quarta-feira, 31 de outubro de 2018

10 filmes para o Halloween


Hoje vai haver sessão de cinema lá em casa? Mas ainda não sabem que filme é que vão passar? Se são como eu, então têm alguma dificuldade em escolher filmes de terror porque nunca os acham suficientemente bons. Certo?


Compreendo bem a vossa luta. Por isso mesmo, decidi dar-vos 
10 sugestões mesmo à maneira para a noite mais assustadora do ano!


Não são os típicos filmes de terror, aviso já! Alguns são thrilers, suspense e algum terror psicológico mas nada de banhos de sangue... Bom, mais ou menos. Vamos lá por partes:



A Quiet Place

Foi um filme que adorei ver! Tem história, conteúdo, personagens fortes e muita expressividade. Resumindo a história e sem dar spoilers: o mundo foi invadido por uma espécie de alliens que reagem ao barulho e esta família que vemos na imagem conseguiu sobreviver e manter uma vida "normal", apesar de estar constantemente em alerta máximo. O mínimo barulho pode ser fatal. É mesmo interessante ver como é que a raça humana se adapta e se habitua a novos contextos. Vale mesmo a pena e este filme está neste top e não é por acaso ;)



Fragmentado

Se ainda não viram, não sei do que estão à espera. Este filme não é bem terror mas deixa-nos os nervos em franja. É provavelmente o melhor trabalho do James McAvoy e é uma excelente alternativa para quem não gosta nada de filmes de terror tradicionais mas ainda assim gosta de sentir algumas palpitações. Vejam! Se não for hoje, vejam noutro dia.



Foge

Já falei sobre este filme aqui
É um bom exemplo de como um filme de terror pode ter qualidade... E muita!



Aniquilação

Nunca falei sobre este filme no blog, mas confesso que dificilmente vou esquecê-lo. Acho que tem os condimentos certos para um bom filme: bons atores, boa história, suspense, algum drama, picos de adrenalina e, esteticamente falando, Aniquilação é maravilhoso... Já para não falar no girl power máximo. Gostei mesmo muito deste filme da Netflix.



It

Podem ler a minha opinião mais aprofundada sobre o It aqui.
Este filme talvez não seja apropriado para os mais sensíveis. Da lista é, talvez, dos mais violentos. Mas não lhe podemos negar a qualidade. Dentro do género de filme de terror mais tradicional, este é bastante acima da média.



Hereditário

Espíritos não é bem a vossa cena? Então esqueçam. Passem para o filme a seguir (ou também é melhor não, mas já lá vamos!). Mas se gostam de um bom filme assustador com tudo a que têm direito - cultos, bruxas, feitiços, espíritos, mortes estranhas e muitos, muitos sustos - então este é mesmo o vosso filme. Daqueles à maneira e bem feitinhos.



The Haunting of Hill House 

É a única série da seleção e perfeita se quiserem uma grande maratona assustadora. Falei sobre esta história aqui. Leiam melhor e dediquem-se a esta série.



mãe!

Também não é assunto novo no blog, como podem perceber aqui. Se não gostam de monstros nem de espíritos, esta poderá ser a vossa melhor escolha.



A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

"E se houver crianças por perto?" perguntam vocês. É justo. Há que arranjar aqui uma solução para apresentar um bom filme de terror sem lhes causar problemas com o sono. E não deve haver melhor opção que este maravilhoso conto do Tim Burton, com muita magia e, claro, alguns monstros à mistura - e nem todos são maus ;) Um filme lindo para mostrar aos pequenos, com valores e lições de moral para levarmos todos para a vida.



Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street

Já que estamos a falar no Tim Burton, vamos continuar. Podia enumerar imensos filmes dele, que todos têm a sua dose de terror, mas este deve ser o mais sangrento de todos eles. Não aconselho a pessoas sensíveis de estômago! Aviso também que é um musical, um estilo pouco apreciado pelas maiorias, mas em contrapartida podemos ver o Johnny Depp, e melhor, a Helena Bonham Carter e o Alan Rickman em grande. É talvez o meu filme preferido do universo deste incrível e excêntrico realizador.


Então, já decidiram? ;)

Feliz Halloween, pessoas!


terça-feira, 30 de outubro de 2018

7 filmes que tenho mesmo que ver

Já sabem que o cinema é uma das minhas grandes paixões e um dos meus hobbies favoritos. Quando esta altura do ano se aproxima eu vou ficando cada vez mais ansiosa. Simplesmente porque é nesta altura que começam a surgir os melhores filmes - porque os Oscars estão à espreita, né?


