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segunda-feira, 17 de abril de 2017

fim de semana

O fim de semana prolongado soube-me tão, mas tão bem... Consegui descansar imenso (já devia algumas horas à cama), consegui fazer tudo aquilo que queria, passeei, diverti-me, enfim, correu tudo bem.

Sexta-feira começou já um pouquinho depois das 10h30. Estava programado que ia comprar os presentes para entregar aos padrinhos. Assim foi. Também já tinha uma ideia do que queria encontrar e, por isso, não perdi tempo nenhum nessa tarefa. Depois fui passear, ver coisas bonitas... Quando regressei a casa, aproveitei para trabalhar um bocado e planear a minha semana. Depois acabei por adormecer a ver House of Cards... Uma pena. Ao jantar fomos para perto do mar - que é preciso, de vez em quando, apanhar esses ares maravilhosos.

No sábado o dia começou um nadinha mais cedo. Depois de arrumar tudo, de um banho bom e de ter comido a minha sopinha, segui para a casa dos padrinhos: primeiro os do meu irmão, a seguir, a minha madrinha. Entregamos os presentes, demos duas de treta e voltamos para casa. Voltei a agarrar-me ao computador para voltar a trabalhar mais um bocadinho. Depois do jantar fui dar uma volta a um shopping. Queria ir à Primark (já não me lembrava da última vez que tinha lá entrado, mas certamente que antes do Natal) e a mais meia dúzia de lojas. Assim foi. Voltei para casa sem nenhum saco nas mãos e com o coração partido. AQUELE macacão, o macacão dos meus sonhos, é terrível. É desconfortável, custa muito a vestir e a despir e não veste bem no geral... Um desgosto...

Já o domingo foi bem mais pacífico. Primeiro um almoço bom e bonito, em família. Depois fui trabalhar num dois em um. Trabalhei para o blog e para outros projetos que tenho em mãos, e trabalhei para o bronze. Nada melhor do que isso: trabalhar no que gostamos, apanhar um bocadinho de sol, no sossego do nosso jardim e ouvir o novo álbum do Kendrick Lamar no Spotify. Depois do sol fugir, fui tomar conta de mim e preparar-me para a maratona televisiva que se aproximava (o domingo está cada vez melhor): Pesadelos na Cozinha - já não perco um episódio! - e o filme do Homem Aranha no AXN.

Esta vai ser uma semana bonita...
Estou a sentir ;)


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segunda-feira, 13 de março de 2017

fim de semana

Um fim de semana preenchido, sem dúvida. Sábado acordei cedo - como já é meu hábito - e tomei o pequeno almoço no sofá a rever A Princesa e o Sapo na SIC. O descanso foi curto. Pouco tempo depois já estava pronta para ir para a rua. Pronta que é como quem diz: sapatilhas, calças largas, quase de fato de treino, casaco tipo kimono e zero maquilhagem. Lá fui em busca do presente ideal para a minha madrinha que fazia anos. Não foi nada difícil. Já sabia mais ou menos o que lhe queria dar e já tinha escolhido o roteiro de lojas. Acertei à primeira. Depois de dar uma voltinha pela cidade, voltei para casa e fiz um almoço mais ou menos do bem que partilhei com o meu irmão.

De tarde tinha uma nova missão para cumprir: comprar umas sapatilhas. Parti à descoberta e voltei com dois pares que me parece que serão os meus melhores amigos nos próximos meses. Não dava para voltar muito tarde que tínhamos jantar de família marcado para cantar os parabéns à minha madrinha. Voltei para casa, tomei um banho bom, arranjei-me... e desta vez pus maquilhagem! Decidi o que ia vestir 10 minutos antes de sair de casa. Escolhi um vestido super simples (o do Look 4), que tinha comprado há algum tempo e ainda não tinha usado, com os meus sapatos nude que adoro e que nunca tenho muitas oportunidades de os calçar. E pouco mais. Depois foi seguir para o restaurante, estar com a família, comer e beber bem e voltar para casa.

Domingo voltei a acordar cedo. Mas desta vez foi dia de detox. Almoçamos tarde, um peixinho grelhado e papaia de sobremesa. Depois das arrumações muito rápidas e superficiais, virei-me para o trabalho, que o relatório de estágio e os posts deste blog não se escrevem sozinhos, não é? Já passava das 20h quando descolei o rabo da secretária para ir preparar o dunch (acabei de inventar) que é como quem diz meio-lanche-meio-jantar de domingo à noite. É muito tradicional nesta casa.

Depois foi preparar as coisas para a segunda-feira que se aproxima e esta semana vai ser violenta. O evento que ando a preparar vai ser já no sábado e ainda há muito para fazer... Se esta semana não me virem por cá, não me levem a mal. Provavelmente estou a dar tudo no trabalho. Como eu gosto ;)


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017

O ano começou tranquilo. Tranquilo dentro da azáfama normal da preparação do jantar e almoço da Passagem de Ano.

Sexta à noite e sábado de manhã foi para a doçaria. Aventurei-me no bolo que vêm na imagem - de baunilha com recheio de ananás natural, cobertura e Maltesers - e não calhou nada mal, segundo os provadores. O sábado à tarde foi para pôr a mesa - em branco e dourado - fazer niquices aqui e ali. Os convidados entretanto chegaram. A noite foi boa, quentinha, com boa comida. À meia noite a garrafa de champanhe serviu os copos, brindamos e comemos as passas. Sem desejos, só agradecimentos por tudo aquilo que tenho recebido. Costumo dizer que sou uma lucky bastard e é bem verdade.

Já estava quase pronta mas fui dar uns toquezinhos. Escolhi um vestido preto básico, um casaco quente de caxemira e um sobretudo super quentinho e com gola. As botas são as que vêm na imagem. Pus um batom forte, peguei na clutch básica metalizada que vai com tudo, pus à tiracolo, meti-me no carro e enfiei-me no trânsito da cidade. 1h depois de ter saído de casa - finalmente - encontrei-me com o grupo e passamos um bom bocado a dançar. O problema maior foi o frio de rachar. -1º marcava o termómetro do meu carro quando voltei para casa já às 4 da manhã.

