para a fotografia de grupo... Enfim. Só não tenho medalha - acabaram! - e foi a única coisa que me faltou naquele momento. Ela vai chegar até mim, eu sei. E vou dar-lhe tanto valor, senhores...

Com tudo isto só vos quero dizer que nada é impossível (literalmente) e que é tão bom propormo-nos a desafios... Vai custar, vai doer, vai implicar compromissos e escolhas, mas vai valer a pena no final. E não falo só de correr uma prova. Falo em decisões que temos que tomar no nosso dia a dia. Arrisquem, mudem, desafiem-se!


E agora, será que me fico por aqui? ;)

ATUALIZAÇÃO
Afinal o meu tempo oficial da corrida (de acordo com o chip) foi de 31 minutos. Foi o meu melhor tempo de sempre e ainda não sei bem como é que consegui essa proeza.


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quinta-feira, 5 de abril de 2018

oh come on!

A chuva é mais do que necessária, eu sei!, mas uma semaninha com um solinho bom para aproveitar já era mais do que útil. Não estão comigo? E digo isto em nome da minha pele translúcida e de meia dúzia de peças que comprei a pensar na Primavera e que ainda não viram a luz do dia... Tipo uns sapatos incríveis que comprei em janeiro e ainda não sairam da caixa... Digo também em nome dos passeios que não são dados sob pena de ficar encharcada 5 minutos depois de sair do carro. Ou em nome de todas as vezes que fiquei de franja melada e colada à testa depois de apanhar chuva e granizo no lombo.

Venha de lá esse calor e os dias bonitos para sair do trabalho e ir para o Centro Histórico beber uma cerveja e comer uns tremoços na esplanada. Ou para ler um livro no exterior ou para dar almoços no jardim aos domingos... Venha de lá esse tempo incrível para usar um vestido leve e umas sandálias - e está no ir! - e de beber sangria fresquinha como se fosse água, e comer tartes de limão e dar cabo da dieta.


Entretanto, qualquer peça destas que vêem em cima podem ser descarregadas à porta de minha casa. Dou abrigo.


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terça-feira, 3 de abril de 2018

mudar o canal

Hoje estou assim:
Camisola 35,99€, Vestido 29,99€ e Lenço 19,99€ Mango | Parka 69,95€ e Carteira 25,95€ Zara | Sapatilhas 89,95€ Adidas | Brincos 29€ Bimba Y Lola


E já só penso nos dias em que vou poder vestir-me assim:
T-shirt 5,95€, Saco 29,95€ e Sapatos 39,95€ Zara | Brincos 9,99€ Mango | Óculos de Sol 7,99€ H&M

Quem está comigo nesta ânsia de um novo mood? O mood primavera! Aqueles dias em que não está um calor insuportável mas já temos coragem de largar as mangas compridas, os collants e os sapatos 100% fechados... Hummm... Já estou a alinhar nisso.


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terça-feira, 27 de março de 2018

get green


Nos últimos tempos tenho andado bastante sensibilizada para as questões da sustentabilidade e comportamentos eco-responsáveis. Claro que isso está diretamente ligado com a minha área de trabalho - sou mais suscetível a estas questões - mas sei também que o ambiente sempre foi um foco de preocupação para mim. Apesar de tudo, pouco ou nada fazia por ele. Apenas tinha como preocupação a poupança da água, especialmente depois de ler o livro da Angelina Jolie há mais de 10 anos atrás que se chama Diário das minhas Viagens e que relata a sua experiência nos campos de refugiados em países como Serra Leoa, Camboja, Vietname e Equador (2001 e 2002). Se não leram, então aconselho-vos a ler. Marcou-me para sempre. Depois de perceber a disponibilidade de água (ou falta dela) em alguns países, nunca mais consegui deixar a torneira correr, nem tomar banhos demorados (10 minutos na loucura). Os dentes são escovados com água no copo e torneira fechada, a loiça é lavada com água na pia, a descarga é sempre dada pela metade e raramente consigo deixar água nas garrafas - faço os possíveis para beber até ao fim ou, se não conseguir, uso-a para regar um vaso ou canteiro próximo. São hábitos já entranhados. Há anos que os tenho. Mas nos dias de hoje não basta poupar água. 