Por isso, decidi selecionar 7 filmes que eu não quero perder até ao final do ano e que vão estrear no cinema em breve. E que bela mixórdia que temos aqui: biografias, fantasia, thrilers, super-heróis, ficção científica... Há para todos os gostos! Fiquem atentos também!



Bohemian Rhapsody
Uma celebração à banda mais carismática, os Queen. Mais especificamente ao excêntrico vocalista, um génio da música moderna, Freddie Mercury, interpretado por Rami Malek. E senhores, mal posso esperar para ver esta interpretação! Sempre que ouço a Bohemian Rhapsody fico arrepiada. Sempre. E só por isso, só se pode tratar de algo muito especial... Não vou perder certamente. 

Estreia no dia 31 de outubro.
Vejam o trailer aqui.



O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos
Para dar aquele espírito mais natalício, é claro que não podemos esquecer um clássico. Já todos conhecemos a história do Quebra-Nozes - pessoalmente já vi umas 500 vezes a versão da Barbie - e todos nós gostamos, certo? Vamos ver como é que corre desta vez. Pela pontuação desconfio que não venha grande coisa, mas eu já aprendi que isso não diz tudo ;) Vamos ter esperança!

Estreia no dia 31 de outubro.
Vejam o trailer aqui.



Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
Estou mesmo, mesmo, mesmo muito ansiosa por este. Não é o Harry Potter, mas dá para sossegar a ânsia. Dá para ter um cheirinho da magia e daquele mundo de que vos falei esta semana. Venha de lá mais um conto fantástico e novas aventuras do grande Newt!

Estreia no dia 15 de novembro.
Vejam o trailer aqui.



Suspiria
O primeiro motivo pelo qual me sinto atraída por este filme é o realizador. Luca Guadagnino foi também o realizador de Call Me By Your Name e vocês sabem o quaaaanto amei esse filme. Depois mete a Tilda Swinton que dá sempre aquela aura macabra e bela a uma história. Há a questão da Dakota Johnson que gostava de a ver num filme "a sério", sem ser amarrada às gravatas de um ricaço qualquer. Por fim, toda a beleza estética do filme - vejam o trailer! Quanto à história, parece-me - repito, parece-me - um Black Swan 2.0, mas só vendo é que vou ter a certeza. E se assim for, não está nada mal!

Estreia no dia 22 de novembro.
Vejam o trailer aqui.



Aquaman
Pronto, é um super-herói e por isso já sabem que estou batida no cinema, certo? E não adianta dizer que não presta, meus amigos! Vejo na mesma. E eu sei que este mete muitos tubarões - demasiados tubarões, para ser franca - e que isso vai provocar-me mini-ataques de ansiedade, mas depois temos o Khal Drogo e o universo volta a equilibrar-se.

Estreia no dia 13 de dezembro.
Vejam o trailer aqui.



High Life
Parece-me uma abordagem interessante ao assunto "sobrevivência humana". Provavelmente um bocadinho mais à frente do que já vimos em Passageiros e de forma mais negra, onde vamos poder questionar-nos sobre coisas que nunca sequer equacionamos. Pelo menos, é o que eu espero. E é sempre um gosto voltar a ver o Robert em ação - não me lixem, cada uma com a sua panca, tá?

Estreia no dia 13 de dezembro.
Vejam o trailer aqui.



O Regresso de Mary Poppins
Mais uma vez, voltar ao imaginário infantil e mágico com um super plus: a Emily Blunt. Tem tudo para ser um grande filme, não acham?

Estreia no dia 20 de dezembro.
Vejam o trailer aqui.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

5 dias da semana

O inverno chegou, finalmente! Chegou a altura dos casacos quentes e dos botins! 


Maravilha, maravilha! 


É por isso mesmo que achei importante criar este post: Porque vos quero mostrar opções para estarem cheias de pinta mesmo de casaco quente. E mais: nenhum casaco é preto, para vos provar também que é possível escolher um casaco laranja e ficarmos bem servidas na mesma - tudo depende, claro do nosso roupeiro!