No dia seguinte acordei às 10h para preparar tudo para mais uma rodada. O primeiro almoço do ano correu muito bem, feliz, rodeada dos meus.

2017 já me deu duas boas notícias: 
1) Uma pessoa muito querida para mim conseguiu um emprego na área que gosta e eu não podia estar mais feliz por ela. Merece tudo de bom e merece que este ano seja O ano!
2) O meu Edzinho - coisa boa de sua fã - vai regressar com nova música no dia a seguir aos meus anos, qual presente perfeito!

Isto agora é sempre a somar.

Venha de lá este 2017!


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

quanto tempo tem o tempo

Decidimos em cima da hora ir para a Serra este fim de semana. Quitei-me com o que de mais quente tinha no roupeiro e foi a melhor decisão que tomei. O ar era tão frio que mesmo ao sol sentia a pontinha do nariz a gelar - não sentia o resto porque estava tudo devidamente coberto.

Foi um fim de semana desligada de tudo - sem internet, sem telemóveis (a não ser para tirar fotos), sem TV, sem jornais ou rádio, sem relógio... - só nós, a serra, a lareira, comida e conversa. E a paisagem de cortar a respiração de tão perfeita.

Depois do almoço fomos conhecer As Capuchinhas. São uma cooperativa constituída por 4 senhoras que trabalham o borel e o linho como ninguém. Têm peças artesanais lindas de morrer e a dona Ester, com paciência de santa, lá nos explicou todo o processo, desde a tecelagem até ao produto final. Fiquei encantada! Há peças que demoram uma semana a ficarem concluídas e já exportam até para o Japão!!!

Voltamos para a lareira não sem antes passarmos por cabras e pastores e cães de guarda, sem fazer amizade com um deles e sem andarmos a carregar lenha - faz tudo parte desta vida. A televisão que servia de barulho de fundo acabou por ser desligada. A conversa fluia naturalmente e não havia espaço para o silêncio. Durante a tarde fomos sempre petiscando, bebendo e metendo lenha na lareira. Ao jantar juntámo-nos a pessoas que não conhecíamos numa mesa comprida. A conversa foi tão boa que nem demos pelo tempo passar. Depois do cafézinho, do Porto (ou Limoncello para mim), vieram os Fados cantados e tocados ali mesmo à mesa. No fim, já cansadíssima, fui para o quarto. Achei eu que de madrugada. Quando olhei para o relógio era meia noite... Ali o tempo corria mais devagar, havia tempo para ter tempo. Era uma dimensão diferente... Fiquei encantada.

No dia seguinte deixámo-nos acordar naturalmente. Às 7h acordei mas deixei-me estar no quentinho dos lençóis no meio daquele quarto rústico. Às 10 horas levantei-me devagar, voltei a vestir camadas de roupa e saí para o pequeno almoço. Infelizmente tínhamos que voltar logo a seguir mas acabamos por sair às 13 horas. Prometemos voltar.
Era exatamente disto que eu estava a precisar!


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

paraíso a sul

Não estava a contar ir. Marcamos nas vésperas, fizemos as malas e fomos.
Já cá tinha estado mas nunca nesta zona da cidade. Aqui era o ponto em que terminávamos os nossos passeios e voltávamos para trás.

Quando chegámos achámos que nos tínhamos enganado. Tudo era dez vezes melhor do que nas fotos e nas descrições dos emails. Ficamos apaixonados logo ali. A melhor piscina de sempre (de água salgada!), a dois minutos a pé da praia, no melhor sítio da cidade. Tínhamos tudo à mão: diversões noturnas e até durante o dia na praia (aulas de zumba, yoga, fitness...), tínhamos ginásio e espaços infinitos para grandes caminhadas, restaurantes, bares, lojas e padarias e, ao mesmo tempo, a maior tranquilidade do mundo... Um silêncio perfeito.

Ficamos tão apaixonados que pela primeira vez dissemos que até ficávamos mais uns dias por lá.

Mudamos completamente as nossas rotinas de férias. Acordávamos todos os dias às 8h30 da manhã, à exceção dos dias que ia correr às 8h (antes de começar a tostar) até ao farol e voltava. Vestia o biquini, tomava o pequeno almoço e ia para a piscina toda a manhã. Às 9h já estava ao sol.
Depois do almoço, descansávamos, líamos, enfim, cada um fazia o que queria e depois praia até ao pôr do sol. Nunca ia para casa sem antes dar outro mergulho na piscina, até às 20h ou mais tarde.
Tive a piscina só para mim muitas, muitas vezes (principalmente às 9h da manhã).

Corri todos os dias. Todos! Uns dias de manhã bem cedo, outros às 8h da noite, onde a brisa sabia tão bem. E a vista é tão bonita que mal me custava.

Comi pizza e ravioli mas também comi robalo e dourada. Comi muita fruta e bebi muita água. Cedi à Coca Cola em duas refeições. Usei protetor solar fator 50 umas três vezes ao dia em todo o corpo e hidratei-o com creme todos os dias depois do banho.
Não usei uma ponta de maquilhagem nem roupas elegantes. Tudo fluido e tudo muito descontraído, como eu gosto.
Levei mais biquinis e roupas de treino do que o resto. Dividi uma mala média com o meu irmão e ainda sobrou espaço.

Poucas foram as vezes que adormecia depois da meia noite e meia. Descansei completamente, reajustei o meu sono e o meu corpo agradeceu. Carreguei o meu telemóvel apenas 2 vezes (e só o fiz porque ouvia música todo o dia com os phones). 

Foras as melhores férias desde que me lembro. Exatamente como eu queria: acordar e deitar-me cedo, comer bem, exercitar, aproveitar o dia ao máximo e descansar, descansar, descansar.

É um paraíso que eu quero voltar.


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domingo, 24 de julho de 2016

amor

Voltei.

Com alguma pena, confesso. É sempre difícil deixar um pequeno paraíso privado para trás, não é?

