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quarta-feira, 28 de março de 2018

ben is an alien


Fui ver o Benjamin Clementine no Auditório Municipal de Viana do Castelo e acho que ainda não tenho palavras para vos descrever o espetáculo que ele deu. Para começo de conversa, ainda estou a martirizar-me por ter perdido a oportunidade de o ver no Paredes em Agosto. Tinha companhia, boleia, bilhete... Mas não fui porque tinha outros compromissos. Parva.

Já ouço Benjamin há uns tempos (antes do Paredes, claro), mas depois da minha amiga ter ido e me ter descrito o concerto acho que ainda fiquei mais fã. Quando soube que ele vinha cá fiquei entusiasmada, mas depois voltei a pensar que tinha responsabilidades e que o mais certo era não poder ir. Entretanto os bilhetes esgotaram. Fiquei mesmo triste, de verdade. Mas a vida seguiu.

A semana passada, essa mesma amiga disse-me "Tenho um bilhete para o Clementine, queres vir?". COMO ASSIM SE QUERO??? Quero sim!!! E pronto, quando dei por mim já estava em Viana, ansiosa para o ver.

Podia tentar descrever-vos o concerto, mas é impossível. E lamento informar-vos, mas o Spotify ou o YouTube ou as rádios onde as músicas dele passam não fazem jus ao talento enorme que aquela pessoa tem... Nem ao seu humor e loucura. Sempre que tiver oportunidade, vou ver o Benjamin. Foi o concerto mais bonito que já vi, não o mais espetacular (eu já vi a Madonna duas vezes pessoal, fim de conversa) mas aquele em que me senti arrepiada de início ao fim. Aquela voz... Meu deus, aquela voz! É incrível o que ele faz com ela, com o piano e com o público. Foi soberbo. E a interação dele com o público foi de rir. Extraordinário. Que incrível que é o Benjamin e que ele consiga permanecer fiel a si próprio, ao seu estilo tão pessoal, tão íntimo.

Pensei que fosse chorar, porque quando vejo algo tão bonito fico emocionada (sim, eu emociono-me com quadros ou esculturas ou edifícios... yep! Who knew?!) mas no caso do Benjamin eu sentia-me tão feliz, tão arrebatada, tão boquiaberta com todo o ambiente que só conseguia estar calada. Menos quando tocou, por exemplo, a Nemesis, a música de Guimarães, ou quando ele pedia que cantássemos com ele "I'm an alien just passing by (in Portugal)" ou "Porto Belo" ou "I'm sending my condolences to fear / I'm sending my condolences to insecurities". Ou quando ele continuava a insistir que pronunciávamos mal "IN-SE-CU-RI-TIES!".  Foi uma risota! Mas depois, noutros momentos, ficava a observar e a aquecer o meu coraçãozinho. Que bonito que é o Benjamin... 

E que eu possa sempre ir vê-lo e acompanhar o seu trabalho.

Estou (ainda mais) rendida.


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quarta-feira, 21 de junho de 2017

recharging

O meu fim-de-semana não podia ter sido melhor. Que saudades de um sábado e de um domingo sem trabalho e sem ter que abrir o computador. Há meses que isso não acontecia. Nem era para ter acontecido.

Sábado, tal como combinado, partimos logo de manhã para Resende, onde tenho imensa família, para o nosso já tradicional encontro anual. Por lá passei todo o dia, alternando entre a comida, a sangria, o ar condicionado e pôr os pés dentro da piscina. A quinta era linda, com uma vista de outro mundo. Pena foi não ter levado biquini para me poder refrescar mais... Às 11h já estavam 40º para aqueles lados, uma verdadeira tosta. Foi um dia bonito, diferente e manteve-me afastada do trabalho...

Quando cheguei a casa, já passava da meia noite, tinha uma mensagem do meu amigo a convidar-me para ir para o Gerês no dia seguinte. Ponderei. Não tinha feito nada do meu trabalho, as coisas estão cada vez mais atrasadas, não tenho escrito absolutamente nada para o blog... Mas depois pensei: fogo, eu mereço um descansozinho e também mereço apanhar uma corzinha. Respondi-lhe que ia.