Segunda
Começamos a semana com um conjunto mais formal e mais simples sem ser aborrecido. Ideal para os dias em que temos reuniões ou encontros que nos exigem maior aprumo.
Sobretudo, Calças e Blusa Mango | Botins Zara | Carteira Parfois


Terça
Para os dias em que sabemos que vamos correr de um lado para o outro - quer seja no trabalho ou fora dele - eu aconselho um calçado confortável. E sim, podem combinar sapatilhas com uma saia ou com um coordenado mais pipi. É importante referir que nem toda a gente pode ter esta liberdade no trabalho e, por isso, sugiro que substituam por uns botins rasos ou por uns loafers.
Sobretudo e Camisola Mango | Saia Bimba y Lola | Sapatilhas Zara | Carteira Massimo Dutti


Quarta
A meio da semana o cansaço já acusa e é importante termos um "coordenado SOS". No meu caso é sempre um vestido preto (estampado, de preferência), uns botins pretos. Para dar cor, uma carteira colorida ou um lenço. Não se pensa mais nisso. Este conjunto mandava embrulhar e entregar em casa, tal e qual como está.
Sobretudo H&M | Vestido Zara | Botas Massimo Dutti | Carteira Mango


Quinta
Um vestido com um padrão forte é sempre uma grande ajuda para os dias que não sabemos o que vestir. É só seguir as cores do estampado e optar por peças básicas, como este exemplo.
Sobretudo Zara | Vestido Bimba y Lola | Botins Uterque | Carteira Aldo


Sexta
À sexta gosto sempre de um look mais tchana, para sair do trabalho e estar pronta para ir beber um copo ou jantar com o pessoal. À sexta escolham sempre peças mais especiais e arrisquem, mais que não seja, celebrem por ser sexta-feira!
Sobretudo Mango | Vestido e Botas Zara | Carteira Primark


Parece-vos bem?



quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Guilty Pleasure



Sou só eu que me aconchego no sofá todos os domingos à noite para ver o novo episódio de Pesadelo na Cozinha? Não me venham com o "O programa do César Mourão é mil vezes melhor" ou "Lê mas é um livro que te faz melhor" ou "Tantos canais por cabo e estás aí a ver um reality-show sensasionalista".


Deslarguem-me pessoas!


Eu gosto MESMO de ver este programa. Gosto, pronto! Dá-me prazer ver o chef Ljubomir pôr ordem naquelas confusões. Jeez... É que em alguns casos até enerva de como é que as pessoas não têm mesmo dois dedos de testa para perceber que quem mexe no dinheiro deve lavar as mãos antes de mexer na comida. Isso é higiene, não são "manias de chef". É que eu acho mesmo que o que se passa naqueles episódios é um retrato real do nosso país: pessoas que não estão felizes com aquilo que fazem, não se sentem especiais, têm a auto-estima no lodo, lutam diariamente para se manterem à tona e não mexem o cu para mudar o que está mal. Sabem aquela metáfora do cobertor? Que puxamos para cima e aquecemos as costas mas os pés ficam destapados e depois aquecemos os pés mas as costas ficam ao frio? É igual. Tenho visto exemplos graves de pessoas que vão tapando o sol com a peneira, em vez de arregaçar as mangas e cozer mais um bocadinho de cobertor ou comprar um novo, maior.




Ao mesmo tempo diz-me que a maioria dos portugueses das gerações que temos visto nos programas acomodam-se. Acomodam-se sempre. Mas eu acho que isso é uma tendência do país. Acomodam-se e vão "remediando como podem" sem nunca viverem plenamente felizes nem realizados. Isso incomoda-me. O comodismo incomoda-me muito.


E, por fim, nota-se uma clara falta de cultura geral. Não estou a falar sobre saber as capitais dos países ou o número de distritos de Portugal. Estou a falar do mais básico que há: de pesquisar novas técnicas, novas receitas, novas formas de gestão, novas decorações, métodos para rentabilizar o negócio... Isso tudo está à distância de uma simples pesquisa no Google. Depois é só pôr em prática e ir testando. Não existe essa vontade nem essa proatividade. Não existe sequer - ainda mais grave - a noção de que podem ir pesquisar e aprender isso sozinhos! É essa cultura geral, do empoderamento, do do it yourself, que eu acho que não existe.




A nossa sorte é que temos uma gastronomia extraordinária, cheia de sabores e cheia de criatividade. Porque caso contrário, se estivéssemos à espera que a grande maioria dos restaurantes tradicionais nos surpreendessem, podíamos esperar sentados. Ainda no episódio da semana passada, o chef perguntou-se se valia a pena sair de casa para ir a um restaurante comer um bife comum com batatas fritas comuns e arroz branco comum. Eu respondo: NÃO. Não vale a pena. Quando vou jantar fora eu costumo dizer que gosto de comer aquilo que não como em casa. Mas quando vou jantar fora com os meus pais, que preferem restaurantes mais tradicionais, a ementa não se altera há anos. Eu sei que quando vou a determinado restaurante vou comer X, Y ou Z - e na maioria das vezes, nem tenho assim tantas opções.