Mas voltei de coração cheio, de mente vazia, cheia de energia e com um bronze aceitável.
Vi coisas novas, fiz coisas novas, descansei, recalibrei-me, respirei fundo, mergulhei, meti-me em cima de uma prancha e corri para as ondas, sequei o biquini ao sol, não sacudi a areia dos pés, não pus uma ponta de maquilhagem durante essa semana inteira, perdi quase sempre a jogar UNO mas era muito boa na mímica, quebrei a minha "dieta" todos os dias, comi arroz e batatas mas também comi dourada grelhada e muita salada, comi crepes com morangos e nutella... duas vezes..., acordei cedo, tomei o pequeno almoço todos os dias, apanhei sol no jardim, na praia e na piscina, não cheguei a estrear o meu fato de banho, usei apenas 4 peças de roupa sem ser de praia, o meu cabelo secou sempre ao natural, jantamos às 11h da noite e às 7h30 também, apanhei sustos desgraçados que me deram caibras na perna, vimos um filme de 1996 e relembramos a nossa infância, comi mamão na praia, aprendi a montar uma tenda de campismo, fomos ao miradouro mais assustador de sempre à meia noite procurar Pokémons (não havia nenhum, não vale a pena o esforço), bebi demais por causa dos jogos de beber, dormi pouco para aproveitar todos os raios de sol, joguei vólei na água, demos a volta a situações que nos podiam ter estragado as férias mas nós não deixamos e brincamos com a situação (as necessidades aguçam o engenho, não é?), ouvimos música quase todo o dia, em qualquer lado...

Enfim, fiz tanta coisa e tão pouco ao mesmo tempo...

Mas aconteceu-me uma coisa curiosa...
Há um mês, mais ou menos, comprei um fio numa feira medieval na minha cidade. Era uma pedra em forma de cristal azul turquesa (que, como já devem saber, é a minha cor favorita). Num dia, ao chegar da praia, apercebi-me que a pedra já não estava no meu pescoço. Fiquei tristíssima. Procurei no jipe, procurei no caminho que percorri em casa e nada... Quando estava a tirar o biquini para tomar banho ouço a peça a cair. Estava preso nas costas (esquisito!) e ainda mais esquisito é que estava partida a meio. Foi muito estranho porque eu ainda não consegui perceber como é que foi possível aquilo ter acontecido se eu estava com um biquini cai-cai! Recolhi as duas partes e guardei-as.
Uns dias depois fomos à feira medieval que estava a acontecer na cidade (coisa bonita!) e lá fui eu procurar fios giros (é a minha panca, não consigo evitar!). Encontrei um muuuuuuito parecido com o meu falecido, mas ao mesmo tempo apaixonei-me por outro fio, com uma pedra cor de rosa claro, lindo... Um amigo que gostava muito do meu fio queria comprar um igual, mas de outra cor, para a namorada e eu estava a contar-lhe o que tinha acontecido ao meu. O vendedor ouviu a minha história e perguntou-me se a peça se tinha partido a meio. Eu disse-lhe que sim, que tinha sido estranhíssimo.
Ele: "Sabe o que significa essa pedra?" disse-lhe que não, que a tinha comprado apenas porque gostei muito da cor. "Ela atrai toda a energia negativa à sua volta. Foi por isso que partiu a meio, porque havia demasiada energia e ela conseguiu sugá-la toda". Fiquei de boca aberta a olhar para o senhor, meio assustada, meio maravilhada - eu tenho uma mente aberta e eu acredito nessas coisas das energias. "Acho que a menina já não precisa dessa pedra. Pode ser que precise mais da que tem na mão." perguntei-lhe o que atraia aquela pedra cor de rosa, tão bonita. "Amor." disse-me.

E foi assim que lhe entreguei uma nota sem pestanejar.
O meu amor está agora no meu pescoço e só sai quando ele achar que já tenho amor suficiente, que já transborda.

O meu amigo comprou a mesma pedra (com o mesmo significado) mas com o formato de cristal para a namorada e outra amiga comprou um fio igual ao meu.

Somos um grupo cheio de amor, disso não tenho dúvida.

Um beijinho para o senhor simpático que perdeu imenso tempo a responder às minhas perguntas e à sua cadela linda, a Maia, que era muito simpática.

Voltei à realidade, voltei a ter wi fi, voltei a ligar o computador (adiei o máximo possível, juro)... Mas o meu estado de espírito ainda está naquele sítio, onde vi o sol nascer entre confissões e caipirinhas, onde vimos o pôr do sol na praia, no jardim, enquanto que os meninos tratavam do churrasco e nós da salada e do feijão preto, viradas para a janela com vista para o mar e para Espanha e onde me fartei de comer melancia fresquinha. O meu mood ainda é roupa fácil, fluída, havaianas, cabelos despenteados, zero maquilhagem, sangria e cheirinho a protetor solar.



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segunda-feira, 20 de junho de 2016

#osmeujamigoxãomelhorescósteus

Eu sei que ando meio desligada. Não desligada do mundo ou do pc - quem me dera que assim fosse. A verdade é que a semana passada foi dura mas foi a última no que toca a trabalhos urgentes e super importantes. Ainda não estou de férias mas já posso respirar um bocadinho.

Se me sinto bem neste modo pressão e com mil coisas para fazer ao mesmo tempo, também sinto que há sempre qualquer coisa que falha no processo. E normalmente falho com quem mais gosto. Esta semana tive que ouvir algumas coisas que me deixaram a pensar - e que eu agradeço MESMO muito por me dizerem isso na cara, sem me cobrarem nada, por levarem na brincadeira. São as maiores! Uma amiga ligou-me e eu estava a meio de um trabalho super importante e disse-lhe que não podia falar mais, que depois lhe ligava. Isso não aconteceu. Outra amiga mandou-me uma sms com uma informação que eu lhe tinha pedido e eu não agradeci. E ainda outra amiga me mandou uma mensagem a dizer que precisava da minha ajuda e eu li e esqueci-me de responder. Que tipo de amiga que eu sou, não é verdade? Tenho essa mania de pôr o trabalho à frente de tudo. Dos amigos, da família, da saúde... São coisas a melhorar no futuro.