Hoje é preciso mais, 
MUITO MAIS!!!

Há uns tempos comecei a fazer a separação dos resíduos. Não fazia há mais tempo porque não tinha equipamentos (ecopontos) nas proximidades que me permitissem depositar o meu lixo. E pegar no carro para ir descarregar é muito pouco ecológico.

P.S. Aprendi também que é praticamente impossível sermos 100% ecológicos. Precisamos é de saber olhar para as nossas opções e escolher aquela que é a mais sustentável.

 Mal colocaram os conjuntos a pouca distância da minha casa, fui ao Ikea comprar três caixas destas e comecei a fazer a separação. Sou quase a mestra de casa e é recorrente virem ter comigo perguntar "isto é no amarelo ou no azul?", "isto é plástico?", "isto é reciclável?". Às vezes dou por mim a inspecionar o saco indiferenciado (e chego a resgatar um ou outro plástico que não pertence ali). Ao início foi complicado, não vou mentir. Introduzir hábitos em casa não é uma tarefa fácil, até porque é bem mais prático mandar tudo para o caixote do lixo. Mas agora está tudo mais controlado e já todos vemos essa tarefa como "normal".

Outra coisa que comecei a fazer, talvez por paranóia hábito é olhar em todas as direções para perceber onde existe um ecoponto em espaços públicos. Quando não existe volto a meter a minha embalagem ao bolso ou à carteira e despejo mal encontre um ou só o faço em casa. Não acho que esta atitude esteja incorreta ou até que dê tanto trabalho quanto isso. É um gesto pequeno que vai fazendo a diferença.

Dou por mim, várias vezes, a recusar sacos, talões e outras embalagens absolutamente desnecessárias. Digo sempre na caixa que temos que ser mais sustentáveis e, a maioria das vezes, recebo um sorriso tímido de quem pensa "chiça, nunca me lembro disso!". Agora, nos restaurantes, também peço sempre para levar para casa a comida que sobrou. Os meus pais não acharam grande piada ao início. Ainda existe o estigma de que quem leva comida para casa é sovina ou necessitado ou outra coisa qualquer, que eu nunca percebi muito bem. Eu não podia estar em mais desacordo com essa perspetiva e peço sempre para levar. Claro que depois faço mais resíduos por levar uma embalagem para casa (que vai diretamente para o ecoponto amarelo, claro) mas quando me pergunto o que causa mais impacte, a resposta é sempre "comida boa no lixo". Então trago-a comigo e fico com mais uma refeição pronta para comer.

Não sou um exemplo. 
Estou MUITO longe disso. 

Mas sinto-me cada vez mais responsável pelo nosso ambiente e sinto que posso fazer sempre mais um bocadinho.

Talvez por isso que há uns tempos para cá comecei a refletir sobre a roupa que visto. É certo que há aquelas questões sociais sobre a exploração infantil, escravatura, falta de condições de trabalho e afins. Isso é todo um outro problema que se liga indiretamente ao ambiente. Mas foquei-me mesmo na sustentabilidade da minha roupa e percebi que apesar de ter uma ou outra peça exemplar, a maioria não o é.

Depois comecei a procurar e percebi que a oferta ainda é reduzida, a preços superiores e pouco acessível a quem não gosta de comprar online antes de experimentar (EU!). Voltei a refletir sobre o que posso eu fazer para ser mais sustentável sem alterar drasticamente os meus hábitos - sou pouco dada a fundamentalismos. Cheguei a algumas conclusões e decidi partilhar convosco.