Felizmente chegaram os restaurantes alternativos, com comidas do mundo ou com comidas tradicionais com um twist, com a criatividade que eu sentia falta. A cozinha é amor, como Ljubomir está sempre a dizer. E é mesmo. É pena é haver tão pouca gente em restaurantes a cozinhar com amor. É mais panelões de arroz e doses exageradas de batatas fritas e siga o baile. Todos os dias a mesma ladainha. Que triste que deve de ser trabalhar assim, não é?




Eu gosto de ver o programa pelo conceito e por conhecer melhor a nossa realidade. E gosto do chef - ui, ui, se gosto! Não é cá de merdas, diz o que pensa, é um bruto mas com bom coração. Eu sei que ele às vezes exagera e diz coisas sem necessidade, mas esse é o formato do programa. É suposto ele ser assim. Basta ver o do Ramsey (que eu já era fã).


Se ainda não viram, vejam. E esqueçam o lado sensasionalista - que também não aprecio - e olhem só para o mais importante que são as técnicas que o chef mostra, as dicas, os métodos de gestão... É isso que eu retenho e é isso que me dá tanto gosto ver. E acreditem ou não, mas consigo aprender coisas!


Bom, aos domingos à noite já sabem que vou estar no sofá, com a minha mantinha e a minha caneca de capuccino a ver o chef Ljubomir a desancar num dono de um qualquer restaurante que faz diárias a 5€. E adoro!



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

The Haunting of Hill House



Podem ler este post à vontade. Não vou dar spoilers
Não pretendo fazer uma crítica à série mas aconselhar-vos a ver ;)


A semana passada comecei e acabei uma série incrível. Provavelmente já ouviram falar da nova série de terror da Netflix: The Haunting of Hill House. A primeira temporada tem 10 episódios com mais ou menos 1 hora cada e não sei se haverá continuação, mas pela forma que terminou, penso que não há motivos para isso.


A série está IN-CRÍ-VEL!


E sim, é de terror. Mesmo terror. Daquele terror psicológico que te deixa a pensar no "E se...". Eu sempre vi filmes de terror e eles nunca me afetaram particularmente, à exceção de um, o primeiro. Depois do grandessíssimo susto e de um mês (pelo menos) de pânico, medo de tudo e pesadelos constantes, acho que fiquei imune aos filmes de terror. Acho-os sempre previsíveis e básicos, sem grande história por trás e com poucos elementos que me fazem identificar com as personagens ou com o contexto. Por isso é que posso estar em casa sozinha a ver um filme destes ou até mesmo ir ao cinema... Não perco o sono nem morro de medo.


Mas isso não aconteceu com Hill House... 


A história conta dois tempos, o passado e o presente. Começamos por conhecer a família Craine: a mãe Olivia (Liv), o pai Hugh e os seus cinco filhos: Steven, Shirley, Theodora (Theo) e os gémeos Nell e Luke. Liv é arquiteta e Hugh é construtor e ambos tinham a missão de, naquele verão, reconstruir Hill House para posteriormente a vender a bom preço e com o dinheiro, construir a "casa permanente", para a família. Para os ajudar estão lá os estranhos Mr. e Mrs. Dudley que cresceram e viveram sempre próximos de Hill House mas que não se aproximam da mansão durante a noite.


(Theo, Steven, Nell, Luke e Shirley no presente. Atrás, Hill House)


As cinco crianças começam a ter comportamentos estranhos e a ver monstros durante a noite ao que os pais atribuíram, naturalmente, a pesadelos e imaginação fértil. Mas tudo muda quando os próprios pais começam a vê-los também.


A série foca-se no passado, quando os irmãos pequenotes habitaram Hill House com os seus pais e o presente, com as vidas construídas e com os traumas bem visíveis. Em cada episódio conseguimos conhecer melhor as várias personagens e vão sendo dadas algumas pistas sobre o que se passou em Hill House naquela fatídica noite.


(Shirley no passado em Hill House)


Os estranhos vizinhos avisam que a casa devora as pessoas que habitam nela, que é um monstro e que ninguém estará seguro enquanto habitarem lá. Mas claro, nunca ninguém ligou aos avisos. Associavam os barulhos aos canos ou às janelas velhas... Na verdade é que não era nada disso que fazia barulhos durante a noite e a resposta estava por detrás da estranha porta vermelha que não abria.