Nenhuma destas situações foi realmente grave, felizmente, mas podia ser e eu ia estar demasiado ocupada para sequer reparar nelas. Por isso, tenho como objetivo melhorar esse defeito em mim. Desligar-me do trabalho, das responsabilidades académicas, deixar-estar-que-amanhã-ainda-é-dia e aproveitar mais e melhor os meus amigos.

Em contrapartida, arranjei mais tempo (principalmente agora com as quase-férias) para estarmos juntas pelo menos duas vezes à semana. Está bem que é para correr, mas sabe-me TÃO bem que nem imaginam. Este meu grupo é mesmo especial e nem sequer vou fazer o esforço de tentar explicar isso porque não dá. Somos amigos há 23 anos, que mais se pode dizer?

Ora que querendo "redimir-me" perante o meu grupo, o jogo da seleção foi a desculpa perfeita - como se precisássemos disso. Juntámo-nos todos, organizámo-nos (ou melhor, a Bia organizou tudo, uma verdadeira gestora de equipas!) e lá fizemos uma churrascada de apoio à seleção. Foi ótimo. Mesmo aquilo que eu precisava. A seleção é que não esteve à altura mas também não me apetece falar disso.
Comemos tanto, mas tanto que nem houve quase barriga para a sobremesa. Não, a sério, começamos a comer às 7h da tarde e acabamos à meia noite. E estava tudo tão bom... E a sangria? Boa demais!
No final fomos até ao centro da cidade porque estava a haver uma festa.
No domingo foi o dia todo a água (litradas de água) e fruta para desintoxicar o organismo da quantidade de comida (e calorias) que meti no bandulho.

Esta semana vou ter que lhe dar no duro. Corridas e ginásio, vale tudo!

Só sei uma coisa: é para repetir!

Tenho o melhor grupo de sempre.


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domingo, 22 de maio de 2016

eu, vegetariana

Para o picnic de ontem que vos falei fiz estes petiscos que partilhei no Instagram. Claro que levei uma refeição completamente diferente do resto da minha família, mas não me pareceu necessário mudar os meus hábitos alimentares se podia fazer eu própria aquilo que estou acostumada a comer em casa - mas de uma forma diferente.
Claro que não tive muitos candidatos a querer experimentar a minha refeição (à exceção de uns muffins que foram um lambisco e que eu comi um pequenito no final do dia para saber se estavam realmente bons). Só o meu priminho que partilha comigo estas "coisas das comidas saudáveis" é que foi petiscar e elogiou-me com um "Tu só fazes comidas fixes! Deixa-me repetir o húmus."

Acho que muitas vezes as pessoas acham que comer bem dá trabalho, é muito caro, não sacia, enfim, só desvantagens. E isso não é verdade. Os meus pais demoraram mais tempo a fazer o resto da comida deles do que eu sozinha a fazer tudo isto (e mais os muffins que foram "encomendados" por um tio que é muito fã).

Nestas fotos, a coisa mais calórica é mesmo a massa folhada. Tudo o resto tem zero adições de açúcar (sim, incluindo a limonada - o que fez com que ninguém tocasse nela sequer) e zero carne/peixe, ou seja, uma refeição completamente vegetariana.

Tenho que expressar a minha preferência pelo meu húmus. Eu levei para comer com tortilhas mas como sobrou um bocado, hoje ao almoço cozi espaguete integral e usei-o como uma espécie de pesto. Estava delicioso! Há tanta coisa boa que se pode fazer com esta receita...

Se estiverem interessados nas receitas, é só avisar! Partilho com todo o gosto.
Prometo que vão gostar e que nenhuma delas demora mais de meia hora a fazer (a tarte é a que demora mais porque vai ao forno). 


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sexta-feira, 13 de maio de 2016

stay wild

A felicidade de estar com as minhas. De voltarmos a festejar juntas como se a última vez que o tivéssemos feito fosse há uma semana atrás. Gosto deste tipo de liberdade. De ir sem dar justificações, de fazer sem preocupações, de gargalhar sem filtros, de encher o copo só mais uma vez porque sim. De não ter horas, nem obrigações, de fazer o que me apetece, de usar as botas todo-o-terreno (feias, mas eficazes nestes pisos atribulados - ou será noites atribuladas?) e impermeável à cintura.
Os santinhos devem ter gostado muito de nós, devem ter achado que nós somos demais porque desde que saímos de casa até à hora que chegamos (e chegamos muuuuuuuuito tempo depois) não caiu uma gota do céu. E julgando pelo dilúvio que aconteceu todo o dia, creio que tenha sido um milagre.
Foi tudo espetacular. As conversas, os risos, os copos cheios, as músicas, as pessoas que fomos conhecendo ou reencontrando, as estórias, os encontrões e até os imbecis que se vão fazendo ao piso e vão recambiados por onde vieram. Tudo faz parte e nada me aborrece. É assim que eu gosto de estar: solta, livre e sem preocupações. E ainda me perguntam porque é que gosto tanto de ser solteira... Se eles ao menos soubessem... ;)

Três horas depois de me ter deitado em conchinha com a minha Rita levantámo-nos para almoçar e ir trabalhar. Porque podemos gostar muito da ramboiada geral, mas somos miúdas responsáveis e adoramos o que fazemos. Nem todos têm esta sorte!


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

[Passagem de Ano]

Mas agora fora todas estes queixumes que não trazem nada de bom a ninguém - o trabalho tem que ser feito, quer me lamente muito ou nada, não é verdade? - a minha passagem de ano foi espetacular. Não podia ter acabado e começado melhor o ano.

Como já é tradição, mostro-vos pormenores da minha noite e do almoço do primeiro dia do ano. Quem me segue no Instagram não verá grandes novidades por aqui.

Este ano quis uma decoração mais simples, mais rústica mas simpática. Como eu me sinto. Mais simples, com menos, mas mais feliz e com brilho natural. Tive que abdicar da toalha dourada, mas em contrapartida acrescentei algo muito, muito, muito especial na minha mesa.