Às 11h30 da manhã lá fomos para o Gerês. Almoçamos no sítio do costume, voltamos para a praia, estendemos a toalha e por lá ficamos algum tempo - mais tempo dentro da água do que fora, que não se aguentava de tanto calor. Por volta das 5 e meia da tarde subimos para o barco. Não vos sei dizer o quanto eu gosto daquele sítio, o quão bem eu me sinto lá... É mesmo um paraíso para mim. Até às 20h30 fomos intercalando entre apanhar sol e dar duas de treta no barco e dar uns belos mergulhos naquela imensidão onde estávamos praticamente sozinhos. Indescritível. Como eu adoro aquele sítio e aquela companhia em particular...

Fechamos a praia. Já não ficou mais ninguém para trás. Depois bateu a fome e decidimos voltar e jantar antes de regressar a casa. Fomos mesmo assim, de Havaianas, calções, biquini molhado com o top por cima a transparecer. O cabelo despenteado e cheio de nós, meio seco, meio por secar e cheiro a protetor solar. Não houve problema nenhum. Comi um cachorro especial e bebi uma sangria de espumante e não tenho vergonha de admitir. A pele estava quente e aquilo soube-me que nem um banquete... A conversa estendeu-se. Quando demos por ela já era quase 11 da noite. Hora de regressar que no outro dia houve trabalho.

Cheguei a casa de rastos. Fui tomar banho e espalhei creme pelo corpo. Comi um bocado de morangos que tinha no frigorífico e fui dormir. Adormeci logo, por cima da coberta, de janela aberta e de cabelo molhado.


Comecei a segunda-feira cheia de vontade e com as baterias carregadas.

Às vezes ser irresponsável compensa. E eu que o diga...


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quarta-feira, 7 de junho de 2017

breath in

Alô gente do meu coração!
Estou viva... Quase morta... Mas ainda respiro três ou quatro vezes por hora.

Brincadeira.

Bom, a semana que passou foi mesmo incrível. Eu acho sempre que todas as semanas são a loucura, mas a que vem a seguir acaba sempre por superar as expectativas. Mas a que passou foi mesmo, mesmo dura e mesmo, mesmo divertida. Vamos por partes. Começo por dizer que o meu colega de trabalho - o que trabalha mais diretamente comigo e que é também o meu orientador - foi de férias. Fiquei "sozinha" e segurar um projeto que estamos a trabalhar já vai para a terceira semana. E mais meia dúzia de coisas. Tranquilo. Só tive que organizar o meu trabalho com antecedência, ligar a muita gente, conciliar horários, e tudo correu bem.

Basicamente estive sempre no exterior a acompanhar os 10384 serviços que prestamos. E, senhores, dos muitos sítios bonitos e de muita informação incrível que ainda fui recebendo, destaco um dia em particular em que visitei um caminho pedestre e um parque de lazer. 



Nesse dia fui preparada. Ia fazer muito calor (e se fez, senhores!) e por isso enchi-me de protetor solar, usei um top de alças e calcei as botas mais grossas que tinha (os terrenos eram mesmo difíceis). Lá tive mesmo que prender o cabelo e pus a máquina fotográfica à tiracolo. Enfiei também a mochila do fotógrafo às costas (apesar de ele insistir para eu não o fazer, porque era muito pesada, blablabla, mas eu fiz questão) e lá fomos nós. O caminho é o da Citânia de Briteiros (conhecem?) e eu nunca tinha lá ido. Não é um caminho fácil, é até bastante atribulado, mas vale bem a pena as 47 ameaças de tombos pelas ribanceiras abaixo. O espaço é lindíssimo, sossegado, de uma paz... Parecia que estava a explorar um sítio por onde nunca ninguém tinha passado. Sentia-me a Dora Exploradora, sentia-me com 10 anos (como sempre me sinto, na verdade) a absorver tudo à minha volta. 



Fomos 3 na carrinha, mas como os caminhos estavam mesmo muito difíceis de percorrer por causa das chuvas e das ervas muito altas, paramos e fomos sempre a pé. Passei umas 2 horas lá e por mim ficava outras tantas. Continuava a percorrer o caminho em direção a um sítio qualquer, só mesmo a apreciar a paisagem. Fizemos o nosso trabalho e fomos embora, mas acho que hei-de voltar.