(Nell e Shirley no passado em Hill House)


A série está mesmo muito bem feita principalmente porque todos os sustos - assustadores! - são imprevisíveis. O equilíbrio entre o susto, o pânico e o suspense é tão bem feito que eu dou por mim a suster a respiração várias vezes ao longo de um um episódio só. Não são sustos à filme de terror, que acontecem quando estamos a contar mas damos aquele salto da cadeira. Não são cenas aterradoras, demoradas, como se estivessem a pressionar uma ferida e nós ficamos naquele pânico prolongado em que queremos tapar os olhos mas não nos conseguimos mexer. E depois tudo acalma e volta ao "normal" para voltarmos a descer ao pico do terror. Mas é um terror suportável, quase como se estivéssemos a ser estimulados a enfrentar os nossos medos ali, por isso, ao longo dos episódios vamos aprendendo a lidar com isso, a compreender, a conhecer e, no final, já compreendemos, tal como os irmãos, o que se passa naquela casa.


Hill House mexe com os nossos medos profundos, da infância. O medo do escuro, de ficarmos sozinhos, o medo da morte, o medo da ausência, o medo do desconhecido, o medo das emoções e o medo da nossa própria mente. É por isso que nos conseguimos ligar imediatamente com as personagens e com a história.


(Liv no passado em Hill House)


Esta série deu-me mesmo arrepios, fez-me ter pesadelos na primeira noite - apesar de não me lembrar do sonho - e fez-me pensar. O que não é mau. Um filme que nos faz pensar é um filme que vale mesmo a pena ver e guardar no coração. O mesmo acontece com uma série. Tão cedo não me vou esquecer de Hill House nem dos irmãos nem da mensagem bonita que a série tem.


(Hugh, Theo, Shirley, Steven e Luke no presente)


Não quero fazer spoilers, por isso é que não contei nada nem mostrei imagens reveladoras, quero que vejam. E vejam mesmo com medo, mesmo que não apreciem filmes de terror. Vejam. Vale a pena. Prometem? É que ainda por cima o elenco é maravilhoso, os cenários são lindíssimos e a história é tão bem contada que vos vai apetecer devorar os 10 episódios de uma só vez, acreditem... Mesmo com medo ;)


(Hill House)


The Hauting of Hill House
(2018)
de Mike Flanagan
com Carla Gugino, Michiel Huisman, Victoria Pedretti, Oliver Jackson-Cohe, Elizabeth Reaser, Kate Siegel, Timothy Hutton



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Inspirações

Apesar de muito raramente copiar os looks que vejo nas revistas ou no Pinterest, gosto muito de me inspirar neles. Não copio por dois motivos: primeiro, porque não tenho as mesmas peças de roupa nem largo a comprar à maluca só para ficar parecida; segundo, porque temos sempre, sempre, SEMPRE que adaptar o estilo que vemos nos outros ao nosso próprio estilo. Aquilo que fica de morrer noutra pessoa pode ser um desastre em nós. E sabem porquê? - não me canso de dizer isto - Porque o estilo somos nós que fazemos. Não são tecidos, não são pedaços de metal pendurados nas orelhas nem bocados de pele que levamos nos pés, nem sequer marcas que exibimos - parolice! É a nossa atitude, a nossa confiança e os nossos próprios gostos, a forma como combinamos, os pormenores que acrescentamos... Isso é pinta! Comprar igual pode dar-vos essa ilusão, mas garanto-vos que é apenas isso, uma ilusão.


Por isso, já sabem: não copiem!


Não vale mesmo a pena. Peguem em várias ideias e adaptem ao vosso dia a dia, ao vosso gosto, ao vosso estado de espírito, ao vosso closet. Não usem só porque fulaninha tem igual - e fica-lhe tão bem que eu também quero! - ou porque é moda. Isso soa a falta de personalidade, precisamente o inverso que se procura quando usamos uma peça mais tchana. Usem só porque gostam, porque se sentem felizes com a vossa escolha. Ok?


Mas não é por isso que devemos deixar de manter debaixo de olho umas inspirações, principalmente para aqueles dias em que achamos que não temos nada para vestir - toooooooda a gente passa por isso!