 Estes talheres são muito especiais. Eram da minha bisavó. Ou seja, já devem ter mais de 100 anos. São lindos e tão históricos como contemporâneos (juro, a Zara Home tem uns super parecidos!). Passaram para a minha avó e agora são meus. Acho que não há melhor altura para os usar do que na mesa da Passagem de Ano. E vocês, o que acham?

 E só para vos surpreender, eu fui a pasteleira responsável por este bolo de aspeto nada-mau-para-ter-sido-eu-a-fazer. Bolo de baunilha com chantilly, morangos e raspas de chocolate (quer em cima, quer no meio como recheio). Eu quando quero, esmero-me.

Quando estava na difícil tarefa de saltear cogumelos na cozinha, entra a minha S. a gravar um vídeo e tudo mais... Fez-me uma surpresa. Não podíamos acabar o ano sem nos encontrarmos. Nem que para isso ela tenha feito não sei quantos quilómetros só para ver a minha cara de parva por causa da surpresa. Caraças...

Depois não podia faltar o miminho à minha Princesa. Fiz questão de tirar a primeira foto do ano com ela logo a seguir à meia noite.

Depois da meia noite eu e mais duas amigas - as de sempre e para sempre - vestimos um casaco quentinho e fomos dançar até a música acabar. Começar o ano com estas minhas pessoas é especial e só pode querer dizer que vai ser um ano do caraças!

Por fim, no dia seguinte, havia uma mesa bonita para se pôr. Desta vez também abdiquei dos vermelhos, dourados e verdes e escolhi o Lavanda para nos trazer tranquilidade e muito amor em 2016. Estou a gozar, apenas gosto desta toalha e estou farta de pôr mesas em vermelho.

O ano começou de uma forma perfeita. Não mudaria nada. Não comecei com bling bling nem de saltos ou de vestidos sem costas... Comecei exatamente como eu sou agora - botas todo o terreno, cabelo apanhado e sorriso na cara. Cheia de amigos, pessoas especiais. Não posso querer mais.


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domingo, 29 de novembro de 2015

[Pinheiro 2015]

Hoje é o dia do Pinheiro. Já sabemos que há mais exageros, obviamente, mas vamos lá tentar que não seja como o do ano passado! Até porque amanhã não é domingo e há responsabilidades.

Vai ser uma noite fria mas bem aquecidinha pelos amigos, pelos bombos e pela sangria, pois claro. É noite de rojões e de festa até de madrugada. Adoro a minha cidade neste dia.

Entretanto, cá em casa, também já é Natal e também já temos Pinheiro. Ontem eu e o meu irmão tivemos esta importante missão. E rimo-nos tanto, mas tanto, houve tanto disparate que nem sei como é que no final conseguimos cumprir a tarefa.


Este ano, para não variar, fugimos ao típico dourado e vermelho. Temos um pinheiro com todas as cores que tínhamos disponíveis, em degradê, para dar um efeito giro. Vai do azul escuro ao prata. Não compramos absolutamente nada, aproveitamos tudo o que já tínhamos de anos anteriores e fizemos uma coisa diferente. Ainda assim, uma decoração simples mas divertida, tal como a minha família.

O Natal é isso mesmo :D

Bom Pinheiro a todos! Divirtam-se e deixem metade do juízo em casa.


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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

[Tibães]

Cada vez gosto mais da minha área. É perfeita, mesmo com todas as dificuldades (que são mais do que muitas). Eu não me importo e até agradeço. Quando algo é mais difícil a sensação de dever cumprido é muito mais recompensadora, não acham?

Mas o que mais gosto nisto tudo é que conhecemos tanta coisa nova. Tantas realidades, tantas mentalidades, tantas perspetivas que nós nem sequer tínhamos considerado... Enfim, é uma profissão onde temos constantemente que ser o outro. E o outro é tão diferente de nós. Aí é que está a beleza de tudo isto - e a grande dificuldade!

Ontem fui conhecer um sítio especial. Fiquei encantada e com muita vontade de fazer o meu melhor... Ou mais um bocadinho, se possível:



Não sou fotógrafa, não tenho máquina fotográfica (estas fotos foram tiradas com o meu telemóvel), não tenho jeito para isto e ainda por cima, já foi ao final do dia, a luz não era a ideal. E mesmo assim, o sítio é tão lindo que consegui estas fotos.

Sabiam que o Mosteiro de Tibães (Braga) é também um Museu - é, principalmente um museu - mas também tem hospedaria, restaurante entre muitas outras coisas? E  que fazem atividades interessantíssimas ao longo do ano?
E fazem preços fantásticos tendo em conta a experiência de viverem durante o tempo que vocês quiserem num mosteiro onde antes viviam monges da ordem de S. Bento?

Vá, vão lá pesquisar e depois digam-me se tenho ou não tenho razão!


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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

[Norte]

As minhas férias foram maravilhosas. Melhor era praticamente impossível. Muito sossego, muita calma, sem horas certas para fazer nada, comer bem, dormir bastante, ler ainda mais. Muito sol, muita praia, muita piscina e noites espetaculares.
O meu cantinho a sul nunca me desilude.

O telemóvel, tal como previ, saiu da consola uma vez e só porque tinha de ver as horas. As únicas fotos que tirei (três no total) foram à paisagem. 
Durante uma semana, nem acesso à internet tive - tinha, mas era na receção e nem me dei a esse trabalho - e foi o melhor que me aconteceu. Um verdadeiro detox. 
Televisão, era só para barulho de fundo porque, na verdade, tirando às vezes as notícias, nunca estávamos para aí virados.
A Vogue de setembro é que nem vê-la. Todos os dias ia aos dois maiores quiosques perguntar se já tinha vindo e a resposta era sempre a mesma "Amanhã já devemos de ter!". Nunca aconteceu.
O meu livro, quase com 900 páginas está praticamente despachado. Li mais de metade do dia.
Para mim, o paraíso. Sem ser preciso muito.

Este foi, basicamente, o resumo das minhas férias. Biquini, óculos de sol, chapéu e um bom livro, sem nunca esquecer aqueles detalhezinhos engraçados que dão pinta ao vestido mais básico que temos no armário.