Quando eu pensava que não podia melhorar, eis que a seguir vamos a um parque de lazer que está a ser reabilitado e fico francamente surpreendida. Talvez por não ter expectativas nenhumas, fiquei de boca aberta com a beleza daquele sítio à beira rio. Aí eu sei que volto em breve com uma manta e alguns petiscos para fazer um piquenique.


O resto dos meus dias foram passados a fazer o mesmo projeto - embora em sítios menos bonitos. Percorri quilómetros e quilómetros a pé (mesmo muitos!). Também andei a tentar conciliar o tempo que passei fora do escritório com o trabalho de escritório que era preciso fazer urgentemente, com reuniões e projetos pendentes, eventos e, ainda tive um extra, de ter que trabalhar no domingo das 13h às 21h. Maravilha!


Foi por isso que no fim-de-semana nem tempo tive para fazer um único post (nem para trabalhar em nenhum projeto).


Ando cansada, ando sem vida social, mas ando feliz.



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

quanto tempo tem o tempo

Decidimos em cima da hora ir para a Serra este fim de semana. Quitei-me com o que de mais quente tinha no roupeiro e foi a melhor decisão que tomei. O ar era tão frio que mesmo ao sol sentia a pontinha do nariz a gelar - não sentia o resto porque estava tudo devidamente coberto.

Foi um fim de semana desligada de tudo - sem internet, sem telemóveis (a não ser para tirar fotos), sem TV, sem jornais ou rádio, sem relógio... - só nós, a serra, a lareira, comida e conversa. E a paisagem de cortar a respiração de tão perfeita.

Depois do almoço fomos conhecer As Capuchinhas. São uma cooperativa constituída por 4 senhoras que trabalham o borel e o linho como ninguém. Têm peças artesanais lindas de morrer e a dona Ester, com paciência de santa, lá nos explicou todo o processo, desde a tecelagem até ao produto final. Fiquei encantada! Há peças que demoram uma semana a ficarem concluídas e já exportam até para o Japão!!!

Voltamos para a lareira não sem antes passarmos por cabras e pastores e cães de guarda, sem fazer amizade com um deles e sem andarmos a carregar lenha - faz tudo parte desta vida. A televisão que servia de barulho de fundo acabou por ser desligada. A conversa fluia naturalmente e não havia espaço para o silêncio. Durante a tarde fomos sempre petiscando, bebendo e metendo lenha na lareira. Ao jantar juntámo-nos a pessoas que não conhecíamos numa mesa comprida. A conversa foi tão boa que nem demos pelo tempo passar. Depois do cafézinho, do Porto (ou Limoncello para mim), vieram os Fados cantados e tocados ali mesmo à mesa. No fim, já cansadíssima, fui para o quarto. Achei eu que de madrugada. Quando olhei para o relógio era meia noite... Ali o tempo corria mais devagar, havia tempo para ter tempo. Era uma dimensão diferente... Fiquei encantada.

No dia seguinte deixámo-nos acordar naturalmente. Às 7h acordei mas deixei-me estar no quentinho dos lençóis no meio daquele quarto rústico. Às 10 horas levantei-me devagar, voltei a vestir camadas de roupa e saí para o pequeno almoço. Infelizmente tínhamos que voltar logo a seguir mas acabamos por sair às 13 horas. Prometemos voltar.
Era exatamente disto que eu estava a precisar!


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

paraíso a sul

Não estava a contar ir. Marcamos nas vésperas, fizemos as malas e fomos.
Já cá tinha estado mas nunca nesta zona da cidade. Aqui era o ponto em que terminávamos os nossos passeios e voltávamos para trás.

Quando chegámos achámos que nos tínhamos enganado. Tudo era dez vezes melhor do que nas fotos e nas descrições dos emails. Ficamos apaixonados logo ali. A melhor piscina de sempre (de água salgada!), a dois minutos a pé da praia, no melhor sítio da cidade. Tínhamos tudo à mão: diversões noturnas e até durante o dia na praia (aulas de zumba, yoga, fitness...), tínhamos ginásio e espaços infinitos para grandes caminhadas, restaurantes, bares, lojas e padarias e, ao mesmo tempo, a maior tranquilidade do mundo... Um silêncio perfeito.

Ficamos tão apaixonados que pela primeira vez dissemos que até ficávamos mais uns dias por lá.