Cá vão algumas tendências e algumas inspirações que me andam a encher a vista:



Vestido fluído com botas estilo militar
Uma tendência que vou/estou a usar assumidamente. E quanto mais feminino e fluido for o vestido, melhor, maior é o contraste. Adoro contrastes assim!



Padrão escocês
Mais do que o padrão escocês em vários casacos (e só casacos!) é o estilo hiper masculino que me atrai, sempre com um ou dois toques de pinta feminina, claro.



Oversize
O oversize é a minha imagem de marca no inverno. Tudo o que se assemelhar a um saco cama eu adoro. Casacos-casulos, envolventes, quentes, tão quentes que por baixo basta uma t-shirt.



Básico com um twist
Sabem aquelas peças que nós achamos que parecem super básicas mas quando olhamos bem tem ali qualquer coisa de irreverente, de original? Adoro. Uma camisa branca, para mim, tem que ser mais do que apenas uma camisa branca básica. Tem que haver um pormenorzinho, nem que seja eu a única pessoa a vê-lo. Esta saia, que de um lado parece uma saia básica preta e do outro uma cinzenta plissada, marchava fácil para o meu roupeiro.



Fun Shoes
As pessoas dizem que o inverno é uma chatice mas eu cá adoro. É também no inverno que gosto mais de comprar peças irreverentes, porque distraem do tempo, da chuva, do frio e da mancha preta e cinza a que nos habituamos a vestir. Eu sou a favor dos fun shoes! Já tenho os meus deste ano prontos para seguir caminho! Não temos que ter receio de arriscar peeps! A moda é diversão!



Ugly Sneakers
E a moda das ugly sneakers está a conquistar-me aos poucos mas, para já, ainda só vi um único modelo que eu comprava - porque são as que fazem o meu estilo e preenchem os requisitos que eu gosto numa sapatilha!



Tons claros
Um inverno só em preto e cinza é giro, mas também enjoa. Esta estação, tal como já fiz na anterior, vou apostar em tons mais claros e suaves - sim, calças brancas no inverno! - e vou continuar a adorar!


Saias de Vinil
Nunca pensei dizer isto mas ando de olho nas saias de vinil. Nunca experimentei nenhuma porque acho sempre que dão um ar rasca, de plástico e porque não tenho a constituição física mais favorável para este material... Bom, mas já tive surpresas antes, por isso, quem sabe? Mais uma vez, para usar uma peça destas é necessário confiança e atitude, que só se ganha se estiverem mesmo a sentir a peça e não porque viram noutra pessoa e adoraram.


E vocês, quais são as vossas inspirações?



segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Fim de semana



Os fins-de-semana são sempre bons, não é? Este, apesar de não ter tido nenhum programa espetacular, foi igualmente bom. Consegui descansar, consegui passear... Enfim! 


Consegui ir às compras e comprei coisas - wooow! Um vestido que era uma antiga paixão, que andei uns 2 meses a namorá-lo online mas que nunca o tinha visto ou experimentado. Veio comigo, sem hesitações. No dia seguinte encontrei os botins que eu sempre quis a um preço absurdo. Não são para todos os gostos nem consensuais, mas eu adoro e é o que importa. São super divertidos! ;)


Nestes dois dias de descanso consegui terminar a série que tinha começado durante a semana e guardei o último episódio para sábado. Vou falar sobre essa série esta semana aqui no blog. Também decidi que vou rever todos os filmes do Harry Potter. Um por dia, só para animar a alma e relembrar uma ou outra coisinha sobre a magia que existe mesmo e sobre o mundo maravilhoso da imaginação e dos sonhos.


Também passeei muito e descansei. Deixei-me ficar no sofá a rever a Liga da Justiça, escrever para o blog e estar na ronha com a minha Princesa. No domingo à noite, já sabem o que fiz... Fiquei coladinha à TV a ver Pesadelo na Cozinha ;)


Que venha de lá essa semana!



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Fórmula

Já sabem que eu lido mal com as estações transitórias. Até porque agora isso já nem existe. Há um dia em que está um frio de rachar e já apetece ir buscar o sobretudo e a caxemira e no dia seguinte abre o sol e está calor suficiente para andar na rua só de blusinha e sandálias. Esta esquizofrenia dá cabo de mim. Nunca sei o que vestir e mesmo quando decido acho sempre que me vou arrepender - quem nunca?