O que fazer?
Comprar MENOS | É o primeiro ponto para termos uma atitude mais ecológica. O consumo desenfreado - de roupa ou de outra coisa qualquer - é altamente prejudicial para o nosso ambiente. Comprar menos permite-nos comprar melhor e ao comprar melhor significa que, à partida, a peça terá uma duração maior que peças de menor qualidade. Se vai durar mais, mais tempo vai passar até termos a necessidade de substituir essa peça por outra. É uma excelente oportunidade para darmos aquele upgrade ao nosso closet.

DAR o que já não nos serve | Um roupeiro cheio de roupa não significa, necessariamente, que temos muito para vestir - todas as mulheres sabem disso. É importante, de vez em quando, irmos selecionando peças que já não fazem o nosso estilo, que já não nos servem ou que não vamos ter mais oportunidade de usar e doá-la a instituições ou distribuir por amigas.

VENDER online | Se quiserem rentabilizar o processo de cima, podem sempre colocar as peças à venda no OLX ou CustoJusto, em grupos do Facebook ou algo parecido. Vão livrar-se de peças que já não querem e ainda ganhar uns trocos.

Comprar LOCALMENTE | Ao apoiarmos o comércio local estamos a ser sustentáveis (não se esqueçam que a sustentabilidade tem três pilares: económico, social e ambiental). "Então porquê?" perguntam-me vocês. Por dois motivos primordiais: 1) porque estamos a gerar receitas no nosso meio e a apoiar a economia local e 2) porque esses artigos, normalmente, são produzidos também localmente, logo não existe o problema do transporte e distribuição que causam uma grande percentagem de poluição neste processo. Escolham aquelas lojas catitas que todas as cidades têm e vão beneficiar com peças diferentes de todas as outras pessoas, o que também é um luxo.

ENTREGAR nas lojas | Se têm peças de roupa ou outros tecidos que já estão estragados, entreguem-nos nas caixas que existem em lojas como a Zara ou a H&M e ainda recebem um vale de desconto. Esses tecidos são reciclados e aproveitados para criar novas peças.

Escolher LINHAS Sustentáveis | Hoje em dia as marcas têm linhas ecológicas e, nem por isso, mais dispendiosas. A Mango tem a Commited, a Zara a Join Life e a H&M a Conscious Collection. Sou fã das três e tento sempre optar por peças destas linhas. É só olhar para as etiquetas para identificar as peças.


Eu sei que me estou a alargar,
MAS TENHO MUITO PARA VOS DIZER 
SOBRE ESTE TEMA!

Bom, mas vamos supor que não têm acesso às linhas destas marcas e querem mesmo peças de boa qualidade e com tecidos, à partida, ecológicos. Primeiro, devem fazer uma pesquisa de mercado para perceberem o que querem, o que precisam e o que existe pelas lojas. Há determinados materiais que são mais sustentáveis que outros e, na dúvida, devem optar por eles. Ler a etiqueta é cada vez mais importante nos dias de hoje. Fiz uma pesquisa superficial e aliei a esta os conhecimentos que já tinha anteriormente e cheguei à seleção de 5 matérias-primas de excelência, que vão de encontro aos meus gostos e à sustentabilidade que é exigida:

Algodão Orgânico | É diferente do algodão convencional porque a sua produção é mais sustentável (menos 46% da poluição provocada). O facto que ser orgânico implica também que siga regras criteriosas de produção para que seja certificado e estas regras são as mesmas em todo o mundo.

Lã e Seda Ecológica | Estes dois materiais são mais sustentáveis porque têm um processo de criação e transformação manual e natural. O tingimento é feito com corantes naturais (café, por exemplo) e juntamente com a fiação manual, constituem uma fonte de rendimento a várias comunidades (lembram-se de eu dizer que a sustentabilidade é uma ligação da sociedade com o ambiente e com a economia?).