Este ano as compras foram pouquíssimas.
Ou o meu olho está mais treinado ou as peças estão mais "foleiritas". Comprei apenas aquele saquinho todo oriental na foto de cima (muito parecido com um que já tenho), e estas três pulseirinhas (à exceção da primeira prateada que já a tenho há anos!) que adoro de paixão e que são toda a minha cara!

Esta era a vista da minha varanda. Último piso. Ao pôr do sol, sem filtro.
É ou não é um bom sítio para estar?

Foram umas férias simples, relaxadas, em família. Uma mala pequena. Três vestidos para sair à noite e meia dúzia de peças para usar com os biquinis durante o dia. Duas sandálias e um par de havaianas. Uma mochila e uma clutch (lá comprei esta pequena que adoro). Rímel (que usei uma vez!), dois batons e roupa interior. Muuuuitos biquinis e uma toalha de praia. Ainda assim, metade da roupa veio como foi: sem ser usada!

Descomplicar. Descomplicar. Descomplicar.

Pronto, as férias por este lado já acabaram e o blog vai voltar ao normal.
Ou talvez não, depende do que por aí vem!


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domingo, 26 de julho de 2015

[Felicidade]

Voltei (ooohhh)!
Na verdade cheguei na quinta à noitinha. Ficamos na praia até às 20h30. Não deu para ir embora mais cedo, estava tudo perfeito. O caminho era bem rápido, principalmente sem trânsito. Decidimos acabar em beleza e jantamos qualquer coisa todos juntos.
Não podia ter pedido férias mais perfeitas. O melhor sítio, a melhor companhia, as melhores "aventuras". Eram mais 15 dias do mesmo! Mas só na sexta feira é que me apercebi do sono que tinha. Dormi até ao meio dia e durante a tarde fui fazendo sestas. Estava mesmo cansada. Mas não podia ser de outra maneira! Deitávamo-nos quase sempre com a luz do dia lá ao longe e às 10h, mais tardar 11h já estávamos a pé, de biquinis vestidos prontos para o pequeno almoço e já com um pézinho na piscina! Não havia sestas nem descansos. Sempre em saltos para a água, a pregar partidas uns aos outros, a cozinhar em conjunto "Façam uma linha de montagem!!!", enfim. O livro que levei veio como foi. Era o que esperava e não me arrependo!
Com um final de dia como este era difícil de querer sair de lá, não acham?



Mas falo melhor sobre esses dias de férias quando tiver mais fotos comigo.

Ontem, depois de um dia de recuperação, fui para o Gerês. Claro que já lá tinha ido mas não neste contexto. Chegamos por volta do meio dia. Comemos uma sandes numa esplanada e de seguida fomos logo para as Cascatas. Medo. Muito medo! Se me mostrassem fotos do sítio e me dissessem que ia descer e subir por aqueles caminhos a pé eu diria que estavam mas é todos doidos! Nunca na vida iria conseguir fazer aquilo sem me esbardalhar ou falecer. Não aconteceu uma coisa nem outra e até percebi que tenho mais jeito para aquilo do que pensava.

As cascatas são lindíssimas. Não há nada mais puro nem mais natural do que aqueles sítios. É uma tranquilidade, uma paz que nos faz querer mudar de vida. Juro que sim! Fui de biquini, calções, camisa, havaianas e uma mochila com protetor solar (que fui pondo ao longo do dia!), uma camisola para o frio (que não aconteceu nem no final do dia!), óculos de sol (que quase nunca sairam da caixa) e carteira. Tirei o telemóvel para tirar meia dúzia de fotografias. Nem me lembrei dele. 

Depois dos caminhos atribulados quer a pé quer de jipe, lá fomos para a praia (fluvial). Eu que era uma nojenta de primeira, que não tocava em águas de rios nem afins, esbofeteei-me quando me deparei com a do Gerês. Deu-me uma vontade se saltar lá para dentro que nem imaginam - claro que o calor de 30 graus também deu um empurrão. E assim passamos uma horinha entre a água e o deck dos barcos, entre piadas e conversas entre pessoas que conheço desde sempre, pessoas que conheço há uma semana e pessoas que conheci no próprio dia.

Mas o melhor estava para vir. Cinco amigos e um barco no Gerês. Não há nada mais perfeito do que isso, garanto-vos. Passamos uma hora (ou mais) a passear, a parar no meio do rio e mergulhar, a conhecer aquilo que a pé, provavelmente não iríamos conhecer nunca. Fui mesmo feliz ali. Juro que se aquilo que senti ontem não foi felicidade, então, definitivamente eu não sei o que isso é.
Apercebi-me também que não precisamos de muito para ser feliz. Basta ter uma mente aberta, perder os medos (aqueles que nos impedem de fazer coisas) e ir. Deixar andar e desfrutar. Acima de tudo, aproveitar o momento.
Não há nada mais perfeito do que amigos, biquinis, um dia maravilhoso, descontração total, zero responsabilidades e ver a água a secar no nosso corpo, só com o calor do sol...
Fomos os últimos a sair da praia. Atracamos o barco e ainda ficamos uns bons 30 minutos por ali. Cheguei a casa já passava das 21h30. Nem tempo tive de tomar um duche para sair e jantar. Também não importa, estava tão feliz e tão descontraída que não havia olhares reprovadores que me incomodassem.

A irmã da Carolina disse que estávamos a ter uma vida de rico e que ia ser difícil voltar ao mundo real quando saíssemos do barco. A Carolina no final do dia, um pouco antes de atracarmos, disse uma coisa que eu não vou esquecer, ainda que o tenha dito mais para ela do que para nós: "Deus vai-nos dando oportunidades para sermos felizes, não é? Mesmo que sejam pequeninas coisas, ele vai dando...". Não acredito em Deus, mas nesse momento, concordei com ela. Mesmo que não lhe tenha respondido.

Foi, mais uma vez, um dia perfeito que espero repetir!



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sábado, 18 de julho de 2015

[Malas para que te quero]

Pois é, meus amigos, vou de férias! É menos que uma semaninha mas vai saber-me pela vida! Amigos, praia, piscina, petiscos, saídas... Enfim, tudo aquilo que gostamos e que desejamos numas férias, não é verdade?
E nós todos estamos a precisar e MERECEMOS MUITO uns dias afastados das rotinas.