Mudamos completamente as nossas rotinas de férias. Acordávamos todos os dias às 8h30 da manhã, à exceção dos dias que ia correr às 8h (antes de começar a tostar) até ao farol e voltava. Vestia o biquini, tomava o pequeno almoço e ia para a piscina toda a manhã. Às 9h já estava ao sol.
Depois do almoço, descansávamos, líamos, enfim, cada um fazia o que queria e depois praia até ao pôr do sol. Nunca ia para casa sem antes dar outro mergulho na piscina, até às 20h ou mais tarde.
Tive a piscina só para mim muitas, muitas vezes (principalmente às 9h da manhã).

Corri todos os dias. Todos! Uns dias de manhã bem cedo, outros às 8h da noite, onde a brisa sabia tão bem. E a vista é tão bonita que mal me custava.

Comi pizza e ravioli mas também comi robalo e dourada. Comi muita fruta e bebi muita água. Cedi à Coca Cola em duas refeições. Usei protetor solar fator 50 umas três vezes ao dia em todo o corpo e hidratei-o com creme todos os dias depois do banho.
Não usei uma ponta de maquilhagem nem roupas elegantes. Tudo fluido e tudo muito descontraído, como eu gosto.
Levei mais biquinis e roupas de treino do que o resto. Dividi uma mala média com o meu irmão e ainda sobrou espaço.

Poucas foram as vezes que adormecia depois da meia noite e meia. Descansei completamente, reajustei o meu sono e o meu corpo agradeceu. Carreguei o meu telemóvel apenas 2 vezes (e só o fiz porque ouvia música todo o dia com os phones). 

Foras as melhores férias desde que me lembro. Exatamente como eu queria: acordar e deitar-me cedo, comer bem, exercitar, aproveitar o dia ao máximo e descansar, descansar, descansar.

É um paraíso que eu quero voltar.


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

with love, josefinas

A Josefinas é uma marca portuguesa fundada em 2013 em São João da Madeira por Filipa Júlio, Maria Cunha e Sofia Oliveira. Vende calçado de senhora com a particularidade de ser produzido manualmente por artesãos experientes. O nome tão característico veio da avó da Filipa e parece que colou. Começaram com as emblemáticas bailarinas que correram o mundo nos pés de caras conhecidas do street style nacional e internacional como Chiara Ferragni, a autora do blogue Men Repeller, Gloria Steinem (que criou uma linha com o seu nome), Sara Sampaio e Maria Guedes do Stylista, Ana Sofia, Luís Borges, entre muitas outras.

A ideia inicial foi criar o modelo bailarina, feminino, elegante, clássico e versátil. Com o sucesso enorme, as linhas foram-se alargando para sapatilhas, sapatos e até botas, contando agora com aproximadamente 50 modelos. O que nunca mudou? O laço. O laço é a imagem de marca das Josefinas e houve sempre o cuidado de reinventá-lo. Aliás, ele é a assinatura de marca, assim mesmo, torto, mais comprido de um lado do que do outro, que simboliza o handmade, a perfeição do imperfeito e a renúncia à produção standard.

Numa vasta escolha de cores, materiais e até padrões - podem ir dos tons lisos, aos xadrez, ao padrão animal - as sabrinas mais famosas de Portugal tem como preço base os 129€ e podem atingir os 3369€ sendo consideradas as sabrinas mais caras do mundo.

Na loja online da marca podem encontrar todos os modelos, com as diversas cores e opções de adereços (desde o pelo aos sticks) assim como os seus nomes e justificações, mostrando a solidez da promessa da marca.

Tenho que dizer que sou fã das sapatilhas verdes, da coleção Dream Big, modelo Louise Green Tree que custam uma módica quantia de 360€. O mesmo acontece com as sapatilhas com o pelo, as Louise Pink (295€) em que podemos escolher a cor da sapatilha e do pelo. As sabrinas mais simples (da Coleção nº1) também me piscam o olho e acho o maior piadão às sabrinas com um pouco de salto, da coleção Party (345€, em seda) que me apetece comprar um par de cada cor.