Linho | Para além de resultar num tecido lindo, com uma cor e textura nobre, é também uma ótima opção para os dias quentes de verão. A produção deste material é, ainda assim, mais ecológica que a do algodão orgânico porque gasta 20 vezes menos água, necessita de quantidades mínimas de fertilizantes e ainda gasta pouca eletricidade, já que recorre a condições naturais como o sol ou a chuva. Para além disso, todos os resíduos produzidos durante o processo são recorrentemente reutilizados na produção de outros materiais em diferentes indústrias (papel, por exemplo).

Fibra de PET | É o único produto sintético da lista e não há nada de errado nisso. Esta fibra é o resultado da transformação de garrafas de plástico. Sabemos que o plástico é, por si só, um dos maiores problemas a nível da poluição global e esta solução não responde só a este problema como o transforma também num recurso sustentável. Maravilha! Todo o processo, desde a recolha das garrafas até à sua transformação, também é uma fonte de rendimentos para várias populações. É já possível combinar estas fibras com fibras de algodão, que resulta num tecido resistente e durável.


No nosso dia a dia podemos começar a estar mais atentas a estas questões da sustentabilidade, quer na roupa como nas outras coisas. Podemos começar pelo princípio e escolher peças das linhas que falei em cima. Eu tomei a liberdade de fazer uma pequena seleção de algumas peças que são sempre úteis nos nossos closets.

Claro que não sou parva e sei muito bem que essas linhas nem sempre são assim tão completas quanto isso (não há grandes acessórios ou calçado sustentável, por exemplo) mas é um ponto de partida para um hábito. Por exemplo, se quiserem uma t-shirts branca sabem que têm à vossa escolha 2 345 mil modelos de diferentes marcas. Eu sugiro que procurem t-shirts sustentáveis. Ou seja, a ideia não é irem já a correr para as lojas para comprar as peças que eu vou sugerir. A ideia é que, se precisarem de alguma peça, equacionem sempre, em primeiro lugar, comprar a opção mais ecológica. 

Por exemplo, eu queria um blazer novo. O meu está a ficar um nadinha estragado (já tem 8 ou 9 anos!), ainda vai dando umas voltinhas, mas precisava de renovar esta peça. Encontrei vários - como devem imaginar - e a vários preços. Selecionei dois: um verde escuro e um cinzento mas eram ambos caros (perto dos 100€) e eu não queria dar tanto dinheiro por uma peça que eu sei que não a ia usar tantas vezes quanto isso. Esperei pelos saldos e ambos baixaram para 50%. Fiquei ali com dúvidas sobre qual dos dois preferia até que percebi que um deles era da linha Commited (Mango) e o outro não. Está fácil de perceber qual foi o que veio comigo, não está? Agora tenho um blazer supimpa em lã orgânica e adoro - e uso mais do que estava à espera porque a qualidade é, realmente, notória. É isso que eu peço: na dúvida, escolham o mais ecológico possível.

Fiz a seguinte seleção:
Impermeável 69,99€ H&M Consious Collection | Blazer 59,95€ Zara Join Life | Blusa 59,99€ H&M Consious Collection | Top 5,95€ Zara Join Life | Conjunto lingerie 14,99€ (sutiã) e 9,99€ (cueca) H&M Consious Collection | Bolsa 19,99€ H&M Consious Collection | Jeans 29,99€ H&M Consious Collection | Calças pretas 19,95€ Zara Join Life | Camisola 19,99€ H&M Consious Collection | Shorts 19,99€ H&M Consious Collection | Vestido 49,99€ H&M Consious Collection | Camiseiro 29,95€ Zara Join Life

Mas há mais peças bonitas e sustentáveis de onde veio esta seleção, querem ver?