Mas não vim aqui só esfregar-vos na carinha que me vou pôr no bem bom. Não! Era lá eu capaz de uma coisa dessas (hahahaha claro que era!).
Se há coisa que mais me enerva fazer é a mala. Detesto. Principalmente se tenho limite. É uma chatice escolher, e pensar o que vou vestir em 2034 para não levar peças desnecessárias.
Mas há sempre solução. Este ano estou mesmo numa de descomplicar, descomplicar, descomplicar. Juro que sim. Fiz a mala mais "inteligente", pensada e vazia de sempre. E acho que levo tudo aquilo que preciso.

O segredo é pensar nos dias que vamos estar de férias, no ambiente (praia? campo? cidade? é para sair muito à noite ou basta levar vestidos descontraídos?) e no espaço que podemos ocupar. Eu, como vou com mais 6 pessoas em dois carros, não tenho muito espaço para a minha mala. E depois de termos a roupa espalhada em cima da cama, o ideal é tirar meia dúzia de peças. Não é assim tão difícil, juro. Também optei por levar só vestidos. Não tenho calças nem calções, nem blusas nem t-shirts. Um vestido ocupa menos espaço que uns calções e uma t-shirt, certo? Então apostem nisso! Depois é só levar coisas que combinem umas com as outras. Fácil.

Já fiz aqui um post no ano passado sobre o que levar na mala de férias que podem rever. Neste post vou mostrar-vos o que eu vou levar nestas férias. Uma lista muito mais simples.

- 1 Mochila que dá para usar no dia a dia e dá para levar para a praia;
- 1 Carteira pequenina para sair à noite num tom nude que combina com tudo;
- 3 saídas de praia (uma túnica branca, um vestido branco e um vestido estampado)
- 1 vestido para usar em casa (para quando chegarmos da praia, depois do banho vestir e andar confortável)
- 4 vestidos para sair à noite (2 descontraídos e 2 mais elaborados)
- 3 biquinis (sejam espertas, levem peças diferentes e conjuguem-nas de formas novas todos os dias)
- Roupa interior (como cuecas não ocupam muito espaço, levem mais do que os dias que vão lá ficar!)
- Pijama
- 1 camisola e 1 camisa de ganga (para as noites frescas)
- Chapéu de sol (facultativo)
- Toalha de praia
- Toalhas de banho
- Um livro (obrigatório nas férias!)
- Uno e Poker (facultativo)
- Necessaire

O calçado é muito, muito fácil. Não vale a pena complicar:
- Havaianas (para a praia, piscina e para usar em casa)
- Sandálias camel (ou nude, ou douradas, prateadas... Tons que ficam bem com tudo!)
- Alpergatas pretas (ou cores que fiquem bem com tudo. Ou estampadas coloridas!)
Umas são mais descontraídas e outras mais formais para as saídas à noite. Ficam ambas bem com tudo aquilo que levo na mala.

Relativamente ao Necessaire, levo 1 e 2 estojos porque gosto de separar as coisas:
No necessaire (de mão):
- Shampô, amaciador;
- Gel de banho;
- Cremes (hidratante, protetor solar);
- Escova e pasta dos dentes;
- Desodorizante;
- Gilette;
- Cotonetes, etc.
Comprem aquelas embalagens pequenas ou encham boiões/frascos mais pequeninos para viagens. Poupam muito espaço!

No estojo da maquilhagem:
- BB Creme, Rimel, Batons, Blush.
É facultativo. Mas não ocupa quase espaço nenhum!

No estojo dos acessórios:
- 2 colares;
- 3 pares de brincos (2 para a noite e 1 par de argolas)

Eu sei que escrito parece imensa coisa, mas acreditem que não é! Levo uma mala pequena e ainda me coube um caderno, canetas, o livro (que tem quase 900 páginas!!! É enorme), o Uno, enfim... E ainda sobrou espaço!

Separem logo a roupa que vão usar no dia da viagem. É menos espaço que ocupam e trabalho que poupam.

Espero que tenham gostado deste post e que vos faça muito jeito!
Descompliquem e boas férias!


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quarta-feira, 15 de julho de 2015

[Útil e Agradável]

Como partilhei no instagram, o meu quarto teve direito a um upgrade.

Juntei o útil ao agradável: precisava de arrumação (os sapatos acumulavam-se na sapateira e os dossiers, livros, cópias e afins estavam em montes por baixo da minha secretária - so not cool!) e adorava ter uma espécie de toucador. Tinha um em pequenina e era o meu espaço preferido. Agora acho que mereço um também!

Como o Ikea nunca nos falha, lá consegui encontrar uma solução para estas duas questões e ainda para mais uma: ocupar o mínimo espaço possível (detesto ver divisões atulhadas de móveis!).






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sábado, 11 de julho de 2015

[Mesas Bonitas]

Desde pequena sempre me ensinaram a pôr a mesa muito direitinha. Nem que fosse para comer um bife com batata frita e ter guardanapos de papel. Se é para estar à mesa, então é para se estar bem. A minha avó insistia sempre nisso. Mesmo com a loiça mais humilde (e às vezes uma de cada nação), ninguém lhe podia apontar o dedo em relação à "etiqueta". Talheres alinhados paralelamente ao prato, o copo no sítio certo, o guardanapo impecavelmente dobrado... Enfim. E mesmo quando acabávamos de pôr a mesa, ela acabava por ir lá dar o jeitinho dela.
Herdei-lhe isso.
Não sou uma pessoa que gosto muito de comer, mas adoro ver uma mesa bonita. Mas se não estiver bonita, ao menos que esteja bem posta!
Tenho outra história engraçada com as mesas e a decoração. Conto-a muitas vezes. Uma vez fui às compras com a minha outra avó e com a minha mãe. Entramos numa loja de decoração. Tinha uns 5 anos - ou até menos! Bati com os olhos numa toalha e apaixonei-me. Juro que sim. Pedi à minha mãe para levar. Obviamente que a minha mãe não viu utilidade nenhuma dela e até achou que eu estava a pedir por pedir. Uma miúda de 5 anos a pedir uma toalha com tanta força não é propriamente o que se vê por aí muitas vezes. Disse que não. Fiquei triste e pousei-a. Quando cheguei a casa, voltei a falar da toalha. No dia seguinte, quando cheguei a casa da minha vovó tinha um embrulho. Está-se a ver o que era... Vocês não imaginam a minha alegria! Nunca mais me esqueci desse dia e todos os anos, no Natal, faço questão de a usar na mesa. É como se a minha vovó estivesse ali a jantar connosco. Ainda hoje sou completamente apaixonada por aquela toalha... Não é nada de especial nem foi particularmente cara, mas para mim é das coisas mais valiosas que tenho:
Toalha dourada