Depois disso, é preciso destacar três modelos mega famosos da marca.
Primeiro, as primeiras botas Josefinas, XL, em pele preta. Foram um sucesso no street style e não há ninguém que lhes fique indiferente. Depois a criação das sabrinas mais caras do mundo (3369€ mais precisamente) que pertencem à coleção 1001 Noites modelo Sal Azul Persa que foram badaladas em cada canto do mundo e parece-me que não houve uma única revista da especialidade que não as referisse. Por fim, há também a coleção Mãe e Filha com dois modelos (na imagem o modelo Sweet, Sweet Love a 894€ - fotografia do Blog da Carlota) que fez sururu quando lançados no Dia da Mãe com um packaging apetecível e amoroso. Inteligentes.


E por falar nisso e como tudo o que é Josefinas é especial, não podiam esquecer-se do packaging - que para mim é a primeira impressão, aquela que nos vai ficar na memória - que é impecável. Para além de refletirem o espírito da marca com sobriedade, elegância, feminismo, ainda acrescentam pormenores handmade como um cartão com uma mensagem bonita escrita à mão. São estas pequenas coisas, esta dedicação, esta atenção que torna uma pequena marca de sabrinas feitas à mão em Portugal, numa marca internacional em séria expansão (mais de 200% de crescimento em comparação com o ano passado).

Dá para perceber um pouquinho da dimensão desta marca quando a Zara tenta imitar os seus modelos mais emblemáticos:
Nova Coleção 59,95€

Ou quando abrem uma loja em Nova York.

Sim, a Josefinas vão finalmente ter um espaço físico do outro lado do Atlântico. A escolha do local deveu-se ao facto de 35% do mercado ser americano. A loja está um sonho e foi desenhada pelo arquiteto Christian Lahoud (que já criou lojas para a Jimmy Choo, Tiffany e Gucci) e tem um pequeno jardim. A ideia foi concretizar um conceito de sofisticação feminina e de um sonho tornado realidade. Resultou numa mistura de tons de rosa claro, cobre e bege. Uma das peças mais especiais da loja foi criada pelo artesão português Jorge Direito e trata-se de uma árvore em cobre.



A loja fica situada no bairro Nolita, perto de Soho, em Lower Manhattan e foi amor à primeira vista.
Além disso já têm a premonição de marcas como a Tory Burch que abriram no mesmo local a primeira loja e hoje o sucesso é estrondoso. As nossas meninas vão no mesmo caminho, mas com uma loja muito mais bonita, certamente...




Se forem visitar Nova Iorque nos próximos tempos, guardem o endereço (e uns trocos para gastar):

JOSEFINAS NYC FLAGSHIP
252 Elizabeth St New York, NY 10012
001 917 770 2484


Muitos parabéns às "nossas" Josefinas.
Filipa, Maria e Sofia, agora já sabemos por onde vos levam as vossas Josefinas ;)


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domingo, 24 de julho de 2016

amor

Voltei.

Com alguma pena, confesso. É sempre difícil deixar um pequeno paraíso privado para trás, não é?

Mas voltei de coração cheio, de mente vazia, cheia de energia e com um bronze aceitável.
Vi coisas novas, fiz coisas novas, descansei, recalibrei-me, respirei fundo, mergulhei, meti-me em cima de uma prancha e corri para as ondas, sequei o biquini ao sol, não sacudi a areia dos pés, não pus uma ponta de maquilhagem durante essa semana inteira, perdi quase sempre a jogar UNO mas era muito boa na mímica, quebrei a minha "dieta" todos os dias, comi arroz e batatas mas também comi dourada grelhada e muita salada, comi crepes com morangos e nutella... duas vezes..., acordei cedo, tomei o pequeno almoço todos os dias, apanhei sol no jardim, na praia e na piscina, não cheguei a estrear o meu fato de banho, usei apenas 4 peças de roupa sem ser de praia, o meu cabelo secou sempre ao natural, jantamos às 11h da noite e às 7h30 também, apanhei sustos desgraçados que me deram caibras na perna, vimos um filme de 1996 e relembramos a nossa infância, comi mamão na praia, aprendi a montar uma tenda de campismo, fomos ao miradouro mais assustador de sempre à meia noite procurar Pokémons (não havia nenhum, não vale a pena o esforço), bebi demais por causa dos jogos de beber, dormi pouco para aproveitar todos os raios de sol, joguei vólei na água, demos a volta a situações que nos podiam ter estragado as férias mas nós não deixamos e brincamos com a situação (as necessidades aguçam o engenho, não é?), ouvimos música quase todo o dia, em qualquer lado...