Casaca de Ganga 39,99€ H&M Consious Collection | Sutiã 17,99€ H&M Consious Collection | Clutch 39,99€ H&M Consious Collection

 Desodorizante 5,99€ H&M Consious Collection | Top 24,99€ H&M Consious Collection | Calções 14,99€ H&M Consious Collection 

T-shirt 5,95€ Zara Join Life

T-shirt 5,95€ Zara Join Life | Calças 29,95€ Zara Join Life | Bálsamo 6,99€ H&M Consious Collection
Creme de corpo/rosto 7,99€ H&M Consious Collection
Impermeável 29,95€ Zara Join Life | Top preto 9,99€ H&M Consious Collection | Top estampado 12,99€ H&M Consious Collection | Leggins 19,99€ H&M Consious Collection |


Nada do que escrevi aqui é novidade ou a descoberta da pólvora. Claro que não! O que eu pretendo é que seja uma chamadinha de atenção, um momento para refletir sobre estas questões e ponderar algumas opções. Mudar os nossos hábitos drasticamente não é recomendável - como já disse, os fundamentalismos nunca resultam comigo - e, por isso, abordar o problema de forma gradual, irmos pesquisando soluções que se adaptem às nossas condições e estilos de vida é o caminho mais sensato.

Prometo que o post está a terminar! Eu sei, já não era sem tempo, mas acho cada vez mais importante chamar a atenção para estas questões e, mesmo sabendo que o meu alcance é reduzidíssimo, se apenas 1 pessoa ler e ficar a pensar então my job here is done! ;)

Antes de fazerem compras, pensem de forma sustentável e façam sempre a melhor escolha para o nosso Planeta!


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

happy kid


O fim-de-semana foi o melhor que tive nos últimos tempos - meses!
O sábado começou cedo que havia muito para fazer. Entre escolher o meu presente de aniversário - um mês depois, mas vem sempre a calhar - e ir passeando, passou-se a manhã. À tarde fui tratar um pouco de mim, que bem precisava e segui para um lanche incrível numa das novas pastelarias da cidade. Fiquei fã e quero repetir em breve. Cheguei a casa já ao finalzinho da tarde e comecei a preparar-me para o jantar da empresa. 5 minutos antes de sair de casa decidi que não queria levar aquele vestido. Toca a despir, assaltar o roupeiro e sair a primeira opção que me pareceu aceitável. Foi a melhor decisão. Estava fiel a mim própria. Como não tirei nenhuma foto de corpo inteiro, mostro-vos uma réplica do meu look na imagem em baixo. Pode ser que precisem de inspiração:

Nenhuma das peças são iguais às que eu usei, mas são muito idênticas.
Vestido maxi estampado floral Mango | Botins bordeaux  Zara | Sobretudo cinzento Zara | Brincos gigantes dourados Mango | Carteira preta Mango | Batom vermelho H&M

Aprovado?

O jantar foi agradável mas terminou cedo. A festa seguiu apenas com alguns resistentes para um bar alternativo na cidade. Que maravilha de descoberta - nunca lá tinha entrado. Fiquei fã. Primeiro, porque fica num edifício histórico (a minha cena) e depois porque nada é bonito nem nada está arranjado ou com floreados. Não há elegância nem tem um ar minimamente chique. Até é um pouco sujo, na verdade. Parece um sítio escondido nas barbas de toda a gente. Tem um ar underground... Ai como gostei! O pessoal vai ali para ouvir boa música e conviver. Ponto. Não é para andar de gin para a frente e para trás, para o engate ou para o aparato. Lá podemos ir de camisola de capucho que ninguém quer saber. Foi também um verdadeiro estudo sociológico. A determinada altura olhei à minha volta e conseguia ver cada um dos estilos da nossa sociedade: havia jovens de 15, 16 anos e senhores e senhoras nos seus 60. Havia quem viesse sozinho, quem viesse acompanhado pelo grupo. Havia homens a beijar homens, mulheres a beijar mulheres e homens a beijar mulheres. Havia pessoal a beber muito, pessoal que não bebia e que estava só pela música. Havia rastas, cabelos azuis, muitas tatuagens e piercings e havia também camisinha e sapatos vela - e eu de vestido até aos pés e lábios vermelhos. Não me senti, de todo, deslocada. Toda a gente estava a conviver agradavelmente com a diversidade, sem julgamentos nem juízos de valor. Senti que estava no lugar certo - e finalmente um sítio na minha cidade onde não ouvi nem vestígios de um Despacito.