Já perceberam que adoro pôr a mesa e adoro pôr mesas bonitas, principalmente quando são dias especiais ou quando temos visitas. Acho tão importante como cozinhar um bom jantar.

Esta altura é perfeita para pôr mesas mais descontraídas, mais coloridas, podem misturar loiças, cores, padrões... No verão, no jardim, tudo fica bem.
Por isso, e aproveitando algumas peças de saldo, dou-vos algumas sugestões de decoração de mesas


Hoje já não há desculpa para não se ter loiça bonita em casa. Os serviços não são caros na grande maioria das lojas (Ikea, Zara Home, Viva, Casa...) e o que não falta são opções.
Tendo como princípio que pratos brancos e copos de vidro transparente já têm aos molhos aí em casa, selecionei algumas peças bem coloridas para o verão e as refeições no jardim:
Mesmo que usem guardanapos de papel, não precisam de usar uns feios e sem graça nenhuma. No Ikea não faltam cores e padrões e até com tamanhos diferentes. É só escolher.

Por vezes temos uma toalha branca e pratos brancos e não sabemos o que havemos de fazer para dar a volta ali à mesa. Tenho sempre três sugestões: guardanapos coloridos (como aquele exemplo LINDÃO da Zara Home), velas coloridas e flores! Prometo que vão ter uma agradável surpresa.

Se usam anéis de guardanapos (Zara Home), porque não usar uns todos coloridos e bem dispostos? Pensem positivo, podem combiná-los com todos os pratos de diferentes serviços que têm lá por casa!

Por falar em pratos, já viram este prato com padrão cheio de cor (Zara Home) e a pedir mesmo para vir cá para casa? Nem de toalha precisam para fazer uma vistaça!

Podem optar também por usar uma toalha com padrão, bem colorida (Zara Home), com os vossos pratos brancos. Fica sempre bem.

Já que estamos numa de cores, porque não copos coloridos? Um de cada cor. Fica um máximo!

Quando fazem festas ou jantares no jardim têm sempre que andar de um lado para o outro porque ora falta a faca para cortar o bolo, ora é preciso mais um garfo, ora agora vamos buscar a loiça para a sobremesa... Enfim, vocês passam o jantar para dentro e para fora. Mas eu tenho uma sugestão que nunca me falha. Ponham uma mesa de apoio (mesmo que seja pequenina) com uma bandeja (como a rosa da Viva ou aquele "cesto" com separadores da Zara Home) e coloquem lá todos os talheres que sabem que vão ser necessários, flutes, os pratos de sobremesa e mais uns quantos guardanapos e copos a mais. Para concluir podem sempre adornar com umas flores - digo eu, que sou uma pirosa!
Este foi o único exemplo que fotografei.

Mas vamos ao que interessa. A decoração das mesas.
Acho que temos muito a tradição de usar toalhas. Eu adoro e uso quase sempre, mas há tantos individuais lindos que devem de ser usados... E uma mesa de exterior de madeira deve sempre de ser mostrada:

Para um almoço simples, depois de chegarmos da praia. Guardanapos de papel e frascos de sumo em vez de copos. E os pratos às cores. Simples, fácil e divertida.
Pratos Viva | Frascos e Talheres Casa | Guardanapos Ikea | Individuais Zara Home

Para aquelas refeições leves de peixe e pimentos grelhados, esta mesa é perfeita.
Talheres e Pratos Casa | Guardanapos, Vasos e Copos Ikea | Anéis e Individuais Zara Home

Vejam este exemplo onde tudo é colorido e até os copos são diferentes entre si. É das minhas favoritas para o verão! Não dá logo vontade de sentar e ficar por aqui um bom bocado? Mais uma vez, a prova de que guardanapos de papel são divertidos e ficam bem numa mesa!
Guardanapos e Taça de servir Ikea | Copos Viva | Talheres Casa | Individuais e Pratos Zara Home

Ai e tal mas eu só tenho pratos brancos e individuais e copos sem cor. Não faz mal. Basta comprar uns guardanapos coloridos como estes, uns anéis giros e até um jarro et voilá, uma mesa simples, colorida q.b. e muito primaveril.
Individuais, Jarro, Anéis e Individuais Zara Home | Copos Ikea | Talheres Casa

Por fim uma mesa mais formal, para festas mas ainda assim colorida e cheia de energia! Não têm guardanapos iguais aos pratos nem aos individuais? Não faz mal nenhum, usem uns que já tenham e que crie um contraste bonito como fiz com estes ;)
Guardanapos, Marcador e Bandeja Zara Home | Pratos e Talheres Casa | Copos e Velas Ikea

Juro que não precisam de muito. Basta ter um bocadinho de imaginação e reinventar aquilo que já têm. Por exemplo, têm toalhas das vossas avós que até são coloridas mas vocês já não acham assim tanta piada quanto isso? Porque é que não lhe põem uns pratos giros e coloridos em cima? Como eu fiz aqui num dos jantares que fizemos no jardim (que têm sido todos os dias) com direito a tarte de limão e sangria de frutos vermelhos e espumante - que estava uma delícia.
A toalha é mais antiga do que eu e só tive de lhe juntar uns pratos coloridos. Ficou logo mais bonita. Mas conseguimos fazer melhor, não acham?

Comecem a dar mais atenção à vossa mesa. Afinal, passamos uma boa parte do dia lá, não é verdade?


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