Aquilo que me apetece mesmo, mesmo, mesmo vestir neste momento é uma fórmula simples:


Vestido largo, fluido, de manga comprida e estampado + botins + casaco


Assim sem meias nem nada. Um vestido giraço e uns botins todo-o-terreno para aguentar o dia a dia a correr de um lado para o outro. Com o vestido a esvoaçar. Uns óculos de sol e não precisamos de mais nada, certo? para sermos as mais cool do pedaço.


E quem diria que ia acabar por gostar de um vestido todo em estampado pele de cobra? Mas a verdade é que estou muito fã deste modelo e o estampado já não me aborrece.


Blusão, Vestido e Botins Zara | Carteira Uterque

Blusão, Vestido e Botins Zara | Carteira Mango

Impermeável H&M | Vestido Zara | Botins e Carteira Mango

Jaqueta Mango | Vestido e Carteira Zara | Botins Uterque


Apetece-me muito isto e apetece-me usar a mesma fórmula para dias especiais, sendo que só mudava a carteira para uma clutch, punha uns brincos todos pipis e em alguns casos, uns botins mais de festa ;)


E vocês o que acham?
Qual é a vossa melhor fórmula para esta estação?



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Go Green!



No outro dia estava no Instagram a ver os stories de uma pessoa que eu gosto muito - a Filipa Gomes do 24 Kitchen, conhecem? - e ela estava a questionar as pessoas sobre reciclagem. Ela dizia que já fazia a separação há imensos anos mas que ainda tinha dúvidas em relação a muitos materiais. Perguntava se os cotonetes iam para o indiferenciado ou para o ecoponto amarelo e se deitasse plástico gorduroso, como latas de atum, se contaminava o restante material.


Muitas pessoas colocam-me estas e muitas outras perguntas sobre a separação - porque sabem que trabalho na área - e tenho vindo a perceber que há, de facto, alguma falta de informação sobre o assunto. Sim, as pessoas já sabem que devem fazer a separação, mas ainda não sabem bem como o devem fazer e todos os dias surgem dúvidas novas.


Por isso, acho que faz todo o sentido este post


Primeiro porque eu tenho algumas respostas, não porque sou uma expert, mas porque trabalho numa empresa ambiental - quem diria, né? - e obrigatoriamente tenho alguns conhecimentos sobre o tema. Em segundo, porque apesar da Sociedade Ponto Verde fazer um ótimo trabalho de comunicação, parece-me que não chega bem a toda a gente e, por fim, em terceiro lugar porque há dúvidas. E enquanto que existirem dúvidas, vale a pena informar.


E afinal, criei o separador "Mundo" para escrever sobre outras coisas que não roupas, comer e beber, ó trrimtimtim passear na rua, certo? Ter um blog é também ter a responsabilidade de dizer coisas úteis e importantes para a sociedade.




Por isso, cá vamos nós.


O lixo indiferenciado
é todo aquele lixo que não pode ser reciclado, como por exemplo, os cotonetes da Filipa - por isso é que são um problema!


O lixo orgânico
são restos de comida, de podas, etc., que podem dar origem ao chamado estrume. É uma matéria extremamente importante visto que é uma substituta biológica dos herbicidas. Por isso, se têm uma hortinha, uns vasos ou qualquer outro exemplo, podem e devem aproveitar o que a natureza vos dá! Pesquisem no Youtube como construir um compostor, ou comprem um e go greener!


Para os ecopontos
vai o que pode ser reciclado. Mas nem tudo o que pode ser reciclado vai para o ecoponto. Eu explico: numa recolha de resíduos normal, os camiões não têm condições para carregar materiais volumosos. É preciso que haja bom senso.


Todos os resíduos volumosos
(móveis, eletrodomésticos, materiais demasiado grandes para serem recolhidos no circuito normal de recolha, resultados de podas, cortes de relva, etc.) é considerado lixo grosso ou "monstros". Sobre isto, devem procurar junto da vossa junta de freguesia ou município o procedimento adequado. Na minha zona temos que ligar e agendar uma recolha e apenas nesse dia, a essa hora, é que podemos colocar estes resíduos na via pública. Sempre na via pública!