A noite já ia longa, mas a fome apertou. Depois de sairmos daquele bar-maravilha nós, os ainda resistentes, seguimos para o sítio típico. Se fosse março, já teríamos saído de dia de lá.

O domingo foi dia de dormir até mais tarde, para recuperar minimamente e depois de seguir para as minhas obrigações.

Durante o fim-de-semana ainda tive tempo para ver mais um filme nomeado (conto-vos noutro post) e ainda de continuar a ver Handmaid's Tale. Se não viram, não sei de que estão à espera. Prometo que falo sobre isso quando terminar a temporada - faltam dois episódios.

E pronto, o meu fim-de-semana foi maravilhoso. Que saudades que eu tinha de passear um bocado, sem horas marcadas nem ninguém à minha espera para "trocar de turno". Que bom que foi dançar e ser empurrada e espremidinha no meio da multidão. Que saudades... Venham mais como este que eu tomo-lhe o gosto muito rápido ;)


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

fórmula

A minha fórmula mágica para estes dias de frio tem sido esta:

Jeans + Camisola + Calçado raso (e confortável) + Sobretudo superquentinho

Não há que inventar. Ando sempre confortável, quentinha e pronta para enfrentar as intempéries do dia. Posso mudar o sobretudo por um blusão impermeável ou os botins rasos por uns de salto. Depende dos meus planos para o dia e do tempo.

Quando me canso, substituo as calças por saia preta + collants pretos e mantenho o resto.

Tenho apostado MUITO em camisolas quentes. Tanto que já não me chega uma só gaveta. Tenho que parar com esta obsessão - hahahaha, não, não tenho...

Partilho então a minha fórmula convosco, para vos facilitar as manhãs:

P.S. E estes botins que comprei em outubro e continuam como sendo da Nova Coleção? Hum?
Sobretudo 99,99€, Botins 29,99€ e Carteira 39,99€ Mango | Camisola 25,95€ Stradivarius | Jeans 80€ Aly John | Brincos 2,99€ Parfois


Qual é a vossa fórmula infalível? ;)


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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

vamos falar dos saldos?


Gostava de vos falar dos saldos, mas não há muito a dizer. Primeiro porque eu ainda não tive muito tempo para explorar. Fiz duas incursões aos shoppings mas sempre a correr, sempre com "um compromisso a seguir". Nunca vou a um shopping só para passear. Quando vou é porque tenho a intenção de procurar alguma coisa - o que não significa que vá comprar. Vou sempre ver o que anda por lá, faço o meu estudo de mercado, comparo preços, peças e materiais, visto aqui, experimento ali e só depois tomo uma decisão final. É assim que eu funciono. Ora que ir a um shopping e ter os minutinhos contados acaba logo com a minha vontade. Isso ou saber que está alguém à minha espera à porta da loja a bufar de impaciência. É por isso que, sempre que posso, vou sozinha às minhas compras. 

Em segundo, não ando muito entusiasmada com isto dos saldos. Do que tenho visto (nas lojas e online) não há grandes motivos para ficarmos histéricas. A Mango ainda faz uns preços bem apetecíveis em algumas peças, mas noutras - como os casacos - não nos faz favor nenhum. Sim, há sobretudos a 40€ mas vão lá experimentá-los e depois digam-me se acham que valem isso. O mesmo com a Zara. 10€ de diferença não são saldos, sim? É só uma promoção fraquinha... Na Massimo Dutti não há nada. Nada senhores! No outro dia perguntei à menina onde estavam os vestidos de saldo (tinha visto no site 2 ou 3 modelos que valiam a pena) e ela apontou-me para um charriot. "Mas ali só tem um vestido de malha e um macacão!", disse-lhe. "É o que há!".