Enfim, fiz tanta coisa e tão pouco ao mesmo tempo...

Mas aconteceu-me uma coisa curiosa...
Há um mês, mais ou menos, comprei um fio numa feira medieval na minha cidade. Era uma pedra em forma de cristal azul turquesa (que, como já devem saber, é a minha cor favorita). Num dia, ao chegar da praia, apercebi-me que a pedra já não estava no meu pescoço. Fiquei tristíssima. Procurei no jipe, procurei no caminho que percorri em casa e nada... Quando estava a tirar o biquini para tomar banho ouço a peça a cair. Estava preso nas costas (esquisito!) e ainda mais esquisito é que estava partida a meio. Foi muito estranho porque eu ainda não consegui perceber como é que foi possível aquilo ter acontecido se eu estava com um biquini cai-cai! Recolhi as duas partes e guardei-as.
Uns dias depois fomos à feira medieval que estava a acontecer na cidade (coisa bonita!) e lá fui eu procurar fios giros (é a minha panca, não consigo evitar!). Encontrei um muuuuuuito parecido com o meu falecido, mas ao mesmo tempo apaixonei-me por outro fio, com uma pedra cor de rosa claro, lindo... Um amigo que gostava muito do meu fio queria comprar um igual, mas de outra cor, para a namorada e eu estava a contar-lhe o que tinha acontecido ao meu. O vendedor ouviu a minha história e perguntou-me se a peça se tinha partido a meio. Eu disse-lhe que sim, que tinha sido estranhíssimo.
Ele: "Sabe o que significa essa pedra?" disse-lhe que não, que a tinha comprado apenas porque gostei muito da cor. "Ela atrai toda a energia negativa à sua volta. Foi por isso que partiu a meio, porque havia demasiada energia e ela conseguiu sugá-la toda". Fiquei de boca aberta a olhar para o senhor, meio assustada, meio maravilhada - eu tenho uma mente aberta e eu acredito nessas coisas das energias. "Acho que a menina já não precisa dessa pedra. Pode ser que precise mais da que tem na mão." perguntei-lhe o que atraia aquela pedra cor de rosa, tão bonita. "Amor." disse-me.

E foi assim que lhe entreguei uma nota sem pestanejar.
O meu amor está agora no meu pescoço e só sai quando ele achar que já tenho amor suficiente, que já transborda.

O meu amigo comprou a mesma pedra (com o mesmo significado) mas com o formato de cristal para a namorada e outra amiga comprou um fio igual ao meu.

Somos um grupo cheio de amor, disso não tenho dúvida.

Um beijinho para o senhor simpático que perdeu imenso tempo a responder às minhas perguntas e à sua cadela linda, a Maia, que era muito simpática.

Voltei à realidade, voltei a ter wi fi, voltei a ligar o computador (adiei o máximo possível, juro)... Mas o meu estado de espírito ainda está naquele sítio, onde vi o sol nascer entre confissões e caipirinhas, onde vimos o pôr do sol na praia, no jardim, enquanto que os meninos tratavam do churrasco e nós da salada e do feijão preto, viradas para a janela com vista para o mar e para Espanha e onde me fartei de comer melancia fresquinha. O meu mood ainda é roupa fácil, fluída, havaianas, cabelos despenteados, zero maquilhagem, sangria e cheirinho a protetor solar.



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segunda-feira, 18 de abril de 2016

coachella

A sério, não me importava nada.
E ver imagens a cada segundo no meu Instagram do festival mais cool de sempre não ajuda. E não digo isto só por causa das roupas e dos VIPs todos que por lá andam - isso até é o menos. Já viram bem o cartaz? Socorro! E melhor, já viram bem aquelas paisagens lindas e aquele tempão de fazer inveja ao povo? Tudo a aproveitar o belo do sunset em LA e eu a fazer 4 trabalhos em simultâneo em casa e a ouvir a chuva a cair.