No ecoponto amarelo
Só entram embalagens de plástico ou metal. Leiam de novo: EM-BA-LA-GENS. Tudo o que não for em-ba-la-gem não pode ser reciclado ou não pode ir para o ecoponto. Acho que é aqui que muita gente falha, mas é fácil. Perguntem-se "Isto é uma embalagem? É plástico ou metal?" e se a resposta for "sim", então depositem no ecoponto. Se for "não", então devem procurar o destino correto. Então e uma bacia de plástico pode ir para o ecoponto amarelo? É uma "embalagem", é reciclável mas não pode ir para o ecoponto devido às suas características (constituição e dimensões). Estes materiais com dimensões maiores devem ser encaminhados diretamente para o ecocentro mais próximo, onde encontrarão a zona dos "plásticos duros" ou outra terminologia semelhante.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Amarelo
Embalagens de leite, covetes de esferovite, embalagens de detergentes, de champô, garrafas de plástico, latas de salsichas, atum, feijões, sacos de compras de plástico, embalagem de pasta dos dentes, caricas, cabides de metal, sacos de batatas fritas, copos de iogurtes...


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Amarelo
Bacias, ferramentas, baldes, canetas, brinquedos, talheres ou tudo o que seja papel/cartão/vidro ou lixo orgânico.




No ecoponto azul
Aqui é mais fácil: quase tudo o que é papel ou cartão pode entrar. Não precisa de ser embalagem. O que não pode acontecer é o papel ter gordura, porque isso inviabiliza imediatamente o processo da reciclagem.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Azul
Revistas, talões, jornais, papéis vários, caixas de cartão desmontadas, papel de embrulho, envelopes, cartão de ovos, etc.


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Azul
Papel autocolante, toalhitas, papel higiénico, guardanapos de papel, caixa de pizza com gordura, ou tudo o que seja vidro/embalagens de plástico e metal ou lixo orgânico.




No ecoponto verde
Aqui também não é difícil: tudo o que é embalagem (frasco ou garrafa) de vidro, deve de ir para o vidrão. Mas atenção, nem tudo o que é vidro pode ir porque a constituição é diferente.


Exemplos de materiais que DEVEM ir para o Verde
Garrafas de vidro, de azeite, frascos de perfume, de doces, boiões (sem tampa), etc.


Exemplos de materiais que NÃO DEVEM ir para o Verde
Copos de vidro, loiça, porcelana, cristal, lâmpadas, jarras, espelhos, ou tudo o que seja papel/cartão/embalagens de metal ou plástico, ou lixo orgânico.




Perguntas & Respostas


É preciso lavar as embalagens?
Não. Há pouco tempo desenvolveu-se metodologias que permitem aproveitar da mesma forma os materiais mesmo quando estes se encontram gordurosos. Não é necessário lavar os frascos, as latas ou qualquer outro material pois este não danifica a matéria prima. Porém, se preferirem, no fim de lavar a loiça podem aproveitar a água para passar determinados materiais apenas para evitar cheiros desagradáveis no ecoponto (copos de iogurte, latas de atum, etc.).


E os envelopes que têm papel e a janela em plástico, para onde deito?
No papel. Perguntem sempre: qual é o material em maior abundância? É nesse que devem colocar. O mesmo acontece com folhas de papel agrafadas: não é necessário tirar o agrafo para colocar no papelão.


O que raio é isso dos 3 R's afinal?
Ouve-se falar tanto da política dos 3 Rs mas poucas vezes explicamos exatamente o que significa. Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Por esta ordem. E como podemos ver, "reciclar" vem no final, o que indica que é o último destino que devemos de dar ao nosso material. Mas vamos fazer um exercício: eu tenho um lata de salsichas e antes de a deitar no ecoponto amarelo devo questionar-me:

1) Podia ter reduzido este resíduo?
É mesmo importante começarmos a questionar-nos sobre isto: Preciso mesmo de 3 sacos de plástico quando vou às compras? A palhinha é mesmo necessária no meu sumo? Será que não era mais ecológico optar por e-tickets em todos os concertos, festivais e espetáculos que vou? São pequeninos passos que vão fazer toda a diferença. O melhor resíduo é aquele que não se faz!

2) Posso reutilizar a minha lata?
Depois de termos o resíduo na mão não há nada a fazer a não ser questionarmo-nos se o podemos reutilizar: fazer um porta-canetas, uma jarra para flores, um apoio para as colheres de pau na cozinha, um brinquedo para crianças...

3) Para que ecoponto devo encaminhar a minha lata?
Só mesmo no final de todas as opções é que devemos optar por deitar fora o resíduo. E aí sim, dar-lhe o destino correto: o ecoponto amarelo. Mas, como vêem, a reciclagem é a última opção!




Há tanto ainda por discutir, tantas dúvidas que vão surgindo e tanto por fazer. Mas ainda bem que começamos por algum lado. Mandem as vossas dúvidas! Digam-me se este post foi importante/interessante e se gostavam que eu continuasse.


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