Claro que também podemos falar sobre as coleções esquizofrénicas. Tudo é demasiado. O modelo é giro mas tem brilhantes, purpurinas, 10 cores mais 4 estampados, pelo, pele, veludo, tachas, franjas e mais houvesse. Tudo isso num vestido. Mas como? Já tive vontade de pegar numa peça e pedir à funcionária "Olhe é isto, mas em básico. Tem?". Claro que me ia revirar os olhos e dizer-me que não e que eu era supê-aborrecida e que não percebo nada de moda. Perdoem-me se gosto de peças com o seu q.b. de sobriedade. Acho muito bem haver meia dúzia de coisas mais extravagantes para eventos especiais - encham-me com casacos, calças, tops e vestidos de lantejoulas que eu vou a todos! - mas agora encontrar uma peça bonita para ir trabalhar é um achado. O que eu queria encontrar nos saldos deste ano eram vestidos estampados (ou que não fossem pretos). Sabem quantos comprei? Zero. Sabem quantos experimentei? Zero. Não houve um único modelo que eu achasse que até nem era feio ou demasiado decotado, ou com bom material ou simplesmente com uma cor/estampado bonitos.

Talvez eu seja muito esquisitinha mesmo.

Bom, mas tudo isto para vos dizer que não vos aconselho a comprar nada de especial porque não encontrei muitas peças especiais. Ainda assim, fiz algumas compras. Peças básicas-pouco-básicas que encontrei e gostei muito, peças de excelente qualidade e a um preço incrível (melhor achado de sempre!) e uma compra-paixão. Nestes saldos apostei muito nos materiais de qualidade e amigos do ambiente.

Aqui estão as minhas aquisições
1) Um lenço estampado para dar um oupa aos looks mais aborrecidos. Queria ter comprado blusas e vestidos estampados para misturar com o meu roupeiro quase todo em cores planas mas não encontrei nenhuma peça com essas características que valesse a pena.
2) Uns jeans. Não são os que estão na imagem. Não os encontro no site e, na verdade, nunca os tinha visto por lá. O modelo é quase este, mas mais largos e com umas fitas entrelaçadas na parte de baixo da peça que dão um ar muito mais giro ao look. Mesmo que combine apenas com uma t-shirt básica.
3) Uma camisola de caxemira. Igual a esta mas em cinza - que já não se encontra disponível no site. Custava 80 ou 90€ e comprei-a por 30€. Era uma das peças que mais queria comprar e encontrei-a por acaso, perdida entre cabides, no dia dos meus anos. Surpreeeesa!!!
4) Três blusas brancas, todas elas com pormenores bem giros. As minhas blusas já estavam velhinhas e a precisar de reforma. Aproveitei os saldos para compor o roupeiro. Esta blusa tem folhos e bordados, outra tem bordados azuis escuros nas mangas e a terceira tem folhos no peito e uma beirinha a preto. Já não se encontram no site.
5) Um boyfriend blazer que eu andava a morrer de amores há um tempão. É de lã orgânica, de uma linha ecológica e protetora do ambiente. Só por isso, já valia o meu investimento, mas também é giraço, cheio de pinta, e assenta-me que é uma maravilha. Foi a minha compra mais extravagante - porque não precisava - mas eu fiz anos e decidi oferecer-me isto.

Em resumo, apostei em bons materiais e em cores e estilos que combinam com aquilo que eu tenho no roupeiro. Tentei optar sempre por peças que à primeira vista são básicas e combinam com dezenas de outras peças e estilos mas com detalhes giros, que a tornam muito pouco básica, no bom sentido. Foi o que aconteceu com as calças ou as blusas. Não vale a pena inventar muito ;)

Pronto, dou por encerradas as minhas viagens aos shoppings. Só abro uma exceção se vir pijamas ou roupa de treino que valham muito a pena o investimento. O roupeiro está composto.

E vocês o que me têm a dizer dos saldos? Têm investido à grande ou partilham da mesma opinião que eu?


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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Passagem de Ano

Achavam que ia deixar passar esta semana sem vos dar algumas sugestões para a tão aguardada noite da Passagem de Ano? Naahh... Também não sou assim tão desnaturada.