Que bela vida que é vivida no Coachella, não acham? Parece tudo tirado de um postal. E todo este ambiente é tão a minha cara, tão euzinha...
E se eu fosse a este festival maravilhoso o que é que eu levava vestido? É um bocado improvável dizer, porque ia depender do meu estado de espírito daquela altura, mas seria muito dentro destes três conjuntos:

Base neutra, muita cor nos acessórios. O máximo de pulseiras giras que tivesse. E anéis também!
Sandálias 49,95€, Óculos de sol 15,95€ e Chapéu 19,95€ | Zara
Vestido 39,99€, Batom 9,99€ | H&M
Pulseiras 24€ (cada) | Bimba y Lola
Clutch 15,99€ | Mango

 Neste caso, sem flores ou chapéus no cabelo. Um colar que faz o trabalho todo. Mas sempre podendo acrescentar os skinny rings que eu adoro. Uma camisa de ganga para as alturas mais frescas. Quando não for necessária, usar na cinta. Um look mais descontraído mas colorido e confortável na mesma.
Camisa 29,99€ e Sandálias 35,99€ | Mango
Colar 15,95€ e Fita 7,95€  | Zara
Carteira 29,99€ | Parfois
Vestido 19,99€ | H&M

Por fim, um look mais cool, mais sofisticado, simples e colorido ao mesmo tempo. Cheio de pinta. É escusado dizer que adoro TU-DO e que é, talvez, o eleito!
Vestido 29,99€, Sandálias 69,99€ | Mango
Clutch 25,95€ e Lenço 17,95€ | Zara
Óculos de Sol 69€ | Uterque
Brincos 4,99€ | Bershka
Colete 39,99€ | H&M

E agora que já vagueei um bocado por este mundo encantado do Coachella, vou voltar aos meus trabalhos infinitos, à chuva e às pantufas e preparar-me psicologicamente para daqui a um bocado pôr o meu rabo a mexer.

Cada um tem o que merece.


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quinta-feira, 10 de março de 2016

la isla bonita

O mood de hoje é a Grécia e todas as praias mediterrâneas com este aspeto tão apetecível. Apetece mergulhar e ficar na praia todo o dia, tomar banho e por o vestido mais leve e simples alguma vez feito e beber um bom vinho fresco, comer pão com azeitonas e azeite e dançar a noite toda.
Zero telemóveis, computadores, acesso à internet, televisão e com contacto social muito reduzido.
Era isto. Pode ser?


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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

[Tibães]

Cada vez gosto mais da minha área. É perfeita, mesmo com todas as dificuldades (que são mais do que muitas). Eu não me importo e até agradeço. Quando algo é mais difícil a sensação de dever cumprido é muito mais recompensadora, não acham?

Mas o que mais gosto nisto tudo é que conhecemos tanta coisa nova. Tantas realidades, tantas mentalidades, tantas perspetivas que nós nem sequer tínhamos considerado... Enfim, é uma profissão onde temos constantemente que ser o outro. E o outro é tão diferente de nós. Aí é que está a beleza de tudo isto - e a grande dificuldade!

Ontem fui conhecer um sítio especial. Fiquei encantada e com muita vontade de fazer o meu melhor... Ou mais um bocadinho, se possível:



Não sou fotógrafa, não tenho máquina fotográfica (estas fotos foram tiradas com o meu telemóvel), não tenho jeito para isto e ainda por cima, já foi ao final do dia, a luz não era a ideal. E mesmo assim, o sítio é tão lindo que consegui estas fotos.

Sabiam que o Mosteiro de Tibães (Braga) é também um Museu - é, principalmente um museu - mas também tem hospedaria, restaurante entre muitas outras coisas? E  que fazem atividades interessantíssimas ao longo do ano?
E fazem preços fantásticos tendo em conta a experiência de viverem durante o tempo que vocês quiserem num mosteiro onde antes viviam monges da ordem de S. Bento?

Vá, vão lá pesquisar e depois digam-me se tenho ou não tenho razão!