Nesta lista há de tudo: vestidos curtos, compridos, lantejoulas, calças de ganga, rendas, metalizados... É só escolher. Também nenhuma das peças vem com preço anexado porque como os saldos entraram alguns ontem (na Zara, por exemplo) e outros há dias atrás (na Mango) e eu já tinha começado a criar os looks, ainda não tive tempo para atualizar os preços. Nada de grave, certo?

Vamos a isso?

Vão passar o ano num sítio elegante e chique como um hotel ou uma quinta? Que tal este vestido preto rendado, lindíssimo e que pode ser utilizado centenas de vezes ao longo do ano noutras situações mais festivas? Hum? Não é por acaso que dizem que um vestido preto não compromete. E podemos falar daqueles brincos lindos?
Vestido, Sandálias e Cuecas H&M | Clutch Casa Batalha | Brincos Mango | Pulseira Parfois

Se preferirem algo igualmente elegante mas um nadinha mais discreto, que tal esta sugestão? Cada vez gosto mais de a) vestidos compridos, b) looks simples e c) a combinação de vários tons de rosa-vermelho-bordeaux. Acho que o resultado final é chique effortless, que é o melhor que podemos pedir.
Vestido e Brincos Mango | Sandálias H&M | Clutch Parfois

Se vão passar uma noite num sítio menos pomposo não significa que não precisam de aprimorar no look. Escolham peças mais básicas que depois de combinadas fiquem wooow. Ou acrescentem um ou outro apontamento que dê o toque final. Mantenham uma base neutra, versátil e, acima de tudo, sintam-se confortáveis! Este coordenado em tons nude e bordeaux é perfeito para dançar toda a noite.

Vestido H&M | Botins, Brincos e Saco Zara | Anel Parfois

Se a vossa ideia é aprimorar mais um pouquinho mas sem perder a cabeça com vestidos e peças que não podem usar noutras ocasiões, então apresento-vos o conjunto mais espetacular de todos. Este tem um vestido maravilhoso, que favorece - pelo menos na teoria - os corpos femininos e consegue ser elegante e discreto ao mesmo tempo. Os botins são básicos e transportáveis para o dia a dia com muita facilidade. Os restantes acessórios dão aquele ar chique e caro que a última noite do ano exige.
Vestido e Botins Zara | Lingerie H&M | Clutch Casa Batalha | Anel Uterque

Ah e tal, mas vocês não são nada de vestidos e de cenas xptos e só querem estar confortáveis e ligeiramente mais pintosas do que num dia normal. Tudo bem, pertenço a esse clube e cá estou eu com duas soluções: uma mais adequada para uma festa na casa de amigos/família e outra para fazer a festa na rua.
Sou suspeita, por mim ia todinha vestida com este conjunto aqui em baixo. Tem tudo o que eu gosto: conforto, pinta máxima e apontamentos divertidos. É toda a minha cara, com peças largas, pormenores giros e umas All Stars, claro! Há lá melhor maneira de combinar umas calças em lantejoulas do que com umas All Stars? Eu não encontro... Este é todo para embrulhar.
Blusa Uterque | Calças Mango | Brincos Parfois | Batom H&M | Sapatilhas Converse | Carteira Zara Kids

Por fim, mas não menos importante, se gostam mesmo é de brindar numa praça cheia de gente e a sentir o corpo a aquecer por causa do calor humano e do champanhe, então cá está a opção mais viável para esse cenário: jeans - do melhor que encontram no mercado - um casaco quente e pormenores que fazem lembrar a noite mais festiva do ano. Este também é a minha cara. Que me têm a dizer?
Jeans Aly John | Blusa e Casaco Zara | Carteira e Botins Mango | Brincos Casa Batalha


O mais importante é que se sintam bem com a vossa escolha, confortáveis e felizes e que passem o ano na melhor companhia. O resto é acessório ;)


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