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domingo, 26 de julho de 2015

[Felicidade]

Voltei (ooohhh)!
Na verdade cheguei na quinta à noitinha. Ficamos na praia até às 20h30. Não deu para ir embora mais cedo, estava tudo perfeito. O caminho era bem rápido, principalmente sem trânsito. Decidimos acabar em beleza e jantamos qualquer coisa todos juntos.
Não podia ter pedido férias mais perfeitas. O melhor sítio, a melhor companhia, as melhores "aventuras". Eram mais 15 dias do mesmo! Mas só na sexta feira é que me apercebi do sono que tinha. Dormi até ao meio dia e durante a tarde fui fazendo sestas. Estava mesmo cansada. Mas não podia ser de outra maneira! Deitávamo-nos quase sempre com a luz do dia lá ao longe e às 10h, mais tardar 11h já estávamos a pé, de biquinis vestidos prontos para o pequeno almoço e já com um pézinho na piscina! Não havia sestas nem descansos. Sempre em saltos para a água, a pregar partidas uns aos outros, a cozinhar em conjunto "Façam uma linha de montagem!!!", enfim. O livro que levei veio como foi. Era o que esperava e não me arrependo!
Com um final de dia como este era difícil de querer sair de lá, não acham?



Mas falo melhor sobre esses dias de férias quando tiver mais fotos comigo.

Ontem, depois de um dia de recuperação, fui para o Gerês. Claro que já lá tinha ido mas não neste contexto. Chegamos por volta do meio dia. Comemos uma sandes numa esplanada e de seguida fomos logo para as Cascatas. Medo. Muito medo! Se me mostrassem fotos do sítio e me dissessem que ia descer e subir por aqueles caminhos a pé eu diria que estavam mas é todos doidos! Nunca na vida iria conseguir fazer aquilo sem me esbardalhar ou falecer. Não aconteceu uma coisa nem outra e até percebi que tenho mais jeito para aquilo do que pensava.

As cascatas são lindíssimas. Não há nada mais puro nem mais natural do que aqueles sítios. É uma tranquilidade, uma paz que nos faz querer mudar de vida. Juro que sim! Fui de biquini, calções, camisa, havaianas e uma mochila com protetor solar (que fui pondo ao longo do dia!), uma camisola para o frio (que não aconteceu nem no final do dia!), óculos de sol (que quase nunca sairam da caixa) e carteira. Tirei o telemóvel para tirar meia dúzia de fotografias. Nem me lembrei dele. 

Depois dos caminhos atribulados quer a pé quer de jipe, lá fomos para a praia (fluvial). Eu que era uma nojenta de primeira, que não tocava em águas de rios nem afins, esbofeteei-me quando me deparei com a do Gerês. Deu-me uma vontade se saltar lá para dentro que nem imaginam - claro que o calor de 30 graus também deu um empurrão. E assim passamos uma horinha entre a água e o deck dos barcos, entre piadas e conversas entre pessoas que conheço desde sempre, pessoas que conheço há uma semana e pessoas que conheci no próprio dia.

Mas o melhor estava para vir. Cinco amigos e um barco no Gerês. Não há nada mais perfeito do que isso, garanto-vos. Passamos uma hora (ou mais) a passear, a parar no meio do rio e mergulhar, a conhecer aquilo que a pé, provavelmente não iríamos conhecer nunca. Fui mesmo feliz ali. Juro que se aquilo que senti ontem não foi felicidade, então, definitivamente eu não sei o que isso é.
Apercebi-me também que não precisamos de muito para ser feliz. Basta ter uma mente aberta, perder os medos (aqueles que nos impedem de fazer coisas) e ir. Deixar andar e desfrutar. Acima de tudo, aproveitar o momento.
Não há nada mais perfeito do que amigos, biquinis, um dia maravilhoso, descontração total, zero responsabilidades e ver a água a secar no nosso corpo, só com o calor do sol...
Fomos os últimos a sair da praia. Atracamos o barco e ainda ficamos uns bons 30 minutos por ali. Cheguei a casa já passava das 21h30. Nem tempo tive de tomar um duche para sair e jantar. Também não importa, estava tão feliz e tão descontraída que não havia olhares reprovadores que me incomodassem.

A irmã da Carolina disse que estávamos a ter uma vida de rico e que ia ser difícil voltar ao mundo real quando saíssemos do barco. A Carolina no final do dia, um pouco antes de atracarmos, disse uma coisa que eu não vou esquecer, ainda que o tenha dito mais para ela do que para nós: "Deus vai-nos dando oportunidades para sermos felizes, não é? Mesmo que sejam pequeninas coisas, ele vai dando...". Não acredito em Deus, mas nesse momento, concordei com ela. Mesmo que não lhe tenha respondido.

Foi, mais uma vez, um dia perfeito que espero repetir!



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